quinta-feira, junho 30, 2022

Saab Naval

Fragatas italianas em risco

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Apesar do sorriso que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi exibiu em sua visita ao país, a tentativa italiana de vender fragatas para o Brasil pode dar errado. Os italianos querem vender embarcações prontas para uso, mas cresce na Marinha brasileira a visão de que o país deveria avançar no desenvolvimento de uma indústria própria. Neste caso, a prioridade vai para o fornecedor que aceite transferir tecnologia.

FONTE: Época – Vamos Combinar – 05/07/2010

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Antonio M

“…mas cresce na Marinha brasileira a visão de que o país deveria avançar no desenvolvimento de uma indústria própria …”

Não é de agora. Devido principalmente aos problemas econômicos do passado recente com alguma melhora de poucos anos para cá e dos atuais problemas políticos é que são os causadores da estagnação…..

Cabral

A Itália não pode transferir a tecnologia e vender as fragatas prontas para o uso?

Elizabeth

Parece que a Isto É ganhou uma concorrente na função de publicar matérias de interesse da indústria francesa.

Até tu Época?

Aldo Ghisolfi

É isso aí, tal a dificuldade de quem não investe na pesquisa e não detém tecnologia de ponta. Mas italiano é assim mesmo; existe duas grandes raças de comerciantes no mundo, o judeu e o italiano. Ambos vendem a mãe. O italiano não entrega. Mas sempre existe opções. Uma delas é a França, que se propõe a vender a mesma fragata FREMM com mísseis de maior alcance e, com as fragatas, o repasse de tecnologia.

valter bomfim

Caso os italianos nao queiram tranferir tecnologia, e para nao cairmos de novo nas maos dos franceses, poderiamos fechar negocio com a Coreia do Sul, fabricante de excelentes fragatas!!

airacobra

que venha a que ofereça as melhores condições, transferencia de tecnologia eh primordial e devemos usar essa tecnologia adquirida na evoloção das Barroso, não podemos cair nessa de somente comprar de prateleira, passamos por um grande momento na nossa industria naval e não podemos deixa-lo passar novamente como na ultima decada, estamos ate exportando escoltas, so imagino depois que evoluirmos o projeto de nossas corvetas e ao menos adquirirmos no minimo umas 8 para a MB, seria um grande passo para exportar para as marinhas da AL e tambem de paises da africa e da asia

abraços

MVMB

Eu avisei…… só acredita quem quiser !!!!!!!!!

Ninguém dá tecnologia….. Só Brasileiro acredita nisso.

Biel

Precisamos de belonaves bem armadas para ter um bom poder dissuasivo,
a KDX II é uma belonave capaz de operar uma vasta gama de armamentos
além de dispor de uma autonomia considerável.
Tenho ficado muito preocupado com a dependência que estamos criando
com relação as potências européias , sabemos que os interesses que os europeus tem com relação as riquezas de nossa Amazônia e que eles podem ser muito mais perigosos que os “terríveis norte americanos” .

falcon

Neste caso, a prioridade vai para o fornecedor que aceite transferir tecnologia.
Isso mostra que que a esperança é a ultima que morre.

Mauricio Veiga

BIEL

O produto COREANO sofre do mesmo mal do GRIPPEN, depende
pesadmente de fornrcedores EUROPEUS e AMERICANOS, a Coreia
desenvolve e adapta os projetos para as especificaçãoes desejadas,
mas não desenvolve as chamadas tecnologias SENSSIVEIS.

Abraço.

Mauricio R.

Tdos os países estão somente querendo saber de salvaguardar seus níveis de emprego.
Não há encomendas domésticas suficientes, as exportações não são mais tão lucrativas devido as demandas por ToT pelos clientes, versus a diminuição dos orçamentos nacionais de defesa.

AQUINO CORREIA JAPIASSÚ FERRO

vejam só, o brasil quer comprar o projeto e não os navios. É MAIS BARATO.

Flal

Esse acordo com a Itália me pareceu que foi feito as pressas. Talvez para que o atual MD e o atual CM deixem o “legado” de terem sido eles que selecionaram os novos meios. Estão atropelando o planejamento. Agora eu pergunto, teremos orçamentos para tocar quatro programas ao mesmo tempo (Escoltas, NaPaOc, Classe Macaé e NApLog)? Esse ano não está previsto no orçamento. Quanto ao acordo assinado, ele ainda carece de um acordo complementar, que irá especificar quais serão os meios escolhidos, quais são os RANS e quais serão as quantidades a serem construidas pela MB. Do mesmo modo, esse… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“Flal em13/07/2010 às 14:13
Agora eu pergunto, teremos orçamentos para tocar quatro programas ao mesmo tempo (Escoltas, NaPaOc, Classe Macaé e NApLog)?”

Flal,

Não se pode esquecer de acrescentar, à sua pergunta, o programa mais caro de todos, o dos submarinos – mesmo estando aprovado, em andamento, com pagamentos já sendo feitos etc. Somando também os helicópteros à sua relação, são seis, fora os de modernização dos submarinos atuais e outros programas “menores”.

Saudações

Flal

Nunão,

Obrigado pelo lembrete. É isso mesmo, são no mínimo 6 grandes programas. Não tem previsão orçamentária para isso. O Blog poderia criar um debate sobre isso.

Na minha opinião eles anunciaram esse acordo para inflar alguns egos e podem estar jogando fora do o planejamento que vinha sendo feito de forma responsável.

Todavia, eu só acredito em acordo com os italianos depois de assinado o acordo complementar e com as fontes de recursos garantidas.

Dentro da MB, esse acordo é visto com desconfiança por muitos.

Fernando "Nunão" De Martini

Flal, Volta e meia a gente promove esse debate aqui sobre esse tema da obsolescência em bloco e das necessidades somadas de vários programas. Certamente voltará a ser tema de novas matérias. Acho que o problema é maior do que a MB necessitar de praticamente 6 programas ao mesmo tempo (embora a força tenha mostrado claramente quais são suas prioridades dentre todos – submarinos e navios-patrulha). Do mesmo “mal” padecem a FAB e o EB, portanto todos tem uma fatia a disputar dos recursos. Quando (e se) sair esse acordo com os italianos, assim como qualquer acordo / contrato que… Read more »

Fernando de Noronha

Nossa, os italianos só decubriram isso AGRO ???? Eles não leem jornal, nem o edital desta licitação ??? Que incompetência !

Por este motivo o grupo alemã da THYSSEN já não mais participa essa concorrência, pois não têm interesse em transferência de tecnologia e know-how.

Mas italiano é igual brasileiro, sempre acha que pode dar um JEITINHO !

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