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LPD ‘San Giusto’ visitou o porto de Ponta Delgada

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João Gonçalves, correspondente em Portugal

O navio de assalto anfíbio da marinha italiana “SAN GIUSTO”, escalou o porto de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, entre os dias 6 e 9 de Setembro.
Entregue em 1994 à marinha italiana pelos estaleiros Fincantieri de Riva Trigoso, o “SAN GIUSTO” é o mais moderno dos três navios anfíbios da classe “SAN GIORGIO”, estando normalmente atribuído a missões de navio escola da Academia Naval Italiana. Ao contrário dos outros navios da classe, “SAN GIORGIO” e “SAN MARCO”, não sofreu grandes alterações na configuração inicial, mantendo, por exemplo, a peça Otomelara de 76mm na proa.

O “SAN GIUSTO” é um navio do tipo LPD (Landing Platform Dock), possuindo convôo corrido, uma enorme garagem a todo o comprimento e uma doca alagável na popa. Pode transportar até 5 helicópteros, mas não tem capacidade de os guardar no seu interior. Tem uma capacidade médico sanitária consideravel, o que o torna um navio extremamente valioso para acções de cariz humanitário, como se provou na sua participação na INTERFET (Timor-Leste).

Com um comprimento de 133 metros, desloca cerca de 6700 tons e atinge uma velocidade de 21 nós.

Durante esta viagem de instrução de mais de dois meses e que terminará na próxima escala – Livorno, o navio visitou os portos do Funchal (Madeira), St. George (Bermuda), Boston e Norfolk (EUA) e Halifax (Canadá).

O Capitão-de-mar-e-guerra Edoardo Giacomini comanda este navio e a sua guarnição de 17 oficiais e 130 sargentos e praças. Tem capacidade para embarcar um batalhão de 350 fuzileiros e trinta e seis blindados, mas nesta viagem trazia a bordo 93 cadetes.

Durante a sua presença em Ponta Delgada, o “SAN GIUSTO” ofereceu uma recepção à sociedade micaelense, permitindo estreitar ainda mais os laços entre a Itália e as ilhas portuguesas dos Açores.

A marinha portuguesa ofereceu um “porto de honra” ao comandante e alguns oficiais do “SAN GIUSTO”, no Farol da Ferraria.

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Luiz CarlosLeandroThiago SextoFábio MayerMO Recent comment authors
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marujo
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marujo

O San Giorgio e o San Marco, irmãos do San Giusto, estão à venda e teriam sido oferecidos ao Chile. Gostaria de ver estes navios na Marinha do Brasil, substituindo, ainda que provisoriametne, os já cançados Ceará e Rio de Janeiro. Nada contra boas compras de oportunidade.

Sabre
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Sabre

Belo navio escola!hahaah

Sabre
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Sabre

Pra vê o navio escola deles é armado, leva helicopteros, fuzileiros e blindados, a aula deve ser boa mesmo!

Danilo
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Danilo

Pois é !

RtadeuR
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RtadeuR

Itália, país irmão. Tem conversa com esse povo sim, a Itália foi a mola propulsora da Embraer, aprendemos muito.

Robson
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Robson

Tava esperando pra ver, quantos comentários demoraria, pra alguém falar pro Brasil comprar esse navio, e sabe quantos foram 01, logo no primeiro, e tá lá a frase que não sai dos fóruns “Gostaria de ver estes navios na Marinha do Brasil”.

Marujo, nada pessoal amigo!

Sabre
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Sabre

Robson, é verdade essa frase não sai de moda, também estamos precisando trocar quase todos os navios da MB, então quando aparece algum um pouquinho mais novo que o nossos e com a posibilidade de transferência em poucos anos já estamos querendo!Sabe-se lá quanto tempo vamos ter que esperar para ver algo parecido na MB? Of Topic ,o Napa 500 Macau sumiu?não ouvi falar da finalização desse bendito, alguém sabe informar?

Sabre
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Sabre

Eu ainda sou a favor de boas compras de segunda mão, navios relativamente novos e uteis a força, creio que se formos querer construir tudo novo corremos o risco de ficarmos com uma força ativa muito reduzida em menos de 10 anos!

ABULDOG74
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ABULDOG74

Sou a favor de esperar-mos um acordo para compra de um da classe “mistral” da França, vejam o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=0bs9dyz_N-U

ADSUMUS.

marujo
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marujo

Claro, Robson, que gostaria de ver estes navios na MB nesta conjuntura de incertezas e sucateamento, em que não se sabe se o Ceará voltará a operar ou se o Rio de Janeiro terá vida operativa longa e dentro de um custo aceitável. Os italianos, com certeza, são melhores a quase tudo que temos de similar. É a solução ideal? Não. Seria uma solução tapa buraco enquanto não se constroem novos meios, se é que serão construídos. Torço para que aconteça, mas com a cultura de defesa que temos, acho difícil conseguirmos novos tudo o que a END prevê para… Read more »

marujo
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marujo

Além do mais, Robson, projeção de poder não é algo prioritário para a MB como a negação do uso do mar ou controle de área (submarinos e escoltas), logo não tem importância se os LPDs têm ou não alguns anos de uso como os italianos.

ABULDOG74
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ABULDOG74

O problema ao meu ver é a deficiência de nosso Corpo de Fuzileiros Navais , DE não ter um “Batalhão Aéreo de Fuzileiros Navais” com aeronaves transporte de tropas(ex: EC-725) e de ataque(ex: tiger); pois duvido que a armada tenha condições de suprir essa lacuna e não por preparo, mas sim pelas inúmeras funções que estão aparecendo com a END, e sem a criação desse “Batalhão” que embarcará nesse tipo de navio em situações operacionais essa embarcação só será 50%operacional, já que a ala aérea será cumprida por no máximo um ou dois helicópteros; isso pra uma embarcação com um… Read more »

MO
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Robson

Independente quem se poste aqui, principalmente se o infeliz for escalar aqui ?Hajando ou não motivos sempre tera a “sapiencuia navalis” sa perguntar se sera uma boa compra para nos, independent se for plausivel, operativo , compativel com nossas aspiraçoes ou te mesmo, petenções ou operacinalidade, ate msmo que a pessoa perguntadeea se tenha uma ideia do que se fazer com o infeliz ou mesmo que ele seja considereval pelo seu proprietario Invendivel, Intransferivel e Imprestavel

Ou seja .. não sera a última

Certo Lucas ? procede ?? ou não ?

MO
Membro

Alias me isqueci do principal

Obrigado Comte Gonçalves, por mais uma excelente cobertura !!!!

Fábio Mayer
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Fábio Mayer

Se o Brasil adquirisse todo navio militar que aporta em nossos portos, teria a maior marinha do mundo…ahahahhahahah!

Thiago Sexto
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Thiago Sexto

Aquele fuzileiro na “asa-da-ponte” está à frente de uma MG 42?

Leandro
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Leandro

Thiago, pensei a mesma coisa que você, se a metralhadora seria uma MG42, mas deve ser a versão moderna dela a MG3, calibre 7.62×51

http://world.guns.ru/machine/mg33-e.htm

SABRE
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SABRE

Fábio Mayer ,Então esse não seria um adquirido pelo Brasil, ele estava em Portugal1 :0

Luiz Carlos
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Luiz Carlos

Alguem percebeu a badeira brasileira pintada na parede do cais da marina na foto 22.-Visto-da-Marina-PÊRO-DE-TEIVE.jpg ??