terça-feira, dezembro 7, 2021

Saab Naval

F-35B: depois do primeiro pouso, a primeira decolagem

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Na aviação naval normalmente é assim: aeronaves chegam voando aos navios onde vão operar, após estes terem deixado o porto. Dessa forma, pode-se dizer que é depois do pouso que vem a decolagem.

E não foi diferente nesta primeira decolagem de um F-35B de um convoo de navio, o USS Wasp, onde havia pousado um dia antes. Veja acima o vídeo disponibilizado pela Lockheed Martin. Como já noticiamos aqui, os testes continuarão nos próximos dias.

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Marcelo

Sérios problemas com a temperatura de saida da tubeira durante o pouso, temperatura de 1700F, masi que o dobro do Harrier. Os navios irão precisar de sistema de resfriamento do deck, ou revestimento reforçado. Para operar em solo, precisará de uma pista especial que pesa mais de 30 toneladas e é difícil de transportar e instalar, pois o jato destrói o concreto comum e asfalto, o que limita a grande vantagem, que é ser deslocado para qualaquer localidade…ou seja, é uma realização tecnológica fantástica, mas possui sérias limitações e ainda esta em ‘probation’ pelo DOD dos EUA, tendo por volta… Read more »

Vader

Ahahahaha, inveja mata mesmo, rsrsrsrs… 🙂

Corsario137

Chora Xing Ling J(aca)-20!
Chora PAK-FA, 4,9999+++
Chora Bebê! 😉

Ivan

Marcelo, Aparentemente o F-35B Lightning II é o dobro do AV-8B Harrier II em quase tudo, de bom e de ruim. Em valores aproximados teríamos algo assim: AV-8B Harrier II Peso vazio 6.340 kg; Carregado para combate ar-ar cerca de 10.500 kg; MTOW para STO é de 14,100 kg; Combustível interno máximo 3.519 kg; Combustível total máximo 7.180 kg; Rolls-Royce F402-RR-408 (Mk 107), um turbofan com 23,500 lbf (105 kN) sem pós-combustão. F-35B Lightning II Peso vazio em torno de 14.500 kg; Carregado para ar-ar steath cerca de 22.000 kg; MTOW da versão B (corrigindo post anterior) 27.000 kg; Combustível… Read more »

Ivan

MiLord Vader,

Inveja de que?

O F-35B é único no mundo.

Não há nada parecido com esta incrível aeronave, nem mesmo em projeto, nem mesmo em sonho.

É um conceito e uma aposta ocidental que atende as nações que precisam do mar, suas rotas comerciais e seus recursos naturais.

Como o Harrier no passado, deveremos ver no futuro tentativas de seguir seu conceito, mas não sei se haverá recursos para tanto.

Sds,
Ivan.

Vader

Prezado Ivan, me referia ao fato de alguns, aqui e acolá, insistirem nas teses estapafúrdias “a la Carlos Kopp” de tentarem desqualificar este que vem se provando o melhor caça muititarefa da história humana. Bom para eles é a JACA invendável, o avião acrobático russo que o motor dura dois vôos, os J-ching-ling da vida, etc, ou seja: tudo que não é americano. Pois este coitados, que são só a maior potência militar do globo terrestre e da história da humanidade, só fazem porcarias… E o poderio bélico deles é tudo mentira, feita em Holywood, hehehe… O fato é que… Read more »

Rogério

Sei não hein Vader, observe essa foto, tem um quadrado mais escuro que sujere uma área com tratamento especial, mais sei lá 😀

http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/10/First-onboard-F-35B-vertical-landing-4.jpg

[]s

Rogério

Nuoooossa matei o portugues agora sujere = sugere rssss

Marcelo

“melhor caça muititarefa da história humana.”? Hahaha, como tem gente que baba ovo mesmo…bem lá vai a fonte da informação, pasmem, não é australiana, francesa, russa ou chinesa, é “duzamericau” mesmo, é a DTI, que é publicada pela Aviation Week. E outra, vai negar que o F-35B está em “probation” pelo DOD também?? Caro Ivan, seus comentarios sao equilibrados, com fatos, sem ironias e gracinhas, valeu! Caso o F-35B passe pelos cortes do orcamento americano, nao tera a mesma versatilidade em termos de deslocamento em bases avancadas, que o velho Harrier, mas com certeza sera um vetor muito mais capaz,… Read more »

Ivan

MiLord Vader, Na época da faculade, a long time ago, um experiente professor ensinou que importante é descobrir o que é mais adequado, abandonando o sentimento do que seria o melhor. Adequado é objetivo. Melhor é subjetivo. Restringindo este comentário apenas à família JSF – Joint Strike Fighter, sugiro dar uma revisitada ao post do AEREO de 23 de julho de 2010: http://www.aereo.jor.br/2010/07/23/missoes-tipicas-do-f-35-e-suas-configuracoes/ Cada versão do F-35 tem características próprias que os tornam melhores para as condições que dispõe para operar. Restringindo novamente nosso comentário, vamos observar apenas as versões navais do mesmo, afinal estamos no NAVAL. Vejamos algums dados… Read more »

Vader

Rogério disse: 9 de outubro de 2011 às 0:33 Rogério, me referia às marcas de queimado parecidas com “manchas de óleo” embaixo do caça, que já estavam lá antes do primeiro pouso. As linhas longitudinais mais claras, que atravessam a tal “área escura” que você fala, e continuam atrás e na frente, demonstram ser antigas ou seja: a tal área com “outro material” é coisa velha. Posso estar enganado (não entendo nada de navios), mas essa parte do convôo deve mesmo ser de um material diferenciado, mais resistente, até para preservar o restante do “deck”. Deve ser usada exclusivamente para… Read more »

Vader

Marcelo disse: 9 de outubro de 2011 às 3:33 Prezado, o Bill Sweatman, analista da Aviation Week, é um dos mais acérrimos críticos do F-35, pois é um adepto da solução do Super Hornet. Apesar do antiamericano da América-Bananeira adorar pensar que alguém nos EUA dá a mínima pro que pensa Carlo Kopp e outros estrangeiros ressentidos ou vendidos de estampa igual ou pior, a verdade é que o lobby anti-JSF que realmente preocupa vem dos próprios EUA, e não de fora. Natural que várias fontes norte-americanas coloquem empecilhos ao Projeto JSF. Afinal, lá é um país livre… 😉 No… Read more »

Vader

Ivan disse: 9 de outubro de 2011 às 17:16 Grande Ivan, acho que entendi o que vc quis dizer. De fato, são aeronaves “diferentes” para missões diferentes. Mas, como velho infante tendo a pensar com a cabeça de quem está em solo, sendo acossado por um inimigo ou tendo que desentocá-lo. E para esse infante que está no front, rezando por um auxílio que literalmente “venha do céu”, parece muito mais prático ter um multirole estacionado com a mesma capacidade de carga (embora sem o mesmo alcance) numa pistinha de terra a 10km de distância do que num Super Porta-Aviões… Read more »

Rogério

Bom se não descascou nem a tinta do deck.rsss, não deve ser tão grave assim. A aproximação com o Harrier é feita assim tb:

http://www.youtube.com/watch?v=Elf2AgKi510

[]s

Vader

Só mais um adendo: posso estar enganado, mas pela posição do sol e diferença de luminosidade no vídeo me parece que as imagens se referem não a um, mas a vários pousos e decolagens diferentes, em horários diferentes do mesmo dia.

E nem precisaram “trocar” o convôo??? 🙂 E ele não derreteu nem o navio naufragou por conta dos “quentíssimos” gases do F-35??? 🙂

Ora, ora, que coisa… 🙂

daltonl

A “área escura” nada mais é que uma camada recente de “non skid coating”, o mesmo utilizado no convoo dos NAes e demais navios em seus respectivos conveses. No momento, para estes primeiros testes, não há necessidade de mais “reforço”, afinal o USS Wasp está longe de operar com F-35Bs numa base rotineira. Testes estão sendo realizados em terra firme com o “standard extruded AM-2 aluminum-tile mats”, assim embora exista a preocupação com o excesso de calor, o problema está sendo estudado faz tempo. Pode ser que depois de 30 anos, um LHD/LHA americano esteja prejudicado pelo uso do F-35B… Read more »

Vader

Rogério disse:
9 de outubro de 2011 às 20:11

Bem observado Rogério. Nossa, essa tinta deve ser “especial” nénão? 🙂 Vai ver é “refrigerada”: uma espécie de “tinta-sorvete”… 🙂

Abraço.

Ivan

Admiral Dalton,

Vc escreveu:
“..;a US Navy não pretende utilizar seus LHDs/LHAs por mais tempo que isso…”

Se me permite, gostaria de acrescentar que não deve usar os F-35B todo o tempo e com dotação completa.

O mesmo vale para outras marinhas, que estarão usando seus navios de combate de convés corrido para diversas missões, como ASW, transporte e desembarque de tropas, assistência médica e, eventualmente, interdição e apoio aéreo aproximado.

Sds,
Ivan, um infante metido a conversar com marujos… 🙂

Marcelo

Não acho que só por ser um crítico ao F-35, o jornalista deva estar errado por “default”. Trata-se simplesmente do editor-chefe da Defense Technology International, publicada nos EUA e distribuída em todo o mundo. Ele está preocupado com o custo do programa e a relação custo benefício, em especial da versão F-35B. Ele obviamente não está sozinho, uma vez que foi dado um prazo pelo DOD (Pentágono) para que essa versão se mostre livre de defeitos e que possa prosseguir com o seu desenvolvimento. Eu, por minha vez, não faço torcida coisa nenhuma, só estou colocando mais informações para serem… Read more »

Vader

Marcelo disse: 10 de outubro de 2011 às 15:55 “Não acho que só por ser um crítico ao F-35, o jornalista deva estar errado por “default” Você quem está dizendo que o Bill Sweatman está errado; eu não disse isso. Disse que ele é um crítico do F-35, no que você inclusive concordou. Se ele está errado ou não, o futuro dirá. Mas nem ele aposta o bingolim contra o F-35, tal como fazem muitos cá em Bananalândia. “Ele obviamente não está sozinho, uma vez que foi dado um prazo pelo DOD (Pentágono) para que essa versão se mostre livre… Read more »

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