sábado, maio 28, 2022

Saab Naval

Envio de navio de guerra às Malvinas revolta Argentina

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Decisão da Grã-Bretanha de levar destróier a arquipélago em litígio busca ‘militarizar o conflito’, acusa chancelaria argentina

 

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

A dois meses do aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas, o governo britânico emitiu ontem um novo sinal de endurecimento na disputa com a Argentina pela soberania sobre o arquipélago. O Ministério de Defesa de Londres informou que enviará às ilhas do Atlântico Sul um de seus navios de guerra mais modernos, o destróier HMS Dauntless. Em nota, o governo argentino acusou a Grã-Bretanha de “militarizar o conflito”.

“A República Argentina rejeita a tentativa britânica de militarizar um conflito sobre o qual as Nações Unidas já decidiram, em diversas oportunidades, e indicaram que ambas as nações devem resolver a questão em negociações bilaterais”, protestou o Ministério das Relações Exteriores de Buenos Aires em nota oficial. A mensagem diz que as ações britânicas têm o “objetivo de distrair a atenção pública das políticas econômicas de ajustes num contexto interno de crise estrutural e alto desemprego”.

O governo de Cristina Kirchner também criticou a chegada do príncipe William ao arquipélago, onde o herdeiro do trono deverá passar por treinamento militar. Ele é copiloto de helicóptero do Exército britânico. “O povo argentino lamenta que o herdeiro real desembarque no solo pátrio com o uniforme do conquistador e não com a sabedoria de estadista que trabalha a serviço da paz e do diálogo entre as nações.”

O navio da Marinha britânica vai substituir a fragata HMS Montrose, que patrulha as águas das Falklands – como os britânicos chamam as Malvinas. De acordo com o porta-voz da Marinha Real, Simon Smith, a troca já estava programada. “A Marinha tem mantido uma presença contínua no Atlântico Sul por vários anos e o envio do HMS Dauntless foi planejado tempos atrás”, disse Smith à BBC. Segundo o porta-voz, trata-se de um “movimento de rotina”.

A decisão de reforçar o poder naval no arquipélago disputado ocorre num momento especialmente delicado. Em dezembro, os países-membros do Mercosul concordaram em proibir que embarcações com a bandeira das Malvinas atraquem em portos sul-americanos. O Brasil promete levar a sério a medida.

“O governo britânico outorga uma grande importância ao aniversário dos 30 anos da guerra com a Argentina, no dia 2 de abril, e o envio do destróier é parte da decisão do Conselho de Defesa de fortalecer a defesa das ilhas”, disse ao Estado o analista Jorge Castro, diretor do Instituto de Planejamento Estratégico de Buenos Aires.

“O Conselho de Defesa britânico já descartou a possibilidade de uma ação militar da Argentina, não só por falta de capacidade e logística, mas também porque não há intenção do governo argentino de partir para a guerra. O que estão dizendo com esse gesto é que o conflito está instalado”, analisou Castro. Ele ponderou que o apoio do Mercosul à Argentina mudou o cenário de modo favorável aos argentinos, que tentam retomar o diálogo direto com o governo britânico sobre a posse do território.

A Grã-Bretanha rejeita negociar a soberania do arquipélago e afirma ser favorável à autodeterminação da população local, os kelpers – colonos britânicos trazidos no século 19.

Castro afirma que o apoio brasileiro é central para a Argentina. “A relação com o Brasil é uma prioridade do governo britânico e a mudança de posição brasileira sobre o acesso aos portos mostra que a Argentina tem aliados importantes”, destacou.

No dia 18, em visita ao Brasil, o chanceler britânico, William Hague, reiterou a seu colega brasileiro, Antonio Patriota, que a posição britânica em relação à ilha não vai mudar.

A guerra entre Argentina e Grã-Bretanha pela posse das Malvinas teve início em 2 de abril de 1982 e terminou em 14 de junho do mesmo ano, com o saldo de 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos mortos.

FONTE: Estadão

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juarezmartinez

Como diria o Tio Sam: Estão seguindo 9.000 tons de diplomacia para discutir a questão com Los hermanos….

Grande abraço

jacubao

Só vão conseguir fazer barulho e nada mais, a não ser que estejam disposto a encarar esse destróir na Royal Navy.

MO

Olha so como é engraçado fonte leiga

A quer dizer que ficaram revoltadinhos é … engraçado, todo ano vai um pra la e “agora” que ficam revoltados

… piloto do exercito …. ahh RAF Royal Army Force …

tsc tsc, fonte leiga é rediocre mesmo ie = redeculo + medeocre

NOTA DO BLOG (em verdade postado por alguem do blog): O Blog apenas clippizou esta info/noticia

alexandre

Concordando com o MO, verdade seja dita, essa movimentação da Royal Navy é normalíssimo. Apenas um navio irá substituir outro em sua missão de patrulha do território ultramarino inglês das Falklands. O que não pode acontecer, é a Argentina fazer todo esse estardalhaço. Aliás, pode sim, quando no poder está um governo peronista, que fica usando máscaras (questão das ilhas) para cobrir seus mandos e desmandos frente ao povo argentino. Sinto muito em dizer, mas se os “hermanos” quiserem resolver essas questão militarmente, irão tomar uma surra maior que a de 1982, mesmo estando as Forças Armadas inglesas em contenção… Read more »

Almeida

Sabe o que é mais legal, brasileiros e brasileiras?

Nós apoiamos os hermanos nesta reinvidicação equivocada e inútil deles e eles acabaram de embargar vários de nossos produtos e aumentar as alíquotas de impostos sobre os demais. Podem ver nos jornais de hoje.

Essa é nossa política externa: apoiar os “amigos” gratuitamente e ainda levar ferro deles mesmos logo depois. Lembrem-se disso.

MO

Como diria uma ceta music

” On this fucking orgy, already handed my ass but still “eat” nobody” – by Luan Çantana band (I guess or somethinglike that … ) kkk

Almeida

Sério, o que ganhamos em troca do apoio que demos aos argentinos? Boicote e sobretaxação dos nossos produtos no mercado interno deles!

CHEGA DESSA IDEOLOGIA RETROGRADA DE ESQUERDA DE UMA AMERICA LATINA UNIFICADA CONTRA O DITO IMPERIALISMO!

O maior “Império do Mal” que nossos “hermanos” enxergam somos nós brasileiros, que somos muito, mas muito maiores que qualquer um deles e não falamos a mesma língua. ACORDEM! Marxismo é coisa do século passado, literalmente!

Almeida

A Comissão da Verdade deveria incluir todos os filiados do PT.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

jacubao

Acabei de ver a reportagem.
Não sei como esses nossos políticos não conseguem ter vergonha na cara.

Almeida

Lisandro Nascimento, o Reino Unido possui submarinos nucleares com misseis balisticos intercontinentais. Os ingleses colocam armas nucleares na cola de quem eles bem quiserem.

Nelson Lima, soft power é coisa de mariquinha que reclama com a professora no colégio porque o amiguinho roubou o lanche dele. Só que no jogo das nações não existe professora.

Almeida

Esse pessoal pró soft power se esquece que para exercer tal poder é preciso ter um aliado bem forte disposto a brigar por nós. Só que os defensores de tal tese normalmente são os mesmos intelctualóides de esquerda que não querem os Estados Unidos como polícia do Mundo. Discordem de mim, mas sejam coerentes por favor.

daltonl

Os britanicos possuem 4 SSBNs, dos quais 1 as vezes 2 estão sempre no mar e estes submarinos não precisam descer até o Atlantico Sul, já que podem atingir confortavelmente seus “alvos” do Atlantico Norte. Os misseis Trident D-5, dos quais os britanicos possuem o bastante para armar 3 submarinos mas não todos os silos, são a única dissuasão nuclear que os britanicos mantiveram, ao contrário dos franceses por exemplo. O submarino que talvez encontre-se hoje no Atlantico Sul pertence a classe Trafalgar de submarinos de ataque, armados com torpedos e misseis de cruzeiro convencionais. Nao vejo o envio de… Read more »

daltonl

Em tempo: a IV e VI Frota controlam o Atlantico Sul, administrativamente, já que estas frotas não possuem navios fixos,
apenas durante exercicios com marinhas amigas ou viagens de transito,
navios da US Navy descem ao Atlantico Sul.

Almeida

Nelson Lima, não há respostas para uma argumentação bem embasada.

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