Navio-Patrulha ‘Macaé’ é transferido para o setor operativo da Marinha do Brasil

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O Navio-Patrulha (NPa) Macaé foi transferido hoje do Setor do Material para o Setor Operativo da Marinha em cerimônia presidida pelo Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld, no Cais Sul Interno do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), às 14h.

O NPa Macaé, primeiro navio da classe, teve o Batimento de sua Quilha em 24 de novembro de 2006, após assinatura do contrato de construção entre a Diretoria de Engenharia Naval (DEN) e a Indústria Naval do Ceará S.A. (INACE), sendo incorporado à Armada em 9 de dezembro de 2009. Após o período de avaliações e testes de mar realizados em 2010 e 2011, o navio agora está subordinado ao Comando de Operações Navais.

O Macaé recebeu este nome em homenagem à cidade do litoral fluminense, importante pólo de apoio à exploração de petróleo no Brasil. O navio desloca (pesa) 500 toneladas, possui 55,6 m de comprimento, está armado com um canhão de 40mm e duas metralhadoras de 20mm, atinge a velocidade de 21 nós.

Realizará inspeções navais, atividades de patrulha e de salvaguarda da vida humana no mar, com o propósito de defender os interesses estratégicos do País e contribuir para aumentar a segurança do tráfego aquaviário nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB).

A ideia da construção do NPa Macaé surgiu em 2005. A construção do navio deveria ocorrer em estaleiro nacional, com transferência de tecnologia, a partir de um projeto já existente e consagrado.

Sendo assim, o projeto do Navio-Patrulha francês Classe Vigilante 400 CL54 foi escolhido e, em julho de 2006, a INACE venceu a concorrência e celebrou o Contrato de Transferência de Tecnologia e Assessoria Técnica com o estaleiro francês Construction Méchaniques de Normandie (CMN). O NPa Macaé é o primeiro da série de 27 navios da classe planejados para construção no Brasil.

O segundo navio da classe, NPa Macau, também construído pelo estaleiro INACE, será seguido por mais 5 unidades do segundo lote, encomendado ao estaleiro EISA, do Rio de Janeiro.

Abaixo, fotos inéditas do interior do NPa Macaé.


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Guilherme Poggio

Bela reportagem.

Digna de figurar na revista Forças de Defesa.

danra2

Vinte e sete navios? Será que chega a tudo isso? E o mais importante: se a Marinha planeja comprar essa quantidade, quantos são necessários? Uns 50? Por que do jeito que a coisa anda, está sendo comprando só o essencial . . .

Darkman

As fotos ficaram demais, muito bacana mesmo.
Agora ao Sr. Galante uma pergunta ? Todos os equipamentos usados na construção das NaPa Macaé são Brazucas desde as mesas até os equipamentos eletrônicos ?

Pq se forem não estamos mal heim !!!!

Belo trabalho Galante um grande abraço.

MO

o que ??? rsss vc sumiu Drk e esqueceu de como funcionam as coisas, 100 % nassionau … kkkkkk

ih acho que nao estamos tao bem assim … segundo o seu ponto de vista .. rsss

marciomacedo

E o Macau quando ficará operacional?

marciomacedo

Em que pé esta a construção das novas unidades no Eisa?

MO

agora um detalhe me surprenedi com o CCM e o passadiço dele

As bravos são automatizadas, podendo ser operado pelo passadiço, algo similar ao sistema one man bridge ? (apenas para efeito de comparação de sistemas, pois nenhum navio de briga ou mercante operaria com uma pessoa apenas no passadiço)

Joker

Eita inveja boa…

Se elas tiveram características melhores que as Grajaús pra enfrentar a ZEE tou feliz demais…

GUPPY

Alguém sabe que belo motor é este? MTU?