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Drone caça-minas da US Navy bate recorde de autonomia em viagem de teste

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O Naval Research Laboratory da Marinha americana, em parceria com a Bluefin Robotics, realizou com sucesso um teste inédito de autonomia com o veículo submarino não tripulado (AUV) Reliant, que percorreu um trajeto de 507 quilômetros de Boston até Nova York.

A missão completamente autônoma foi concebida para ultrapassar os atuais limites dos AUVs, com o objetivo de descobrir desafios e necessidades para estender consideravelmente o tempo de permanência no mar e as possíveis aplicações dos veículos. A fim de otimizar o endurance e o alcance, o drone viajou a uma profundidade de 10 metros e com velocidade média de 2,5 nós em águas agitadas e correntes fortes. O AUV emergiu em intervalos de 20 quilômetros para informar sua localização através do satélite Iridium, e chegou à baía de Nova York com uma reserva de 10% de energia, graças a uma planta energética nova de alta capacidade. “Essa missão de pesquisa levou vários dias, e demonstra os métodos mais modernos que o Reliant usa para autonomia” afirma o Dr. Brian Houston, chefe da divisão acústica do NRL.”trata-se do nosso primeiro passo no desenvolvimento de um paradigma robusto para a auto-suficiência dos AUVs em cenários que exigem um endurance maior”.

Para a jornada de 109 horas, o Reliant empregou um sistema de navegação inercial integrado com GPS e um velocímetro Doppler. Este exercício foi o primeiro de muitos, planejados para avaliar e incrementar a autonomia e complexidade dos drones submarinos desenvolvidos ao longo do programa de pesquisa do NRL, bem como de toda a tecnologia AUV para a US Navy.

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O Dr. Huston e sua equipe estão desenvolvendo projetos que incluem expansão da tecnologia Knifefish, de onde deriva o Reliant e aumentar as capacidades de contraminagem, operabilidade e autonomia dos AUVs. A equipe também aplica os conhecimentos obtidos em situações de guerra antissubmarina em águas rasas.

Essa última frente de desenvolvimento dará à Marinha as bases tecnológicas para detecção e identificação de alvos submersos usando AVUs com sonar ativo em ambientes pouco favoráveis. A finalidade do sistema é diminuir os alarmes falsos, encontrar e classificar com precisão massas submersas e minas marítimas em profundidades maiores e em águas turbulentas. O sistema Knifefish, de onde é parte do pacote de contraminagem do programa de navios de combate litorâneo (LCS), e vem para diminuir os ricos da tripulação ao operar em águas potencialmente minadas, funcionando como um sensor fora do navio, permitindo que ele fique a uma distância segura.

FONTE: http://www.nrl.navy.mil (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Control
Control
6 anos atrás

Srs

Este AUV é uma sinalização de uma mais que provável revolução na guerra naval. É possível que em alguns anos, a caça aos submarinos, e parte das funções de patrulha defensivas anti-submarinos das forças tarefas passem a ser exercidas por AUVs. Talvez até acabem surgindo navios porta AUVs que possibilitem manter e operar AUVs em matilhas.
São possibilidades interessantes que podem ter um impacto tão grande como o advento do avião na guerra naval.

Sds

Mauricio R.
Mauricio R.
6 anos atrás

Isto é o supra sumo da tecnologia, o nosso submarino nuclear e tdo o que o cerca; não.

Observador
Observador
6 anos atrás

Senhores, Pois eu considero que apenas se palmilha um longo caminho de aplicações para tal tecnologia. O passo definitivo seja transformar os submarinos nucleares estratégicos em UAVs. A vantagem em criar um “navio fantasma” é a eliminação da tripulação, que é a principal limitação de um submarino nuclear. Assim, o submarino poderia permanecer autônomo por grandes períodos de tempo, anos até, somente voltando a sua base para manutenção, estando sempre pronto para responder a um comando da cúpula política e militar de seu país. Por outro lado, é de arrepiar que tanto poder fique nas mãos de máquinas e não… Read more »