quarta-feira, dezembro 1, 2021

Saab Naval

Rebocador de Alto-Mar ‘Tridente’ apoia recolhimento do sonar rebocado do submarino francês ‘Améthyste’

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Militares do Submarino “Améthyste” realizam o recolhimento do “Towed Array” com o apoio de militares do RbAM “Tridente”

No dia 21 de julho, durante os eventos que celebraram a semana de comemoração do Centenário da Força de Submarinos, o Rebocador de Alto-Mar (RbAM) “Tridente” apoiou o Submarino “Améthyste”, da Marinha Nacional da França (MNF), para que fosse recolhido o arranjo de hidrofones rebocado (Towed Array) que mede cerca de 500 metros de comprimento, nas proximidades das Ilhas Pai e Mãe, no litoral do Rio de Janeiro.

Nessa ocasião, militares da Marinha Francesa embarcaram no RbAM “Tridente” e, diretamente, do Submarino “Améthyste” foram conduzir o recolhimento do equipamento, com auxílio da tripulação brasileira.

Ressalta-se nesse caso a condição de prontidão do navio, uma vez que essa tarefa deveria ser conduzida pelo próprio submarino, o que não foi possível pelo estado do mar, sendo necessário o apoio prestado pelo Rebocador. Outro fator positivo observado foi a oportunidade de realizar uma operação conjunta de militares da Marinha do Brasil (MB) e da Marinha Nacional Francesa (MNF) na realização de uma tarefa específica atinente ao recolhimento de um equipamento não utilizado pelos submarinos da MB.

O navio seguiu para a área de espera ao encontro com o Submarino “Dallas”, da Marinha dos Estados Unidos da América, quando então realizou a escolta do mesmo até a entrada da Baía de Guanabara, sua atracação na Base Naval do Rio de Janeiro.

A participação do RbAM “Tridente” nesse tipo de missão serve para corroborar a atual importância do meio no âmbito do Comando do 1º Distrito Naval e para a MB, em função da versatilidade de emprego demonstrada, comprovada pelas tarefas supracitadas.

Amethyste-–-Classe-Rubis-da-França

FONTE: MB

- Advertisement -

6 COMMENTS

Subscribe
Notify of
guest
6 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
juarezmartinez

Pergunta aos “marionautas”:

Este lambança de não conseguir recolher o cabo do sonar rebocado é uma coisa digamos comum de acontecer????

Grande abraço

Blind Man's Bluff

Acho dificil que alguem aqui possa responder essa, afinal esse é um equipamento ainda nao utilizado pela MB.

O que sei e que acredito que realmente deve ter acontecido, é que o motor que recolhe o cabo deve ter enguiçado. Acho improvavel que as condiçoes do mar tenham impedido o recolhimento, ja que o mesmo poderia haver sido feito antes de se aproximadar de aguas rasas, da costa, o que por si so ja impede a utilizacao dp mesmo,

Mauricio R.

No livro “Blind Man’s Bluff” há o relato de um incidente, em que um submaribo russo surrupia o sonar rebocado de um submarino britânico.

daltonl

Encontrei a foto de um Victor III que teve o hélice enrolada no próprio cabo do sonar rebocável em 1983
proximo a Cuba que imobilizou o submarino e o mesmo teve que ser rebocado.

http://www.navsource.org/archives/05/0596948.jpg

Não muito comum mas acontece e é fonte de embaraço
e pode ser mesmo perigoso principalmente se o submarino
tiver seu hélice enrolado no cabo de um navio de superficie
e alguns anos atrás um submarino chinês atingiu o cabo do USS John Mac Cain apenas danificando o cabo.

Leonardo A.P.

O towed array dos subs franceses não são enrolados em sarilhos no interior do sub. Toda vez que o sub se faz ao mar é preciso engatar o sonar no casco. Ao chegar no porto, antes de atracar, é preciso desengatar o sonar do casco. O sonar nunca fica no interior do sub, é sempre necessário uma embarcação de apoio para a faina, para aduchar o sonar, como mostrado no convés do rebocador. Diferente do americano, que pode recolher e lançar o sonar com o navio no mar, mergulhado. Já o Inglês não sei como é, mas creio que seja… Read more »

daltonl

Ótima informação Leonardo…agora faz sentido o que li
sobre os futuros SSNs franceses em construção e a
incorporação de um sistema para recuperação do cabo.

Talvez a falta de espaço a bordo desses pequenos SSNs
tenha sido determinante enquanto os SSNs de outras nações, incluindo os da Royal Navy, tenham amplo espaço a bordo para conter o cabo e o equipamento associado.

Publicidade
- Publicidade -
Parceiro

Últimas Notícias

Naval Group lança o ‘Duguay-Trouin’, segundo submarino nuclear de ataque tipo ‘Barracuda’

O Naval Group lançou o segundo submarino nuclear de ataque (SSN) do tipo Barracuda para a Marinha Francesa (Marine...
- Advertisement -