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Porta-aviões ‘Charles de Gaulle’ começa operações no Iraque

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R91 Charles De Gaulle

ClippingNEWS-PAO porta-aviões francês Charles de Gaulle iniciou operações militares contra o Estado Islâmico no Iraque, disse uma fonte das Forças Armadas da França nesta segunda-feira.

“O porta-aviões e seu grupo naval começaram oficialmente missões como parte da operação Chammal no Iraque”, disse a fonte à Reuters, referindo-se ao nome da missão.

Uma segunda fonte disse que o porta-aviões ficará em operação por várias semanas.

O jornal Le Figaro, que acompanha o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, antes de um anúncio esperado para esta segunda-feira no porta-aviões, disse que os primeiros voos de reconhecimento e de possíveis ataques aéreos no Iraque aconteceram pela manhã.

A França foi o primeiro país a se juntar à coalizão liderada pelos Estados Unidos nos ataques aéreos no Iraque contra militantes do Estado Islâmico, que também tomou o controle de grande parte da vizinha Síria durante o curso de uma guerra civil no país. No entanto, o governo francês descartou atacar o grupo na Síria.

O porta-aviões é acompanhado por um submarino de ataque, várias fragatas, incluindo uma fragata britânica antissubmarinos e um navio de reabastecimento.

A França tem nove caças, uma aeronave de patrulha marítima e um avião de reabastecimento em uma base nos Emirados Árabes Unidos, como parte de sua missão no Iraque. O país também opera seis caças Mirage a partir da Jordânia.

Com Charles de Gaulle, agora há mais de 3.000 militares franceses envolvidos na operação. (Reportagem de Marine Pennetier e John Irish)

FONTE: Terra/Reuters

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Marcelo
Marcelo
5 anos atrás

com o porta aviões, devem grosso modo triplicar o número de aviões de ataque disponíveis para as operações.

Iväny Junior
5 anos atrás

Esse Porta Aviões é a obra prima da DCNS. Interessante que ele “engana” ao analisar-se os números friamente; custou quase o mesmo do Queen Elizabeth, porém é menor e opera menos aeronaves.

Porém, há de se levar em consideração a necessidade da França. E nessa ele é imbatível.

E a frança parece ser o europeu ocidental mais capaz atualmente, em termos das forças e suas prontidões para combate.

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Ivany… o CDG é um navio de outra geração portanto não é muito adequado fazer comparações com o QE que ainda precisará entrar em serviço. O fato do CDG ser menor em parte é compensado pela propulsão nuclear, mesmo tendo uma planta propulsora grande há espaço para mais combustível para aeronaves. O CDG é equipado com 2 catapultas e aparelho de frenagem o que permite operar com aeronaves mais “carregadas” e também com o E-2C Hawkeye. Quanto ao número de aeronaves, ambos podem operar com um máximo de 40, no caso do CDG serão 2 esquadrões de Rafales M ,20-24… Read more »

Iväny Junior
5 anos atrás

Daltonl Comparando com a Inglaterra nesse caso, eles passaram algum tempo sem asas fixas embarcadas. O Ilustrious (ultimo dos Invincibles) foi um grande porta helicópteros até o descomissionamento, que segundo o site da Royal Navy deve ter acontecido ano passado. Eu vejo que o Queen Elizabeth terá alguns fatores limitantes quanto a operação convencional de aeronaves, justamente por não possuir catapultas nem cabos de paradas e depender de um heli de AEW. Claro que como você já falou em outro tópico, um V-22 pode ser utilizado como AEW e ASW se for o caso. No geral estou falando das capacidades… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Ivany… não esquecer que o CDG terá que passar por um período inativo de cerca de 2 anos a partir do ano que vem para modernização e reabastecimento dos reatores nucleares, não incluindo o período de preparação antes e testes e exercícios feitos pós-manutenção o que poderá consumir uns bons 3 anos no mínimo. Também vejo a força de escoltas da Royal Navy algo superior com seus 6 T-45s e 13 T-23s contra as 2 Horizon, 2 FREMM e 7 velhos Cassards/Leygues e as 5 La Fayettes consideradas de segunda classe, e, os navios da Royal Navy tem visto mais… Read more »

Iväny Junior
5 anos atrás

Obrigado por me atualizar Daltonl

Eu não sabia que os Cassards ainda estavam ativos. E pensei que os famigerados scorpenes também poderiam lançar mísseis de cruzeiro, porque os Dauphins alemães podem. Também pensei que haviam mais FREMM em serviço.

Um abraço.

Iväny Junior
5 anos atrás

Alias, as Cassards não são tão velhas, comissionadas entre 88 e 91, as velharias são as Leygues de 1979 (que segundo a wikipedia em ingles, deveriam ter dado baixa ano passado).

Segundo o naval technology, as Cassards devem ter sido elevadas a um padrão interessante.

http://www.naval-technology.com/projects/cassard/

Abração.

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Ivany… a Marinha Francesa não utiliza submarinos “Escorpenes” apenas SSNs conhecidos como classe Rubis e estes embarcam torpedos pesados e mísseis exocet. Os novos SSNs em construção serão maiores e embarcarão também um míssil de cruzeiro conhecido como MdCN, Missile de Croisiere Naval. Os “Dolphin” alemães construídos para Israel foram muito modificados conforme especificações israelenses e acredita-se, são capazes de lançar mísseis de cruzeiro nucleares, já os franceses possuem 4 SSBNs com armas atômicas. E quanto às 2 “Cassards” elas podem não ser “velhas” para nós, mas, já são para os franceses, já que a Marinha Francesa conta com poucos… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  daltonl
5 anos atrás

Dalton e Ivany, apenas para complementar algumas informações ao debate. As Cassard não só estão na ativa, como ressaltou o Dalton, quanto uma delas, a Jean Bart, há meses vem fazendo parte do grupo do USS Carl Vinson na luta contra o Estado Islâmico. Já publicamos a informação em diversas matérias do Poder Aéreo. http://www.aereo.jor.br/2014/12/20/ataques-de-rafale-e-mirage-2000d-a-alvos-do-ei-no-iraque/ Quanto à quantidade de FREMM em serviço na Marinha Francesa, só há uma realmente em operação (entregue oficialmente após todas as provas e treinamentos etc), a Aquitaine. A segunda é a Normandie, que estava na fase final de adestramento quando veio o contrato com o… Read more »