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O futuro da Aviação de Asa Fixa na MB (Parte I/III): a dependência de um porta-aviões capaz de operar

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Roberto Lopes

Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

No Brasil, os préstimos da Aviação Embarcada dependem do papel que o navio-aeródromo São Paulo (A12) seja capaz de cumprir.

Na série de três artigos que tem início com o presente texto, apresentaremos informações inéditas e relevantes relativas (1) à relação entre a aviação de asa fixa da Marinha e o porta-aviões que temos hoje; (2) às perspectivas que se abrem à Esquadra com o desenvolvimento do caça Sea Gripen; e (3) à expectativa que os chefes navais alimentam sobre o futuro da aviação de asa fixa apoiada por uma moderna plataforma de construção nacional.

Antes de mais nada, é preciso lembrar que, nos últimos quatro meses, este articulista tem sido crítico quanto à conveniência de se gastar 400 ou 500 milhões de dólares – ou até mais – na modernização do NAe São Paulo.

Não se trata, obviamente, de questionar a importância de um porta-aviões para uma Esquadra que anseia atuar fora de suas águas jurisdicionais – na costa ocidental da África, no caldeirão ideológico do Mar do Caribe e em outras zonas indicadas pela Organização das Nações Unidas.

Cuidamos de chamar a atenção para o fato de que este é, talvez, o momento menos indicado para se aplicar uma dinheirama em um navio de mais de 50 anos.

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AF-1 Skyhawk pousando no NAe São Paulo

 

Moura Neto – Nosso cenário não é só o de uma Marinha com navios cansados (como as fragatas classe Niterói) ou parados no tempo do ponto de vista tecnológico (caso dos meios que equipam a Força de Minagem e Varredura e a Flotilha do Amazonas).

Nossa situação é também a de uma instituição naval que precisa se resguardar das investidas da tesoura do Ministério do Planejamento, a fim de preservar programas indispensáveis ao seu crescimento como força armada: o da construção de submarinos convencionais classe “Riachuelo”, e o do desenvolvimento de seu primeiro submarino de propulsão nuclear.

Assim, podemos dizer que, nos meses finais de sua gestão, o então comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, alçou a preservação do NAe São Paulo ao seleto grupo de prioridades no qual já se encontravam os dois programas de submarinos, o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), o programa de obtenção de quatro corvetas classe “Barroso” Modificada (CV03) e o programa de construção dos Navios-Patrulha de 500 toneladas. Tudo feito com muita discrição (como compete a um planejador militar), sem nenhum alarde.

Cinco fatores contribuíram com o plano de Moura Neto:

A) a decisão do Almirantado de manter em operação ao menos um navio-aeródromo;

B) o cálculo de que será muito mais econômico reformar o São Paulo do que investir na encomenda de um porta-aviões a um estaleiro nacional, operação que não sairia por menos de 3 bilhões de Reais;

C) a impossibilidade de, na próxima década, se investir em um navio-aeródromo novo, tendo a Marinha desafios financeiros enormes, representados pela manutenção do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), pelo investimento na renovação da força de superfície por meio do PROSUPER e pela viabilização do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAZ);

D) os resultados animadores da inspeção no casco do A12; e, finalmente,

E) a existência de uma perspectiva real de elevação do poderio do grupamento de aeronaves de combate a ser embarcado no São Paulo e nos demais porta-aviões que a Marinha vier a incorporar.

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Jatos AF-1 Skyhawk estacionados no convoo do NAe São Paulo

 

Valores – Nesse cenário, resta detalhar o cálculo feito pelos chefes navais de que será muito mais econômico reformar o São Paulo do que investir na contratação de um navio do seu tipo novo.

O Poder Naval pôde apurar que, nesse momento, os almirantes diretamente envolvidos no tema estimam que a reforma do NAe São Paulo custe algo muito próximo ao valor que teria que ser desembolsado pela Marinha por um único navio escolta de 6.000 toneladas.

Ocorre que também este importante dado não resolve o problema, porque, no espectro dos escoltas de 6.000 toneladas, existem significativas variações.

Buscamos, então, os valores mais atualizados, cotados por fornecedores de reputação indiscutível, como o estaleiro italiano Fincantieri e o grupo empresarial francês DCNS.

Ano passado, o Fincantieri pediu 670 milhões de Euros (ou 760 milhões de dólares), por cada uma das 11 FREMM (fregata multi missione) solicitadas pelo Estado-Maior da Marinha italiana. Mas esse era apenas o valor de construção, que não computava o custo do desenvolvimento do projeto da embarcação. Incorporando esse trabalho de planejamento, o valor unitário de cada FREMM saltava para 860 milhões de Euros (ou 980 milhões de dólares).

A FREMM francesa de guerra antissubmarina entregue em janeiro de 2014 à Real Marinha do Marrocos ficou bem mais em conta: 470 milhões de Euros (ou 503,7 milhões de dólares). Mas aí é preciso levar em conta dois fatores importantes: I) o navio foi construído em estaleiro francês – sem a necessidade de se capacitar um estaleiro marroquino para a tarefa; e II) com uma importante degradação de armamentos em relação os modelo de FREMM adotado pela Esquadra francesa, como, por exemplo, a ausência dos silos Sylver A70 para o lançamento vertical de mísseis SCALP.

Navantia – De posse da informação de que a reforma do NAe São Paulo custará aproximadamente o valor de um escolta de 6.000 toneladas, ficou faltando apurar se nesse custo está, ou não, incluído o preço da modernização de um estaleiro brasileiro para produzir a embarcação.

E isso é importante?

Muito.

Há menos de cinco anos, um representante da BAE Systems visitou vários estaleiros nacionais, e concluiu que eles necessitariam de investimento importante, pelo prazo mínimo de dois anos, para se habilitar à construção de qualquer um dos navios elencados pelo PROSUPER.

Em seu giro pelo país, esse executivo britânico concluiu que a empresa em melhores condições para receber esse programa de melhorias seria o EISA, do Rio de Janeiro – precisamente a companhia que o grupo empresarial espanhol Navantia selecionou, recentemente, para uma parceria (leia o texto Navantia fechou contratos com Grupo Sinergy e estaleiro Eisa para assistência técnica, publicado pelo Poder Naval a 21 de abril). Cá entre nós, não é à toa que o Navantia figura, hoje, como favorito para vencer o PROSUPER.

Docagem do NAe São Paulo, em 2008
Docagem do NAe “São Paulo”, em 2008

Docagem – Na segunda semana de março deste ano, o NAe São Paulo entrou no dique Almirante Régis, do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, para ser submetido a uma minuciosa inspeção de casco.

A ela deve se seguir, dentro de dois ou três meses, o Programa de Modernização de Meio (PMM) que aguarda o São Paulo por um período bastante longo: de meados de 2015 e 2019. Atualmente o navio vem passando pelos chamados Estudos de Exequibilidade, que definirão todos os itens que precisarão ser substituídos ou modernizados a bordo.

A decisão de modernizar o São Paulo está, contudo, mantida.

E por um valor próximo ao de um escolta de 6.000 toneladas – algo que não deve ser inferior a 900 milhões ou 1 bilhão de dólares.

A sorte está lançada.

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AF-1 Skyhawk

 

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eduardo.pereira1
eduardo.pereira1
5 anos atrás

Matéria bacana hein, mesmo diante de tantas observações bem embasadas sobre o não ser favorável à manutenção do Opalão na ativa na MB, eu particularmente coloco minhas fichas em que ,sendo bem feita a modernização, ele ficará apto a executar sua função com louvor e embarcando ,até q venhão os Sea Gripen’s, os A-4 M munidos de misseis modernos e capazes.

Sds.

Groo
Groo
5 anos atrás

Mísseis antiaéreos lançados OTH utilizando uma aeronave AEW para designar os alvos (Standard + E-2 Hawkeye), super canhões e bombas SDB lançadas do solo.

A aeronave AEW pode ser um helicóptero ou mesmo um UAV. Lembrando que o Saab 2000 Erieye AEW&C sueco não possui operadores de radar a bordo, apenas os pilotos.

Será que um PA vale o custo? Penso que não.

Iväny Junior
5 anos atrás

Roberto Lopes As últimas duas FREMM italianas (maiores e a meu ver mais capazes) saíram a 382 milhões de euros cada. Agora é uma grande diferença de poder de fogo e filosofia de combate entre um NAe e uma fragata. Se o custo do F-35B continuar despencando como alardea a Lockheed, pode ser mais vantajoso um LPH ou “porta helicópteros” como Cavour (Itália), Mistral (frança) ou Juan Carlos (espanha) a operar a asa fixa com um NAel (acredito que estes vetores são os substitutos naturais dos NAel classe Colossus como o nosso Minas). Será que o A12 com essa modernização… Read more »

Roberto Lopes
Roberto Lopes
5 anos atrás

Bom dia, Ivany:

Os números do valor unitário das fragatas FREMM que publiquei foram tirados do Orçamento Fiscal de 2014 da República Italiana, no capítulo Defesa Nacional.
O preço que vc apresenta, mais baixo, pode se referir a um modelo de FREMM dedicado à guerra antissubmarina, por exemplo. Não sei…

Quanto ao prazo em que o “São Paulo” modernizado permanecerá na ativa, o que existe hoje é uma previsão, ainda bastante preliminar, de que ele poderá permanecer em serviço até 2039.

Boa quinta.

Jorge Alberto
Jorge Alberto
5 anos atrás

Deus Pai!!! 4a modernizando!!!

E como ficam as equipes de convés? O adestramento das tripulacoes etc???

Como aconteceu com o “mingao” e os cardeais…. Perdeu-se tudo!!!! Vamos (mais uma vez), comecar de novo!!!!

Lastimavel!!!

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Ivany… acredito que vc tenha pensado em LHD/LHA e não LPD/LPH como você escreveu, só não concordo com uma comparação com a classe Colossus de NAeLs que foram construídos em grande quantidade e não puderam ser aproveitados pela Royal Navy com o fim da guerra. Os Colossus foram construídos desde o princípio para serem NAes com catapulta, capazes de uma velocidade de 25 nós e devotados à operar e manter aeronaves de asa fixa. Mesmo o novo USS América que foi pensado desde o início para operar o F-35B , sem ao menos ter uma doca alagável, terá que passar… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Jorge… como vc sabe os “Cardeais” pertenceu à FAB, portanto, nunca na história desse país a Marinha operou com aeronaves de asa fixa, como agora pretende 🙂 Não acredito que “muito” tenha se perdido desde que o “Mingão” que não era adequado nem para operar com segurança os A-4s do Kuwait deu baixa. Há uma tripulação a bordo do NAeSP e estes tripulantes estão transmitindo seus conhecimentos aos novos tripulantes e muita coisa pode ser ensinada mesmo com o NAe atracado. Não estou dizendo que a situação seja a ideal,mas, que ainda é possível reverter a situação se de fato… Read more »

XO
XO
5 anos atrás

Mesmo parado, o Navio cumpre um PAD (Programa de adestramento) nas diversas áreas (Convés, Máquinas, Aviação etc)… não é o mesmo que ir para o mar, mas ajuda a “quebrar o sal” e manter um nível razoável, até mesmo para a segurança quando atracado…

Iväny Junior
5 anos atrás

Roberto Lopes Esse preço que mencionei refere-se a última aquisição italiana, e foi publicado aqui no Naval. O Bosco falou que esse custo é delas totalmente desarmadas. Imagino que as primeiras foram mais caras porque devem ter colocado na conta o desenvolvimento, que claro, não é barato. Daltonl Se o f-35b for tudo que dizem que será, acredito que apenas um já compense todo o esquadrão de a-4 que temos, mas, vamos dizer que 6 seja um bom número; os navios que têm capacidade de operar com o velho Harrier não terão com o novo f-35b mais potente? O vídeo… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Ivany… tanto não precisa que mesmo o USS América e o futuro USS Tripoli não contam com skijump…os demais a partir de 2024/2025 virão modificados, perderão um pouco da capacidade aérea para incorporar uma doca alagável,mas, provavelmente não irão incorporar uma skijump também O navio em questão no vídeo é o USS Wasp mostrado antes de passar por mais modificações que o permitirão operar com o F-35B por longo prazo e não apenas para testes. Ocorre que o “Wasp” tem um convoo mais comprido que o do Juan Carlos I uns 50 metros, não estou falando do comprimento do navio… Read more »

Iväny Junior
5 anos atrás

Daltonl Entendo perfeitamente. Mas dentre todas essas belonaves, o meu preferido é o Cavour, que faz 28 nós de velocidade. Acredito que navio italiano equipado com 6 f-35b é o melhor sonho que a MB já ousou ter em matéria de asa fixa embarcada, com heli’s fazendo AEW. O que eu imagino é que essa combinação (Cavour + 6 f-35b + 5 Merlin AEW + 3 SeaHawk ASW e ASuW), pode sair mais barata do que o A12 em sua manutenção a ser contratada para terminar na década de 20 e operar até 2040. Claro que a gente não tem… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Ivany… de fato o Cavour tem mais jeito de NAe do que um Juan Carlos I ou um Mistral e até seria mais adequado naquela comparação acima com a classe Colossus, caso ele estivesse sendo adquirido por outras marinhas, com aeronaves de asa fixa baratas mas, por enquanto NAeLs não tem sido uma alternativa muito popular. O Cavour é maior bem mais veloz e também mais caro que o Mistral e o Juan Carlos I e deve ter custado 1,5 bi de dólares na época. Os italianos deverão adquirir 15 F-35Bs para embarcarem 8 no máximo 10, o que já… Read more »

Iväny Junior
5 anos atrás

Daltonl Vamos colocar 12 aviões para que se operem 6 em rodízio no Cavour ou “equivalente”. Mesmo que ele seja “sub-utilizado” desta maneira (além de que também não utilizaríamos Merlin, mas o maldito “caralhal” que deve servir como pelo menos AEW), já seria mais capaz do que o A12 jamais foi. Afora a entrada no universo VTOL, na quinta geração de caça embarcada e em uma belonave no estado da arte. Imagine os treinamentos conjuntos que poderiam ser feitos. Uma CRUZEX onde o intercâmbio operacional entre os pilotos das duas forças (FAB e MB) seria enorme, além de uma vitrine,… Read more »

Ivan
Ivan
5 anos atrás

A medida do hangar de 3 (três) dos mais importantes projetos de porta aeronaves STOVL e VTOL em produção e/ou operação. C550 Cavour (Itália): Comprimento . 134,2 m; Largura … … …. 21,0 m; Área … … … … 2.818 m², LHA-6 America (EUA); Comprimento . 100,8 m; Largura … … …. 33,0 m; Área … … …. 3.326,0 m², R08 – HMS Queen Elizabeth (UK): Comprimento . 155,0 m; Largura … … …. 33,5 m; Área … … …. 5.192,5 m², Observem que o Cavour, um navio que desloca cerca de 38% do QE e cerca de 59% do… Read more »

Ivan
Ivan
5 anos atrás

Um desenho interessante que sugere que o Cavour poderá embarcar e operar mais que ‘meia dúzia’ de 6 ou 8 F-35B Lightining II.

https://theaviationist.com/wp-content/uploads/2010/01/-550-cavour2a.png

Minha aposta para missões de Interdição e ASuW seria para:
– Uma ‘dúzia’ de 12 a 14 F-35B;
– Um ‘terno’ (3) de Merlin AEW;
– Um ‘par’ (2) de AB-212 SAR (Pedro e Paulo).

Os helis ASW ficam nas escoltas.

Abç,
Ivan, un vecchio soldato di fanteria. 🙂

Ivan
Ivan
5 anos atrás

https://digilander.libero.it/en_mezzi_militari/html/cavour/cav-17av-12eh.gif

Este outro desenho coloca outra perspectiva do convoo e deck do hangar do Cavour com os antigos Harrier II.

Ivan
Ivan
5 anos atrás

https://digilander.libero.it/en_mezzi_militari/html/cavour/fromGGtoCavour.gif

Em tempo:
Acredito que o pequeno Garibaldi será vendido em breve, se apresentando como uma interessante plataforma ASW para uma marinha atlântica como a nossa.

Sds.,
Ivan, o antigo

Control
Control
5 anos atrás

Srs Jovem Ivan Sua sugestão é interessante. O Garibaldi seria uma boa opção para a MB obter/manter a expertise da operação de aeronaves STOL se fosse obtido com uns 10 Harrier. Também, uma versão do Cavour um pouco maior seria uma opção melhor para um NAe para a MB do que uma versão não nuclear do CDG ou a solução britânica. Se o Brasil não estivesse sempre em crise quando se trata de adotar uma política estratégica, um caminho interessante seria fechar um acordo com a Itália, onde entrassem alguns navios usados (o Garibaldi com alguns Harrier, Maestrale e os… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Ivan… com certeza o Cavour poderá, depois que sofrer algumas modificações, provavelmente ano que vem, operar com mais de 8 F-35Bs e a ideia original era essa, só que dos 22 a serem comprados ao menos por enquanto apenas 15 serão adquiridos. O que foi publicado é que 3 dos 15 serão utilizados exclusivamente para treinamento e deduzindo-se os que estarão em manutenção espera-se algo em torno de 8 ou 9 para serem embarcados. Os 8 ou 9 F-35Bs serão complementados por uma dúzia de helicópteros incluindo normalmente alguns para guerra antisubmarina até porque normalmente o Cavour será escoltado por… Read more »

Iväny Junior
5 anos atrás

Ivan

O Garibaldi já deve ser mais negócio que o A12, uma vez que é muito mais novo, porém deve ter que passar por uma atualização de sistemas.

Não sabia dessa encomenda dos indianos. De repente a gente poderia até saber em quanto fica.

Saudações.

Ivan
Ivan
5 anos atrás

Prezado Control, Harrier foi um valente, útil e revolucionário combatente. Mas seu tempo passou… mais uma década e nem mesmo na reserva vamos encontrar estes valorosos caças. Apenas ‘reforma’: alguns shows aéreos e muitos museus. O valor do “porta aviões” italiano Giuseppe Garibaldi (C 551) está no seu convés corrido, seu deck do hangar servido por dois elevadores e suas quatro turbinas General Electric / Avio LM2500 já conhecida pela MB que o impulsiona a 30 nós (ao menos no passado). Embarcando uma dúzia de helicópteros médios como os SeaHawk é uma tremenda arma ASW, muito veloz, capaz de acompanhar… Read more »

Ivan
Ivan
5 anos atrás

Admiral Dalton, Uma grande virtude dos “porta aviões” é e sempre foi a flexibilidade. Tanto faz usar o sistema CATOBAR, STOLBAR, STOLVL ou mesmo VTOL. Tanto faz ser chamado de porta aviões, navio aeródromo, porta aviões de escolta, porta harrier, porta helicóptero, cruzador de convés corrido ou mesmo destroyer porta helicóptero.~ Pode até ser destinado a missões anfíbias com os acrônimos de LPH, LHA ou LPD. O grande diferencial está no convés corrido que permite embarcar e operar diversos tipos de aeronaves, dentro das limitações de peso e sistemas próprios para decolar (take off) e aterrisar (landing). A Royal Navy… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Sim Ivan…compreendo, mas, onde o Garibaldi se encaixaria na marinha brasileira em um momento como o atual ? Sem dinheiro e sem ameaça palpável ? Você citou o submarino como uma ameaça…de fato durante a II GM apareceram alguns aqui no Atlântico Sul principalmente porque a vida deles lá no norte não estava nada fácil e estavam sendo afundados aos montes por lá. Guerra Fria ? Principalmente no norte, mas, não parece que haverá uma repetição, ao menos não no médio prazo então porque a necessidade de termos um navio tão especializado e caro ? Os japoneses possuem algo semelhante… Read more »

Control
Control
5 anos atrás

Srs Jovem Ivan Apesar de velhinho, o Harrier ainda é bastante efetivo, como demonstram os Marines, e sua operação por um período de tempo permitiria a MB desenvolver a doutrina da operação de aeronaves VSTOL e daria um mínimo de capacidade de defesa aérea para a esquadra. Quanto a necessidade do Garibaldi ou de outro NAe operacional logo, cabe as seguintes questões: – A evolução geopolítica dos últimos anos com o acirramento dos conflitos territoriais, justificados ou não por motivos étnicos e religiosos, e com a expansão da China e a tentativa da Rússia de recuperar a glória do Império… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Control… o que o Ivan escreveu sobre o “Harrier” é a pura verdade , não há “harriers”/, na verdade AV-8Bs disponíveis. Os “marines” que os utilizam principalmente de bases terrestres terão que se virar com eles e leva-los até o limite até aproximadamente 2025 como já divulgado devido à demora do F-35B entrar em serviço em grandes quantidades. Os italianos que possuem hoje 14 AV-8Bs embarcáveis que estão passando por revitalização terão que suprir o Cavour ainda por alguns anos e os espanhóis então nem se fala, estão prolongando a vida dos seus para a próxima década pois o F-35B… Read more »

Control
Control
5 anos atrás

Srs Jovem Daltonl A idéia da aquisição do Garibaldi só tem sentido, dentro da necessidade da MB, com a compra casada de uns 10 Harriers visto que seria uma solução para dotar a MB com alguma capacidade aeronaval de asa fixa em substituição ao A12 e permitir o desenvolvimento da doutrina da operação de aviões de pouso e decolagem vertical na MB. Estou consciente da escassez de Harriers, porém a Itália está em dificuldades financeiras e pode, momentaneamente abdicar de sua aviação naval de asa fixa. É uma questão de convencimento, especialmente porque ela está na fila para receber os… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Control… então porque os italianos embarcaram em um projeto envolvendo americanos e espanhóis para revitalização dos AV-8Bs ? Para venderem ao Brasil porque estão em dificuldades econômicas ? E nós, não estamos em dificuldades também ? Pensando dessa forma os italianos também poderiam abdicar de algumas de suas FREMM que estão em fases finais de construção e vende-las para nós ! Você está enganado quanto ao Príncipe de Astúrias ser menos adequado que o Garibaldi apenas analisando a diferença de velocidade há outros fatores como o Príncipe de Astúrias ser ligeiramente maior inclusive mais espaço para estacionamento de aeronaves no… Read more »

Luiz Monteiro
Luiz Monteiro
5 anos atrás

Prezados,

Os Sea Harrier foi oferecido a MB. Na época, os custos de operação e manutenção foram considerados elevados e além das possibilidades da MB.

Da mesma forma, o Rafale M F1 foi oferecido. Os referidos custos de ambas as aeronaves são bem parecidos. Porém, a manutenção do Sea Harrier ou do AV-8B é considerada mais complexa.

Ademais, com a descontinuidade da produçãodo Harrier, a tendência é que se torne mais cara ainda.

Almeida
Almeida
5 anos atrás

Não acho prudente comparar o valor militar de um NAe com o de uma escolta de 6000t como se o custo para operação de ambos fosse o mesmo. Não é como se possa trocar uma escolta por um NAe. Um NAe sozinho não vale nada, então no mínimo teria que ter o NAe MAIS a escolta de 6000t. E mais toda a aviação embarcada. E a MB não tem nem as escoltas necessárias para suas atividades rotineiras, quanto mais pra uma força-tarefa nucleada em porta aviões. Pior ainda, o grupamento de caça mínimo para fazer valer o investimento (12 Sea… Read more »

Douglas Falcão
Douglas Falcão
5 anos atrás

Pessoal, Evitem piadas. Reformar hoje um navio de 30.000t cuja construção data de 1957, com proposta de trocar todo grupo propulsor é demais para qualquer um. Nem a US Navy, com seu orçamento mastodôntico pensaria nisso. Ao texto do post só tenho elogios. Apenas sugiro uma reconsideração, dizem que tal “reforma” custará o preço de uma escolta nova padrão PROSUPER; Pergunto, não seria melhor compararmos com os preços das TAMANDARÉ?????? No mais, no futuro, pelos projetos em andamento, teremos alguns subs, talvez algumas corvetas, talvez um subnuc de efetividade desconhecida, um Nae remendado, 03 patrulhas oceânicas e meia dúzia de… Read more »