sábado, maio 28, 2022

Saab Naval

Argentina moderniza os seus P-3B Orion (de 1997) para que eles voem mais 15 anos

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

P-3B

A Marinha da Argentina deu início, nas instalações da Fábrica de Aviões Brigadeiro San Martín (FAdeA), a um programa de modernização dos seus quadrimotores P-3B Orion, de reconhecimento marítimo.

O primeiro – de matrícula 6-P-56 – pousou na pista de serviço da FAdeA, em Córdoba, na penúltima segunda-feira de abril, dia 20.

A aeronave pertence à Esquadrilha Aeronaval de Exploração da Força Aeronaval 3, sediada na base aeronaval Almirante Zar (BAAZ), perto da cidade de Trelew – província de Chubut –, 1.317 km ao sul de Cordoba.

A manutenção planejada pelo Comando de Aviação Naval (COAN) prevê minuciosa vistoria da estrutura de cada avião, mas, ao que se sabe, isso nada tem a ver com a reabertura da linha de produção de asas para o P-3 anunciada pela empresa americana Lockheed Martin. Chile e Brasil aderiram ao programa de substituição das asas das suas aeronaves Orion nos Estados Unidos.

Todos os quatro P-3B argentinos serão submetidos ao mesmo serviço de manutenção preventiva na FAdeA, de forma a que, depois dessa revisão técnica, cada um deles possa voar por mais 15 anos.

Imagen 113

LMAASA – A Argentina recebeu os seus seis P-3B Orion a partir de 1997. O de numeral 6-P-56 chegou em 1999. Esta é a segunda vez que os quadrimotores da Armada argentina são submetidos a uma vistoria de grandes proporções em Córdoba.

No início dos anos de 2000 eles passaram por uma modernização na extinta LMAASA (Lochkeed Martin Aircraft Argentina S.A.), empresa formada pela associação da antiga Fábrica Militar de Aviones (atual FAdeA) com a gigante estadunidense Lockheed Martin Corporation. A LMAASA foi nacionalizada em dezembro de 2009, durante o primeiro mandato da presidente Cristina Fernández de Kirchner.

Os Orion são aviões bastante queridos pelos oficiais do COAN.

Os argentinos passaram exatos 20 anos tentando adquirí-los. Houve tentativas fracassadas em 1977 (época em que o governo de Washington autorizou a transferência para a Argentina de quatro SP2H Neptune), 1981, 1983 e 1992. Finalmente, em 1996, quando o governo Bill Clinton já havia outorgado ao governo Carlos Saúl Menem a condição de “Aliado Preferencial dos Estados Unidos Extra-Otan”, o Departamento de Estado deu seu aval para que a Marinha argentina recebesse um lote de seis P-3B, fabricados na década de 1970.

Atualmente o Comando Aeronaval argentino estima que, para vigiar adequadamente o perímetro marítimo de interesse (econômico) do governo de Buenos Aires, necessitaria de oito ou nove aeronaves P-3 Orion.

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sergiocintra

Sobre:
… Chile e Brasil aderiram ao programa de substituição das asas…

A nota no PA:
http://www.aereo.jor.br/2015/03/17/embraer-airbus-e-lockheed-martin-podem-disputar-nova-licitacao-da-fab/

não definiram nada ainda!
Mas acho que deveriam, ao menos re$evar- $e.

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