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Marinha da Colômbia pede à Alemanha duas fragatas classe Bremen

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Bremen
Fragata “Bremen”, aposentada pelos alemães a 28 de março de 2014

 

A Armada da Colômbia consultou, recentemente, a Marinha da República Federal da Alemanha, sobre a possibilidade de ficar com duas das quatro fragatas classe Bremen, de 3.680 toneladas, que serão desativadas da frota germânica na metade final desta década.

Quatro outros navios Bremen já foram descomissionados, entre julho de 2012 e março de 2014.

O plano dos colombianos é ter as unidades alemães revisadas e plenamente operacionais em sua frota até o início dos anos de 2020, época em que, julgam, será necessário começar a dar baixa nas quatro fragatas classe Almirante Padilla (na verdade, quatro corvetas de origem alemã adquiridas nos anos de 1980, reclassificadas pelos sul-americanos como fragatas leves).

As Almirante Padilla deverão estar completamente fora de serviço até os anos de 2023/2024.

As Bremen cumprirão papel especialmente importante entre os anos de 2023 e 2027 (ou 2028), quando deverá estar pronta a primeira fragata colombiana oriunda do projeto batizado de Plataforma Estratégica de Superfície (P.E.S.).

Os navios P.E.S. devem ter deslocamento em torno das 4.000 toneladas, velocidade entre 27 e 30 nós, e capacidade de permanecer 30 dias em missão, sem a necessidade de reabastecimento. A ideia dos chefes navais da Colômbia é de que o descritivo de seu conceito básico fique pronto até o ano que vem, e os requerimentos para a contratação de fornecedores do projeto em 2017.

OHP – As P.E.S. deverão transportar dois tipos de sonar – de casco e de profundidade variável –, além de dois sistemas de mísseis: um de lançamento vertical para a defesa antiaérea de ponto, e outro de vetores antinavio, para a guerra de superfície.

A Marinha colombiana deve receber oito fragatas do tipo P.E.S., em duas tranches de quatro unidades – entrega que só será completada no espaço mínimo de dez anos.

Fragatas OHP atracadas
Desativadas pela Marinha dos Estados Unidos, as fragatas da classe Oliver Hazard Perry aguardam que alguma marinha se interesse por elas

 

Até o início deste ano, a expectativa era de que, no capítulo dos navios de segunda mão – para serem usados como solução-tampão até a entrada em operação da primeira P.E.S. –, os almirantes colombianos fossem aceitar duas das fragatas classe Oliver Hazard Perry (OHP), que estão sendo aposentadas pela Marinha dos Estados Unidos (leia o texto Colômbia examina a compra de duas fragatas ‘Oliver Hazard Perry’, de 19 de fevereiro). Mas as vistorias e avaliações feitas até aqui pelos colombianos não tem sido favoráveis à adoção dessa alternativa.

As OHP colocadas à disposição das marinhas amigas dos Estados Unidos são apresentadas com desgaste nos motores e os seus lançadores Mk.13 de mísseis Standard e Harpoon desmantelados.

Sem esse armamento mais sofisticado, as OHP mais se assemelham a grandes navios-patrulha de 4.200 toneladas, e poderio subdimensionado.

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Iväny Junior
5 anos atrás

Caros

Não por acaso eu já tinha manifestado que esta alternativa (classe Bremen) é a melhor opção no mercado de usados para substituição das vosper mk.10 que já estão pedindo baixa faz tempo.

Se a Colombia comprar tudo, só vão sobrar as OHP americanas, que são boas, mas estão no osso do osso…

Saudações a todos.

Ivan
Ivan
5 anos atrás

Xiii !!!
Menos duas.

XO
XO
5 anos atrás

No passado, eu era a favor das OHP… hoje, elas nao sao adequadas para a MB, na situacao em que estao… nem vale levantar a bola…

Mauricio R.
Mauricio R.
5 anos atrás

XO, Será que não vale, mesmo??? Senão vejamos, a MB pretende remotorizar um casco CCI exclusivamente c/ diesels. Retirando as turbinas LM-2500 das CCI, teremos motorização p/ 2 FFG-7. A remoção do reparo Mk-13 não nos afeta em nada, c/ um pouco de engenharia pode-se instalar no lugar o reparo Mk-75, orgânico desta classe de navios. E o “buraco” deixado pela remoção do reparo Mk-75 poderia ser preenchido, quem sabe via FMS; pelo RAM. Radares, diretores de tiro, sonar e até os reparos Trinity, poderiam ser transplantados das FCN que a MB desativar. Desde que os cascos de FFG-7 disponíveis… Read more »

_RJ_
_RJ_
5 anos atrás

Deixa eu ver se entendi o que você quis dizer, Maurício.

Segundo você, valeria a pena:

1) Comprar um navio usado para reformar
2) transplantar o problema que estamos tentando solucionar nas corvetas para esse outro navio
3)”com um pouco de engenharia” que no Brasil significa “gastando uma boa quantidade de tempo e dinheiro” instalar armamento
4) Usar mais equipamento canibalizado das Niterói

Tudo isso com o único objetivo de “com sorte” (Desde que os cascos de FFG-7 disponíveis sejam “long hull) poder operar os MH-16?

XO
XO
5 anos atrás

Prezado Mauricio, sinceramente, nao acho que valha a pena… ate porque nao sei se as LM 2500 das CCI estao melhores dos que as das OHP… no mais, estou na CNBW e vivo um pouco do FMS, a faina nao eh tao simples, abrir um “case” para adquirir equipamentos leva tempo e muita burocracia… seria melhor investirmos em uma classe mais preservada em termos de longevidade… achei interessante as F alemas, pelo conjunto, e sou, particularmente, entusiasta das Meko 360 e Tipo 23… Abraço…

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  XO
5 anos atrás

“Senão vejamos, a MB pretende remotorizar um casco CCI exclusivamente c/ diesels.
Retirando as turbinas LM-2500 das CCI, teremos motorização p/ 2 FFG-7.”

Maurício,

Desconheço essa informação sobre remotorização de corvetas classe “Inhaúma” exclusivamente com motores diesel.

O que sei é sobre modernização da motorização diesel, no caso da Julio de Noronha inicialmente, mas não vi nada até hoje sobre eventual eliminação da turbina nesse processo.

Mauricio R.
Mauricio R.
5 anos atrás

RJ,

A ideia seria no sentido de minimizar as baixas de FCN, reaproveitando alguns equipamentos, talvez mais novos que aqueles existentes nas FFG-7.

XO,

Ok.

Nunão,

Obrigado pela correção, tinha como certa a exclusão da turbina.

Iväny Junior
5 anos atrás

Caros Não acredito que faça sentido remover as turbinas das Inhaúmas porque elas ainda estão sendo comercializadas atualmente e têm alta escala industrial, o que, teoricamente, facilita a manutenção. Sou particularmente preocupado com a extensão da vida útil(?) das vosper mk.10 (vulgo niteróis) justamente por causa das turbinas olympus, que não são mais fabricadas (derivadas das turbojatos do Vulcan!) e têm uma escala de manutenção complicada a partir do próximo ano. Também vejo com preocupação a iniciativa dos PROSUPER e PROSUB, justamente porque hoje em dia não existe mais o conhecimento técnico/científico de quando as vosper mk.10 foram montadas aqui.… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

RJ…

todas as OHPs ainda em serviço ou que deram baixa e estão sendo disponibilizadas para venda são “long hull” podem operar com 2 Sea Hawks e possuem o sistema
RAST para recuperação assistida de helicópteros.

Não que ache que valha a pena adquirir OHPs agora, mas,
em último caso seria mais um “tampão” para outros 10 anos de uso e não valeria a pena investir em tantas modificações
como sugeridas pelo Maurício.

abraços

MO
MO
Reply to  daltonl
5 anos atrás

de uma maneiraou outra alguem vai progredindo enquanto aqui, por causa saporra das mk 20 ficamos ad queseeternum com saporra … (a dispeito de agora nao termos verba para nada = ie = descontando isso)

em tempo = convertido para casco duplo mais um dos nossos =

http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2015/05/nt-nara-ppvy-nosso-navios.html

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