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‘Charles De Gaulle’ vai parar por 20 meses para ser submetido a uma modernização geral

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Bela imagem do porta-aviões francês no Mar Mediterrâneo

O comando da Marine Nationale decidiu preparar a modernização do navio-aeródromo Charles De Gaulle, que, mês passado, completou apenas o seu 14º aniversário na Esquadra francesa.

O navio será recolhido ao porto de Toulon em 2017, para a “segunda grande parada técnica” (ATM 2) de sua carreira – equivalente a uma atualização de meia-vida.

Na primeira parada, entre setembro de 2007 e dezembro de 2008, o barco foi inspecionado e reparado após ter cumprido 900 dias de mar, período no qual suas duas catapultas realizaram nada menos do que 19.000 lançamentos de aeronaves. Mas o porta-aviões precisou parar novamente em março de 2009, por causa de um imprevisto em sua propulsão.

Dessa vez a reforma do Charles De Gaulle levará 20 meses.

O navio passará por mudanças estruturais – como o reprojeto do seu centro de operações – e remodelações que vão incluir a renovação de sistemas de combate, a substituição de redes de informática e de vários sensores.

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O “De Gaulle” em manobras com um BPC classe Mistral e um navio escolta, em 2011

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Douglas Falcão
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Douglas Falcão

Projeto ruim.

Marcos
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Marcos

Alguns pontos:

1) Apesar de ser um projeto novo, já está sendo submetido a duas revisões. Em contra partida, o São Paulo, já foi submetido a quantas grandes revisões?

2) A primeira grande revisão durou 15 meses, a segunda tem estimativa de 20 meses. O São Paulo devem estar docado a pele menos uma década.

3) Entendo as dificuldades orçamentaria da Marinha do Brasil e, portanto, as dificuldades de uma revisão completa e descente no São Paulo. Mas fica a pergunta: uma marinha que não consegue manter um porta aviões convencional, como conseguirá manter um submarino nuclear?

Fernando "Nunão" De Martini
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“Marcos em 04/06/2015 as 11:01 O São Paulo deve estar docado a pelo menos uma década.” Marcos, importantes os seus questionamentos. Só peço atenção a alguns detalhes (parece coisa de chato, e é um pouco, mas é importante diferenciar as coisas para a discussão ser mais focada): o NAe São Paulo não está docado há uma década. Docado é o termo que se usa, na maioria das vezes, para indicar que o navio foi posto em seco dentro de um dique. A docagem já ocorreu algumas vezes na história do NAe São Paulo na MB, mas ela tem duração relativamente… Read more »

MO
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rssssssss docado uma coisa, atracado outra nao eh coisa de chato a, não discordo da inoperancia, mas …

em tempo = interessante a maneira de transporte dos pt´s 1.600 t. cada …

http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2015/06/mv-zhen-hua-26-vreg4-entrega-dos.html

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Vader
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Caramba, ainda me lembro de qdo esse navio foi lançado ao mar. Será q realmente precisava passar por duas grandes manutenções em tão pouco tempo?

Marcos
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Marcos

Nunão:

OK! Minhas desculpas pelos detalhes técnicos.

Mas … “vale também lembrar que o NAe realizou algumas saídas”… Mas encontrava-se plenamente operacional? A resposta, evidente, é não.

daltonl
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daltonl

Penso que foi omitido um detalhe importante…o CDG também terá seus reatores nucleares reabastecidos pela segunda vez agora. Diferente dos NAes da US Navy que necessitam ser reabastecidos uma única vez, justamente quando aproximam-se dos 25 anos, meia vida, o CDG necessita ser reabastecido a cada +/- 8 anos. Estão previstos outros 2 reabastecimentos em meados das décadas de 20 e 30 antes do descomissionamento depois de cerca de 40 anos de vida, ao contrário dos NAes da US Navy que tem previsão para 50 anos de vida. Só que no reabastecimento dos NAes da US Navy também aproveita-se para… Read more »

Ivan
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Ivan

Quem tem um,
pode não ter nenhum.

Vader
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Pois é, enquanto isso o que fará a Marinha da França com seu poderoso esquadrão de Rafales M que, inclusive, determinou as dimensões do caça para o Armeé de L’Air, bem como a saída da França/Dassault do Projeto Eurofighter, e o gasto “extra” de 60 bilhões de Euros no Projeto Rafale? Vai colocar para treinar? Vai operar de terra? Vai transferir para o AdlA? Vai vender? Vai empalar? 🙂 Quem tem um não tem nenhum. Fato. Diante disso, será que valeu mesmo a pena investir tanta grana para um caça que só opera em um porta-aviões? Será que a França… Read more »

Marcelo
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Marcelo

Poderiam pagar a reforma do São Paulo e alugá-lo nesses períodos, seria uma boa! 🙂

daltonl
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daltonl

Vader… mesmo antes do Clemenceau e do Foch, a marinha francesa já operava com 2 NAes e os planos eram inicialmente para um segundo CDG depois mudado para um NAe convencional até maior e finalmente o segundo NAe foi cancelado por razões econômicas. Na época que se pensava o Rafale M, uma aeronave superior ao “Hornet” e de desempenho semelhante ao “Super” fez todo sentido investir no Rafale M que com exceção dos primeiros 10 otimizados para combate aéreo os demais vieram com uma capacidade maior de ataque terrestre que o Eurofighter. Veja por exemplo que os russos que mandaram… Read more »

Vader
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Dalton, eu sei de tudo isso aí. Perfeito. Minha colocação é: com os 60 bilhões de Euros gastos no Projeto Rafale a França poderia hoje ter não dois, mas até três PAs similares ao CdG, equipados com caças americanos Hornets ou Super Hornets (ou em breve F-35, no caso do CdG nas versões B ou C). E ainda sobraria um bom troco para uma participação graúda no Eurofighter, para equipar o AdlA. Ok, podia fazer sentido na época, mas hj não faz mais. O CdG funcionou em regime pisca-pisca por um bom tempo, e ainda tem suas manutenções programadas em… Read more »

daltonl
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daltonl

Vader… os australianos por exemplo também poderiam ter adquirido Arleigh Burkes ou Juan Carlos I de prateleira por um preço muito mais em conta do que as “F-105″que estão em construção em estaleiros modernizados e ampliados e pretendem agora construir submarinos localmente ou seja, há também a visão de que é importante preservar ou ampliar a indústria de defesa local. Nem sempre também franceses e americanos pensam da mesma forma e se uma Le Pen da vida vence às eleições o afastamento dos EUA será até maior. Quanto ao CDG e suas manutenções, elas não são muito diferentes das que… Read more »

rafael oliveira
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rafael oliveira

Dalton,

Com o preço de um Mistral deve ser possível comprar, chutando por baixo, meia dúzia de Makassar (preços de prateleira).

Ainda assim você preferiria que a MB tivesse 1 Mistral em vez de 6 Makassar?

Na verdade, para mim, dois Makassar já seriam suficientes para a MB dar um enorme salto de qualidade em relação ao que tem hoje.

Abraço!

Pangloss
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Pangloss

Vader e Dalton, admiro muito os comentários de ambos, e tomo a liberdade de entrar na conversa para ressaltar algo que é do perfeito conhecimento de todos aqui: as variáveis, na época da Guerra Fria, quando o Rafale e o CDG foram pensados, mudaram demais. Até mesmo o desenho atual da UE e a adoção do Euro foram fatores que não poderiam ser previstos à época das tomadas de decisões que redundaram no estado atual de coisas, nas forças armadas francesas. Peço desculpas pela obviedade acaciana dos meus comentários, mas quis reforçar tal conjuntura na cronologia dos fatos sob debate.… Read more »

daltonl
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daltonl

Rafa… tendo a desconfiar de “coisas” muito baratas, mas, o Makassar é uma ótima solução para a marinha peruana que não tem recursos nem um grande potencial de crescimento. Você pode até afirmar e com razão que a situação da marinha brasileira é péssima, mas, na minha opinião e é apenas uma opinião, as coisas irão melhorar, então não devemos ou não deveríamos nos espelhar na marinha de um país muito menor que o nosso. Não vejo a situação como “desesperadora” muito menos uma ameaça real daqui à apenas 15 anos, aproveitando um comentário seu em outro tópico, então não… Read more »

daltonl
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daltonl

Grato Pangloss é bom saber que posso contribuir assim como todos os demais para o que é acima de tudo um ótimo entretenimento , o PN. Na minha opinião não havia outro caminho para a França seguir que desejava substituir todas as suas aeronaves de caça/ataque de origem própria por outra nativa buscando uma padronização, mantendo uma boa independência do exterior e sustentando também a sua capacidade de ataque nuclear, composta também pelos seus SSBNs/M51s. Se os franceses conseguirão repetir o que conseguiram a duras penas com o Rafale só o tempo dirá, provavelmente terão que associar-se cada vez mais… Read more »

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá. O CDG, logo que foi lançado apresentou problemas com a blindagem do reator. Vale lembrar que ele (CDG) é o menor navio-aeródromo nuclear em operação. Acho até “natural” que sejam necessários ajustes e reformas ao longo da sua vida útil. É o preço que se paga pela “independência tecnológica” e pelo pioneirismo (no sentido de ser o primeiro construído na França). Quanto ao Rafale, amores e ódios à parte, foi a escolha francesa. E permite ter um modelo naval e terrestre baseado no mesmo projeto inicial (com as devidas e necessárias adaptações para o uso embarcado). Tem cumprido suas… Read more »

_RJ_
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_RJ_

daltonl @6 de junho de 2015 at 11:17# Daltonl, Na minha visão, é melhor a marinha continuar sonhando com dois Mistral, mas com dois Makassar operando, do que sonhar com quatro Mistral operando mal e porcamente pequenos NDCC e NDD da década de 50 a 80. De qualquer forma, o Makassar que o Peru adquiriu já é maior e melhor do que os navios que operamos na MB. E ele é suficientemente pequeno e barato para não inviabilizar uma classe maior no futuro. Há espaço para os dois tipos de NDD no Brasil. Mas esse é o assunto de outro… Read more »

rafael oliveira
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rafael oliveira

Dalton,

Eu não quero que a MB se espelhe e vire uma marinha igual à peruana.

Só acho que ela deve adquirir um navio da mesma classe para uma função específica.

A marinha da Indonésia também usa essa classe e possui navios melhores que os do Peru em outras funções.

De qualquer forma, admiro seu otimismo e, ainda mais, o do RJ.

Abraços.

MO
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Rafa, infelizmente rsss nao conseguimos manter dia a diaem om da mb, quem dira estas coisas …

abs

em tempo =

http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2015/06/ms-clipper-nassau-c6zc3-multiproposito.html

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Control
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Control

Srs Quanto ao CDG, como já citado, quem tem um não tem nenhum. A experiência diz que para ter um sempre disponível, é necessário dois, e mais acertadamente, três. A França errou ao optar pela solução mais cara, a propulsão nuclear, pois com o mesmo capital poderia ter construído dois NAe. O argumento de que ele é complementado pelos NAes britânicos e/ou da US Navy é no mínimo estranho, face a famosa independência francesa. Quanto aos Makassar não serem adequados para a MB, sendo melhor a compra do Sirocco ou ainda mais de uns dois Mistral, a questão gritante que… Read more »

rafael oliveira
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rafael oliveira

MO, mas falta dinheiro porque não tem mesmo ou porque o que tem é mal gasto?

Fico imaginando quanto custa o NAe SP por ano. Quanto custa o seu pessoal, treinar pilotos na US Navy, as consultorias da DCNS?

Control, a principal questão para mim é o preço de reformar o SP e o preço de adquirir 2 Makassar. E, para mim, sua maior utilidade seria tornar-se o navio orgânico do Caracal e do Seahawk, dando uma capacidade defensiva interessante para a MB. As outras capacidades seriam subsidiárias, mas, ainda assim, úteis.

Abraços.

MO
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os dois rafa

abs

MO
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palavras do Mestre Reginaldo Bacchi em 2000

este navio vai acabar com a a marinha ….

15 anos depois ele nao eh o unico responsavel, mas que faz um tremendo esforço faz ….

daltonl
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daltonl

Control… sua tese de que os franceses erraram ao escolher a propulsão nuclear para o CDG parece-me injusta afinal o CDG foi projetado e teve sua construção iniciada em plena Guerra Fria, levando-se em conta à ameaça soviética,os preços do petróleo futuro e uma dinâmica indústria nuclear em que pese não tenha sido ideal adotar reatores nucleares de submarinos para um NAe, mas, permitiu baratear os custos. Os tempos eram outros, então não se pode chamar de erro se não são analisados os fatores que levaram a decisão de se construir um NAe nuclear. Um NAe nuclear é mais caro,… Read more »