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Propaganda russa festeja desempenho silencioso do novo Kilo debaixo d’água

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Novorossiysk
O novíssimo “Novorossiysk” capaz de se mover a 36 km/h horários debaixo d’água

 

A Marinha da Rússia tem quase concluídas as provas de mar do segundo e do terceiro submarinos diesel-elétricos de ataque do Projeto 636.3 (também conhecido como Projeto 636 modificado), batizado de classe Varshavyanka.

Esta série é composta por seis unidades; a primeira, entregue no fim de 2014 e batizada de Novorossiysk (nome do principal porto do Mar Negro), já está operacional, na Crimeia.

A embarcação foi encomendada ao estaleiro Almirantado (Admiralteyskie Verfi), de São Petersburgo – uma indústria que tem 310 anos de história –, em agosto de 2010, e o diretor geral da empresa, Vladimir Aleksandrov, não economiza elogios. Segundo ele, “o navio do Projeto 636.3 representa uma das classes de maior sucesso” da indústria naval de seu país, e “não tem similares”.

Planejados com avançadas características stealth, os navios do Projeto 636.3 deslocam 3.100 toneladas – contra as 2.300 do Projeto 636 original, conhecido no Ocidente como Kilo (designação dada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan). Eles alcançam velocidades subaquáticas impressionantes – de até 36 km/h –, e mergulham a profundidades em torno dos 300 metros. E, apesar de tudo isso, vêm se revelando extremamente silenciosos e altamente manobráveis.

A tripulação de 52 oficiais e subalternos pode manter seu navio no mar por até 45 dias. Ela dispõe de um arsenal que reúne tubos lança-torpedos de 533 mm, minas e o versátil míssil anti-navio 3M54 – SS-N-27 na nomenclatura Otan –, de versões que o habilitam, até mesmo, a cumprir voos de cruzeiro para atingir alvos em terra.

Juventude – O segundo barco da classe Varshavyanka, denominado Rostov-on-Don, começou a ser construído em novembro de 2011, e o terceiro, batizado Stary Oskol, em agosto de 2012.

Em 2016 o Rostov-on-Don já deverá estar fazendo parte da Frota do Mar Negro da Marinha da Rússia.

A 25 de abril último o estaleiro Almirantado lançou ao mar o Krasnodar, quarta unidade do programa 636.3. A cerimônia contou com a presença do comandante-em-chefe da Marinha russa, almirante Viktor Chirkov, e o CEO do estaleiro Almirantado, Alexander Busachi.

Interessante: Chirkov, oficial que construiu sua carreira em navios de superfície (cruzadores e destroieres) foi escolhido para chefiar uma das três marinhas mais poderosas do globo em maio de 2012, quando tinha apenas 51 anos e meio (no Brasil, a idade de um capitão-de-mar-e-guerra).

Os planos da série Varshavyanka saíram das pranchetas do Birô de Design Central Rubin, também sediado em São Petersburgo, e constituem uma versão bastante aperfeiçoada – e consideravelmente mais pesada – dos festejados classe Kilo concebidos no início da década de 1980.

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Navio da classe Kilo original pertencente à Esquadra russa

 

Os seis novos barcos do Projeto 636.3 darão à Rússia um total de 25 Kilos, ficando outros sete na reserva – com a possibilidade de serem devolvidos ao serviço ativo, em caso de necessidade.

Vietnã – A classe Kilo original ainda hoje recebe consultas de diferentes marinhas do mundo.

As embarcações desse modelo deslocam cerca de 2.300 toneladas, medem entre 70 e 74 m de comprimento, e têm seis tubos de torpedos de 533 mm. Seu rival mais direto é o IKL 209 alemão.

Quarenta Kilos já foram vendidos ao exterior, embora nem todos tenham sido entregues.

O governo da Venezuela interessou-se pelo navio nos anos de 2000, mas a encomenda mais recente, de seis unidades – ao preço de 2,1 bilhões de dólares (que somados aos custos da infraestrutura em terra e do treinamento das tripulações, subirá para 3,2 bilhões de dólares) –, tem como destino a força de submarinos da Armada vietnamita.

Islamic Republic of Iran Navy (IRIN) Kilo naval diesel-electric submarine Project 636
Classe Kilo da Marinha da República Islâmica do Irã
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Marcos
Marcos
5 anos atrás

Quase uma Barracuda.

Wagner
Wagner
5 anos atrás

Belos navios, será que afinal os Lada modernizados vão de fato substituí-los ??

Ou apenas complementá-los ???

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Boa pergunta Wagner…não há um consenso quanto ao
número nem estado dos submarinos russos e isso já
acontecia nos tempos da União Soviética.

Pessoalmente acho que alguns “kilos” mais antigos serão retirados de serviço pois não vejo condições de tripular e manter “tantos” submarinos assim, 25 convencionais.

Sabe-se que vários foram e estão sendo modernizados,enquanto outros nada se ouve falar e há suspeitas de que já estariam na reserva.

Wagner
Wagner
5 anos atrás

Valeu, Dalton.

É como os Sovremmeny, não encontro informações confiáveis sobre quais realmente estão em serviço ativo, quais estão na reserva e quais estão aguardando a sucata…

cada site diz uma coisa…

😉

Matheus Augusto
Matheus Augusto
5 anos atrás

De fato, informações precisas sobre o atual estado da frota russa são escassas, wagner, sobre os destróiers Sovremmeny, foram construidos originalmente foram contruidos 18 para a marinha soviética e mais quatro para a marinha chinese (estes todos operacionais) já os sovremmeny russos, 4 ou 5 (dependendo da fonte) estão operacionais 3 ou 4 estão na reserva aguardando ou passando por modernização e 10 foram retirados totalmente e parte destes ou todos foram sucateados.

Saudações a todos, estou começando a comentar agora nesta ótima trilogia.