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AHTS ‘BOS Turquesa’ / PPTZ – Um ótimo NPaOc?

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Atracou na tarde de hoje, 03/09/2015, em sua primeira escala no terminal Saipem 1, no Guarujá/SP o AHTS  (Anchor Handling Tug Supply) da classe UT 722L, ‘BOS Turquesa’, para embarque de equipamentos de apoio a prospecção de petróleo.

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Construído no Estaleiro Itajaí, em Itajaí/SC,  sob licença da Rolls-Royce, a embarcação multifuncional poderia ser uma grande solução para a patrulha oceânica no Brasil, devido a seu custo proporcionalmente barato e mutifuncionalidade operacional.

Estas embarcações poderiam fazer patrulha oceânica, salvamento SAR, reboque, capacidade de operar com ROV´s, auxílio a operações de minagem, apoio logístico, oferecendo grande capacidade de carga a um preço muito mais barato que um NPaOc (navio-patrulha oceânico) puro e com multiplicidade de funções, economia e funcionalidade, considerando que muitos países europeus os utilizam para tal – considerar que o NSS ‘Felinto Perry’ (K 11) é um deles, adaptado.

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Os AHTS´s (Anchor Handling Tug Supply), são embarcações polivalentes, especializadas em operações do tipo offshore, sendo utilizadas em operações de manobras de âncoras e no posicionamento de plataformas, reboques oceânicos de grandes estruturas e embarcações (a grande maioria de movimentações oceânicas de plataformas de petróleo e FPSO´s são realizadas pelos AHTS, ao invés de RbAM – rebocadores de alto-mar), além de socorro e salvamento, combate a incêndios, transporte de suprimentos e cargas múltiplas, tais como equipamentos para perfuração e prospecção de petróleo, tubulações, contêineres, correntes, possuindo ainda tanques específicos para transporte de combustível, água potável, drill water, cimento, barita, betonita, slops, entre outros.

Sua presença é notada em todas as regiões onde há prospecção de petróleo no mar.

Para ver / saber mais:

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FOTOS: Marcelo ‘MO’ Lopes – 03/09/2015

39 COMMENTS

  1. Uma das melhores matérias postadas neste blog este ano !!!.

    Concordo totalmente !!!

    Tirando o requisito velocidade que não deve ser o forte deste tipo de propulsão azimultal mas também não deve ser um dos requisitos basicos para um NaPaOc este seria o navio perfeito !!!, inclusive multifunção para eventos SAR.

    Atualmente as fainas de SAR necessitam capacidade modular e disponibilidade de convés, o salvamento de um submraino é um exemplo classico mas totalmente diferente de um SAR para recolher uma aeronave e este navio seria o ideal para tudo !!!.

    Excelente matéria para se colocar um “contraditório” neste site ….

  2. Faltou apenas um convoo tipo “Raoni” do Felintão e seria um navio deste por distrito Naval, com os sistemas de SAR modulares aerotransportados estacionados talvez na Base de São Pedro da Aldeia ….

  3. Muito legal mesmo.

    Me lembrou que o MO sempre disse que a MB deveria dar foco para estes navios na função de patrulha oceânica.

    Quem sabe chame a atenção da Marinha.

    Seria interessante se nosso amigo Luiz Monteiro pudesse comentar se alguma vez já foi verificada esta possibilidade.

    Parabéns pela matéria!

    EDITORES!

    Um pequeno erro:

    “Construído no Estaleiro Itajaí, em Itajaí/SC, sob licensa da Rolls-Royce, a embarcação multifuncional poderia ser uma grande solução para a Patrulha Oceânica no brasil, devido a seu custo proporcionalmente barato e mutifuncionalidade > peracional <."

  4. Prezado Ricardo Cascaldi,

    A MB, por meio do Centro de Projeto de Navios, estuda o projeto de Rebocador de Alto Mar de pequeno Porte (RbAMP), que destina-se a realizar operações de socorro e salvamento e Patrulha Naval nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), podendo ser empregado, também, em missões de fiscalização contra a pesca predatória e de outras relacionadas à prevenção da poluição nessas Águas, em apoio aos órgãos governamentais. Além das atividades específicas, pode prestar Apoio Logístico Móvel a outros navios, contribuir para a Garantia da Lei e da Ordem e, da mesma forma, colaborar em ações de Defesa Civil.
    CARACTERÍSTICAS
    Comprimento 69,0m
    Boca Moldada 17,2m
    Calado Carregado 4,4m
    Deslocamento Carregado 2843t
    Raio de Ação 7900mn
    Autonomia 30 dias

    Segue abaixo o link para que você possa ver a concepção artística:
    https://www1.mar.mil.br/cpn/rebocador_alto-mar

  5. Prezado LM belo projeto e colocando-se nestes meios ao menos uns 2 reparos entre 20 e 30 mm já os capacita a ajudarem em mais funções .

    • Eduardo,

      Mesmo os atuais rebocadores de alto-mar da Marinha (e que precisam dar baixa em breve) têm normalmente instalados 2 reparos de metralhadoras de 20mm.

      Dá pra ver dois reparos de metralhadoras de 20mm (ainda que sejam armas bem mais antigas do que as instaladas em navios-patrulha mais recentes) nesta foto do RbAM Tridente:

      http://www.naviosbrasileiros.com.br/ngb/T/T057/T057-f09.jpg

      Creio que a ilustração do link enviado pelo Luiz Monteiro também mostra a possível posição de uma metralhadora de 20mm, a bombordo, um nível abaixo do passadiço.

  6. Bela matéria MO…

    … a DAMEN da Holanda já até tem um produto pronto mais ao estilo do projeto que o Luiz Monteiro disponibilizou no link, na verdade é até menor, com 81 m.

    http://products.damen.com/~/media/Products/Images/Clusters%20groups/Offshore%20and%20Transport/Multi%20Purpose%20Vessel/MPV%208116/Gallery/multi_purpose_offshore_support_vessel.ashx

    Esse ai está em serviço na Suécia e só comprova que seu conceito é completamente válido e exequível.

    Mas concordo totalmente que se temos o domínio/capacidade total e comprovada de se construir um casco desses no Brasil… manda ver e pra ontem, só teremos que ver o que terá de ser “enlatado de fora.”

    Parabéns, Grande Abraço.

  7. Eu já aderi a essa ideia do MO há bastante tempo.

    Importante enfatizar que já há estaleiro nacional com capacidade para construí-lo, o que torna a solução mais econômica em relação a comprar ou desenvolver um novo projeto e qualificar um estaleiro para construí-lo.

    Oganza, esse navio com as cores da bandeira sueca ficou lindo!!!

  8. mbarcação brasileira resgata 200 refugiados no Mar Mediterrâneo
    POR ANA CLÁUDIA GUIMARÃES04/09/2015 19:22
    Hoje, a embarcação Barroso, uma corveta da Marinha do Brasil, resgatou 200 refugiados no mar Mediterrâneo. Transportou o grupo para o Porto de Messina, na Itália. A corveta estava se deslocando para o Líbano e foi acionada pela Marinha italiana.

  9. Prezado Luis Monteiro;

    É importante ter em mente que para ser um Navio SAR pleno, com possibilidade de intervenção em um DISSUB (Submarino sinistrado), ele deverá ter no minimo 250 m2 de convés livre e Posicionamento dinamico Grau 02, isto é o que ficou estabelecido nos requisitos da OTAN e é o que as Marinhas da Itália e Turquia adotaram para os seus navios SAR.

    No nosso caso é fundamental que a MB tenha esta consciencia porque o Felinto Perry não tem a mobilidade e rapidez para atender um DISSUB em todo litoral (05 dias até salvador por exemplo), assim o ideal seria um navio deste por DN com capacidade de receber um SRS aero transportado.

    Abs

  10. Ha muito eu concordo com o MO, sobre o AHTS como um possivel NPaOc. Por estetica, e gosto pessoal, eu prefiro um casco/projeto dedicado, mas ao analisar o quadro geral das atividades dos navios distritais relativas a PatNav e SAR em congruencia ao cenario economico ciclico da MB, utilizar-se do AHTS como o citado faz todo sentido.

    MO recebeu as fotos do gururu q mandei?!

  11. Concordo em tudo, nesse assunto… meu sogro trabalhava no estaleiro Aliança aqui no RJ, me disse q o custo de um navio desses era de entre 50 a 80 milhões de reais, dependendo dos acessórios (menos q um NaPa classe Macaé!!!!), claro q eram construidos em série… reduz custos… portanto não se deve mudar nada, pois ai é q não se consegue comprar… entrar num projeto pronto! A MB precisa muito deles…. eu é q sei…. o sufoco q foi pra trazer o NDD Ceará de Belém para o RJ…
    Agora, pq em vez de se ficar pagando bolsa familia e seguro de desemprego, o governo não financia esses navios para a MB q precisa tanto de pelo menos 6??? os estaleiros aqui do RJ só fazem demitir e fechar instalações… o Mauá, q já foi o maior do país, fechou….

  12. E digo mais, o Felinto Perry, precisa tb de um substituto… já deram a solução aqui mesmo nos comentários… subs novos…navio de apoio novo!

  13. Felinto Perry é um navio já com bons 35 anos e se o Gastão Moutinho que o antecedeu servir para comparação durou 45 anos, então, em algum momento na próxima década a marinha terá que pensar sobre um substituto.

  14. Acho melhor não misturarmos as frequências, esse AHTS me parece mto bom p/ Rbam/SAR, mas não p/ ser NAPaOc/OPV, p/ tanto já temos o design da BAe.
    Falta somente modifica-lo, incluindo o hangar.
    Sem mais invenções.

  15. Maurício vc ao menos leu acima o q o Sr LM nos informou sobre estudos da MB sobre o tema proposto já até tendo um projeto?

    Sds.

  16. Teoricamente um navio dedicado a funçao de npaoc teria melhor desempenho na missao de patrulha, no entanto, os rbam que nao sao meios “proprios” de patrulha/patrulheiros puro sangue e desempenham a funçao comumente.

    No cotidiano da Patrulha, a peça secundaria, normalmente o GAMBO1, de 20mm, é suficientemente dissuassoria. Inclusive, um reparo de 12,7mm já resolveria com folga.

  17. MO,

    Na Europa usam esses AHTS em um contexto naval ou de guarda costeira???
    Na RN um navio desses é RFA e não HMS, como os “Clyde”.
    Na Holanda tb, os OPV classe “Holland” não se parecem nada c/ esses rebocadores.
    Nem na França, que só agora está construindo 2 cascos parecidos c/ esse AHTS.
    Patrulhar em tese qualquer navio da MB o faz, o que esses navios poderiam agregar seriam a maior capacidade de atuação em incêndios em plataformas de petróleo, nas ocorrências de derramamentos/vazamentos de óleo em mar aberto e em salvamento submarino.
    Apesar de que tem algo mtas vezes citado aqui no PA, de que esses AHTS são construidos aqui no Brasil p/ uma especificação degradada em relação a especificação original.

    Eduardo,

    O projeto citado pelo Alte LM é de um rebocador, em tese “Patrulha Naval nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB)” qualquer navio da MB pode faze-lo.
    Os NAPaOc classe “Amazonas”, tem capacidade de reboque, mas não foram concebidos como rebocadores.

  18. Mauricio R.,

    O que passa é que dada o tamanho dos Salvamar de cada Distrito Naval, do custo de um meio com escala de produção, das Hipoteses de Emprego desses meios, dos perfis das missoes de Patrulha, SAR e Humanitarias, e de existir capacidade industrial instalada e mao de obra capacitada na construçao desse meio.

    Se faz portanto, racional, economico e eficiente, o uso de um meio desse tipo na funçao de NPaOc, RbAM e Navio Socorro Distrital.

  19. Meu grande irmão MO.
    Tchê, que navio de patrão, coisa de “homi”, não e um quadrático retangulatico, recinto de festa gay.
    Agora eu te perguntou:

    Consumo de combustível com este deslocamento e motorização?
    Possibilidade de rever o passo de CG para um convoo na popa?
    Tripulação?

    Grande abraço e parabéns pela materia

  20. Esses navios tipo AHTS são complementares aos NaPaOc, não podem substituí-los, pois:

    – Possuem velocidade bem mais baixa;
    – Não podem realizar operações aéreas da mesma maneira que um NaPaOc realiza;
    – O custo de operação e manutenção, ao contrário do que informaram aqui, é bem maior do que um classe Amazonas, por exemplo.

    • Contesto, a manutenção é mqais barata, pois não serão usados como os AHTS puros, as operações aereas sao as mesmas uma plataforma de pouso e decolagem apenas, o raio de açao é muito maior, a estabilidade é muito maior, so concordo na veloc

      • Ok, vamos à tréplica.

        – Para que a afirmação de que a manutenção é mais barata, teria que ser feito um comparativo com mais detalhes. Comparar equipamento por equipamento, motores existentes nos dois tipos de navio, etc. A minha tendência é achar que um navio com deslocamento bem maior, e com equipamentos mais complexos, tenha uma manutenção mais cara. Se esses navio não serão usados como AHTS puros, então irá sobrar o que ?

        – Me permita discordar novamente da questão das operações aéreas. Um convoo do tipo existente do Felinto Perry não é a mesma coisa que o convoo de uma fragata, ou um NPaOc. O primeiro não permite a realização de operações aéreas com o navio em movimento. É o que eu penso. Pelo menos, todas as vezes que vi uma aeronave pousando ou decolando do Felinto foram com o navio parado. Esse fato, por si só, já limita bastante as operações aéreas.

        abs.

        • Oi Leonardo

          Vamos la

          Ele nao farão movimentação de ferros, comofazem com lataformas, serviço queexige muito deles, em operaçõesaéreas eles realizammais em condições adversas, desde que suitables, se vc se refere a capacitação, entendi que vc se refere a hangar, os nossos NPaOC não tem tbm, sem contar que o heliponto é maior que qqr convoo de Mk 10 (e isso sera adaptação neles), peças a disposição, motorização também, custos mais baratos pois são muitos e um NPaOc é um NPaoc apenas com pouquissima capacidade de outras funções, estes navios serviriam para varias funçõeem um navio só, considerando o menor custo unitário, melhor utilização em varias funções (poupariam uma Mk 10 ou uma tipo 22 emoperações SAR por exemplo, transporte de carga em maior quantidade que os MB´s da atualidade (inclusive muitiplos carregamentos, incluindo liquidos), cascos são ice class, operação polar (dependendo da versão e polar no sentido que utilizamos) resultando em uma navio mais barato, com maior coapacidade resultando em economia e otimização de funça, claro, se entender que Navio patrulha não é navio de combate (como muitos desavisados acreditam)

          Mas cara, valeu mesmo as ponderações, so estão enriquecendo o tema e fica a vontade para debater

          Abs

  21. Lembrando, quando vc mencinou a função polar MO, q recentemente a MB precisou usar o Felinto exatamente nessa função na Anta´rtida…, SAR, controle de poluição, reabastecimento de O.C. etc e tal!

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