sexta-feira, maio 14, 2021

Saab Naval

Primeiro voo do protótipo (biposto) do Programa de Modernização das Aeronaves AF-1

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

voo AF-1C N-1022 sobre Gaviao Peixoto - foto MBEm continuidade ao Programa de Modernização das Aeronaves AF-1, foi realizado, no dia 20 de janeiro, nas instalações da EMBRAER em Gavião Peixoto (SP), o primeiro voo de ensaio para a certificação da aeronave protótipo biposto modernizada AF-1C N-1022. O voo marca uma importante etapa do projeto e mostra a perseverança e o comprometimento da Embraer e da Marinha do Brasil (MB) na condução do Programa de Modernização.

Apesar das aeronaves mono e biposto serem aparentemente similares, somente 20% dos projetos coincidem e os estudos de engenharia desenvolvidos pela Embraer, para que estas aeronaves dispusessem de uma mesma arquitetura de aviônica, integração de armamentos e capacidades operacionais, exigiram um considerável esforço.

Tal fato representa um importante marco no cronograma do programa e, apesar das atuais restrições orçamentárias, há a previsão de entrega de duas aeronaves modernizadas ao Esquadrão VF-1 ao longo do ano de 2016, ampliando para três o número de aeronaves em uso no setor operativo.

Segundo a MB, a imagem do alto, publicada juntamente com os parágrafos acima, mostra o protótipo biposto AF-1C N-1022 em voo realizado nas instalações da Embraer, em Gavião Peixoto-SP.

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Adam

A terceira aeronave será um bi ou monoposto?

Marcelo-SP

Uaaaal!!! São 3 (três!!!) A4 modernizados! Que perseverança! Que comprometimento! O NAe tá meio encostadão, mas até 2025 teremos uma força aeronaval digna dos anos… 60 ou 70.

Na boa, desculpem a ironia, foristas. Acabei de ler algumas atualizações da Lava-Jato e do estrago na Petrobrás. São infinitos bilhões. Para irrisórios tostões ufanisticamente comemorados no texto acima. E eu esqueci meu nariz de palhaço dentro da gaveta, hoje…

Antonio

BOA, Marcelo…

Alem

Isso ai em cenário Sul-americano ainda serve pra alguma coisa? Trágico.

Marcelo Moraes

Acho salutar esse passo. As pessoas dizem que não serve isso e aquilo, e claro todos tem o seu ponto de vista e suas razões para tal, mas veja no cenário que estamos quem esta fazendo algo parecido? Acredito que o piloto que ira voar a aeronave ficara feliz em servir a pátria, e isso para este ser já basta.

_RR_

Alem ( 26 de janeiro de 2016 at 16:05 ):

Em um cenário limitado, contra uma força naval sem proteção aérea ( como é o caso de 99% das marinhas do mundo que ousem se afastar de suas águas ), é um vetor plenamente utilizável ( principalmente se dotado de alguma munição guiada ).

A questão maior, no meu entender, passa pelo fato de que essa plataforma está sendo desativada pelo mundo, o que naturalmente compromete a logística, tornando sua manutenção onerosa com o tempo. Logo, não creio que se deve projetar seu uso para além de 2025…

dieter91360

Realmente, Marcelo… Mas eu sim, coloquei meu nariz de palhaço!!! Do jeito que estamos, agora só falta inventarmos a máquina do tempo, pois já estamos bem atualizados para a Guerra do Vietnã…rsrsrs.

_RR_

Marcelo Moraes ( 26 de janeiro de 2016 at 16:55 ),
.
Nos anos 90, os argentinos levaram a cabo um programa para compra e modernização de caças A-4M, que dotou esses Skyhawk de uma aviônica consideravelmente avançada para a época, gerando o A-4AR. Mesmo hoje o caça argentino modernizado pode ser considerado relativamente moderno e muito similar a modernização da MB, embora o AF-1M seja algo um tanto mais sofisticado.

Souto

Afinal quantos A-4 modernizaados temos,voçes sabiam que a Embraer estava para ser
multada por o prazo para entrega dos 12 A-4 modernizados expirou,ouseja a MB já
era para esta com os 12 A-4 modernizaDOS.

carlos alberto soares

Tá verde ! rs

leandro moreira

Alem deste voo de teste, mas dentro do tema, ja esta de volta a ativa o simulador do A4, trabalho feito inteiramente por pessoal da MB no CIANN.

americomatheus

Os mortadelas devem pensar, ”Os EUA que tomem cuidado com o Brasil”.

Juarez

Bahh Tchê, agora “tamu pudendo”, o segundo protótipo do A 4M voou, mais um que fala, não ouve e não enxerga, agora está tudo resolvido, mas segundo um jornalista “exxxxxxpecilizado em difesa” amigasso dos quatro costados da Marinha, quando eu afirmei que este troço estava enrolado(está ainda) e que os demais demorariam, só faltou me atirar pedras em um debate, que eu era um ex fabiano recalcado que não podia ver a MB de asa fixa, e que mais dois seriam entregues o final de 2015, bem, 2015 já terminou, o final de janeiro taí e até agora…………….zz.zzzzzzzzz…….zzzzzzzzzzz Por mim… Read more »

Nonato

Para proteger nosso mar e proximidades, um NAE é necessário?
Aviões baseados em terra não teriam alcance suficiente? Talvez com revo se necessário?
Para mim NAE só tem utilidade em outros países. Para nosso mar, não.
Estou equivocado?

_RR_

Nonato ( 26 de janeiro de 2016 at 21:42 ), . Depende do que se quer… . Se se pretende tão e somente negar o uso do mar, então não há uma necessidade específica de um NAe. Mas se o propósito for dominar uma região de mar ( exigindo, portanto, capacidade de lutar a guerra no mar em todas as suas dimensões; sob a água, na superfície e acima dela ), e especificamente se se pretende ir longe da costa, então o NAe é necessário… Ao menos essa é a teoria… . E entendo que um País como o Brasil,… Read more »

Ze Abelardo

100 milhoes para recauchutar 12 aeronaves que voarao 10 anos. Motor complicado e pecas compradas em museu do azulejo pelo triplo do preco. A Embraer se enrolou toda e se nao fosse o tio Jaco… A empresa ja deve ter se arrependido dez vezes por ter entrado nessa furada.

Um T45 custa 20 milhoes e tinha linha aberta ate 2009. Aeronave nova dava um couro por 30 anos. Plataforma mais nova para integrar o radar que seria feito pelo fabricante.

A MB paga 1 milhao por piloto para treinar nos EUA.

Vai entender.

Juarez

RR, os Australianos e Canandenses que tem também grandes extensões de costa e interesses mais afastados dela, discordam desta máxima e não tem PA, porque:

Porque sabem que ter não sginifica manter e poder operar,l pois ao longo das guerras que participaram aprenderam que arma de enfeite não resolve conflito e não intimida adversário, simples assim.

G abraço

Juarez

Eles sabem que para ter um avião de combate embarcado de verdade, seja ele F18, F 35 C Rafale ou Mig 33, num esquadrão pelo menos 18 aeronaves mais dois AWACS, mais dois CODs e mais meia dúzia de helicópteros, esta banheira vai ter que ter pelo menos uma 50.000 tons, vai precisar de turbinas a gas para empurrar agua e fazer vento relaitivo, vai beber combustível que nem camelo em fim de deserto, que vai custar as unhas e cara.Eles sabem que poderão comprar, mas sabem melhor ainda que não conseguirão manter por muito tempo dado aos custos envolvidos.… Read more »

Ze Abelardo

RR,

Com todo o respeito, nao da pra comparar o trabalho do A4AR com o A4M. O A4M e um refisefuqui.

A LM, apesar de nao ser o fabricante, tinha acesso a todos os dados do caca via US Navy. A FAA brinca de A4 ha decadas.

Juarez

Zé, e tem se visto apertada para comprar peças cativas móveis de fuselagem, trem de pouso e outras mais que ou tem que ser remanufaturadas no Tio Sam, Israel e por aí, ou ainda, reabrir um linha de fornecedor e fabricar artesanalmente que custa 5 vezes mais caro, a FAB sabe bem disto quando resolveu espichar a vida do Búfalo.

G abraço

Ze Abelardo

Juarez,
Fora duas escoltas antiaéreas caríssimas e um navio-tanque cheio para abastecer a criança.

5 bilhoes pelo nae, 1 bilhao cada escolta, 2 bilhoes pelas aeronaves. No barato, 9 bilhoes de obamas.

Lembrando que quem tem um, nao tem nenhum. Dois naes são 18 bilhões. Construído no Brasil com Tot, o céu e o limite.

Mas o Brasil não precisa de nada disso, pois quando a baleia branca emergir das profundezas de Aramar todos os problemas do Brasil desaparecerão.

Bardini

Ze Abelardo,
.
Mas escoltas, assim como o navio de reabastecimento são uma necessidade, e serão necessários de qualquer forma, como ou sem PA na esquadra, sendo assim, não me parece certo colocá-los na conta de aquisição de um novo PA.
______________
Juarez,
.
Será que o fato atrelado ao Canadá e a Austrália não operarem um PA não esta diretamente ligado a USNavy?

Nonato

É assim que se faz discussões saudáveis.
Faço uma pergunta na qualidade de leigo mas colegas experientes respondem mostrando que a questão não é pacífica.
Triste é ver colega aqui soltando piadinha, se achando rei da cocada, e sem educação para respeitar os colegas, especialmente os leigos, mas nem por isso “analfabetos” ou passíveis de críticas descabidas de gente, teoricamente qualificada, de nível superior, e com idade para ser avó de muitos aqui, mas que age de forma tão infantil e desrespeitosa. Educação na maioria das vezes vem de berço.
Desculpem o desabafo.

Nonato

Aproveitando os comentários e minha própria opinião, que já nutria, percebo que, considerando as limitações orçamentárias e as funções básicas de uma NAE, este seria desnecessário. Para proteger uma faixa de cerca de 1.000 km a partir da Costa já temos os aviões de patrulha. Se tais aviões, inclusive eventuais awacs que vissem a ser utilizados, identificassem ameaças externas, a FAB despacharia aviões de superiorida aérea. Ah esqueci que não os temos… Poderíamos até ter alguns em Fernando de Noronha cobrindo a faixa mais próxima à Europa. Sobre o custo de manutenção, caso viessemos a ter um funcionando mesmo, sugiro… Read more »

carlos alberto soares

Bardini 26 de janeiro de 2016 at 23:57
“Será que o fato atrelado ao Canadá e a Austrália não operarem um PA não esta diretamente ligado a USNavy?”
Pode ser ! E em caso provável, porquê não fazemos o mesmo ?
Ou já superamos o Canadá e a Austrália em importância no cenário mundial ?
Ivan o mapento poderá explicar.
No nosso caso é até + fácil.

_RR_

Juarez ( 26 de janeiro de 2016 at 22:55 ), . Concordo que “ter não significa operar”, e arma que não opera não vai dissuadir… Isso nem se discute. . Também acredito que a abordagem V/STOL teria um custo/benefício melhor. . Mas veja também que falei que tudo depende do cenário no qual se está inserido. E disso depende a parte prática. . Como adiantou o Bardini, no caso dos australianos e canadenses, a presença dos EUA os coloca em posição mais confortável para abdicar de um NAe. E quase o mesmo pode se dizer de japoneses e outros aliados… Read more »

_RR_

Nonato ( 27 de janeiro de 2016 at 4:32 ); . Todos os meios navais se complementam e se protegem… . O NAe é uma extensão do poderio da própria frota, utilizando seu poderio aéreo para levar a capacidade de combate para além do horizonte, e ao mesmo tempo utilizando o poderio aéreo para protege-la nessa situação ( isto é, além do horizonte ). Em suma, as aeronaves são a principal força ofensiva, assim como são a primeira linha de defesa da frota; tanto contra ameaças aéreas, de superfície ou submarinas. . As escoltas, por assim dizer, se encontram no… Read more »

_RR_

Nonato ( 27 de janeiro de 2016 at 4:32 ); . Todos os meios navais se complementam e se protegem… . O NAe é uma extensão do poderio da própria frota, utilizando seu poderio aéreo para levar a capacidade de combate para além do horizonte, e ao mesmo tempo utilizando o poderio aéreo para protege-la nessa situação ( isto é, além do horizonte ). Em suma, as aeronaves são a principal força ofensiva, assim como são a primeira linha de defesa da frota; tanto contra ameaças aéreas, de superfície ou submarinas. . As escoltas, por assim dizer, se encontram no… Read more »

carlos alberto soares
carlos alberto soares

_RR_ 27 de janeiro de 2016 at 10:27
Totalmente equivocado levando-se em consideração o Brazil !

Gen. Escobar

Prezados, boa tarde Muito importante lembrar que não adianta ter arma se não tem munição! Inclusive nem arma que funcione temos! Vamos ser realistas, A4M é o mesmo que o F-4 novo na guerra do Vietnã ou na Guerra dos 6 dias! Hoje não serve mais! Porém o problema é que não temos $$ para comprar ou ter qualquer outro tipo de aeronave. Simples assim! Desculpe ser direto mas nunca teremos FA compatíveis com o Brasil que queremos, aliás, nunca teremos um país como queremos! Fomos sucateados e hoje choramos por migalhas! Quem comanda ou governa, não sabe o que… Read more »

Vader

Ai ai, que preguiça…

Esses A-4M da Mais Antiga só voam, porque a Embraer não sabe integrar armamentos.

Vão ficar muito tempo ainda inoperantes.

Bom, pelo menos voam…

_RR_

carlos alberto soares ( 27 de janeiro de 2016 at 10:54 );

Não entendi seu ponto. Por gentileza, explique-o. Em que e por que eu estaria equivocado…?

Jeff

Que orgulho ler este tipo de notícia, Brasil SIL SIL do Futuro
.
Temos um NaE que flutua e as vezes navega, aviões que até voam (como o Vader bem lembrou) e nosso exército as vezes até almoça no quartel.
.
O que mais vocês querem gente??
.
Haaaa sim nossos comandantes, estes sim estão bem alimentados e gordinhos, só esperando a APOSENTADORIA ESPECIAL, essa sim não fala nunca.

Mauricio R.

“…voçes sabiam que a Embraer estava para ser
multada por o prazo para entrega dos 12 A-4 modernizados expirou,ouseja a MB já
era para esta com os 12 A-4 modernizaDOS.”
.
A Embraer foi de fato multada por isso.
.
O problema é que insistem em que esses serviços sejam feitos pela mesma, que já se mostrou deveras inepta e incompetente em faze-los. Chega!!!
.
A competência da Embraer se resume a jatos regionais e jatos executivos, somente.

carlos alberto soares

Mauricio R. 28 de janeiro de 2016 at 13:59
“A competência da Embraer se resume a jatos regionais e jatos executivos, somente.”
Aleluia, enfim reconheceu competência na EMBRAER.
EDITORES:
Merece Tópico/Tema
“MISTER M RECONHECE PUBLICAMENTE COMPETÊNCIA DA EMBRAER”
Kkkk
rsrsrsrs ……….

Gerson Carvalho

Meus caros, Entendo que seja frustante não termos caças de ponta tanto na MB quanto na FAB, mais convenhamos somos um país pacífico e não vejo quem poderia ter interesse em uma guerra com o Brasil! Sei que vários países tem interesses no Brasil mais não de guerra. Quanto a nossos vizinhos tão tão F… quanto nós. E os grandes jogadores do TO são grandes potencias nucleares e com certeza faríamos acordo com alguma delas para no cobrir (pagaríamos um preço) mais eh o cenário que vejo! No mais só preocupa mesmo as fronteiras pelo trafico e contrabando. A MB… Read more »

Mauricio R.

carlos alberto soares 28 de janeiro de 2016 at 14:24
.
Se vc acompanha e presta a devida atenção ao que eu escrevo, qual a surpresa???

franklin junior

O sonho de conquista do almirantado brasileiro está explicito na foto q mostra o navio-aeródromo ligeiro (NAeL) HMAS Melbourne da Marinha Real Australiana, em 1972, deixando o porto de Sydney, com aeronaves A-4, S-2 Tracker e helicópteros Wessex em seu convôo..E esse vai se tornando realidade, por incrível q pareça.
PS: Pra não dizer q será plágio a MB trocou os Wessex por Seahawk SH-60B.

Rodrigues

A solução para o alto custo operacional de um NAe seria a utilização de reator nuclear para fornecimento da energia necessária para seu deslocamento. E essa NAe poderia ser usada em missões de “paz” mundo afora e para socorrer em casos extremos militares brasileiros que já estão em lugares explosivos como o Líbano.

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