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Primeiro voo do protótipo (biposto) do Programa de Modernização das Aeronaves AF-1

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voo AF-1C N-1022 sobre Gaviao Peixoto - foto MBEm continuidade ao Programa de Modernização das Aeronaves AF-1, foi realizado, no dia 20 de janeiro, nas instalações da EMBRAER em Gavião Peixoto (SP), o primeiro voo de ensaio para a certificação da aeronave protótipo biposto modernizada AF-1C N-1022. O voo marca uma importante etapa do projeto e mostra a perseverança e o comprometimento da Embraer e da Marinha do Brasil (MB) na condução do Programa de Modernização.

Apesar das aeronaves mono e biposto serem aparentemente similares, somente 20% dos projetos coincidem e os estudos de engenharia desenvolvidos pela Embraer, para que estas aeronaves dispusessem de uma mesma arquitetura de aviônica, integração de armamentos e capacidades operacionais, exigiram um considerável esforço.

Tal fato representa um importante marco no cronograma do programa e, apesar das atuais restrições orçamentárias, há a previsão de entrega de duas aeronaves modernizadas ao Esquadrão VF-1 ao longo do ano de 2016, ampliando para três o número de aeronaves em uso no setor operativo.

Segundo a MB, a imagem do alto, publicada juntamente com os parágrafos acima, mostra o protótipo biposto AF-1C N-1022 em voo realizado nas instalações da Embraer, em Gavião Peixoto-SP.

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Adam
Adam
4 anos atrás

A terceira aeronave será um bi ou monoposto?

Marcelo-SP
Marcelo-SP
4 anos atrás

Uaaaal!!! São 3 (três!!!) A4 modernizados! Que perseverança! Que comprometimento! O NAe tá meio encostadão, mas até 2025 teremos uma força aeronaval digna dos anos… 60 ou 70.

Na boa, desculpem a ironia, foristas. Acabei de ler algumas atualizações da Lava-Jato e do estrago na Petrobrás. São infinitos bilhões. Para irrisórios tostões ufanisticamente comemorados no texto acima. E eu esqueci meu nariz de palhaço dentro da gaveta, hoje…

Antonio
Antonio
4 anos atrás

BOA, Marcelo…

Alem
4 anos atrás

Isso ai em cenário Sul-americano ainda serve pra alguma coisa? Trágico.

Marcelo Moraes
Marcelo Moraes
4 anos atrás

Acho salutar esse passo. As pessoas dizem que não serve isso e aquilo, e claro todos tem o seu ponto de vista e suas razões para tal, mas veja no cenário que estamos quem esta fazendo algo parecido? Acredito que o piloto que ira voar a aeronave ficara feliz em servir a pátria, e isso para este ser já basta.

_RR_
_RR_
4 anos atrás

Alem ( 26 de janeiro de 2016 at 16:05 ):

Em um cenário limitado, contra uma força naval sem proteção aérea ( como é o caso de 99% das marinhas do mundo que ousem se afastar de suas águas ), é um vetor plenamente utilizável ( principalmente se dotado de alguma munição guiada ).

A questão maior, no meu entender, passa pelo fato de que essa plataforma está sendo desativada pelo mundo, o que naturalmente compromete a logística, tornando sua manutenção onerosa com o tempo. Logo, não creio que se deve projetar seu uso para além de 2025…

dieter91360
dieter91360
4 anos atrás

Realmente, Marcelo… Mas eu sim, coloquei meu nariz de palhaço!!! Do jeito que estamos, agora só falta inventarmos a máquina do tempo, pois já estamos bem atualizados para a Guerra do Vietnã…rsrsrs.

_RR_
_RR_
4 anos atrás

Marcelo Moraes ( 26 de janeiro de 2016 at 16:55 ),
.
Nos anos 90, os argentinos levaram a cabo um programa para compra e modernização de caças A-4M, que dotou esses Skyhawk de uma aviônica consideravelmente avançada para a época, gerando o A-4AR. Mesmo hoje o caça argentino modernizado pode ser considerado relativamente moderno e muito similar a modernização da MB, embora o AF-1M seja algo um tanto mais sofisticado.

Souto
Souto
4 anos atrás

Afinal quantos A-4 modernizaados temos,voçes sabiam que a Embraer estava para ser
multada por o prazo para entrega dos 12 A-4 modernizados expirou,ouseja a MB já
era para esta com os 12 A-4 modernizaDOS.

carlos alberto soares
carlos alberto soares
4 anos atrás

Tá verde ! rs

leandro moreira
4 anos atrás

Alem deste voo de teste, mas dentro do tema, ja esta de volta a ativa o simulador do A4, trabalho feito inteiramente por pessoal da MB no CIANN.

americomatheus
4 anos atrás

Os mortadelas devem pensar, ”Os EUA que tomem cuidado com o Brasil”.

Juarez
Juarez
4 anos atrás

Bahh Tchê, agora “tamu pudendo”, o segundo protótipo do A 4M voou, mais um que fala, não ouve e não enxerga, agora está tudo resolvido, mas segundo um jornalista “exxxxxxpecilizado em difesa” amigasso dos quatro costados da Marinha, quando eu afirmei que este troço estava enrolado(está ainda) e que os demais demorariam, só faltou me atirar pedras em um debate, que eu era um ex fabiano recalcado que não podia ver a MB de asa fixa, e que mais dois seriam entregues o final de 2015, bem, 2015 já terminou, o final de janeiro taí e até agora…………….zz.zzzzzzzzz…….zzzzzzzzzzz Por mim… Read more »

Nonato
Nonato
4 anos atrás

Para proteger nosso mar e proximidades, um NAE é necessário?
Aviões baseados em terra não teriam alcance suficiente? Talvez com revo se necessário?
Para mim NAE só tem utilidade em outros países. Para nosso mar, não.
Estou equivocado?

_RR_
_RR_
4 anos atrás

Nonato ( 26 de janeiro de 2016 at 21:42 ), . Depende do que se quer… . Se se pretende tão e somente negar o uso do mar, então não há uma necessidade específica de um NAe. Mas se o propósito for dominar uma região de mar ( exigindo, portanto, capacidade de lutar a guerra no mar em todas as suas dimensões; sob a água, na superfície e acima dela ), e especificamente se se pretende ir longe da costa, então o NAe é necessário… Ao menos essa é a teoria… . E entendo que um País como o Brasil,… Read more »

Ze Abelardo
4 anos atrás

100 milhoes para recauchutar 12 aeronaves que voarao 10 anos. Motor complicado e pecas compradas em museu do azulejo pelo triplo do preco. A Embraer se enrolou toda e se nao fosse o tio Jaco… A empresa ja deve ter se arrependido dez vezes por ter entrado nessa furada.

Um T45 custa 20 milhoes e tinha linha aberta ate 2009. Aeronave nova dava um couro por 30 anos. Plataforma mais nova para integrar o radar que seria feito pelo fabricante.

A MB paga 1 milhao por piloto para treinar nos EUA.

Vai entender.

Juarez
Juarez
4 anos atrás

RR, os Australianos e Canandenses que tem também grandes extensões de costa e interesses mais afastados dela, discordam desta máxima e não tem PA, porque:

Porque sabem que ter não sginifica manter e poder operar,l pois ao longo das guerras que participaram aprenderam que arma de enfeite não resolve conflito e não intimida adversário, simples assim.

G abraço

Juarez
Juarez
4 anos atrás

Eles sabem que para ter um avião de combate embarcado de verdade, seja ele F18, F 35 C Rafale ou Mig 33, num esquadrão pelo menos 18 aeronaves mais dois AWACS, mais dois CODs e mais meia dúzia de helicópteros, esta banheira vai ter que ter pelo menos uma 50.000 tons, vai precisar de turbinas a gas para empurrar agua e fazer vento relaitivo, vai beber combustível que nem camelo em fim de deserto, que vai custar as unhas e cara.Eles sabem que poderão comprar, mas sabem melhor ainda que não conseguirão manter por muito tempo dado aos custos envolvidos.… Read more »

Ze Abelardo
4 anos atrás

RR,

Com todo o respeito, nao da pra comparar o trabalho do A4AR com o A4M. O A4M e um refisefuqui.

A LM, apesar de nao ser o fabricante, tinha acesso a todos os dados do caca via US Navy. A FAA brinca de A4 ha decadas.

Juarez
Juarez
4 anos atrás

Zé, e tem se visto apertada para comprar peças cativas móveis de fuselagem, trem de pouso e outras mais que ou tem que ser remanufaturadas no Tio Sam, Israel e por aí, ou ainda, reabrir um linha de fornecedor e fabricar artesanalmente que custa 5 vezes mais caro, a FAB sabe bem disto quando resolveu espichar a vida do Búfalo.

G abraço

Ze Abelardo
4 anos atrás

Juarez,
Fora duas escoltas antiaéreas caríssimas e um navio-tanque cheio para abastecer a criança.

5 bilhoes pelo nae, 1 bilhao cada escolta, 2 bilhoes pelas aeronaves. No barato, 9 bilhoes de obamas.

Lembrando que quem tem um, nao tem nenhum. Dois naes são 18 bilhões. Construído no Brasil com Tot, o céu e o limite.

Mas o Brasil não precisa de nada disso, pois quando a baleia branca emergir das profundezas de Aramar todos os problemas do Brasil desaparecerão.

Bardini
4 anos atrás

Ze Abelardo,
.
Mas escoltas, assim como o navio de reabastecimento são uma necessidade, e serão necessários de qualquer forma, como ou sem PA na esquadra, sendo assim, não me parece certo colocá-los na conta de aquisição de um novo PA.
______________
Juarez,
.
Será que o fato atrelado ao Canadá e a Austrália não operarem um PA não esta diretamente ligado a USNavy?

Nonato
Nonato
4 anos atrás

É assim que se faz discussões saudáveis.
Faço uma pergunta na qualidade de leigo mas colegas experientes respondem mostrando que a questão não é pacífica.
Triste é ver colega aqui soltando piadinha, se achando rei da cocada, e sem educação para respeitar os colegas, especialmente os leigos, mas nem por isso “analfabetos” ou passíveis de críticas descabidas de gente, teoricamente qualificada, de nível superior, e com idade para ser avó de muitos aqui, mas que age de forma tão infantil e desrespeitosa. Educação na maioria das vezes vem de berço.
Desculpem o desabafo.

Nonato
Nonato
4 anos atrás

Aproveitando os comentários e minha própria opinião, que já nutria, percebo que, considerando as limitações orçamentárias e as funções básicas de uma NAE, este seria desnecessário. Para proteger uma faixa de cerca de 1.000 km a partir da Costa já temos os aviões de patrulha. Se tais aviões, inclusive eventuais awacs que vissem a ser utilizados, identificassem ameaças externas, a FAB despacharia aviões de superiorida aérea. Ah esqueci que não os temos… Poderíamos até ter alguns em Fernando de Noronha cobrindo a faixa mais próxima à Europa. Sobre o custo de manutenção, caso viessemos a ter um funcionando mesmo, sugiro… Read more »

carlos alberto soares
carlos alberto soares
4 anos atrás

Bardini 26 de janeiro de 2016 at 23:57
“Será que o fato atrelado ao Canadá e a Austrália não operarem um PA não esta diretamente ligado a USNavy?”
Pode ser ! E em caso provável, porquê não fazemos o mesmo ?
Ou já superamos o Canadá e a Austrália em importância no cenário mundial ?
Ivan o mapento poderá explicar.
No nosso caso é até + fácil.

_RR_
_RR_
4 anos atrás

Juarez ( 26 de janeiro de 2016 at 22:55 ), . Concordo que “ter não significa operar”, e arma que não opera não vai dissuadir… Isso nem se discute. . Também acredito que a abordagem V/STOL teria um custo/benefício melhor. . Mas veja também que falei que tudo depende do cenário no qual se está inserido. E disso depende a parte prática. . Como adiantou o Bardini, no caso dos australianos e canadenses, a presença dos EUA os coloca em posição mais confortável para abdicar de um NAe. E quase o mesmo pode se dizer de japoneses e outros aliados… Read more »

_RR_
_RR_
4 anos atrás

Nonato ( 27 de janeiro de 2016 at 4:32 ); . Todos os meios navais se complementam e se protegem… . O NAe é uma extensão do poderio da própria frota, utilizando seu poderio aéreo para levar a capacidade de combate para além do horizonte, e ao mesmo tempo utilizando o poderio aéreo para protege-la nessa situação ( isto é, além do horizonte ). Em suma, as aeronaves são a principal força ofensiva, assim como são a primeira linha de defesa da frota; tanto contra ameaças aéreas, de superfície ou submarinas. . As escoltas, por assim dizer, se encontram no… Read more »

_RR_
_RR_
4 anos atrás

Nonato ( 27 de janeiro de 2016 at 4:32 ); . Todos os meios navais se complementam e se protegem… . O NAe é uma extensão do poderio da própria frota, utilizando seu poderio aéreo para levar a capacidade de combate para além do horizonte, e ao mesmo tempo utilizando o poderio aéreo para protege-la nessa situação ( isto é, além do horizonte ). Em suma, as aeronaves são a principal força ofensiva, assim como são a primeira linha de defesa da frota; tanto contra ameaças aéreas, de superfície ou submarinas. . As escoltas, por assim dizer, se encontram no… Read more »

carlos alberto soares
carlos alberto soares
4 anos atrás

_RR_ 27 de janeiro de 2016 at 10:27
Totalmente equivocado levando-se em consideração o Brazil !

Gen. Escobar
Gen. Escobar
4 anos atrás

Prezados, boa tarde Muito importante lembrar que não adianta ter arma se não tem munição! Inclusive nem arma que funcione temos! Vamos ser realistas, A4M é o mesmo que o F-4 novo na guerra do Vietnã ou na Guerra dos 6 dias! Hoje não serve mais! Porém o problema é que não temos $$ para comprar ou ter qualquer outro tipo de aeronave. Simples assim! Desculpe ser direto mas nunca teremos FA compatíveis com o Brasil que queremos, aliás, nunca teremos um país como queremos! Fomos sucateados e hoje choramos por migalhas! Quem comanda ou governa, não sabe o que… Read more »

Vader
4 anos atrás

Ai ai, que preguiça…

Esses A-4M da Mais Antiga só voam, porque a Embraer não sabe integrar armamentos.

Vão ficar muito tempo ainda inoperantes.

Bom, pelo menos voam…

_RR_
_RR_
4 anos atrás

carlos alberto soares ( 27 de janeiro de 2016 at 10:54 );

Não entendi seu ponto. Por gentileza, explique-o. Em que e por que eu estaria equivocado…?

Jeff
Jeff
4 anos atrás

Que orgulho ler este tipo de notícia, Brasil SIL SIL do Futuro
.
Temos um NaE que flutua e as vezes navega, aviões que até voam (como o Vader bem lembrou) e nosso exército as vezes até almoça no quartel.
.
O que mais vocês querem gente??
.
Haaaa sim nossos comandantes, estes sim estão bem alimentados e gordinhos, só esperando a APOSENTADORIA ESPECIAL, essa sim não fala nunca.

Mauricio R.
4 anos atrás

“…voçes sabiam que a Embraer estava para ser
multada por o prazo para entrega dos 12 A-4 modernizados expirou,ouseja a MB já
era para esta com os 12 A-4 modernizaDOS.”
.
A Embraer foi de fato multada por isso.
.
O problema é que insistem em que esses serviços sejam feitos pela mesma, que já se mostrou deveras inepta e incompetente em faze-los. Chega!!!
.
A competência da Embraer se resume a jatos regionais e jatos executivos, somente.

carlos alberto soares
carlos alberto soares
4 anos atrás

Mauricio R. 28 de janeiro de 2016 at 13:59
“A competência da Embraer se resume a jatos regionais e jatos executivos, somente.”
Aleluia, enfim reconheceu competência na EMBRAER.
EDITORES:
Merece Tópico/Tema
“MISTER M RECONHECE PUBLICAMENTE COMPETÊNCIA DA EMBRAER”
Kkkk
rsrsrsrs ……….

Gerson Carvalho
Gerson Carvalho
4 anos atrás

Meus caros, Entendo que seja frustante não termos caças de ponta tanto na MB quanto na FAB, mais convenhamos somos um país pacífico e não vejo quem poderia ter interesse em uma guerra com o Brasil! Sei que vários países tem interesses no Brasil mais não de guerra. Quanto a nossos vizinhos tão tão F… quanto nós. E os grandes jogadores do TO são grandes potencias nucleares e com certeza faríamos acordo com alguma delas para no cobrir (pagaríamos um preço) mais eh o cenário que vejo! No mais só preocupa mesmo as fronteiras pelo trafico e contrabando. A MB… Read more »

Mauricio R.
4 anos atrás

carlos alberto soares 28 de janeiro de 2016 at 14:24
.
Se vc acompanha e presta a devida atenção ao que eu escrevo, qual a surpresa???

franklin junior
franklin junior
4 anos atrás

O sonho de conquista do almirantado brasileiro está explicito na foto q mostra o navio-aeródromo ligeiro (NAeL) HMAS Melbourne da Marinha Real Australiana, em 1972, deixando o porto de Sydney, com aeronaves A-4, S-2 Tracker e helicópteros Wessex em seu convôo..E esse vai se tornando realidade, por incrível q pareça.
PS: Pra não dizer q será plágio a MB trocou os Wessex por Seahawk SH-60B.

Rodrigues
Rodrigues
4 anos atrás

A solução para o alto custo operacional de um NAe seria a utilização de reator nuclear para fornecimento da energia necessária para seu deslocamento. E essa NAe poderia ser usada em missões de “paz” mundo afora e para socorrer em casos extremos militares brasileiros que já estão em lugares explosivos como o Líbano.