US Navy fleet
Três porta-aviões manobrando e liderando formatura de navios da Marinha dos EUA

Será que os Estados Unidos ainda serão o número um? E quanto a China e a Índia?

Por Kyle Mizokami*

As Marinhas mais poderosas em 2030 serão um reflexo do estado mais amplo do mundo. Alguns países estão investidos na preservação da ordem internacional atual e vêem o poder naval como um meio de mantê-lo. Outros países emergentes estão construindo Marinhas proporcionais ao seu novo senso de status, muitas vezes procurando desafiar esta ordem.

A mudança para o leste no poder naval continuará em 2030, resultado dos orçamentos de defesa em declínio na Europa e economias em crescimento na Ásia. Enquanto as Marinhas mais poderosas da Guerra Fria estiveram concentradas em grande parte na Europa, em 2030 a China e a Índia vão estar na lista, com o Japão e a Coreia do Sul também pondo em operação forças navais amplas e modernas.

Em termos de navios, há duas classes que irão definir as Marinhas mais poderosas: porta-aviões e submarinos de mísseis balísticos. Porta-aviões refletem a necessidade de manter uma capacidade global, ou mesmo regional de projeção do poder.

Submarinos de mísseis balísticos refletem uma maturação e diversificação do arsenal nuclear do país, buscando a manutenção de uma capacidade de segundo ataque em caso de ataque surpresa. Mais do que qualquer outro tipo, os dois tipos de navios irão definir o poder naval no início a meados do século XXI.

Gerald R. Ford (CVN78) -Photo by Chris Oxley
O futuro porta-aviões Gerald R. Ford (CVN78) está sendo finalizado – Foto Chris Oxley

Os Estados Unidos

Os Estados Unidos, o poder naval dominante desde 1945, continuará a dominar os mares oitenta e cinco anos mais tarde. Em 2030 a Marinha estará a meio caminho do seu plano de construção naval de trinta anos e terá construído três porta-aviões classe “Gerald R. Ford” para iniciar a substituição dos classe “Nimitz”. O número de navios anfíbios deve ser ligeiramente maior do que os números atuais, e o primeiro navio da classe para substituir os submarinos “Ohio” de mísseis balísticos deve entrar em serviço em 2031.

DDG-1000 Zumwalt em provas de mar em 2016
DDG-1000 Zumwalt em provas de mar em 2016

Em combatentes de superfície, todos os três cruzadores da classe “Zumwalt” estarão em serviço assumindo-se que o programa continue a ser totalmente financiado e a Marinha terá construído mais 33 destróieres da classe “Arleigh Burke”. Uma versão da próxima geração do Littoral Combat Ship entrará em produção em 2030.

Destroyers classe Arleigh Burke
Destroyers classe Arleigh Burke

Segundo os planos atuais, a Marinha dos EUA deverá atingir seu objetivo de trezentos navios entre 2019 e 2034, mas após esse período o número de combatentes de superfície começa a cair. Esses planos também assumem um maior orçamento do que o orçamento médio de construção naval, enquanto ao mesmo tempo, o serviço deve competir com as demandas orçamentárias de outros serviços, especialmente as da Força Aérea. Enquanto a superioridade naval dos EUA não estará terminando em breve, o período a partir de 2030 será crítico.

O Reino Unido

HMS Queen Elizabeth e destroyer Type 45
HMS Queen Elizabeth e destroyer Type 45

A Marinha Real de 2030 será, paradoxalmente, o menor e ainda a mais poderosa na história do Reino Unido. Uma combinação de dois novos porta-aviões, restaurando a aviação de asa fixa da Marinha depois de um hiato de vários anos, e uma frota de submarinos de mísseis balísticos vai manter uma Marinha Real numericamente inferior entre as cinco primeiras do mundo.

A frota de superfície da Marinha Real, atualmente com dezenove destroyers e fragatas, vai encolher ainda mais a seis destroyers de mísseis guiados Type 45 e oito fragatas Type 26 (Global Combat Ship). O número de submarinos de ataque de propulsão nuclear continuará a ser constante em sete unidades.

Type 26 Global Combat Ship
Type 26 Global Combat Ship

A Marinha Real é responsável pela dissuasão nuclear do Reino Unido e atualmente opera quatro submarinos de mísseis balísticos de propulsão nuclear classe “Vanguard”, cada um equipado com dezesseis tubos de lançamento de mísseis Trident D-5. A classe “Vanguard” deverá ser substituída por uma classe sucessora em 2028.

SSBN Vanguard
SSBN Vanguard

A capacidade de projeção de poder baseada no mar do Reino Unido será sob a forma de um porta-aviões da classe “Queen Elizabeth”. Os dois navios de propulsão convencional, o Queen Elizabeth e o Prince of Wales, vão deslocar 65.000 toneladas cada totalmente carregados e serão capazes de transportar até cinqüenta aeronaves que irão incluir o caça F-35B Lightning II e helicópteros Merlin, Wildcat, Chinook e Apache. Os dois navios vão opcionalmente atuar como transportes anfíbios capazes de levar até novecentos Royal Marines ou tropas da Sixteenth Air Assault Brigade do British Army.

China

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Caça J-15 prestes a decolar do porta-aviões chinês Liaoning

A Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLA Navy) de 2030 vai continuar a construir sobre o terreno implantado pelo Plano de 2016. Atualmente, a China tem quatro tipos de navios: o destróier de mísseis guiados Tipo 052D, a fragata Type 054A, a corveta Tipo 056 e o de transporte anfíbio Tipo 071. Todos os quatro são projetos maduros em produção em larga escala que irão formar o grosso da frota em 2030.

A previsão, até 2030, é ter noventa e nove submarinos, quatro porta-aviões, 102 destróieres e fragatas, vinte e seis corvetas, setenta e três navios anfíbios e 111 embarcações lança-mísseis, um colossal número de 415 navios no total, bem acima dos 309 da Marinha dos EUA de 2030. Isto colocaria a China em uma posição sólida como a maior Marinha do mundo em número de navios, embora não pela tonelagem total de navios.

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Destroyer Type 052C que visitou o Brasil em 2012

Poderá a China realmente alcançar 415 navios? o total provavelmente exigirá o dobro de submarinos a serem produzidos por ano, um aumento na produção de destróieres para susbtituir as unidades mais antigas, e um enorme aumento nos navios anfíbios. Também exigirá mais dois porta-aviões que estão atualmente em construção. Alcançar essa meta exigirá um aumento substancial no orçamento num momento em que o Partido Comunista Chinês está finalmente aplicando freios nos aumentos do orçamento de defesa.

A Type 054A "Liu Zhou" que visitou o Brasil em 2013
A Type 054A “Liu Zhou” que visitou o Brasil em 2013

Outros navios em construção que irão formar a frota da China em 2030 é o destróier tipo 055 e o porta-aviões Tipo 001A. Um novo submarino de mísseis balísticos para complementar e, eventualmente, substituir o tipo 094 classe “Jin” também é provável. A classe 094 é notoriamente ruidosa debaixo d’água e não é um lugar particularmente bom para colocar uma fração das três centenas de ogivas nucleares da China.

Submarino nuclear de mísseis balísticos 094
Submarino nuclear de mísseis balísticos 094

Índia
A Marinha da Índia será a segunda (ou terceira, se contarmos a Rússia) Marinha asiática nesta lista. A Índia recentemente começou a despejar enormes recursos em seu poder naval, e como resultado em 2030 poderá ter uma dos cinco maiores Marinhas do planeta.

Vikramaditya liderando força-tarefa indiana
Vikramaditya liderando força-tarefa indiana

Exceto desenvolvimentos navais imprevistos em outros países, em 2030 a Índia terá a segunda maior frota de porta-aviões do mundo, com três navios. Se tudo correr conforme o planejado, a Índia deverá ter três porta-aviões: Vikramaditya, Vikrant e Vishal, juntamente respondendo a um total de cerca de 110-120 aeronaves.

Destroyer INS Kolkata
Destroyer INS Kolkata

A Índia também terá pelo menos nove destroyers, incluindo dois de mísseis guiados da classe “Kolkata”, três da classe “Delhi”, e quatro da classe “Visakhapatnam” em construção. O número de cascos terá que aumentar se a Índia for séria sobre a proteção dos três porta-aviões. Cerca de dois terços da frota de fragatas indiana é de unidades modernas o suficiente para chegar a 2030, em particular as classes “Shivalik” e “Talwar”, mas a Índia terá que aumentar o número de fragatas em geral, especialmente se o Paquistão levar adiante a colocação de armas nucleares nos submarinos.

O novo INS Vikrant está sendo finalizado
O novo INS Vikrant está sendo finalizado

A Índia está em processo de se colocar uma perna baseada no mar de sua tríade nuclear, com o primeiro submarino de mísseis balísticos, Arihant, devendo estar operacional em breve. Três submarinos “Arihant” estão planejados e uma frota global de “boomers” de seis submarinos está planejada.

Rússia

Admiral Kuznetsov
Navio-aeródromo Admiral Kuznetsov

A combinação de uma desaceleração dos preços do petróleo e as sanções do Ocidente sobre sua anexação da Criméia vai colocar um freio na economia da Rússia para o futuro próximo. Depois de um crescimento econômico de até 6% ao ano, o urso está em recessão sem fim imediato à vista. Um plano para substituir 90 por cento de equipamento militar russo, incluindo navios e equipamento naval, estagnou.

Em 2030, a posição da Rússia nesta lista será em grande parte devido a sua frota de submarinos de mísseis balísticos. Oito submarinos “Borei”, cada um transportando vinte mísseis Bulava, estarão em serviço, formando a segunda maior frota de submarinos de mísseis balísticos em todo o mundo.

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SSBN classe Borei

O resto da Marinha russa estará curvando em direção ao esquecimento, com um número cada vez menor de grandes navios de superfície, submarinos e um único porta aviões decrépito. No entanto, ainda há esperança: antes que o dinheiro fugisse, Moscou tinha grandes planos para sua Marinha, e se tiver como encontrar alguma forma de financiamento, uma série de projetos interessantes poderão ser perseguidos.

Project 23000E Shtorm
Project 23000E Shtorm

O Projeto 23000E ou Shtorm, seria um navio-aeródromo de propulsão nuclear de 330 metros de comprimento e deslocando 100.000 toneladas, tornando-se o concorrente mais próximo a um navio-aeródromo americano classe “Ford”. Movido a energia nuclear, o porta-aviões poderia embarcar até 100 aeronaves, incluindo uma versão navalizeda do caça de quinta geração PAK-FA.

Maquete do destroyer russo classe Leader
Maquete do destroyer russo classe Leader

Há também o destróier de propulsão nuclear gigantesco classe “Leader”. Com 17.500 toneladas e 200 metros de comprimento, a classe “Leader” é mais semelhante a um cruzador do que um destróier. O armamento será composto de sessenta mísseis antinavio de cruzeiro, 128 mísseis antiaéreos e dezesseis mísseis antinavio. O primeiro navio está programado para iniciar a produção em 2019, com doze navios entrando em serviço até 2025, um cronograma de construção naval ambicioso para dizer o mínimo.

*Kyle Mizokami é um escritor de defesa e segurança nacional baseado em San Francisco, que tem publicado no Diplomat, Foreign Policy, War is Boring e the Daily Beast. Em 2009 foi co-fundador do blog dE defesa e segurança Japão Security Watch.

FONTE: nationalinterest.org

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Lucas Palharez
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Lucas Palharez

Vamos torcer para que MB até lá tenha pelos menos os Submarinos convencionais entregues e com algumas unidades da classe Tamandaré em construção, e quem sabe o SP operando.

Lucas Lima
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Duvido muito que Reino Unido se mantenha nesta lista, Europa esta vivendo uma crise social, onde o Unitarismo da UE sai de cena e entra Nacionalismo, criando crises financeiras.

Cade o Programa de Obtenção de Navios-aeródromo ? engavetado certeza!!

PROSUB de 2017 para 2025!! vergonha

Farias Cardoso
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Em 2030, entre as quatro maiores marinhas, três serão de países integrantes dos BRICS (China, Índia e Russia), mas o governo interino quer que o Brasil saia deste seleto grupo de ganhadores e se poste de quatro perante os USA.. A CHINA segundo a reportagem vai construir: ” noventa e nove submarinos, quatro porta-aviões, 102 destróieres e fragatas, vinte e seis corvetas, setenta e três navios anfíbios e 111 embarcações lança-mísseis, um colossal número de 415 navios no total, bem acima dos 309 da Marinha dos EUA”. Em qualquer que seja o regime adotado as Forças Armadas tem sempre um… Read more »

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Uma correção em relação à Royal Navy. O plano original previa 13 unidades do Type 26 divididas entre navios de emprego ASW e de emprego geral.Contudo optou-se por construir apenas 8 desses navios, que deslocarão 6.000 toneladas e lançar uma nova classe, o Type 31, com deslocamento de 3.500 toneladas e maior potencial de exportação, e que podem ser adquiridas em maior número que as Type 26.

horatio nelson
Visitante
horatio nelson

espero q a mb até lá tenha pelo menos os navios balizadores rsrs…o reino unido sempre se sobresai em crises não é a toa q a libra é a moeda mais valiosa do mundo e irá se valorizar ainda mais até 2030(sair da ue foi um otimo negocio), a ue é apenas alemanha italia frança e suiça o resto é sangue-suga…gostei deste trecho:“Estados Unidos, o poder naval dominante desde 1945“ o q sub-entendesse q entre 1939-1944 as marinhas do japão e da inglaterra eram as mais poderosas…o q no papel o eram realmente

Dalton
Visitante

Farias… China e Índia pertencem ao “BRICS”, mas, são no mínimo muito suspeitosos um do outro ! Quanto ao número total da marinha chinesa a ser alcançado, 415, se de fato for alcançado, um quarto será de embarcações lança mísseis, ou seja, embarcações de pequena tonelagem para uso próximo à costa, uma necessidade chinesa, mas, não uma necessidade dos EUA que deverá continuar sendo a primeira marinha ao menos na tonelagem. . O total de submarinos chineses será constituído por submarinos de propulsão nuclear e de propulsão convencional também, muito mais baratos, enquanto que a US Navy continuará possuindo apenas… Read more »

Dalton
Visitante

Nelson… Nos anos 30 os EUA ainda dividiam com o Reino Unido o título de maior marinha…tanto que por força de tratado estabeleceu-se que cada uma das duas marinhas teria 15 navios capitais ou seja encouraçados e cruzadores de batalha, no caso 15 encouraçados para os EUA e 12 encouraçados e 3 cruzadores de batalha para o Reino Unido. . O Japão ocupava um distante segundo lugar…mas…não foi necessário esperar por 1945 para que os EUA tivessem a maior marinha, pois mesmo antes de dezembro de 1941, os EUA iniciaram um enorme programa de construção naval muitas vezes superior aos… Read more »

mauricio matos
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Em 2030 se nossa MB for a melhor marinha da América do Sul já será uma vitória

Marcel Danton Silva
Visitante
Marcel Danton Silva

É o que a China vai fazer Dalton!

Rafael Bastos
Visitante
Rafael Bastos

“setenta e três navios anfíbios”, ou quase um quarto da frota, visivelmente uma marinha de autodefesa….

Dalton
Visitante

Marcel… há limites para o que a China pode fazer, como crescimento sustentado de 2 dígitos para “sempre”, centenas de milhões de cidadãos vivendo na pobreza, poluição alarmante, etc e na falta de explicação melhor…motivos para se ter uma marinha, por exemplo de quase 600 navios como a US Navy no fim da guerra fria em 1990, quase o dobro do que a.US Navy espera ter dentro de 4 anos. . Já será um grande feito se os chineses chegarem aos “415” mesmo estando incluídos dezenas de pequenas embarcações e o mesmo será válido para os EUA se conseguirem os… Read more »

Leandro Costa
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Leandro Costa

Farias, é interessante que, ano após ano, as instituições públicas de maior confiança do povo são as FFAA. Há algo de errado nessa sua análise, e começa definindo os BRICS como algum tipo de ‘selo de qualidade’ de vencedores, o que de fato não é. BRICS era apenas uma sigla para designar países econômicamente emergentes. Se você cresce econômicamente, seu poder de ‘soft power’ mundo afora aumenta, ou seja, você tem maior influência política internacional. Mas basicamente depende da economia de cada país. . Brasil, Russia, India, China e África do Sul são países completamente distintos entre si com características… Read more »

junior
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Quantidade não é qualidade e para a China manter isso tudo operacional a economia deles precisaria se manter em alta o que dificilmente vai acontecer. Esses quatro submarinos Vanguard do Reino Unido equipados com 16 Trident II fazem um estrago, o Trident II ainda se divide em 8 ogivas, dá para destruir mais de 500 alvos.

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Sobre a China, é bom avisar que fabricar os navios quando se tem os recursos para isso, é até fácil. Treinar as tripulações e comandantes necessários para que isso tudo opere em conjunto e eficientemente, isso sim demora muito mais tempo. Mas vão chegar lá, vão passar mais tempo no mar e adquirir experiência que eventualmente vai ser disseminada entre eles. Mas vai demorar.

Bardini
Visitante

A Japan Maritime Self-Defense Force não deveria estar no lugar da Royal Navy?

Dalton
Visitante

junior…

é impossível para os britânicos ou qualquer outra nação manter todas as plataformas no mar ao mesmo tempo…então dos 4 “Vanguards” apenas um estará em patrulha…outro poderá estar em trânsito indo/retornando dos EUA para carregar/descarregar os mísseis…as ogivas são britânicas,os “Tridents” são compartilhados, um estará em manutenção/modernização profunda e outro em manutenção de rotina ou treinamento.
.

Dalton
Visitante

Bardini…

A Royal Navy tem SSBNs…e precisará investir pesadamente na substituição deles, ou seja, sobra muito menos para adquirir outras plataformas,
caso contrário a Royal Navy não seria muito menor que a marinha japonesa de hoje…mas…apesar de não parecer justo certamente os SSBNs
britânicos é que colocam a Royal Navy na frente.

CVN76
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Noble Member

Grande Dalton Uma pequena correção no seu post (para te chatear um pouco)….:-) Os SSBN`s britânicos não vão em cada patrulha aos EUA “carregar / descarregar” os mísseis. Eles somente vão até King`s Bay para levar os mísseis que depois de um período “X” de tempo, tem que ser retirados do submarino e passarem por uma manutenção de rotina…esses mísseis são repostos por outros que já foram revisados. Não faria sentido algum fazer isso que voce mencionou; um período de patrulha de um SSBN dura em média 60-75 dias…..assim um SSBN teria que ir primeiro “vazio” até os EUA, um… Read more »

Gelson Jorge Emerim
Visitante
Gelson Jorge Emerim

Bem, pelo menos a nós brasileiros restará o consolo de saber que a MB é (e parece que continuará sendo por muito tempo ainda) a maior marinha de guerra do mundo, ancorada dentro da Baía de Guanabara.
Países sérios pensam e planejam os seus próprios futuros em todos os segmentos.

Dalton
Visitante

Franz !

talvez não tenha sido claro…mas…há ocasiões em que um SSBN está em patrulha com os mísseis a bordo e outro que está nos EUA carregando
outro set de 16 misseis e/ou lançando mísseis como parte de testes, após um período de manutenção prolongado antes de iniciar a patrulha.
.
De qualquer forma os SSBNs britânicos tem que fazer a viagem aos EUA seja para carregar ou descarregar os mísseis sem as ogivas nucleares,
estas precisam ser retiradas ou incorporadas em solo britânico.
.
abs

horatio nelson
Visitante
horatio nelson

dalton só quis frizar o q o editor falou “Estados Unidos, o poder naval dominante desde 1945“ ou seja até 1944 não era o poder dominante absoluto e de fato não era…não concordo q o japão estava tão distante assim só o yamato valia por 10 encourçados americanos

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Nelson, lembre-se da Taffy 3 e a Batalha ao largo de Samar. Mesmo com uma força inferior, a USN fez uma força de superfície japonesa superior se retirar. E depois do advento do porta-aviões, o Yamato virou um grande alvo flutuando no oceano, e foi exatamente o que aconteceu com ele. Eu diria que os EUA tornaram-se a potência naval dominante desde junho 1942, mas o autor colocou como 1945 por se tratar de um ano que foi um divisor de águas e de que a partir de 2 de setembro de 1945 tornou-se um fato incontesto.

Dalton
Visitante

Nelson… o “Yamato” não valia por 10 encouraçados ! Quanto a você não concordar que a marinha imperial estava tão distante, veja: . Em 1941 os EUA tinham 17 encouraçados contra 11 japoneses incluindo o Yamato; . Em fins de1942 os EUA tinham 19, 4 foram acrescentados e 2 perdidos em Pearl Harbor, enquanto a marinha japonesa teve 1 acrescentado e 2 perdidos em combate, restando10 unidades; . No fim de 1943 os EUA passaram a ter 21 encouraçados, 2 acrescentados, enquanto os japoneses não tiveram nenhum acrescentado e perderam um em uma explosão acidental, restando 9 unidades. . No… Read more »

CVN76
Membro
Noble Member

Dalton

Desculpe discordar, mas não é assim que funciona o lance dos Trident entre os EUA e o Reino Unido….

Para não perder o costume; podemos fazer uma pequena aposta…..mas não se esqueça que voce perdeu as duas últimas e ainda está me devendo uma pizza e um churrasco…..creio que está na hora de cobrar os meus créditos….:-)

Mudando de tema; consegiu entrar no site? Agora já tem updates de Junho!!

Abs e um bom fim de semana!

Dalton
Visitante

Franz ! o que eu consegui meio apressadamente por hora é o seguinte: British submarines call in on Kings Bay to load and unload their Trident missiles from and back into a common US–UK pool of weapons. But, when they do so, the missiles are unarmed, as they have their nuclear warheads fitted and removed at the Royal Naval Armament Depot at Coulport, adjacent to the submarines’ current base at Faslane. Quanto àquela aposta…o USS Green Bay só chegou ao Japão em 2015…oras a aposta era para qual navio seria transferido até meados de 2014 e o USS Green Bay… Read more »

Bruno V. Campestrini
Visitante
Bruno V. Campestrini

Qual a dificuldade de entender que o BRICS não é uma aliança militar? O BRICS é meramente um bloco econômico, então não importa se a China vai ter uma estrela da morte ou sei lá o que em 2030 o que importa é se essa aliança é boa do ponto de vista econômico, e o governo interino considera que não é. Simples assim.

horatio nelson
Visitante
horatio nelson

no inicio o japão era superior,sofreu baixas pq não tinha tecnologia e nem produção em massa e nem bons aviões…os eua só foram superiores pq tinham aviões melhores…se fosse navio contra navio e não existisse aviões a marinha dos eua seria derrotada tranquilamente…ai é logico q quando se tem superioridade aerea todo navio é um patinho na banheira, se os eua tivessem os zero e o japão tivesse os wild-cat´s…tanto q os eua sentiram isso com o começo dos ataques kamikaze q ameaçaram a sua superioridade naval no momento

Beto Santos
Visitante
Beto Santos

Boa noite a todos, Farias Cardoso eu concordo com você num detalhe que no Brasil não falta dinheiro mas que falta confiança nas forças armadas acho que não falta não e que os Brics é um grupo de ganhadores na minha opinião esta muito longe disso, na verdade o que falta no Brasil é um povo que tenha interesse pelas questões a sua volta como a segurança pública, saúde, educação, política e principalmente a segurança nacional este conto da carochinha que não precisamos de caças e sim de médicos e professores não existe pois professores nós temos com um sindicato… Read more »

bosco123
Visitante

Farias Cardoso,
Dê um exemplo do Brasil estando de quatro para os EUA?

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Nelson, não acredito bem nisso. Os ataques Kamikaze jamais ameaçaram a superioridade naval dos EUA. Eles apenas colocaram a possibilidade de se causar baixas terríveis entre as forças americanas, que poderiam forçar a opinião pública dos EUA, que em 1945 já estavam cansados da guerra, à autorizarem uma solução negociada para a guerra. E nesse sentido, ainda bem que surgiu a bomba atômica, porque a estratégia de defesa das ilhas metropolitanas japonesas, a Ketsu-Go, estava pronta e definida e o estrago seria imenso.

Alexandre Aniceto
Visitante
Alexandre Aniceto

Ainda bem, gasto inútil, o Brasil não entra em guerra a mais de 150 anos. Que até lá o nosso país não possua este porta-aviões velho e inoperante, fragatas e corvetas sem nenhuma utilidade. Bastam apenas alguns navios patrulhas pequenos e modernos para efetuar um eficiente patrulhamento da costa. Traduzindo, que o Brasil não esteja entre os 100 primeiros em 2030.

TheBlackfish
Visitante

Como já citado o BRICS é um bloco econômico e que em um conflito raramente resultaria em uma aliança militar, dito sanções econômicas poderiam ser usadas para prejudicar os inimigos de algum dos integrantes porém a resposta militar seria muito difícil. Em relação a o orçamento das forças armadas (muito mal administrados) vem de uma falta de habilidade política, porquê acima de tudo poder está na mão do povo, se alguém (que não precisa ser tão habilidoso assim) conseguir convencer o povo brasileiro (de maioria ignorante) que as forças armadas precisam de orçamento pra já obrigariam o congresso a liberar… Read more »

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Pessoal, só uma correção. O BRICS nunca foi e nem nunca será um bloco econômico. . Alexandre Aniceto, pelo que me consta, o Brasil entrou em Guerra a bem menos que 150 e participou de vários conflitos. Todos eles fomos pegos com forças despreparadas justamente porque nunca nos preparamos para isso. Se você estudar um pouquinho sobre disuassão e indústrias de Defesa, vai ver que não apenas vale à pena ter forças bem armadas, equipadas e treinadas, como também é lucrativo e ajuda a criação de demanda interna por ciência, tecnologia, inovação, e portanto demanda para educação de qualidade, que… Read more »

DougSchuindt
Visitante
DougSchuindt

BRICS não é uma aliança militar e muito menos um bloco econômico. O BRICS sequer existe oficialmente. Ele não é nada além de um nome.

TheBlackfish
Visitante

De fato me expressei mal, por mais que não seja um bloco econômico o BRICS tem um viés econômico por trás.

Heyarth
Visitante
Heyarth
Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Sim, como explicado, é um grupo de países de economia emergente. Se encontram uma vez por ano para debater questões em comum. Mas nada mais do que isso. É um grupo tanto quanto o G8/G20, etc. Nenhum tipo de aliança ou laço econômico formalizado como grupo.

Madmax
Visitante
Madmax

O que o Brasil tem que fazer pra dar um salto de qualidade na marinha.
Simples, encontrar um sócio que queira vender e comprar armamento pra sua marinha em condições de equilíbrio e “embarcar” no projeto deles criando um mercado e ganhando economia e escala, produtos mais baratos e competitivos, produção, emprego e renda e a reboque uma marinha que preste.
Sentar, negociar, quero tantos navios., mas quero que VC me compre isso, isso e aquilo outro seus navios.

sergio ribamar ferreira
Visitante
sergio ribamar ferreira

Sobre a China: não emplacará os seus projetos até 2030. Por quê? Lembremos que a China abriu em parte seu sistema econômico, porém o regime é “comunista”. neste regime mesmo tendo mão de obra barata os meios de produção são controlados, manipulados engessados para se manter no poder. Há milhões de chineses passando necessidades básicas, principalmente em alimentação, e produtos industriais de boa qualidade e isso gasta-se muito. Por acaso alguém se lembra de como foi o declínio da URSS? Os países que pregam e desfrutam do capitalismo competem e se desenvolvem através do livre mercado e não vão dar… Read more »

Trollbuster
Visitante
Trollbuster

BRICS é o bloco econômico mais fantasioso da história…

E o Brasil não faz parte dos emergentes faz tempo..

O Brasil é submergente e graças aos imbecis que acharam que BRICS serve para alguma coisa.

CVN76
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Interessante observar na foto onde aparecem 2 SSBN`s chineses, dá para ver no canto inferior direito a entrada do túnel para a base de submarinos que fica dentro da montanha na base naval de Yulin.

horatio nelson
Visitante
horatio nelson

a marinha dos estados unidos sempre será a maior marinha e melhor marinha e mais poderosa marinha, por 2 simples razões os americanos amam o seu país e os americanos são o povo mais inteligente!!!(o resto é pagode)

Bardini
Visitante

CVN76
.
Essa base eu não conhecia…
.
Ainda bem que não resolveram fazer o mesmo em Itaguaí rs…

Madmax
Visitante
Madmax

Sergio.
A China não é comunista. Prática o crony capitalismo. O Brasil está escapando, com política essa operação lava jato, dessa espécie de capitalismo quadrilheiro.

Madmax
Visitante
Madmax

O comunismo não existe mais. Só na cabeça do velho que vive na Virgínia. O que se tem hoje em ascenção é o crony capitalismo desafiando o consenso de Washington.

CVN76
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Bardini

Existe mais uma outra base de submarinos dentro de uma montanha que fica nos arredores de Quingdao.

Bem, em Itaguaí também temos um túnel…..mas creio que seja para veículos e não para submarinos…..:-)

Heyarth
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Heyarth

Fiz um comentário mas ficou preso, era um off topic sobre a RIMPAC 2016, estão participando 27 marinhas.

CVN76
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Sobre os EUA está escrito “os três cruzadores Zumwalt”…..apesar de terem tamanho de cruzadores, eles são considerados “destroyers” pela US Navy.

fidalgo
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O crescimento da marinha chinesa e a vontade de se expandir no Pacífico levou e leva ao crescimento da marinha indiana e de todos os outros países que circundam a China – O Japão, Coreia do Sul, Filipinas e até do Vietname. Os Estados Unidos vão também virar-se cada vez mais para o Pacífico e desenvolver alianças com os países que circundam a China. A aproximação politica e militar dos Estados Unidos e da India é bem evidente o que tem levado ao fornecimento de armas e tecnologia. Até Obama visitou o Vietname…!!! A grande preocupação imediata dos vietnamitas é… Read more »

fidalgo
Visitante

Alguns países europeus têm marinhas muito modernas e na liderança tecnológica: a Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Itália, Holanda… para citar as mais importantes. Fabricam os seus próprios equipamentos e conseguem ter conjuntamente grandes meios de superfície, submarinos e navios anfíbios. Além disso têm forças aéreas embarcadas ou não que lhe podem dar cobertura.