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Austrália adverte DCNS após vazamento maciço de segurança

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Shortfin Barracuda Block 1A
Shortfin Barracuda Block 1A

Construtor naval francês DCNS foi convidado a reforçar a sua segurança após o vazamento de documentos ultra-secretos sobre submarinos Scorpene

Por Franz-Stefan Gady

Um alto funcionário da defesa australiano solicitou ao construtor naval francês Direction des Constructions Navales Services (DCNS) a intensificar a segurança após o vazamento de documentos que detalham as capacidades de combate ultra-secretas dos submarinos diesel-elétricos de ataque classe “Scorpene” da Marinha indiana (classe “Kalvari”).

O funcionário da Defesa, agindo em nome do ministro da Indústria de Defesa da Austrália Christopher Pyne, também transmitiu profunda preocupação do governo sobre as implicações dos vazamentos para a Marinha Real da Austrália (RAN) no chamado Programa de Submarinos do Futuro SEA 1000, de acordo com a agência Reuters.

A DCNS está envolvida em negociações exclusivas para a construção de 12 submarinos Shortfin Barracuda BlocK 1A para a RAN, um derivado diesel-elétrico da classe “Barracuda” de submarinos nucleares de ataque da DCNS. O primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull anunciou em abril que a DCNS venceu o processo de avaliação competitiva para a concepção e construção de submarinos de última geração da RAN. O custo estimado para nova frota de submarinos da Austrália é de AS$ 50 bilhões (US$ 38,13 milhões), o maior acordo de defesa do país na história.

O vazamento vem em um momento crítico, quando a Austrália e a França estão trabalhando nos detalhes do acordo, incluindo cronogramas de construção e contratos de transferência de tecnologia. A DCNS disse no início da semana que o vazamento poderia ter sido executado por um dos dois competidores frustrados na oferta, Mitsubishi Heavy Industries (MHI)/Kawasaki Shipbuilding Corporation (KSC), e a empresa alemã ThyssenKrupp AG (TKMS).

A DCNS acusou os seus concorrentes de guerra econômica. “É evidente que houve um vazamento maciço. E os franceses colocarem a culpa nos japoneses ou alemães sob alguma bandeira da “guerra econômica” é histérico”, disse uma fonte da indústria à Reuters.

O Departamento de Defesa australiano também disse à DCNS que espera o mesmo nível de segurança que as empresas de defesa dos EUA estão fornecendo para obter informações sobre submarinos da Austrália, dado que submarinos da classe Collins da RAN estão equipados com um sistema de combate feito nos EUA.

A DCNS Austrália anunciou em 26 de agosto que vai estabelecer um Comitê de Segurança operacional até ao final de 2016. “Esta comissão é parte dos arranjos que entregam a soberania para a Austrália em matéria de submarinos e regerão as medidas que DCNS desenvolve para entregar ao governo australiano rigorosos requisitos de segurança para o programa de submarinos do futuro”, disse Sean Costello, diretor executivo da DCNS Austrália.

A DCNS vem construindo a nova classe de submarinos de ataque da Índia, em cooperação com o estaleiro estatal Magazon Limited (MDL) em Mumbai durante a última década. “O vazamento das 22.400 páginas inclui documentos altamente secretos marcados como “Restricted Scorpene India” detalhando os submarinos da classe Scorpene como profundidades de mergulho, alcance e autonomia, dados magnéticos, eletromagnéticos e infravermelhos, e detalhes do sistema de combate do submarino, incluindo o sistema de lançamento de torpedos”.

FONTE: thediplomat.com

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SoldatGlasquis 7johnatan warp driveDelfim SobreiraCarlos Campos Recent comment authors
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Felipe
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Felipe

Que papelao… No final parece que foi um ex funcionario da DCNS que teve sua vingança.

Jorge Knoll
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– De que adianta “botar tranca de ferro em porta arrombada”. NADA NADA NADA,
TINHA QUE A AUSTRÁLIA ROMPER O ACORDO FIRMADO OIS ESTÁ DEVIDAMENTE JUSTIFICADO, JÁ É DE CONHECIMENTO PÚBLICO E OS CÓDIGOS MAIS IMPORTANTES DO PROJETO DOS SUBMARINOS BARRACUDA.

Tamandaré
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Tamandaré

Vai com calma Jorge…. Precisa desse capslock ligado não!! 😉

Bardini
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Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa…
Os Submarinos Australianos vão ter recheio americano.

Nonato
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Isso é complicado. Especialmente quando há vendas e construção em outros países.
Esses projetos passam nas mãos de quantas pessoas?
Essas informações comprometem em que sentido a operação dos submarinos?
Saber a profundidade, autonomia, alcance dos torpedos? E daí?

Tamandaré
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Tamandaré

Pois é Nonato, essas coisas não tem nada de confidencial!! Aqui no Brasil, tem gente que diz que a quantidade de um certo equipamento ou o alcance de um míssil é “informação classificada”! kkkkkkkkkkk Lá por aquelas bandas, não é. Penso que os submarinos australianos desenvolvidos pela DCNS não vão ter quase nada de francês. Recheio anglo-americano, talvez alguns componentes feitos na própria Austrália (como parte dos acordos de offsets)… talvez só a lataria e a propulsão sejam francesas!! talvez um pouquinho mais… . Esse vazamento é muito ruim para a Índia, e quem sabe também seja ruim para Brasil… Read more »

Jorge Knoll
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PENA OS NOSSOS SUBMARINOS NÃO SEREM CAPAZES DE LANÇAREM MÍSSEIS, O QUE HOJE SIGNIFICA UMA SUPERIOR VANTAGEM NUMA GUERRA ONDE A TECNOLOGIA CONTA MUITO.

Tamandaré
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Tamandaré

Concordo Jorge!! Os U-boat de um vizinho nosso podem. Não sei se é o Chile ou o Peru….
.
Forte abraço

Dalton
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Tamandaré… com certeza o Chile através de 2 “Scorpenes” e 2 velhos “209s” enquanto que o Peru, tradicional rival do Chile estuda a possibilidade de adotar mísseis anti navios para 4 de seus antigos “209s” que estão sendo modernizados. . As vezes faz falta uma certa rivalidade que existia entre a marinha brasileira e à argentina, de qualquer forma dentro de alguns anos a marinha brasileira terá essa mesma capacidade dos submarinos chilenos com os 4 novos “scorpenes” modificados já em construção e/ou contratados. . Também a US Navy está estudando a possibilidade de voltar a operar mísseis anti navios… Read more »

Iväny Junior
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Começou: a DCNS (tal qual a dassault) sem capacidade de manter suas informações críticas em segurança, acusou os alemães e japoneses de vazarem os dados. O que demonstra outra incompetência gigante: se eu fabrico Soryu ou U-boats e tenho acesso à todas as especificações técnicas sensíveis do scorpene (supondo que este consiga submergir, emergir, navegar e combater), eu faço barcos sensivelmente melhores, exploro as deficiências do bólido, crio doutrina de combate e passo aos meus clientes. Se havia alguma dúvida que a “velha” classe U-209 é absolutamente superior ao insubmersível gaulês, estas foram dissipadas. O chile deve temer bastante essas… Read more »

Carlos Campos
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Carlos Campos

de qualquer forma caçar um sub continua difícil, e o Barracuda é diferente do Scorpene. Acusar os Japones ou Alemães de espionagem e vazamento de informação é algo bem canalha, os franceses acham que nunca seriam alvos de espionagem? acham que ninguém vai fazer isso pq é feio? Lembrou a nota da Dassault em que eles ficarem tristes pq o Brasil tinha oportunidade de ter o Rafale, fizeram uma péssima escolha, pq o Gripen era um caça inferior em todas as características

Tamandaré
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Tamandaré

Meu caro Dalton, não ter um inimigo (ou pelo menos um “arqui-rival”) é mais prejudicial ao BR do que tê-lo!! rsrsrsrsrs Que diga Chile e Peru. Sobre o que eu tinha dito, de fato é isso aí mesmo: Chile já tem submarinos lançadores de misseis anti-navio, e o peru estuda tê-los. . Iväny, eu sei que você não gosta dos Scorpène, mas ficar criticando toda vez que sair uma notícia sobre a DCNS já é demais! Eu preferia (e ainda prefiro) a simplicidade e a confiabilidade dos U-Boat. Achava mais proveitoso que o BR continuasse com essa MAGNÍFICA parceria com… Read more »

Iväny Junior
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Tamandaré

Eu apresento apenas fatos. As conjecturas são feitas em cima de fatos. Não fui eu que fiz um submarino que foi entregue em 2009 e nunca operou (Malásia). Os relatos sobre os chilenos estão aí em todos os lugares. Não é demais expressar opinião, e como o faço com respeito, jamais deixarei de fazê-lo.

Tamandaré
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Tamandaré

Não Iväny, você manipula fatos ao sabor de suas paixões. Não me lembro de, nesse tempo todo que acompanho a trilogia, tê-lo visto tecer um único elogio ao Scorpène ou à DCNS. Só vejo críticas. Só os U-Boat recebem elogios…. Vai me dizer que isso é a realidade?? . Quanto à sua liberdade, comente como quiser. Não estou aqui para lhe censurar; mas sim para pedir BOM SENSO. É extremamente chato ver sempre as mesmas pessoas comentando sempre as mesmas críticas, algumas já até refutadas por outros foristas mais experientes, alguns até reservistas da Marinha. . Enfim, sem mais embates… Read more »

Delfim Sobreira
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Delfim Sobreira

Só se divulga o que já se sabia.
E se do ponto de vista militar é bom saber das fraquezas do oponente e não se divulgar isso, do ponto de vista comercial é justamente o contrário.

Iväny Junior
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Tamandaré

Já elogiei o CDG, a FREMM, a classe Agosta (inclusive os Agostas com AIP do Paquistão), os Horizons, Siroco (apesar do custo beneficio ruim, a qualidade é inegável), Mistral, lamentei que os Cassards so tiveram 2 completados, entre outros projetos interessantes em outras oportunidades.

Agora l’adroit e scorpene são dois projetos que deram errado. Pode ser que o barracuda shortfin seja um grande projeto e dê muito certo (se servir a estrada do desenvolvimento do scorpene). Mas quanto a estes dois não há defesa racional.

johnatan warp drive
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Ok, Australia deu advertencia, o que fara a India ?

Glasquis 7
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Dalton e Tamandaré, Realmente ninguém conseguiu definir ao certo qual o alcance dos danos deste vazamento. Acredito que são apenas comerciais pois cada navio apresenta a sua assinatura, mesmo sendo da mesma classe, os Scorpenes do Chile tem significativas diferenças nas suas assinaturas acústicas. Os “velhos” U-209 da ARCh. foram modernizados entre 2008 e 2012 em ASMAR e graças a isto se consegue ter capacidade de intervenção destes navios constantemente o que significa mantê-los atualizados com certa facilidade. Os estaleiros BAP estão estudando se terão esta capacidade e não tem data definida ainda. Isto se traduz numa inegável vantagem pra… Read more »

Tamandaré
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Tamandaré

Glasquis7, grato pelas observações. No mais, é inegável a superioridade chilena atualmente; a marinha peruana até que está “bem”, talvez até bem próxima da chilena, mas a FAP perderia feio para a FACh. Na guerra marítima, se os chilenos conquistarem a superioridade aérea, então os navios do Peru estarão em apuros; F-16 lança Harpoon!!
.
Quanto à assinatura acústica, elas são bem distintas. De fato, cada unidade é uma coisa distinta, mesmo sendo da mesma classe.
.
Forte abraço!

Glasquis 7
Visitante

Tamandaré,

Os F 16 não são os únicos a utilizarem Harpoon, Os P3 Orión e 2 dos 3 Persuaders também.

Iväny Junior
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Glasquis7 Essa superioridade já foi tão falada… Capacidade operacional, disponibilidade, discrição… Se você pegar um supertrunfo da wiki em inglês dá pra notar. Afora os cancelamentos de compras/construções de scorpene ao redor do mundo (já foram 4, e 2 no próprio chile 😉 ). Ademais, parece que os U-209 recentemente comprados pelo Egito serão entregues com AIP (existe algum burburinho na internet sobre o assunto, e Israel já se mostrou contrária a venda), apesar do absoluto sigilo que envolve as especificações técnicas do U-209/1400 Mod africano. O negócio é aguardar pra ver e o tempo se mostrará o senhor de… Read more »

Glasquis 7
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Iväny Junior

Sempre leio essa expressão ” SUPERTRUNFO” mas até agora não consigo defini-la corretamente. O que você quer disser quando a usa?

Iväny Junior
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Glasquis7 É menção a um tipo de jogo em que se compara dados técnicos de carros, aviões, tanques de guerra, etc. Neste caso, estou dizendo que as especificações técnicas das quais temos conhecimento de ambos os submarinos, mostram que o U-209 já é superior ao scorpene. Vou colocar aqui, como coloquei em outro tópico em outra oportunidade. scorpene: Type: Submarine Displacement: 1,565 tonnes (1,725 short tons) (CM-2000) 1,870 tonnes (2,060 short tons) (AM-2000) 2,000 tonnes (2,200 short tons) (S-BR)[1] Length: 61.7 m (202 ft) (CM-2000) 70 m (230 ft) (AM-2000) 75 metres (246 ft) (S-BR)[1] Beam: 6.2 m (20 ft)… Read more »

Glasquis 7
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Iväny Junior,

Mas essas especificações são genéricas e não se aplicam aos U 209 do Peru. Eles compraram os subs quase pelados. É só ver as Makassar ou o SM dos MIG 29.

Por enquanto esses navios estão muito aquém dos U 209 da MB e acho que a diferença em sistemas entre os Subs MB e os ARCh é grande, ainda maior se comparados aos U209 1200 BAP

Iväny Junior
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Glasquis7 O modelo 1200 é perfeitamente modernizável. Pelo tamanho, claro que pode perder em alcance, são subs menores, porém, já são adaptáveis ao AIP Siemens (a Grécia adaptou 1 de seus 1200 para receber o equipamento). Lançamento de míssil também pode ser, uma vez que sai pelos tubos dos torpedos. As informações críticas são classificadas, mas os subs que passam por overhall na TKMS sempre voltam em forma… Especula-se que o Tikuna um dia opere e lance exocet (o que também é possível), mas os mais novos 209 (egípcios) estão envoltos em uma certa aura de mistério… Custaram mais barato… Read more »

Glasquis 7
Visitante

Iväny Junior, Como mencionei antes, não precisa ir pra TKMS, a própria ASMAR fez a modernização dos U-209 1400 da ARCh e dos U 209 da Marinha do Equador. O Siri e o Huancavilca poderiam lançar exocet em tese mas, o pacote não foi liberado pro Equador. Então é claro que os BAP podem ser modenizados mas tem aquela ressalva, as modernizações praticadas pelo Peru tem sido bem meia boca. Tanto é que dos 16 Mig 29 apenas 8 foram modernizados com um pacote tão paupérrimo que nem pra SMT deu. Eles receberam a nomenclatura SMP. Com os subs deveria… Read more »

Iväny Junior
Visitante
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Glasquis7

Nesse caso específico não existe nenhuma marinha na américa do sul que seja páreo para a chilena. Aí, provavelmente, os próprios 209 chilenos são muito melhores que os peruanos. Não dá pra começar…

Soldat
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Soldat

Bom eu fico com os U-Boot Arianos…rsrsrs………..e Waschbecken —>>>>>>>>Anglo-Americanos e Franceses…..

Dalton
Visitante

Não subestimaria os submarinos peruanos…aliás, ninguém deve ser subestimado, eles também tem participado do programa “DESI” nos EUA por exemplo e integram uma força com uma longa e orgulhosa tradição. . Quanto à marinha chilena uns 10 anos atrás ela estava em um patamar bem abaixo do que está agora e por pura sorte adquiriu as 3 T-23s que foram disponibilizadas pelo Reino Unido já que a Royal Navy diante de tantos cortes de verbas e pessoal não poderia mais opera-las e durante vários anos operou com apenas 2 submarinos até que finalmente os “scorpenes” foram incorporados. . O Chile… Read more »

Glasquis 7
Visitante

Dalton, A ARCh é a primeira força naval independente da região, ela foi fundada em 1817 (se não me engano). Sempre teve uma frota respeitável. Antes das T 23 tinha as Fragatas Leander construidas em 1960 e que ainda estão na ativa na Armada do Equador. A única vez que o Chile teve as suas FFAA diminuidas diate dos seus vizinhos foi durante a Ditadura Militar de Pinochet (1973-1990) mas por que o Chile sofreu um bloqueio militar por parte de EEUU e a ONU por crimes contra os direitos humanos, o que significou o sucateamento da sua frota. Isto… Read more »

Dalton
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Glasquis… em um ponto na década passada, durante alguns anos a marinha chilena ficou reduzida a 6 combatentes de superfície (escoltas), 2 submarinos e um velho navio tanque. . O que li em matérias da época foi que a marinha chilena recebeu com imenso alivio as 3 T-23s que foram disponibilizadas pela Royal Navy…sabe-se lá o que teria ocorrido se as mesmas não tivessem sido disponibilizadas. . Não estou pondo em dúvida a vontade chilena de lutar a qualquer custo ou palavras de mesmo efeito, apenas, que o Chile não é imune à incertezas quanto à verbas futuras, compras de… Read more »

Glasquis 7
Visitante

Dalton, As T-23 foram compras de oportunidade e não só elas como a T 22 também mas a ARCh já estava trabalhando no projeto Tridente. Esta compra de oportunidade apenas foi uma opção. Em Agosto de 2000 a ARCh lançou o projeto tridente que já vinha sendo estudado desde 1995. Este projeto visava prover a construção em ASMAR de 8 Fragatas num prazo de máximo 20 anos a um custo de U$ 1, 6 Bilhão sendo que o Estado deveria arcar com 50% dos gastos e a ARCh com o restante. Segundo o “jefe del Departamento de Planes del Estado… Read more »

Dalton
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Glasquis… no caso dos “Scorpenes” estes levaram mais tempo para serem incorporados e devidamente certificados para operar na marinha chilena do que supostamente esperado ou seja eles de fato foram adquiridos para substituir os “Oberons” que conforme li estavam operando com algumas limitações já nos 2 últimos anos de serviço, mas, houve uma lacuna de alguns anos entre a baixa dos “Oberons” e a chegada dos “Scorpenes o que limitou à força submarina do Chile à apenas duas unidades, justamente os 2 “209s”. . Jamais saberemos como o projeto “Tridente” teria evoluído, se não teriam ocorrido atrasos, etc, portanto as… Read more »

Glasquis 7
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Dalton, “Jamais saberemos como o projeto “Tridente” teria evoluído, se não teriam ocorrido atrasos, etc,” No Chile as coisas normalmente são feitas dentro do prazo. Não há atrasos, adendos, aditamentos, correções de orçamentos nem nada disso. Principalmente em se tratando de temas de defesa territorial. A prova disso são os Patrulheiros que estão sendo construídos estritamente dentro do prazo. As FFAA do Chile seguem planos de projeção, não lançam mão de contingenciamentos pra suprir as suas necessidades. A chamada Ley do Cobre supre as necessidades de aquisição de capacidades com folga. Pode tomar como base o Tsunami de 2010, que… Read more »

Dalton
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Glasquis…

então devo entender que o Chile é um país “perfeito” e/ou imune à contingências ? Desculpe, mas, acho bastante provável que diante de um plano como o “Tridente” atrasos iriam ocorrer sim, aliás, como tem ocorrido com planos de diversos outros países e não acho justa uma comparação entre o plano de adquirir 4 “patrulheiros” e um para 8 fragatas que deveriam ser tão capazes como os navios que acabaram sendo comprados de segunda mão.
.
De qualquer forma, durante alguns anos na década passada a marinha chilena ficou abaixo do efetivo quanto à combatentes de superfície e submarinos.

Glasquis 7
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Dalton, “então devo entender que o Chile é um país “perfeito” e/ou imune à contingências ?” Não, apenas deve entender que em alguns países da América Latina em que a organização e a projeção são parte obrigatória na administração pública,as coisas funcionan. Isso graças à rigidez com que são encarados os acontecimentos mundiais e principalmente, respeito às leis. “acho bastante provável que diante de um plano como o “Tridente” atrasos iriam ocorrer sim,…” Escreveu certo, Você acha, mas a realidade são os fatos e não o que você acha. A defesa de um país rodeado por potenciais e históricos inimigos… Read more »

Dalton
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Glasquis… grato, as datas conferem com minhas anotações feitas em revistas mais antigas sobre a marinha chilena , mas, mesmo não descuidando do número considerado o mínimo do mínimo necessário, 8 combatentes de superfície, por vezes esse número ficou abaixo na década passada e não há nada de anormal nisso apenas enaltece o calcanhar de Aquiles de grande parte das marinhas de hoje, que não possuem números suficientes, diante de suas obrigações e/ ou percepções de ameaças. . Na década passada a marinha chilena passou por uma renovação completa em um curto espaço de tempo, 2003-2008, portanto os navios que… Read more »

Glasquis 7
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Dalton, Só um esclarecimento, 8 combatentes de superfície é o número que você posta. Durante a década passada o número de combatentes de superfície da ARCh nunca oi menor que 12 e em seu auge, chegou a ser de 15 combatentes de superfície. Hoje esse número está reduzido a 11 combatentes de superfície. Os Scorpene foram incorporados em 2005 e 2006 mas, foram botados em 2003 e 2004 respectivamente. Sobre os Oberon, não tenho informações de estes trabalhando com limitações, a informação que tenho é que estes trabalharam acima do 87% até o momento da sua retirada mas, as capacidades… Read more »

Glasquis 7
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Dalton, “temerário um número tão modesto de meios estando o Chile rodeado por potenciais inimigos como você mesmo descreveu.” A ARCh. se encontrava numa fase de recomposição da sua frota já que após a saída de Pinochet ainda deixaria resquícios que não permitiram uma reestruturação imediata. Mas durante a década passada a superioridade militar do Chile sobre os seus vizinhos, foi aumentada de forma abrupta. As 8 fragatas e os 2 Subs (No início da década), embora parecessem pouco, eram suficientes pra enfrentar a MGP devido à vantagem tecnológica e as capacidades de combate que as Fragatas Chilenas representavam. Se… Read more »

Dalton
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Glasquis… primeiramente deixe-me escrever que não estou buscando informações na wikipedia apenas para contraponto ou deixa-lo chateado…meu interesse pela marinha chilena é bem antigo desde que descobri que a marinha chilena possuiu o maior e mais poderoso encouraçado do hemisfério sul…mesmo ele sendo liberado pelos britânicos somente após a Grande Guerra o que diminuiu um pouco seu brilho, houve por parte dos EUA uma tentativa de compra após a carnificina ocorrida em Pearl Harbor…eventualmente descobriu-se que alguns encouraçados poderiam retornar rapidamente ao serviço e acrescidos dos 3 enviados do Atlântico, os EUA encontraram ao menos um conforto psicológico. . Você… Read more »

Glasquis 7
Visitante

Dalton. Eu nem cheguei a cogitar nada sobre o Almirante Latorre pois foi um navio que foi pra baixa antes de eu entrar no serviço aliás, antes de eu nascer. Na atualidade o maior couraçado se não me engano é o BAP Almirante Grau. Sobre os navios serem “plug and play”, todos sabemos que não é bem assim. A minha discordância com você está em que a Marinha do Chile nunca teve menos do que 10 combatentes de superfície durante a década passada. Se bem é certo que em 2000 o Chile só possuía em Fragatas as “Counties” e “Leanders”,… Read more »

Dalton
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Glasquis…

grato pelas palavras e conteúdo…discordamos em alguns pontos, mas, concordamos na maioria e só uma pequena correção…o BAP Almirante Grau é um cruzador, apenas Argentina (2), Brasil (2) e Chile(1) operaram com encouraçados, o chileno sendo o maior e mais pesadamente armado e que chegou ao Chile no início dos anos 20 já que foi utilizado pela Royal Navy durante a Grande Guerra (1914-1918).

Glasquis 7
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Dalton,

Entendo. Só um detalhe. A diferença entre Couraçado e Cruzador eu não consigo definir pois o Grau é chamado de Crucero Ligero em espnhol e cuando o traduzi como Cruzeiro Leve me explicaram que não existia essa denominação em portugês. Agora que você me esclarece que a tradução correta é “cruzador” fica mais fácil pra mim.

Obrigado