Belh@rra

O programa de fragata de tamanho médio: a DCNS tem o prazer de ter sido informada pelo Ministério da Defesa francês de uma atribuição de contrato.

O Ministério da Defesa francês anunciou a atribuição à DCNS de um contrato para o desenvolvimento e construção de cinco fragatas de tamanho médio (FTIs) destinadas à Marinha Francesa. A DCNS irá propor uma versão francesa da sua nova fragata BELH@RRA. A primeira das cinco fragatas deste programa gerido pela Agência Francesa de Defesa (DGA) deve ser entregue em 2023, com uma entrada em serviço ativo em 2025.

Uma fragata digital de última geração para a Marinha Francesa
A nova fragata BELH@RRA será projetada e desenvolvida pela DCNS, em gerenciamento de projetos conjuntos com a THALES para o desenvolvimento do radar de nova geração com o qual estará equipada.

O lançamento do programa FTI beneficiará as reservas de empregos do Grupo DCNS, sendo a principal delas o site da DCNS Lorient e os seus parceiros subcontratantes: a concepção das fragatas BELH@RRA representa cerca de dois milhões de horas de trabalho para os escritórios de projeto da DCNS. Para todo o Grupo DCNS, a construção de uma fragata BELH@RRA representa, em média, dois milhões de horas de trabalho, das quais trezentas mil horas para os escritórios de design.

Hervé Guillou, Presidente e CEO da DCNS afirma que: “A DCNS tem o orgulho de contribuir, ao lado da THALES, para a renovação das forças navais francesas graças a um novo navio que responde às necessidades de uma marinha de classe mundial. É um componente chave da nossa gama de navios militares e a atribuição deste contrato também nos permite desenvolver uma fragata que atenda às expectativas de um mercado internacional dinâmico”.

Uma fragata de classe mundial de um deslocamento de 4.000 toneladas destinadas à guerra antissubmarino, a versão francesa da BELH@RRA foi projetada para responder às várias necessidades nacionais francesas. Será dotada de capacidades alargadas de projeção de auto-defesa e forças especiais. Por último, mas não menos importante, integrará o novo radar de antena plana THALES SEA FIRE e será equipada com os mísseis Aster 30 da MBDA.

A primeira fragata para “nativos digitais”
Desenvolvida para tripulações que assumirão o comando em torno de 2020, as fragatas BELH@RRA irão se beneficiar das mais recentes tecnologias digitais. Elas serão, em particular, equipadas com um sistema de combate de última geração. Isso trará maior rapidez para análise tática, tomada de decisão e emprego de armas.

A integração das mais recentes tecnologias digitais irá garantir que o navio será capaz de evoluir ao longo de um período de quase quarenta anos. Os sistemas de processamento de informação serão modernizados gradualmente para serem adaptados às mudanças no contexto operacional, à emergência de ameaças futuras e aos ciclos de renovação curtos para as novas tecnologias.

Com a fragata BELH@RRA, a DCNS pretende continuar o sucesso das fragatas de classe La Fayette, uma referência no mercado da defesa naval com mais de vinte unidades vendidas em todo o mundo. A DCNS completa sua linha de produtos ao posicionar esta nova fragata entre o segmento de fragatas FREMM de 6.000 toneladas e a das corvetas Gowind de 2.500 a 3.000 toneladas.

Sobre a DCNS
A DCNS é líder europeia em defesa naval e um dos principais protagonistas nas energias renováveis ​​marinhas. Como empresa internacional de alta tecnologia, a DCNS utiliza seu extraordinário know-how, recursos industriais exclusivos e capacidade para organizar parcerias estratégicas inovadoras para atender às necessidades de seus clientes. O Grupo projeta, constrói e suporta submarinos e navios de superfície. Também fornece serviços a estaleiros navais e bases navais. Além disso, o Grupo oferece uma vasta gama de soluções de energia renovável marinha. Atenta à responsabilidade social corporativa, a DCNS adere ao Pacto Global das Nações Unidas. O Grupo registou receitas de 3,19 bilhões de euros e tem uma força de trabalho de 12.779 colaboradores (dados de 2016). www.dcnsgroup.com

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wwolf22
wwolf22
3 anos atrás

Quando a Franca receber a sua 5a fragata, a MB estara batendo a quilha na nossa primeira “Tamandaré”…
parece ate piada, mas infelizmente nao eh…

Ivan
Ivan
3 anos atrás

Certa feita um amigo lá dos ‘aviãozinhuns’, piloto com conhecimento e experiência em logística, observou que marinhas como a francesa e inglesa precisariam de fragatas mais “affordables” que as FREEM ou Type 26, algo em torno de 4.000 toneladas.
.
Quem tiver dúvidas, pesquise.
Procurem pelos comentários do Juarez.
.
Claro que os franceses estão complicando o que deveria ser simples…
… mas é outra história.
.
Abç.,
Ivan, an oldinfantryman.

daltonl
daltonl
3 anos atrás

Diria que a opinião do Juarez tem seus méritos, mas, há outras opiniões também. Navios maiores, mesmo que pouco maiores, de 4000 para 6000 toneladas, tem suas vantagens principalmente se analisadas as missões, durações das mesmas, áreas de patrulha, etc, e me parece que são bem indicados para britânicos e franceses. . No caso da marinha francesa existem apenas 2 “Horizon” que são pouco maiores que uma FREMM ao invés dos 4 planejados…tanto que a sétima e a oitava FREMM serão otimizadas para guerra aérea, não é algo que se possa fazer em um casco de 4000 toneladas, não com… Read more »

Ivan
Ivan
3 anos atrás

Admiral Dalton, . “…mas, há outras opiniões também.” . Sim. Interessante é que as vezes são “opiniões” complementares, quando por vezes há quem imagine que seriam necessariamente excludentes. . Fragatas entre 4.000 e 5.000 toneladas serão efetivamente menos capazes que as mais completas FREEM (mais de 6.000 toneladas) ou Type 26 (quase 8.000 toneladas). Obviamente teriam capacidade AAW reduzida, talvez de curto alcance com Sea Ceptor, ESSM ou afins, combinados com um bom canhão de 3 (três) polegadas na proa (OtoMelara possivelmente). . Para mar azul (Atlântico, por exemplo) teria convoo e hangar para helicóptero ASW médio (SeaHawk ou NH90),… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
3 anos atrás

Pessoal, Está havendo uma redução significativa da dimensão e do peso dos sistemas associados à operação de mísseis sup-ar de defesa de área. Se no passado o Talos com 250 km de alcance pesava 5 t e precisava de um radar de controle de míssil (iluminador) de 23 toneladas, hoje o SM-2 Block III pesa 700 kg, tem alcance de quase 200 km e utiliza um radar iluminador de pouco mais de 1 t. Atualmente é plenamente possível prover um navio de 4000 t (ou mesmo, de 3000 t) com sistemas de defesa aérea de área. O próprio ESSM com… Read more »

daltonl
daltonl
3 anos atrás

Navios maiores tendem a ter maior alcance, maior velocidade, maior estabilidade, maior espaço para crescimento durante os cerca de 35 anos ou mais de vida, maior capacidade para ajuda humanitária, maior capacidade para embarcar helicópteros tripulados e futuramente não tripulados como o MQ-8C por exemplo ou uma mistura dos 2 tipos. . O que encarece um navio não são 2000 toneladas a mais e sim o “recheio” dele e uma tripulação reduzida devido à automação ajuda e muito reduzir os custos do navio durante sua vida útil. . Há coisas que um navio maior simplesmente faz melhor, não importa a… Read more »

Ivan
Ivan
3 anos atrás

Dalton, . Sua ideia é mais ou menos “Spruance”? . Aos amigos que não lembram – pois nosso Admiral Dalton conhece em detalhes – do DD963 Spruance, foi o primeiro de sua classe de contratorpedeiros (destroyers) americanos superdimensionados (172 metros de comprimento e 8.000 toneladas de deslocamento) que substituíram navios bem menores (de 2.500 a 4.000 toneladas). . Os DD (sim, DD e não DDG) classe Spruance tinham muito espaço para crescimento, tanto é que no final da vida receberam até lançadores verticais de mísseis (VLS) Mk41 para operar ASROC-VLS e os Tomahawk. Salvo engano eram 8 (oito) lançadores para… Read more »

daltonl
daltonl
3 anos atrás

Ivan… . só para complementar …o “Arleigh Burke” é considerado “pequeno” para a US Navy, tanto que o Arleigh Burke III será ligeiramente aumentado para acomodar o novo (AMRD) que requer mais energia e capacidade de resfriamento. . Então embora o que o Bosco escreveu sobre “miniaturização” tenha validade há novos sensores e mesmo novas armas, espera-se no futuro não muito distante que precisarão de maior geração de energia e consequentemente navios tão grandes ou mesmo maiores que os atuais. . Não que navios “pequenos” serão extintos…e sim que serão complementares, pois há “missões” para todos ! . Quanto ao… Read more »

wwolf22
wwolf22
3 anos atrás

entao podemos pegar as nossas canhoneiras de 500ton e instalar alguns misseis…

Ivan
Ivan
3 anos atrás

Wwolf22,
Puder pode, mas não deve.
Para cada ação, uma ferramenta.
Abç.,
Ivan.

joseboscojr
joseboscojr
3 anos atrás

Não há dúvidas que navios maiores são melhores, principalmente para os EUA, mas só não existe a marinha deles no mundo. Por exemplo, os israelenses não querem um navio de defesa antiaérea com 9000 t. Há pouco tempo vimos “corvertas” russas com menos de 1000 t lançar mísseis cruise análogos aos Tomahawks. Vale salientar que está ocorrendo uma crescente automatização nos navios de guerra e não é inviável que navios com menor tonelagem possa vir a ter autonomia semelhante a de navios maiores, inclusive provendo o conforto semelhante para a tripulação. As qualidade marinheiras também devem ser melhoradas tendo em… Read more »

daltonl
daltonl
3 anos atrás

Bosco…
.
só lembrando que o Ivan comentou especificamente sobre as marinhas britânica e francesa,
e estas sem dúvida precisam ter navios do porte de no mínimo uma “FREMM”.
.
abs

Ivan
Ivan
3 anos atrás

Admiral Dalton e Mestre Bosco, . “…especificamente sobre as marinhas britânica e francesa…” . É isso mesmo. Inclusive deveríamos usar esta matéria para debater as necessidades ‘fragáticas’ de uma marinha voltada para o Oceano Atlântico. . Bosco tem razão ao lembrar as pequenas corvetas israelenses com grande poder de fogo ASuW e até AAW, também as corvetas e pequenas fragatas russas disparando mísseis de cruzeiro para ataque a alvos terrestres (já comentado por nós três em matéria específica), ou mesmo as novíssimas e furtivas corvetas suecas Visby. . Mas a questão aqui seria ‘ATLANTICA’. . Certa vez assistimos aqui no… Read more »