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Destróier HMS Diamond retorna à base por problemas técnicos

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HMS Diamond

A tripulação do destróier HMS Diamond foi recebida em casa por amigos e familiares quando o navio chegou de volta à sua base em Portsmouth.

O destróier Type 45 (classe “Daring”) passou três meses no Mediterrâneo antes de ter seu desdobramento interrompido por causa de “problemas técnicos”.

Um porta-voz da Royal Navy disse:

“Ele deveria dirigir-se ao Golfo para uma missão de nove meses, mas voltou para o seu porto inicial logo depois de ter problemas técnicos”.

O capitão Ben Keith, comandante do Diamond, disse:

“Embora seja antes do planejado, foi fantástico ver todas as nossas famílias esperando aqui no píer por nós. Todo mundo a bordo estava incrivelmente empolgado.”

Em 2015, o Ministério da Defesa confirmou que o sistema de propulsão dos navios de guerra de 1 bilhão de libras cada estava com defeito.

No entanto, os executivos da Rolls-Royce – que fabricaram os motores, disseram ao comitê de seleção de defesa que os motores foram construídos conforme especificado e que as condições no Oriente Médio não estavam “de acordo com essas especificações”.

Todos os seis navios estão atualmente aguardando uma remodelação que envolverá o corte do casco dos navios para acessar os motores. O custo ainda não foi tornado público.

Destróieres Type 45 parados em Portsmouth aguardando reparos

FONTE: militarynews.co.uk

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BrunoFN
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BrunoFN

Por essas e outras q n acredito em baixa de qualquer type 23 da Royal navy pra agora ..e se querem cortar custo , problemas como esse so ajudam a piorar a situação ….a type 45 é um fiasco até o momento

Renan
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Renan

Vendam ao Brasil.

Lemes
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Lemes

Um bilhão de libras e vive parado. Agora, será que a RN esqueceu de avisar a Rolls-Royce que os navios eventualmente poderiam ter que navegar para locais um pouquinho quentes? Fala sério, só falta dizer que também esqueceram de avisar os fornecedores do armamento que eventualmente o navio poderia vir a combater. Piada de mau gosto!

João Borges Queiroz Júnior
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João Borges Queiroz Júnior

“[…] os motores foram construídos conforme especificado e que as condições no Oriente Médio não estavam de acordo com essas especificações.”

Que desculpa inacreditável… Quer dizer que as especificações dos motores de um navio de mais de 1 bilhão de libras não possuem uma margem de operação capaz de possibilitá-lo operar em águas mais quentes? Foi feito “no limite”? Devem funcionar em regime de operação mais restritos que os motores antigos?

Marcos
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Marcos

Cortar o casco?
Nossas famílias estão felizes! (?)
Acho que os franceses vão ter de ceder toda sua frota aos ingleses, inclusive tripulação.

Burgos
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Burgos

Então !!!
Se o erro de projeto foi deles(Rolls Royce) !!!
Tá na conta deles mesmo !!!
Eles têm que entender que um navio de guerra roda o mundo todo.
Já tem que ter equipamentos para operarem abaixo de zero como a 40 graus centígrados.
Azar Naval !!!

AL
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AL

Marcos, Lord Nelson deve estar se revirando no túmulo!!!!

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Muito estranho tb Lemes, aliás vc com esse nome é predestinado a ser Oficial de Navegação! kkkk piada pronta! Mas, sério, como um navio, lindo por sinal esses Destroieres, que pertence a um país do G7, que faz exercícios com outras marinhas e participa de FT da Otan em mares longnquos de casa, ninguém, nem o estagiário , pensou que ele navegaria no Golfo Pérsico, onde, segundo um amigo meu que foi Máquinas da Transpetro, disse que lá, em épocas do ano, a temperatura da água chega mole aos 31 graus! Para quem não sabe, a água do mar é… Read more »

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

Srs, alguém conseguiria me explicar por que é pintado de preto a parte de trás dos suporte das antenas ? E os gases quentes expelidos pela chaminé, aquela a frente do hangar, não interferem nos sinais do radar ?

Agradeço

Marcelo
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Marcelo

“….e que as condições no Oriente Médio não estavam “de acordo com essas especificações”.”
Parece que os ingleses já não sabem mais fazer requisitos nem construir navios como os de antigamente.

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

Fainting class.

Fernando "Nunão" De Martini
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“Roberto Bozzo 5 de dezembro de 2017 at 12:31
Srs, alguém conseguiria me explicar por que é pintado de preto a parte de trás dos suporte das antenas ? E os gases quentes expelidos pela chaminé, aquela a frente do hangar, não interferem nos sinais do radar ?”

Roberto Bozzo,
Praticamente uma pergunta que vc fez responde a outra e vice-versa.

Jr
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Jr

E tem gente que acredita piamente que os Ingleses vão dar baixa nas suas type 23 ano que vem

Felipe
Visitante
Felipe

O erro de projeto nao foi da RR. Quem promoveu a licitacao com a especificacao minima foi a BAE. “BAE Systems, the prime contractor, ran a competition to select the pair of gas turbines that will power each warship. Excellent bids were received from Rolls Royce plc, offering the WR-21, and from General Electric Company, offering the LM2500. The prime contractor advised us that both engines met the programme requirements, and that either would be acceptable to the Royal Navy. Therefore, it has been a difficult task to decide between the two bids. On balance, we have decided to select… Read more »

Roberto Bozzo
Visitante
Roberto Bozzo

Nunão, então deixa ver se entendi:

– a tinta preta é atérmica, ou absorvedora de calor (sei que há diferença), para que a onda calorífica não interfira no espectro de onda do radar…. isso ?

Se for, ainda assim deve haver alguma interferência pois a onda de calor muitas vezes “sobe” sem refletir na tinta especial… ou a onda de calor, ao chegar na altura de “encontro” com a onda radar, já esta numa temperatura de “não interferência” ?

marcos
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marcos

Dois na conta da RR: esse é o motor do A400.
Os ingleses já foram melhores.

Mercenário
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Mercenário

O problema não foi causado pela RR.

A verdade é que quiseram inovar na propulsão e foi identificado um problema com o intercooler, como o Felipe mencionou acima.

Os navios vão se submeter a um programa de readequação da propulsão. Mas não estão sempre parados não. Pensar assim é ser muito reducionista.

Tanto é que outro navio da classe acabou de retornar de permanecer 9 meses operando naquela região do Golfo.

Mercenário
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Mercenário

errata: após permanecer*

Gabriel Oliveira
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Gabriel Oliveira

É piada o que esse pessoal da Rolls Royce disseram ne?

EParro
Membro
EParro

Imagina se fosse com a Barroso?

EParro
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EParro

“No entanto, os executivos da Rolls-Royce – que fabricaram os motores, disseram ao comitê de seleção de defesa que os motores foram construídos conforme especificado e que as condições no Oriente Médio não estavam “de acordo com essas especificações”.” Esse foi o maior TMR que eu já vi! Meus, se na época em que eu projetava sistemas de informática eu dissesse para meu chefe: “eles não especificaram isto”! Ai, ai, ai! Primeiro eu ouviria “Mas você não fez levantamento com os usuários finais (os marinheiros, no caso)? E depois: com quanta grana “nós vamos marchar”? E, por fim: “se der… Read more »

EduardoSP
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EduardoSP

Felipe 5 de dezembro de 2017 at 15:40
Ótimo post!

Alexandre Galante
Visitante

Pois é, senhores, imaginem se fosse com navios brasileiros, o show de comentários negativos que teríamos

Humberto
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Humberto

EParro, Sou de projetos de TI e dependendo do tamanho do projeto, quem desenvolve jamais conversa com os usuários, só entregam o que foi pedido, se pediram errado ou não pediram é change, simples assim. Não tenho como colocar os Indianos (que desenvolvem) para conversar com os usuários (que estão espalhados neste mundão de Deus), é normal envolver dezenas de pessoas com diversos fornecedores (que um quer comer o outro) customizando ou configurando diversos sistemas diferentes. Este exemplo é mais próximo do navio. Sistemas pequenos, onde todos trabalham perto (no mesmo prédio) até daria para colocar as pessoas juntas. Especificaram… Read more »

EParro
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EParro

Humberto 5 de dezembro de 2017 at 22:39 Sinto muito discordar completamente de você. Meu caro, é irrelevante se o sistema tem 100 ou 5 mil programas. Quem gerencia tem o dever e a obrigação de controlar este tipo de situação. Sempre deverá haver um profissional designado e capacitado para entender e dar solução para aquele requisito ou mitigação para aquele risco. Os requisitos devem ser entendidos, acompanhados os desenvolvimentos das respostas para cada um deles, verificados e validados a exaustão, as premissas devem ser consideradas riscos potenciais para os quais há que haver acompanhamento e mitigação, a verificação dos… Read more »

Gaineth
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Gaineth

As 4 juntas! Que belissimo alvo. 🙂

José Lemos filho
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José Lemos filho

Mim corrigem se estiver errado!! Geralmente essas notícias são frequentes aqui na América do Sul, em especial o Brasil. O que está acontecendo com as forças armadas inglesa? Esses acontecimentos estão soando muito estranho, será um náufrago inglês??

Blindmans Bluff
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Blindmans Bluff

Acontece q aqui na Inglaterra a economia ja esta sobrecarregada ao limite; n tem mais como aumentar impostos e o gov tem um deficit fiscal enorme e ainda uma divida futura de uns 20bi com o brexit. O povo aqui n eh manso com relacao aos gastos publicos como os americanos e por isso, os militares especificamente tem q fazer mais com menos. Mais capacidade, protegendo a industria nacional com menos orcamento em um tempo onde tudo custa mto mais caro e leva mto mais tempo pra ser desenvolvido, vide f-35. Tiveram q aliviar em algum lado e esse lado… Read more »

Rommelqe
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Rommelqe

Eparro, at 8:32, 7/12/17: concordo integralmente com seus comentarios. Ate entendo que ocorram problemas, mas é o risco do negocio. Que deve ser resolvido pelo projetista/,fabricante/ fornecedor/ mntador/ integrador. Essa questao de troca termica é complexa mesmo; considerar que a agua do mar possa superar 31 oC é terrivel , porque o gradiente nos trocadores de calor (na giria do meio chamamos de “pulo termico” ) raramente ultrapassa 5 oC (esse “pulo” é entre a agua do mar e a agua em circuito fechado a qual, por sua vez, é que resfria os gases quentes; tambem ha trocadores de calor… Read more »

EParro
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EParro

Blindmans Bluff 6 de dezembro de 2017 at 12:52

Blindmans Bluff, você sabe se os motores com problemas. dos subs, também são da Rolls Royce?

Saudações

EParro
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EParro

Rommelqe 7 de dezembro de 2017 at 0:03

Agradeço as informações!
Eu não tenho dúvidas que haverá solução, agora o custo (baratinho, baratinho, hahahaha) é que serão elas…
Ah, sobre a compra de produtos alemães, não imaginava que houve, digamos assim alguma “birra”. Interessante este ponto que você coloca.

Forte abraço.

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

Rommelqe 7 de dezembro de 2017 at 0:03 Caro Bozzo – acho que fomos contemporaneos de turma, embora se vc for quem eu penso, vc éi marinheiro, certo? Rommelqe, infelizmente não servi; como filho único e baixinho não me quiseram na FAB rsrsrsrs e no EB fiz a provinha para o CPOR mas, confesso, desleixadamente pois não era minha vontade servir no EB à época. Quanto a MB nunca tive desejo de servir; lembro que na minha época (não sei hoje) comentava-se que, pra MB, bastava por o nome que eles chamavam pois ninguém queria servir lá. Isso no começo… Read more »

Mercenário
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Mercenário

Da Rolls-Royce são as turbinas, não os motores, salvo engano.

Aliás, o novo LHD italiano usará turbinas RR também, embora de outro modelo.

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

Mercenário, os motores são de uma joint venture da RR com a Northrop. Estão pagando o preço pela inovação, pois é a primeira vez que este sistema é usado. “O problema O Tipo 45 usa um sistema pioneiro chamado Propulsão Elétrica Integrada (IEP). Existem muitas vantagens associadas ao IEP, à eficiência de combustível, à flexibilidade na localização dos motores e a um requisito de manutenção e mão-de-obra supostamente reduzido. Em termos básicos, duas turbinas a gás WR-21 (GTs) e dois geradores diesel Wartsila 2MW fornecem energia CA para os motores que impulsionam o navio, bem como o poder para os… Read more »

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

E, até onde sei, o LHD italiano usará a mesma turbina, a RR MT 30, mas em configuração geral diferente.

EParro
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EParro

Roberto Bozzo 7 de dezembro de 2017 at 15:01

Se assim for, eles devem estar de orelha em pé, penso eu.

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

EParro, por que ? O problema nas Type 45 é no intercooler, utilizado em um arranjo inovador, por isso ajustes ainda estão sendo feitos, não nas MT 30…. Ao que parece, os problemas serão solucionados durante os refits normais, prolongando-os um pouco mais. Pretende-se colocar mais um gerador nos navios, assim este gerador forneceria a energia necessária caso houvesse novos desligamentos inesperados.

EParro
Membro
EParro

Roberto Bozzo 7 de dezembro de 2017 at 15:01

Entendi! São as mesma, mas sem o “detalhe” que causa problema nas Type 45.
De qualquer forma, fosse comigo, ficaria atento no decorrer da solução inglesa e suas consequências.

Saudações

Walfrido Strobel
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Sem querer justificar o problema que não conheço a fundo, vou dar um exemplo:
Os tablets GECO da Inzpire para pilotos usam base Panasonic, eu estava lendo a descrição do produto e é certificada para operar de menos dez graus centígrados até mais cinquenta graus centígrados, se vc fot operar no Alaska ou Sibéria não vai poder reclamar com o fabricante.