domingo, setembro 19, 2021

Saab Naval

Documento secreto revela que o ARA San Juan detectou submarino nuclear britânico em uma missão anterior

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

ARA San Juan

Relatórios também detalham graves deficiências operacionais do navio desaparecido

Por Andrés Klipphan

Em 9 de julho de 2017, às 19h48, o ARA San Juan “detectou por áudio o som de um possível submarino nuclear”. A abordagem do alegado navio de guerra do Reino Unido foi “verificada uma hora antes porque já aparecia no registrador”. Por esta razão, a tripulação que partiu da Base Naval de Mar del Plata no dia 1 de julho, às 3:00 da manhã, recebeu a ordem de “reduzir o ruído ao máximo” e prosseguir “para gravá-lo”.

Os três operadores de sonar do navio argentino nessa missão – antes do trágico resultado com o desaparecimento de 44 tripulantes e o submarino — “coincidiram na classificação” do submarino, ou seja, era um navio “nuclear”.

As três gravações dos ruídos submarinos que os assombraram duraram “10, 6 e 2 minutos” e foram enviadas para a Armada Argentina. Os dados até hoje foram mantidos em segredo.

ARA San Juan – relatório sobre detecção de submarino nuclear

Não foi o único segredoque a força fez durante as horas de crise que precederam o desaparecimento do ARA San Juan. Através de uma “mensagem naval” com o selo de “SECRETO”, datada de 10 de novembro de 2016, ou seja, um ano e cinco dias antes do seu desaparecimento, o ARA San Juan havia sido “limitado” em sua “profundidade” operativa a “apenas” 100 metros “. Havia um motivo: em uma profundidade maior “não garantia sua estanqueidade”, especifica o documento.

Devido a estritas questões de segurança, os submarinos devem entrar em uma doca seca para testes hidráulicos de válvulas de casco e tubos a cada 18 meses e realizar as verificações e reparos que garantam sua navegabilidade e que não podem ser reparados enquanto o submarino está na água.

O ARA San Juan não o fez desde “substancialmente mais do que os 18 meses previstos doutrinariamente”, de acordo com os registros que o Infobae teve acesso. É mais do que o dobro do lapso recomendado pelo fabricante do submarino. Por esse motivo, a “profundidade operacional” foi limitada a 100 metros para garantir a navegabilidade do submarino.

A “mensagem naval” intitulada “Limitações de Estado Operacional” do ARA San Juan foi assinada pelo Capitão Hector Aníbal Alonso, Chefe do Estado Maior do Comando da Força Submarina, e o Capitão Carlos Alberto Acuña, Comandante da Força Submarina, entre outros.

Naquela época, essa não era a única inconveniência que o submarino ARA San Juan tinha. “A partir do quinto dia de navegação e no momento de querer impulsionar no estágio 1 para começar a exploração na área de patrulha, o sistema de propulsão falhou, entrando apenas na terceira tentativa”. De acordo com o relatório “CONFIDENCIAL” da Armada Argentina datado de 14 de agosto de 2017, cujos detalhes serão publicados em várias notas, a falha de propulsão do navio “permaneceu em toda a navegação”, ou seja, até 19 de julho, dia em que o submarino voltou para a base de Mar del Plata.

O navio de guerra também navegou com outra série de inconvenientes, entre eles a perda de “50 litros de óleo por dia”, o que causou “uma diminuição nos níveis nos reservatórios do sistema hidráulico”.

O Infobae também conseguiu estabelecer através de uma série de documentos secretos que, antes de desaparecer, o ARA San Juan tinha a bordo “80 trajes de escape”, todos vencidos. Além disso, das 100 cápsulas que tinham que transportar para a produção de oxigênio em caso de emergência, havia apenas 14.

Desconfiança subaquática
 
O registro de 9 de julho de 2017 não foi a única vez que o ARA San Juan identificou um submarino nuclear na área que patrulhava para identificar navios e embarcações de pesca, principalmente de origem asiática, que operam ilegalmente no mar argentino ou nas proximidades da zona econômica exclusiva da Argentina.
 
Isto é assegurado na documentação confidencial detida pela juíza federal de Caleta Olivia, Marta Yáñez. No “Anexo 04”, intitulado “Relatório de Atividades Submarinas do ARA San Juan”, é detalhado que, em 10 de julho, às 03:45, o submarino nuclear foi detectado “novamente manobrando em contato apontando para uma rápida variação de sua marcação, bem definida no registro do sonar”. O relatório, assinado pelo capitão da fragata Pedro Martín Fernández, também destaca que, como no dia anterior, foi obtida uma gravação (4 minutos), que foi “alta”.
 
A assinatura tem um valor transcendental. Fernández era o comandante da ARA San Juan não só naquela missão, mas também em novembro, quando ele desapareceu com seus 43 subordinados. Tucumano e de 45 anos de idade, o capitão de fragata prometeu a sua mãe de 80 anos que esta seria sua última viagem no submarino ainda desaparecido.
 
O ARA San Juan também patrulhou uma área cujo interesse é compartilhado pela Argentina e Inglaterra, apesar de os tratados de paz assinados por ambos os países em Madri obrigarem a Marinha a informar o Reino Unido antes de iniciar uma missão deste tipo. O submarino argentino ignorou esta prevenção presumivelmente por ordem da liderança da força.
 
Fontes navais dizem que não é razoável que os encontros entre o ARA San Juan e o submarino nuclear britânico tenham se repetido na última missão. Especialmente se o navio de guerra britânico tivesse registrado que um navio estrangeiro invadisse o que eles consideram seu próprio território e com o direito de ser defendido. Na verdade, para isso, eles têm unidades da Marinha e da Força Aérea Britânica com sede permanente no arquipélago.
 
É lógico que um submarino nuclear deste país controle o que os britânicos consideram uma área de conservação interna e externa (na fronteira com as Ilhas Malvinas) em que concedem permissões de pesca, a principal renda econômica para os habitantes das ilhas. Os jornais britânicos já haviam denunciado que a Marinha desse país havia despachado os submarinos nucleares para as Malvinas, embora Londres sempre o negasse.
 
É possível que o ARA San Juan, com seus 44 membros da tripulação, tenha afundado no dia 15 de novembro do ano passado, tentando evadir-se de um submarino nuclear submerso dentro da profundidade operacional do projeto, mas abaixo do limite de 100 metros estabelecido por causa de sua falta de manutenção em doca seca e que as válvulas e os tubos não resistiram? É uma das hipóteses investigadas pela Justiça.

FONTE: Infobae

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Manuel Flávio

Xi, vai ser música pra doido dançar.
Teorias conspiratórias antianglo-saxãs em 3,2,1…

Carlos Eduardo

Logo teremos um filme sobre essa historia .

Raul Luar

+1 para a lista teórica

Ataque de um Submarino Norte Coreano
Teste de um dispositivo nuclear
[NEW] Ataque de um Submarino Nuclear Britânico

Lucas Henrique

Será mesmo? Aposto que é uma mentira inventada pelo governo argentino para justificar a sua incompetência.

Top Gun Sea

Com tantos problemas de manutenção no submarino, como deixaram ele sair em patrulha nessas condições!? Acho uma grande desculpa a possibilidade de envolver um sub nuclear inglês nessa história. Estão tentando Amenizar a negligência do comando.

Matheus

“O registro de 9 de julho de 2017 não foi a única vez que o ARA San Juan identificou um submarino nuclear na área que patrulhava para identificar navios e embarcações de pesca, principalmente de origem asiática, que operam ilegalmente no mar argentino ou nas proximidades da zona econômica exclusiva da Argentina.”

Se, segundo a Argentina, há subs asiáticos na região, quais as chances de estar ocorrendo o mesmo fato no Brasil e a Marinha não divulgar?

Carlos Alberto Soares

Sub’s em minha opinião são mais importantes que Corvetas.

Naus de Patrulha são mais importantes que Corvetas.

OPV’s são um desperdício.

Fragatas são importantes.

A Argentina está muito ruim em todos eles pela ZEE que possui.

Deveriam comprar 8 bandecos groundeados nossos e passa-los todos para o padrão P 95M Bandeirulha.

Ma$ e$tão pior que nó$.

É o mínimo do mínimo para cobrir A ZEE.

Silas

Em tese, por falta da adequada manutenção, a Armada Argentina assassinou seus membros e perdeu um belonave.

Humberto

Matheus,
Não está escrito que há submarinos (para mim, provavelmente chineses) e sim embarcações de pesca, para evitar isto, existe a patrulha maritma.
Quando ao Subnuc, o potencial “dono” são os ingleses por causa das Malvinas, difícil acreditar que são chineses, de repente até americano, mas acredito que sejam ingleses.
Tem sentido?

Rui Chapéu

Uma pergunta pros entendidos:

Como que eles saberiam pelo sonar que o que eles detectaram seria um submarino nuclear e não um submarino convencional??

Art

Bem isso é normal, o Brasil tem histórico de submarinos soviéticos que passam por aqui e foram detectados pela MB e FAB, volta e meia aparece um por aqui.
Rui Chapéu pela assinatura acústica e banco de dados, cada pais tem o seu o banco de dados é algo que nenhum país do mundo fornece.

Dan01

Que novela..

Augusto L

Achei as datas meios confusas, algum erro de tradução? Por exemplo tem uma hora que falam que o navio zarpou em agosto e voltou em julho e outra bem no inicio q fala que detectaram um submarino nuc no dia 9 de julho e por isso zarparam dia 1 d julho ?? Meio estranho, mas deu pra entender o texto

Nilson

Rui Chapéu, em síntese, cada tipo de navio faz um ruído diferente, e os operadores de sonar têm bancos de dados com esses ruídos, permitindo diferenciar uns dos outros. Foi interessante ler que na Argentina são utilizados três operadores de sonar, e cada um faz sua análise, depois confrontando os resultados. Dá maior confiabilidade. Fica a curiosidade, é assim também no Brasil? (com a palavra os submarinistas)

ECosta

Pessoal, li o comentário do Art e fiquei curioso…
– Depois do fim da guerra fria já tivemos outros episódios de encontrar submarinos com a marinha e a fab ?
– O Ara San Juan possui tower array ?

Abraços. Excelente matéria.

Dalton

A Royal Navy tem apenas 6 SSNs no momento…3 novos da classe “Astute”, serão construídos 7 deles e 3 antigos da classe ” Trafalgar” e quando muito apenas um deles tem estado plenamente operacional então não seria possível enviar um deles para o Atlântico Sul quando há muito trabalho a ser feito no Atlântico Norte e Mediterrâneo. . Não há submarinos de outras nações operando no Atlântico Sul nem mesmo eventualmente hoje em dia…estiveram por aqui 3 deles em 2014 na comemoração do centenário da força de submarinos do Brasil…o HMS Ambush que depois seguiu viagem para os EUA, o… Read more »

Parabellum

O fato é que durante o período de buscas ao ARA San Juan, uma aeronave norte-americana informou ter detectado rastros de um submarino. Só que este avião era equipado para detecção justamente de submarinos nucleares, pelo rastro quente deixado. Após terem se dado conta da gafe cometida, não se voltou mais ao assunto.

Matheus

Parabellum 2 de Fevereiro de 2018 at 10:16

Não entendi, qual foi a “gafe” cometida?

Helio Eduardo (o outro)

Bom…. teorias conspiratórias são fabulosas. Quando bem elaboradas se sustentam no tempo, até porque, em geral, envolvem possíveis segredos e jamais são desmentidas. Essa história de que o submarino afundou “por causa” de um sub nuc britânico já deu. Contudo, o texto sequer chega a insinuar um confronto (como muitos, mas muitos mesmo, sugeriram aqui à época…). O que o texto faz é uma consideração sobre se, ao manobrar para manter a vigilância de um submarino muitíssimo mais capaz em termos de manobra, velocidade e profundidade de operação, o ARA SJ não teria excedido os frágeis limites de segurança impostos… Read more »

BMIKE

Já tem um ou alguns almirantes da Argentina Preso?? mais uma confirmação de assassinato….

Cristiano.GR

Gafe de confirmar que havia submarino nuclear naquele local. Isso acusaria os britânicos ou outros.

Fred

Gente, acho que a imaginação de alguns está completando o texto. Ao meu ver, o texto somente diz que o submarino pode ter mergulhado mais profundo que o limite de cem metros, para evadir do local em que pode ter detectado outro submarino. O texto não fala de confronto nenhum.

Antonio Palhares

Tudo causado pelo completo descaso das autoridades argentinas no trato com seus meios navais. Concluiu-se que o infeliz comandante deste sub percebeu a ” canoa furada” que estava metido e quis largar o comando após a desastrosa patrulha.

Walfrido Strobel

Carlos Alberto Soares 2 de Fevereiro de 2018 at 6:00
Carlos Alberto Soares. A ARA ja tem 4 P-3B que estão solicitando modernização, 4 Beech King Air 200 MPA e 2 S-2 Tracker para patrulhar.
Não vão precisar dos C-95A que o Brasil descartou por não valer a pena modernizar.

Ronaldo de souza gonçalves

Espero que nossos sub estejam trabalhando com segurança,pois mandar um sub sem as mínimas condições é algo arriscado é tem que dar nisto.se indentificaram um sub isto ninguém vai saber pois os britânicos jamais admitiriam,no meu ver a argentina poderia patrulhar com navios de superfície,claro que se não invandisse a área britânica não seriam atacados.Os Argentinos tem que esquecer as malvinas e agradecer os ingleses pois se não fosse a guerra,sofreriam muito anos com aquela ditadura feroz que viveram.

donitz123

Balela. Estão querendo arrumar desculpas.

Andre

Com a situação envolvendo a Rússia atualmente qual sentido do Reino Unido descolar um de seus submarinos nucleares para as o Atlântico Sul? Acho que ai é mais uma manobra para tentar justificar o injustificável, colocaram uma embarcação sem nenhuma condição para operar em missão. Deviam é estar trabalhando para levantar e reformular a força deles e não continuar com essa coisa de sempre ter um Britânico no caminho.

Billy

Kkk… tem certeza que não era Martin Bormann passeando em um OSNI voltando para base Antártica?

Marcelo Andrade

Conversa pra boi dormir. Todo mundo sabe que os Subs nucleares da RN fazem cruzeiros até as Falklands de tempos em tempos, se ele detectou faz parte da rotina, e se foi em águas internacionais, vida que segue.

Não podem é começar a inventar que o sub atacou o San Juan.

Fellipe Barbieri

Porque tudo que envolve a Argentina tem que ser mirabolantes e com um jogo secreto … isso vai virar um filme .

“Dos mesmo produtores de Caçada ao Outubro Vermelho, vem aí o Caçada ao Fantasma Celeste”

Kemen

O ARA San Juan relatou um incendio a bordo, presume-se que foi causado por um vaso das novas baterias (em consecuencia o vaso pode ter explodido) levando a um afundamento, não vi nenhum meio de informação afirmar que um submarino nuclear afundou o sub, seria leviana tal afirmação. O que ocorreu apenas poderia ser analisado se o mesmo fosse localizado e também se pudessem estudar os danos causados, entretanto é possivel que os detroços se encontrem a mais de 1000 metros de profundidade o que não seria facil.

Rodrigo Tavares

“Será mesmo? Aposto que é uma mentira inventada pelo governo argentino para justificar a sua incompetência.

Fechou o debate………

Tamandaré

Rui Chapéu, apenas complementando a resposta do Nilson, vale salientar também que o ruído emitido por um submarino nuclear é bem mais alto!

Dalton

“Todo mundo sabe que os Subs nucleares da RN fazem cruzeiros até as Falklands de tempos em tempos, se ele detectou faz parte da rotina, e se foi em águas internacionais, vida que segue.” . Não Marcelo…eles não descem até as Falklands…primeiro porque não há submarinos suficientes para isso…atualmente são apenas 6 em serviço e diante de tantos problemas que eles vem sofrendo ,conforme amplamente noticiado, quando um está plenamente operacional, não em treinamento, ele está sendo aproveitado em áreas muito mais importantes e segundo porque não há a menor necessidade, já que à Argentina não tem a menor capacidade… Read more »

Ozawa

Konstantin Simonov (1915 – 1979) tornou-se talvez no mais popular de todos os poetas soviéticos durante a década de 40. O seu poema “Жди меня” – “Espera Por Mim”, de 1943, foi o canto do soldado na frente de combate e ainda hoje é um dos seus poemas mais conhecidos. O poema expressa o conflito do soldado entre as maiores motivações do seu ser – o amor por uma mulher e a sua devoção ao dever. Espera Por Mim (versão em português) Espera por mim, que eu voltarei Mas tens de esperar muito Espera quando trouxer a chuva de Outono… Read more »

Rafael_PP

Dalton 3 de Fevereiro de 2018 at 9:28:
.
Dalton, as prioridades de patrulhamento da Royal Navy seriam então o Mar do Norte, o Mediterrâneo e a região ártica? Ou a instituição se alonga de forma corriqueira a outros mares?

Bosco

Tamandaré,
Dizer que o ruído de um submarino nuclear é bem maior que o de um convencional utilizando suas baterias já não é mais de todo verdade. Os submarinos americanos classe Sea Wolf e Virgínia são tidos como mais silenciosos que submarinos DE. A futura classe Columbia deve seguir no mesmo sentido.
Quanto às novas classes de submarinos nucleares russos (Borei e Yasen), britânicos (Astute) e franceses (Barracuda), não saberia dizer sem consultar, mas imagino que a diferença de emissão de ruídos não seja mais muito significativa.

ECosta

Bosco, estes novos submarinos tem alguma proteção contra MAD ? Por que submarinos não usam este tipo de sensor,só o vemos em aeronaves ?

Dalton

Rafael…
.
infelizmente os britânicos tem comprometimentos demais e navios e submarinos de menos…
pode-se acrescentar também a participação na chamada Task Force 150 que abrange Mar
Arábico e Oceano Índico e ano passado o HMS Ocean esteve em territórios ultramarinos no
Caribe para prestar ajuda humanitária…e falando em Mar do Norte , sempre que possível
precisam dar uma esticada no Mar Báltico também !
abs

Bosco

Parabelun, Submarinos, sejam nucleares ou convencionais, só podem ser detectados por câmeras térmicas se na superfície (inclusive com snorkel exposto). A água bloqueia as radiações IR e não há como detectar diretamente um submarino pelo sua diferença de temperatura em relação ao meio circundante. De forma indireta, a água aquecida liberada pelo submarino nuclear não passa de 100 ºC e ao misturar com a imensa quantidade de água fria do mar e às profundidades usuais de operação dos submarinos, ela não chega a sensibilizar os sensores de IR. Talvez esse avião tenha detectado o submarino nuclear por meio do MAD… Read more »

Bosco

ECosta,
Os submarino passam eventualmente por um processo de desmagnetização do casco que ajuda a reduzir a assinatura magnética.
* Os russos já fizeram submarinos com casco de titânio (classe Alfa) que eram amagnéticos e não sensibilizavam os MADs.

Bardini

O type-212, além do casco, tem até os componentes internos feitos de metal não magnético.

Bosco

ECosta,
Um submarino americano sendo “desmagnetizado”:comment image

Bosco

Ecosta,
Submarinos e nem navios utilizam MAD. Só aeronaves. A grande massa de metal dos submarinos e navios iria interferir com o sensor.
Vale salientar que ele só funciona a uns 500 metros do “alvo” e portanto a aeronave tem que estar a baixa altitude.
Um abraço.

ECosta

Bosco, depois da guerra fria, nossa marinha ou fab lteve mais alguma ocorrencia de encontrar ssn próximos a nossa costa ?

Dalton

Os russos ainda possuem 4 submarinos comissionados com casco de titânio …2 Sierra I e 2
Sierra II…um dos Sierra I está sendo modernizado, mas, aparentemente, devido à complicações técnicas e financeiras a modernização foi temporariamente interrompida…se não for levada adiante poderá significar que os 3 restantes apenas aguardarão o final de suas vidas úteis e serão retirados depois de mais alguns poucos anos de serviço.
.
Casco de titânio é mais caro e complicado de fazer…não a toa os russos deixaram de fabricar submarinos dessa forma.

Bosco

Dalton,
Pra mim eram só os Alfa.
Valeu!

ECosta,
Não sei não Costa.
O Daltão deve saber.

Abraço aos dois.

Dalton

De nada Bosco…não é muito fácil encontrar algo que você não saiba… 🙂
.
Quanto à ocorrência com SSNs…não sei, mas, provavelmente não…simplesmente não há motivos para se enviar um SSN para cá ainda mais com a enorme diminuição das forças submarinas…hoje a US Navy tem metade do que possuía em 1998, 20 anos atrás e os russos contam com cerca de 20 SSNs, muitos dos quais sendo modernizados ou passando por manutenções de rotina o que afeta muito a disponibilidade.
abs

Tamandaré

Bosco, fiquei surpreso com essa novidade! Ainda não era do meu conhecimento esta redução tão drástica da assinatura acústica dos SSN. Vou pesquisar mais a respeito.

Grato por sua atenção, boa tarde a todos!! 🙂

Ten Murphy

Continuo achando que o Brasil deveria seguir o exemplo indiano, reformar submarinos nucleares russos, esses quatro, por exemplo, ou comprar prontos novos, russos, franceses ou americanos. Se usados, o pouco tempo de vida útil prá mim é irrelevante se ele ainda puder ter alguma vida útil. O objetivo seria desenvolver doutrina, mensurar custos e infra-estrutura logística e comparar aquilo que se operaria com aquilo que estivesse sendo fabricado.

War, Brasil! Rumo aos 2% do PIB prá Defesa e 3% do PIB para P&D em Defesa.

Mercenário

Ten Murphy,

Os franceses estão com dificuldade para concluir os seus novos submarinos de ataque e você quer que o Brasil compre novos meios deles?!

ECosta

Os subnucs indianos foram todos comprados/alugados da russia ?

JT8D

Não Ecosta, os indianos desenvolvem seus próprios subnucs também. Se eu não me engano um já está operacional e outro está em testes

ECosta

Li um artigo que falava que o 25 de mayo havia sido detectado por um subnuc inglês durante a guerra e depois perdeu o contato. Será que foi por excesso de zelo do capitão do sub, por medo de ser detectado ?

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