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Royal Navy planeja reter antigos OPV classe River para missões pós-Brexit

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Três navios-patrulha oceânicos classe River, HMS Mersey, HMS Severn e HMS Tyne

Marinha Real Britânica deseja manter em operação navios-patrulha oceânicos classe River Batch I

Planos estão sendo redigidos pela Marinha Real Britânica para reter sua frota envelhecida de navios de patrulha offshore baseados em Portsmouth e usá-los para policiar as águas do Reino Unido depois do Brexit, disse um almirante.

Permanece a incerteza sobre as três embarcações da classe River Batch I que poderiam ser eliminadas e substituídas por cinco navios de guerra maiores e mais capazes. Um, o HMS Severn, foi desativado no ano passado.

No entanto, um dos principais comandantes da Marinha disse que a Royal Navy está elaborando planos de contingência para manter os navios em serviço – caso o governo queira. Eles seriam usados ​​para reforçar as fronteiras marítimas do Reino Unido, aumentando o número total de navios de guerra capazes de patrulhar as áreas costeiras da Grã-Bretanha a qualquer momento.

O contra-almirante Chris Gardner, chefe adjunto de pessoal naval, admitiu que a Marinha Real estava “interessada” em manter os navios. Falando ao The News, o contra-almirante Gardner disse: “No momento, nenhuma decisão foi tomada sobre qual poderia ser seu futuro.

Estou mantendo os navios em estado de prontidão operacional, o que significa que, à medida que o futuro se torna um pouco mais claro pós-Brexit, e como nossos requisitos são mais amplamente compreendidos, poderemos tomar decisões sobre se procuraremos ou não retê-los e operá-los como unidades adicionais na Marinha Real ou encontrar alguma outra solução.

HMS Clyde

Fundo foi alocado para manter navios em caso de necessidade

Pressionados sobre se os navios poderiam desempenhar um papel crítico na proteção das fronteiras do Reino Unido depois do Brexit, o contra-almirante Gardner disse: “Absolutamente eles poderiam.”

A declaração vem depois que Guto Bebb, subsecretário parlamentar de defesa, revelou no mês passado que um fundo de 12,7 milhões de libras foi alocado como preparação para a saída da União Europeia para preservar três navios da classe River, caso sejam necessários após o Brexit.

Manter os OPVs mais antigos ajudaria a liberar o lote mais avançado de navios de patrulha, o primeiro dos quais, HMS Forth, foi comissionado na Marinha Real em Portsmouth na útima sexta-feira (13.4).

A comandante Sarah Oakley lidera o esquadrão de proteção das pescas da Marinha Real Britânica, que busca reforçar as leis marítimas em águas britânicas. Ela disse que a frota de OPVs é “absolutamente vital” para a defesa do Reino Unido e alcançaria o exterior.

A oficial da Marinha acrescentou que a introdução dos novos navios da classe River atualizados, tornará a Marinha Real mais flexível do que nunca.

Ela disse: “O principal papel deles é a segurança marítima e teremos esses navios e parte do esquadrão patrulhando definitivamente as águas do Reino Unido. “Também estamos esperançosos de que eles possam projetar poder no exterior também, para que possam estar no exterior nas Malvinas, mas talvez até no Caribe, quem sabe, talvez até o Extremo Oriente.”

No ano passado, o HMS Severn foi desativado após apenas 14 anos de serviço. Seus outros três navios irmãos ainda estão em serviço ativo. Além de conduzir patrulhas nas águas do Reino Unido, as embarcações também foram cruciais para combater as gangues de drogas e fornecer ajuda em crises humanitárias.

Atualmente, três navios estavam baseados no Reino Unido e na Europa, com um, HMS Clyde, estacionado nas Ilhas Falkland. O HMS Forth deverá estar operacional em setembro.

Os próximos três navios River Batch 2 se juntarão à frota até 2019, e o quarto e último entrando em serviço em 2020.

FONTE: The News – www.portsmouth.co.uk

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Mk48
Mk48
2 anos atrás

Enquanto isso , a aqui nas águas jurisdicionais dos países do cone Sul, barcos de pesca chineses, japoneses , espanhóis ou de quem quiser vir aqui pescar , roubam nossos recursos naturais impunemente, pelas razões que todos já estão carecas de saber. É uma vergonha.

Carlos Eduardo Maciel
Carlos Eduardo Maciel
Reply to  Mk48
2 anos atrás

Esta havendo movimentação por parte da Marinha MK48.
A EMGEPRON finaliza o detalhamento do projeto da 500BR e o RFP sai ainda esse ano.
Ao quese sabe a MB trabalha para liberar o Fundo da Marinha Mercante que arrecada 6 Bilhões por ano para custear essa compra.
Só não há certeza sobre o quanto em dinheiro será liberado e a quantidade de patrulhas que serão compradas.
O projeto está no Ministério dos Transportes.
Abraço.

Ádson
Ádson
Reply to  Carlos Eduardo Maciel
2 anos atrás

O 500BR não é oceânico.

Carlos Eduardo Maciel
Carlos Eduardo Maciel
Reply to  Ádson
2 anos atrás

Bom dia Ádson.
Na descrição das tarefas a serem executadas, consta ” Patrulhamento da ZEE “.
Acredito que a MB considera essa tonelagem adequada para essa função.
Abraço.

Mk48
Mk48
Reply to  Carlos Eduardo Maciel
2 anos atrás

Obrigado pelas informações Carlos.

Abs.

Abraham
2 anos atrás

vc e um torpedo

Top Gun Sea
2 anos atrás

Bom! Se a MB não quiz compra los , agora a RN também não querem mais vende los. Estão reaproveitando tudo. E olha que o brexit ainda não foi oficializado como bloco falido e destituído.

Alessandro H.
Alessandro H.
2 anos atrás

Pois é, muito se fala da pesca ilegal, pergunto, existem indicadores de quanto perdemos com ela na nossa ZEE? Seria um indicador interessante para “precificar”, dar condições das autoridades visualizarem melhor, para, então, chegar a clara conclusão de que investir no patrulhamento, gera agregação de valor e riquezas ao país. Seria uma forma de politizar o assunto de forma salutar junto a opinião pública e comissão de orçamento. Dessa forma que a RN está fazendo com as River 1, eles buscam apoio junto a opinião pública e parlamento, através de “indicadores”. Desculpem a franqueza, mas não percebo aqui no BR… Read more »

Adler Medrado
Reply to  Alessandro H.
2 anos atrás

Aqui no Brasil o governo só sabe precificar quanto pode nos extorquir por meio de impostos.

Luiz Campos
Luiz Campos
Reply to  Alessandro H.
2 anos atrás

Precificado já está e a porcentagem para deixar assim também.

Esteves
Esteves
2 anos atrás

Existem estimativas do começo dos anos 2000. Perdíamos 500 milhões de dólares/ano. Mas são análises de quase 20 anos. Além do pescado perdido temos baixa capacidade de processamento. Pesqueiros de outros países pescam aqui, processam o peixe e…vendem de volta. Também invadimos águas uruguaias e argentinas para pescar. A pesca predatória fez o pescado recuar quilômetros mar adentro então, vamos buscar mais ao sul. Toda a produção chilena do peixe que chamamos de salmão é vendida ao Brasil. O peixe criado em fazendas marinhas é alimentado com corantes, antibióticos e ração. A cor avermelhada é uma contaminação. Faz sucesso nos… Read more »

tomcat3.7
tomcat3.7
2 anos atrás

Creio que a MB não quer é ter que gastar mais em modernizações de compras de oportunidade vide a condição destes River Class . Se a Royal Navy guardou dindin pro caso de segurar os navios é por que terão de dar um grau. Melhor fabricarmos ao menos de inicio uns 10 Napa 500BR.

Bardini
Bardini
2 anos atrás

Esses Batch 1 não estão disponíveis. UK vai usar…

Marcelo
Marcelo
2 anos atrás

O problema da RN é oposto ao nosso – eles têm os navios mas não tem tripulação para operá-los. Apesar do salário competitivo, os “millenials” britânicos (e europeus em geral) tem uma rejeição muito grande ao universo militar. Esses navios estão saindo de serviço pq suas tripulações estão sendo usadas nos novos batch 2 q estão entrando em serviço. A questão é simples assim… o q o Almirante citado sugere e manter esses navios na reserva (o montante estipulado é para essa manutenção do navio parado e não para eventuais reparos/atualizações) e utilizá-los no futuro numa situacao de emergência ou… Read more »

Mauricio Veiga
Reply to  Marcelo
2 anos atrás

Não ” navegue” Marcelo!!! Os Europeus são extremamente patriotas ao contrário dos Brasileiros, oque não falta por lá são pessoas interessadas em servir as Forças Armadas, o problema é orçamentário!!!

ndgpat
ndgpat
Reply to  Mauricio Veiga
2 anos atrás

Caro Mauricio Veiga,

Não é bem assim, o problema não é só orçamental, mesmo quando há orçamento a juventude de hoje não está interessada, no caso português (somos europeus), quando abriram vagas não concorreram pessoas suficientes. Quando se fala em navegar e não se tem acesso a Facebook, Twitter e etc… desistem logo. E não estão para aceitar ordens. No Reino Unido e outros países europeus da UE não é muito diferente.

Cumprimentos,

Esteves
Esteves
Reply to  Mauricio Veiga
2 anos atrás

Existe francês patriota. Também há italiano patriota. Europeu patriota…nunca vi. Aliás, alemães querem que o resto da Europa se lixe. Ficam com o que sobrar.

marcelo
marcelo
Reply to  Mauricio Veiga
2 anos atrás

caro Mauricio, você vai descobrir que independente de serem patriotas ou não, para muitos jovens europeus (e do mundo todo eu diria) “patriotismo” é um conceito muito dissociado das forças armadas e essas são vistas como um anacronismo para muitos aqui.

a crise de pessoal é uma questão muito séria na RN e tem vários artigos (em inglês) disponiveis sobre isso. alguns interessantes:
http://www.savetheroyalnavy.org/the-hidden-crisis-royal-navy-manpower/
https://www.telegraph.co.uk/news/2017/06/06/sailors-abandoning-navys-new-warship-bored-claimed/
https://warontherocks.com/2017/10/the-royal-navy-has-a-problem/
https://www.portsmouth.co.uk/news/defence/revealed-5-3m-cost-of-royal-navy-s-recruitment-crisis-1-7864850

Esteves
Esteves
2 anos atrás

Há falta de engajamento. Há falta de treinamento. Não é somente na Europa. Os acidentes com os destróieres americanos próximos ao Japão como o que sofreu o USS Fitzgerald evidenciam o desinteresse dos jovens em servir nas Armas. E as consequências da falta de treinamento.

Dalton
Dalton
Reply to  Esteves
2 anos atrás

Esteves…
.
não se trata apenas de “falta de treinamento”muito menos “desinteresse” e sim que os navios e tripulações da US Navy principalmente baseados no Japão chegaram a um limite do que se pode exigir deles.
.
O número de navios diminuiu enquanto as missões continuaram as mesmas e canibalizar peças de navios e aeronaves parados para manter outros ativos, retirar pessoal de navios e bases para suprir deficiências em outros lugares e até mesmo menos horas de sono como identificado estão cobrando agora um preço.

Celso
Celso
2 anos atrás

Minha opiniao ……esse comeco de novela sobre essa classe de OPV e o interesse da MB em compra-los e da Royal Navy em vende-los, parece-me uma batalha de bucaneros vs bananeiros rsrsrsrs. E um tal de botar defeito de um e de valoriza-los do outro ( Roya Navy ). Lembrem-se sobre a tal aquisicao do Ocean. Pra mim, esse assunto entre as marinhas ja deve estar bem adiantado . Essa historinha e por demais conhecida. OK, segue o cortejo, mas vamos ver aonde vai parar.

Ronaldo de souza gonçalves
Ronaldo de souza gonçalves
2 anos atrás

Aposto que as batch 1 fica anvegando algum tempo por lá e depois o chile arremata ela.já que o Brasil esnobou.Gostaria de saber do ocean e se ele vai vir ou não com o artisan.Se ele não vier a marinha deveria colocar um semelhante.Temos que apressar a vinda do ocean se demorar demais só vai vir o casco.

Ronaldo de souza gonçalves
Ronaldo de souza gonçalves
2 anos atrás

Falar na Inglaterra que tão o albion e seu irmão que a Inglaterra está disponibilizando,sei que o chile como sempre está interessado neles,será que pelo menos um não daria para comprar,parecem bom todo revisado,radar artisan e phalank civil.