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Cercado pelo isolamento e pela discrição, o radar OTH da IACIT vira alternativa à ausência do SisGAAz

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Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval
De Santa Vitória do Palmar (RS)

“Propriedade da União”

“Marinha do Brasil”

“Entrada Proibida”

Junto à inusitada porteira de madeira pintada na cor verde (que mais se assemelha à cancela de uma propriedade rural), cravada nas dunas da Praia do Cassino, município de Santa Vitória do Palmar (RS) – a meros 600 m da arrebentação das ondas –, a advertência, pintada sem extravagância em uma placa metálica, faz perfeito sentido com tudo daquele lugar: a lonjura, o isolamento e a discrição.

E, sim, há o frio também.

A baixa temperatura que, nesse trecho do litoral gaúcho, se estende por, ao menos, seis meses do ano, é constantemente levada de um lado para o outro pelo vento, que sopra quase inaudível, mexendo com o areal, mudando as dunas de lugar.

Na manhã desta terça-feira (19.06), em que um grupo de jornalistas esteve no local, os 9º positivos ao ar livre produziam uma sensação térmica de 7º.

A porteira verde é o acesso ao sítio de 600 m², onde a Marinha do Brasil (MB) mantém o Farol do Albardão (de 48 m de altura) e, há cerca de dois anos, hospeda as antenas e os shelters brancos do radar OTH 0100, de vigilância marítima, projetado, desenvolvido e construído pela companhia IACIT, da cidade de São José dos Campos (SP).

Camuflagem – Estamos a só uns 200 km da fronteira com o Uruguai, e nesse ponto perdido da costa oriental da América do Sul, em uma das praias mais extensas do planeta, a lonjura, o isolamento e a discrição, ajudam a camuflar alguns segredos.

Por exemplo: o de que o OTH, concebido para vigiar uma fronteira marítima afastada até 200 milhas náuticas (370,4 km) da costa brasileira, está perfeitamente preparado para identificar alvos para além dessa distância. “250 milhas [463 km] certamente”, confidencia ao Poder Naval o engenheiro eletrônico Gustavo de Castro Issi, de 39 anos (40 em setembro), diretor de Planejamento da companhia paulista.

Outro fato relevante: apesar de projetado para detectar até pequenas embarcações de superfície, com comprimentos de casco entre 10 m e 40 m, as ondas emitidas pela “boca” do OTH – uma antena muito magra, de 15 m de altura, instalada na área leste do sítio da Marinha – são capazes de captar, até mesmo, a presença da vela de um submarino que se mova próximo à superfície.

Um terceiro dado importante: a tecnologia desenvolvida pela empresa paulista empresta ao país a capacidade de fazer detecção marítima que só um pequeno grupo de potências militares – possivelmente Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, Canadá e Austrália – são capazes de exibir.

As aplicações dos radares OTH são mais que evidentes.

Um 0100 da IACIT é capaz de identificar a incursão não autorizada de uma embarcação por águas jurisdicionais brasileiras – o que implica dizer barcos de narcotraficantes ou de contrabandistas de armas. Mas não apenas eles.

Também pesqueiros em atividade ilegal ou que usem técnicas consideradas predatórias. E até mesmo embarcações dotadas de sensores concebidos para diferentes leituras oceanográficas (inclusive as de sítios de riquezas submarinas), que estejam operando sem o conhecimento ou a permissão de autoridades brasileiras.

Salinidade – O segredo tecnológico da técnica de detecção além do horizonte já não é mais um segredo comercial.

O OTH da IACIT funciona por meio de sinais que se propagam ao longo da curvatura da Terra, dentro do conceito Surface Wave (Ondas de Superfície).

Isso quer dizer que eles “cavalgam” a salinidade existente na superfície das ondas, e a sua perda de eficiência, para além das 200 milhas, exigirá apenas que os alvos sejam de tamanhos maiores.

Na entrevista coletiva que concedeu na terça-feira, Castro Issi afirmou que as ondas emitidas pela “boca” transmissora do radar são capazes de avançar, inclusive, por sobre as corcovas de mares tempestuosos, produzidas por ondas de 8 ou 10 m de altura (ou mais).

Ao colidirem com um alvo, essas emissões retornam a um array da Praia do Cassino: a disposição circular de 23 antenas receptoras, distante cerca de 300 m da “boca” do sistema.

O processamento dos sinais é feito por um equipamento da marca israelense Elta – pequeno e fino como o captador de sinais doméstico de uma tevê a cabo –, instalado em um dos dois contêineres brancos que controlam o funcionamento do OTH.

Para o aparato de Defesa brasileiro e, em especial, para os recursos de detecção do Comando de Operações Navais (CON) da Marinha, a capacitação da IACIT e o bom funcionamento do OTH 0100 a partir da Praia do Cassino – investimento que já atingiu a marca dos 17 milhões de Reais – é um presente que caiu do céu.

Especialmente depois que limitantes financeiras e tecnológicas forçaram a Marinha a adiar a implantação do seu ambicioso Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz): uma complexa rede de radares, satélites e outros sensores que – a um custo (estimado) de 20 bilhões de Reais – iria monitorar a vasta área de 3,6 milhões de km² da Amazônia Azul, onde se insere o estratégico Pré-Sal.

De acordo com a equipe da IACIT que acompanhou a visita dos jornalistas, quatro unidades do radar seriam suficientes para monitorar toda a área de atividade econômica marítima brasileira abaixo da costa do estado do Espírito Santo.

A vigilância da costa em sua integralidade exigiria 24 OTHs.

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Wilson José Junior
Wilson José Junior
2 anos atrás

Cara…isso é legal….

Bueno
Bueno
2 anos atrás

show de bola , nota1000!

Thiago
Thiago
2 anos atrás

Rápida conta de padaria: 17 x 24= 408 . Menos de meio bilhão para monitorar a inteira costa brasileira me parece um ótimo negócio. Esperamos que a Marinha consiga fazer esse esse investimento, me parece muito útil. Agora pergunta de leigo , qual a diferença com SisGAAz , contínua ainda imprescindível e indispensável ou pode ser substituído por esses OTHs ? E porque esse programa parpu, há previsão de quando é se será ainda implementado pela MB?

Marcos R.
Marcos R.
Reply to  Thiago
2 anos atrás

17 milhões foi custo de desenvolvimento, certamente produzindo em escala cairia muito b esse custo.

XO
XO
Reply to  Thiago
2 anos atrás

O SisGAAz é um projeto muito abrangente, contando com diversos componentes, dentre eles, sensores em terra… ou seja, o radar OTH pode ser uma parcela do sistema… mas não supre tudo que está planejado…
Sendo abrangente e portanto caro, a MB optou por uma “construção” bottom-up, a partir do SCUA, desenvolvido pelo IPqM e já empregado satisfatoriamente… abraço…

Thiago
Thiago
Reply to  XO
2 anos atrás

Muito obrigado pelos esclarecimentos XO e Marcos R., abraço

Bueno
Bueno
2 anos atrás

Paulo Giovanni Pereira
Paulo Giovanni Pereira
Reply to  Bueno
2 anos atrás

Excelente. Tipo de radar que consegue detectar aviões furtivos (invisíveis) conforme o vídeo a partir dos 44 seg. Sai mais barato detectá-los do que desenvolvê-los. Parabéns à IACIT. O que falta ao Brasil é seriedade dos políticos, e ter uma política de constância dos investimentos na área de tecnologia de defesa. Isso gera empregos de altíssima qualidade e garante soberania, além de geram importantíssimas divisas para o país.

Thiago
Thiago
2 anos atrás

“Projetado, desenvolvido e construído” em… São José dos Campos. parabéns e sucesso! muito sucesso! Todos os dias repletos e ja acostumados de notícias pessimas , cercados pela violência e criminalidade, instabilidade,desonestidade e incompetência da classe dirigente essa notícia chega até a comover . Heróis que mostram que ainda tem jeito, que há ainda uma sociedade que trabalha para fazer esse gigante funcionar. Bandeirantes dos nossos tempos.

Rodrigo
Rodrigo
2 anos atrás

off topic: US Marines – BAE Systems e IVECO vencem Amphibious Combat Vehicle
seria do interesse da mb pegar os clanfs que irao ser desativados futuramente?

Rafa_positron
Rafa_positron
2 anos atrás

Mais uma vez eu digo: tudo isso pq o “Deus Mercado” quis ou pq o ESTADO NACIONAL BRASILEIRO tratou de demandar?

Se dependesse o idolatrado Mercado, seriamos apenas exportadores de soja

Filipe Prestes
Filipe Prestes
Reply to  Rafa_positron
2 anos atrás

Concordo com o colega forista. Antes dos interesses privados, devemos cuidar da soberania

Doug385
Doug385
Reply to  Rafa_positron
2 anos atrás

_________________

COMENTÁRIO APAGADO.
ESSA DISCUSSÃO QUE USA O ESPAÇO DE COMENTÁRIOS COMO PALANQUE PARA BRIGAS IDEOLÓGICAS NÃO TEM NADA A VER COM A MATÉRIA. LEIAM AS REGRAS DO BLOG:

http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Rafa_positron
Rafa_positron
Reply to  Doug385
2 anos atrás

______________

COMENTÁRIO APAGADO.
ESSA BRIGA IDEOLÓGICA INICIADA PELO COMENTARISTA RAFA POSITRON NÃO TEM NADA A VER COM A MATÉRIA E SÓ SERVE PARA DESVIAR O ASSUNTO E USAR O ESPAÇO DE COMENTÁRIOS COMO PALANQUE.

ESTE É O ÚLTIMO AVISO ANTES DA EXPULSÃO DO BLOG.

LEIAM AS REGRAS:

http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Rafa_positron
Rafa_positron
Reply to  Rafa_positron
2 anos atrás

Mas oq foi que eu disse de tão horrivel assim que merecesse ser editado? Ninguem falou nada demais Nem eu e nem o forista Doug385 Td bem querer evitar polemização politica e tal…. Mas Vcs da administração do blog não estariam exagerando na dose? RESPOSTA DOS EDITORES: NÃO, VÁRIOS DOS COMENTARISTAS É QUE ESTÃO EXAGERANDO EM DESVIAR A DISCUSSÃO PARA A DISPUTA IDEOLÓGICA. ISSO RAPIDAMENTE DESCAMBA PARA A TROCA DE INSULTOS E PERDE-SE TOTALMENTE A LINHA DE DISCUSSÃO. MAIS UMA VEZ SOLICITAMOS QUE RESPEITEM AS REGRAS DO BLOG PARA MANTER O BOM NÍVEL DO DEBATE E NÃO ESTRAGÁ-LO COMO TANTOS… Read more »

Doug385
Doug385
Reply to  Rafa_positron
2 anos atrás

Nisso concordo com o amigo. Mas também concordo que é melhor evitarmos a discussão e mantermos o ambiente o mais amigável possível.

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
Reply to  Rafa_positron
2 anos atrás

E por que o “Deus mercado” iria desenvolver tal sistema por si mesmo ???
Acho que vc está confundindo algumas coisas.

Marujo
Marujo
Reply to  Rafa_positron
2 anos atrás

Muito bom senso, coisa rara hoje em dia.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
Reply to  Rafa_positron
2 anos atrás

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COMENTÁRIO APAGADO. OS EDITORES JÁ ADVERTIRAM QUE ESSAS PROVOCAÇÕES GRATUITAS ENTRE ADEPTOS DO MERCADO OU DO ESTADO NÃO TÊM NADA A VER COM A MATÉRIA E SÓ LEVAM A RESPOSTAS QUE FAZEM A DISCUSSÃO PERDER O FOCO. APRENDAM A LER AS ADVERTÊNCIAS E MANTENHAM-SE NO TEMA DA MATÉRIA.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
Reply to  SmokingSnake 🐍
2 anos atrás

Senhores editores, tinham que ter apagado o primeiro comentário que originou as respostas então. Meu comentário não tinha nada demais, era bem menos provocativo do que o dele. RESPOSTA DOS EDITORES – LEIA AS REGRAS DO BLOG, ESPECIALMENTE ESTA: 7 – Os comentários não são lidos e moderados pelos editores do site em tempo real. Tenha consciência do que escreve e da sua responsabilidade pelo conteúdo; http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/ AO VER UM COMENTÁRIO QUE FOGE DO TEMA E BUSCA SOMENTE A PROVOCAÇÃO, TENHA PACIÊNCIA E PENSE DUAS VEZES ANTES DE RESPONDER E FAZER CRESCER UMA BOLA DE NEVE FORA DO TÓPICO ANTES… Read more »

Rafa_positron
Rafa_positron
Reply to  SmokingSnake 🐍
2 anos atrás

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COMENTÁRIO APAGADO. ESSE ASSUNTO JÁ ESTÁ ENCERRADO, NÃO ENTENDEU AINDA? ESTE É SEU ÚLTIMO AVISO

JT8D
JT8D
Reply to  Rafa_positron
2 anos atrás

Vira o disco

Mateus von Marchi
Mateus von Marchi
Reply to  Rafa_positron
2 anos atrás

Não existe “deus mercado”, e a empresa que criou o radar, é privada. Porque se dependesse de estatal, não sairia do papel. Obviamente tem que haver algum insentivo para a criação e inovação, seja por meio da demanda social ou política.

A mentalidade anticapitalista é comprovadamente falida e sem fundamentos.

carvalho2008
carvalho2008
2 anos atrás

Excelente!

E sobre as limitações de um OTH? nem tudo é ouro….

Mas o avanço e representatividade deste projeto é enorme. Dveriamos cobrir a costa de Noter a sul.

Foxtrot
Foxtrot
2 anos atrás

Pois é, temos as tecnologias, os equipamentos, os sistemas. Mas preferem ficar “discutindo o sexo dos anjos” com estrangeiros e incorporando soluções extremamente caras estrangeiras para problemas nacionais. Isto que me causa repulsa e desagrado, porque o problema não é comprar de fora, mas sim sempre optar por comprar de fora, mesmo tendo internamente e nacional. Lógico que no caso do Sisgaaz (nome ridículo em minha modesta opinião. Deveriam nomear esses sistemas como por exemplo sistema Netuno, Tridente, Sagitário, Ares etc.), englobará uma vasta gama de sensores e sistemas, dai o elevado valor do projeto. Porém o mesmo pode incluir… Read more »

_RR_
_RR_
Reply to  Foxtrot
2 anos atrás

Foxtrot,

Se a empresa pertence majoritariamente a ‘x’ ou ‘y’, isso não é lá tão importante… O que mais importa, em ela sendo estratégica, é manter um vínculo minoritário com o Estado, que, mesmo dando liberdade de ação aos acionistas, teria poder de veto em determinadas decisões, tais como a cessão de tecnologias sensíveis a terceiros; além, é claro, de garantir a permanência do complexo no Brasil.

Fora isso, o mais importante para uma empresa privada que lida com defesa, é não depender exclusivamente desse ramo para sua subsistência.

Saudações.

artisan
artisan
Reply to  Foxtrot
2 anos atrás

Lembrando que a IACIT é credenciada pelo MinDef como EED(Empersa estratégica de defesa), e de acordo com com isso, está sujeita a um regime especial de tributação, além de haver regras específicas para participação acionária estrangeira(no máximo 40% de participação não nacional) que devem ser seguidas. No caso da IACIT, se não me falha a memória a empresa parceira é a IAI.

aleschwartz@ig.com.br
aleschwartz@ig.com.br
2 anos atrás

Um pequeno comentário que nao desmecere em nada o artigo: A Praia do Cassino NAO pertence ao município de Santa Vitória do Palmar, mas ao de Rio Grande.
att

Flanker
Flanker
Reply to  aleschwartz@ig.com.br
2 anos atrás

A praia do Cassino começa em Rio Grande, mas vai até Santa Vitória do Palmar. O farol do Albardão localiza-se entre o mar e a Lagoa Mangueira, uns 45/50 km ao sul do limite com o município de Rio Grande, portanto, dentro (bem dentro) do município de Santa Vitória do Palmar. Já o balneário do Cassino, esse sim, fica no município de Rio Grande. É que a praia do Cassino é muito grande, mesmo!

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
2 anos atrás

A MB com projetos de 20 bilhões, parece que estão em outro país, aqui é Brasil….

Renato B.
Renato B.
2 anos atrás

O que me deixou curioso é se esse radar consegue suprir a necessidade de informação de meio curso para mísseis. Se acontecer seria uma maravilha para baterias de MANSUP costeiras.

Renato B.
Renato B.
Reply to  Renato B.
2 anos atrás

Mas pelo que vi na matéria sobre o MANSUP acho mais provável que isso aconteça com outro míssil.

Vovozao
Vovozao
2 anos atrás

Meu medo é quê aconteça o de sempre: deu certo, vem uma multinacional e compra a empresa pagando mereça.

Gonçalo Jr
Gonçalo Jr
Reply to  Vovozao
2 anos atrás

Seu medo é em vão já dissera acima que IACIT é credenciada pelo MinDef como EED (Empersa estratégica de defesa), e de acordo com com isso, está sujeita a um regime especial de tributação, além de haver regras específicas para participação acionária estrangeira(no máximo 40% de participação não nacional) que devem ser seguidas

Nilson
Nilson
2 anos atrás

Por coincidência, outro dia a Marinha soltou press release falando sobre o projeto piloto do Sisgaaz. Achei estranho, pois o custo do projeto é totalmente fora da realidade do Brasil atual. Mas parece que alguma coisa está caminhando: “COMANDO DE OPERAÇÕES NAVAIS PRESS-RELEASE Marinha do Brasil apresenta projeto-piloto do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul para o Ministro da Segurança Pública O Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann visita, nesta sexta-feira (15), o Comando de Operações Navais, Organização Militar da Marinha do Brasil. Na ocasião, será apresentado o projeto-piloto do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz). …” Ou, mais… Read more »

Carlos
Carlos
2 anos atrás

Onde está as defesas dessas instalações????

JT8D
JT8D
Reply to  Carlos
2 anos atrás

As defesas estão escondidas em casamatas camufladas sob a areia

XO
XO
2 anos atrás

Foi recentemente decidido que o SisGAAz terá como embrião o Sistema de Consciência Situacional Unificada (SCUA), desenvolvido pela MB, por meio do IPqM… tal sistema já foi empregado durante as Olimpíadas, ações de GLO e o exercício OBANGAME, este último realizado no litoral da África… abraço a todos…

Silvano Conti
Silvano Conti
2 anos atrás

Por que perder tempo com essa bobagem de radar fabricado no Brasil??
Por que não compramos um radar já prontinho pra usar e mais moderno de algum país de primeiro mundo??
Não vai dar em nada isso aí.

Hélio
Hélio
Reply to  Silvano Conti
2 anos atrás

Se o _________________Silvio Conti está dizendo, quem são os meros mortais, os oficiais generais, para dizer o contrário? 1. Ninguém sai por ai vendendo seus melhores radares. 2. Quando vendem, o comprador não tem autonomia nem para fazer manutenção, quanto mais saber como funciona. 3. Uma venda externa pode ser embargada por qualquer motivo politiqueiro que seja, veja o caso do f35 para a Turquia. 4. Nenhum país no mundo se desenvolveu importando do “primeiro mundo” e deixando de investir em tecnologia nacional. ________________ ________________ COMENTÁRIO EDITADO. NÃO USE O ESPAÇO PARA BRIGAS PESSOAIS E COMO PALANQUE PARA DISPUTAS IDEOLÓGICAS.… Read more »

Roberto Silva
2 anos atrás

Afinal, esse rodar OTH 0100 já está pronto para ser aproveitado pela MB? Quantos deverão ser construídos? Ele também pode operar embarcado?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Roberto Silva
2 anos atrás

Roberto,
Veja com atenção o vídeo que acompanha a matéria, e outras anteriores, sobre como funciona esse radar,a quantidade de receptores, o espaço ocupado, e você poderá concluir sobre instalação em navios.

Roberto Silva
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
2 anos atrás

Salve, Nunão:

Não vi nada nos vídeos na matéria, porém, me chamou a atenção que esse radar também pode enxergar aviões invisíveis.

Vou ler as matérias anteriores a respeito.

Obrigado.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Roberto Silva
2 anos atrás

Roberto,
Se não está no vídeo postado na matéria, está em vídeo de matéria anterior. Desculpe-me, achei que tinha a explicação mais detalhada nesse vídeo.
Enfim, adianto que é uma instalação para operar em terra, e não em navios. O conjunto é formado por uma antena transmissora e por uma série de receptores dispostos numa grande área, e por esse motivo não faz sentido falar em versão embarcada, ao menos com essa tecnologia dessa forma em que está hoje.

Augusto
Augusto
2 anos atrás

Esse sistema teve apoio da Marinha, mas não consigo achar notícia alguma que dê conta de que foi efetivamente contratado. Teria ele sido instalado visando mera exposição das funcionalidades para avaliação por um período?

Marcelo Zhanshi
Marcelo Zhanshi
2 anos atrás

Meu lema é que sonhar não custa nada, e pensamento positivo não faz mal a ninguém. Assim, me dou ao luxo de desenhar um cenário hipotético. Imagine a maravilha militar que seria OTH 0100 junto com o míssil naval que discutimos na postagem do MANSUP (um casamento entre o alcance e motor do MTC 300 e os sensores do MANSUP de aproximação final e guiagem contra o alvo). Aí espalha esse conjunto de 24 radares com baterias móveis baseada nos Astros ao longo de toda costa. Seria um sistema de dar inveja até nos Russos, mestres das gambiarras militares de… Read more »

_RR_
_RR_
Reply to  Marcelo Zhanshi
2 anos atrás

Marcelo Zhanshi, Os russos normalmente operam em mares fechados, onde as distâncias não permitem que qualquer força tarefa tenha muito espaço de manobra. Já a costa brasileira e os mares que a banham, estes são simplesmente grandes demais para isso que propõe… A melhor maneira de proteger as águas de interesse, é dissuadindo um potencial agressor de posicionar-se com uma força aeronaval para lançar um ataque. E isso somente se consegue projetando uma força naval igual ou superior, ou com uma ameaça submarina, munida de vasos que possam ir para muito além da ZEE e combate-los antes que tomem posição.… Read more »

Marcelo Zhanshi
Marcelo Zhanshi
Reply to  _RR_
2 anos atrás

Prezado RR,

Muitíssimo obrigado pela verdadeira aula. Sou apenas um entusista leigo, mas estou aprendendo.

Se sua análise estiver correta, e concordo que esteja, as tão questionadas decisões da MB em priorizar o Prosub e modernizar os A4 não foram tão erradas assim.

Saudações

Esteves
Esteves
2 anos atrás

SisGAAZ para 3,6 milhões de km = 20 bilhões. Metade da costa. Para a ultra metade, aritmeticamente falando, = 40 bilhões. Bem…tá integrado com satélites, sistemas aéreos, terrestres. Mas são 20 bilhões + 20 bilhões. Aritméticamente. OTH para cobrir a mesma extensão ainda que sem estar integrado a outra sistemas como satélite que não temos = 500 milhões. A MB sabia que nao ia conseguir aprovar um gasto de 20 bilhões para vigiar metade da costa. Nem que o SisGAAZ estivesse integrado com a NASA. Nem que fosse pra vigiar caranguejo tomando sol. Porque o Poder Naval mostrou a situação… Read more »

EduardoSP
EduardoSP
2 anos atrás

E as limitações do equipamento e da tecnologia, quais são?

CignusRJ
CignusRJ
2 anos atrás

Muito interessante a matéria.
Mas tenho duas dúvidas, uma técnica e outra estratégica.
Seria estratégico colocar tal radar em ilhas?
E os penedos São Pedro e São Paulo, eles suportariam tal radar? Falo da geografia do local e tb por causa da distância da costa, suprimentos e proteção do mesmo.

XO
XO
Reply to  CignusRJ
2 anos atrás

São Pedro e Säo Paulo, não rola… mas Trindade e Fernando de Noronha, afirmativo…

CignusRJ
CignusRJ
Reply to  XO
2 anos atrás

XO
Obrigado pela resposta.
Tb achei que pela geografia dos penedos não daria mesmo.
Quanto a Trindade havia esquecido.
E na pergunta das ilhas tb esqeuci de mencionar o exemplo de Fernando de Noronha.

A. Assemany
A. Assemany
Reply to  CignusRJ
2 anos atrás

Abrolhos também. As ilhas oceânicas devem possuirem essas antenas. Quanto aos penedos, se fizéssemos como a China, São Pedro e São Paulo já seriam Ilhas, e não penedos.

Jorge Augusto
Jorge Augusto
Reply to  A. Assemany
2 anos atrás

Mas nesse caso, só as antenas seriam colocadas nas ilhas? Os receptores ficariam na costa? Ou seria tudo nas ilhas?

Realmente São Pedro e São Paulo não dá, as ilhas são minúsculas, não sei nem como conseguem manter alguém lá depois de ver uns vídeos do mar revolto na região.

romario
romario
2 anos atrás

” iria monitorar a vasta área de 3,6 milhões de km² da Amazônia Azul, onde se insere o estratégico Pré-Sal.”
Chegou tarde. O petróleo do pré-sal já foi vendido a valores que variam de R$ 0,85 a R$ 2,50 o barril. O mercado ganhou. Continuamos sendo exportadores de açúcar, café e soja, por enquanto.

Wellington Góes
Wellington Góes
2 anos atrás

E tem “iluminado” que acha que não temos expertise para desenvolver algo do tipo……. rsrsrs

Mais uma vez, liguem os pontos…… Radares OTH, AV/MT-300 com asas tipo Sea Skimming, CFN com ASTROS 2020, etc, etc, etc……

Esteves
Esteves
2 anos atrás

Ok, ok. Radares OTH prestam para vigilância. Entendi tudo que o RR escreveu. A MB faz um projeto do tamanho do PROSUPER. Gaveta. É um projeto de aquisição, de reposição, de suprir o que já deveria ter ido. Bilhões. Gaveta. A MB faz um projeto enorme de submarinos, reator nuclear (que vamos ser sinceros e verdadeiros, passou da hora de virar fato), ajeita a vida da Nuclebras e seu RM e transpira sal para levar avante. Bilhões. Deveria começar um OTH? Pelo que está publicado, sim. Fazer o projeto (vamos ser sinceros e verdadeiros novamente, a MB tá parecendo agência… Read more »

Eduardo
Eduardo
2 anos atrás

Quanto ao “Deus mercado” e a demanda do Estado, vale ressaltar que o Estado queria pagar 20 bilhões por algo que o mercado ofereceu por meio bilhão. A diferença quem paga é você.

Guizmo
Guizmo
2 anos atrás

Muito bom! Agora colocamos os Avtm Matador pra defesa costeira com ogiva termobarica e 500km de distância e eu durmo sossegado

JT8D
JT8D
2 anos atrás

Aí podemos conversar … kkkk

JT8D
JT8D
2 anos atrás

O comentário acima foi em resposta ao Rafa_Positron

Matheus
Matheus
2 anos atrás

Agora só falta alguns sistemas de defesa antiaérea de médio e longo alcance(pantisr,patriot,s-300)que não temos ainda é um punhado de sistemas portáteis como o RBS-70 para proteger o sistema de radares.Pois em caso de conflitos nessa parte da costa esse seria um dos primeiros alvos