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Marinha do Brasil recebe seu primeiro navio com radar 3D

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PHM Atlântico - A140
PHM Atlântico – A140

Ecologicamente correto e com capacidade para transportar 18 aeronaves e 800 fuzileiros, o Atlântico, novo porta-helicópteros da Marinha do Brasil, deve chegar ao Rio de Janeiro em agosto.

O Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) Atlântico será a primeira embarcação brasileira equipada com radar 3D. O navio foi adquirido da Royal Navy, a Marinha britânica, por cerca de 84 milhões de euros, segundo a mídia local, e deverá reforçar a capacidade operacional da Esquadra Brasileira. Isso é o que defende o ex-militar da Marinha do Brasil e consultor de assuntos militares Alexandre Galante, que em entrevista à Sputnik Brasil afirmou que a compra permitirá o retorno das operações com helicópteros por parte da Armada.

“A Marinha vai poder voltar a operar com os seus helicópteros da Força Aeronaval de forma plena, o que não era possível desde a desativação do porta-aviões São Paulo”, destaca o especialista. Atualmente, segundo Galante, “o navio de desembarque Bahia, que foi adquirido da Marinha francesa, pode operar helicópteros, mas de forma limitada”, disse.

Apesar de ser usado há 20 anos pela Marinha Britânica, o porta-helicópteros PHM Atlântico passou por modernizações nos últimos anos, o que permitiu que ele fosse adaptado com tecnologias consideradas modernas.

O navio de 203 metros tem capacidade para levar até 18 aeronaves de diversos tipos, 465 tripulantes e 800 fuzileiros. A embarcação ainda pode abrigar, em missões humanitárias, um hospital de emergências nos conveses inferiores.

Radar Artisan 3D
Radar Artisan 3D

Para Alexandre Galante, no entanto, o maior diferencial nesse porta-helicópteros é o radar 3D Artisan, que aumentará a capacidade operacional da Marinha. O equipamento, cujos detalhes de funcionamento são confidenciais, seria capaz de rastrear e vigiar mais de 900 alvos simultaneamente.

Além dele, a embarcação ainda é equipada com o moderno Membrane Bio-React, um sistema de tratamento sanitário desenvolvido para processar águas residuais e esgoto que circulam a bordo.

“O navio é um multiplicador de forças da Marinha do Brasil. Ele pode realizar vários tipos de missões, de humanitárias a operações de guerra, como desembarque anfíbio, controle de área marítima, guerra antissubmarino”, enfatiza o consultor de assuntos militares.

Apesar dos avanços, Galante ressalta que não haverá transferência de tecnologia.

“O que está sendo feito é um treinamento dos tripulantes brasileiros para operar o sistema. Quando o navio chegar ao Brasil, ele receberá diversos sistemas da nossa Marinha, para que fique pronto para operar da melhor maneira possível”, afirmou.

Além de ações humanitárias no Kosovo e na América Central, o antigo HMS Ocean participou de ações de combate, como a intervenção britânica na guerra civil de Serra Leoa e na guerra do Iraque.

Nas próximas três semanas, a embarcação e sua tripulação passarão por um intenso programa de treinamentos no porto e no mar, com o Centro de Instrução da Marinha do Reino Unido, o Flag Officer Sea Training.

O HMS Ocean da Royal Navy passou a ser o PHM Atlântico na Marinha do Brasil
O HMS Ocean da Royal Navy passou a ser o PHM Atlântico na Marinha do Brasil

FONTE: Sputniknews.com

72 COMMENTS

  1. Os debatedores do Poder Naval estão em festa. Um dos nossos objetivos avança: vamos destacar importante meio naval para desenvolver a mentalidade de aperfeiçoamento militar nos centros de decisão da nação. A chegada do Atlantico será festiva. Estarei no Rio se assim me for possivel.

  2. Cada vez mais fica provado que foi a melhor compra da MB nos últimos quinze anos, muitas coisas ainda iremos descobrir sobre este navio. Poucos eram as pessoas que tinham conhecimento deste sistema de tratamento de esgoto do navio.

    • Sim… o grupo de recebimento deve ficar por um período a bordo, antes de ser movimentado para outras comissões, a fim de passar os conhecimentos adquiridos e não prejudicar a natural troca de pessoal que ocorrerá no futuro… abraço…

    • Bosco,
      Próximo passo agora é guardar dinheiro pra resolver as patologias que logo vão aparecer…
      Tirando fora os navios que compramos zero MN da Inglaterra, os de segunda mão sempre dão problemas sérios nos 3 anos seguintes à compra.
      você pode ridicularizar agora, mas logo você verá que tenho razão.

  3. Está show, vai dar uma outra dimensão a MB.
    Embora eu ache que necessitamos de mais dois navios com doca.
    Bem, na realidade não apenas isso.

      • Agora Bosco, por quando estava em serviço na RN ele detinha um sistema de defesa anti torpedos, o qual foi retirado antes de ser repassado a MB. Uma pena, eu considero um sistema importante.

      • Bosco, concordo, mas não se resume a isso. Eu também havia visto a mesma notícia do Lucas aí em baixo, sobre a retirada do sistema anti-torpedo.

    • Matéria superficial, chata, tendenciosa e altamente comunista, por isso a ênfase no sistema de tratamento de esgoto. 😛

      Sim, fui sarcástico hehehehe

    • Camargoer,
      Até o Pinóquio falava a verdade eventualmente.
      Você tem nível intelectual acima da média e sabe muito bem diferencia uma sputinice de uma notícia.
      *Se tivermos que nos calar frente a mentiras e exageros para sermos poupados de eventuais críticas é melhor passar a régua, fechar a conta e baixar a porta do boteco.

      • Olá Bosco. Obrigado pelas palavras. Compartilho da mesma opinião sobre a diferença entre um bom trabalho jornalístico e eventuais sputinices (excelente definição). Por isso meu comentário porque ficou comum ignorar uma notícia seria e correta devido o local onde foi publicada. Digo o mesmo sobre outros meios de comunicação que eventualmente publicam suas sputinices. Felizmente, conhecemos o Galante e a qualidade do seu trabalho. Talvez houvesse quem criticasse o post por ter sido publicado no sputinik. A propósito, também o admiro e tenho aprendido muito com você. Um sincero abraço fraterno.

    • Completamente desarmado?

      Fox-2, ainda não conseguiu ver os canhões de 30mm nas dezenas de fotos que já publicamos?

      Argumentar é uma coisa, cada um argumenta como quer, usando os fatos. Mas desinformar não leva a lugar algum.

  4. Devem embarcar os Linx reformados, com seus armamentos. Um barco da MB não singra desarmado. Nem que seja uma Browning HBM2. Ademais desde o Império Persa os navios são armas por seu porte. Se um piratinha aparecer vai ver o peso da proa deste gigante.

  5. É a melhor compra de sempre da MB, eficiência e eficácia, relação custo beneficio… é um navio multifunções, até parece uma mistura Izumo Japonês com o Mistral Françês, uma plataforma de guerra anti-submarina perfeita, imaginem só 18 EC-725 Super Cougar ASW caçando submarinos , com a ajuda dos P-3C Orion e com as embarcações submarinas do prosub ( 4 SBR + 1 SNBR), isso sim é pura dissuasão, nenhum navio se aventura peitar a MB nas nossas aguas.

    • Não é a melhor compra da MB…
      A melhor compra da MB já está aqui a anos empurrando muita água: Classe Amazonas.
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      E esse navio não tem nem em sonho, as capacidades de combate a Submarinos que um Izumo tem. Nem em sonhos!
      Um Mistral também é muito mais navio, no tocante a abranger todas as necessidades que operações anfíbias impõem.
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      “EC-725 Super Cougar ASW caçando submarinos”
      Nenhum dos Super Cougar será destinado a função ASW. Para isso a Marinha comprou uma meia dúzia de Seahawk.

      • Concordo quase totalmente com relação à classe Amazonas, exceto o canhão 30tinha que poderia muito bem ser substituído por um 57mm, fora outras coisas.
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        Está sugerindo que os ingleses nos venderam o Atlântico pela belonave, apesar de relativamente nova e bem equipada, ser limitada, ao menos para a Royal Navy ?

        • “Concordo quase totalmente com relação à classe Amazonas, exceto o canhão 30tinha que poderia muito bem ser substituído por um 57mm, fora outras coisas.”
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          A MB vai querer fazer 3 FCN durar mais 15 anos a base de mágica. Se existir algum dinheiro para se comprar armamento, que se gaste com esses navios ou com a Corveta Barroso. É muito mais racional que colocar outro canhão em um Navio Patrulha.
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          “Está sugerindo que os ingleses nos venderam o Atlântico pela belonave, apesar de relativamente nova e bem equipada, ser limitada, ao menos para a Royal Navy ?”
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          O Navio não é nem limitado e nem novo… Foi feito para durar 20 anos atuando na RN, servido como meio de transição para os novos Porta Aviões. Cumpriu sua missão. Foi feito para apoiar outros navios da RN e assim o fez e, muito bem. Tudo isso lá, no contexto da RN.
          Aqui é outra conversa, outro contexto, com vários problemas e complicadores e o tempero forte da nossa gloriosa gambiarra.
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          Só o tempo dirá se essa foi uma boa compra. E até o momento, nada supera o acerto que foi a aquisição dos três OPVs novos da BAE.

  6. 1-) custou muito mais barato que construir alguma das outras opções;
    2-) Propulsão diesel, muito mais simples e com menor custo para manter, sem os inúmeros problemas da imensa planta a vapor do São Paulo e sem ter as caríssimas revisões das turbinas a gás e seu alto consumo, tem maiores possibilidades de dar certo, bem como se comenta que os motores estão bons, mas para se ter certeza somente fonte interna;
    3-) Desarmado, sem defesa. Bem a MB por conceito deixa a defesa toda nas costas das escoltas e o navio fica com armamento básico, neste ponto, ele esta bem melhor que os outros, pois tem 04 canhões DS30M Mk2 disparando a mesma munição do canhão do A 10, armas confiáveis ótimas para disparar contra pequenos alvos de superfície como lanchas que visem ataques suicidas contra o navio a curta distância, tem vários pontos para metralhadoras como as .50. E deve receber os lançadores Simbad com mísseis Mistral que estavam no São Paulo e provavelmente lançadores de chaff nacionais. Então tem capacidade anti aérea básica e de engodo contra mísseis. Esta bem longe de ser um navio desarmado.
    4-) Claro que os britânicos tiraram sistemas, mas isso acontece com qualquer navio militar não há nada de anormal. No Foch existiam baterias de mísseis Cotrale que não vieram no São Paulo, não sei detalhes da retirada. Se houvesse verba sobrando a Marinha colocava outro sistema no lugar dos Phalanx, existem opções no mercado.
    5-) O poder do Atlântico depende dos helicópteros que ele embarcar, se estiver embarcando Sea Hawk terá uma capacidade de guerra anti submarina forte e anti superfície com os mísseis Penguin, poderá atingir qualquer escolta muito antes dele chegar ao alcance dos mísseis desta. Se estiver embarcando helicópteros de ataque como Super Cobra ou Apache (que não temos) terá capacidade de ataque a terra muito bom. O navio é uma plataforma de helicópteros.
    6-) Um ponto que ninguém comenta é a velocidade do navio.

    • 1) Custou mais barato mas não vai durar nem a metade de um meio novo e, vamos utilizar depois de 20 anos de intenso uso dado pela RN.
      2) Nada impediria de se colocar uma propulsão semelhante em um novo navio. Além disso, a propulsão duraria 20 anos a mais, quando chegaria no estado da atual do Atlântico.
      3) O nome desse conceito é falta de dinheiro…
      4) É o que acontece quando se compra navio dos outros. Não faz sequer sentido reclamar disso. É o que tem pra hoje.
      5) Isso e mais um pouco, pois o navio pode embarcar um grande contingente de Fuzileiros.
      6) É uma velocidade normal, para um meio anfíbio. Não serve para ser Porta Aviões, coisa que ele não é ou para ser um Porta Helicópteros ASW, coisa que ele também não é.

      • 1) Aposto que custou menos da metade do que custaria um navio novo similar. Talvez 1/5 ou mesmo 1/10 de um novo. Então compensou e muito, mesmo tendo vida útil menor.

        • Um gráfico bem simples, pra facilitar o entendimento do que eu estou tentando dizer:
          https://www.processos.eng.br/wp-content/uploads/2017/07/tabela-estudos-confiabilidade.jpg
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          Isso se chama projeto de confiabilidade.
          Foi barato de comprar…
          Legal, eu concordo. Mas isso representa só uma parcela bem pequena dos reais custos de um equipamento.
          O HMS Ocean foi projetado e construído para cobrir um gap, até a chegada dos Porta Aviões, que ainda atrasaram. Foi um navio simples e bastante barato de adquirir e também de manter e operar, mas era um meio de transição, que teria de durar 20 anos operando na RN. Ele cumpriu sua missão e, operando muito.
          Mas você acha que a RN gastou dinheiro para projetar algo feito para durar um período de 40 anos?
          Esse é o meu ponto…
          .
          Aqui, no ritmo da MB, pode durar mais 15, 20 ou até 25 anos fácil… Somos especialistas em segurar navio com “prazo de validade” estourado.
          Estamos segurando um bocado de navio com mais de 40 anos, coisa feita pra durar 25/30 anos vai ter de durar mais de 50+ anos.
          E tome PMG durando prazos absurdos…
          E tome burradas como Ceará…
          .
          O navio pode estar em uma situação atual excelente, afinal a RN brinca em termos de manutenção. Gastaram uma grana boa nesse navio, para garantir conforto e segurança de seus marinheiros, que teriam de operar mais algum tempo.
          Minha preocupação é quando ele começar a abrir o bico e incomodar aqui, em uma Marinha com o histórico da nossa. Se esse navio passar por essa prova de fogo, o tempo vai deixar claro que foi uma boa aquisição.

  7. Claro que eu gostaria de ver um navio novo com igual capacidade de operação de helicópteros, com motores novos e mais potentes, para poder operar com velocidades mais elevadas, inclusive com capacidade para superar facilmente os 20 nós. Que, tivesse uma defesa orgânica apta a lidar com o ataque simultâneo de dois a quatro mísseis anti navio e também sistemas anti torpedos etc. Mas vou ficar só no gosto.

    Quem gosta de navios bem equipados e armados dá uma olhada neste anfíbio da Turquia Bayraktar class

  8. Bem, até 18 aeronaves no convôo, estacionadas, em acréscimo às 12 no hangar (Chinooks, Merlins, Lynx). 800 fuzileiros em emergência e condições espartanas (normalmente uns 450 em boas condições). Fico aqui pensando: na USN, cada Seahawk num CVN precisa de 5 oficiais tripulantes mais 26 alistados pro manejo; na mesma proporção, a ala aérea de 12 Seahawks num Atlântico precisaria de 60 oficiais mais 312 alistados, o que estouraria a estimativa de tripulação do Atlântico. Como é a alocação de pessoal pra tripulação do bote e da ala aérea? Tem deficiência na operação aérea por alocação insuficiente de pessoal ou por falta de espaços auxiliares como oficinas de manutenção? O Atlântico passa nas comportas do Canal do Panamá?

    • “Bem, até 18 aeronaves no convôo, estacionadas, em acréscimo às 12 no hangar”

      Sua estimativa está incorreta. São até 18 aeronaves no total, e não 30 como daria essa sua soma.

      “Fico aqui pensando: na USN, cada Seahawk num CVN precisa de 5 oficiais tripulantes mais 26 alistados pro manejo; na mesma proporção, a ala aérea de 12 Seahawks num Atlântico precisaria de 60 oficiais mais 312 alistados”

      Creio que aqui a sua conta também está errada, não se soma os mecânicos dessa forma a cada nova aeronave acrescentada ao grupo aéreo embarcado, uma parcela do complemento inicial em pessoal de apoio é acrescentada a cada nova aeronave do mesmo tipo.

      • Reafirmo o número de dezoito aeronaves estacionadas no convôo em adição às doze hangaradas. Está num relatório arquivado do Warship Forecast International sobre o HMS Ocean. Se a fonte está errada, eu a refugo, mas não tenho por quê até agora.
        Baseio os números de oficiais aviadores e “manejantes” num estudo do Naval College sobre porta-avioes alternativos aos CVNs, dotados de ala aérea igual à do Ford; lá os números se somam, com alguma variação. Mas não se tratam, nos 26 anotados, apenas de mecânicos, por certo.
        De toda forma, a pergunta continua: há alguma limitação nas operações aéreas devido à uma tripulação limitada ou algum espaço dedicado faltante?

        • Alex,

          Conheço esse relatório, já o li numa ocasião e acabei de acessar novamente. Acredito o que você esteja fazendo uma leitura equivocada dele.

          Capacidade de apoiar e manter aeronaves em operação é de 12 a 18 helicópteros. Colocar 12 no hangar e 18 no convoo é para circunstâncias especiais, e em geral isso se refere a transporte de aeronaves que depois operarão a partir de bases em terra, e não apoiados pelo navio nessa quantidade.

          O relatório também é bastante claro na capacidade de abrigar tripulação (255) pessoal do grupo aéreo embarcado (208) e tropas (480), quando operava na RN (páginas 2-3).

          É evidente que ampliar uma capacidade em relação a outra impacta nessa proporção. Isso ocorre em qualquer navio multipropósito, e não é só questão de pessoal, mas de combustível embarcado, peças de reposição etc. Não espere capacidade de operação plena de 30 aeronaves simultaneamente num porta-helicópteros desse porte, o normal é 12 a 18 aeronaves, simplesmente pelo princípio da Física de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo (sejam esses corpos aeronaves, pessoal, tanques de combustível, paióis de sobressalentes).

          Por fim, não acredite em tudo que está nesse relatório. Há alguns erros básicos como afirmar que cabe Chinook no hangar (trecho das páginas 2-3), mas o mesmo não cabe no elevador de aeronaves (pois seus rotores não podem ser “penteados”), assim não tem como ser hangarado nesse navio operacionalmente, só pode ficar no convoo.

          • Obrigado pelos esclarecimentos, Nunão. Não falei em operar trinta aeronaves, apenas que até dezoito poderiam ser estacionadas no convôo. No mesmo tal relatório arquivado do Forecast International (warship forecast) se referem a até vinte no convôo. O bom é sempre por na mesa essas fontes pra comparar com o conhecimento dos colegas foristas.
            Ademais, fiz uma referência errada à outra fonte no que tange a estimativa de pessoal pra manejar um Seahawk: não é Naval College mas Postgraduate Naval School, Monterey, CA. Nesse trabalho, os estudantes, oficiais da USN, USCG, ONI se baseiam num trabalho da John J. McMullen Associates Inc. chamado CVN76 Workload Analysis and CVX Vaseline Analysis Initial Manning Estimate, 1996; outros dois chamados CSA Notional Manpower Projections/Estimate e CVX Preliminar Vaseline Manpower Estimate, Airwing and Aviation Functions, ambos cedidos por Bruce Colbi, NAVAIR.
            Ao que parece, cada esquadrão assinado à uma ala aérea num CVN tem sua unidade de manutenção orgânica, o que faz sentido quando há vários tipos diferentes de aeronaves nessa ala. Ocorre que, com a redução dos tipos embarcados à JSFs, há a possibilidade (não sei se já uma realidade) de que os três esquadrões JSF venham a compartilhar uma única equipe de manutenção e poucas oficinas, no conceito de manutenção de ala (wing maintenance concept). Não sei como o ALIS também ajudaria neste conceito…
            Abraço.

          • Mas o Chinook cabe nos elevadores (20×10 m) já que a fuselagem tem um footprint de 52′ x 12′, grosseiramente 15,6 x 3,6 m, necessitando que as pás sejam retiradas, já que não têm mecanismo pra dobra.

            “Firstly, the CH-47 doesn’t have a blade self-folding capability, but the blades can be de-linked at the lead/lag damper and swung into an “administratively stowed” position resting on specially constructed blade stands over the central fuselage so that the blades fit entirely within the foot print of the Chinook. This capability was developed by Boeing but is not a standard procedure and is not currently used by any CH47 operators.

            Interstingly, the Chinook with blades folded (albeit not a normal or self-powered procedure) then has a smaller footprint and volume space than the EH-101 — the Chinook’s fuselage is 51′ long, 12′ 5″ wide and 19′ tall at the aft pylon, while the EH-101 fuselage is 64′ long, 14′ 9″ wide and 21′ 8″ tall at the highest point of the tai rotor’s blades…..hmmmm….

            Some will say the Chinook is not “fully marinized”…a statement more false than true. It is mostly the inability to fold the rotor blades under own-power for stowage that people say this. The Chinook is in fact significantly marinized, with anti-corrosion coatings in all areas that would be exposed to water during amphibious (swimming) operations. Interestingly, the Chinook is rated to land and operate in the water at up to sea-state 3 — greater that the Sea King to SS2, IIRC and the “not at all amphibious” EH-101. CH-47 engines and other driveline components on the upper fuselage were not specifically treated for fresh or salt-water exposure and so fresh water rinsing would be required…much like the Australian Army Air Corps does with their CH-47D’s that operate at stations near their coasts.””

          • Alex,
            Leia de novo meu comentário.
            Não escrevi que a fuselagem do helicóptero não cabia no elevador, mas que não pode ser hangarado no navio sem retirada das pás.

            Ou seja, em condições operacionais, o Chinook não pode ser hangarado.

            Colocar e retirar pás dos rotores não é fácil e, cada vez que se faz isso, é preciso alinhar e testar.

  9. Então, peço pros ADM e para os escritores desse blog( não lembro o nome de vocês, perdão) fazerem uma publicação para refutar essa onda paranóica de ASTROS 2020 embarcado no PHM 120.
    Cara, tá incrivel como que tem gente espalhando essa bobeira.
    Seria legal acabar com essa desinformação sobre o tema.
    Valeu. abraços

    • Tipo essa bobeira?
      https://www.youtube.com/watch?v=8kiBuDypG_k
      .
      Se o foguete for guiado, nada impede a aplicação…
      ASTROS 2020 terá um foguete guiado.
      .
      Mas estamos no Brasil, terra de gente que acha que esse navio anfíbio é um fenomenal meio para ASW, que ele era excepcional Porta Phalanx, que ele deveria operar Sea Harrier, que ele é a última bolacha do pacote pq conta com um radar 3D e etc…

      • Sim, cara isso é bobeira máxima.
        Qual seria a aplicação do astros em um navio ?
        Vai colocar o caminhão lá e tirar espaço dos helicópteros embarcados ?
        Tudo isso só para ter um foguetinho improvisado no convés ?

        • Primeiro que se fosse bobeira, franceses e americanos não teriam estudado essa aplicação…
          .
          Segundo que não é um “foguetinho”. É uma série de munições que poderiam ser empregadas contra diferentes alvos e estruturas na costa ou terreno a dentro.
          Não temos um bom canhão 127mm a bordo de uma Fragata. Temos até fragata que nem canhão tem!
          Só contamos com o velho e ultrapassado 114mm para apoio de fogo… Contar com uma munição do porte de um Matador pode ser extremamente interessante, já que a MB também não tem nenhum míssil de cruzeiro, ou sequer um Exocet Block III para ataque terrestre.
          .
          O sistema ASTROS 2020 faz também extenso uso de munições cluster, para bater uma área. Isso faz um estrago danado contra posições inimigas.
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          No mais, lançar “foguetinho” do navio contra território inimigo, é mais velho que andar pra frente. Não é novidade nenhuma…
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          Os Koreanos até evoluíram o conceito, colocando um sistema de guiagem bastante completo em um foguete, para bater vários alvos/Nort Koeranos
          https://www.navyrecognition.com/images/stories/asia/south_korea/exhibition/madex_2017/news/130mm_guided_rocket_LIG_NEX1_MADEX_2017_news_3.jpg

    • Guilherme,
      Hoje com a utilização de foguetes guiados com alcance que chegam a 150 km não é bobeira não.
      Um veículo lançador de foguetes que será utilizado pelos fuzileiros quando em terra pode muito bem ser movimentado e instalado no convés para prover algum apoio de fogo até ele ser desembarcado.
      É questão de em tendo limões, fazer limonadas.
      O que pode ser motivo de discórdia é a instalação de lançadores nos navios de assalto anfíbio. Isso eu também acho que não é interessante.

    • Guilherme, boa tarde. Também vejo a possibilidade de usar o Astros com o Matador (300 km de alcance) como vetor para míssil de cruzeiro contra alvos situados na costa, em situações que não demandem desembarque. Por exemplo, retaliação ou atrito contra inimigo nas costas vizinhas às nossas. Lógico que não poderia ser usado contra defesa aérea consistente, mas se o inimigo não a tiver, é possível. Seria, em ponto bem menor, a mesma coisa que aconteceu recentemente na Síria, seja pelas corvetas russas, seja pelos navios e submarinos americanos. Se não tivermos meios mais adequados para lançar mísseis de cruzeiro, creio que seja uma possibilidade a ser estudada.

      • Gostaria apenas de fazer uma observação: o emprego de baterias de foguetes, mesmo não guiados, é viável sim em convoos como do PHM Atlântico.

        Mísseis guiados para ataques de precisão e não guiados para saturação. Para o caso destes últimos, porém, para não haver erros grandes devido ao balanço ou caturro do navio, é preciso que no sistema de direção de tiro essas variáveis possam ser inseridas para que o disparo se dê no momento e elevação corretos.

        Em outra matéria em que essa questão foi levantada, me lembro de alguém ter dito que o lançador precisaria ser estabilizado, o que não é o caso: o que precisa ser estabilizado é o diretor de tiro, seja ele do navio ou de outra viatura diretora, para que a solução de tiro seja calculada e os movimentos do convés compensados para que o disparo se dê no momento e angulação corretos. Vale lembrar que os próprios canhões de médio e grosso calibre de navios não são estabilizados, os sistemas de direção de tiro é que são, e variaveis ligadas aos diversos movimentos do navio são inseridas nos computadores que calculam a direção de tiro desde a época em que eles eram eletro-mecânicos (desenvolvidos com bastante ênfase nos anos 20-30-40 do século XX).

        • Nunão,
          Os canhões médios atuais não são estabilizados?. Não teria como um canhão com alta cadência de tiro esperar a angulação correta. Um SR 76 mm tem cadência de 120 t/min, um Mk-110 tem de 220 t/min. Você tem certeza?
          Seja como for você suscitou uma questão interessante. Como os lançadores de foguetes instalados em navios na SGM tinham um mínimo de precisão tendo em vista o caturro do navio. Nunca havia pensado nisso.

          • Bosco,
            Caturro, balanço, velocidade e rumo são inseridos no computador que dá a solução de tiro, desde os eletro-mecânicos da Segunda Guerra. Desde os anos trinta a principal arma antiaérea americana era o canhão de dupla função de 127mm, secundado depois pelos de pequeno calibre (40mm, 20mm) e ele não era estabilizado.

            Que eu saiba 76mm hoje também não é estavilizado As rajadas são curtas e as correções são inseridas hoje no computador de forma muito mais rápida e automatica do que há 80 anos.

            O que precisa ser estabilizado é o diretor de tiro.

          • Bardini, a torreta não é estabilizada. O canhão está visivelmente compensando a elevação conforme dados informados pelo sistema de direção de tiro, para compensar o balanço do navio e manter o alvo na mira, mas isso não é estabilização. Desde o tempo do onça se faz isso, a diferença é a rapidez dos sistemas mais modernos.

            Canhões e metralhadoras navais em plataformas estabilizadas, até onde sei, só em reparos de menor porte e peso.

          • Nunão,
            Aí ficou explicado! Antes você deu a impressão de que o canhão ficava imóvel. Agora tá explicado. O cano do canhão se move compensado a caturra mas por um método diferente da giroestabilização mas através de servomotores que recebem ordem do sistema de controle de tiro. Se as ordens não forem emitidas o canhão fica imóvel.
            Mesmo porque a giroestabilização só funcionaria contra alvos fixos enquanto a compensação via controle de tiro compensa não só os movimentos do navio mas os do navio alvo.
            Mas na prática dá no mesmo, o que muda é de onde vem o imput para apontar do canhão, que no caso de estabilização giroscópica é por um giroscópio e no caso do cano ficar voltado à ameaça é por meio do sistema de controle de tiro.

          • Mas Bosco, achei que isso era óbvio. Todo canhão naval que se preze move-se em elevação (movimento vertical) e sua torreta conteira (movimento horizontal) conforme a posição do alvo. Nunca escrevi que canhão ficava imóvel.

            O reparo de canhão em plataforma estabilizada mais “famoso” (pelo menos ocidental) e construído em quantidades razoáveis foi o STAAG britânico antiaéreo para canhões de 40mm, criado no final da IIGM e que serviu principalmente no pós-guerra. Dava tanto problema que não durou muito tempo.

            Acho que atualmente há reparos estabilizados de 40mm e 57mm. Acho. Ou com controle local estabilizado quando não tem controle por sistema de direção de tiro:

            https://www.hyundai-wia.com/lib/common/download.asp?file=/upload/download/Defense_Naval.pdf

            Mas, enfim, meu comentário inicial foi para afirmar que não há problema técnico insuperável em se empregar uma viatura lança-foguetes de saturação não guiados, num convoo de porta-helicópteros, desde que um sistema de direção de tiro (este sim estabilizado) indique exatamente o momento do disparo do míssil conforme os dados do movimento do navio para que o ângulo de elevação da plataforma lançadora esteja correto com os dados do alvo. Pode ser um desenvolvimento do sistema de direção de tiro geralmente instalado em outra viatura, para que seja estabilizado e seu computador também receba os dados de movimento do navio, ou pode ser um sistema de direção de tiro do próprio navio devidamente integrado à viatura lançadora para transmitir esses dados e permitir que o disparo seja no momento certo.

  10. Se os arquivos de identificação dos meios aéreos e embarcados que foram removidos do radar do Atlantico,podem ser restaurados em parte pela transferência ou conversão através de software,
    dos arquivos existentes no Mage do São Paulo? Se for o caso teríamos uma boa economia de tempo e trabalho,ainda mais se o sistema operacional de ambos for idêntico.

    • Em tempo,poderia ser copiados também das fragatas?
      Na primeira guerra mundial,os canhões navais não eram estabilizados,mas
      na segunda guerra,para se atirar a distancia ,os canhões navais era estabilizados,
      uma torre tripla era enorme e pesada,os Leo e M-60 do EB e os sk dos fuzileiros,
      todos tem torre estabilizada,e por isto atiram em movimento.

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