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Classe Tamandaré: empresa ucraniana detalha proposta

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Projeto 58300 Amazonas da Ukrinmash
Projeto 58300 Amazonas da Ukrinmash

O Jane’s noticiou que a empresa estatal ucraniana Ukrinmash, parte do conglomerado Ukroboronprom, está propondo uma versão da sua corveta Project 58250 para o programa de aquisição de corvetas classe Tamandaré da Marinha do Brasil.

A proposta brasileira, conhecida como corveta projeto 58300 “Amazonas”, é uma versão do projeto ucraniano de referência 58280 do Centro Estatal de Construção Naval e Pesquisa baseado em Nikolayev (Mykolaiv), adaptado para atender às exigências brasileiras.

A Ukrinmash se uniu ao estaleiro estatal brasileiro Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) em sua tentativa de ganhar o projeto de quatro navios da classe Tamandaré, que tem um orçamento atual de R$ 2 bilhões (US$ 518,5 milhões).

A Ukrinmash disse ao Jane’s que, se selecionada, está pronta para entregar o navio como propriedade intelectual da Marinha do Brasil.

Outras empresas participantes da proposta ucraniana incluem a Atlas Elektronik, Rohde & Schwarz, Thales, Leonardo, Zeppelin, Caterpillar, Chernomorsky Shipbuilding Yard, Transas, State Research & Design Shipbuilding Center, China Precision Machinery Import and Export Corporation, Mykolayiv Shipyard, Zorya-Mashproekt Gas Turbine Research and Development Complex e Yuzhnoye State Design Office.

A Ukrinmash está propondo o sistema de gerenciamento de combate da série Thales Nederland TACTICOS (CMS) para a corveta.

As principais características do projeto incluem um deslocamento total de 2.650 toneladas, um comprimento de 112 m, boca de 13,5 m, alcance de até 4.000 milhas náuticas a 14 nós, velocidade máxima de 30 nós, bem como um hangar e plataforma de voo para apoiar as operações de um helicóptero de tamanho médio de até 11 toneladas. A acomodação poderá receber uma tripulação de 110. A autonomia é de até 30 dias.

O sistema de armas e sensores inclui dois lançadores quádruplos de mísseis superfície-superfície, um lançador vertical para mísseis superfície-ar, um sistema de canhão de 76 mm, duas canhões de 35 mm, dois lançadores triplos de torpedos de 324 mm; dois reparos de metralhadoras de 12,7 mm; lançadores de chaff e flare; Radares de vigilância 3D de médio e longo alcance; sonares montados no casco e rebocados; um sistema de passadiço integrado; um diretor de controle de tiro; equipamentos de comunicação, navegação e guerra eletrônica; um radar de direção de tiro de longo alcance; e sistemas de vigilância eletro-ópticos.

66 COMMENTS

  1. Bem…nada entendo de construção naval. Mas depois do comentário do Bardini que investimos em projeto nacional com grandes chances de não ser aproveitado (como também o míssil nacional), acredito que a oferta da transferência da propriedade intelectual dessa corveta para a MB pesará bastante.

    E será um contraponto aos estaleiros europeus.

  2. Só um detalhe: desde o inicio a Ucrânia tinha/tem interesse de usar o Exocet Block 3, mesmo assim depois anunciou que irá produzir seu próprio míssil anti-navio, não sei ser no mesmo molde do MANSUP.

  3. Orçamento atual de R$ 2 bilhões (US$ 518,5 milhões) para construir as quatro corvetas? Esse valor mau da para duas corvetas, e de onde sairá o restante do dinheiro?

    • Caro 762, Obviamente esses valores estão fora do contexto. A maioria dos comentários menciona que cada corveta custará entr US$ 350 e US$ 450 milhões. O valor de R$ 2 bilhões foi um dos aportes para Engreprom. Não sabemos se vai haver algum financiamento externo para custear parcialmente o projeto (como ocorreu com o ProSub) ou se ela vai ser completamente custeado pelo Tesouro. Mas com certeza será necessário aportes adicionais no futuro.

    • Olá 762. Apenas para comparação, o orçamento anual de uma universidade média como a UFSCar é de cerca de R$ 550 milhões (uns US 130 milhões). Considerando que o custo de operação de um navio militar ao longo de 30 anos deve ser algo em torno de 2x o seu valor de aquisição (tomando por base o orçamento apresentado pela Austrália para suas novas fragatas, mas insisto que é um chute. Talvez o Nunão tenha uma valor mais realista), podemos dizer que uma CCT terá custado até o seu descomissionamento cerca de US$ 1 bilhão (ou cerca de R$ 4,5 bihões), que seria equivalente ao orçamento de uma universidade de ponta por 5 ou 6 anos. Acho que esta comparação serve para dar uma dimensão do alto custo de manter uma marinha minimamente moderna e operacional.

  4. “….em sua tentativa de ganhar o projeto de quatro navios da classe Tamandaré, que tem um orçamento atual de R$ 2 bilhões (US$ 518,5 milhões).”

    Está certo disso Arnaldo ? Por quatro Naus ?

    De novo o MANSUP ?

    Míssil com tecnologia da década de 80.

    • Carlos, sobre o Mansup:

      Praticamente só o tipo de propulsão e a configuração geral remontam a “tecnologia dos anos 80”. E mesmo o motor de combustível sólido foi consideravelmente aperfeiçoado.

      Sistemas de guiagem e de controle, autodiretor, entre outras tecnologias são atuais. E nem poderia ser diferente, pois não se fabricam componentes de mísseis dos anos 80.

  5. Muitas coisas envolvem uma concorrência deste porte, transferência de tecnologias, off-set, estaleiro envolvido ( quantas vagas serão criadas, se haverá ou não financiados, eu desde o começo torço por SAAB/ DAMEN, entretanto os Ucranianos tem um bom trunfo, serão construídas as corvetas no Arsenal de Marinha, os comandantes poderão ver o andamento caso queira diariamente, tudo continua nessas horas.

  6. Meu Deus, no AMRJ, hoje não dá nem para construir uma canoa de fibra, que dirá uma corveta moderna.
    Se quiserem fazer algo lá precisa uma total modernização, que vai custar o preço de duas Tamandare, sem contar que; quero ver como os Ucranianos farão os vovôs do Arsenal trabalharem em ritmo “´privado”.
    Aquilo lá sem um PPP ,ou uma privatização não vai produzir nada que preste.

  7. “A Ukrinmash disse ao Jane’s que, se selecionada, está pronta para entregar o navio como propriedade intelectual da Marinha do Brasil.”

    na prática isso realmente faria alguma diferença, caso as outras propostas não tenham feito o mesmo ?

    • É muito difícil os outros oferecerem o mesmo! Ainda mais se for uma potência de projeção mundial, explico…quando você compra a propriedade intelectual é possível fabricar e vender para quem você bem entender e isso nem sempre é interessante para o fabricante.(Custo geopolítico e concorrencial)
      Temos que ponderar os interesses da MB , mensurar os riscos do projeto, financiamento(Aqui o bicho pega!) e etc.
      Minha torcida é pela BAE e em segundo pela Damen.

  8. Vou repetir !!!
    Governo caloteiro,querem empurrar uma classe de navio que ainda nem opera não tem referencia e querem subestimar a inteligência do brasileiro !!!
    Volto a falar !!!
    O Brasil é muito trouxa se cair nesse conto do vigário aí !!!
    Falei no outro post e falo nesse daqui !!!
    A short list vai ficar entre Bae systems, Naval Group e Fiancantieri !!!
    Esses dai não ganham nunca !!!

  9. O fato de haver transferência de tecnologia usando o AMRJ, e por ser a maior Corveta entre os 9 concorrentes e ainda por cima com componentes ocidentais torna os ucranianos fortes canditados. Mudo o meu terceiro classificado do Short List que era a Corveta do Endorgan e coloco os Ucranianos.

    • Na verdade amigo Top Gin, existe um equivoco seu, o navio do TKMS desloca 3100t é o Type 31 tem versões entre 2800t e 4000t.
      Tecnicamente a Corveta Ucraniana é a de menor deslocamento do certame junto com a Gowind 2500 do Naval Group que no entanto foi ofertada com deslocamento igual ao Projeto CV3, por tanto, tecnicamente este projeto 58300 é inferior aos requisitos da Engepron.

  10. “Propriedade intelectual garante a inventores ou responsáveis por qualquer produção do intelecto, seja industrial, científico, literário ou artístico – o direito de obter recompensa pela própria criação.”

    Vimos no Riachuelo a dificuldade com o MEP. Os franceses pediram uma grana enorme para transferir a tecnologia do motor elétrico. A MB comprou o motor francês da Jeumont. Sem transferência.

    Tem que ver na proposta dos ucranianos como se dá a transferência. Prazo, por exemplo. Ou definitivamente. É um belo de um offset.

  11. Só eu acho que a tamandaré selará o destino do AMRJ? por que acho muito difícil a MB ter dinheiro para reforma-lo com tantas necessidades em aberto… Gosto da proposta da SAAB, da ideia de habilitar o INACE para fabricar navios militares maiores, da ideia da EMBRAER (EDS) conseguir kow-how em outros mercados. Mas não gosto da ideia de perder um estaleiro estatal (AMRJ)…e nem da ideia de perde o maior/um dos maiores estaleiros do hemisfério (EAS) sul e nem de perder um dos mais modernos (VARD)….

    • Flávio,
      O AMRJ continuará sendo responsável por reparos de navios da Marinha, como faz há gerações.

      Há planos também para modernizá-lo moderadamente para que possa voltar a construir navios para a Marinha, gradativamente mais complexos, começando com lanchas de desembarque (o que tem feito, mesmo sem modernização) e seguindo para navios-patrulha, para depois dar passos maiores.

      Os demais mencionados, não entendi o que quer dizer com “perder” esses estaleiros.

      • No caso do VARD ele pestá no prejuízo (moderado) algum tempo e no caso do EAS está bem pior (pois ele tem está super-dimensionado além de ter poucas, parece que foi dimensional para plataformas e de muito-grande-porte) encomendas. Obrigado por me dá essa notícia sobre o AMRJ,sobre os planos de moderniza-lo as pouco para depois e para vasos maiores (esse no meu entender embarcações de grande porte para a marinha de um país pequeno [em exportação militar-naval] ser construído em estaleiro estatal/controlado/estado tem Golden Share).

        • Flávio,
          Se o país “perder” algum desses estaleiros não é papel da Marinha evitar isso com um programa de 4 corvetas é uma possibilidade de outras mais. O interesse maior tem que ser focado nesse caso nas necessidades da Marinha, não de um ou dois estaleiros, que precisam de muito mais que algumas corvetas para manter suas estruturas.

  12. A única forma dos ucranianos serem novamente levados a sério aqui no Brasil é devolvendo os 1bi dólares que foram pagos por um foguete… Talvez se eles entregarem 2 corvetas a mais de graça é um começo…

    • Os ucranianos nao levaram nada daqui. A estatal brasileira recebeu capitalização em torno de 480 milhões de reais. A contraparte era o módulo de lançamento do satélite. A parte desistente é a estatal brasileira. Dizem que por pressão dos americanos. Mesmo sem os ucranianos ainda nao conseguimos avançar no acordo de salvaguardas que está com a Senadora Julia Amelia e conta com extrema má vontade do Congresso Americano.

  13. Só de escutar os Ucranianos, já me leva serias duvidas de como a MB anda…

    Um pais que não tem sido incapaz de cumprir deveres pra si mesmo… muito menos para outros países. Com produtos de péssima qualidade quem foram rejeitados por vários países como Iraque e indonésia… E o Brasil os convidando.

    • Caro Arariboia. Creio que a situação seja diferente daquela de convidar este ou aquele grupo industrial. A construção das CCT é uma concorrência internacional aberta. Eles apresentaram a proposta dentro das regras do edital. Agora cabe a MB fazer a escolha. Os chineses, americanos e espanhóis preferiram não apresentar propostas. Outros fizeram.

  14. “…É certo, portanto, que o envolvimento de alta complexidade tecnológica e de defesa nacional deve ser demonstrado mediante o próprio parecer da comissão especial instituída pela autoridade máxima do órgão contratante. Não é outro o papel da comissão que deverá ser necessariamente integrada por profissionais com formação técnica compatível com o objeto que irão analisar para fins de aferir a alta complexidade tecnológica e o interesse estratégico para a defesa nacional…”

    A MB poderia ter feito aquisição com dispensa de licitação por se tratar de defesa nacional conforme previsto na legislação. Está fazendo licitação que será julgada pela comissão para evitar chororô de promotor.

    Pra julgar precisa comparar. Comparar com o projeto CCT da Vard. Se não houvesse CCT, seria incômodo julgar diferentes. Como decidir somente por preço com tantas variáveis?

    Se não penso errado, essa proposta ucraniana vai servir como fuga. Em prova de ciclismo a fuga foge do pelotao. Pode ser 1 ou mais ciclistas. A rotina é que sejam 2. Se o pelotao que ficou para trás bobear, um ciclista que fugiu ganha a etapa. A fuga também serve para fazer cansar os ponteiros que tentam alcançar quem fugiu. Surgem então os velocistas que pedalam protegidos pelo pelotao aguardando a hora de atacar a/o fuga(s).

    Ingleses, italianos e franceses. Ucranianos na fuga. Se der bobeira (preço final, offsets, assistência/manutenção), ganha quem fugiu.

    Quanto ao Slava que tá novinho e com ferragem superficial, tá bom que não temos inventário para um navio com tamanho poder nem capacidade para modernizar. Não sozinhos. Tá certo que a construção naval migrou para meios menores. Hoje. E daqui a 20 anos?

    1 bilhão de euros = 1 Neymar. Estamos sendo modestos demais.

    Ops. Esqueci. Quem critica ucranianos leva na conta a dificuldade de nacionalização. Não produzimos propulsão, armas ou sistemas/eletrônica. Quem vencer vai nacionalizar rebite, solda, chapa. Exatamente como no Riachuelo. Um pouco mais, talvez.

  15. Essa história de propriedade intelectual é balela. Se a mesma fosse cedida à MB, significaria que a Ucrânia teria que pagar royalties para nós para poder produzir os mesmos navios pra sua marinha, ou se o mesmo fosse vendido para terceiros (coisa que evidentemente eles nunca fariam, uma vez que já estão produzindo os dito cujos).

    O máximo que eles fariam seria conceder uma licença de fabricacao e modificação do projeto para a MB (o que é bem diferente de propriedade intelectual)

    Independente disso, acredito que a proposta deveria ser descartada pois o navio não é testado, ele nunca navegou e nem é derivado de nenhuma classe que já tenha entrado em operação.

    E o fato de ser associado ao AMRJ, que alguns veem como atrativo, considero um sério problema — essa reforma vai demandar anos (se não uma década inteira) e atrasar enormemente o cronograma das corvetas.

  16. Eles estão oferecendo algo que eles acham que não valorizaremos. Como o projeto da classe Amazonas que veio junto com os vasos e nada.

  17. Ninguém entra nestas concorrencias pra brincar.
    .
    Se o AMRJ está obsoleto, pode estar aí o offset. Ou mesmo fazer parte da proposta, a modernização do AMRJ.
    .
    Já cansei de ler aqui sobre o interesse da MB em modernizar o AMRJ. Resta saber oque vai pesar mais na proposta, o navio ou oque está vindo junto. Lembremos que brasileiro, principalmente os que se dizem nacionalistas, adoram uma estatal.

  18. Fernando De Martini “Nunao”

    Não é o que o Bosco afirma em post muito recente.

    E aí ? O Bosco desaprendeu ?

    E o Cruzador dos Ukranianos ?

    • E daí?

      Se ele diz coisa diferente, é porque tem opinião diferente da minha. Mesmo porque também estou me referindo a diversos outros itens de tecnologia que não sei se ele mencionou no comentário ao qual você se refere, e não apenas a propulsão, que me lembro ter sido o tema principal de troca de comentários recentes entre eu e ele.

      De qualquer forma, meu comentário foi dirigido a você, não ao Bosco. Se acha que ele “desaprendeu”, pergunte a ele. Se acha que eu “desaprendi” pergunte a mim.

      Mania sua de querer jogar a opinião de um contra a de outro. Forme sua própria opinião e faça bom proveito dela.

  19. Na minha opinião sobre as empresas envolvidas na lista curta eu me baseei sobre os parceiros brasileiros, isto é, Wilson, Sons em Guarujá, BrasFELS em Agra dos Reis e Oceana em Itajaí.
    Inicialmente eu não considerei o AMRJ pois não previ a sua atualização na proposta ukraniana.
    Ficarei surpreso, mas se estiver na lista é porque é um forte candidato.

  20. A Ucrânia foi o grande estaleiro da União Soviética. D lá sairam oprimeiro porta aviões, hoje na China e inúmeros vasos de guerra de respeito e bem armados. Resta saber se, sem o Grande Urso do lado, permanece a capacitação técnica e econômica para tocar estes projetos.

  21. Se os ucranianos oferecerem tecnologias sensíveis como propriedade intelectual do sistema de propulsão, pode ser a melhor proposta da concorrência se nosso foco for nacionalização de componentes e independência industrial.

  22. Sem falar que não podemos contar com “tecnologia ucraniana” pois a Ucrânia pode pura e simplesmente deixar de existir.
    Trump está muito amiguxo do Putin, que nunca escondeu suas ambições com relação ao resto da Ucrânia, que pode virar “os Sudetos” da vez.
    Ao escolhermos a 58300 podemos entrar num jogo diplomático perigoso. Ou jogar $$$ fora.
    Melhor ficarmos pelo Ocidente mesmo.

  23. e Luiz Floriano Alves,
    A Ucrânia e outros na época da URSS eram como o México para os Estados unidos ou Leste hoje para UE. Se descentralizava a produção mas isso não implicava em ter toda a capacidade de fazer, posições chave e o dinheiro.
    Ainda mais a Ucrânia que virou uma bagunça sem cura desde o fim da URSS… Independente da Russia se meter, eles são responsáveis pela enorme maioria de seus problemas e desde o começo com vendas no mercado negro e outras atividades sem clareza nos anos 90 e 2000 fora o própria desmantelamento da sua industria que não tinha verba russa para mantela.

    Com o fim do dinheiro russo e da engenharia russa tudo que eles fizeram não passam de copiais de péssima qualidade e gosto.
    Por isso minha surpresa em a MB ter recebido a proposta Ucraniana. Deveria se ter um padrão minimo de qualidade comprovada… Duvido que os Ucranianos tenham condições financeiras de construir uma corveta e modernizar um estaleiro…. fora problemas de ordem técnica e tecnológicas.

  24. Apesar de muitas críticas negativas quanto aos ucranianos e acredito que as duas melhores propostas para um verdadeiro desenvolvimento do AMRJ são ainda a ucraniana e a indiana. Explico: A Ucrânia era o pólo de desenvolvimento de projetos espaciais e navais da antiga URSS. A colaboração desses engenheiros no Brasil seria muito bom. Apesar da crise com a Rússia seria para nós uma oportunidade de termos bem mais que apenas 4 CCT. E não estou falando do casco do Cruzador.
    Quanto ao estaleiro estatal indiano também teríamos a oportunidade de adquirimos muito conhecimento para nossa indústria naval. Creio que para as CCT Vale o mesmo critério que escolheu os Gripens da Saab. Não queremos apenas os produtos, queremos conhecimento.

    • Empresa ucraniana falida.Ultima vez que eles fizeram algo minimamente “do gênero” era em 1992 (“Slavutich”). Desde então só estão fazendo bico.Com menos de 2000 funcionários cuja maioria são diretores, gerentes, referentes, serviços gerais, etc !!
      Maioria dos profissionais foram embora para Turquia, Rússia, China!
      A fabrica esta basicamente proibida de operar pela decisão de justiça incluindo a carcaça 58250 (quem quer a prova – https://ukranews.com/upload/img/2018/07/02/605b3a1d563f4ac-screenshot-1.jpg?ver=1530535273).
      E mesmo assim existe alguém querendo chamar isso de melhor proposta?Horrores.
      Um grande abraço!

  25. Tudo vai depender do critério que mais pesa na cabeça da comissão:
    – Mais avançada e de melhor técnica – BAE;
    – Boa técnica e bom produto, confiável e de reputação tradicional: DAMEN;
    – Investir no item transferência de conhecimento e atualização industrial – Goa Shipyards;
    – preço e suporte técnico para recuperar o AMRJ – Ucrânia.
    – Etc…outros..
    Prioridade?

  26. Os meus favoritos sempre foram a Damen/SAAB e Fincantieri, mas depois dessa proposta de propriedade intelectual da ukraniana, nossa, balançou o coração.
    Eu acho muiiiiiiiiiiiiiiiito interessante a MB grudar com os experientes engenheiros navais ukranianos, assim como a FAB grudou com a SAAB. Essa expertise em construir grandes cascos pode cair como uma luva nas pretensões da MB, que é sim, com orçamento digno, construir uma Armada de respeito.

    • Vou repetir mais uma vez : para “grudar com os experientes engenheiros navais ucranianos” tem que ir para Rússia, Turquia, China, Coreia , Índia. Na própria Ucrânia so sobrou pessoal que “corta os cascos grandes” para vender como sucata.Acabou.Faliram.

    • No FX-2 só foi divulgado oficialmente o valor da proposta vencedora. Os demais foram vazamentos.

      Quando for assinado o contrato, obrigatoriamente o valor será divulgado e publicado oficialmente.

  27. Pergunta “boba”: Você acha que pode vazar esses valores?
    Pergunto sobre os valores pois quem corre por fora (caso dos Indianos, Ucranianos e Turcos) teriam alguma chance. Se os valores forem próximos acredito que no shortlist não teremos surpresas.

    Muito obrigado e um abraço.

  28. Seria bom saber né. Rs.. Acredito que quem corre por fora (Indianos, Ucranianos e Turcos) só terão chances com propostas mais baixas. Caso contrário não teremos surpresas no shortlist.

    Obrigado pela informação Nunão.

    Sds.

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