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Marinha do Brasil participa da inauguração da 7ª cascata de ultracentrífugas de urânio

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No dia 30 de agosto, o Brasil deu mais um importante passo para aumentar a capacidade de enriquecimento de urânio, com a inauguração da 7ª cascata de ultracentrífugas, na fábrica de combustível nuclear das Indústrias Nucleares do Brasil, em Resende-RJ.

A Marinha do Brasil (MB), por meio do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, é responsável pela fabricação, instalação e comissionamento das cascatas de ultracentrífugas.

A nova cascata promoverá o aumento de 25% da produção de urânio enriquecido, que é a transformação desse minério em combustível nuclear.

A inauguração faz parte da 1ª fase da implantação da Usina de Enriquecimento Isotópico de Urânio, projeto em conjunto com a Marinha, que visa à instalação de 10 cascatas de ultracentrífugas, e deverá, ao final, atender cerca de 70% da demanda de urânio enriquecido necessário para uma recarga de Angra 1. Já a segunda fase prevê a instalação e o comissionamento de mais 30 cascatas de ultracentrífugas, o que dará à INB capacidade para atender plenamente as recargas de Angra 1, 2 e 3, atingindo uma escala comercialmente sustentável de produção.

FONTE: Marinha do Brasil

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    • O Brasil já detém esse conhecimento desde os anos 80, além dos já citados tratados, o Brasil não deveria produzir bombas atômicas pelo simples fato de não ter meios para lança-las. Construir bomba atômica é fácil, difícil é ter a capacidade de lançar ataques bem sucedidos e se defender de represálias. Mas é admitido por muitos especialistas que, se houver necessidade, o Brasil tem capacidade de produzir muitas bombas em um pequeno espaço de tempo.

      • Olá Helio. Creio que o maior obstáculo para construir um dispositivo nuclear seja o preço tanto da fabricação quando da manutenção (o que inclui manter um sistema de lançamento de prontidão 24/7, seja por meio de um foguete ou de um esquadrão de caças-bombardeiros. Apenas de curiosidade, o custo estimado do Projeto Manhatan foi de US$ 5 bilhões na década de 40, o que seria equivalente hoje a quase US 50 bilhões (praticamente 2 vezes o preço de Itaipu).

      • O Brasil já fez algum teste de detonação de ogivas? Enriquecer urânio é um passo. Construir uma ogiva funcional é outro passo. Esse, o Brasil ainda não deu. Além da tecnologia, precisa de muitos testes. Só depois disso é que vem o problema do lançamento.

  1. Esses investimentos não compensa visto que temos apenas angra 1,2, e 3, e paramos nelas. A conta de luz ja está doendo no bolso dos brasileiros, num país de enormes potenciais energético.
    Antes comprar urânio enriquecido para recarga.

    • Caro Diego. O objeto da usina é fornecer combustível para o submarino nuclear. Como o investimento é muito alto e o consumo do reator do submarino é baixo, a solução econômica foi projetar a usina para fornecer combustível nuclear para as usinas. A decisão da MB de operar um submarino nuclear a obriga também a desenvolver a tecnologia para o combustível. A questão é muito mais estratégia e militar do que comercial.

      • Camargoer,

        A INB não produzirá os elementos combustíveis para o Labgene ou o futuro submarino Álvaro Alberto.

        São coisas separadas, em instalações e em organizações separadas, uma civil (INB) e outra militar (CTMSP), ainda que ambas sejam estatais e a tecnologia seja da mesma origem (MB).

        Ultracentrífugas da própria Marinha é que fornecerão o combustível do Labgene e do futuro submarino Álvaro Alberto.

        A informação foi dada pra mim em duas visitas separadas que fiz entre o fim do ano passado e este, tanto à INB quanto ao Complexo Naval de Itaguaí.

        O objetivo informado é de deixar bem separado o que é enriquecimento para fins civis e militares, em locais separados, e também sujeitos a controles externos separados.

        • Dúvida de volta.

          Dois centros produzindo combustível. Um para as usinas, outro centro para a MB.
          Centro INB em Resende, abastece Angras. Ipero produz para a MB.

          As imagens que pensei ser das centrífugas do Almirante Othon pareciam menores. Não as imagens…as centrífugas. Então perguntei se essas da postagem são as mesmas.

        • Obrigado Nunão. Excelente decisão da MB. Será que isso também estaria relacionado à diferenças entre o grau de enriquecimento (20% para o submarino e 4% para as usinas nucleares)?

        • Nunao disse: “também sujeitos a controles externos separados.”
          Esse controle externo separado se diz respeito às agencias internacionais reguladoraa de energia nuclear?
          Será que estao separando o uso civil e militar de urânio pro local militar não ser vistoriado e termos uma possivel volta da bomba nuclear?
          Agora fiquei feliz, nossa marinha é esperta pra [email protected]

          • Caro Diego. São duas agências que fiscalizam as instalações nucleares no Brasil, a AIEA-Agencia Internacional de Energia Atômica (vinculada á ONU) e a ABACC -Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle. Para fazer uma bomba, e preciso desenvolver outras tecnologias além do enriquecimento, coisa que não está sendo feita no Brasil. Acho que o Nunão poderá explicar melhor a razão das MB separar as unidades civil e militar. Talvez, porque a INB espera no futura exportar, porque será necessário otimizar as centrifugas para 20%, porque a MB não quer correr o risco de privatizarem a INB e perder o controle da produção de combustível para os submarinos. Acho que a única coisa que não está planejada é construir uma bomba

  2. Temos um enorme potencial energético nesta área, pois possuímos grandes jazidas de urânio. Poderemos suprir de energia limpa qualquer parte do território nacional, assim como fazem os franceses, americanos, ingleses e outros.

    • Olá Nilson. Pelo que lembro, a INB fornecerá o combustível para o reator do submarino nuclear. A decisão da MB de usar um reator com urânio enriquecido a 20% no submarino foi para viabilizar a produção do combustível. Não é possível fazer uma explosão nuclear com urânio a 20%, mas é possível liberar muita energia de modo controlado para aquecer um reator e mover uma turbina conectada a um gerador.

  3. Pera ai.

    General Sergio Etchegoyen.

    “É direito inalienável, mas vem sendo negado, restringido, bloqueado por diversas ações diretas e indiretas, pressões internacionais, para que não entre um novo agente no mercado, que é altamente lucrativo”, acusou. “O que se discute é: quanto ganhamos até aqui com a assinatura feita lá atrás, além da fotografia na galeria dos bem comportados? Ganhamos bloqueio no nosso desenvolvimento, desinvestimento pelo viés ideológico e ganhamos mais países nucleares no mundo.”

    Não é assunto pacificado. Está sendo rediscutido também na sociedade civil através de debates promovidos pela Fundação FHC.

    Quem defende picar o tratado alega que países como os EUA (signatários e detentores) declaram utilizar contra países não radioativos. Ou, nós.
    Também argumentam que é um direito das nações obter todas as tecnologias ao alcance. Ou, nós.
    E, mais ainda, o acordo está obsoleto. Foi firmado no pós-guerra. Sem a nossa opinião. Nos anos 1960.

    Aderimos ao acordo no governo FHC. Em 1998. Passou uma boiada embaixo dessa ponte.

    Penso que o General está certinho.

    • A Constituição Federal limita o uso da tecnologia nuclear para fins pacíficos. Não é uma questão apenas de um tratado internacional. Além de ser inútil no cenário brasileiro, armas nucleares agregariam pouco em termos tecnológicos ao que já sabemos, colocariam o país em situação vulnerável no cenário internacional, desviaram recursos que poderiam ser mais úteis em outras aplicações.
      Me parece uma idéia muito equivocada.

      • Então não podemos fabricar armas, munições, submarinos, mísseis, aviões. Nada disso tem finalidade pacífica. Navio de guerra é feito pra guerra. Blindado é feito pra guerra. Míssil anti navio está sendo feito pra afundar navio. Com gente dentro.

        A intervenção na segurança do Rio listou 70 facções criminosas. 70. Setenta. O mundo de 2020 está bem diferente.

        Obter a tecnologia. Produzir. Testa no inimigo.

        • Esteves, não foi o que o Eduardo disse. Ele se refere apenas à armamento nuclear.

          A minha opinião sobre isso, é que no momento em que aderimos ao tratado, foi uma ferramenta de política externa útil para tranquilizar à todos que de nossas centrífugas apenas sairiam combustível para atividades civis ou não para uso em ogivas. Mas por mais que tenha sido uma ferramenta útil naquele momento, acredito que amarrou por demais algumas atividades futuras.

          Por mais que nesse momento, e em um futuro previsível eu pessoalmente acredite que armas nucleares no Brasil sejam extremamente temerárias e totalmente contraproducentes por praticamente qualquer ponto de vista, nunca se sabe quanto ao futuro, certo e renegar um tratado desse tipo é como praticamente anunciar ao Mundo que temos armamento nuclear. Por mim seria mais interessante deixar todos na dúvida.

          Estou feliz que não há qualquer tipo de interesse por parte do Brasil em se desenvolver armamento nuclear. Espero que continue assim.

    • “E, mais ainda, o acordo está obsoleto. Foi firmado no pós-guerra. Sem a nossa opinião. Nos anos 1960.
      Aderimos ao acordo no governo FHC. Em 1998. Passou uma boiada embaixo dessa ponte.”

      Nenhum Estado sério revisa todo o seu ordenamento jurídico e seus tratados internacionais cada período determinado simplesmente porque vieram novas gerações que não deram a sua opinião nos tempos anteriores, ou porque se passaram muitos anos. Rasgar um acordo dessa magnitude simplesmente porque o cenário geopolítico é diferente não se justifica. É preciso que existam motivos muito graves e reais para que um país sério faça isso.

  4. Impressionante como as FFAA, sendo agredidas de todas as formas possiveis e imaginaveis, por governos corruptos cujos mandatarios ou foram condenados e presos ou sao reus em varios açoes, ainda conseguem desenvolver a VERDADEIRA ciência no Brasil. Nao é a toa que o verde oliva é odiado pelo vermelho.

    • Caro Alfredo. O trabalho da MB tem sido feito em parceira com várias universidades (eu mesmo participei de pesquisas com a MB). Estes projetos são realizados sobre 3 eixos, o militar, as universidades, e as industrias que produzem os itens. (sem falar que a MB usa branco e a FAB azul). Além disso, a ciência é necessariamente verdadeira. Uma ciência falsa é mágica.

      • Exatamente, e a imagem mais recorrente hoje para essa cooperação, ao invés de três eixos, é da tripla hélice (ou triplo hélice)

        • Olá Nunão. Esta semana, a reitora de minha universidade assinou um convênio com o EB para o desenvolvimento de competências em cibernética, inteligência artificial e outros temas relacionados. Isso para mencionar apenas o que é publico. Segundo um oficial da MB, a colaboração entre as forças armadas e as universidades costuma dar certo porque são duas instituições que tem uma profunda preocupação estratégica pelo bem do país.

  5. O tratado foo assinado sob o pretexto de acesso a tecnologias como o de lançamento dr satélites que era negada ao Brasil sob o argumento de que poderíamos desenvolver ogivas atômicas e armar mísseis. Hoje estamos ainda pior que antes. Manda esse acordo pro inferno.

  6. Se o Brasil não consegue enriquecer urânio para fins militares, para que servia aquele buraco lá na Serra do Cachimbo que o Collor mandou fechar? Se não me engano ele até se deixou filmar jogando uma pá de cal naquele buraco, estou enganado?

    Alguns falaram que aquele buraco era para ser utilizado “no futuro”. Caramba, até hoje não conseguimos enriquecer uma quantidade razoável de urânio a 4%. Quando é que o pessoal daquela época achava que iria conseguir enriquecer urânio a 80% ou mais?

    • O Brasil consegue há tempos, com relativa facilidade, enriquecer urânio a 80% ou mais, mas não o faz porque não quer, já que enriquecer urânio a mais de 20% traria sérios prejuízos para o país em vista dos acordos internacionais firmados. Mas capacidade tecnológica para isso, no Brasil, há.

      • Um pouco de preciosismo.
        O Brasil possui tecnologia no qual seria possível enriquecer o urânio a um nível de pureza que permita construir a bomba nuclear, entre o possível e ter é uma longa di$$$tancia. Particularmente acredito que o pais perdeu a experdisse no qual foi investido dinheiro para construir artefatos nucleares (o Urânio ou o Plutônio são as peças mais importantes mas longe de serem as únicas importantes para construir algo equivalente ao W-87), já são décadas no qual o pessoal, equipamentos e componentes foram desmobilizados.
        Corre o boato que no IME (Instituto Militar de Engenharia) o Dr. Rex Nazaré deixou guardado os componentes para a bomba nuclear guardado.
        E por fim, a qualquer tempo, o Brasil pode se retirar dos acordos firmados e investir na construção de armas nucleares, hoje temos que respeitar o que foi assinado.

    • Então fazer um Poço de Testes ´para que no futuro pudéssemos talvez usarmos , seria com construir uma casa , começando pelo telhado e talvez esta casa seria acabada . Este papo esta mal contado , mas como o Brasil desde 1889 , é um antro de Idiotas e Corruptos , idiotices é sempre possível !!

  7. Só acho que essa Fabríca está muito vulnerável! Poderia estar encrostada dentro de uma montanha ou em algum subterrâneo. Na hipótese de um conflito fica muito fácil de ser bombardeada. O local do armazenamento de materiais radioativos também deveria estar em local mais estratégicamente seguro.

    • Fazer a fábrica num local subterrâneo ou afins traria custos exorbitantes a um projeto que não tem verba extra para gastos do tipo. Simplesmente não há dinheiro: a vida real não é um filme.

      No mais, vulnerável a quem? Certamente não a países latino-americanos nem africanos. Portanto, pela lógica, a vulnerabilidade se dá contra países como EUA, China, Rússia, e os europeus… e neste caso, colocar a fábrica no subterrâneo não seria suficiente.

    • É bom lembrar que quando os americanos fizeram o projeto Manhattan, praticamente nenhuma de suas instalações era em bunkers subterrâneos ou algo do gênero. Eles se valeram, assim como o Brasil se vale, de seu afastamento geográfico de qualquer ataque. Hoje esse afastamento não é tão grande, mas as grandes distâncias envolvidas até em se aproximar desses locais já providencia um alerta bem antecipado de que algo está ‘no ar.’

  8. Pois é.

    Parece que nos pegaram com as calças na mão lá na Serra do Cachimbo. O processo mais difícil é o inicial, até 3,75%. Uma vez que o país adquira experiência e tecnologia para enriquecer urânio a 20%, elevar esse nível é simples. Basta aumentar o volume. E, penso que já temos 20%.

    Com todo o estresse que o Iran passou e passa por conta do programa deles, quando decidirmos qual caminho tomar…vamos sofrer.

    Fazer (enriquecer acima de 20%) junto com a Argentina seria uma decisão sábia, penso. Talvez levasse os colombiamericanos ao mesmo caminho. Mas, oficialmente, eles não têm.

    Esse assunto tem outra frente. Países europeus como Alemanha estão recuando. Por motivos ambientais, dizem. Mas eles têm sobra de energia e fizeram gastos astrofísicos em outras fontes como a aeólica. Entre desprezar ou desinvestir por excesso, preferível é fazer com tecnologias antigas como a nuclear. E, além de não arrumar encrenca com ambientalistas, melhor ainda é contar com os votos deles. E seguir investindo em energia elétrica e aeólica. Que dizem ser limpas.

    Estamos muito atrasados com esses assuntos.

    Essas ultracentrifugas são as centrífugas do Almirante Othon? Se sim, condenamos o Almirante quando deveríamos entregar a ele além das homenagens, a grana da propriedade. Se não, existe o enriquecimento da MB e o da postagem.

  9. Esteves: concordo com a tua postagem.
    Assinamos uma adesão, na qual não manifestamos nossa opinião e fomos engolidos pelas cláusulas leoninas que serviram apenas aos países detentores da tecnologia nuclear plena.
    Penso que está mais do que na hora de rediscutirmos os termos do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares por que não protegem os interesses nacionais.
    Não penso em construirmos uma bomba, mas sim, na liberdade de tratarmos a energia nuclear como bem entendemos sem nenhuma restrição sairmos do bloqueio tecnológico em que nos enfiaram.
    Se estiver errado, por favor, me corrijam para que eu não diga bobagens…
    Parabéns à MB pelo desenvolvimento desta cascata e pelos avanços na área.

    • Eu nao me preocuparia com as bobagens. Não irão nos permitir rediscutido nada. O Iran é bastante mais influente e nao lhes é permitido.

      Lembra do acordo do Celso Amorin+Turquia+Iran? Foi o que prevaleceu. O Iran receberia o urânio enriquecido de fora. Eu faço um investimento trilionário de décadas e na hora de apertar o botão ligo na tomada do vizinho?

      Não dá pra fazer escondidinho. Até a explosão do Ara San Juan foi detectada por sensores. Vai ter que botar na mesa, se decidirmos seguir pelo caminho de picar o acordo. Acordo picado, bomba feita. E as sanções também. Batendo na porta.

      O Iran tem amigos poderosos. Nós? O Iran tem grana. Nós?

      Esse acordo do clube do bolinha foi feito em uma época passada. Ultrapassada. Israel, Índia, Paquistão, Coréia do Norte, China…por que o Brasil não deve se juntar a eles?

      Bruxas e Coincidências. Não acredito. A corrupção sustenta nossa política desde desde. Quando chegamos às centrífugas e ao pré-sal, veio a Lavajato.

      Bem bacana.

  10. O Brasil só poderia ter armas nucleares se o povo tivesse mais estudo e parasse de eleger populistas, não seria nada prudente termos tais armas nas mãos de políticos desequilíbrados. Só espero que o projeto do subnuc não vire ferro velho, tanto tempo e dinheiro gastos para nada?

    • O problema com os populistas é que eles falam a verdade. Nasceram e cresceram entre populares. Professores e médicos como Janio e Juscelino. Gente comum. Raça extinta.

      Encontrar gente sensata nos dias atuais…equilíbrio…vivemos tempos de gente azeda.

        • Foi pior. As vezes mais. Ou menos.

          Klatu Barada Nikitu. Anos 1950. Alienígenas pousaram no Central Park para nos advertir sobre o uso da energia nuclear.
          Inspetor Kobic da S.I.D. Nos anos 1960 os inimigos eram do leste. No oeste havia o paraíso do LSD. A nave dos pequeninos já era movida por reator.
          Napoleão Solo e Ilia Kuriakin lutavam contra sabotadores e espiões que queriam roubar segredos radioativos da Uncle.

          Acordo dos anos 1960.

          Quem puder que assista Limite de Segurança e Dr. Fantástico. 1964.

          Não faz sentido ver e pensar o mundo dos anos 1960 em 2020. Ontem vi a foto do UBER aéreo autônomo. Levará 20 passageiros. Aqui, no oco aonde vivo, o prefeito baixou mais uma regulamentação. UBER terá que pagar para usar as ruas…

          Como é mesmo o nome daquela presidenta que queria engarrafar o vento?

          • Esse teu segundo parágrafo aí, por favor, me diga que não é sério.

            Sobre o Uber voador: Isso já existe, se chama companhia de taxi aéreo. Não vai funcionar. E olha que eu gosto da Uber e uso direto. Mas nem (vocês sabem) que eu entro num treco que voa sem piloto.

    • Um ponto importante, armas nucleares são caprichosas e caras de manter. Possuir vetores que possam lançar as mesmas, são tão caras quanto. E para que? Teríamos uma corrida armamentista com a Argentina, estress e desconfianças.
      Não tem sentido (pelo menos atualmente).

      • Caro Humberto. Excelente ponto de vista. Havia uma corrida armamentista entre Brasil e Argentina pela bomba atômica que somente foi encerrada pelos presidentes Sarney e Alfonsin, que culminou com a criação da ABACC, uma agência argentino-brasileira que fiscaliza as atividades nucleares destes dos dois países. A criação dessa agência é tão importante que deveria receber o Nobel da Paz por garantir o uso pacífico da energia nuclear na América do Sul. Os ganhos que resultaram do fim da guerra armamentista são muito maiores que os ganhos advindos da posse de armas nucleares.

        • Exato, por sinal, com o fim (pelo menos um nível de confiança muito bom, pois confiar 100% não pode) das desconfianças mútuas entres os países, as Forças Armadas pôde olhar com mais carinho para o norte do Brasil.

          • Olá Humberto. Você tem razão. Eu também vejo que o fim corrida Brasil-Argentina beneficiou toda a região, porque deu argumentos para que todo o Cone Sul atuasse pelo banimento de armas nucleares na região. Quando lemos sobre o esforço da Coreia do Norte (e acho que eles têm razão para ter um arsenal nuclear), dá para concluir que o obstáculo não é técnico, mas o custo de um programa nuclear é muito alto (falo do custo para a sociedade). Gostaria de ver um dia a ABACC recebendo um Nobel da Paz.

  11. Interessante. Todos posam de cidadãos de bem, vociferam pela justiça rigorosa e instantânea, que tem que “prender todo o mundo” e ter tolerância zero…”se o juiz condenou, é culpado, vai pro presídio e joga a chave fora!”
    Mas tudo isso com os outros, claro. Quando o condenado é um almirante, aí passa a ser injustiça, perseguição, conspiração, etc… “Tinha que ter sido condecorado” rsrsrs
    Parecido com a história dos privilégios: ruins são os dos outros. Nos meus ninguém toca porque têm uma boa justificativa.

    • Caro Telêmaco, Von Brown era um nazista, mas ao invés de ser enforcado, ganhou um passaporte americano e foi responsável pelo sucesso do programa espacial dos EUA.

    • Anos 1960.

      Papai trabalhava em indústria mecânica que virou implementos. Vender para estatal, autarquias, empreiteiras, somente com superfaturamento, comissão, caixinha, bola, incentivo, guelta.

      Anos 2014 a 2018. Quatro anos de Lavajato. Tivessem entrado no Túnel do Tempo dava na mesma.

      Almirante Othon pegou 40 anos. Parece que reduziram. Por intermediar e consultar. Eu teria pago a consultoria em dobro. Com homenagens.

      • O mesmo juiz/justiça que julgou e condenou o governador aquele e sua esposa, condenou o almirante. O mesmo Ministério Público denunciou. Todos tiveram as mesmas oportunidades de defesa.
        Mas contra o almirante foi tudo uma conspiração! (só contra o almirante! Contra os outros, como o governador, a esposa, a guerrilheira e até contra o “iluminado de Garanhuns”, aí não!)
        Ou seja, a justiça só é justa quando condena quem eu não gosto, fora daí tem armação!
        Esse é o retrato perfeito do Brasil e do brasileiro.

        • É.

          Existe juiz. Justiça nao vi ainda.

          Alguém apertou um botão. Tava na cara. Paulo Francis denunciou a corrupção na Petrobras. Ganhou ação e câncer. Morreu de infarto.
          Pré-sal, estádios, copa, olimpíada, Fifa, mensalão, petrolao. Vou somar.

          57+15+25+35+?10+25.

          A calculadora recusou. Muitos bilhões.

          Condenaram o Almitante Othon por ter consultado? Cobrado por consultar? O mesmo Almirante Othon da CNEN?

          Deve haver equívoco. Nos EUA teria virado bilionário com estátua. Na Rússia, amigo do Putin. Na Europa, cidadão sem fronteiras. Em Cuba, maior que Fidel…ops, talvez não.

          Terra do drama. País das novelas. Vovó escutava novelas no rádio. Dramas. Não mudou quase nada.

  12. No fim de tudo é o seguinte: pessoas ruins podem fazer coisas boas e pessoas boas podem fazer coisas ruins. Contudo, sejam boas ou ruins, temos de ter cuidado. Já vi documentários em que judeus que trabalharam nas fábricas do V2 ficaram horrizados com o fato de Von Braun ser transformado em herói do programa espacial americano.

  13. Tudo mto legal e bacana,da orgulho, mas uma coisa não sai da minha cabeça, isso tinha que ser bem aqui do lado do Rio? Kkkkk
    Já da no medo ter que viver num estado que tenha uma central nuclear,agora aqui além de central nuclear tem fábrica de enriquecimento e processamento de combustível radioativo ? Pesado

  14. Esteves, bom dia.
    Continuo concordando contigo, apenas acho que seria ruim para nós, por agora, rompermos o Tratado e começarmos a construir a bomba, apenas por um motivo: viramos alvo duma gama imensa de ‘comunidades’.
    Ainda não temos condições de enfrentarmos qq barreira que o tio Sam nos imponha.
    No mais, picotear o Tratado é preciso, sim!

  15. Sou totalmente favorável ao Brasil possuir seu próprio arsenal nuclear afinal é melhor ter e não precisar do que precisar e não ter. infelizmente a péssima gestão dos governos militares e os tratados que nossa classe política inepta e corrupta praticamente anularam as possibilidades do Brasil entrar pro hall de potências nucleares.

  16. Quanta estultices! Primeiro o projeto que dotou os EUA de capacidade nuclear Bomba, custou 100 bilhões (valor presente-de hoje) e chegou a empregar 100 mil pessoas.
    Pessoal com síndrome do “pau grande”, coisa infantilóide, tipico da idade da “aborrecência”.
    Deem-me um bom motivo de termos armas nucleares sem os misseis balísticos?
    Vamos usar o “pau grande” em quem? Na Argentina por eles acharem que maradona é melhor que Pelé? Na Venezuela por ficarem mandando malandros pra Roraima?
    Nós não precisamos de bombas atômicas, precisamos de usinas/energia. Se o Brasil parar de exporta alimentos matamos mais gente do que bombas atômicas.

    • Caro Marcelo. Eu também sou contrário à produção de armas nucleares (aliás, defendo o seu completo banimento). Também concordo que o programa de armas nucleares desenvolvido pelos EUA durante a II Guerra foi muito caro e recrutou a nata dos cientistas do mundo. Contudo, é preciso ponderar algumas coisas. Segundo a “Brookings Institution” no documento “THE COSTS OF THE MANHATTAN PROJECT”, o projeto Manhatan custou no total US$ 21, 5 bilhões (valores de 1946). Foram construídas 4 bombas (uma não foi usada), o que resultou em um valor médio de US$ 5 bilhões por cada bomba (o que bate com o documento que vi no museu em Hiroshima). O valor corrigido para hoje seria de US$ 280 bilhões (ou US$ 64 bilhões por bomba). Contudo, é preciso lembrar que o projeto foi superdimensionado para continuar suprindo as forças armadas dos EUA com mais bombas durante o período pós-guerra. Acho que seria possível hoje desenvolver um programa nuclear mais modesto por uma fração deste valor (mesmo assim, seria um de dezenas de bilhões de dólares). Contudo, o custo de um programa militar não pode ser avaliado apenas em termos econômicos, mas também estratégicos (o ProSub é um exemplo de um importante programa militar mais estratégico que econômico, enquanto o KC390 parece ser mais econômico que estratégico). Creio que seria um erro estratégico o Brasil construir uma bomba atômica.

      • Vocês poderiam me dizer qual o custo do EUA teve para manter a guerra contra o Japão durante a segunda guerra no pacífico ? Até onde eu sei depois que foi lançada a bomba contra o Japão a guerra lá acabou. Então o custo empregado para desenvolver a bomba pode ser compensado pelo fato do fim da guerra.

        Só acho que isso tem que ser levado em conta.

        • Ola Romp.
          Segundo o documento do Brookings Institution que mencionei, o custo da II Guerra para os EUA foi de US$ 3,3 trilhão, mas está claro se isso é valor de 1946 ou 2018. Encontrei um documento “Statistical Review?World War II: A Summary of ASF Statistics” que menciona US$ 68,8 bilhões (1946) gastos pelo Exército. Também encontrei um valor de US$ 341 bilhões (1946) como gasto total, que seriam US$ 4,4 trilhões hoje, próximo do valor de US$ 3,3 bilhões da outra fonte. Acho que estes números dão uma dimensão do custo.

        • Invadir as ilhas do Japão com operação anfíbia era absurdamente arriscado. A Europa estava cansada de guerra, os europeus não iam embarcar nessa. Os EUA teriam que sozinhos fazer uma nova operação Overlord. E essa seria bem pior do que a invasão da Normandia pois pelo histórico das batalhas anteriores entre japoneses e americanos, os japoneses recusavam-se a se render e lutavam até o último homem. As perdas americanas em uma invasão ao Japão eram calculadas na casa dos milhões. Para um exército que já vinha combatendo a anos.
          Era guerra, entre um milhão de vidas do seu inimigo e um milhão de vidas de seus soldados, obviamente eles preferiram jogar a bomba. Nem era só custo financeiro, era o custo humano também.

          • Meus caros amigos, o objectivo do programa nuclear da marinha é domínio do ciclo, ou seja no final de tudo o mais importante é a tecnologia, com o Prosub teremos reactores com 20% de enriquecimento, mas com o combustivél durando no máximo 7 anos, logo o que encarece mais os submarinos, os reactores americanos e britânicos são de 80% logo duram mais, estamos seguindo o exemplo francês.

    • Só que na época o projeto de uma bomba atômica era novidade, ainda nem se sabia a melhor forma de se obter combustível nuclear e nem o melhor design de bomba. Isso fez o programa alcançar esse valor na época. Temos que lembrar que quase toda a tecnologia e conhecimento relacionada a produção de um arsenal nuclear não é novidade, os caminhos já são conhecidos, o que torna os custos relativamente menores.

  17. Só eu que acho ridículo o Brasil dominar o enriquecimento de urânio, e ter uma das tarifas de energia mais caras do planeta, sendo dependente das hidrelétricas e das termelétricas? Com tanto potencial jogado fora, era para termos uma das mais baratas. Alguém deve ganhar muito dinheiro com isso só pode, o setor elétrico do Brasil é um grande cartel comandado pelo estado brasileiro.

    • Caro Defensor. Sugiro consultar o relatório “world energy prices” (edição 2018). Lá você vai encontrar uma boa comparação do custo da energia elétrica em diferentes países, tanto em USD/MWh quanto em USD(PPP)/MWh. Chama a atenção que a energia elétrica é muito cara em países da Europa (Alemanha e Itália) e especialmente cara no Japão, enquanto os países que possuem grandes reservas de petróleo e gás tem preços baixos (como Arábia Saudita e Russia). O Brasil tem um preço intermediário. (Alemanha 325 USD/MWh, Brasil USD 175 USD/MWh, Russia USD 50 USD/MWh.

  18. Já expliquei aqui sobre a questão energética brasileira. Estrangeiros investiram muito aqui para gerar infraestrutura energética para mover plantas extrativistas e industriais. Minério de Ferro e Bauxita exportados em chapas e tarugos, ou seja, sem valor agregado nenhum…exportamos energia LIMPA para os Japoneses, Europeus e USA. A industrialização da China partiu deste mesmo princípio..SÓ que os chineses estão agregando valor à suas exportações de energia e “escrava” Mão de Obra. Ou seja, a RENDA dos chineses estará aumentando em muito nos próximos 20 anos…igual aos da Coreia do Sul.
    Enquanto a do brasil continuará a mesma, por isso a energia é CARA para nós. A usamos para manter vantagens competitivas de troca com o exterior. 10 toneladas de soja ou de aluminio …para comprar uma Tv 55 polegadas.
    Longe de mim alimentar discursos nacionalistas….quero inteligência e não trogloditas de direita ou esquerda vociferando contra povos mais sagazes que nós. Quem estiver interesado em saber as causas da nossa “miséria” => google => Marcelo Danton Silva Video Debate

  19. Trilhões de Dólares da época..é muito difícil calcular..mas na época foi algo em torno de 1 a 2 trilhões US… incluso a produção da Bomba

  20. Duas dúvidas:
    – então não temos autossuficiência em combustível nuclear para Angra 1 e Angra 2? (de onde importamos o combustível que não produzimos?)
    – quantas centrífugas serão necessárias para enriquecer o combustível do Álvaro Alberto a 20%?? (haverá escala necessária para justificar tamanho investimento para apenas um submarino nuclear, que só reabastece de x em x anos?) (as centrífugas ficarão paradas entre um abastecimento e outro??).
    .
    Quanto à energia cara no Brasil, esse foi um dos grandes erros da Constituição de 88, ter passado o ICMS sobre energia, combustíveis e telecomunicações para os Estados sem ter uma trava de alíquota máxima. Como são setores fáceis de tributar, os Estados foram elevando as alíquotas até chegar às alíquotas absurdas atuais, de 30 ou mais %. A tributação tão elevada nos principais insumos produtivos é um dos grandes fatores que faz nossa indústria ser pouco competitiva, além de encarecer muito os produtos agrícolas e extrativos. Mas para voltar atrás agora é difícil, os Estados ficaram ultra dependentes dessa tributação exagerada em insumos produtivos, se reduzir a alíquota sofrerão uma espécie de crise de abstinência.

    • Caro Nilson, segundo uma reportagem do O Globo “Dono da sexta maior reserva no mundo, Brasil importa urânio” de 2016, a INB fornecia apenas 16% do combustivel de Angra (agora poderá abastecer até 45%). Para completar, o combustivel enriquecido em 4% é importado dos EUA, Alemanha, Holanda e Reino Unido. Sobre o combustivel para o submarino nuclear, se não me engano será enriquecido a 20% e o projeto é que ele seja reabastecido a cada 5 anos sem a necessidade de cortar o casco em função do projeto. O Nunão nos deu uma importante informação sobre separação das operações de combustivel civil (4%) do militar (20%). Sobre os impostos, a tributação no Brasil é da ordem de 32% (considerada mediana entre os países, segundo a OCDE). Por outro lado, os juros cobrados pela rede de bancos são das mais altas do mundo, o que inviabiliza muitos investimentos.

  21. Meus caros, só o fato de podermos ter pelo menos um submarino nuclear é um fato dissuasório suficiente para nossas necessidades de defesa. A questão é alguns ficam querendo uma situação de defesa ideal e utópica. Olhando a questão apenas pelo prisma estratégico, ter armas nucleares seria o ideal? Talvez. O problema é que temos que encarar a questão de defesa não pelo ideal, mas pelo possível. Temos que ter um sistema de defesa não o ideal, mas bom o suficiente para nossas necessidades, até pelas nossas grandes limitações orçamentárias.

    • Não é. Porque ele terá que sofrer manutenções. Se forem 2, um estará em adestramento e treinos. Para ter um sempre em operação precisamos de 3 subs nucleares. Nesse oceano enorme teriam que ser 6 para confiar que 2 estariam sempre prontos.

      Vendo a vida pelo possível…quais as chances de bombardear Tóquio com B25 decolando de porta-aviões? De encontrar água em Plutão? Remar até a África?

      A capitalização da Engeprom foi um papelzinho. Simples. Como toda a verdade é sempre negada. No início. Depois acomoda. O Esteves faria outra papelzinho com 15. Ou 20. Depois assenta.

      Se podemos sustentar juiz comendo 1,5% do PIB…

    • Não é. Porque ele terá que sofrer manutenções. Se forem 2, um estará em adestramento e treinos. Para ter um sempre em operação precisamos de 3 subs nucleares. Nesse oceano enorme teriam que ser 6 para confiar que 2 estariam sempre prontos.

      Vendo a vida pelo possível…quais as chances de bombardear Tóquio com B25 decolando de porta-aviões? De encontrar água em Plutão? Remar até a África?

      A capitalização da Engeprom foi um papelzinho. Simples. Como toda a verdade é sempre negada. No início. Depois acomoda. O Esteves faria outra papelzinho com 15. Ou 20. Depois assenta.

      Se podemos sustentar juiz comendo 1,5% do PIB…

  22. Acho que tem comentários do Esteves, perdidos.

    Concordando ou não concordando, o que tenho lido sobre o assunto do acordo é que o pensamento atual nas Armas é romper. Pensamento expresso nos blogs de defesa e na mídia que cobriu os eventos na Fundação FHC.

    Governo Sarney? Isso é muito antigo. Anos 1980 ainda havia quem tinha dúvidas sobre a redondeza da Terra. O próprio deve ter afirmado que o planeta era quadrado. Por isso congelou a economia e deu calote. A conta está aí até hoje. Preços tabelados.

    Tributação, sonegação, constituição, segunda guerra…quem aborda o assunto olha para o futuro. Em qual mundo estaremos vivendo em 2070? Por que devemos nos limitar? Por que devemos aceitar a tutela de outros?

    Investimento de décadas no uso militar e civil dos reatores somente para construir propulsão e radioisótopos? Será? Para produzir combustível das Angras? Só isso?

    O problema da tributação e das reformas no Brasil é exatamente a abstinência. Se mexer, perde arrecadação. Perde receita. Se reformar, se ficar diferente…quem paga a diferença?

    Metade da quebradeira da Previdência é calote. 50% é dívida ativa. Como cobrar sem afetar os 50% que pagam?

    Esse país é enorme. A energia de Angra e de Itaipu não chega no Norte. Nem no Nordeste. Precisamos de mais de tudo. Muito mais. E de gente que olha para 2080.

    Segunda guerra, Japao, URSS, Projeto Manhattan, U2, Marconi, Jesse James, Von Braun…isso é muito antigo.

    Guerra é guerra. O inimigo vem de plutônio e nós vamos de revólver?

    • Se tivéssemos mais uma dúzia de reatores para produzir energia espalhados pelo país, teríamos algo à mais para produzir urânio enriquecido além de Angra e dos subs… 😁

  23. A questão de termos nukes passa não só pelo dispositivo propriamente dito, mas pela sua proteção, armazenamento, e lançamento.
    – Para se ter poder nuclear, é necessário poder convencional;
    – Deverá ser protegida, o que chamará a atenção sobre sua localização;
    – E se necessitará de vetores (mísseis), já que o lançamento por queda livre possui riscos.

  24. Nilson, o processo de ultracentrifugação permite que o hexafluoreto de urânio seja recirculado nas cascatas indefinidamente, aumentando o nível de enriquecimento a cada passagem. Ou seja, o número de ultracentrífugas, a grosso modo, não limita o nível de enriquecimento. A vantagem de aumentar o número de ultracentrífugas é conseguir um maior volume de produção. E as ultracentrífugas funcionam continuamente, pois urânio enriquecido é um material muito valioso e sempre escasso

  25. Se as atuais cascatas hoje existentes fossem voltadas para a fabricação de urânio na porcentagem necessária para a fabricação de armas nucleares quantas armas poderiam ser construídas com essa quantidade de urânio enriquecido em um ano ?? O Brasil só teria condições de construir bombas de fissão ou teria condições de fazer bombas de fusão (termonucleares) ?? O Míssil ou Foguete VLS tipo o que explodiu em Alcântara poderia ser adaptado para transportar ogivas nucleares e termonucleares ?? Qual seria o alcance de um VLS adaptado para tal fim ??

    • Olá Claudio. Pelo que sei, sera possível enriquecer o urânio até 80% usando esta centrífugas. Acho que mesmo que você tivesse apenas uma ultracentrífuga, isso seria possível, mas ida demorar muito. Segundo a página do INB, a capacidade da empresa é produzir 400 ton de urânio 4% ao ano. Se a eficiência de processamento for a mesma parar todas os níveis de enriquecimento (eu acredito que sejam diferentes) seria possível produzir alguma aproximadamente 20 ton de urânio enriquecido 80% por ano (uma bomba precisa de cerca de 70 kg), mas eu acho que é muito menos do que isso porque a taxa de eficiência para processos de purificação cai exponencialmente. Acho que o Brasil não tem condições de construir hoje nenhum tipo de bomba atômica porque seria necessário desenvolver muitas outras coisas além de ter a capacidade de enriquecer urânio. Levariam alguns anos até resolver todos os problemas tecnológicos envolvidos na construção de uma bomba de fissão. As de fusão são muito mais complicadas. Tomando como referência as bombas lançadas sobre o Japão que pesavam cerca de 4,5 ton cada uma e que o VLS foi projetado para lançar uma carga útil d e 380 kg, acho improvável que fosse possível usar esse foguete como um míssil para armas nucleares. As bombas mais modernas são mais leves. Um dispositivo W87 pesa cerca de 350 kg, mas é improvável que o Brasil consiga fabricar uma bomba tão leve assim. A conclusão é que o país tem o conhecimento teórico para construir uma bomba de fissão, mas não tem a capacidade técnica para fazer isso, apesar de ter capacidade instalada para obter urânio 80% relativamente rápido.

      • Boa explicação. O presente. Aqui no oco há um parque tecnológico de 2 milhões de metros quadrados. Pesquisando…pesquisando…analisando.

        É o dobro de Aramar em Ipero. Precisamos de dispositivos pesando 300 kg para 2045? Faz um papelzinho de 15 bi.

        Qual é o próximo problema?

  26. Essa terra é tão atrasada…esqueci de confirmar ao Fernando lá de cima.

    5% do faturamento do veículo UBER como taxa de uso das vias públicas. Mais uma dúzia de crespices desse nível.

    Se o invasor decide invadir, ele terá que enfrentar quantidade. O que o obrigaria a fazer guerra assimétrica. E custosa. Tendo entrado, ele enfrentará danos irreparáveis. Não sabendo aonde estão os subs, não conhecendo os vetores nucleares, sabendo que irá perder 50% do esforço no enfrentamento superfície/superfície…quem se atreve?

    Não basta negar. Tem que botar pra correr. Fazer o inimigo sentir dor. Muitas perdas. Então, ele vira? Se sim, com muita fome. Ou não vêm.

    Todos os vetores deveriam ser capazes de levar armas nucleares. Seria uma guerra continental. Estaríamos juntos dos/com hermanos pelo mesmo mar e pela mesma terra. E pela mesma água porque os aquíferos são continentais também.

    Lá pelo ano 2052.

  27. De fato, o Brasil é signatário do tratado de não proliferação de armas nucleares, estando impedido de enriquecer urânio ao nível de fabricação do artefato, porém, no seio das FF AA não há unanimidade em relação ao assunto. Hoje, face a nossas limitações econômica, política, científica e tecnológica, não há debate formal sobre o tratado, mas, fico feliz em saber por fontes confiáveis que o assunto jamais foi ou será esquecido. Pode, um dia, vir a ser questão de soberania.

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