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Esquadra Brasileira deve perder mais seis navios de escolta até 2025

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Navios da Esquadra em operação
Navios da Esquadra em operação

Até a entrada em serviço das corvetas classe ‘Tamandaré’, a Marinha do Brasil contará com apenas 5 navios de escolta para cumprir suas missões constitucionais

Por Alexandre Galante

Em 16 de agosto de 2007, o então Comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, em audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), fez o seguinte alerta:

— O poder naval brasileiro poderá desaparecer até 2025 se até lá não houver novos investimentos em equipamentos.

Dez anos depois, em 25 de maio de 2017, o atual Comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, fez observação semelhante diante da mesma Comissão:

— Precisamos de pelo menos mais R$ 800 milhões por ano pra que o Brasil tenha uma esquadra de acordo com suas necessidades. Isso precisa ser acertado, ou a nossa esquadra de superfície vai desaparecer em pouco tempo — ressaltou o comandante, revelando ainda que a Marinha é a Força que mais tem sido afetada pela perda de verbas.

O almirante Leal Ferreira ressaltou na ocasião que para possuir uma esquadra digna da relevância geopolítica do Brasil, a Marinha precisa de destinações orçamentárias anuais entre R$ 3,2 bilhões a R$ 3,4 bilhões.

Mas o atual cenário de restrições, advertiu, tem causado grandes dificuldades, uma vez que para 2017 a verba disponível foi de apenas de R$ 2,34 bilhões, sem contar os contingenciamentos.

Nos 10 anos de diferença que separaram as declarações dos dois Comandantes da Marinha, a situação da Esquadra Brasileira só piorou, com o envelhecimento em bloco dos navios de escolta e a desativação dos que se encontravam em pior estado.

Dos 11 navios escolta que restam, 6 fragatas classe “Niterói”, 2 fragatas classe “Greenhalgh” (Type 22), 2 corvetas classe “Inhaúma” e uma corveta classe “Barroso”, apenas dois navios deverão durar até 2028, fora a Barroso, que foi incorporada em 2008.

Perfil da corveta classe Tamandaré
Perfil da corveta classe Tamandaré

Programa das corvetas Tamandaré

A Marinha do Brasil (MB) deverá divulgar a “short list” das propostas do Programa Tamandaré em 30 de outubro. A seleção do grupo vencedor deverá ocorrer até o final de 2018.

O Programa Tamandaré será vital para manter a Marinha operacional na próxima década e deverá exigir, em oito anos, US$ 1,6 bilhão para adquirir quatro corvetas — a primeira sendo entregue quatro anos após o contrato ser fechado.

A tabela abaixo, compilada através de informações ostensivas, dá uma ideia do desafio da Marinha do Brasil para manter alguma capacidade operacional na primeira metade da década de 2020.

Baseados em informações divulgadas sobre as modernizações e o estado de conservação dos navios, estipulamos datas aproximadas para as desativações, com alguma margem de erro. A tabela poderá ser atualizada conforme novas informações sejam obtidas.

Três fragatas classe Niterói, duas fragatas Type 22 e uma corveta deverão deverão ser desativadas antes de 2025. As três fragatas restantes que deverão receber uma revitalização, devem seguir operando no máximo até 2028. A corveta Julio de Noronha, que passou por remotorização, será a última corveta classe “Inhaúma” desativada.

Até a entrada em serviço prevista da primeira corveta classe “Tamandaré”, a Esquadra Brasileira só poderá contar com 5 navios de escolta, um número muito baixo para as missões destinadas à Marinha do Brasil.

Nesse ínterim, a Marinha deverá buscar no exterior a aquisição de navios de segunda mão, para preencher a lacuna até a entrada em serviço das corvetas classe “Tamandaré”.

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Claudio Moreno
Claudio Moreno
1 ano atrás

Daí a necessidade de ficarmos com OHP e Duke’se!

Eduardo von Tongel
Eduardo von Tongel
Reply to  Claudio Moreno
1 ano atrás

Também sou a favor dessa OHP, Tamandaré a muito tempo o gato subiu no telhado. Capaz de fazerem uma só, se fizerem. Sub nuclear? Esquece também.

Munhoz
Munhoz
Reply to  Claudio Moreno
1 ano atrás

Somente para deixar um adendo nos comentários : Quando se compra um equipamento temos que também levar em conta a situação geopolítica de nosso pais, nossos interesses imediatos e futuros etc Sabemos que possivelmente quando se compra um míssil ocidental ou um sensor por exemplo (dependendo do tipo etc) este “possivelmente” não ira funcionar adequadamente contra uma possível frota invasora ocidental, ai entra variadas questões técnicas “códigos fonte”etc ! Então devemos levar em conta que tipo de inimigo poderíamos enfrentar ? É mais ou menos o seguinte raciocínio o meu: Você tem uns vizinhos boa praça etc, no entanto eles… Read more »

Fabio
1 ano atrás

Em uma conta rápida duas Freen novas seja ela Francesa ou Italiana tem um poder de fogo e uma disponibilidade maior que as 5 fragatas atuais da Marinha? Porque três estão praticamente fora da ativa uma Type 22 e duas Niterói! Se levar em conta a possibilidade de ter duas novas $1,5 bilhão elas dariam conta até possibilidade de + fragatas novas

Doug385
Reply to  Fabio
1 ano atrás

Fremm? Qual a parte do “não existe grana” você não entendeu?

Getulio Vagas
Getulio Vagas
Reply to  Doug385
1 ano atrás

Dinheiro pra FREMM não tem, mas pra pensão gorda e vitalícia pra esposa e filha de coronéis tem…

BMIKE
BMIKE
Reply to  Getulio Vagas
1 ano atrás

Correto raciocínio caro Getúlio Vargas, diria a penas para complementar a questão numérica: mais de 100.000 homens na MB em tempo de paz…. Precisamos de uma ou duas esquadras de superfície e não quartéis lotados e pouco trabalho com muito gasto com pessoal. Triste constatação dos fatos.

Ronaldo de souza gonçalves
Ronaldo de souza gonçalves
1 ano atrás

Mudei de ideia acho que pela necessidade devemos comprar algumas ohp,é lutar para as 2 type 23 que a grá-bretanha irá disponibizará, é depois as outras type-23 e com a entrada das barrosos ai sim temos uma folga.

José Luiz
José Luiz
1 ano atrás

Isso não vai acontecer. Nunca aconteceu. Sempre que a situação ficou crítica alguma solução veio, pode ser britânica ou norte americana as mais tradicionais na história da Marinha Brasileira. Mais pode vir a ser outra, não sei. Pena que isso vai acontecer de novo.

pm
pm
1 ano atrás

oh Galante, agradece o Bardini pela dica de fazer esse grafico! Otimo trabalho, parabéns! Mas deixa eu tirar uma duvida e polemizar um pouco: A duvida: vc esta considerando que as duas Type 22 dao baixa junto. Nao seria mais sensato baixar uma antes e depenar ela pra manter a outra mais tempo em serviço? A polemica: eu sou da opiniao de que fragatas tem pouca utilidade para o Brasil. Nao temos que construir uma marinha para caçar submarinos para o Trump ou invadir a Venezuela. Temos que ter uma marinha para defender nossa soberania! Para isso precisamos de submarinos,… Read more »

Zeabelardo
Zeabelardo
Reply to  pm
1 ano atrás

Marinha sem escoltas é guarda-costeira. O país depende das rotas comerciais para alimentar e vestir a população. Isso deve ser motivo suficiente.

Binho
Binho
Reply to  Zeabelardo
1 ano atrás

MB já é uma guarda costeira com maior contingente militar a muito tempooo……..

Agnelo
Agnelo
Reply to  pm
1 ano atrás

Prezado
Aviação não consegue a permanência necessária para proteger as LCM.
Sub nao controlam área.
11% do q navega no mundo sai do Brasil.
O problema não é ajudar Trump ou um Lee desses aí, temos de garantir o nosso, mesmo q eles sentirem em conflito entre eles.
Sds

pm
pm
Reply to  Agnelo
1 ano atrás

A necessidade de navios ASW para proteger o comercio maritimo é algo totalmente obsoleto desde a segunda guerra mundial. Num conflito atual é impensavel submarinos atacando navios mercantes e matando civis. Alem de que submarinos nao sao mais aqueles submersiveis simplorios de 900t e sim embarcacoes caras e complexas construidas em quantidades muito pequenas. Mesmo na hipotese absurda de alguma naçao deslocar submarinos para litoral brasileiro e atacar um navio mercante, ao primeiro ataque ele já indicaria sua posiçao podendo ser facilmente localizado e destruido por meios aéreos. Submarinos sao vetores de lançamento misseis de cruzeiro e balisticos contra alvos… Read more »

Flávio Henrique
Flávio Henrique
Reply to  pm
1 ano atrás

Não guerra não existe direito humanos….e se um sub atacar um navio como é que vão provar de que país era? Vão ficar no disse me disse…..

pm
pm
Reply to  Flávio Henrique
1 ano atrás

Olha antes de isso acontecer, é de se esperar que alguem declare guerra contra nós, entao vc já tem um culpado. Salvo isso, a Al Quaeda nao tem submarinos oceanicos ao que me consta. E, outra, um submarino para atacar um navio mercante precisa se aproximar e identificar o alvo. É comico imaginar submarinos modernos fazendo isso. Um bloqueio naval hoje em dia é feito com meios aereos e de superficie, sem destruiçao de navios civis. Eu tambem vejo muito argumentos de que precisamos de uma marinha para proteger o pre-sal como se alguma marinha estrangeira pudesse bombardear plataformas de… Read more »

Delfim
Delfim
Reply to  pm
1 ano atrás

Segunda Lei da Guerra : sufocar a capacidade do inimigo de fazer a guerra, sufocando o comércio, a indústria e a economia.

BILL27
BILL27
Reply to  pm
1 ano atrás

eu trocaria estes 15 bi ja gastos até agora por meios de superficie . Deixaria para adquir os subs depois .

BILL27
BILL27
Reply to  BILL27
1 ano atrás

O que eu quis doizer é o que parecia ser melhor na época .Agora não tem mais volta .

ALEXANDRE
1 ano atrás

Poxa sera que fazer abaixo assinado daria uma pressionada pro governo criar vergonha e comprar logo essas corvetas?

BILL27
BILL27
Reply to  ALEXANDRE
1 ano atrás

Sugiro fazer uma cheque assinado …O país ta quebrado .ta complicado brother

Guizmo
Guizmo
1 ano atrás

Melhor substituir o Prosuper pelo Pro…zac

Vamos precisar

india-mike
india-mike
1 ano atrás

Galante, vc estima a União como a mais longeva das FCN? Em artigo recente seu e do Roberto Lopes vocês colocaram: /o “Corsário” – como a fragata União (F45) é conhecida – “abriu o bico”. O navio tem sérios problemas de propulsão, eixo e acoplamento de fluído (acoplamento hidrodinâmico para transmissão de potência, por meio da energia cinética produzida pelo fluído de trabalho, seja ele água ou óleo)./ Vc imagina que esses problemas sérios de propulsão serão resolvidos a contento permitindo que ela opere por mais 10 anos? Aliás, entendi que vc agora imagina que a União, juntamente com a… Read more »

James Marshall
James Marshall
1 ano atrás

Vergonhosa a situação de nossa marinha, anos de desvios, megalomanias e incompetências deram nisso, o Almirante Tamandaré deve estar se estrebuchando no túmulo.

Ozawa
Ozawa
1 ano atrás

Com esse quadro demonstrativo tão claro quanto impactante, urge cada vez mais a ênfase em escoltas no atual Programa de Obtenção de Meios Usados Possíveis, vulgo, PROSSÍVEIS, que já trouxe recentemente num misto de oportunidade, competência e milagre, não necessariamente nessa ordem, o ‘Bahia’, o ‘Atlântico’ e, quiçá uma ‘Wave’. Pelo short list do PN as opções são, nas últimas horas, as ‘OHPs’ e as ‘Dukes’.

A questão não é “se” ou “por quê”, mas, simplesmente, “qual”, “quantas”, “quando” e “como” . . .

Frederico Boumann
Reply to  Ozawa
1 ano atrás

É exatamente isso que penso!! Se a Royal Navy der baixa nas duas Dukes, compramos e reformamos; se eles derem baixa no Wave, compramos; se eles vierem a dar baixa em algum dos navios da Classe Albion, compramos. Verifica quantas OHP são servíveis, se tiver cinco, compra. Essa é a Marinha que podemos ter!!! Meios usados, mas ter uma marinha. Não adianta ficar sonhando com meios novos sem ter recursos, com 2 Bi U$ divididos em quatro desembolsos, cada desembolso anual de 500M, poderemos navegar pelo menos mais 15 anos. Daqui a 10 anos veremos como estarão as coisas. Menos… Read more »

Juarez
Juarez
1 ano atrás

Duvido que as T22 vão até aquela data, uma sai antes de 2021.

Brasil vencerá
Brasil vencerá
1 ano atrás

O sistema político não está nem aí para a defesa nacional…pelo contrário…esse cenário e proposital…faltam mesmo recursos ao pais? Ora e a montanha de dinheiro liberada para abafar as investigações levantadas contra o presidente? E o aumento anunciado a pouco ao judiciário? Etc…olha ou estamos diante de uma situação de inocência ou conivência em aceitar essa situação…vcs escolhem…

Jonathas Guerra
Jonathas Guerra
1 ano atrás

A pergunta é a seguinte: será que as OHP estão em melhor condição que os meios atuais?

willhorv
willhorv
1 ano atrás

Cadê o sacudo roxo!??
Com o tamanho de nosso litoral e das riquezas nele contidas é uma vergonha o que vemos aí!
Acredito que 4 ou 6 fragatas deverão “aparecer” neste cenário, para que possamos manter a marinha, se não a coisa emborca de vez…
E vai ter que ser logo!
Isso pq não tivémos um desastre com os atuais meios…coisa passível de acontecer!

Gabriel
Gabriel
1 ano atrás

Como conseguimos chegar a esse ponto, eu vejo e não acredito.

Luiz
Luiz
Reply to  Gabriel
1 ano atrás

E a tendência é piorar, infelizmente.

Jonathas Guerra
Jonathas Guerra
1 ano atrás

Na engenharia tudo é possível, com dinheiro é claro, mas acho que com uma modernização que envolvesse a remotorização e a instalação de sistemas, sensores e armas iguais as selecionadas no projeto Tamandaré conseguiríamos manter 5 Niterói + a Barroso, pelo menos até 2028… Isso por um preço bem mais baixo que unidades novas… além disso, no final da construção das Tamandaré, já recontratar um segundo lote de 4 unidades.

Vovozao
Vovozao
1 ano atrás

Quinta-feira, 27/09 – Não foi levado em consideração que são suposições, oficialmente pode ser pior do que estamos projetando, podem estar pior que temos conhecimento.

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

Somente especulando . . . Se a nossa marinha não faz nenhuma missão “oceânica” (aquela missãozinha no Líbano, uma corveta também faz) e se o nosso cenário é de baixíssimo risco, porque essa urgência em comprar coisas usadas? Será mesmo que a aquisição do Bahia e do Atlântico eram uma coisa REALMENTE necessária em uma marinha que faz missões praticamente só de guarda costeira? Sendo realista, com o governo “devendo até a cueca”, falta de infra-estrutura e todos os problemas que o país tem, o dinheiro de novos navios ou submarinos deve ser pensada com cuidado. E não sair comprando… Read more »

EduardoSP
EduardoSP
Reply to  Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

Nesse meio tempo, fazer o que com os 70 mil militares da ativa da MB?

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  EduardoSP
1 ano atrás

E desses 70 mil, quantos servem nas fragatas? Uns 2.000/3.000? Remaneja para outras funções. Aproveita e cancela o eterno treinamento dos pilotos de A-4 e transfere eles pra FAB. Um novo NAe não vai sair antes de 20 ou 30 anos mesmo . . .

Leonardo M.
Leonardo M.
Reply to  EduardoSP
1 ano atrás

Vão subir morro no RJ
Distribuir cestas básicas no NE
Matar mosquitos da dengue em SP
Varrer o QG da marinha em Brasília
Tocar fanfarra no Acre

Tem muita burocracia para esse contingente

Rafael_PP
Rafael_PP
Reply to  Leonardo M.
1 ano atrás

Também podem sair em procissão pelo país reabastecendo os bancos de sangue nacionais.

_RR_
_RR_
Reply to  Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

Daniel, O problema é a obsolescência e os riscos advindos do uso de equipamento já tão antiquado e que, sem sombra de dúvidas, já deveria ter sido retirado de serviço. E as missões tem que ser cumpridas. Ponto. E dado o ‘gap’ que ocorreria até a entrada em serviço de um navio novo, o usado se torna a opção simplesmente por já estar construído, principalmente se este último estiver com maior vida residual e puder vir ‘hot’, como o PHM ‘Atlântico’… Como disse um certo general: “um exército pode ficar 10.000 anos sem ser utilizado, mas não poder ficar um… Read more »

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  _RR_
1 ano atrás

Cara, o que você disse é lindo, mas a realidade é que a MB está obsoleta e perdida. Tirando o congresso nacional, nunca vi lugar para aplicar tão mal o dinheiro público. O alto comando passa uma sensação de incompetência alarmante. Parece que está todo mundo otimista que vai acontecer um milagre e de repente e bilhões de dólares vão aparecer do nada. Tiveram 40 anos para planejar a substituição das Niterói (depois de terem feito a transferência de tecnologia e treinado pessoal) e jogaram tudo fora. Precisa de meios novos, compra de prateleira, mas compra novo para acabar com… Read more »

Flanker
Flanker
1 ano atrás

Das 11 escoltas atuais, não temos, operacionais, nem perto disso! As duas Greenhalgh possuem sistemas e armas obsoletos. Tirando os Exocet e os torpedos, esses dois navios tem baixíssimo valor militar. Seus Seawolf, operados a partir de lançadores conteiráveis, já foram descontinuados há tempos. Seu aistwma de propulsão é caro de operar e manter. Das seis Niterói, a que dá nome à classe está atracada há algum tempo, e seu sistema de propulsão, e esteuturas, já estão bem desgastados. Alguns de seus sistemas foram canibalizados para equipar outros navios irmãos. A Defensora está há muitos anos em um PMG interminável.… Read more »

Roberto Santos
Roberto Santos
1 ano atrás

Esquadra ? qual esquadra ? somos uma frotilha, e olhe lá.

Luiz
Luiz
Reply to  Roberto Santos
1 ano atrás

Se continuar assim, logo logo estaremos competindo com a ” esquadra ” da Bolívia”

Bardini
Bardini
1 ano atrás

Eu “desenhei” um pouco, pra tentar melhorar o debate. Dá pra melhorar muito isso… Bom, alguns comentários: . Eu não sei se concordo com algumas estimativas de baixas. Tem coisa nessa estimativa que é algo até “bom”, que é o fato de que as FNC que vão dar baixa antes, poderiam em tese, cobrir o período de parada das FCN que vão seguir em frente. Mas por outro lado, não acredito que as duas FCG possam chegar em 2023. Talvez a Rademaker possa, utilizando peças da Greenhalgh, ou o contrário… . A Barroso não vai parar agora. Não tem como.… Read more »

Bardini
Bardini
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Ahh…
Se duas FCN forem modernizadas e etc… Acho que essas duas poderiam durar mais que os 5 anos dessa estimativa, ainda mais pq as outras forneceriam peças.

Bardini
Bardini
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Eu vou acabar enchendo isso de notas…
.
Nessa estimativa toda, no próximo mandato, o Governo/MB gastaria apenas com as CCT, os 4 Patrulhas e em levantar o que ainda da pra levantar dos Escoltas… O foco ainda poderia ficar no PROSUB. No próximo mandato, é que demandaria ocorrer um maior investimento na força de Superfície.
.
Se o próximo Governo for “bom” e em um mandato as coisas melhorarem, economicamente, as coisas tendem a melhorar… Mesmo que seja um novo vôo de galinha de uns ~10 anos.

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Ah, cara . . . Eu não sou tão otimista assim. Acho que as coisas vão piorar muito ainda no país antes de começar a melhorar. Se conseguirem construir esse primeiro lote de Tamandarés já estamos no lucro. Talvez após o fim do PROSUB, dê para comprar mais um lote. Se bem que fica aquela pergunta: para uma doutrina defensiva como o Brasil tem, é melhor navios ou submarinos? Aposto no segundo, mas isso sempre rendeu um debate interminável nas páginas sobre assuntos militares na internet . . . E se pra nós que somos leigos, o assunto é complicado,… Read more »

Flávio Henrique
Flávio Henrique
Reply to  Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

Claro Daniel um meio não exclui o outro e sim se complementam agora qual será o meio principal é o que redem discussão.No tocante ao nosso atual TO ter meio de praticar guerra submarina é crucial ou seja devemos sempre contar com submarinos e meio ASW. Por isso não acho que o Brasil possar abrir mão de fábricar submarinos e nem de frabicar combatentes ASW (mesmo que sejam pequenos, eles ainda terão vantagens se comparados com aeronaves baseada em terra).

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  Flávio Henrique
1 ano atrás

Você não está sendo realista, meu amigo. A MB não tem dinheiro de fazer nem uma coisa e nem outra. Ela será obrigada a escolher uma das opções ou ficar sem a quantidade necessária em ambas, o que parece ser a decisão que foi tomada.

Flávio Henrique
Flávio Henrique
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Bardini
Para a MB seria o melhor construir as escoltas AAW ≥ 6.000t lá fora para economizar. Outra forma d e ter mais escoltas seria dotar os navios capitânia de sistema AAW (VLS além de sistemas de curto alcance).

Bardini
Bardini
Reply to  Flávio Henrique
1 ano atrás

Se eu for colocar o que eu acho melhor, vai mudar ainda mais isso aí… Eu já coloquei os 04 Patrulhas, só para dar uma ideia, mas nem deveria ter colocado. Eu não teria investido em uma Corveta, ainda mais amarrada em um lote pífio de 4 Navios, que não vai melhorar nossa situação. Eu teria focado em um projeto único, de uma Fragata na faixa das 4.500t, para construir gradativamente ao longo de toda uma década, 12 desses navios e esses seriam nossa Força de Escoltas. . Essa quantidade de meios é uma especulação que julgo que a MB… Read more »

Guizmo
Guizmo
Reply to  Bardini
1 ano atrás

O seu esforço e comentários são dignos de nota, Bardini. Posso não concordar 100% com as ideias, mas tiro meu chapéu por seu entusiasmo na pesquisa

Ricardo Santos
1 ano atrás

O problema é que nós, pobres mortais, não temos idéia do quanto de dinheiro temos disponível pra essas coisas e o quanto teremos no futuro! Seria salutar criarem um fundo fixo no orçamento só prá isso, ou uma estimativa realista de valores, prá começarmos a nos programar e ver o que dá prá fazer ou não! Sou da opinião de que deveríamos investir em navios patrulha novos, como os Amazonas (um pouco melhor armados em um lote de, no mínimo 4, pois já temos o desenho original em nosso poder) em paralelo com as Tamandaré e, já contratar um novo… Read more »

Nico 88
Nico 88
1 ano atrás

Na página 617 do orçamento da união de 2018 a gente entende porque “falta” dinheiro pra termos uma marinha decente. Pesquisem e vejam quanto é
gasto com pessoal e quanto é investido. Se não equacionar isso daqui a 10 anos a gente vai estar comentando da precariedade da nossa marinha de novo e como sempre.

Foca
Foca
Reply to  Nico 88
1 ano atrás

Amigo, essa tecla novamente apesar de todas as reportagens sobre as medidas que a MB já tomou para redução de pessoal ao longo de 15 anos?

Ricardo Santos
1 ano atrás

Já temos as plantas de construção dos Amazonas, que custaram uma boa quantia de dinheiro! Por que não completamos os patrulhas de 500 ton. que estamos terminando e nos concentramos na construção desses patrulhas maiores em regime de urgência, em paralelo com as Tamandaré? Eles têm maior autonomia e, já vimos até um deles participando de exercícios na costa africana! Se forem melhor armados que os originais seriam de mais valia que as velhas e caras de se manter OHP e mais baratas que as Duke.

Mikhail Bakunin
Mikhail Bakunin
Reply to  Ricardo Santos
1 ano atrás

Navio patrulha nunca vai ser combatente, não dá para entender? Não sobrevive aos possíveis danos.

Ricardo Santos
1 ano atrás

Se construíssemos mais NaPOcs melhor armados, isso poderia nos dar uma folga até termos condições de construção de vasos mais capazes! Digo isso sem pararmos a construção das CCT! Eles podem operar um convôo, têm condições de receberem contêiners de mísseis e de receberem melhor artilharia! Apoio isso mais como uma solução tampão de muito melhor qualidade que a aquisição de navios mais antigos que, apesar de baratos de se adquirir, seriam caros de se capacitar, caros de se operar e sujeitos a problemas pelo desgaste. Só para efeito de sugestão, por exemplo, se construíssemos mais 5 destes e rearmássemos… Read more »

FERNANDO
FERNANDO
1 ano atrás

Well, a situação está terrível.
Melhor pegar mesmo as fragatas levinhas americanas e orar por dias melhores.
Sem chance, vamos virar a marinha do Uruguai, com navios de 1900 ainda em operação.

Dalton
Dalton
1 ano atrás

São datas aproximadas com alguma margem de erro como informado…meu palpite é que a “Defensora” deverá durar além de 2026, afinal, ela
tem sido poupada durante os últimos 10 anos e uma revitalização de algumas “Niteróis” também deverão permitir que cheguem até o fim da
próxima década ainda mais se forem utilizadas com sobriedade.
.
Não que fará muita diferença…mas…ajudará um pouco.

Ricardo F. Pinto
Ricardo F. Pinto
1 ano atrás

Na boa ? A MB esta contando com o vo no c% da galinha…

E se a verba não vir para as Tamandaré ? Como ocorreu com o projeto da FAB que ficou por anos enrolando…

Claudio Clemir
1 ano atrás

Bom dia sou civil, mas acompanho a muitos anos algumas publicações de defesa, principalmente aqui no meu entender nuca seremos uma forca de ataque mas sim uma força de defesa, eu penso que sim deveríamos atuar como uma guarda costeira para nossa zona de comércio (classe amazonas) e basear nossas forcas em submarinos e defesas baseadas em terra(aviões de patrulha, caças e misseis), e ter navios 4 super especializados (FREMM, TYPE 26) que se desdobrariam somente em missões reais de projeção de força ou guerra e que colocariam medo em alguém e isso bem n futuro, no momento uma Guarda… Read more »

Fabiano
Fabiano
1 ano atrás

Esse cronograma da MB é bem otimista né?

Pelo que se comenta aqui, 3 FCN e as 2 T-22 estão na capa da Gaita.

Paulo Pontes
Paulo Pontes
1 ano atrás

A marinha diz que falta dinheiro para comprar escoltas, mas soube alocar mais de US$90 milhões em um NAE que não saia do porto. A marinha diz que falta dinheiro para comprar escoltas, mas soube investir uns US$140 milhões na modernização dos A-4. A marinha diz que falta dinheiro para comprar escoltas, mas soube investir US$ 70 milhões na modernização dos Traders. A marinha diz que falta dinheiro para comprar escoltas, mas assinou um contrato de mais de R$31 bi (mais de US$7 bi a preços de hoje) para comprar quatro submarinos, construir uma nova base e iniciar o projeto… Read more »

Flávio Henrique
Flávio Henrique
Reply to  Paulo Pontes
1 ano atrás

Não acho que a culpa seja do SSN (deve ser US$2,5bi), pois o mesmo é o meio mais importantes na MB, já os outros parece que foram mais que erros…e que não se pode volta atrás….(por causa das multas)…

Paulo Pontes
Paulo Pontes
Reply to  Flávio Henrique
1 ano atrás

A questão não é se a culpa é desse ou do outro projeto. Os projetos acima foram priorizados, como existe uma restrição orçamentária deixou-se de alocar recursos em outros setores, agora vemos a frota de superfície virar sucata e a necessidade de se buscar soluções emergenciais.
Assim, do meu ponto de vista, não é correto culpar a falta de recursos pelo sucateamento da frota, dado que os recursos disponíveis foram alocados em projetos considerados prioritários.

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  Paulo Pontes
1 ano atrás

Tem o treinamento dos pilotos de A-4 também. Isso, sim um grande desperdício. Quando é que eles vão operar em um novo porta-aviões?

James Marshall
James Marshall
1 ano atrás

Que tal se a Marinha pegasse duas OHP e as duas Type 23 só enquanto o PROSUPER não volta ao normal?

Elden
Elden
1 ano atrás

A Marinha tem hoje 10 % de meios navais que deveria ter, e isso se estende as demais forças, tendo em vista as dimensões continentais do Brasil.
Isso é lastimável e preocupante. Conflitos não avisam com 4 anos de antecedencia. Não há muito o que fazer se estourar uma guerra com uma Marinha minuscula como a nossa. Dinheiro tem, e digo que pode até gerar divisas para o Brasil a construção naval. Pra mim seria prioritário construir o projeto brasileiro para poder vender para outras marinhas.

Flávio Henrique
Flávio Henrique
Reply to  Elden
1 ano atrás

Acho que ainda devemos ter uma janela de 15 anos, tempo que acredito levar para os chineses e russo estarem prontos (e com aliados importantes), não acho que os EUA dêem o primeiro tiro (por causa da população) e a Europa não está preparada para ir a guerra…..

Nessa janela de tempo devesse dá prioridade na construção de submarinos (principalmente SSN) e aumentar a força ASW dá uma capacidade mediana em AAW.

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  Elden
1 ano atrás

Vamos ser realistas . . . Quem poderia nos ameaçar? Os outros países conseguem estar até pior do que nós. Se for grandes potências como China, Rússia e EUA . . . Bom, uma frota americana deve ter mais navios que todos os países da América Latina juntos. A MB deve aproveitar e recomeçar a construir aqui, com bom senso e planeamento.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

Daniel, o problema não é justamente uma ameaça de hoje. O problema é a ameaça que se avizinha amanhã. Não se cria uma esquadra do dia para a noite. As habilidades são perecíveis, e portanto a MB precisa se fazer ao mar. Não tem jeito. A grande questão é justamente essa. Ter meios para se fazer ao mar. Infelizmente nem com meios é uma coisa que acontecia com frequencia, mas já fomos bem mais ativos nesse sentido e éramos até bastante eficazes em ASW durante a Guerra Fria. Um dos problemas do Brasil, e que a turma lá em Brasília… Read more »

ALDO GHISOLFI
1 ano atrás

E agrego aos comentaristas, com um misto de tristeza e certeza: ‘nada nunca está tão ruim que não possa piorar’!
Lei de Murphy nº 81.

Adriano Luchiari
Reply to  ALDO GHISOLFI
1 ano atrás

Para mim a melhor Lei de Murphy é: “de onde menos se espera é que não vem nada mesmo”!

Bardini
Bardini
1 ano atrás

Pra quem questiona a necessidade do combate ASW ou a necessidade e importância de se investir em submarinos… Eu vou deixar uma imagem para reflexão: https://www.porteconomics.eu/wp-content/uploads/2016/06/Evolution-of-containerships.png . O tamanho dos cargueiros aumentou e aumentou muito. . No front do Pacífico, durante a WWII, a maior tonelagem de navios afundados (se não me falha a memória), foi causada por submarinos. Não lembro do Atlântico, mas deve os submarinos devem ter afundado a maior parte dos navios. Naquela época, nem os maiores navios de combate, tinhão o tamanho dos cargueiros da atualidade. Quantos navios teriam de ser afundados no passado, para chegar… Read more »

pm
pm
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Nao consigo imaginar submarinos modernos atacando navios mercantes, a nao ser num conflito global de muitos anos. Hoje a guerra é rapida e muito efetiva. A tolerancia a danos colaterais é baixa. Submarinos modernos sao carissimos e feitos para combater fora do alcance visual. Usar submarinos para identificar e afundar navios mercantes é um pessimo investimento e inocuo pois simplesmente ninguem tem submarinos suficientes para isso. Quantos torpedos tem um Type 209, quantos navios ele poderia afundar? Qual a chance de ele ser identificado e afundado depois do primeiro ou segundo ataque? E um submarino nuclear? Qual a chance de… Read more »

Bardini
Bardini
Reply to  pm
1 ano atrás

“Nao consigo imaginar submarinos modernos atacando navios mercantes, a nao ser num conflito global de muitos anos. Hoje a guerra é rapida e muito efetiva. A tolerancia a danos colaterais é baixa.” . Não vejo sentido nisso. Guerra é Guerra… Veja o que aconteceu entre Irã e Iraque, na Guerra dos Petroleiros. . “Submarinos modernos sao carissimos e feitos para combater fora do alcance visual. ” Não compreendi a parte do “fora do alcance visual”. . “Usar submarinos para identificar e afundar navios mercantes é um pessimo investimento e inocuo pois simplesmente ninguem tem submarinos suficientes para isso.” . Só… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  pm
1 ano atrás

PM, no caso não seriam considerados danos colaterais. Guerra de Corso é tão antigo quanto guerra no mar. O objetivo é tentar paralisar, ou danificar a economia do país adversário. Quando falo de economia, não estou querendo dizer que o objetivo é fazer cair a bolsa de valores ou algo semelhante à isso, mas sim pressionar a indústria de guerra do inimigo. Negação do mar não significa paralisar movimento de forças tarefas inimigas, mas sim tentar fazer com que o mínimo de recursos chegue ao inimigo para que depois esses recursos possam apoiar qualquer esforço de guerra. E isso foi… Read more »

pm
pm
Reply to  Leandro Costa
1 ano atrás

Uma coisa eu concordo: discutimos ter fragatas ASW para operar em aguas azuis e nem temos meios ASW para proteger nossos portos. Apesar de ainda achar um cenario totalmente improvavel, um unico submarino pode se aproximar de um porto como o de Santos ou Paranagua e praticar tiro ao alvo livremente a nao ser que usemos corvetas e fragatas como navios costeiros ASW (algo totalmente estupido mas talvez necessario). Na verdade, é que provavelmente ocorreria no RJ, onde estao nossos navios de guerra principais e que seriam os alvos prioritarios. Como o orçamento é limitado, eu apenas advogo que tenhamos… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  pm
1 ano atrás

PM, não temos e não teremos uma estratégia de defesa própria porque não temos nem mesmo estratégia de desenvolvimento interno. Enquanto não tivermos um, não podemos traçar o outro e ficamos nessa de ficar tapando buraco com peneira, infelizmente. E isso independe de ideologia.

Pafuncio
Reply to  pm
1 ano atrás

Concordo em gênero e grau!

XO
XO
Reply to  pm
1 ano atrás

pm, submarinos não são empregados para defesa de FT… eles operam isoladamente… atrelá-los a um ou mais navios de superfície é matar sua característica natural: a ocultação… assim sendo e para resumir, submarinos são pregados em operações de ataque, bloqueio, mjnagem e ações de inteligência… Com relação ao tráfego marítimo, o Bardini foi preciso… submarinos são posicionados em pontos focais, o que permite sua atuação eficaz… e não se engane… planejamento militar baseia-se nas capacidades do inimigo (o que ele pode fazer) e não na intenção do inimigo (o que ele vai fazer)… assim sendo, em possuindo submarinos, é fato… Read more »

Souto.
Souto.
1 ano atrás

Bom dia amigos alguem sabe porque a fragata F40 Niteroi está sem o lançador de misseis
aspide na popa do navio? e a fragata defensora está sem o leme que teria sido colocado na fragata Niteroi
isso procede?

Marcos matos
Marcos matos
1 ano atrás

Bardini tem razão…sem submarinos não dá.
Aliás acho que todos concordam que isso não da pra discutir…
Dedesa é caro mesmo paciência.

BILL27
BILL27
Reply to  Marcos matos
1 ano atrás

A questão é a prioridade …
Qual a prioridade na época ? os SUBS ou os meios de superficie ?

Luiz Floriano Alves
1 ano atrás

Bardini

Excelente comentário. Porém tenho uma duvida: no atual cenário de armas nucleares de alcance continental, ainda haverá lugar para conflitos com front de guerra de atrito? O ataque a mercantes e bloqueios das costas inimigas caracteriza a guerra de atrito com desgaste, constante e efetivo do inimigo. Foi o que Doenitz não conseguiu com a Batalha do Atlântico e o que os Americanos impuseram ao Japão. Existirão conflitos assimétricos em alto mar? Abço.

Luís Henrique
Luís Henrique
1 ano atrás

Até 2023 vamos perder 6 Escoltas, para somente em 2024 (se tudo der certo), recebermos a Primeira Tamandare. Ou seja, 6 navios serão repostos por somente Um. Entre 2025 e 2027 ou 2028 receberemos mais 3 Tamandare. Porém, nesse período perderemos mais 4 escoltas. Resumindo, vamos perder 10 Escoltas e receber somente 4 Tamandare. Para somente Manter o número de escoltas (que já é baixo com 11 navios), precisamos de 6 Escoltas. Eu não gosto de navio velho, mas está difícil a situação. Um programa para mais 6 navios, mesmo que fosse Corvetas, vai custar caro. A menos que o… Read more »

Mattos
Mattos
1 ano atrás

As peças de museu flutuantes então fazendo água por falta de folego (a idade está pesando). Espero que o próximo presidente (editado), olhe com mais carinho para as forças armadas (sei que vai) e acabe com essa mamata com o public money. Agora, é muito estranho gastar 10 anos ou mais para fabricar uma mísera corveta. Sei que é falta de dinheiro, que a indústria naval siga o exemplo da (não digo nossa mais) EMBRAER.

Jodreski
Jodreski
1 ano atrás

Culpa disso é da própria MB, por anos contando com os repasses do Governo Federal que não vieram, aliás só houve redução de verba para o setor de defesa, em contrapartida a MB deveria ter cortado custos a medida que também se tornava menos operacional, o fez? Não! Agora está aí com uma folha de pagamento pesadíssima (a mais pesada das 3 forças, digo proporcionalmente) e praticamente sem navios. Precisa dispensar pessoal MB! Cortar custos! As forças precisam ser geridas mais como empresas só assim para saírem do buraco, qq empresa que tem queda de receita corta pessoal, porém nossas… Read more »

Ozawa
Ozawa
1 ano atrás

Com o setor público precisando de superávits primários em magnitudes necessárias para reduzir a dívida pública, não há nada que a MB possa esperar para repor os esquadrões de escolta – antes da plenitude do Programa Tamandaré – que esteja além de meios usados de oportunidade, simples assim. Sejam, se muito e por exemplo, “OHP’s” ou “Dukes”. São as opções reais hoje, ou ao menos apenas uma delas seja, de fato, real . . . Por outro giro, ainda que a relação financeira não seja exatamente igual ao custo das reposições necessárias aos meios de superfície, como já foi bem… Read more »

Daniel de Souza
Daniel de Souza
1 ano atrás

O governo Brasileiro, em regra, parece família de classe média baixa, não ganha tanto quanto poderia, e ainda gasta mal boa parte do que tem. Citando um exemplo, recentemente aprovaram uma Lei destinando R$ 1,2 Bilhões de reais anuais para estimular o uso de bicicletas. Isto sem citar os 2,6 bilhões gastos este ano com eleições. 20 anos atrás o Brasil era mais pobre, PIB menor, orçamento menor, gastava muito com previdência, r tinha passado por crises econômicas e planos milagrosos, e ainda sim contávamos com 18 escoltas (6 Niterói, 4 Inhaúma, 4 type 22 usadas e 4 Garcia usados).… Read more »

MK48
MK48
1 ano atrás

Existe um outro aspecto nesta questão do reduzido número de escoltas e de suas futuras baixas x tempo de reposição, que ainda não vi ser discutido aqui. Estou me referindo a quantidade de oficiais navais de carreira que a MB dispõe atualmente. Evidente que quanto menor o número de navios existentes/disponíveis, menor são os comandos disponíveis para os quais esses oficiais poderiam ser designados . Então me pergunto : Onde a MB está alocando esses CT´s ; CC´s ; CF´s e CMG´s ? Como fica a questão do dinheiro investido na formação deles se certamente , na sua maioria esmagadora,… Read more »

XO
XO
Reply to  MK48
1 ano atrás

Mk 48, muito embora o exercício do Comando seja o grande momento da carreira do Oficial de Marinha, tal experiência ocorre em períodos específicos, levando-se em consideração a capacitação pessoal e profissional ao longo do tempo… por exemplo, a primeira oportunidade para o pessoal do Corpo da Armada vem como CT, aos 30 e poucos anos… até ali, o Oficial exerceu funções outras que permitiram uma preparação adequada, cumprindo deu papel dentro da estrutura organizacional de sua OM… resumindo… o retorno do investimento em pessoal vem por meio do exercício de toda e qualquer função ou cargo designado para todo… Read more »

Mk48
Mk48
Reply to  XO
1 ano atrás

Prezado XO, bom dia.

Muito grato pelos esclarecimentos e informações sobre a tema que levantei.

Sem a Imediatice não se chega ao Comando ! rsrsrs
Um abraço!

pm
pm
1 ano atrás

O Brasil tem o 11o orçamento militar do planeta:
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_military_expenditures
comparem o poderio militar que temos com qualquer pais da lista. Nao é dificil entender o nosso problema, que nao é privilegio das Forcas Armadas.

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  pm
1 ano atrás

O Brasil tem um problema grave no orçamento militar. A Previdência dos militares. Precisa de uma reforma Urgente da Previdência dos Militares e precisa ser removida do Orçamento Militar e alocado na Previdência Social. Esse gasto com a previdência ‘come’ 50% do orçamento. Essa posição de 11º lugar no ranking é irreal. Nosso orçamento militar é Metade do que é divulgado. A maioria dos países não incluem o pagamento de ‘aposentados’ no orçamento militar. Falar que o Brasil investe 1,4% do PIB nas forças armadas é uma baboseira. Investimos 0,7% do PIB, pagamento de aposentado Não conta, mas no Brasil… Read more »

Ricardo Santos
1 ano atrás

Boa tarde. senhores! Então se a situação está tão emergencial poderia sugerir aqui dois projetos básicos: 1 – Projeto Gambiarra 1: Instalar os armamentos retirados das 2 CCI e das 2 FCG retiradas de serviço (16 conteiners de Exocets + 4 canhões de 40mm (das CCI)) e adaptá-los a 4 OHP + outras 4 OHP com os primeiros lançadores de MANSUP adquiridos pela MB 2 – Projeto Gambiarra 2: Instalar os armamentos retirados das 2 CCI e das 2 FCG retiradas de serviço (16 conteiners de Exocets + 4 canhões de 40mm (das CCI)) e adaptá-los a 4 OHP +… Read more »

XO
XO
Reply to  Ricardo Santos
1 ano atrás

Não é plug and play, cara… a integração de sistemas é uma das etapas mais chatas na prontificação de um navio… o NTDS das OHP conversa com o painel ITL retirado de uma CCI ? Desconfio que não… mas dá pra fazer… acho que sim… mas vale o custo ?

BMIKE
BMIKE
1 ano atrás

Analisando bem os meios da MB e os da Royal Navy. Estariam dando baixa no mesmo período. A partir de 2023 a MB da baixa em um meio e recebe uma Type 23 para cobrir, é só combinar $$$ com a rainha, e

Ricardo Santos
1 ano atrás

As opções acima são sugeridas, não se deixando, obviamente de investir no projeto das Tamandaré e de um segundo lote no futuro. Abs

Luiz Monteiro
Luiz Monteiro
1 ano atrás

Prezados, Se me permitem algumas palavras para tentar trazer esclarecimentos aos leitores, mas fugindo do tópico. Caso contrário, podem apagar esse comentário. Muitos escrevem que a MB quer ter aeronaves e submarinos sem ter uma Força de Combate de Superfície. Alegam que primeiro a MB tem que se preocupar em obter corvetas, fragatas e contratorpedeiros. Esse conceito de que marinha é formada somente por combatentes de superfície era válido até o Século XIX. Depois da invenção do submarino e de aeronaves, navio de combate navegando sem apoio aéreo e/ou proximidade de submarinos da própria marinha, vai virar alvo de aeronaves… Read more »

Marcos Paulo
Marcos Paulo
Reply to  Luiz Monteiro
1 ano atrás

Como sempre extremamente lúcido, profissional e racional vosso pronunciamento comandante. Obrigado pelos esclarecimentos com pés no chão.

Mk48
Mk48
Reply to  Luiz Monteiro
1 ano atrás

Prezado Luis,

A exceção das compras de oportunidade, nada , ou talvez os patrulhas, são construídos aqui. Esse argumento de crise do País e condições financeiras adversas é falho. Dinheiro há , e muito. Se a MB não recebe o seu montante necessário é outra história. Historicamente a depender unicamente de construção local de navios para aparelhar a MB, estaríamos sem nada.

BILL27
BILL27
Reply to  Luiz Monteiro
1 ano atrás

Neste caso não existe prioridade ? Claro que os 3 meios são necessarios, mas do que adianta termos submarinos novos e não termos corvetas e fragatas com poder anti aereo por exemplo ? Temos navio de socorro destes submarinos ? Pelo que me lembro tbm teremos que comprar 1

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
Reply to  BILL27
1 ano atrás

Bill27, desculpe me meter, mas acho que o que o Almirante quiz dizer é que o ProSuper e o ProSub são complementares. Como a MB conseguiu fazer os subs primeiro, agora com o programa Tamandaré está iniciando o reaparelhamento dos meios de superfície. Não é o ideal, mas é o possível.
Repare que a MB está prestes a iniciar mais uma parte do que o Almirante falou, os patrulheiros de 500 tons, aguardando apenas a aprovação da lei que destinará recursos do fundo da marinha mercante.
É o que eu entendi.

BILL27
BILL27
Reply to  Roberto Bozzo
1 ano atrás

Sim ,isso eu entendi .
A pergunta e´pq os submarinos tiveram prioridade no programa .
Agora o que está acontecendo é a falta de verba para concluir o pro sub e falta de verba para construir as primeiras corvetas e na eminencia de ficarmos sem escoltas .

ALDO GHISOLFI
1 ano atrás

BOA TARDE!
Seria viável retrofitar esses seis navios?
Vejo nações poderosas usando com eficiência equipamentos bem antigos; pq não fazemos o mesmo?