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Primeiro submarino brasileiro classe Scorpène será lançado ao mar em dezembro

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Submarino classe Scorpène

Além disso, primeiro submarino nuclear será finalizado até 2028

Por Cláudio Isaías

Batizado de Riachuelo, o primeiro submarino da classe Scorpène construído no Brasil deverá ser lançado ao mar em 14 de dezembro deste ano. Além dele, outros três serão montados e lançados a cada 18 meses, até 2023. Há ainda a previsão de que o primeiro submarino nuclear seja concluído em 2028.

O anúncio foi feito pelo diretor geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha do Brasil, o almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, que apresentou o Programa Nuclear da Marinha (PNM) e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), nesta sexta-feira. A palestra do almirante, realizada no auditório da Capitania Fluvial de Porto Alegre, no Centro Histórico, reuniu militares da Marinha do Brasil e representantes da Pucrs, Ufrgs, Fiergs e da empresa AEL Sistemas, que produz materiais para as Forças Armadas.

Bento Costa apresentou detalhes dos projetos e a importância dessas iniciativas para o desenvolvimento do Brasil. Sobre o projeto de submarinos, Júnior disse que o Brasil está recuperando a sua capacidade de construção. Ao detalhar o projeto, o almirante informou que o primeiro modelo de submarino (S-BR), baseado no projeto francês “Scorpene”, foi desenvolvido com transferência de tecnologia francesa do Naval Group em parceria com a Marinha do Brasil e está sendo montado no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro.

“O Programa Nuclear da Marinha do Brasil tem como objetivo dar maior segurança à costa brasileira e gerar impactos significativos na economia do país. Toda a atividade nuclear em território brasileiro é para fins pacíficos”, destacou o Almirante que é diretor geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha do Brasil. Bento Costa afirmou ainda que o país está entre os mais extensos do mundo (ocupa a sexta posição) e possui grandes reservas naturais.

Em relação à tecnologia, o almirante afirmou que o programa da Marinha do Brasil traz inovação, competitividade e desenvolvimento ao país e apresentou dados dos últimos dez anos do programa. Segundo ele, o Prosub movimentou 700 empresas civis nacionais, 18 universidades e institutos de pesquisa, e foi responsável pela geração 4,8 mil empregos diretos e 12,5 mil empregos indiretos.

Sobre o programa nuclear brasileiro, o almirante disse ele começou a operar em 1914 por meio de parcerias com países como Itália, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. Já a origem do Programa do Submarino Nuclear remonta a década de 1970, com o Plano Estratégico da Marinha, que indicava a necessidade de projetar e construir submarinos de propulsão nuclear.

Na década de 1980 e 1990, foi firmada uma parceria com a Alemanha para a construção de cinco submarinos e a transferência de tecnologia. Em 2008, um acordo de parceria estratégica foi assinado com a França possibilitando a construção de quatro submarinos convencionais e um submarino de propulsão nuclear, além da construção de um estaleiro e de uma base naval. “O projeto básico do nosso submarino de propulsão nuclear foi finalizado e certificado pelos franceses em janeiro de 2017 e estamos na fase de detalhamento do projeto”, acrescentou.

O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub
O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub

FONTE: Correio do Povo

86 COMMENTS

  1. o brasil poderia evestir mais em submarinos convencionais como o Scorpene em vez de construir submarino nuclear que so vai ser finalizado daqui a dez anos

    • Caro Abrah. O PN possui inúmeros posts com excelentes comentários sobre submarino nuclear. Apenas para pontuar: a MB já investiu muito neste projeto, incluindo o sistema de enriquecimento do urânio com ultracentrífugas. Já passamos o ponto de não-retorno. 2. o litoral brasileiro é tão grande que apenas submarinos nucleares com grande autonomia e velocidade teriam condições de atuar com eficiência. 3. a Guerra das Malvinas mostrou como um submarino nuclear pode desequilibrar uma guerra naval de baixa intensidade. 4. a construção dos Scorpenes foi um passo em direção ao submarino nuclear, não uma alternativa á ele. Tem uma dissertação de mestrado de um oficial da MB chamada “Uma análise do potencial dissuasório do submarino de propulsão nuclear brasileiro” que faz uma extensa avaliação dos cenários prováveis de conflitos no Atlântico sul. Pode ser um excelente ponto de partida para estudar o assunto de modo mais profundo.

      • Camargoer, permita-me perguntar: Atualmente, um sub nuclear apresenta tamanha vantagem em relacao aos AIP?

        Embasando minha duvida: Atualmente ate os EUA “arrendaram” um sub convencional, para exercicios, pois os atuais sao tao silenciosos que esta a cada dia mais dificil detecta-los… Sendo “mais facil” (e vulneraveis), quando veem a superficie.

        Porem, some-se a constante diminuicao do nivel de ruidos aos novos sistemas AIP e nao teras um barco tao proximo a um nuclear, mais barato e em maior quantidade?

        Nao estou levando em conta a Vossa (muito acertada), colocacao, de que chegamos a um ponto que nao tem volta.

        • Ótima colocação, Jorge.
          Também tenho a mesma “pulga atrás da orelha”. Creio que a tecnologia AIP quando em seu estado da arte será um golpe duro para os grandes submarinos nucleares, que além de imensos, seu propósito não é de caça e ataque, e sim dissuasório, acredito que um sub mais leve, com reposição de peças mais acessível, seria ideal para o cenário brasileiro.

        • Galante, 19 de março de 2018 at 13:04
          Um submarino convencional com AIP não é mais letal que um SSN, ele só consegue ficar mais tempo submerso entre cada uso do snorkel. Mas o problema da baixa velocidade dos submarinos convencionais persiste, o que limita muito seu emprego,

          Já o submarino de propulsão nuclear não precisa usar snorkel e não tem limitação de autonomia nem velocidade, podendo caçar seus alvos. O submarino convencional precisa esperar que os alvos passem por ele.

          • Seu comentario é muito bom. Queria apenas acrescentar um fato: velocidade e nivel de ruido são grandezas diretamente proporcionais. Não é porque o sub é nuclear que o comandante vai passar dos 20 nós, por exemplo.

        • Caro Jorge Alberto,
          O Galante já esclareceu essa dúvida em outros posts. Um submarino AIP é uma grande evolução em relação a um submarino convencional, mas não chega nem perto do desempenho de um nuclear. O AIP permite uma grande autonomia submerso, mas a autonomia de um subnuc, no que diz respeito à duração de seu combustível, é de muitos anos, mesmo à potência máxima (velocidades acima de 20 nós). Um subnuc pode deslocar-se em alta velocidade até uma força tarefa e perseguí-la. Um sub AIP não poderia “esbanjar” potência dessa forma, sua estratégia de operação seria parecida com a do sub convencional, isto é, aguardar silenciosamente que a força tarefa se aproxime de sua posição de patrulha. São dois “animais” muito diferentes

          • Vamos fazer uma analogia simplória.

            Convencional = carro de turismo
            AIP = stock car
            Nuclear = F1

            Ficou claro?

          • Camargoer colocou as coisas como são.
            Sub nuclear é outro nível. O país que tem um vetor dissuasório deste e visto com cautela por todos.
            Isso não se trata de retórica não é fato.
            Vai além de jogos de guerra.

    • Caro Douglas. Cada Scorpene custa cerca de meio bilhão de dólares. Ampliar sua frota de 4 para 6 unidades resultaria em um custo adicional de aquisição de praticamente 8 bilhões de reais, sem falar no custo de manter duas novas tripulações. Talvez seja melhor colocar estes recursos na conclusão do submarino nuclear, que provavelmente seja equivalente a muto mais do que dos submarinos convencionais. Recomendei em um cometário anterior uma dissertação de mestrado de um oficial da MB que pode ser interessante para você.

      • O recheio de sensores do Riachuelo em comparação ao nuclear brasileiro tem significativa diferença?… Obviamente que o meio de propulsão deles requer máquinas diferente, mais minha dúvida é em questão de capacidade de combate e detecção.

        • Mas temos que levar em conta quanto evoluímos tecnologicamente através desses 21 bilhões, foi desenvolvida tecnologia que poucos detêm no mundo e que não é passível de ser adquirida por outros meios.

          • Eh mas o preco inicial era metadr,nao estou discutindo qur devemos melhorar a soberania e independencia nacional,mas,estoi criticando os atrasos e honeracoes em cima disso

  2. Essas são as informações de superfície. No perturbador post anterior, do Roberto Lopes, são as informações de profundidade, algumas quiçá abissais de tão obscuras. Entre essas e aquelas espero, ao menos, que a verdade esteja no meio termo, em cota periscópica, rápido para subir se tudo correr bem e a tempo de descer se acima o pior acontecer.

  3. O cronograma dessas belonaves não pode sofrer atrasos. A tecnologia avança a passos de gigante. O que é doutrina estabelecida no dia de hoje pode ser passado em curto prazo. Deveremos acelerar o nosso Sub Nuc. Ou aceleramos ou ele sairá do estaleiro direto para um museu, ou pior, para desmanche, daqui os 30 anos que estão declarando. Os modernos torpedos e misseis inteligentes de função anti submarina estão reescrevendo as táticas da guerra naval. As lições dos combates nos gelos das Malvinas tem que ser atualizadas constantemente.

  4. Eu não acredito em sub nuclear brasileiro, quando chegar a 3 ou 4 Scorpennes convencionais vão fechar a linha de produção, quem viver verá.

    • Nao fechara, uma vez que o jovo governo tem a visao de que o Brasil, suas riquezas e seu merecem ser protegidos…diferente de TODOS os governos anteriores. E digo mais, em 4 ou 8 anos de governo consevador, seremos alçados ao status de potencia militar consolidada.

      • olha eu gosto do Bolsonaro, mas ele não vai fazer do Brasil uma Potência Militar de nível Global, isso só ocorreu no Império, mesmo assim ainda éramos longe do UK mas forte o suficiente para eles não quererem se meter conosco, acredito que se Bolsonaro fizer um bom governo, e próximo presidente ser honesto e patriota aí sim seríamos uma potência de nível global.

  5. Eita, como tem gente que adora “agorar” tais projetos tão importantes para nossa Marinha, ainda que foque nos Submarinos apenas, talvez os mesmos também torçam contra outros projetos darem certo.
    Minha dúvida é, tais submarinos irão substituir os da classe Tupi, ou ficarão tanto os Scórpene quanto os Tupi em operação?

  6. Eu não sou muito otimista, é bom o Brasil ir se acostumando só com a classe Riachuelo e focar nessas quatro unidades porque o subnuc dificilmente sairá do papel.

        • A principal contra partida não está relacionada ao sub nuc ? Se abrir mão dele ,uma grande parte do Off Set será perdida .Depois da estrutura em Sorocaba onde estão fazendo os reatores ,não acredito que irão parar o projeto.

  7. Quando chegar dia 14 de Dezembro. Certamente terei um orgulho por ser brasileiro e ver meu país avançar.
    Com o sentimento de ser possível terei muita alegria em ver o 1° sub a entrar no mar.
    Espero que ocorra tudo bem e que boas notícias venha a cada 18 meses.

    E se for necessário vender sub para outras marinhas que se venda pois isso gerará emprego e renda ao país.
    Mas que o Brasil tenha até 2028 seu sub nuclear e 4 sub novos scorpene.

    E que em 2030 novos lotes do nuclear sejam encomendados uns 5 ao menos.

    Abraço

  8. Camargoer, pf me responde: apenas UM submarino nuclear é o suficiente para nossa defesa, para que tenhamos o desejado poder de dissuasão?
    Vamos virar alvo…
    Achei desde sempre, e continuo pensando assim, que o que existe de excelente no projeto do nosso submarino nuclear é o estudo em torno da energia nuclear que foi feito e, creio, está incompleto.
    O ‘segredo’ das nossas centrífugas foi entregue ao tio Sam?
    ===========================
    Pedro, concordo, sóvendo esse meio navegando em dezembro, praticamente, mês que vem.

    • Aldinho,
      Eu tava na casa dos 20 quando o Brasil anunciou que tinha essas tais centrífugas. Hoje tô na casa dos 50.
      O mundo evoluiu muito desde então (eu era de esquerda na época) e hoje deve ter coisa lá fora muito melhor que essa centrífuga.

      • Olá Bosco. O Roberrto Campos disse uma vez que quem não foi socialista aos 20 não tinha coração, mas quem continuava socialista aos 40 não tinha cérebro. Particularmente, continuo mais coração do que cérebro. Contudo, gostaria de lembrar que no pós-guerra a criação do CNPq por iniciativa do Alm. Alvaro Alberto para coordenar a pesquisa nuclear no Brasil na década de 50, o que deu origem ao programa nuclear da MB mas também organizou todo o esforço científico no Brasil. A pesquisa nuclear vai muito além das centrífugas, mas também a parte de agricultura, medicina, energia e novos materiais. Pelo que lembro, dos vários métodos de enriquecimento de urânio, as ultracentrífugas se tornaram o mais eficiente mas apenas anos depois do projeto Manhattan. Creio que hoje seja a técnica padrão no mundo mas vou pesquisar para ter certeza disso.

      • Olá Bosco. Encontrei uma dissertação de mestrado de 2005 chamada de “MODELAGEM DOS PARÂMETROS SEPARATIVOS DE ULTRACENTRÍFUGAS PARA ENRIQUECIMENTO DE URÂNIO ATRAVÉS DE MODELOS DE REDES NEURAIS HÍBRIDA”. Na introdução, há uma descrição de como funciona uma ultracentrífuga. Ajuda um pouco entendermos a complexidade do equipamento. Pelo que entendi, os maiores produtores de urãnio enriquecido para combustivel nuclear usam cascatas de ultracentrífugas e que cada país desenvolveu sua própria tecnologia que não é disponibilizada. Estou com alguma dificuldade de encontrar publicações com informações mais detalhadas de cada país.

      • “..hoje deve ter coisa lá fora muito melhor que essa centrífuga”
        Sim. Tem coisa melhor : enriquecimento com laser.A eficiência esta numa ordem bem maior.Mas os grandes problemas desta tecnologia é uma baixa rastreabilidade (permite o desenvolvimento de tecnologia nuclear nos países com “baixa responsabilidade”) e novos investimentos e pesquisas com retornos incertos e a longo prazo pois as centrifugas novas (vide a nona e decima geração da Russia) com cada geração quadruplica SWU de cada unidade reduzindo cada vez o custo de enriquecimento.Por tanto o laser fica pra depois quando serão resolvidos as “doenças de infância” desta tecnologia.
        Um grande abraço!

        • Era o que a FAB pretendia desenvolver, no IEAV. Mas, depois o projeto foi abandonado, visto que o projeto da MB já estava mais adiantado.

    • Olá Aldo. O Nautilus foi o primeiro submarino com propulsão nuclear e foi o único de sua classe. Lançado em 1954, serviu como protótipo e também como plataforma de estudos, mesmo assim operou até 1980. Depois dele, foram lançadas sucessivas classes. O SN10 será o primeiro e a partir dele poderão ser fabricados outros. Contudo, pelo que sabemos, bastou um submarino nuclear inglês para neutralizar toda a frota argentina durante a guerra das Malvinas. Não sei qual será a capacidade da MB de operar uma frota de submarinos nucleares. Imagino que dependendo do desempenho do SN10, os Scorpenes serão a última classe de submarinos diesel-elétrico da MB, por isso acho improvável que a MB contrate um segundo lote deles. Provavelmente, a MB irá colocar todos os seus recursos em uma frota de submarinos nucleares, chegando talvez a 4 ou 5 operacionais nas próximas décadas.

      • Camargo, havia pelo menos dois submarinos nucleares da RN operando no TO das Malvinas, durante o conflito.
        E os argentinos não sabiam quantos havia.
        O fato de que apenas um submarino produziu o fato que tirou a esquadra argentina do TO – o afundamento do Belgrano – não deve ser lido como se apenas um submarino nuclear seria suficiente para a campanha britânica.

        • Ola Pangloss. O fato dos argentinos não saberem quantos submarinos nucleares estavam operando mostra que eles são uma arma furtiva formidável. Quando a MB tiver o seu primeiro submarino nuclear, isso trará uma vantagem para a MB em relação à hoje, que não tem nenhum. A incerteza de ter ou não um submarino nuclear ativo em algum lugar é melhor que a certeza de não ter nenhum. Claro que ter dois será melhor do que ter um, e ter três ainda melhor. Mas a contagem tem que começar com o primeiro, né?

  9. Estimados participantes este espaço de 18 meses entre um lançamento e outro pode ser diminuído caso as verbas aumentem e não haja contingenciamentos ?? Quantos submarinos poderiam ser construídos simultaneamente na Base Naval de Itaguaí e na Base Naval da Ilha das Cobras onde fica a sede do Primeiro Distrito Naval ??

  10. Camargoer, pf me responde: apenas UM submarino nuclear é o suficiente para nossa defesa, para que tenhamos o desejado poder de dissuasão?
    Vamos virar alvo…
    Achei desde sempre, e continuo pensando assim, que o que existe de excelente no projeto do nosso submarino nuclear é o estudo em torno da energia nuclear que foi feito e, creio, está incompleto.
    O ‘segredo’ das nossas centrífugas foi entregue ao tio Sam?
    ===========================
    Pedro, concordo, sóvendo esse meio navegando em dezembro, praticamente, mês que vem.

    • Aldo…
      .
      em dezembro ocorrerá apenas o lançamento…provavelmente os primeiros testes de mar
      ocorrerão apenas no final de 2019, início de 2020.

    • ALDO, a primeira unidade é uma espécie de protótipo, problemas irão surgir, sertão corrigidos e a partir disso podemos pensar em ampliar a quantidade, mesmo os americanos fizeram uma série única de seu primeiro submundo.

    • O segredo de nossas centrifugas nao foi “entregue” aos “observadores” internacionais que vieram “inspeciona-la”, por um “simples” fato (matematica basica-rs): Se entra um Kg de uranio e sai um Kg de uranio enriquecido (a grosso modo), onde esta o “desvio” que alegaram?

      Entao qual o objetivo de “inspecionarem” nossas centrifugas? Alem de Nos, qual outro Pais teve suas centrifugas inspecionadas?

      • Jorge Alberto, o que é inspecionado é justamente a saída de urânio enriquecido. Nenhum inspetor jamais viu e nem verá uma ultracentrífuga brasileira de perto

      • Carp Jorge, mais importante que os inspetores da AEIA seria a agência CBACC. Esta agência de fiscalização brasileira-argentina tem feito um excepcional serviço de auditória e é responsável pelo fim da corrida armamentista entre os dois países. Ela merece um Nobel da Paz.

  11. Tudo pela vaidade do atual CMT da MB lançar o submarino, lembro da BAPV que teve a construção acelerada porque o ministro Ten Brig Délio Jardim de Mattos fazia questão de inaugurar.
    A Base foi inaugurada cheia de problemas e incompleta, porque o mais importante foi a festa de inauguração.
    .
    Não estou dizendo que o submarino estã incompleto ou com problemas, só estou apontando para a vaidade do atual CMT em o lançar no apagar das luzes de sua gestão.

    • Walfrido…
      .
      Navios tem sido aceitos e/ou comissionados precocemente na US Navy…. “Ronald Reagan”, “Gerald Ford”, “Zumwalt”, são alguns nomes que me veem à mente agora, mas, o lançamento de um navio/submarino exige “integridade” do casco, caso contrário, não pode ser baixado à água, então, acredito que o lançamento do “Riachuelo” ocorrerá em dezembro, salvo algum adiamento, porque ao menos o casco estará em condições para o lançamento em que pese possa haver atrasos subsequentes no prosseguimento da construção que adiarão a entrega e incorporação…torçamos para que não.

    • Caro Walfrido,
      Não coloco como vaidade e sim a coroação de um trabalho. Não tenha dúvida, que este projeto teve diversos desafios, desde ordem técnica, política e financeiro, estes desafios foram vencidos um a um por quem está hoje (e ontem) na MB, nada mais justo, que eles entreguem o navio. Eu nem a pau iria passar o bastão para o meu sucessor, você entregaria?
      Abraços

    • Walfrido Strobel!
      Não procede o seu comentário quanto à coincidência da data de lançamento do Sb Riachuelo com o término da gestão do atual Comandante da MB, sob a justificativa de uma suposta vaidade do Almirante LEAL FERREIRA. A construção segue um cronograma previamente traçado que pode ser alterado, e assim ocorreu, em razão dos naturais percalços advindos da conjuntura que ora vivenciamos e do conhecimento de todos. A vossa segunda colocação é completamente descabida: o suposto atributo de vaidade do atual Comandante inexiste. Quem o conhece, sabe que o Almirante Leal Ferreira é desprovido de qualquer motivação no sentido da auto-promoção.
      De Luca, Vicente Roberto

  12. ALDO, a primeira unidade é uma espécie de protótipo, problemas irão surgir, sertão corrigidos e a partir disso podemos pensar em ampliar a quantidade, mesmo os americanos fizeram uma série única de seu primeiro submundo.

  13. Bem…..estamos atrasados a pelo menos 20 anos, ai vai ficar mais outros tantos anos tentando construir …….kkkkkkkkk.
    Arego, somos muito incompetentes.

    • Eu não costumo participar de fóruns estrangeiros, por isso pergunto: Só brasileiro que é imbecil assim a ponto de se auto-mal-agourar e torcer contra ou isso também ocorre com foristas de outros países também?

  14. “BILL27 20 de outubro de 2018 at 20:27
    O Subnuc ja saiu do papel.”
    .
    Ué, Bill, a própria matéria diz que o SubNuc ainda está na fase de projeto: “O projeto básico do nosso submarino de propulsão nuclear foi finalizado e certificado pelos franceses em janeiro de 2017 e estamos na fase de detalhamento do projeto”. Então, ainda está no papel (se bem que hoje em dia os projetos são digitais…), pois a construção não foi iniciada.
    Torço para que tudo dê certo, mas também não podemos falar ainda que “já saiu do papel”.

  15. Se considerarmos que o plano inicial era apenas criar um subterfúgio para desviar dinheiro para a Odebrecht e o PT, já estamos bem acima das expectativas.

      • Caro Jorge. Eu poderia fazer uma longa lista de militares com desvio de conduta, desde o PM das ruas até os oficiais mais graduados. Para não criarmos uma polêmica desnecessária, vou lembrar do Cel Oliver North (USMC) ou dos assassinatos de My Lai durante a guerra do Vietnã, para ficarmos apenas com militares norte-americanos. O mesmo para os civis. A corrupção é uma decisão pessoal que não tem nada a ver com as ideologias ou crenças.

      • Caro Jorge. Apenas para não entrar em uma polêmica desnecessária, poderia listar vários casos envolvendo militares e desmandos, tanto no Brasil quanto em outros países. A afirmação que militares não se envolvem com politica não bate com a realidade do atual momento. Apenas para não en

  16. Acredito que o submarino não será lançado este ano, creio que só o ano que vem, sempre atrasa tudo no Brasil, ainda mais agora ano de eleições pra presidente.
    O sub nuc virá sim, mas tmbm com atrasos, e com um superfaturamento absurdo.
    Estarei velho quando ele for fazer suas provas de mar.

  17. Marcos10 os tupis não podem ser vendidos para o parraguai e nem a Bolívia pois eles não tem mar.deveriamos ficar com os tupis pois eles dão bastante proteção é aumenta muito o poder de patrulhamento,e seria legal a marinha fazer uma pequena base de submarinos no nordeste para pelo menos 2 sub,mas não uma base grande que consuma bilhões de dólares .Se fiz entender a costa nordeste não está protegida por submarinos pois estão todos baseados no Rio de janeiro é o tranlado de um submarino para as regiões norte levaria semanas ,e tendo dois submarinos na região sempre um em patrulha é um ancorado.

    • Caro Ronaldo. Sem entrar na discussão sobre a Bolivia ou Portugal, talvez seja necessário levar em conta que os Tupis já estão próximos da vida útil. Itaguaí será uma excelente base de submarinos e está dimensionada para apoiar toda a frota. Neste caso, não haveria necessidade de outro base de submarinos. Você tem razão sobre a extensão do litoral brasileiro, então é mais simples pensar nos submarinos em missão no NE a partir de bases navais na BA, RN ou PA, onde a MB já possui bases.

  18. Ronaldo…
    .
    o Marcos10 pelo que acabei de ler, estava sendo irônico quanto a Paraguai e Bolívia e apenas a título de informação já que muita gente confunde…”ancorar” significa fazer uso de uma âncora…quando no porto/base utiliza-se “atracar”…navios e submarinos permanecem atracados.
    .
    Quanto a se ter apenas 2 submarinos, isso não garantirá um sempre em patrulha, até porque períodos de manutenção, mesmo básicas, costumam durar mais tempo que uma patrulha então no fim das contas se acaba com ambos submarinos atracados.
    .
    abraços

  19. “Sobre o programa nuclear brasileiro, o almirante disse ele começou a operar em 1914 por meio de parcerias com países como Itália, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.”
    .
    O paragrafo ficou estranho … o mais correto seria “sobre o programa de submarinos brasileiro”,
    que operou inicialmente com submarinos italianos a partir de 1914 , depois americanos na década de 1950, britânicos na década de 1970 e alemães na década de 1990.

  20. Tentando novamente responder ao Nilson 20 de outubro de 2018 at 20:51 :
    Quando vc tem algo como o Labgene em construção ( c/ várias partes já efetivamente construídas ) que é basicamente uma reprodução em escala real do reator e demais partes vitais p/ a propulsão p/ se testar tudo antes de se aventurar a fazer o submarino propriamente dito, não se pode mais dizer que ainda está só no papel.
    Um projeto altamente complexo como esse exige não só muito dinheiro, mas também seriedade e paciência p/ não se queimar etapas, afinal energia nuclear não perdoa erros.
    Seguem links sobre o Labgene:
    https://www.naval.com.br/blog/2018/02/20/o-prosub-e-o-submarino-nuclear-brasileiro-sn-br/
    https://www.naval.com.br/blog/2018/04/10/marinha-avanca-no-labgene-e-lanca-equipamentos-para-producao-de-combustivel-nuclear/

    • Concordo, Luciano, que o Labgene saiu do papel e é um grande avanço, tem que ser priorizado. Aliás, esse foi um dos erros no cronograma do ProSub, que previu erroneamente que o Labgene ficaria pronto rapidamente. Sendo uma etapa preliminar necessária para o detalhamento do projeto, a demora na operação do Labgene impacta todo o andamento do projeto e construção do SubNuc.
      Por isso afirmei que o SubNuc ainda não saiu do papel, pois as condições necessárias para o início de sua construção – dentre elas o Labgene operante e homologado e o projeto executivo detalhado e validado – ainda não estão atingidas. Para mim, sair do papel seria estar com a construção do próprio Álvaro Alberto iniciada.
      Mas entendo que ninguém está errado, pois a expressão “sair do papel” é ambígua, pode ser interpretada de várias formas. No seu caso, entende que sair do papel é ter alguma etapa do processo inteiro em construção, e o Labgene realmente é uma etapa em construção.

      • brother ,a princpal parte de um submarino nuclear é o seu reator .E se esta parte ja está em andamento , se pode dizer que ja saiu do papel .DO jeito que vc esta dizendo ,para ter saido do papel o casco tem de estar pronto .

        • Nilson, c/ todo o respeito, acho que está sendo muito rígido na sua interpretação. O reator e todo o sistema de propulsão do Labgene serão idênticos aos que estarão no SN-BR ( caso sejam aprovados ), estão sendo montados em seções idênticas a que serão o casco do submarino, ou seja é quase que um submarino nuclear ( limitado a parte mais importante ) que nunca irá p/ o mar, um protótipo.
          Poderíamos comparar ao processo de certificação de uma aeronave, onde temos células que são construídas p/ testes de fadiga que simularão a sua vida útil e ainda o chamado Iron Bird que testa aviônicos, sistemas de controle, etc. Quando se chega nessa fase, ninguém mais diz que não saiu do papel. Abs.

  21. Pow aí sim um submarino nuclear… um submarino nuclear trás muitas vantagens para um país e já era a hora do Brasil ter um . Vai se tornar um dos poucos países que dominam essa tecnologia ❤👊

  22. Bom dia, quanto à discussão Convencional, AIP ou nuclear são funções e táticas muito diferentes, ao ponto em que, para um país como o Brasil, o ideal é um mix de nucleares e convencionais (melhor se tiver AIP). Tanto temos espaço para silenciosos subs convencionais guardando pontos estratégicos de nosso litoral e de nosso mar (ilhas e campos de petróleo p. exp.) contra ataques pontuais, como também temos a necessidade submarinos de ataque para integrarem frotas defensivas contra outras do mesmo gênero. Ou seja, em nosso caso, é recomendável a existência destes dois modelos.

  23. Tenho uma pergunta ao Galante ou a outro colega que possa responder: O periscópio dos nossos Scorpenes é óptico ou é fotonico como nos classe Virginia?
    Grato,

  24. Senhores bom dia, por acaso já se pensou em um segundo submarino nuclear brasileiro, presumo que algo assim seria lá pelo anos de 2035, mas isso pelo menos já foi pensado alguma vez, sei que muito prematuro, mas é apenas uma conjectura. Outro caso seria, no Brasil já se cogitou possíveis vendas no futuro, seja para a América Latina ou qualquer outro interessado, tipo o submarino e fabricado aqui e vendido para outra nação?

  25. Esse poder de dissuasão de um submarino nuclear é muito relativo, ele só funciona se do outro lado não houver uma marinha forte que é o caso da maioria das marinhas mundiais.
    Mas a maioria das marinhas mundiais não são o problema, o problema são os paises que já possuem em suas marinhas submarinos nucleares a muito mais tempo e em maior quantidade, o nosso só vai sair em 2028. Apesar de concordar com a maioria dos comentarios de que agora não podemos voltar atrás pelo investimentos já feitos !
    Sou a favor de dominarmos essa tecnologia para que possamos usa-la não somente em submarinos, para a defesa da nossa costa eu investiria nos submarinos convencionais, acho que a modernização das baterias e o sistema AIP fizeram os submarinos convencionais serem muito vantajosos, nossa marinha não atravessa o Atlantico e por isso não precisaríamos dessa autonomia que um submarino nuclear oferece.
    Na minha opinião não sou militar então posso estar totalmente engando, mas uma frota de submarinos convencionais com armamentos de ponta , fariam outras marinhas terem mais cuidado ao pensar em invadir a costa brasileira.

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