quinta-feira, maio 26, 2022

Saab Naval

Sistema RAM Block 2A pronto para a Marinha dos EUA

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br
O RAM (Rolling Airframe Missile) emprega mísseis baseados no AIM-9 Sidewinder para defesa de ponto. O míssil é assim chamado porque rola em torno de seu eixo longitudinal para estabilizar sua trajetória, muito parecido com um projétil disparado de um tubo raiado

A Marinha dos EUA completou com sucesso uma série de testes de voos guiados para o míssil superfície-ar de curto alcance Raytheon RAM Block 2A. Os testes ocorreram no Naval Air Warfare Center em China Lake, Califórnia, e no navio de teste de autodefesa da Marinha ao largo da costa sul da Califórnia.

O RAM é a arma de defesa de ponto mais moderna do mundo e protege navios de todos os tamanhos. Ele está implantado em mais de 165 navios em 11 países, desde embarcações de ataque rápido de 500 toneladas até porta-aviões de 95.000 toneladas. A mais recente atualização de software aprimora a orientação e a capacidade do míssil em derrotar ameaças.

A Raytheon espera entregar o míssil RAM Block 2A à Marinha até o final do ano.

O RAM é um programa cooperativo internacional entre os Estados Unidos e a Alemanha. A Raytheon e a empresa alemã RAMSYS compartilham os custos de desenvolvimento, produção e manutenção.

A Raytheon Company, com 2018 vendas de US$ 27 bilhões e 67.000 funcionários, é líder em tecnologia e inovação especializada em soluções de defesa, governo civil e segurança cibernética.

A Raytheon está sediada em Waltham, Massachusetts.

O RAM Block 2A foi testado no Self-Defense Test Ship – EDD 964 (ex-Paul F. Foster – DD 964), último navio da classe Spruance ainda em operação

FONTE: Raytheon Co.

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Foxtrot

Solução nacional semelhante.
Míssil Manpad,s semelhante ao igla-s (da qual a Mectron já fez sua UAGC) e plataforma giro estabilizada Avibras .
Soma-se a isso alça optrônica Ares/Atena e radar diretor Gaivota-X.
Simples e já está quase tudo pronto.
Se forçarem mais um pouco ainda temos as opções de uma versão Superfície/Ar do A-Darter, MAA1-B, MAR-01, Saber-M200 naval etc.
Mas !!!!

Cristiano

Seria uma arma formidável ser ela existisse

Foxtrot

Basta vontade caro Cristiano.
Aí reside a diferença entre o Brasil e as outras nações!

MMerlin

Esta é um questionamento que realmente gostaria de avaliar Foxtrot.
É possível e o que modificar no A-Darter para transformá-lo em um míssil superfície/ar?

Foxtrot

Caro MMerlin aqui no fórum mesmo informaram que o CAMM (se não me falhe a memória) era uma derivação do A-Darter. Ainda temos o exemplo Israelense do sistema Spider, que utiliza mísseis Ar/Ar modificados para defesa AAe. Caso ainda assim não Sirva de exemplo, temos o Manpad,s nacional que tem sua Unidade de Guiamento e Controle (UAGC) desenvolvida e entregue ao EB para seu míssil M.S.A 3.1 (Míssil Solo Ar). Se ainda assim você não se convencer, temos a oferta sul africana de participação nos Mísseis Merlin e Unkonthon. Ou seja a única coisa que nos impede e a falta… Read more »

julio

O missil do CAMM não seria a sea ceptor da MBDA.

Bosco

Fox,
O CAMM é derivado do ASRAAM britânico.

Uma listinha mais completa dos mísseis ar-ar que se tornaram mísseis sup-ar sem modificações:
Sparrow
Amraam
Sidewinder
Python
Derby
Iris-T
Sky Shord
Mica-RF
Mica-IR

Foxtrot

Obrigado pela correção caro Bosco.
Creio ter me confundido sobre a alegação de que o CAMM ser derivado do A-Darter.

MMerlin

Foxtrot.
Entendo que existem outras opções disponíveis no mercado e outros produtos que passaram pela mesma transformação.
Mas o questionamento foi saber a viabilidade para efetuar as modificações no A-Darter, para levantar com o pessoal que tem conhecimento mais técnico a possibilidade, necessidade das modificações e, principalmente, custo para analise de viabilidade.
Referente ao Marlin (acho que vc confundiu com meu nome), lá li sobre o interesse, mas por ter um alcance maior (100 km ante os 20 km do A-Darter) consequentemente deve ter um custo maior.
O Unkonthon desconheço então prefiro não opinar.
Abraços.

Foxtrot

Na legenda da imagem informa que o sistema americano utiliza o AIM 9 Sidewinder.
Ou seja, não há nada de gambiarra pois o conceito já é testado e provado, inclusive em combate mundo afora.
Mas há alguns especialistas de imagens e teclado que conseguem desmerece uma iniciativa sem nem ao menos terem embasamento técnico para isso.

Willber Rodrigues

Pra defesa de ponto, o que seria mais indicado?
Um sistema de mísseis curto alcance como esse, ou um sistema tipo Phalanx CIWIS?

Jagderband#44

Acho que seriam complementares. Imagino o Phalanx como um último recurso de defesa, até pelo seu curto alcance.

JPC3

Phalanx é muito limitado contra mísseis supersônicos.

Alex Barreto Cypriano

Tá ligado que o SeaRAM é da família Mk15?
Bom, o RAM, que é um PDMS, tem alcance maior que o Phalanx, mas só serve pra engajamento superficie-ar ao contrário do Mk15 que serve também pra superfície-superficie. Mas tem o missil Longbow Hellfire que serve pra superfície-superficie, com alcance equivalente do RAM, e iria fazer parte dos LCSs (Independence class conta com SeaRAM). No meu bote dos sonhos, digamos uma fragata multi missão, teria GWS e PDMS associado com VLS recheado de misseis de longo alcance… E conexão 5G.

Bosco

Alex,
O RAM também é eficaz contra alvos de superfície.

Alex Barreto Cypriano

Obrigado, mestre Bosco, pela info sobre o RAM sup-sup: realmente não sabia.
Os Mk46 nos LCSs pertencem ao modulo ASuW ou serão instalados permanentemente?
Por quê, na sua opinião, Bosco, foram substituídas as Mk110 pelas Mk46 nos Zumwalt ali sobre o hangar? Problema com a estrutura de materiais compósitos do hangar ou opção pelo mais simples e barato?
Abraço.

Bosco

Alex,
Eu mandei um video do RAM Block I “HAS” atingindo alvos na superfície. Foi pego pelo antispam. Depois vc dê uma olhada.
Quanto a Mk-46 pelo que eu sei serão permanentes. O que não será permanente é o módulo SSMM.
Em relação ao Mk-46 nos Zumwalt eu acho que é mesmo para reduzir custos e na função de CIGS contra alvos assimétricos de superfície acho que eles acertaram.
O Mk-110 só pra essa função tava muito exagerado e não creio que ele fosse pensado para função AA também.

Bosco

Alex,
Um LCS poderá ser armado com:
1 canhão Mk-110 de 57 mm
1 lançador Mk-49 RAM (21 mísseis) ou SeaRAM (11 mísseis)
2 canhões Mk-46 de 30 mm
2 lançadores verticais ocupando um SSMM com 24 Longbow
12 (8 ?) lançadores NSM
2 helicópteros ou helicóptero mais UAVs

Bosco


Nesse vídeo há demonstração do RAM atingindo alvos de superfície. É uma versão com software modificado denominada de RAM Block I “HAS”

Alex Barreto Cypriano

Muito grato, Bosco. HAS: Helicopter, Aircraft, Surface target (ou Ship). Abraço.

Bardini

Não tem como explicar essa paixão nacional por gambiarras.
.
O míssil que é necessário a MB para defesa de ponto já existe, se chama Sea Ceptor. É isso e canhão de 76mm + 40mm. Tá excelente no nosso TO.
.
O que falta e vai continuar, é um bom míssil para Defesa de Área.
.
Se for pra ter uma MANPADS fazendo defesa de ponto, que seja o Mistral e ponto final. O sistema já existe é testado e conhecido e entrega bom desempenho.

Foxtrot

Não dá para explicar essa paixão nacional por importações e submissão.
Mas como nossos tomadores de decisões são especialistas em análise de imagens.
Vamos de importações mesmo.
Afinal de contas uma vez colônia de exploração sempre assim será !

Neves João

Perfeito, Bardini, é defesa de área q nós nunca tivemos e q precisamos mais, inclusive terrestre, o resto é provocação.

Alex Barreto Cypriano

Preferia um SeaRAM que é tão autônomo quanto o Phalanx. Mas tanta automação não ajudou a Stark, né? As vezes não se luta nem com o que se tem…

Bardini

Mas isso foi a mais de 30 anos… Meio que as coisas evoluíram um bocado de lá pra cá, principalmente no tocante a integração e processamento de dados. Isso sem contar a questão da dimensão EW da coisa.
.
https://news.usni.org/2016/10/11/uss-mason-fired-3-missiles-to-defend-from-yemen-cruise-missiles-attack

Alex Barreto Cypriano

Perfeitamente, Bardini. Meio que mudou tudo, né? Só falei da Stark porque aquilo tá atravessado na garganta até hoje…

Bosco

O que será esse RAM Block 2A?
A versão Block 2 já está em operação desde 2015.

Dalton

Penso que é uma atualização do “Block II”, Boscão, ao menos foi o que compreendi.

Bosco

Poi é Dalton!!! Será que é uma versão que eu havia lido há algum tempo que diziam que iriam acrescentar o data-link?

Dalton

O mais longe que consegui ir/interpretar é que uma atualização de “software” permitiu uma melhoria na orientação do míssil e aumentar a sobrevivência do mesmo.

willhorv

Eu penso que, com a evolução dos radares e drones de vigilância e alerta, a identificação das ameaças vai propiciar designar um sistema em detrimento de outro ou ambos para derrotá-las. E isso se completa com uma filosofia de camadas, como mísseis extratosféricos, de longo, médio e curto alcance, assim como Ciws e mísseis de defesa de ponto, e pq não algo como uma carga ativa disparada a queima roupa da ameaça no último momento.
Filosofia cebola!!

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