quarta-feira, junho 29, 2022

Saab Naval

Turquia testou com sucesso canhão naval de 76 mm de fabricação nacional

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

No dia 2 de dezembro, a Turquia testou com sucesso um canhão naval de 76 mm desenvolvido localmente, que deverá substituir a peça similar normalmente importada.

O teste de fogo foi realizado no campo de tiro de Karapınar, na província central de Konya, sob a supervisão do Ministro da Defesa Nacional, Hulusi Akar, que estava acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior General Yaşar Güler, Comandante das Forças Terrestres General Musa Avsever, Comandante das Forças Navais Almirante Adnan Özbal, Comandante das Forças Aéreas General Hasan Küçükakyüz e Vice-Ministro da Defesa Nacional Muhsin Dere.

Parabenizando aqueles que contribuíram para a construção do novo sistema de armas, Akar disse em seu discurso: “Nenhuma dessas obras é o fim. Cada uma delas é o início da próxima fase.”

“Iremos atender às necessidades de nossas forças armadas continuando nosso trabalho em um ritmo cada vez maior”, disse Akar.

O canhão naval de 76 mm foi desenvolvido pela Machinery and Chemical Industry (MKE), uma fabricante estatal de armas e munições, e foi revelado pela primeira vez durante a Feira Internacional de Defesa deste ano (IDEF 2021), que ocorreu entre 17 e 20 de agosto em Istambul.

O projeto para o canhão naval começou em 2020 devido aos altos custos de aquisição e um cronograma de entrega demorado para os canhões Oto 76/62 mm da Leonardo, de acordo com declarações anteriores de funcionários da empresa.

Embora não haja uma política oficial, espera-se que esses sistemas de armas substituam os importados, que provavelmente serão eliminados gradualmente.

O canhão naval italiano equipa atualmente uma variedade de navios de guerra turcos, incluindo fragatas da classe G, corvetas da classe Ada construídas sob o projeto MILGEM (Navio Nacional) e embarcações de ataque rápido.

Akar, por sua vez, disse que a produção doméstica não é uma escolha para a Turquia, mas uma necessidade.

O Almirante Adnan Özbal, por sua vez, também mencionou a importância do desenvolvimento do canhão naval nacional, dizendo: “Estamos testemunhando a realização de um importante sucesso que nos fortalecerá no mar. O Canhão Naval Nacional é um grande sucesso em termos de mostrar o nível que nossa indústria de defesa doméstica atingiu.”

Ressaltando que é importante terminar a produção em pouco tempo, Özbal afirmou que os testes de porto e cruzeiro do canhão naval serão feitos após os testes em terra.

O canhão naval de 76 mm da MKE tem um alcance de 16 quilômetros (9,9 milhas). As dimensões do tubo são de 76 mm de diâmetro e 4,7 m de comprimento.

FONTE: Daily Sabah

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Guacamole

Parabéns aos Turcos.
Com menos recursos que o Brasil, fazem de tudo.

E tem mais gente, são mais preparados e tem melhor equipamento.

Isso o que acontece quando a prioridade é Pesquisa e Desenvolvimento de material do que folha de pagamento.

Antoniokings

E a Turquia anunciou, oficialmente, que está cooperando com os russos no desenvolvimento do caça T-FX.
Os turcos estão avançando bastante em todas as áreas da indústria militar.
Estão se tornando um ‘player’ importante nesse mercado.

Marco Eu

Isso só acontece quando políticos deixam de se preocupar em lucrar e lacrar e passam a focar seus esforços em fortalecer uma nação. Aqui no Brasil o caminho para alcançar esse patamar sempre vai passar pela direita e nunca pela esquerda. Se o país se mantiver (como parece estar) na direita, o Brasil vai conseguir acabar com esse sentimento cão sarnento , fraco e sem dono….e vai passar de peão para uma bela Torre no xadrez mundial.

Heitor

Isso se chama pombo jogador de xadrez quando se erra tanto não adimite , insiste e se inverte as coisas , nesse caso só para se justificar de preconceito de classe

Gabriel BR

Esses turco são brabo rsrsrsrsrs

BK117

Pelo o que eu entendi, é um desenvolvimento turco, sem nenhuma participação da Leonardo, certo?
Igualzinho o 76/62 (pelo menos externamente), rapaz… Que coincidência!

João José

Igual a China fez com o F-35 americano, cópia descarada.

carcara_br

Como funciona o sistema de alimentação de um canhão deste, fazendo uma analogia simples, é tipo uma cinta de munições, cartucho, ou deve ser inserido manualmente?

Alexandre Galante

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Esteves

Por que os navios contam com somente 1 canhão na proa? O que se espera de desempenho com 1 canhão desses na proa? Contra quais alvos?

Bosco

Esteves, Os canhões principais de navios de porte de corveta pra cima (corveta, fragata , destroier e cruzador) geralmente são de 57 mm pra cima. O de 57 mm se presta para engajar outros navios dentro do horizonte , ameaças assimétricas de superfície (lanchas, etc.), engajar alvos na costa e defesa contra ameaças aéreas , inclusive com capacidade antimíssil. Com calibre de 76 mm além destas ele já se torna capaz de realizar apoio de fogo de forma efetiva. Calibres de 100, 114 e 127 mm são melhores para apoio de fogo e fazem tudo que os de 76 e… Read more »

Esteves

Grato.

Mas é um. Ok, tem outros menores e tem os canhões de fogo rápido. É um na proa para dar espaço aos mísseis? é um na proa por convenção de construção? Defesa assimétrica = vários alvos e vários tipos. VANTS, lanchas rápidas, outros navios, defesa contra mísseis…o operador do canhão escolhe o que engajar ou é por proximidade?

Uai so! Um canhão contra isso tudo?

Bosco

Só complementando, tem os canhões de pequeno calibre:
20 mm
25 mm
27 mm
30 mm
35 mm
40 mm

E os CIWS:
20mm: Phalanx, Meroka,
25 mm: Sea Zenith;
30 mm: Goalkeeer, AK-630, AK-630M2, Type 730, Type 1130, *Kashtan, *Pantsir M; *Palma/Palash;
35 mm: Millennium; 35DPG
40 mm: Dardo
*Combinado com míssil.

Nemo

Entendo que no nosso TO os 57 e 76 mm seriam adequados para as missões a um custo menor. O que vocês acham?

Bosco

Eu concordo. Pra mim o 76 mm é perfeito para corvetas e fragatas. Faz tudo que o 57 mm faz e ainda tem “alguma” capacidade de apoio de fogo.
O canhão de 127 mm ao meu ver só mesmo para destroier pra cima.
O ideal para substituir o 127 mm seria o de 155 mm mas até agora nenhum programa vingou tendo havido inclusive o fracasso retumbante do AGS do DDG1000 que jogou um balde de água fria em quem tinha interesse de contar com um canhão naval de maior calibre para apoio de fogo.

Dalton

Complementando o Bosco, o míssil tornou-se a principal arma de um navio, tendo maior alcance e precisão e para aqueles navios desprovidos de mísseis pode ser que a missão a eles designada o canhão seja suficiente. . Antigamente múltiplos canhões forneciam uma impressionante taxa de fogo, porém, um tanto que impreciso então trocou-se o espaço e peso ocupado por canhões, torres, imensos paióis, maior número de tripulantes, etc, por um ou dois canhões principais, muito mais precisos que os de antigamente, melhores sensores e mísseis muitas vezes guiados por helicópteros orgânicos aumentando ainda mais a precisão. . O canhão ainda… Read more »

Esteves

Grato.

Boa lista essa do Bosco.

Adriano Madureira

Alguns tem o canhão traseiro como o Arrowhead…

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Esteves

127mm

Foxtrot

Quem sabe faz ao vivo.
Enquanto isso a Inbaré (Inbel) continua produzindo o desnecessário para demanda necessária.
Parabéns Turquia !

Marco Eu

Peça para os políticos pararem de roubar o país e direcionar os valiosos recursos do Brasil na tecnologia bélica que resolve. Desenvolvimento e fabricação. De quebra dá pra ganhar dinheiro com a venda desse material a países com mesmos interesses

Foxtrot

Aí você falou tudo, os políticos em geral, do passado e do presente, entendeu?
Porém a culpa não é exclusiva deles, temos militares que mais uma vez, no ano que entra receberão aumentos de salário, só investem em produto importado, deixam vender empresas estratégicas etc.
Isso para não falar nos absurdos das regalias e alimentação especial.
Nessa farra, só o povo que dança amigo !

Igor Lima

Boa noite à todos! Alguma chance da Emgepron desenvolver um desses pra gente? Aqui no Brasil, quem poderia fazer algo similar aos que os turcos fizeram? Um abraço à todos.

Esteves

A Emgepron é uma empresa de gestão. Faz gerenciamento de projetos.

Quem poderia apresentar um projeto nativo é algum estaleiro como o VardPromar que mostrou a CCT. Mas não foi adiante.

Marco Eu

A Avibrás talvez entrasse nesse lote.

ADM

Em 2015 a Oto Melara divulgou que se associaria a IMBEL para produzir o 76mm SR em Juiz de Fora – MG, para as Tamandaré. Alguém sabe se isso propsperou?

Rafael

Mais um cinco anos a IMBEL imprime o e-mail com a proposta italiana e começa a preparar a montagem do comitê que avaliará o acordo.

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