Fragata lançando o Míssil Antinavio Nacional de Superfície - MANSUP

Projeto é desenvolvido com tecnologia e mão de obra nacionais

A Marinha do Brasil (MB) lançou, com sucesso, o quinto Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP), na manhã desta quarta-feira (26), na região ao sul de Cabo Frio (RJ). A operação contou com a participação das Fragatas “Liberal” e “União” e de duas aeronaves AH-11B Wild Lynx. O objetivo do programa é desenvolver e produzir esse tipo de armamento no Brasil com tecnologia 100% nacional. Atualmente, o MANSUP está na fase de produção de um lote piloto, para a qualificação funcional do míssil em voo.

Os lançamentos, nesta fase do lote piloto, serão realizados com cabeça telemétrica, que substitui a cabeça de combate em lançamentos de testes, com a função de transmitir informações do míssil durante o voo, para análise e verificação de falhas.

Este último lançamento foi o primeiro voo das versões atualizadas do computador de guiagem e altímetro, um subsistema do MANSUP com a função de realizar estimativa de altura em relação à superfície média do mar. Ainda nesse teste, foram executadas manobras programadas, para verificar o desempenho do Sistema de Guiagem, Navegação e Controle (SGNC) desses novos equipamentos.

Segundo Robson Duarte, da empresa Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico (SIATT), que é Gerente do Programa do MANSUP, muitos aprendizados foram adquiridos desde o primeiro lançamento até hoje. “A SIATT desenvolveu o Sistema de Guiagem, Navegação e Controle com componentes críticos, tais como altímetro, atuadores, computador de guiagem e a plataforma inercial fornecida pela Marinha do Brasil, o que traz uma grande autonomia para o País “, afirmou.

Mockup do míssil MANSUP na LAAD 2023

Robson ainda ressaltou a importância, para o Brasil, em realizar a fabricação desses mísseis e também o papel da SIATT nessa fabricação. “Este projeto proporcionará ao Brasil total autonomia e independência para a produção desse sistema, que é essencial para proteção da Amazônia Azul, uma das maiores e potenciais riquezas naturais do País, sendo ela fonte de renda, subsistência, trabalhos direto e indiretos para a nação brasileira, devendo ser preservada e protegida”.

Para o Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira, “a aplicação de novos conhecimentos, com resultados práticos visíveis, pode-se dizer que se trata exatamente do objetivo desta etapa de qualificação dos subsistemas do míssil. No lançamento do primeiro modelo de qualificação do MANSUP, denominado ‘P1’, foi testada uma nova versão do software do Sistema de Governo, Navegação e Controle [SGNC], desenvolvida para aquela etapa, já no atual foi testada a versão final do SGNC, com os aprimoramentos oriundos da análise dos dados telemétricos do ‘P1’, bem como o sistema de propulsão desenvolvido para esta etapa. Assim, espera-se que, com os dados analisados deste lançamento, essa seção do míssil seja aprovada na qualificação como produto”, explica.

O projeto também é importante para a sociedade brasileira, como fator gerador de empregos e pelo conhecimento adquirido e colocado em prática, conferindo ao Brasil autonomia na produção desse importante setor da Base Industrial de Defesa.

“A mão de obra especializada empregada pelas empresas envolvidas no projeto é composta por engenheiros e técnicos brasileiros, formados nos diversos centros acadêmicos, nas áreas de conhecimento afetas à tecnologia. Portanto, a tecnologia empregada no projeto MANSUP é 100% nacional, desenvolvida por brasileiros formados nas nossas escolas”, reforçou o Almirante.

Para os lançamentos desta etapa, as atualizações serão implementadas de modo gradativo, a fim de permitir que cada subsistema possa ser individualmente avaliado e qualificado para versão definitiva do produto. Neste segundo lançamento, foi verificado o desempenho do sistema de propulsão, avaliada a nova versão do Console Lançador de Míssil – CLM e o software de controle (SGNC), que passaram por aprimoramentos com base nos resultados do lançamento anterior.

Características do míssil

Console utilizado para lançamento do MANSUP, fabricado com tecnologia nacional – Imagem:  SIATT

Todas essas tecnologias empregadas e lançamentos realizados convergem para a geração de um legado para a Defesa brasileira, por se tratar de um míssil desse porte, completamente desenvolvido e testado no País.

O Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Edgar Luiz Siqueira Barbosa, ressaltou a importância da participação dos meios da Esquadra no projeto de desenvolvimento do MANSUP. “O lançamento do quinto MANSUP, sendo cada um efetuado por navio diferente, serve para testar o preparo dos sistemas de armas dos meios de superfície e a nossa consequente capacidade de combater. O sucesso no lançamento de armamento inteligente e de grande poder de destruição demonstra que a Esquadra busca sempre estar em elevado nível de prontidão, sempre à disposição para defender os interesses nacionais, protegendo nossas riquezas”.

Para o Comandante da 1ª Divisão da Esquadra e do Grupo-Tarefa (GT) coordenador do lançamento, Contra-Almirante Nelson Leite, o lançamento de uma arma inteligente como o MANSUP demanda o atendimento de requisitos para garantir a segurança da navegação ao tráfego marítimo na região. Além disso, enfatizou que o exercício com armamento é sempre uma excelente oportunidade para os navios da Esquadra se adestrarem nas operações de ataque da guerra naval. Nesse sentido, durante a comissão, os navios do GT também realizaram exercício de tiro de superfície com os canhões de 4,5 polegadas e 40 mm, assim como conduziram adestramentos de fainas marinheiras, operações áreas, trânsito sob ameaça de superfície, postos de combate, entre outros.

Além da Fragata “Liberal”, que foi o navio lançador, participaram da operação: a Fragata “União”, como navio assistente; a aeronave AH-11B (Lince 45), responsável pela telemetria (tecnologia que permite a medição remota e em tempo real dos parâmetros necessários para avaliar o funcionamento e o desempenho do míssil); e a aeronave AH-11B (Lince 43), para garantir a vigilância e a segurança do local.

Confira o vídeo do lançamento do míssil

FONTE: Agência Marinha de Notícias

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Robson Rocha

Muito bom saber detalhes do programa. Eles mostram que todos os envolvidos estão resistindo a tentação de se queimar etapas para acelerar a produção. Ao invés disso, há o compromisso, o cuidado em se respeitar cada etapa do processo em buscar de um aperfeiçoamento progressivo para se ter um produto consistente e eficaz naquilo que se propõe.

marcos.poorman

Que o programa entre na fase de produção e siga em frente com a adoção de turbina e maior alcance. Parabéns aos envolvidos da MB e ao corpo técnico da SIATT.

Allan Lemos

Que o programa entre na fase de produção

O engraçado é que o Mansup vai entrar em fase de produção antes do MTC-300, que começou seu desenvolvimento bem antes e até hoje nem se tem notícia da encomenda de algum lote teste/piloto.

Isso é vergonhoso para o EB/Avibras.

Wilson Look

Tem algumas imagens reais de testes e tem até um vídeo de um MTC-300 sendo lançado, mas fora isso.

Rafael Oliveira

Como não há muita transparência nesses programas, pelo que é divulgado, Mansup e MTC-300 devem estar mais ou menos no mesmo estágio de desenvolvimento. Temos alguns vídeos de lançamentos e coleta de dados de telemetria, mas nada de saber qual é o alcance e a capacidade dos mísseis acertarem os alvos e qual estrago causariam.

F-39 Gripen

Cara, o MTC-300 foi testado pouco tempo atrás, ele alcançou os 300 km previstos, atingiu o “alvo” e teve um CEP (erro provável circular) de 9 metros. 2023 terão os últimos testes. Isso tudo foi dito pelo General M. Paixão em entrevista ao Caiafa.

Rafael Oliveira

Aí você tem que acreditar na palavra do General. Eu prefiro um vídeo do míssil acertando o CEP do alvo, o qual não existe ou não foi divulgado.

Allan Lemos

Veja só como esse seu pensamento é simplório. A lá São Tomé, você afirma que só acredita se vê o míssil acertando o alvo porque a palavra do general supostamente não é digna de confiança.

E qual certeza você terá de que o míssil realmente percorreu os 300km? Como saberá se o alvo não estava a apenas 100km do local de disparo? Melhor exigir que você mesmo esteja presente durante os testes para colher as informações.

Saia correndo atrás do míssil, não se esqueça de levar a fita métrica.

Rafael Oliveira

Esse ano mesmo teve um General que disse que a câmera no Palácio do Planalto não estava funcionando….
Não preciso acompanhar “in loco”, mas é importante ter mais provas dos testes do que confiar apenas nas palavras das pessoas, sejam generais ou não.

Joselito mueller

Pra ter absoluta certeza, somente montando no missil pra acompanha-lo!

Fernando Vieira

Foi por isso que o major TJ Kong foi montado no seu míssil

Last edited 1 ano atrás by Fernando Vieira
Mayuan

Boa ideia porque do jeito que são as pessoas, era capaz de sair um vídeo e eles saírem dizendo que é cgi, deep fale…

Allan Lemos

Isso não é desculpa, o Mansub é baseado no Exocet, mas também tem certas particularidades, o sea-skimming por exemplo é uma tecnologia muito difícil de se desenvolver e dominar. É provável que haja gente aqui que nem era nascido quando esse projeto começou.

Allan Lemos

Criança? Fala sério. O míssil já está há mais de 20 anos “em fase final” de desenvolvimento. Não passe pano, amigo.

Maurício.

“MTC-300 ainda é uma criança.”

Claro, uma criança com mais de 20 anos de idade, ainda nem caiu os dentes de leite!

Wellington Góes

Desculpa, mas a crítica é infundada…

Luís Henrique

Nesta LAAD surgiu a notícia de que A SIATT ofereceu para a MB uma versão do MANSUP com a turbina tj-1000 da Turbomachine e que este míssil terá alcance de cerca de 200 km.
Maravilha.

Zorann

Oferecer pra Marinha, não diz nada.

A Marinha vai comprar?

Wilson Look

A alguns meses atrás a própria MB apresentou que o MANSUP fora desenvolvido desde o início com a capacidade de poder ter o seu motor foguete trocado por uma turbina, nas imagens apresentadas a parte do corpo do míssil onde fica o motor é trocado por outro que lembra um pouco o MTC-300.

Podemos dizer que agora essa ideia apresentada, está mais madura.

DanielJr

Se isso se tornar verdadeiro, teremos que saber como os navios da MB irão detectar, acompanhar e “travar” nos alvos, 200km é uma boa distância, não sei se os sensores a bordo possuem essa capacidade, ou se os helicópteros a bordo conseguem transmitir as coordenadas para os navios de forma satisfatória.

Fernando "Nunão" De Martini

Um alvo de superfície a 200km de distância não é captado pelo radar de um navio tanto quanto um alvo a 70km, por causa da curvatura do planeta, que limita o horizonte-radar de um navio a uns 40km.

Os mesmos helicópteros que podem dar as coordenadas de meio curso para um alcance de 70km podem fazer isso para 200km, conforme for o posicionamento e altitude deles.

Carvalho2008

perfeito

Wilson França

Curvatura da terra?

Fernando "Nunão" De Martini

Do planeta.
Terra.

Fagundes

Vai chegar um momento que será importante ter satélites brasileiros de triangulação e gerenciamento remoto para usos civil e militar

Last edited 1 ano atrás by Fagundes
Rinaldo Nery

Vão precisar dum P-3 (ou outra aeronave de Patrulha) para isso. Daí a importância do Link BR2 estar operacional.

Wellington Góes

Não necessariamente para as duas coisas… A MB já possui seu datalink a muito tempo, quem precisa avançar com isso é a FAB. Outra, também não precisa do P-3 (ou outra aeronave patrulha de asa fixa) para dar localização de navios e/ou outros meios inimigos, conforme dito pelo Nunão, o helicóptero embarcado no próprio navio pode fazê-lo, ou mesmo VANT devidamente capacitado com datalink. Ou seja, a MB já tem capacidade para tal. Entretanto, seria realmente muito bom que tudo isso pudesse ser feito de forma integrada com outras forças, no caso com a FAB num único datalink (Link BR2)… Read more »

Fabio Araujo

Por isso a necessidade termos outros meios como drones e satélites, se bem que com o orçamento apertado é mais fácil ter drones para ajudar a localizar os alvos!

Fernando "Nunão" De Martini

Esse assunto já tinha sido pauta de matéria bem completa aqui do Poder Naval.

https://www.naval.com.br/blog/2022/07/11/mansup-saiba-mais-sobre-a-fase-atual-e-o-futuro-do-missil-antinavio-nacional/

A notícia não surgiu na Laad. Só foi confirmada!

LucianoSR71

Nunão, seria muito interessante fazer um post sobre o a ação da MB com a Fragata Independência que impediu que navio estrangeiro, parece ter sido o alemão RV Maria S. Merian, fizesse pesquisas na Elevação do Rio Grande. O subsolo marinho tem muito minério e será alvo ainda de muitas brigas pelo mundo.

Afonso

Que orgulho de ver esse lançamento! Quando queremos, nós fazemos!

Allan Lemos

Espero que acelerem o desenvolvimento dessa primeira versão para que possam começar logo o da próxima, com turbina e maior alcance.

737-800RJ

Excelente!
Com todos os problemas e limitações, se precisa começar de algum lugar e o primeiro passo já foi dado. Um míssil nacional e ITAR free é uma grande vitória num país de incertezas, burocracias e projetos abandonados. E que venham mais versões nos próximos anos!

zehpedro

é normal o bicho sair balançando tanto? subindo e baixando daquele jeito?

BK117

Bem, ele deu uma sambada leve ali na saída, mas recuperou bem.

Tração traseira é que nem gaita, só toca quem sabe rsrsrs

Nada muito fora do normal. Esse pelo jeito teve muita coisa nova sendo testada, como os computadores e softwares novos, e console da SIATT. Conforme os próximos disparos de teste vão sendo feitos, melhorias serão implementadas.

zehpedro

Vlw! Obrigado pela explicação! Abraços

wiliam

pois é… ele deu uma “sambada” .. desculpe-me minha ignorância mas em disparos de diversos da mesma categoria nunca tinha visto isso…

Fernando "Nunão" De Martini

Pode haver diversas razões, como compensar no início do voo o movimento gerado pelo balanço e caturro do navio no momento do lançamento, uma rajada de vento, entre várias possibilidades – incluindo algum problema, mas não me pareceu ser este o caso.

De resto, ele sobe por alguns segundos e logo vai corrigindo a altitude para voar mais rente às ondas, que é o esperado.

Carvalho2008

tudo depende do ângulo do navio com relação ao alvo e eventual balanço lateral….o lançador mira num ângulo para cima e depois que o míssil é liberado, w que após alguns metros ele faz as correções….

João Fonseca

Sim, também percebi isso. Oscila “senoidalmente”. Não lembro de ter visto isso em outros mísseis.

Velho Alfredo

É sim.

O míssel compensa o quanto o navio está “balançando”.
Já vi isso em outras filmagens de outros lançamentos de outros mísseis.

Rafael Oliveira

Bacana que os testes continuam mas poderiam revelar mais informações, né?
Voou quantos kms? Manteve a trajetória prevista?
Antes que alguém fale que é confidencial:

  • Não é uma tecnologia de outro mundo para que esse tipo de informação básica não possa ser divulgado.
  • Se fosse seguir esse raciocínio, as empresas não divulgariam (ainda que de forma aproximada) o alcance e a velocidade de seus mísseis.
  • Dinheiro público paga pelos testes então no mínimo deve ser divulgado quais os objetivos e se eles foram alcançados.

Como não divulgam, é natural que tudo seja tratado com desconfiança.

Allan Lemos

Divulgar para quê? Para que entusiastas como nós fiquemos debatendo na internet?

O sea-skimming é uma tecnologia extremamente complexa, então pode-se dizer que é “quase” de outro mundo. Não há necessidade de ficar divulgando os detalhes sobre a que passo estamos no desenvolvimento, não interessa a ninguém.

É dever do Estado manter informações que possam comprometer a segurança nacional sob sigilo. O direito à informação, como todos os outros, não é absoluto só porque tem dinheiro público envolvido.

Rafael Oliveira

Sim. Um dos motivos seria para entusiastas debaterem. Outro é para ser fiscalizado se o programa está progredindo a contento.
E outra a divulgação serve para atrair países interessados em comprar o míssil.
Divulgar se o míssil percorreu 5km ou 50 km não afeta em nada a segurança nacional. Absolutamente nada.
Daqui a pouco vai defender que a Embraer não pode divulgar alcance e velocidade de suas aeronaves militares para não comprometer a segurança nacional.

Allan Lemos

Isso não é motivo suficiente. A fiscalização é feita por especialistas, não por leigos. se no primeiro teste o míssil percorreu 10km e no segundo ele percorreu 5km, não significa que não houve evolução, pois ele pode ter percorrido apenas 5km por N motivos diferentes. Isso é verificado por pessoas capacitadas, não pelo público em geral que na maioria dos casos não sabe nem fazer uma regra de 3. Quanto aos países interessados, a promoção será feita em um momento mais oportuno. Haverá bastante tempo para isso, quando a própria MB se certificar que o produto funciona. Não compare laranjas… Read more »

Rafael Oliveira

Quem são as pessoas capacitadas que vão fiscalizar? Os mesmos que fiscalizaram a modernização do “Turbo Trader”? Os que fiscalizaram as inúmeras reformas do NAe São Paulo que não deram em nada? Ou os que fiscalizaram a construção dos navios da classe Macaé pelo EISA? No papel é tudo bonito. Os programas militares são realizados com profissionalismo, economicidade, cumprem os prazos, não há desvios, o resultado são os melhores produtos do mundo, a fiscalização é feita de forma exemplar pelas autoridades competentes, nenhum desvio é identificado e etc. No mundo real as coisas não funcionam tão bem. Talvez porque a… Read more »

Allan Lemos

Eu entendo o seu ponto mas você está confundindo decisões estratégicas com táticas e operacionais.

Uma coisa é a decisão estratégica dos almirantes, outra coisa é a decisão técnica dos engenheiros da SIATT e da MB, que estão bem abaixo na hierarquia mas são extremamente capacitados.

Rafael Oliveira

Não estou confundindo. Quem faz a fiscalização não é o almirantado.
O ponto é, a regra é a publicidade, o sigilo é que deve ser excepcional e justificado, o que no caso, não é.
Não faria nenhuma diferença para a segurança nacional sabermos se o míssil voou 5km ou 50km. Faria diferença para questionarmos a competência da SIATT e da MB no caso de testes falharem seguidamente.
Sem divulgação de resultados vira um ato de fé. Você acredita na competência dos engenheiros e que está tudo dando certo nos testes. Eu não.

Carvalho2008

até o momento, as divulgações de ambos os mísseis é sobre parâmetro mínimo, e não são revelados os parâmetros máximos….

Carvalho2008

Rafael Oliveira, fique tranquilo que não são os mesmos…. está fiscalização assim dita em terminologia leiga, na realidade é monitoramento de telemetria computacional, tal como inserido no texto por carregar no local da cabeça de guerra os sensores para a telemetria…..os vetores, dados coletados são comparados aos exercícios computacionais…. Um dado a mais para os mais novatos….como são dados computacionais, até o algoritmo pode ser alterado para simular um colisão sem de fato colidir….se quiser destruir o alvo, o algoritmo é zerado, se não quiser, ele simula o deslocamento do alvo em alguns metros…tudo é algoritmo e matemática…em suma, os… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Rafael, já divulgaram em testes anteriores. É de cerca de 70km. Pra falar a verdade, tirando as partes tradicionalmente encontradas em notas das Forças Armadas do tipo o almirante x disse isso, o capitão de mar e guerra y disse aquilo, e que truncam um pouco o texto, essa nota traz mais informações do que o usual. Longe de serem tão completas como debatedores do tema de defesa gostariam, mas muito mais do que normalmente divulgam. E olha que eu já li milhares de notas das Forças Armadas, essa até me surpreendeu. Só procurar no texto e vai achar muita… Read more »

Rafael Oliveira

Nunão, não me referia ao alcance que o projeto do míssil diz que ele terá, mas em saber qual era a distância esperada nesse teste e se ela foi atingida ou não. Ou seja, saber so míssil “passou no teste”.
No mais, concordo que essa notícia tem bem mais informações que a regra geral das nossas Forças Armadas.

Wilson Look

Tem muito mais coisas a serem testadas do que só o alcance do míssil, leia o texto novamente que está explícito qual era o objetivo desse teste.

Rafael Oliveira

Ué, e eu falei que o alcance era a única coisa testada? Que era o único objetivo?

Wilson Look

É o elemento que está sendo colocado em mais evidência em seu comentário, sendo que no texto está explícito que o objetivo era testar os componentes de navegação do míssil em sua configuração de produção.

Carvalho2008

bem, a informação foi de obtenção de sucesso nos parâmetros dimensionados para o teste….

Mateus Lobo

O teste de alcance do motor foguete já foi feito diversas vezes e divulgado publicamente, pois, é o mesmo do programa de remotorização do Exocet, te falta capacidade de procurar. Demais parâmetros do teste são específicos ao seu desenvolvimento e não interessa a leigos.
Na real seu real interesse é ser ________
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COMENTÁRIO EDITADO POR OFENDER OUTRO COMENTARISTA. LEIA AS REGRAS DO BLOG. PRIMEIRO AVISO.

https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

TJLopes

Vai ter versão lançada de terra e do ar?

Wilson Look

De terra não se falou nada, provavelmente não terá, mas lançado do ar já foi falado, sendo chamado de MANAER, mas acredito que a MB só vai trabalhar mais com essa versão quando o MANSUP estiver pronto.

Camargoer.

Caro. Creio que este míssil tenha um desempenho inadequado para ser lançado de terra contra outro alvo em terra. Para ser um míssil de cruzeiro é preciso maior alcance. Também parece inadequado para ser lançado de terra contra um navio. Mas parece adequado para ser lançado de um helicóptero contra um navio. Talvez a longo prazo o objetivo seja lança-lo de um submarino.

Carvalho2008

de terra, 70km já é um ótimo começo…..o cruzador Russo foi pego numa distancia menor desta….lógico que de terra seria legal 1500km….mas por outro lado, mesmo um curto alcance de 70 km é complicado e terrivelmente ameaçador a qualquer cabeça de praia….em terra, tudo se esconde…e ele pode vir de qualquer lugar…

Camargoer.

Olá Carvalho. Acredito que é mais apropriado que exista um jato que possa levar estes mísseis a 1500 km de distầncia de onde decolou e lá disparar o “AM-Mansup” do que ter uma bateria fixa em terra para disparar este míssil. Assim, imagino dois desdobramentos para o Mansup. 1. AM-Mansup e 2. SM-Mansup.

Cristiano de Aquino Campos

De nada adianta ter mísseis com 1500km de alcance se você não tiver como localizar o alvo a essa distância. Russos, Chineses e Americanos tem satélites, radares OTH, aviões de patrulha de longo alcance e operam em rede.
O alcance máximo de detecção do radar de um. navio para alvos de superfície e de 70Km. Além disso. Precisa de aviões ou helicópteros.
Os Europeus, usam os helicópteros para designar os alvos para os navios e lançarem seus mísseis pesados, fora do alcance de 70km, nos usaremos o HM-225 que vai lançar ele mesmo, esses mísseis pesados.

“O alcance máximo de detecção do radar de um. navio para alvos de superfície e de 70Km.” Não, 70km está além desse alcance para alvos de superfície, que é de cerca de 40km. “Os Europeus, usam os helicópteros para designar os alvos para os navios e lançarem seus mísseis ” A MB também faz isso há décadas com os Super Lynx, que têm capacidade de fornecer orientação de meio curso para os mísseis Exocet MM40, para além do alcance do radar do navio. Talvez você esteja se confundindo com a realidade pré MM40, quando o míssil antinavio disponível na MB… Read more »

Carvalho2008

Mestre Cristiano, o alcance máximo de radar de um navio é de 40km….. a referência sobre 1500 km seria um objetivo de mais longo prazo integrado a outros sistemas de defesa….

Fernando "Nunão" De Martini

É por aí, Carvalho.

Só complementando, antes que também entendam mal isso: 40km para alvos de superfície e, no caso, os grandes, com altos mastros (que são as partes que aparecerão primeiro no horizonte).

Para alvos aéreos, o alcance vai aumentando conforme maior a altitude em que o alvo esteja voando, e aí passamos a falar de centenas de km para aviões em altitudes elevadas. Mas se a aeronave estiver voando rente às ondas, só poderá ser detectada pelo radar a poucas dezenas de km.

Rinaldo Nery

Um P-3 com o Link BR2 operacional já é suficiente. Li noutra matéria que a MB adquiriu radares OTH.

MMerlin

TJ, do ar, tudo indica que sim.
O projeto do MANSUP é baseado no Exocet.
Tem um alcance além do horizonte. Acredito que não se limite a ser lançado além via iluminação do alvo.
O AH-15B já está homologado para lançamento do Exocet.

Mas um passo por vez. Processo não se atropela.
Uma vez homologada a versão atual, a tendência natural é avançar para novas variantes.

Marcelo

gostaria de saber se houve alvo a ser atingido.

Wilson Look

Haverá quando o míssil estiver equipado com uma cabeça de guerra, por enquanto ele está usando uma cabeça de telemetría, para assim obterem os dados necessários se os sistemas estão funcionando corretamente e do que precisa ser corrigido.

Luiz Carlos - Pará de Minas - MG

tá. e ai

ADM

Muito bom, que a MB aplique recursos para o desenvolvimento da família MSS de longo alcance, MAS e MSubS, e os comprem…

Foxtrot

Com a força que o marinheiro apertou o botão, não tinha como dar errado mesmo kkkkkk. Brincadeiras a parte, é disso que sempre escrevo. Só investindo pesado e contínuo nos produtos e serviços nacional, é que alcançaremos a verdadeira autonomia e independência nesta área, que é hiper importante para qualquer país que quer ser uma nação. Graças a Deus a MB não deu ouvidos há alguns “especialistas ” do fórum ( e de outros fóruns), que não cansavam em escrever que “o míssil é ultrapassado” , ” não ganharíamos nada com isso, porque já existe o Exocet com maior alcance”,… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Foxtrot,

Há realmente necessidade de atacar outro comentarista para você expressar seu argumento?

Depois a pessoa ofendida responde, você devolve, ambos se xingam, os editores têm que intervir e aí vocês começam a choramingar feito crianças porque receberam advertência, tiveram comentários editados, apagados e ameaça de bloqueio.

Pare com essa atitude infantil, não é a primeira vez, nem a segunda, nem a décima que você faz isso.

https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Foxtrot

“Foxtrot,

Há realmente necessidade de atacar outro comentarista para você expressar seu argumento?”
Caro Nunão, só estou tendo a oportunidade e legítimo direito de defesa , que me negaram em outro post.
Quando o tal “comentarista” me atacou de forma mais vulgar e covarde, porém na hora de minha defesa, a moderação foi parcial e partidária.
Aí te pergunto, onde fica a justiça ?
O assunto era sobre o míssil MT-300, busque lá e verá .

Fernando "Nunão" De Martini

Não existe “direito de defesa” pra atacar os outros aqui. Pra ninguém. Ficar contra-atacando só gera bolas de neve de mais e mais insultos. Muita gente que já te insultou foi advertida e teve comentários apagados, e você também. Se não reparou nisso até agora, ou não se lembra mais, então a atitude parcial é sua, não da moderação, que tem muito mais o que fazer. Então antes de falar nesse tal “direito de defesa” como desculpa esfarrapada pra atacar qualquer um que você tenha picuinhas por aqui, ou que tenha picuinhas com você, pense primeiro no dever de seguir… Read more »

Foxtrot

Caro Nunão, primeiro que não tenho picuinha com ninguém, pois não conheço ninguém aqui pessoalmente para gera tal situação. Segundo que se você está se sentindo tão ofendido é porque você mesmo está levando isso para o lado pessoal. E para por fim a essa conversinha (que você mesmo começou, fazendo justamente o que alegou que eu fiz, ou seja me atacando e me julgando como infantil ), deveria ler um pouco mais de direito. Existe sim o legítimo direito a resposta l, a altura do agravo e na mesma medida (mas como muita das vezes estamos sob julgo de… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“Por fim, com certeza a moderação (que ao que parece, você deve conhecer o intimamente ou mesmo fazer parte dela), tem muita coisa para fazer, e por isso mesmo , deve residir ai o motivo de as vezes ela ser parcial !” Prazer em conhecê-lo, Foxtrot. Deixe que me apresente, sou Fernando Nunão, um dos editores da Trilogia, e participo da moderação dos comentários dos três sites desde 2008. Então você está confundindo com ataque pessoal a advertência de um moderador do site, que já advertiu você mesmo, já apagou seus comentários ofensivos diversas vezes, assim como já fez o… Read more »

Foxtrot

“Prazer em conhecê-lo, Foxtrot. Deixe que me apresente, sou Fernando Nunão, um dos editores da Trilogia, e participo da moderação dos comentários dos três sites desde 2008.”
Prazer é todo meu, E parabéns pelos seus feitos !

Foxtrot

“Pare com essa atitude infantil, não é a primeira vez, nem a segunda, nem a décima que você faz isso.”
Antes de tirar conclusões, busque o porquê de certas coisas. Aí quem sabe assim (se não agir com partidarismo , coleguismo etc) , verá quem é infantil.
O problema é que certas vezes , estamos sob as regras de “ditares digitais”, e nem sempre eles são justos !
E por fim, quem foi agressivo e infantil foi você, comentando e já me taxando de infantil sem nem ao menos fazer o esforço de buscar os motivos !

Fernando "Nunão" De Martini

Sua atitude foi infantil. Se vai continuar a ser, depende só de você. Atacar os editores do site não demonstra que está disposto a mudar e a seguir as regras. Como já disse, não é nem a primeira, nem segunda vez. Aprenda a debater, vai fazer bem pra você e pra todos.

Foxtrot

Isso é sua opinião.
Mas como sua opinião não é balizador para julgamento das atitudes das pessoas ( inclusive a sua própria), não faz diferença.
Eu já achei a sua atitude infantil, mas diferente de você, não te tachei como tal.

Fernando "Nunão" De Martini

Eu não te chamei de infantil. Disse que sua atitude foi infantil. Qualquer adulto pode ter seu momento de atitude infantil sem deixar de ser adulto. E toda atitude tem suas consequências. Aqui, atitudes infantis de ofender outros são advertidas sempre que encontradas.

Foxtrot

Ok Nunão.
Seguimos em frente.
Até porquê, na maioria das vezes nossas “conversas” são saídas, complementares e instrutivas.
Com ambos se beneficiando e compartilhando conhecimentos (como deveria ser a regra do fórum).
Bom dia !

Fernando "Nunão" De Martini

Bom dia pra você também. E um bom fim de semana prolongado.

Foxtrot

Onde se lê “saídas”, leia se, sadias .

Santamariense

“Agora é a MB adquirir grandes quantidade do MANSUP, MANAER, MANSUB e já iniciar o desenvolvimento do MANSUP MK2 (com turbo jato TJ- 1000, oferecido para a MB na LAAD-23 pela SIATT).“

Calma!! Nem o MANSUP está pronto ainda. Falta um bom caminho para estar operacional. MANAER e MANSUB ainda não passam de projetos…e o MANSUP com turbina tb tem que sair do papel, que é o único local onde ele existe por enquanto.

Esteves

Tava pensando. Sabe aquele debate sobre os quiosques nas Tamandarés? Plugin. Instala o quiosque com 4 mísseis desses adicionais.

As Tamandarés levando 4 + 4 nos quiosques…daria um bom poder de fogo ao navio. Mas, acho que ele (navio) não teria a oportunidade. O helicóptero seria uma alternativa melhor?

Qual dos dois seria iluminado primeiro? O navio ou o helicóptero?

Fernando "Nunão" De Martini

Num alcance de 70km, que vai além do horizonte radar (que é de cerca de 40km) devido à curvatura da Terra, a única coisa que um navio que seja alvo terá pra iluminar será o helicóptero que faz a guiagem de meio curso do míssil (e mesmo assim por poucos segundos) pois o navio lançador do míssil estaria fora de alcance.

O mesmo vale para o caso do próprio helicóptero lançar o míssil.

Esteves

Entendo isso. Mas o navio sem movimento…para disparar o míssil, o navio precisa Estar estabilizado, totalmente imóvel? No momento do disparo o míssil não parece muito rápido, tem o som do disparo, a fumaça…o navio poderia tornar-se alvo até o míssil atingir o modo sea skimming?…o míssil anti míssil antinavio…em que momento o inimigo consegue anular a Tamandaré disparando o Mansup? Em um cenário de batalha…por mais que a tripulação Esteja aprestada, penso no estresse de disparar esses mísseis sabendo que haverá resposta…e operar os containers que vocês descreveram aumentaria o estresse anulando a vantagem da quantidade. Mesmo com o… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“para disparar o míssil, o navio precisa Estar estabilizado, totalmente imóvel?” Não. Há apenas limites de caturro e balanço que não permitem o disparo do míssil, assim como da maioria das armas, mas são limites altos. O navio pode estar se movimentando e em velocidade sim. “No momento do disparo o míssil não parece muito rápido, tem o som do disparo, a fumaça…o navio poderia tornar-se alvo até o míssil atingir o modo sea skimming?” Quanto mais de longe é a cena do vídeo, mais se perdem as referências de velocidade. Ela é subsônica alta. O míssil tem dois motores-foguetes,… Read more »

Carvalho2008

Mestre Esteves, parabum míssil guiado, não há relevância mínima da velocidade do navio, pois ele sempre altera o curso para as coordenadas indicadas…. Para um míssil que está buscando o navio alvo, tem não há relevância da velocidade do alvo, pois ele corrige sua alto guiado…. o navio é uma lesma tentando manobrar contra uma vespa…não existeba Mai remota hipótese no navio dar um olé de toureiro num míssil…. muito antigamente, as velocidades de navios era relevantes num contexto de batalha por canhões a 15 20 km….onde vc disparava no local ou estimativa do local onde o navio estaria durante… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Carvalho, mesmo assim, um adendo, mais complementando do que discordando. Perto do alcance máximo de 70km, um navio em movimento terá saído das coordenadas originais uns 2 ou 3km, ou mais de duas vezes isso se o alcance for de 200 km. Como o ângulo de detecção de um pequeno radar de míssil voando rente ao mar é relativamente restrito, esses km de diferença podem trazer dificuldades para o radar do míssil detectar o alvo quando entra no alcance de detecção. Daí a importância da correção de meio curso por outro meio (aeronave). E é claro, tem outras variáveis: o… Read more »

Carvalho2008

Mestre Nunao, teoricamente sim, mas ba pratica é altamente improvável um navio a plena velocidade, sair da borda do cone de iluminação radar do míssil…..no mínimo o feixe radar ilumina uns 15 graus de cada lado…..Isto é 30 graus de cone de iluminação, se fizer as contas não dá tempo de jeito nenhum para uma distância de 70km…..nem a pau….agora, um míssil de 1500km pode ser de fato…mas aí, o iluminação adora de disparo do avião ou heli já é condição obrigatória estar presente e não tem sentido….ainda mais satélites….o que foge a pergunta inicial do mestre Esteves…

Fernando "Nunão" De Martini

Carvalho, sempre vai ajudar o navio se o míssil começar a detecção pelo radar próprio para a fase terminal mais longe do que as coordenadas iniciais.

Mais tempo de voo, mais uma manobra, mais tempo para ser interferido eletronicamente ou alvejado fisicamente, mais tempo para o navio se posicionar da melhor maneira, incluindo a probabilidade de ter pela frente outro navio de uma força-tarefa e não o originariamente engajado. As variáveis são muitas. E sempre interessantes. Mas, de fato, as vantagens estão do lado do míssil.

Fernando "Nunão" De Martini

“não existeba Mai remota hipótese no navio dar um olé de toureiro num míssil….” De fato (e apenas pra complementar), quando já engajado pelo radar do míssil, não adianta querer fugir. As manobras só valerão para reduzir o seu tamanho para o alvo, por exemplo, voltando a proa ou popa para o mesmo ao invés do costado, e / ou para melhorar o ângulo de disparo dos canhões antimíssil. E durante esse tempo o navio, caso tenha detectado o míssil, tentará se defender eletronicamente com jameadores, chaffs, e fisicamente com mísseis antimíssil e canhões. A manobra é importante mas não… Read more »

Esteves

Entendo isso também.

Nosso navio disparando 2 Mansups sobreviverá? Sim. Existem contra medidas, canhão de fogo rápido. O navio nosso Estará defendendo-te do navio(s) que atacou.

Um bom alvo para um submarino. Distração.

Carvalho2008

Sim e não, não é sim, como qualquer outro….

Tudo depende de quem viu primeiro e disparou primeiro….

Os elementos para ver primeiro e disparar primeiros são Helis (e nisto as FCT foram dimensionadas a operar com heli grande h225). Drones, outros navios na área em solidariedade de batalha, aviões de terra, etc….Hoje o meio aéreo mais do que possível ferramenta de disparo de ataque, ela é o sensor de visão do navio além do horizonte….os dois lados tem de ter sucesso neste capítulo para um afundar o outro…

Foxtrot

“Tu é o Rei da Paciência. Ensinou a muitos aqui. O problema de debater com o Fox é que ele vai te vencer pela experiência.”. Kkkkkkk até tú Esteves ? Amigo, não estou aqui para discutir ou brigar com ninguém. O problema é que aqui, aparecem alguns “senhores da verdade” , e quando são contestados, o que resta é agressões pessoais etc. Aí quando você tenta responder ,(sem atacar pessoalmente a pessoa) a moderação barra sua comentário, isso para mim não é justo. O ideal seria retirar o post de quem atacou e barra o contra post, mas segue o… Read more »

Esteves

Vou te falar uma opinião. Mas é reservada. Tu não conta a outros. Ok? Teus comentários, não todos, contém tensões. Insatisfações. Como uma arma sempre pronta. Disparar contra qualquer é uma questão de botão. Editor não tem tempo de. Faz parte, mas quem frequenta o site pode aliviar o trabalho da edição. Existindo mínimas tarefas como block, exclusão, edição dos comentários, haverá mais tempo para dedicarem-se ao que interessa que é fazer o negócio crescer…ops. O Oceano é imenso. Sobre essa tal de Amazônia Azul pesquisei a exploração mineral na região semelhante em proporção a Amazônia. Bom assunto. Mas não… Read more »

Foxtrot

Não entendi muito bem, mas obrigado pela crítica construtiva.

Foxtrot

Quanto a suas dúvidas, acredito que poderiam se beneficiar da guerra centrada em redes, para driblar essa problemática exposta por você. O navio lançador estacionado (ou em movimento) em algum ponto, recebe dados e coordenadas do alvo por aeronaves, drones, USV,s (que a DGS apresentou seu modelo na LAAD-23, diga-se de passagem), submarinos etc. Fora do alcance radar inimigo, realiza o disparo, evadindo do local e a guiagem de meio curso do míssil ficando a cargo dos meios descritos acima. Não sei o funcionamento preciso do míssil, sendo assim, nem sei se o que escrevi seria capaz. Mas acho que… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Esse é o cenário básico e possível para o Exocet e outros mísseis lançados fora do alcance do radar do navio lançador, ou seja, para além de 40km. Não é novidade, mesmo para a MB, que há décadas já emprega Exocet com 70km de alcance e helicópteros capazes de fazer essa tarefa de detecção e de orientação de meio-curso.

O Mansup tem as capacidades do Exocet em serviço na MB como as básicas para atingir.

Foxtrot

Mas a “iluminação ” do alvo, não precisa ser necessariamente feita por helicópteros.
Poderiam utilizar drones, aeronaves, satélites etc.
Aí acho que seria interessante a MB já prever tal situação e solicitar alterações no míssil.
Não sei se o projeto atual já contempla, mas quem sabe (e isso se houver espaço interno) um link de Satcom?
Veja bem, estou apenas especulando (exercício mental).
Não precisamos reinventar a roda, precisamos melhorar ela .

Fernando "Nunão" De Martini

O Esteves escreveu helicóptero na pergunta, escrevi helicóptero na resposta, só isso.

Em outros comentários eu escrevi aeronave, o que amplia o universo para drones, asa fixa etc. Basta que as mesmas tenham sensores compatíveis e sistemas de transmissão dos dados para o míssil.

Foxtrot

Obrigado pela resposta caro Nunão.
Então não estou completamente errado.
Sendo assim e caso já não tenha, seria mais que interessante a MB, instalar o link Br no míssil ( casa haja espaço).
Ampliando assim a capacidade do mesmo de transmitir e receber dados.

Carvalho2008

Mestre Fox, para a versão de alcance 70km não precisa….mas sim, seria necessário para um alcance superior aos 300 km a 1500km….não tem como um navio fugir do cone de iluminação do míssil se ele foi disparado no centro dele a 70km….a velocidade do navio não permitiria fugir para a borda de iluminação do radar do míssil que seria no mínimo 15 graus….

Foxtrot

Mestre Carvalho, me referi justamente a versão para 200km ou mais.
Sim, seria impossível um navio desviar de um projétil ( míssil) a uma velocidade próxima a do som (ou maior que a do som, pois não me lembro a velocidade do MANSUP).

Mateus Lobo

Daí a importância de aeronaves como o Globaleye para cordenar uma esquadra, ou AWACS baseados em porta-aviões, o que acho bem improvável para a MB. Como nossa projeção é basicamente no Atlântico Sul alguns Globaleye baseados em terra já dariam essa cobertura necessária.

Carvalho2008

de certa forma, sim….o amigo Mateus está correto…

Rinaldo Nery

O E-99 já fez isso, mas não quisemos tomar o lugar da Patrulha. Um P-3 com Link BR2 operacional já dá conta do recado.

Foxtrot

Concordo com você.
Porém só sairão do papel ou da cabeça dos projetistas se houver escala de demanda. E isso só vira com investimentos no produto, que por consequência, só é possível com aquisições substâncias.
Daí minha “aflição”.

Carvalho2008

certíssimo….

tem gente trabalhando na guiagem

tem outra gente trabalhando na carga explosiva

e tem outra gente trabalhando em motor foguete sólido

e tem outra gente trabalhando em micro turbinas que enfim, um dia darão alcance superior a 300km…

todos eles são interdependentes para se costurar e chegar ao produto final tão desejado….e até lá, várias versões de etapas funcionais e ótimo valor de combate estarão a disposição

Foxtrot

E que venham as aquisições para viabilizar os produtos mestre Carvalho.
Porque infelizmente conhecemos como são as compras de nossas FAAs, e o “medo”, é que se nade, nade e morra na praia !

Foxtrot

O problema que vejo mestre Carvalho, é que nossas indústrias trabalham em várias frentes e muita das vezes os produtos não são complementares. Veja o exemplo MANSUP x MT-300 naval (apresentado pela Avibras na LAAD-23). Para quê 2 produtos similares competindo por compras, na maioria das vezes mínimas? Em minha modesta opinião, o ideal seria essas empresas partilharem do desenvolvimento e fabricação do produto (conglomerado). Por exemplo, a SIATT termina o MANSUP, MANAER e MANSUB ( em cooperação com outras empresas), ao passo que para a versão de 200/300 km com turbina, coopera com a Avibras (com sistemas de SNC,… Read more »

Esteves

Resume-se como investimentos. Financiamentos. Outros países fizeram porque houve uma missão à cumprir. E grana à disposição.

Demanda é outro obstáculo. Se ela não existir, precisa construir. Pra isso servem as ameaças.

Carvalho2008

Sim, mestre Foxtrot….verdade…o MD tem de participar muito mais da vida tecno industrial militar…..este é um ponto muito fraco….

Mas participar quer dizer…abanar o dinheiro…..e mostrar que financia é encomenda determinados produtos sob determinadas condições de projeto e construção….sem esta grana, ele não tem como dar pitaco….mas enfim, é assim que funciona na Inglaterra e EUA por exemplo,…vc força a distribuição dw projetos por distribuição de verba….mas…mas…tem de ter verba…e o Brasil sequer compra as iniciativas de produtos que ele mesmo projeta…..

AMX

Feliz com a notícia.
Bonitas as imagens.
Que venha mais!

Esteves

Coisa boa dessa matéria é que não falaram de exportação. Foco na produção. Foco no produto. Depois vê-se se a fama leva o menino.

Renan

Nunão
Sugestão pegue o vídeo do primeiro lançamento e colocar abaixo do último.
Vera um diferença absurda
No primeiro o míssel sobe muito metros para depois corrigir o perfil do vôo
Nesse último ele não ultrapassou a altura do navio. Ficou bem baixo

Esteves

[e operar os containers que vocês descreveram aumentaria o estresse anulando a vantagem da quantidade.

Hein? Desenvolva sua tese…]

Contramedidas. A configuração do navio = 2 ou 4 Mansup. São adicionados mais 2 ou 4 Mansup em um container. O aprestamento foi dado na configuração inicial. Agora o navio leva 6/8 Mansup sendo 50% alienígenas e, disparados do container.

O navio precisará de contra medidas adicionais por conta dos Mansup extras? O peso desses Mansup extras mais o peso do container poderia afetar a navegação…navio mais lento?

Grato.
Paz na Terra

Fernando "Nunão" De Martini

“O peso desses Mansup extras mais o peso do container poderia afetar a navegação…navio mais lento?” Na velocidade o impacto gerado pelo peso de quatro mísseis antinavios extras é mínimo, irrelevante. Os pesos extras afetam estabilidade, e quanto mais alto é o convés ou mastro em que são adicionados, o peso extra afeta de forma cada vez mais desproporcional (por exemplo, uma tomelada a mais no alto de um mastro tem efeito maior que dez toneladas a mais na altura do passadiço, ou vinte na altura do convés – dados apenas ilustrativos). Desde o início a Tamandaré, derivada de um… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“A configuração do navio = 2 ou 4 Mansup. São adicionados mais 2 ou 4 Mansup em um container. O aprestamento foi dado na configuração inicial. Agora o navio leva 6/8 Mansup sendo 50% alienígenas e, disparados do container.” Nada impede que o aprestamento da tripulação seja feito já levando em conta a possibilidade de levar mais mísseis. Cada nova classe de navio da MB (e até classes de navios usados) acrescentou desafios novos de treinamento, e isso não será diferente na Tamandaré. Se a MB seguir pelo caminho de explorar possibilidades como as que são levantadas aqui pelo Carvalho,… Read more »

737-800RJ

Nunão, eu defendo algo parecido para a MB: já que é quase impossível termos uma segunda esquadra lá no Nordeste, penso que seria uma ótima ideia adquirirem 6 ou 8 OPVs de bom porte como a Classe Amazonas e distribuir entre aqueles distritos navais (2° e 3°), com a possibilidade de instalação de contêineres para lançamento de mísseis antinavio. Ou seja, no dia a dia seriam patrulhas oceânicos, que são bastante necessários naquela região e, em caso de conflito, teriam dentes.

Esteves

Rebocador de alto mar pode levar um. Ou 2.

Mateus Lobo

O Brasil precisa de mais OPVs até para conseguir cumprir o que foi acordado no Solas, a aérea sob a responsabilidade do Brasil é imensa, no meio do oceano uma espera de mais de 72h geralmente é fatal. E ainda tem a questão do patrulhamento da Amazônia azul que é enorme. Na minha humilde opinião seria necessário 2 OPVs e 4 classe Macaé por distrito, mas a realidade orçamentária é triste. Talvez a saída seja criar uma guarda costeira para desafogar a MB.

Carvalho2008

Mestre Esteves, as FCTs já foram dimensionadas para receber estes containeres de mísseis….

Esteves

“Se o míssil adicionado é do mesmo tipo já qualificado (Mansup, Exocet) não tem nada de alienígena nele…” Pertence ao inventário mas não está na configuração inicial. “O disparo será pelo COC do mesmo jeito, desde que o sistema de combate tenha canais para a quantidade de mísseis requerida, tema que já falamos inúmeras vezes. Sobre Mansup em conteiner, eu acho que seria uma ótima solução para dar poder de combate a outros navios, como os patrulhas de 500t e os oceânicos da classe Amazonas, em caso de conflito iminente. Evidentemente, isso tem seu impacto em logística e treinamento.” Aqui.… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Pertence ao inventário mas não está na configuração inicial.”

Como assim não está na configuração inicial? A Marinha especificou na própria concorrência a capacidade de empregar Exocet (que já possui) e Mansup (que pretende possuir e usa as mesmas interfaces do Exocet).

Esteves

Na configuração inicial do navio. Os mísseis serão adicionados. Adotados como filhos.

Fernando "Nunão" De Martini

Nada do outro mundo. Não tem nada de alienígena isso. Capacidade de crescimento / atualização de armas e sensores de navios, dotações de munição diferentes em tempos de paz e de guerra, são coisas mais do que tradicionais e assimiladas há muito tempo. Muito provavelmente você verá a classe Tamandaré operando com apenas dois mísseis antinavio, que é a dotação padrão em tempos de paz, com espaços vagos nas rampas onde são acoplados os lançadores. E ela poderá “adotar” mais mísseis em caso de necessidade. Eles ficam acondicionados em terra em tempos de paz, sob condições ideais de acondicionamento, para… Read more »

Esteves

“Acho que você está procurando problemas em lugares onde não necessariamente existirão, ou que não trazem dificuldade técnica / operacional muito difícil de resolver.” Eu não afirmei. Vocês entendem que entrar com um container contendo 4 ou mais mísseis anti navio adicionais é Plug&Use. Ok. Que as rotinas são facilmente aprestáveis. Ok. Quanto às sugestões que você coloca vejo como privilégio dos editores publicarem matérias para debate não esquecendo que a maioria nada como o Esteves nada. Eu acho que nesse momento político atual a MB não vai cutucar para colocar nada adicional nas Tamandarés. Vai de boto cor-de-rosa. Como… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“Vocês entendem que entrar com um container contendo 4 ou mais mísseis anti navio adicionais é Plug&Use.” Pro caso da Tamandaré o que eu afirmei é que não precisa de solução acomodada em conteiner pra isso. “Eu acho que nesse momento político atual a MB não vai cutucar para colocar nada adicional nas Tamandarés.” E nem deve. Já tem o submarino nuclear pra se preocupar. No caso da Tamandaré, inventar moda explicitamente está longe de ser o foco, pois no momento a MB só tem garantidos recursos pra construir e equipar as quatro Tamandarés do jeito que foram apresentadas, e… Read more »

Esteves

Isso faz muito sentido. Totalmente compreensível.

Fernando "Nunão" De Martini

“Meu receio é que os políticos vejam isso como “armar o Brasil”. Esteves entende isso como Amar o Brasil.” Isso sempre vai existir. Mas se eventuais políticos entenderem isso com quatro navios classe Tamandaré agora, por que não veriam com oito navios das classes Niterói, Inhaúma, Barroso e Greenhalgh existentes, todos capazes (a última da classe Greenhalgh pra falar a verdade eu nem contaria) de lançar número equivalente de Exocets de cada Tamandaré (na configuração mínima divulgada), ou seja, resultando somados o dobro de mísseis no mar? Na verdade, há cerca vinte anos a “capacidade instalada” de Exocets era ainda… Read more »

Dalton

“(a última da classe Greenhalgh pra falar a verdade eu nem contaria)”
.
Não que faça muita diferença, mas, também não dá para contar com a “Constituição”
da classe Niterói.
.

Fernando "Nunão" De Martini

Pois é.
Mas não faz mesmo muita diferença no cenário de eventual oposição política desenhado pelo Esteves.

Esteves

Reclamar não reclamam. Tiram o pé.

Fernando "Nunão" De Martini

E por que fariam isso agora?

Esteves

As tensões estão escalando. Evidente que a China irá contestar os negócios com Taiwan. A Rússia não vai ceder na Ucrânia. Anos atrás debateram no Terrestre a expansão russa continental pela Eurasia…não vi mais publicações sobre o pensamento dos Dugins e de outros Putins. Os russos estão chamando a atenção sobre a Europa mas creio que o interesse maior não é terrestre. É o Ártico. Li uma vez que Dugin gostaria de falar com os alemães sobre a Polônia. Deve ser tolice. Enfim…um mundo terminal. Ai…tem um presidente com a cabeça nos anos 1980 dizendo paz&amor aos homens de boa… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“O Brasil não vai se armar.” Quem disse isso?” Você viu a declaração inteira, o contexto da mesma, ou só essa frase? “Tira o pe do desenvolvimento de mísseis e deixa pro próximo que é uma “estratégia” utilizada nesse país desde a proclamação.” Duvido, pois não faz sentido dentro de toda a movimentação política anterior e atual do atual presidente. Por exemplo, outro dia mesmo foi lá para Itaguaí prestigiar o programa de submarinos, que inclui o nuclear, vespeiro muito maior do que um míssil antinavio da categoria do Mansup e de um míssil de cruzeiro da categoria do MTC… Read more »

Esteves

Juro que li no padrão Esteves. Somente a frase.

Imagino que o Múcio se referiu à autodefesa. É exatamente o que uma maior capacitação das Tamandarés e dos outros meios (Mansup nos navios menores) representaria. Aumentar os inventários para incrementar a autodefesa e ter que explicar.

Santamariense

Esteves, apesar de eu ser totalmente avesso à esse governo que aí está e cada vez mais avesso ao que estava, penso que tudo tem se mantido como sempre esteve, ou seja, investimentos em níveis mínimos, com alguns pequenos e curtos picos, e que só acontecem pela mais absoluta necessidade. Exemplos: O F-39 só saiu depois de muitos anos em banho-maria e pela total necessidade de um substituto para os caças atuais, sob pena de ficarmos sem caças. As Tamandaré, exatamente a mesma coisa…e temos muitos outros exemplos através dos anos. Via de regra, só se toma uma atitude decisória… Read more »

Esteves

Verdade. Mudança aqui não cola. Seja por traumas dos golpes (uma desculpinha que ainda cola), por pressão do vozerio que exige atendimentos sociais incluindo a classe política com esse lero-lero de bases, por ignorância. Nossas elites políticas são medonhas. Quando aparece um que pensávamos pensar…decepção. Tenho notado o aumento das hostilidades após a pandemia. Parte por exemplos das elites. Esse país não era assim…violento e burro. Atrasado…mas nunca fomos pregadores do caos. Tenho uma dúvida. Testosterona da sono? Tô aplicando 1 X por dia e tá dando um sono do capeta. Não sei se a farmácia manipulou certo. Mas o… Read more »

Santamariense

Não tenho conhecimento desse efeito colateral associado ao uso da testosterona. Seria bom tentar usar alguma industrializada e não de farmácia de manipulação. Se mesmo assim persistir a sonolência, procure seu médico para uma reavaliação.

Carvalho2008

Mestre Esteves, joga fora e mandá fazer ou compra pronta da farmacêutica….

Testosterona não dá sono, mas o hormônio feminino Progesterona sim….se o galego trocou e errou na fórmula vai te complicar….ainda também está baixa, pois tenho apneia do sono…

Esteves

O nuclear é outra história.

Não existem historiadores psiquiatras com pós doutorado em ciências lunaticas para explicarem isso.

Camargoer.

Olá Esteves. Sobre os políticos, você teme que políticos brasileiros vejam isso como uma “política armamentista” das forças armadas ou que políticos estrangeiros interpretem como uma “corrida armamentista”? Como o Mansup, as FCT, as F39 e até os submarinos são programas antigos, que comparativamente podem ser até considerados por alguns como lentos, já está suficientemente assimilados pelo comunidade internacional. Nada do que está acontecendo é muito diferente do que vem acontecendo há 20 ou mais anos. Nem seria preciso avaliar os valores e volumes destes programas de rearmamento, mas quando se avaliar o cronograma de desenvolvimento destes programadas militares, nada… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Esta é a grande preocupação do momento, Camargoer, em especial sobre o grau de enriquecimento do combustível nuclear para o Labgene e o Álvaro Alberto. Qualquer coisa acima de 4% aciona alarmes de oposição internacional (com repercussão nacional) embora na prática não haja nada a temer caso se assuma o compromisso de manter esse enriquecimento abaixo de 20%. Se estabelecido um compromisso (devidamente comprovável) de 19,9%, um número mágico por assim dizer, basta administrar a tempestade em copo d’água que se faz propositadamente, relacionada aos compromissos já assumidos do Brasil com o TNP e às outras salvaguardas que desobrigariam a… Read more »

Esteves

O vozerio dentro dos partidos. Dentro das coligações. Nenhum político saberia o que dizer sobre Mansup. Gritam até gastarem o dinheiro que há.

Como sempre…não sobra para investimentos. Não foi isso que o presidente disse? Que não há dinheiro para investimentos aqui?

Camargoer.

Olá Nunão. Há muitos anos defendo que a ABACC ganhe um Nobel da Paz. O trabalho que ela vem fazendo há mais de 30 anos monitorando a movimentação de material nuclear no Brasil e na Argentina é fantástico. Ela disponibiliza relatório anuais que são relativamente fáceis de ler e acompanhar. Particularmente, tenho bastante segurança em relação ao uso da energia nuclear no Brasil e na Argentina. Pelo que acompanho, a Agência tem sido bem preservada e tem excelente trânsito nos órgãos internacionais, inclusive a AIEA. Hoje, tem um deputado na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional que tenho… Read more »

Esteves

Não. Vejo isso (capacitação) como natural. Principalmente pelo atual estado da nossa Marinha. Também, naturalmente, tudo que fizermos aqui será passível de compensações por outros países da região…Colômbia, Chile, Venezuela uma incógnita. Mas, quando a palavra míssil entra no dicionário dos políticos tenho a impressão que talvez pensem que o assunto possa ir sendo levado…vai de ladinho. Porque o passo seguinte de míssil é míssil nuclear. É possível levar programas por décadas? Sim. Porque tem quem faça força contrária. Não ajudando é um jeito de atrapalhar. Nosso ex é antiquado. Vai visitar um continente em guerra como se Tivesse ido… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Para essas discussões existe a CREDN. Já teve político sério lá, com debates importantes. E bananas também, infelizmente.

Esteves

A lista de titulares é de amargar.

Fernando "Nunão" De Martini

Nem vi a lista atual. Mas já teve gente com competência acima da média dos políticos em geral.

Camargoer.

Olá Esteves. Por curiosidade, fui ver a atual composição da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Tem um pouco de tudo. Tem nomes muito bons, outros muito ruins e tem o baixo clero. Parece que é bem representativa da composição da Câmara. Por outro lado, a composição da comissão no Senado é muito boa. Não sei como funciona no Senado, ma na Câmara as vagas são distribuídas aos partidos pela representação dos blocos. Cabe aos partidos indicarem os nomes. Então, as representações nas comissões também refletem as forças políticas dentro dos partidos.

Esteves

Esse tema não é um tema para formar uma composição representada por blocos ou por forças políticas.

Trata-se de tema suprapartidário que deveria selecionarem a participação. Não acredito que os nomes que li tenham qualquer significância ou relevância para com os assuntos que essa comissão deveria tratar.

Eu daria uma folha A4 e uma caneta BIC para cada um que soubesse escrever. Para descreverem o óbvio.

Vamos apostar em quantos ficam?

Camargoer.

Pois é. Segundo o regimento da Câmara, cada deputado só pode ser titular em uma única comissão permanente (tem algumas exceções, mas a CREDN tem que obedecer esta regra). Como existem muitas comissões, os partidos e blocos precisam distribuir os parlamentares segundo algum critério interno (experiência, atuação parlamentar, força política, etc). Perceba que hoje o presidente da Comissão de Relações Externas do Senado é o Renan Calheiros. Goste ou não dele, ele tem muita experiência e muita influência no Senado e está alinhado com o governo, fato fundamental para o bom funcionamento desta Comissão.

Mario José

Tem gente aqui neste post só pra falar besteiras e chamar atenção, uma pena..

Fernando "Nunão" De Martini

Tem sim. Mas é só ignorar e participar dos debates com os que valem a pena, ou que pelo menos acrescentam alguma coisa à discussão.

Camargoer.

Olá Nunão. Pois é. O problema é quando são colocados comentários ofensivos. Dia destes, alguém sugeriu que eu estava publicando cometários em horário de trabalho. Tive que esclarecer que estou de férias, Chato isso

Fernando "Nunão" De Martini

Gente mala tem de monte em todo lugar, infelizmente.

Gosto de um ditado argentino que diz que “se os FDPs voassem, não veríamos mais o sol.” Em espanhol a sonoridade é melhor.

Camargoer.

Em alemão fica mais engraçado (recomendo o vídeo do Monty Pyton sobre a piada mais engraçada do mundo. https://www.youtube.com/watch?v=cG8H0mLytd0)

Fernando "Nunão" De Martini

Ah esse é clássico. Mais recentemente (que o Monty Pyton, porque já faz uns 20 anos…), gostava de um humorístico chamado The Fast Show, da BBC. Era um bom descendente do Monty Pyton. Tinha um quadro chamado “channel 9” que satirizava canais de TV estatais do Leste Europeu / Balcânicos. Impagável.

Camargoer.

Olá Nunão. Não conhecia… dei risada aqui. Butox.

Fernando "Nunão" De Martini

Hehehehe

O “boa noite” do telejornal é “Boutros Boutros-Ghali” (secretário geral da ONU na época)…

https://m.youtube.com/watch?v=tWkmYraB3Rs&embeds_euri=https%3A%2F%2Fwww.reddit.com%2F&feature=emb_logo

E a previsão do tempo é sempre sol (scortchio). Um dia apareceu um “ nimbus cumulus” e foi uma verdadeira crise no telejornal:

https://m.youtube.com/watch?v=SILhVPuYOgM

Last edited 1 ano atrás by Fernando "Nunão" De Martini
Camargoer.

teh teh teh the the teh ten…

Esteves

Isso acontece. Na primeira reunião gerencial na BCP, Roberto Peon, CEO da operação, mexicano, falou e falou sobre o uso dos e-mails. Perguntou se alguém ali fazia uso do e-mail corporativo para assuntos pessoais. Entre 100, 1 levantou a mão. 90 mentiram? A Fofinha embalou-se nos Spaces do Twitter. Todo tipo de discussão, debate e rataplã. — Gente…tenho que ser rápida. Estou trabalhando. Dizem várias. Trabalhando não estão. Quando peço comida vou sentar na escada pra esperar. Aproveito pra ver a moda. A moda passa falando, falando…a internet trouxe rotinas que não deixaremos mais. Eita povo que fala e se… Read more »

Last edited 1 ano atrás by Esteves
Santamariense

Onde eu trabalho, um órgão público federal, a norma é muito clara: durante horário de trabalho, é proibido o uso e acesso de internet para outras atividades que não sejam vinculados ao serviço. Meu trabalho, em particular, tem carga horária semanal, mas não está vinculado ao cumprimento de horários de entrada e saída…..posso cumprir minha carga horária diária em qualquer período dentro das 24 horas do dia.

Esteves

Olha…lá naqueles anos decidiram contratar uma palestra com o Cortella para falar sobre ética empresarial.

Uma vez…no WM…queriam minha ajuda porque descobriram que os chefes Estavam lendo os e-mails. Eu disse que não podia, que não era minha área e que os meus chefes também tinham acesso aos meus e-mails.

Eles Estavam bravos porque os americanos liam tudo…sabiam de tudo.

A César o que é de César.

Santamariense

Mundo corporativo tem dessas coisa….E não adianta reclamar. Todas as empresas fazem isso. E, teoricamente, horário de trabalho é para….trabalho. hehehe

Camargoer.

Olá Esteves. Uma das primeiras coisas que fiz como Chefe de Departamento foi organizar essa questão de endereço de email. Tinha gente que usava o endereço pessoal para comunicação oficial e email institucional para comunicação pessoal. Usava whatsapp para solicitação institucional. O problema é que a maioria do pessoal era da época que o departamento tinha 10~15 docentes e os processos eram em papel. Foi difícil quebrar a cultura institucional e redefinir as coisas, principalmente agora que o serviço público adotou os processos eletrônicos (SEI). Ainda tem muita burocracia para revisar, mas isso ficou para a próxima Chefia.

Daniel Ricardo Alves

Alguém sabe se conseguiram aumentar o alcance dele? Ouvi dizer que é apenas 70 km, o que é meio medíocre para esse tipo de míssil . . . Mesmo a nível regional.

Com motor foguete o alcance é esse mesmo, cerca de 70km, padrão do Exocet MM40 mk2 (divulgou-se que o tempo de queima é um pouco maior do que o desse modelo do Exocet, potencialmente podendo chegar uns poucos km mais longe, mas nada demais). Lembrando que a própria origem do Mansup está ligada ao programa de remotorização dos mísseis MM40 Exocet da Marinha pela Avibras. Grosso modo, a ideia foi aproveitar que essa propulsão por motor foguete já estava com desenvolvimento e produção bem-sucedidas / encaminhadas e se concentrar no desenvolvimento de outras partes de um um míssil antinavio (guiagem,… Read more »

Camargoer.

Olá Nunão. Pois é. O alcance de um míssil que usa combustível sólido depende da quantidade de combustível que ele consegue levar. Quanto mais combustível, maior o alcance. Contudo, quanto maior a quantidade de combustível, mais pesado fica, o que demanda mais combustível na fase inicial de aceleração, sem falar na necessidade do míssil buscar uma trajetória em altura constante a baixa altitude, que ao contrário e um voo balístico que só precisa de uma aceleração inicial, o voo estabilizado precisa ser acelerado durante toda a trajetória para evitar que ele se choque com a superfície do mar. Por fim,… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

É mais ou menos por aí, Camargoer. Por isso o limite de alcance de mísseis Sea Skeaming com motor foguete é perto disso mesmo, quando se busca um equilíbrio entre tamanho / peso / alcance. Para alcances muito maiores com propulsão por foguete, tem que ser muito maior e mais pesado, o que impacta em futuros desenvolvimentos para uso em aeronaves, submarinos etc, além da quantidade que um navio pode levar. Lembrando que são dois motores foguetes, ou estágios (embora não haja ejeção neste caso, estão um à frente do outro e ao mesmo tempo um envolvendo o outro), um… Read more »

Neural

Pessoal reclamando do alcance, mermão na guerra qualquer arma tá valendo, ainda mais uma arma nacional que temos controle. No caso do Mansup acredito que um estágio booster foguete inicial poderia ser facilmente projetado, aumentando o alcance para acima de 100km o que seria ótimo

Fernando "Nunão" De Martini

Neural, O motor foguete do Mansup, assim como dos MM40 mk1 e 2, já é um motor de dois estágios. O primeiro já funciona como booster, lançando e acelerando o míssil, e o segundo estágio é o motor foguete de sustentação, de queima mais longa. Um motor fica “embutido” no outro, de forma que o bocal do segundo estágio passa por dentro do depósito de propelente do primeiro (que não é ejetado). A foto abaixo mostra melhor: Os bocais grandes mais afastados são do primeiro estágio ou “booster”, cujo propelente está logo ali, e o bocal central é do segundo… Read more »

Neural

Só desenvolver mais um puxadinho ali um terceiro booster

Fernando "Nunão" De Martini

Não é bem assim, Neural.

O equilíbrio será prejudicado, as superfícies aerodinâmicas provavelmente teriam que mudar de lugar e, a partir de certo aumento de peso, o benefício em alcance se torna proporcionalmente pequeno. E, além disso, com o aumento no comprimento e/ou diâmetro a comunalidade com lançadores e outras infraestruturas e equipamentos já existentes do Exocet também vai embora.

Nem precisaria de outro primeiro estágio / booster extra, bastaria esticar mais o primeiro estágio atual, com mais propelente, ou o segundo, de sustentação. Mas o benefício seria pequeno, com combustível sólido, dados os efeitos que já mostrei acima.

ZamZam

Belo trabalho da Marinha do Brasil. Estamos dando a volta por cima. Que o episódio do São Paulo seja uma mancha esquecida. Que o nosso Porta-Aviões indiano se torne realidade.

Danilo Gentili 2026

Mísseis vendem bem, tomara que dê tudo certo e exportemos

Esteves

Boa matéria. Boas notícias. Bons comentários. “A SIATT desenvolveu o Sistema de Guiagem, Navegação e Controle com componentes críticos, tais como altímetro, atuadores, computador de guiagem e a plataforma inercial fornecida pela Marinha do Brasil…” Bacana. A SIATT está citada como empresa até 10 funcionários. Em outra plataforma consta empresa até 50 funcionários. Tem projeto para desenvolver míssil anticarro, Mansup e coisas menores. Não vende. Não fatura. Depende de contrato como esse do Mansup assinado em 2017 quando a empresa tinha 2 anos de vida. Seis anos desenvolvendo os sistemas. Quando acontecer a aprovação e o ok para a produção… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“a SIATT precisará deixar o atual estado infanticida para entrar no mundo? ”

SIATT só é nova no nome. Foi criada pelo pessoal da Mectron porque a Mectron foi absorvida no passado pela Odebrecht e como esta resolveu anos depois deixar a área de defesa, foi preciso gerar a SIATT pra continuar os programas sob responsabilidade da Mectron.

Seus fundadores já têm décadas de experiência em sobreviver no mundo da defesa aqui do Brasil, desde os tempos das vetustas DF Vasconcelos e Órbita, que geraram Mectron, que geraram SIATT (parece Bíblia, Eleazar gerou Matan, Matan gerou Jacó, Jacó gerou José…)

Esteves

Opa,

Essa DF Vasconcelos lembro do nome. Não era do José Vasconcelos da Vasconcelandia, mas atuava no ramo de instrumentos. O primeiro microscópio do Professor Camargo foi um Poliopticon.

Passou um programa na TV. Maria Madalena, esposa de Jesus, inspirada na deusa Artemis, gerou um filho. Cadê? Morreu.

Esse país tá cheio de gente competente. Esse é 1 dos problemas da BID/BDL.

Morrem no ninho.

Last edited 1 ano atrás by Esteves
Fernando "Nunão" De Martini

“Essa DF Vasconcelos lembro do nome. Não era do José Vasconcelos da Vasconcelandia, mas atuava no ramo de instrumentos.” Instrumentos, lentes, aparelhos ópticos. Daí se passou a sistemas de pontaria de armamentos diversos. Vendeu bastante pra cá e pro exterior nos tempos do auge da indústria bélica. Temppos do Cascavel, Urutu, de vendas casadas dos blindados com fuzis, capacetes, munição, minas, granadas, sistemas de mira da DFV, para países da América Latina, África, Oriente Médio. E então começou a participação no míssil Piranha da FAB, para o sensor infravermelho e sistema de guiagem, ainda naquela época. E daí a DFV… Read more »

Esteves

Gerou e vem diminuindo.

Parece a música dos Doors. Five to one, baby.

Esteves

Eu não recordo do prédio da DF Vasconcelos na Av Indianápolis. Li que o CRECI comprou o prédio. Não sei se ainda existe.

Foi um negócio inovador. Hoje, os negócios inovadores tem 5 empregados. Novos tempos.

Fernando "Nunão" De Martini

Eram especializados em óptica e mecânica de alta precisão. Um dos primeiros produtos da área de Defesa foi telêmetros para Marinha e Exército, no início dos anos 40. Ainda são especializados em óptica de precisão, na verdade, porque a DFV ainda existe. Acho (apenas acho) que os produtos de maior volume de vendas e lucratividade eram os carburadores. Milhares e milhares todos os anos, desde os que equipavam Fuscas e Jeeps até Opalas e Galaxies. A fábrica de protudos ópticos era na av Indianópolis, mas a de carburadores era na av. Interlagos. O setor de carburadores foi comprado pela Weber… Read more »

Esteves

Como no álbum do Alceu Valença, Vivo!

https://dfv.com.br/quem-somos/

Rinaldo Nery

A DFV fazia os visores de tiro dos AT-27. Usei muito.

Velame

Cel, Quais métodos ou referencias visuais um piloto usa para estimar distancia e clicar (não sei se é esse o termo que vcs usam) o visor de tiro de uma aeronave sem radar ou telemetro laser?

Rinaldo Nery

Relação de aspecto. Sabendo as dimensões do alvo, quanto ele ocupa dentro do escantilhão (projeção da pontaria).