Concepção artística do SSN-AUKUS

O Ministério da Defesa concedeu £ 3,95 bilhões em financiamento à BAE Systems para a próxima fase do programa de submarinos de ataque com propulsão nuclear de próxima geração do Reino Unido, conhecido como SSN-AUKUS

O SSN-AUKUS será o maior, mais poderoso e avançado submarino de ataque que a Marinha Real já operou e eventualmente substituirá a classe Astute, que a BAE Systems constrói em suas instalações em Barrow-in-Furness, Cumbria.

O financiamento segue o anúncio do AUKUS em março pelos líderes da Austrália, do Reino Unido e dos Estados Unidos. Isto eventualmente fará com que a Austrália e o Reino Unido operem submarinos SSN-AUKUS, que serão baseados no design da próxima geração do Reino Unido, incorporando tecnologia de todas as três nações, incluindo tecnologias submarinas de ponta dos EUA.

Tendo iniciado o trabalho de design inicial em 2021, o financiamento de 3,95 bilhões de libras cobrirá o trabalho de desenvolvimento até 2028, permitindo que a BAE Systems passe para a fase de design detalhado do programa e comece a adquirir itens de longo prazo. A fabricação começará no final da década com o primeiro SSN-AUKUS a ser entregue no final da década de 2030.

O contrato também financiará investimentos significativos em infraestrutura nas instalações da BAE Systems em Barrow-in-Furness, investimentos em sua cadeia de fornecimento e recrutamento de mais de 5.000 pessoas.

A BAE Systems já entregou cinco dos sete submarinos da classe Astute para a Marinha Real, com os dois restantes em estágios avançados de construção. A empresa também está projetando e construindo a próxima geração de submarinos de dissuasão nuclear do Reino Unido, o Dreadnought, com trabalhos em andamento em três dos quatro novos submarinos.

A entrega dos programas submarinos do Reino Unido é um esforço nacional entre o governo e a indústria. O negócio de submarinos da BAE Systems desempenha um papel vital na economia do Reino Unido, especialmente no noroeste da Inglaterra. Até o final deste ano, sua força de trabalho crescerá para 12.500 pessoas, incluindo cerca de 900 novos aprendizes e graduados.

A empresa planeja recrutar mais 2.700 pessoas no próximo ano, o que incluirá mais 900 aprendizes e licenciados, proporcionando um aumento significativo do emprego na região.

FONTE: BAE Systems

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Matheus

Queriam que o sub fosse construido na Australia com engenheiros e técnicos Australianos.
Agora vão gastar os tubos pro sub ser construido no Reino Unido enquanto não cria quase nada de emprego de alta-qualificação na Australia.

Acordo “caracu” do século esse ai.

FRANCISCO MARCELIO DE ALMEIDA FARIAS

Mas ai fala em infraestrutura lá e para quem não tem expertise nenhuma em submarino, muito menos em área nuclear, já um grande passo.

Rafael

Para o Brasil, que não tem expertise nenhuma em submarino nuclear, uma parceria dessas seria um grande passo…
Mas vamos insistir, afinal agora não dá para voltar atrás depois de tantos bilhões gastos, e torcer para o nosso um dia ficar pronto…E ter dinheiro para cuidar bem dele por algumas décadas.

Esteves

Será um aprendizado. Se for possível operar e manter dentro de uma lógica orçamentária não faz sentido voltar a produzir submarinos convencionais licenciados pelos franceses.

Rafael

Eu admito que exagerei quando disse que o Brasil não tem expertise nenhuma.
Mas é preocupante essa ideia de “vamos fazendo do jeito que dá, com o dinheiro que nos dão, que um dia há de ficar pronto…”. Nas últimas manifestações da MB sobre o tema já nem citam um ano específico, mas a década.
É apavorante pensar que pode ser como a ferrovia Norte-Sul, que começou em 1987 e só terminou ano passado…

Esteves

Itaguaí está lá. Foi feita pra isso.

ELIAS

Nesse aspecto a colocação está correta pois o “gargalo” está na questão política, que é pautada por conveniências pessoais ou partidárias em detrimento das necessidades do Estado. Mas aí a culpa é nossa quando somos chamados “votar” para escolher nossos representantes no governo da nossa nação.

sub urbano

O projeto brasileiro é muito mais sólido que essa maracutaia que os britanicos fizeram coma a australia.

ELIAS

A Austrália deixou de fechar um negócio semelhante ao que fechamos com a mesma França, para ouvir o canto da “sereia americana” e embarcar numa canoa, digo, submarino furado. Aqui é previsto no artº 171 do CP.

ELIAS

Há um equivoco em relação a essa questão. No que respeita a propulsão nuclear já atingimos a fase de testes da planta de tamanho real do submarino em terra no complexo de Aramar. Quanto ao submarino de propulsão nuclear em si, que é uma versão maior dos de propulsão diesel/elétrica que estamos construindo, a expertise já adquirimos. Neste mês de Outubro já estão sendo cortadas as chapas seção de qualificação do “Álvaro Alberto”, e quando pronto guardará certa semelhança com os submarinos da classe Barracuda franceses.

Matheus

Mas o propósito do programa de submarinos Australiano era pra que os Submarinos fossem construidos na Australia.

Isso é como se fosse se o Brasil tivesse gastados os 40bi investidos num programa de submarinos nuclear, pra no final eles serem construídos na Franca.

Esteves

Quando surgiu, surgiram com a conversa que cederiam submarinos norte-americanos. Fechados. As reações na Austrália…opinião pública, mídia…eles vinham de dois acordos sem sucesso, Japão e França, não foi amigável.

Mudaram para submarinos feitos na Austrália com reatores fechados cedidos ora por ingleses ora por norte-americanos. Depende de quem conta.

O propósito mesmo é usar a Austrália como bastião.

Bruno Vinícius

De onde você tirou essa informação? A timeline presente na própria matéria sugere que os submarinos australianos não serão construídos no Reino Unido, mas sim em Osborne, Austrália Meridional.

Last edited 9 meses atrás by Bruno Vinícius
Bruno Vinícius

P.S. o que não deverá ser construído na Austrália são os reatores. Estes serão manufaturados pela RR no RU e transportados para instalação nos submarinos em Osborne.

Underground

O artigo trata de investimentos do RU para a próxima geração de submarinos. Não fala da Austrália.
A Austrália, segundo o gráfico, receberia em um primeiro momento de 3 até 5 submarinos Virgínia. E lá por 2040 receberia os da nova classe se submarinos britânicos.

EduardoSP

Uai!?
Você não viu a última linha do último quadro?
SSN-AUKUS construction in Australia

Last edited 9 meses atrás by EduardoSP
ELIAS

_____

COMENTÁRIO APAGADO.

LEIA AS REGRAS DO BLOG:

4 – Não escreva em maiúsculas, o que equivale a gritar com os demais. As maiúsculas são de uso exclusivo dos editores para dar destaque às advertências nos comentários eventualmente editados ou apagados;

https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Antonio Cançado

É, China, rapadura é doce, mas não é mole não…rsrsrs

Esteves

Parece que para a Austrália ficou a conta. Tentaram com japoneses, franceses, norte-americanos e britânicos.

Parece.

FRANCISCO MARCELIO DE ALMEIDA FARIAS

O nosso nuclear vai sair mais barato e primeiro que o programa de submarinos AUKUS da Austrália e ainda tem brasileiro QUE RECLAMA.

Esteves

Primeiro, primeiro, vamos ver. Os últimos ultimatos mostraram década de 2030/40 para os dois.

Rafael

Talvez seja mais barato.
O problema é que ninguém sabe dizer se o cronograma de entrega vai ser cumprido…O alento da Marinha é saber que algum dia o Brasil terá um submarino nuclear.

Nilo

Certo, levando em consideração como o Astute que tem 2 reatores, om urânio enriquecido entre 93% e 97%, com uma vida útil de 10 anos.


Dalton

O “Astute” tem um reator PWR 2 Nilo e não 2 reatores.

Nilo

Obrigaddo pela correção.

Bardini

Se tu desconsiderar o fato de que na década de 40 eles vão ter um meio muito superior ao que a Royal Navy tem neste momento, ao passo que nós teremos na década de 40 um meio muito inferior ao que a Royal Navy tem hoje… Talvez faça algum sentido comparar.

Guerreiro Mameluco

O grande X da questão é o seguinte, a Austrália foi convida pelos EUA e Reino Unido para fazer parte de um Consórcio de desenvolvimento de Submarino Nuclear e logicamente aceitou esse convite, até porque não é todo dia que alguém é convidado por quem tem expertise no assunto, e certamente terá um equipamento tecnologicamente no Estado da Arte e de qualidade. Já nós, ninguém nos ofereceu tal parceria como a da Australia, no máximo alguém do clubinho se “prontificou” em nos auxiliar no desenvolvimento do casco, o resto é com nossos engenheiros, certamente ficaremos devemos em relação ao da… Read more »

Bardini

Os autralianos forjaram uma aliança militar, que envolve muito mais que submarinos, englobando cyber warfare, IA, armas hipersônicas, computação quântica, melhorias no tocante a interoprabilidade de forças e assim por diante…
.
O Brasil quer fazer parte de uma aliança militar?
Não…
Logo, dizer, afirmar ou inventar desculpas, de que este tipo de acordo não nos foi oferecido, por isso ou aquilo, não passa de coitadismo.
.
No Brasil, praticam a política do “isentão”. Não cabe dar os “parabéns” encima disto, mas sim “boa sorte”.

Rui Mendes

Como muito superior???
O Virgínia não é assim tão superior ao Astute class, e na quantidade de armas que levam cada um, ficam empatados, mas mesmo assim, quando os Australianos receberem o class Virgínia, os Britânicos receberão o primeiro class Aukus.

Bruno Vinícius

Rui, quando o Bardini falou que de “um meio muito superior ao que a RN tem hoje”, estava se referindo ao SSN-AUKUS, não aos Virginias

Carlos Campos

reclamo, sim, pois queria mais subs diesel elétricos, que chamassem os Japoneses para fornecer sistemas de energia que tinham nos Soryuu

Willber Rodrigues

“sair mais barato”

Considerando-se que esse projeto de subnuc tupiniquim tá rolando e consumindo recursos desde os anos 70, e que até hoje o sub nem chegou a ser construído, se for botar no papel o que foi gasto e o que AINDA será gasto nisso, mas eu duvido é MUITO que “O nosso nuclear vai sair mais barato”…

C G

Vc está diluindo o custo de desenvolvimento pelo número de unidades produzidas?

Matheus

Pode até ser mais barato, mas o AUKUS, de cara, será muito melhor que o brasileiro.
Estava vendo uma live do Felipe Sales e ele explicou, que por ser o primeiro projeto nuclear, por falta de expertise, que nossos primeiros submarinos nucleares não serão “estado da arte”. Serão necessários algumas versões de correção, aí sim atingirá tal nível. Mas isso implicará em mais estudos, mais custos e longos anos depois de considerado operacional.
Mas faz parte…

Willber Rodrigues

Mas até aí é óbvio.
O Álvaro Alberto sera um protótipo, provavelmente será tão barulhento quanto o USS Nautilus, o que é compreensível, já que será nosso 1° subnuc. Precisaremos de mais uns 3 deles pra “pegar o jeito” e criarmos um subnuc com nível tecnológixo próximo aos atuais subnuc’s mundiais.

Wilson Look

Não será tão barulhento como o Nautilus, por algumas razões, a não utilização de turbinas para acionar os hélices e a utilização de circulação natural, até uma certa faixa de potência do reator.

EduardoSP

O Álvaro Alberto, se for construído, será filho único.
Considerando os custos de operação e manutenção de um SSN, drenará todos os recursos disponíveis na MB. Não vai sobrar um dólar para mais nada.

Wiillber Rodrigues

Podem me negativar ou me xingar, mas escrevam o que eu digo:
No dia em que o Alvaro Alberto ficar pronto e começar a operar, quando o almirantado receber a fatura disso, metade terá um ataque cardíaco fulminante, e a outra metade vai mandar ele ficar atracado no cais, pra cortar custos.

Nonato

Bote 2100 nisso…

André Macedo

Esperar até 2030 pra ter “3 a 5” Virginia kkkkkkkkkkkkkkk pô,tenho certeza que a China tá bem preocupada com essas metas super realistas…

Preocupado de verdade deve estar o contribuinte australiano, um Virginia custa cerca de 3 e 4 bilhões de dólares por ano. E olha que esse o prazo é otimista, sem contar burocracias ou eventuais problemas de projeto, eu mudaria o nome de AUKUS para “F-35 marinho”, vão gastar até um ponto onde não dá pra voltar atrás, aí vão enfiar dinheiro a rodo.

Tomara que saia um projeto bem feito pelo menos.

Esteves

Essa conta que um Virgínia “custa” de 3 a 4 bilhões de dólares por ano veio de onde?

André Macedo

Eu tentei editar pra tirar essa parte mas não deu, eu quis dizer que seriam por ano no sentido do ritmo de construção, erro nosso.

Nonato

O famoso se colar, colou…

Ten Murphy

Se o orçamento da Marinha Americana é de 200 bilhões, 54 submarinos nucleares + 14 estratégicos ultrapassa o orçamento total. Daí eles pagam os navios anfíbios, os porta-aviões e destroyers como?

Bruno Vinícius

Sempre digo que é melhor ler algumas coisas do que ser cego, mas te falar que tem dias que fico na dúvida…

Se a USN gastasse 3-4 bilhões de dólares por ano com cada um de seus SSNs, não teria orçamento nem para o combustível de sua frota de superfície, quanto mais para adquirir e operar qualquer outro meio.

Sobre o projeto e cadência de produção do novo submarino, é esperado que os SSN-AUKUS australianos sejam construídos em Osborne, Austrália Meridional, ou seja, a capacidade dos estaleiros britânicos e americanos não é tão relevante para essa fase do programa.

Last edited 9 meses atrás by Bruno Vinícius
André Macedo

Concordo, é melhor LER, a errata está nos comentários e eu postei antes do seu.

Mas vou engolir essa pq o erro foi meu.

Last edited 9 meses atrás by André Macedo
Alex Barreto Cypriano

Custos O&S anuais prum SSN? Aqui, de 2021 (e tem mais informação sobre outros navios da USNavy e equipamentos e unidades do USArmy e USAF), página 2:
https://www.cbo.gov/system/files?file=2021-05/57088-Summary.pdf

marcus mendes

O primeiro será entregue no final da década de 2030? 17 anos? Tem informação errada.

Bruno Vinícius

A informação está correta. A nova classe de SSNs irá servir não só na RAN, mas também na RN. Qual a relevância disso? O primeiro dos Astutes – classe dos atuais SSNs da RN – foi comissionado em 2010 (e dois ainda estão em construção), ou seja, os britânicos ainda têm muita vida útil para gastar antes de precisar substituí-los.

Por isso inclusive que a Austrália irá comprar 3-5 Virginias dos EUA no início da próxima década, servindo de tampão enquanto constrói os seus novos (o primeiro só entrará em serviço na década de 40)

Last edited 9 meses atrás by Bruno Vinícius
Dalton

É isso mesmo, considerando que se está praticamente em 2024 e final da década de 2030
pode ser algo como 2038, então, 14/15 anos está dentro do razoável, se, tudo sair conforme os planos.

Alex Barreto Cypriano

Lembremos que a classe Virgínia levou 15 anos em pesquisa/desenvolvimento/projeto que somou 35 milhões de horas-homem. Pra construir o primeiro da classe consumiram 7 anos e 14,9 milhões h-h. Conseguiram, nos vasos de bloco posterior reduzir o tempo de construção pra 5,75 anos e 11,2 milhões de h-h. Ora, como o LWS de um Virgínia está na casa dos 7/9 do deslocamento submerso de 7.900 toneladas, temos 6.140 toneladas de light weight ship. Assim, calculo que se consumiu algo como 1.850 a 2.450 h-h/tonelada leve, grosseiramente 4 a 5 vezes mais h-h/tonlev que em um CVN ou Burke (ainda preciso… Read more »

sub urbano

Os ingleses e americanos enfiaram uma trolha gigante na australia. O SSN AUKUS não existe nem no papel ainda. A proposta francesa era de 12 submarinos por 50 bilhões de dolares baseados no Classe Barracuda. Seriam convencionais, com AIP, 4500 toneladas de deslocamento (um convencional grande), produzidos na australia e baseados em uma plataforma nuclear. Esse ultimo detalhe é importante ja que a australia teria a transferencia de uma tecnologia sensivel q é a de um casco de submarino nuclear (foi basicamente a tecnologia q o Brasil comprou da França já que ja tinhamos o reator). Mas aí apareceu o… Read more »

sub urbano

Em tempo, em uma pesquisa rapida, o jornal the guardian menciona o custo do projeto SSN AUKUS em escandalosos 368 bilhões de dólares para a Australia kkkkkkkk Nada menos q 3x mais caro q o programa Apollo q levou homens à lua, em valores atualizados.

Mais caro q fazer uma acoplagem na órbita da lua, descer no regolito, tirar fotinha e ganhar a guerra fria kkkk dorme com isso. Haja vaselina pra enfiar isso nos aussies.

Alex Barreto Cypriano

O Brasil comeu mosca nesse caso. Com um pouco de inteligência poderia ter se antecipado aos EUA e UK e feito uma parceria com a Austrália (antes, porém, fazendo as pazes dessa com a França…) pra turbinar o nosso subnuclear e dar-lhes um subnuc, inclusive com ToT daqui pra lá (respeitando as regras, as usual). Seria uma aliança Sul-Sul, meramente empreendedora. De qualquer maneira, tanto Brasil quanto Austrália não têm muito interesse em peitar a China que é pra ambos grande parceira em negócios. E perguntar pro Zé Carioca: have you ever been to Canberra?

Fernando XO

Então um pouco de inteligência seria o suficiente para convencer os australianos a fazer conosco algo que não temos ao invés de fazer com os EUA e RN que fazem e operam esse algo há tempos ?
No mais, a Austrália não precisa peitar a China, basta dizer: don’t you come to Canberra, mate…

Fernando

They come from a land Down Under.

Jadson S. Cabral

A referência foi ótima kkk

Alex Barreto Cypriano

Se os Aussies forem inteligentes, optam por autonomia. Não está garantido que a Austrália tenha qualquer submarino nuclear, Virgínia (de segunda mão ou novo) ou AUKUS SSN. Existem 3 cenários pro acordo AUKUS sob escrutínio do senado americano,e em dois deles a Austrália não terá submarino nuclear de construção autóctone ou de parceria. Me dispenso de dar a fonte. O único pilar inamovível do acordo é a cessão de base naval no Oeste da Austrália pra emprego rotacional de SSNs americanos e ingleses. Brasileiro contando com o ovo na galinha do vizinho da direita, galinha prometida pelo vizinho da esquerda…… Read more »

Fernando XO

O AUKUS foi uma inegável manobra geopolítica e isso demanda mais do que inteligência…

Alex Barreto Cypriano

Qual a solidez de um acordo cujos termos podem ser alterados unilateralmente, inclusive anulando alguma rubrica? Lando Calrissian aprendeu isso da pior forma. Acho que blefe, por mais astuto que seja, tem pouca influência geopolítica.

Fernando XO

Depende o quanto se quer pagar pelo blefe… e se existe “caixa” para isso… Lando tinha a Millenium…

Alex Barreto Cypriano

A mesma Millenium Falcon que Vader garantiu estar com o hiperdrive desativado… Sobrou pro Lando repetir Solo quando o hiperdrive pipocou: “it’s not my fault!’ Se não fosse o R2 e suas ilusões de grandeza segundo 3PO…

Fernando XO

Hahahaha… aí falhou o serviço de inteligência e não a inteligência em si…

Bruno Vinícius

A Austrália tem a expectativa de que, se precisar usar seus SSNs, o fará contra a China. Nesse cenário, não faria sentido algum adotar um submarino que é a primeira geração de SSNs do seu país, certamente muito menos silencioso do que os SSNs do RU e EUA (quem diz o contrário está se iludindo) e com um reator que precisará de reabastecimento relativamente frequente (por conta do baixo grau de enriquecimento do seu combustível).

Underground

Aí entra uma coisa importante, que é apoio real, político, econômico e militar. O Brasil é um país “isento”, e na primeira crise entre, por exemplo, China e Austrália, o Brasil sai fora.

Dalton

A China é “grande parceira em negócios” dos EUA também Alex e vice-versa, então, à
Austrália do mesmo modo, não tem que concordar com tudo o que a China diz e o Brasil
está muito distante da realidade do Oceano Pacífico para compreender suas potenciais ameaças e o alinhamento que ocorre naturalmente por lá.
.
Além do mais o “AUKUS” não visa apenas “SSNs” e sim armamento, entre os quais novos mísseis em desenvolvimento nos EUA, algo que o Brasil não tem condições de ofertar.

Maurício.

“o Brasil está muito distante da realidade do Oceano Pacífico para compreender suas potenciais ameaças e o alinhamento que ocorre naturalmente por lá.”

Concordo, assim como o Brasil está muito longe da realidade da Europa, por isso não deve se meter na guerra na Ucrânia, eles que são europeus que se resolvam entre si.

Dalton

Um país cujo presidente “culpa” a Ucrânia pela invasão sofrida em seu território
com certeza não irá se meter, independente de outros fatores, como neutralidade
dependência de bens russos, etc.

Maurício.

Como você mesmo disse:

“o Brasil está muito distante da realidade do Oceano Pacífico para compreender suas potenciais ameaças e o alinhamento que ocorre naturalmente por lá.”

Troca o Oceano Pacífico por Europa que dá na mesma, até mesmo para não ter o tão clássico “dois pesos e duas medidas”, simples assim.

Wilson Look

Se o conflito permanecer na Europa, ai sim não tem nada para se meter, mas se o conflito se espalhar para além da Europa ai o Brasil vai acabar entrando, querendo ou não.

É o que podemos observar na história.

Maurício.

Wilson, eu concordo, mas dá maneira que o Dalton colocou, deu a entender que o Brasil não tem capacidade para compreender exatamente o que ocorre no pacífico. Ou seja, se o Brasil está longe e não tem o discernimento correto para o pacífico, o mesmo deve valer para a guerra na Ucrânia, afinal, o Brasil também está muito distante da realidade da Europa. Simples assim, sem dois pesos e duas medidas.

Dalton

O Brasil só entrou no assunto por conta de um comentário do Alex quanto a uma hipotética parceria Austrália e Brasil para juntos desenvolverem um “SSN” garantindo amizade eterna e/ou não ofendendo à China ! . O Brasil não tem nada a ver com o Pacífico, nem tem que se meter na Ucrânia, apesar de não sermos “estranhos” a conflitos europeus e mesmo já tendo participado de missões da ONU inclusive por 10 anos participando da UNIFIL, 2011 – 2021, embora o Líbano não seja um país europeu está do lado e para se chegar lá é preciso atravessar o… Read more »

Dalton

Plano ambicioso e cronograma difícil de cumprir até porque ceder 3 “Virgínias” para a Austrália em um momento que apesar da encomenda sólida de 2 por ano nem sempre 2 estão sendo incorporados anualmente, o que se espera será corrigido em 5 anos – ano passado incorporou-se os SSNs 793 e 794, mas para 2023 apenas o 795 será – até por conta do desvio de recursos para construção de “SSBNs” e o “Block V” maior levará mais tempo para ficar pronto, ou seja, gradualmente o número de “SSNs” vem diminuindo com uma maior baixa de “Los Angeles” e menor… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Os EUA ajudaram o UK em obter tecnologia de propulsão nuclear tendo negado esta aos pedidos de França (que, entretanto, recebeu ajuda americana pra aprimorar suas ogivas nucleares), Itália e Holanda, igualmente aliados OTAN. É que estes não haviam colaborado estreitamente na WWII e no Projeto Manhatan como os Ingleses, cuja primeira bomba A é de 1952 e o primeiro subnuc é de 1960 (o acordo EUA-UK de transferência de tecnologia foi de 1958, salvo engano). E dali pra frente, os ingleses tiveram toda uma disciplina em manter a excelência no trato e desenvolvimento da tecnologia cedida, caminhando com as… Read more »

Alex Barreto Cypriano

De um desses CRS da vida, RL32418, de 25/09/2023, p.22, se lê: “Australian Defence Minister Richard Marles in March 2023 reportedly confirmed that in exchange for the Virginia-class boats, Australia’s government made no promises to the United States that Australia would support the United States in a future conflict over Taiwan.(45)”, grifos meus. E segue a nota (45) sobre a afirmação acima: “(45) Rod McGuirk, “Australia Won’t Promise to Side with US in Taiwan Conflict,” Associated Press, March 20, 2023; Daniel Hurst, “Australia Has ‘Absolutely Not’ Committed to Join US in Event of War over Taiwan, Marles Says,” Guardian, March… Read more »

Otto Lima

Em minha franca e leiga opinião, esse projeto poderia incluir mais um parceiro estratégico na região: a ÍNDIA.

Dalton

Seria bom, mas, a Índia muitas vezes é um tanto quanto ambígua, enfim, não está na mesma “liga” quanto a resoluções, seja referente a Rússia, mesmo China, além do mais a
Índia tem seu próprio programa de submarinos de propulsão nuclear almejando “SSBNs”
primeiro.

Nilo

Tem cara de projeto para os “Five eyes”.

sub urbano

A India nunca aceitaria virar pelego de americanos e ingleses. Isso eu só acredito vendo. Ainda mais com os patriotas (lá é de verdade) papando todas as eleições. Está bem claro q o Hindutva será o pensamento dominante na india nas próximas décadas. Mais facil é ter uma aukus contra a India na proxima década.

Franz A. Neeracher

Só como adendo; os primeiros oficiais submarinistas australianos já completaram todos os cursos necessários nos EUA, e em breve passarão a servir em SSN`s da Classe Virginia baseados em Pearl Harbor para ganhar experiência…..

Jadson S. Cabral

O UK e a sua mania de dar sempre passos maiores que a perna. Em certo ponto parece até a MB. Se hj estão com dificuldade de operar dois porta aviões convencionais que nem são o ápice da tecnologia, se estão vendendo navios logísticos e aviões de reabastecimento relativamente novos pq não tem dinheiro para operar e nem gente o suficiente, agora vão construir mais submarinos nucleares que serão os maiores e mais poderosos que já operaram… aiai

Dalton

É natural que um meio em desenvolvimento seja superior ao que irá substituir, daí o próximo “SSN” ser maior e mais capaz e o “UK” está ao menos quanto à Royal Navy, em uma fase de transição, onde novos meios estão sendo construídos, incluindo “navios logísticos” não valendo a pena revitalizar meios mais antigos. . Quanto aos 2 NAes , foram pensados também como meios de apoio à operações anfíbias diferente de como algumas outras nações empregam seus NAes e tirando o fato de não serem equipados com catapultas e maquinário de retenção de aviões são considerados “estado de arte”.… Read more »

Jadson S. Cabral

O UK ainda se acha uma potência, 1/3 do que já foi antes, mas não é mais. Claro, muito bom continue colocando encomendas pra manter sua indústria, mas a quantidade que eles compram não é nem de longe o suficiente para fazer deles um player mundial relevante do tamanho e importância que eles acham que têm e para proteger e manter seus interesses ao redor do mundo. Sem os EUA eles não são nada e isso já ficou claro algumas vezes durante a história recente, sendo a última dela quando mandaram um de seus porta-aviões para o mar do sul… Read more »

Dalton

Você está enganado Jadson, o “UK” tem consciência de sua condição, uma potência média como a França por exemplo e como ela continua sendo membro permanente do Conselho de Segurança, tem armas nucleares – poucas – mas tem e trás para uma coalizão como a OTAN ou mesmo no Pacífico, bases e laços sólidos com outras nações como Canadá, Austrália e Nova Zelândia e tudo isso deve ser levado em conta. . Não se deve pensar no “UK” isolado muito menos compara-lo com a China e sim fazendo parte de uma coalizão e pode apostar os EUA necessitam desse importante… Read more »

ChinEs

A China com esse ritmo de crescimento economico , até 2050 terá o triplo de submarinos do Ocidente, A Industria de Construção Naval Chinesa a esse ritmo actual não têm adversários póssiveis, 8 unidades não vão fazer muita diferença, no minimo umas 30 ou 40 unidades para fazer frente a China… Nesse caso fica até facil de mais para a China gerir esse AUKUS, talvez com o Trump esse programa seria de 60 Bilhões e umas 24 unidades para a Austrália.