F-35B americanos e britânicos operam a partir do porta-aviões japonês JS Kaga em exercícios inéditos

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Em uma demonstração marcante de interoperabilidade naval, jatos de combate F-35B embarcados no porta-aviões britânico HMS Prince of Wales realizaram pousos e decolagens no JS Kaga, navio-aeródromo da Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF). A manobra — conhecida como cross-deck — marcou um momento histórico nos treinos conjuntos entre Reino Unido, EUA e Japão no mar das Filipinas.

A operação ocorre dias após o Japão receber seus três primeiros F‑35B, entregues em 7 de agosto à base aérea de Nyutabaru, no sul do país. Um quarto avião F‑35B deve chegar em breve, integrando uma futura frota que contará com 42 unidades dessa variante, além de 105 F‑35As já em operação.

JS Kaga
JS Kaga na configuração original
JS Kaga (DDH-184) depois da conversão para operar jatos F-35B

Esses treinos fazem parte da missão de dissuasão Operação Highmast, liderada pelo Carrier Strike Group 25 (CSG25) britânico. A ação envolve multiplataforma e múltiplos aliados, com foco em operações aéreas combinadas, redes de comando e controle e validação de procedimentos logísticos.

A realização de operações embarcadas com os F‑35B no JS Kaga — atualmente convertido para operar aeronaves de decolagem curta e pouso vertical — reforça as capacidades do Japão de operar caças stealth a partir das embarcações da classe Izumo.

Este exercício trilateral simboliza o aprofundamento das relações de defesa entre Reino Unido, EUA e Japão, além de demonstrar coordenação avançada entre aliados em face da crescente tensão na região Indo-Pacífico.■


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Abner

Olhando as modificações feitas quanto tempo levou para modificar e quanto foi o valor investido nas modificações?

Dalton

Apenas a primeira etapa das modificações foi concluída, notadamente o novo formato da
parte dianteira do convés de voo. A segunda etapa envolverá o interior do navio/hangar
que permitirá finalmente que o F-35B possa ser operado de forma sustentável e segundo informado isso terá início no fim de 2026 durando cerca de um ano.
.

Abner

Pensei que todas as modificações necessárias tinham sido concluídas.

Sabe informar quantas unidades vai ser capaz de operar?

Last edited 21 dias atrás by Abner
Dalton

Especula-se que 12 de forma sustentável, mas, não necessariamente sempre serão embarcados pois o Japão também planeja utilizar seus F-35Bs a partir de bases terrestres assim como o USMC capazes de decolar de pistas curtas
e pousar verticalmente operando também a partir de bases remotas.

karlBonfim

Fiquei a imaginar o que Isoroku Yamamoto, Chuichi Naguno e Nobutake Kondo pensariam sobre essa notícia!

Dalton

E eu o que Nimitz, Kimmel e principalmente Halsey pensariam 🙂

LucianoSR71

Esse evento de certa forma fecha um ciclo, pois foram os ingleses, que criaram os primeiros Porta-Aviões operacionais, que ajudaram na construção do poder Aeronaval nipônico. Ao fim da 1ªGM o Japão, que neste conflito lutou contra os alemães, queria comprar um Porta-Aviões da Inglaterra (creio que era o HMS Argus), esta se recusou a vender, porém fez um acordo p/ fornecer aeronaves e conhecimento técnico p/ a marinha nipônica, inclusive treinando aviadores a decolar de um PA – o resto é História. 

Dalton

O livro “Sunburst” que trata sobre o início do poder aéreo naval japonês não menciona nada sobre uma tentativa de compra do “Argus” que foi incorporado apenas no fim de 1918 sendo portanto importante para o desenvolvimento da aviação naval britânica para ser colocado à venda, além do mais o Japão incorporou o “Hosho” já em 1922 antes do HMS Hermes, tornando-se o primeiro NAe construído desde a quilha para ser um NAe e não conversões como o HMS Argus e o USS Langley. . Daí ser reticente sobre isso Luciano, no mais é o que você escreveu, os britânicos… Read more »

LucianoSR71

Amigo Dalton, não me lembro onde li ou se foi em algum documentário que vi essa informação, depois de minha Covid minha memória piorou, mas como o HMS Argus era uma adaptação, pode ser que eles tivessem proposto comprar p/ receber depois da incorporação do HMS Hermes que teve sua construção iniciada antes do Hosho, mas só foi incorporado depois deste. Aproveitando seu vasto conhecimento, me consta que no projeto do Hosho houve uma grande ajuda dos ingleses, isso confere?
Abraço.

Dalton

Estou vastamente longe de “vasto conhecimento” Luciano, mas, sim houve
alguma ajuda técnica dos britânicos, mas, principalmente “inspiração”, caso contrário o “Hosho” não teria ficado pronto tão cedo,
.
No mais, os japoneses também enfrentaram “incertezas” e fizeram seus próprios experimentos assim como americanos e britânicos.
.
Abraço!

Carlos Campos

Acho que ficariam felizes, por um lado e trsite por outro, Feliz pq o Japão está em paz e continua a Dinastia intacta, mas triste pq o País perdeu o territorio na China, Filipinas, e Indonésia

Abymael2

Os japas obtiveram muito sucesso em provocar o “tsunami do sushi” nas cozinhas do mundo inteiro. Mas no anterior, o tsunami de fogo no Pacífico, de fato, fracassaram. Os EUA apagaram esse fogo com mais fogo ainda e deu certo. Foi uma carnificina, dos dois lados. Aquela série “A Guerra do Pacífico em Cores” mostra isso com muita clareza, um verdadeiro banho de sangue, ilha por ilha, até chegar ao território “principal” do Japão. Se não tivesse dado certo, hoje os EUA seriam mais ou menos aquilo que é retratado em “O Homem do Castelo Alto”, do Phillip Dick. Mas… Read more »