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Há 100 anos.

Dez de setembro de 1908. Há exatamente 100 anos, corria na carreira do estaleiro W. C. Armstrong Whitworth & Company, na Inglaterra, o Encouraçado Minas Geraes. Teve por madrinha a Sra. F. Régis de Oliveira. E teve um impacto, nos círculos navais da época, compatível com suas 19.250 toneladas de deslocamento padrão e seus 12 canhões de 12 polegadas.

 minas-geraes.jpg

Cogitou-se na Europa que a encomenda brasileira era um subterfúgio para posterior transferência a uma outra marinha. Jornais britânicos especulavam que o verdadeiro destinatário seria a Alemanha. Jornais alemães cogitavam que o navio seria secretamente transferido à Royal Navy. A verdade é que, menos de dois anos depois, em 17 de abril de 1910 (e exatamente 3 anos após o batimento de sua quilha), o então mais poderoso encouraçado do mundo adentrava a Baía da Guanabara, para o início de 44 anos de serviço na Marinha do Brasil.

Não deteve por muito tempo o posto de navio de guerra mais poderoso do mundo. Afinal, vivia-se uma acirrada corrida armamentista rumo à Primeira Grande Guerra. Não esteve plenamente operacional por diversos períodos de sua existência na MB. Afinal, o Plano Naval que objetivou a encomenda de uma completa esquadra para a Marinha, nova em folha, não previa as instalações adequadas para sua manutenção. Só nos anos 20 a discussão sobre a industrialização do país iniciou um processo que levaria, décadas depois, a se atingir uma capacidade industrial compatível com a manutenção de belonaves modernas. Quando esse tempo chegou, o nome Minas Geraes já mudara para Minas Gerais, e batizava um outro navio.

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Mas o Minas Geraes mostrou, há 100 anos, que era possível ao Brasil do café e da industrialização incipiente adquirir uma esquadra compatível com suas pretensões geopolíticas de então, cristalizadas na figura do Barão do Rio Branco, e que não eram modestas.

O passado traz erros e acertos para se analisar com os olhos de hoje. Aliás, é sempre sob o olhar do presente que o passado encontra sua existência e é revivido, refletido, repensado, construído e debatido. Há 100 anos, uma nova esquadra era construída para um governo que a desejava e um País que ainda não estava pronto para recebê-la. E o Brasil de hoje, está pronto para receber uma nova e moderna esquadra? Ele a deseja? Com a previsibilidade que é tão peculiar ao movimento de passagem do tempo, o tão comentado e esperado sete de setembro de 2008 passou. É de se esperar que este dez de setembro, de maneira não menos óbvia, também passe rapidamente. E que talvez as reflexões que ele poderia deixar no caminho passem com igual rapidez.

Abaixo, uma surpreendente animação da chegada do Minas Geraes ao Brasil, realizada por Hamilton e Sérgio de Sena Tavares e casualmente encontrada no YouTube:

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67 Responses to “Foi lançado o mais poderoso navio de guerra do mundo, destinado à Marinha do Brasil” Subscribe

  1. Igor 10 de setembro de 2008 at 0:50 #

    Bonito ele, não parece navio de guerra. branco e dourado. muito chique.

  2. direto do fundo do mar 10 de setembro de 2008 at 1:39 #

    Sensacional!!!
    Parabéns aos autores e ao Nunão que trouxe este presente para nós!

  3. Thiago Sala 10 de setembro de 2008 at 9:21 #

    Realmente estão de parabéns pelo maravilhoso trabalho, e comentando um pouco hj temos o parque industrial mas não temos mais os navio né? rs Quem sabe daqui a mais 100 anos não teremos os dois juntos!!!
    Abraços

  4. Fábio Max 10 de setembro de 2008 at 9:37 #

    Na época, o país não era governado por bananas como Nelson Jobim…

  5. taer 10 de setembro de 2008 at 9:42 #

    Parabéns pela bela matéria que nos faz lembrar de um passado não distante no qual o Brasil mostrava sua liderança no cenário latino americano.
    Sds

  6. lucaum 10 de setembro de 2008 at 10:00 #

    interessante matéria

    parabéns também ao trabalho digital. mto boas as maquetes

  7. Ozawa 10 de setembro de 2008 at 10:25 #

    Consta que a melodia, hoje símbolo do estado de Minas Gerais “Oh ! Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais…”, com música extraída de uma canção italiana, foi composta ao ntão “dreadnought” mais poderoso do mundo…

    Eduardo das Neves quem aproveitou a canção napolitana Vieni sul mare e fez a adaptação para glorificar a chegada do encouraçado Minas Gerais, que se juntaria à esquadra brasileira. Mais tarde, modificada pelo povo, passou a celebrar tão somente o estado brasileiro e não mais ao navio, na conhecida música Oh! Minas Gerais…

  8. Ozawa 10 de setembro de 2008 at 10:29 #

    P.S. Entenda-se “símbolo” como referência popular, pois oficialmente, a música não foi reconhecida por aquele estado.

  9. paulo 10 de setembro de 2008 at 10:31 #

    Ah, mas não servia…era muito grande, muito poderoso, não tinha autonomia, fora de nossas “realidades”….
    Isso só demonstra que quem quer vai e faz, mas se depender do lula molusco nem as 50 patrulhas virão…

  10. paulo 10 de setembro de 2008 at 10:34 #

    Dois dreadnoughts, dois cruzadores e dez contratorpedeiros….Saudades do tempo em que querer uma defesa de ponta não éra ser “super trunfo”….

  11. Julio 10 de setembro de 2008 at 10:40 #

    Paulo, bom dia, o Minas Gerais realmente era grande e permitiu ao Brasil despontar no cenário mundial. Salvo engano, a aquisição do Minas Gerais e de outras belonaves somente ocorreu por iniciativa do Barão do Rio Branco, que foi grande defensor da Marinha..ele acreditava que a diplomacia brasileira e o respeito ao país somente teria força na medida do alcançe dos canhões da marinha. Tanto que na época a marinha brasileira era tida como um das mais bem armadas. Lamentável a decisão do sapo barbudo. Quando é para beneficiar os companheiros e apadrinhados as decisões saem rapido e as vezes na surdina da noite. Abraços.

  12. Beto 10 de setembro de 2008 at 11:09 #

    Alquem pode me dizer se o encouraçado Minas Gerais participou da 2 Guerra mundial..

  13. Guilherme Wiltgen 10 de setembro de 2008 at 11:53 #

    Beto,

    Ele permaneceu fundeado no porto de Salvador, apenas para defesa local, não participando efetivamente de proteção aos comboios.
    Mais informações podem ser obtidas neste link:
    http://www.naval.com.br/NGB/M/M064/M064.htm

    Abraços,

  14. Nunão 10 de setembro de 2008 at 11:54 #

    Beto, participou da IIGM como “bateria flutuante” na defesa da Baía de Todos os Santos. O São Paulo cumpriu a mesma missão em Recife.

    fotos e fatos a respeito estão no mesmo link do primeiro parágrafo do artigo acima, que reproduzo aqui:
    http://www.naval.com.br/NGB/M/M064/M064.htm

    No final da IGM cogitou-se que os dois encouraçados se juntassem à RN, mas não foi possível – precisaria de várias mudanças e incorporação de equipamentos para se adaptar ao padrão da RN, que já evoluira tremendamente desde 1910. As questões de custos e abastecimento de combustível para a viagem também pesaram. E, não menos importante, com já quase oito anos de uso na MB, com manutenção bastante deficiente dadas as limitações de não haver infra-estrutura industrial nem organização de apoio e logística e mentalidade condizente com sua operação, além da escassez de suprimentos dada a guerra, o estado dos navios já era lamentável. Só no início dos anos 20 voltaram à forma, conforme modernização relacionada abaixo, e que tem a ver com uma aproximação do Brasil com os EUA tanto politicamente quanto no âmbito das suas marinhas (o que já é assunto para outra matéria):

    http://www.naval.com.br/NGB/M/M064/M064-Mod1920-21.htm

  15. Nunão 10 de setembro de 2008 at 11:59 #

    Viu só, Beto, dois caras respondendo ao mesmo tempo pra vc, isso que é consideração…

  16. LUIZ BRAZIL (DT) 10 de setembro de 2008 at 12:01 #

    Correto, Júlio! Foi graças ao empenho do diplomata José Maria da Silva Paranhos Júnior, o então “Barão do Rio Branco”, que ousou e persuadiu o governo da época a adquirir essa fortaleza naval para colocar o Brasil na vanguarda do continente. Nesse tempo, a Política era feita com letra maiúscula e primeiro se pensava no país, nas decisões de Estado, no sentimento cívico-patriótico de sua gente, ou seja, na soberania nacional. Hoje, os venais mercenários só buscam a riqueza fácil, a negociata urgente, urgentíssima, o vale-tudo, a política de “MATHEUS, primeiro os meus”. É a vergonha nacional que assistimos todos os dias, 24 horas por dia. Disse, sabiamente, um economista soviético (dissidente) que foi parar na Sibéria, é claro! “POLÍTICOS MEDÍOCRES, COSTURAM ACORDOS MEDÍOCRES E PRODUZEM PAÍSES MEDÍOCRES”. Essa máxima se aplica tão bem, nos dias de hoje, na terra de Santa Cruz.

  17. camberiu 10 de setembro de 2008 at 12:56 #

    “Nesse tempo, a Política era feita com letra maiúscula e primeiro se pensava no país, nas decisões de Estado, no sentimento cívico-patriótico de sua gente, ou seja, na soberania nacional.”

    Sim, eram tempos maravilhosos, de politicos serios e comprometidos com a patria. Epoca boa, com o “voto de cabresto”, do coronelismo da “Republica Velha”, quando mulher nao votava e nao haviam leis trabalhistas. Epoca da maravilhosa politica do ‘cafe com leite’, onde Sao Paulo e Minas se revezavam no monopolio do governo do pais e de onde saiu o nome de “Minas Gerais” para esse encourassado. Tempos saudosos realmente.

  18. paulo 10 de setembro de 2008 at 13:07 #

    Em que pesem tais mazelas, Camberiu, não se imagina o Barão do Rio Branco defendendo os “cumpadis” contra o interesse nacional, ou o “Aguia de Haia” cercado de aloprados, ou o Marechal Deodoro da Fonseca declarando que “pensei que o mar era salgado por causa do xixi que fazemos na praia” (vide Senhor Molusco)
    De que adianta todos votarem se, como lembrou o “rei que o país merece”, não sabem votar? Ou o fim do voto de cabresto e o nascimento do “voto de bolsa familia”?
    Naquela época ninguém confessava caixa dois em lins (lugar incerto e não sabido) como fez lulla e nem tinha carequinha pra financiar campanha.
    Será que melhoramos mesmo?

  19. camberiu 10 de setembro de 2008 at 13:17 #

    Paulo,

    Nao confessavam ou nao havia imprensa livre para divulgar? Acho meio romantico essa nostalgia de “politicos honestos” do passado distante. Vale lembrar que na epoca da Rublica Velha, um jornalista que tivesse a coragem de publicar qualquer denuncia de corrupcao do governo teria sorte de ser preso, pois o destino mais provavel na epoca seria a morte na mao de algum jagunco contratado pelo estado. de uma pesuiasada sobre o “decreto rolha’ da republica velha, que proibia a publicacao de QUALQUER CRITICA ou denuncia sobre o governo. De uma checada tambem na maravilhosa “Comissão de Verificação de Poderes” do Congresso Nacional da epoca. Um exemplo de politica seria e comprometida com o bem-estar nacional.

  20. LUIZ BRAZIL (DT) 10 de setembro de 2008 at 14:09 #

    Camberiu,
    Sem fazer juízo de valor do seu comentário – parece que até é candidato a cargo eletivo no pleito municipal – referí-me a figura ilustre de Barão do Rio Branco que, sem ser santo, foi uma referência de homem público correto comprometido com os interesses de Estado. Veja a biografia do homem. Mazelas, por mazelas, desde que a República é República, os métodos são variados, porém com os fins conhecidos, ou seja, o Poder pelo Poder. Não subestime a inteligência dos internautas que navegam nessas e noutras “águas”. Apenas colaborei para uma discussão salutar, focando no assunto “Poder Naval”, dando ênfase à citação do JÚLIO, acerca do Barão do Rio Branco. Só! Cidadania também é isso!

  21. camberiu 10 de setembro de 2008 at 14:29 #

    Caro Luiz,

    sem querer criar polemica ( mas criando), o seu texto inclui a seguinte passagem:

    “Nesse tempo, a Política era feita com letra maiúscula e primeiro se pensava no país, nas decisões de Estado, no sentimento cívico-patriótico de sua gente, ou seja, na soberania nacional.”

    Nessa sentenca, voce se refere e tece elogios a “Politica” da epoca, um termo generico, em vez de um individuo em particular. Fiz ironia somente com relacao a “Politica” em geral que voce se referia, que para mim era dramaticamente longe do ideal, nao ao Barao do Rio Branco em si.
    Nao vou entrar no debate se o Barao do Rio Branco foi bom ou ruim, inclusive porque acho essa uma interpretacao muito unidimensional de personagens historicos. Meu objetivo era apenas fazer um contraponto as manifestacoes de nostalgia a “Politica” da epoca.

  22. julio 10 de setembro de 2008 at 14:47 #

    Luiz Brazil, parabéns, como vc e muitos outros internautas considero salutar o debate, troca de conhecimentos e principalmente enfocar a situação da defesa em nosso país. Vivemos numa democracia, por isso podemos discutir no blog. Mas, no inicio do século passado também era uma democracia, talvez nem tao ampla, mas, dentro do mínimo havia homens públicos que ainda pensavam no país e hoje? há? vocês viram algum político questionar o adiamento do anuncio do Plano de Defesa? abraços a todos.

  23. LM 10 de setembro de 2008 at 15:14 #

    Prezados Senhores,

    Devido às inúmeras discussões aqui no Blog Naval sobre quais seriam os armamentos ideais para os nossos futuros navios de patrulha, escoltas e submarinos, resolvi postar aqui a doutrina de emprego de cada um desses meios navais segundo a MB.

    Os navios de patrulha estão divididos em: navios-patrulha costeiro (NaPaCo), navios-patrulha (NaPa) e navios-patrulha oceânicos (NaPaOc).

    NaPaCo e NaPa – São meios utilizados para fiscalizar tanto o Mar Territorial quanto a Zona Contígua do litoral brasileiro, e para coibir a prática de qualquer ação ilegal por parte de uma embarcação PARTICULAR, ou seja, CIVIL. Dessa forma, sua função é meramente de policiamento e, em razão disso, a MB entende que devem ser armadas apenas com canhões e metralhadoras.

    NaPaOc – São meios utilizados para fiscalizar toda a Zona Econômica Exclusiva, até o seu limite de 200mn ou, em alguns casos, a Plataforma Continental que pode estende-se até 350mn, além de serem usados para coibir qualquer ação ilegal por parte de uma embarcação, principalmente PARTICULAR e, eventualmente, de uma embarcação PÚBLICA (navios de guerra estrangeiros). Para isso serão armados com canhões e metralhadoras. A MB está estudando a possibilidade de armá-los também com mísseis, mas isso não foi definido. De qualquer forma, esses meios navais possuirão um helicóptero orgânico (AH-1A) capaz de empregar tanto os torpedos MK46, quanto mísseis Sea Skua.

    Os navios escolta podem ser: fragatas, contratorpedeiros ou corvetas. Esses sim, devem ser meios capazes de realizar todas as tarefas típicas para combater contra navios de guerra estrangeiros e, para isso, a MB entende que devem ser armados com metralhadoras, canhões, mísseis anti-navio e anti-aéreos, torpedos e helicóptero orgânico capaz de realizar tanto ASuW quanto ASW.

    Os meios submarinos são ideais para negar o uso do mar ao oponente, e se dividem em: submarinos de propulsão convencional (SSK) e submarinos de propulsão nuclear (SSN).

    SSK – A EGN sintetiza o emprego estratégico dos SSK como essencialmente “de posição”. As posições dominantes em que os SSK devem ser empregados são os estreitos, canais, proximidades de portos e rotas de elevado trânsito de mercantes, as chamadas “áreas focais”. Seus alvos podem ser navios mercantes ou navios capitais inimigos. Para isso, devem ser armados com torpedos pesados e mísseis anti-navio.

    SSN – Apesar da possibilidade do emprego do SSN em “estratégias de posição”, os estudos da EGN preferem classificá-lo como adequados “às estratégias de manobra”. Geograficamente, não se limitam às áreas próximas a estreitos e passagens. São empregados, preferencialmente, em áreas oceânicas, pelas suas capacidades de desenvolverem altas velocidades por tempo ilimitado. Seus alvos também podem ser navios mercantes ou navios capitais inimigos. Para isso, também devem ser armados com torpedos pesados e mísseis anti-navio.

    É claro que fiz aqui uma pequena dissertação sobre o tema, pois seria impossível, em um espaço tão reduzido, discorrer afundo sobre o mesmo, que é bastante complexo. A intenção foi apenas de mostrar a doutrina de emprego desses meios pela MB.

  24. LM 10 de setembro de 2008 at 15:31 #

    Nunão,

    Parabéns pela matéria! Excelente apanhado histórico!

    Abraços

  25. LUIZ BRAZIL (DT) 10 de setembro de 2008 at 15:48 #

    Tudo certo, Camberiu! Let´s go away!

  26. Marine 10 de setembro de 2008 at 16:13 #

    LM,

    vc poderia nos informar tbm como oficial da MB se ha alguma coisa para o CFN nesse novo plano de defesa…doutrina, equipamentos e tal?

    Sds.

  27. Nunão 10 de setembro de 2008 at 16:36 #

    LM, valeu você pela elucidação a todos das doutrinas de emprego dos diversos meios navais conforme a visão da MB, o que é sempre bom relembrar.

    Algo que me chamou a atenção é o que você escreveu sobre o helicóptero orgânico planejado para emprego nos NaPaOc – o Super Lynx. Já tinha visto isso em imagens daquele projeto inicial do NaPaOc, mas não levei esse detalhe da imagem muito a sério.

    Já seria uma bela diferença em relação aos UH-13 ou algum outro modelo leve e biturbina que eu imaginava ser a primeira opção nesses meios (é claro, a dotação de AH-11A vai ter que ser consideravelmente ampliada se a construção desses NaPaOc for para logo)

  28. paulo 10 de setembro de 2008 at 16:38 #

    “Venezuela – Urgente – Segundo a agência russa Interfax, noticiou esta tarde, citando o ministro da Defesa da Rússia, dois bombardeiros estratégicos Tu-160 Blackjack, acabaram de pousar na Venezuela. Realizarão exercícios neste país e retornarão para a Rússia.
    Bolívia – Urgente – Opositores explodem gasoduto boliviano que abastece o Brasil
    Fornecimento deve sofrer corte de 10%, diz companhia estatal da Bolívia; reparo deve levar 20 dias”
    Fonte: Defesanet 10/09/2008.

    Senhores, aonde está o tal Plano Nacional de Defesa (ou PAC Defesa, como queiram)????
    O post para tal comentário é dos mais oportunos! Cem anos atrás nossa diplomacia demonstrava sua força pelos homens e pelas armas, essas no estado da arte, vide a aquisição do belíssimo Minas Geraes (Seria o mesmo que o Brasil comprasse um Arleigh Burke totalmente armado hoje? Aliás 2, pq teve outro também!).
    E hoje nós temos o que?
    BlackJacks nos rondam, Sukhoys nos sobrevoam, gasodutos são explodidos e refinarias tomadas por indios bolivianos…e nóis?
    Não seria hora de anunciar nem umas “comprinhas de ocasião” só para acalmar a vizinhança, ou até um programa de longo prazo, mas um programa!
    Mauro, desde o outro comentário entendi seu posicionamento e a necessidade de patrulhas como as adquiridas e contratadas pela marinha, o post do Nobre LM também esclareceu algumas dúvidas, mas não é necessário algo de peso também ser anunciado logo pelo governo fora da área de patrulha, mas precisamente na Defesa?

  29. LM 10 de setembro de 2008 at 16:59 #

    Prezado Nunão,

    A idéia inicial da MB é de construir 5 NaPaOc a partir de 2011. Quanto ao AH-11A Super Lynx, os 12 atuais passarão por uma modernização e, pretende-se adquirir até 6 unidades adicionais.

  30. Nunão 10 de setembro de 2008 at 17:22 #

    2011, uma Odisséia no espaço marítimo, hehe. Valeu, LM!

  31. massa 10 de setembro de 2008 at 17:24 #

    No início do século passado ao invés de investirmos mais na educação do povo optamos em gastar em armas, compramos a mais poderosa classe de navio de combate da época, um Encouraçado, que mais tarde nunca serviu pra nada e todos nós sabemos o que aconteceu com o nosso querido País anos depois…
    Novamente, hoje optamos em gastar o nosso parco dinheiro em um poderoso navio de guerra, talvez a mais poderosa classe de navio de combate, um SUBMARINO NUCLEAR, ao invés de aplicarmos na educação do nosso povo…
    Daqui há 100 anos advinha como o Brasil estará ?

    “Os resultados econômicos e sociais de hoje são consequências das decisões tomadas no passado” dizia um velho sábio.

    [brz]

  32. Voluntário da Patria 10 de setembro de 2008 at 17:29 #

    A diferença era que tínhamos verdadeiros PATRIOTAS que vibravam com a grandeza do BRASIL, HOMENS DA ESTIRPE DE RIO BRANCO,não a gentalha que nos comanda hoje. Ao MINAS GERAIS seguiriá-se o SÃO PAULO e o RIO DE JANEIRO, também o mais poderoso ENCOURAÇADO da sua época e o RIACHUELO, que não foi além do projeto, pois a covardia endêmica da liderança naciobal já sobrepujava a memória do falecido BARÂO.

  33. LM 10 de setembro de 2008 at 17:42 #

    Prezado Marine,

    O Plano de Defesa que foi elaborado não determina que meios devem ser adquiridos pelas FFAA brasileiras. Ele apenas estabelece uma reestruturação das estratégias de emprego das mesmas.
    A doutrina de emprego do CFN será de uma “força de ação rápida”. Para isso, será necessário adquirir meios que permitam uma grande mobilidade para as tropas. Dessa forma podemos citar as seguintes aquisições:

    Aquisição por oportunidade de 2 NDD (A MB está realizando estudos no sentido de adquirir navios do tipo LPD ou LSD junto à US Navy);

    Construção de 1 NaTrAp (Navio de transporte de cerca de 9100t, capaz de levar 500 fuzileiros, dotado de duas rampas de 40t uma lateral e outra na popa e um convôo na popa capaz de operar simultaneamente com 2 helicópteros de 10t.);

    Construção de 3 LCU para se juntarem as 3 em operação para uso nos NDD;

    Aquisição de até 15 helicópteros de 10t para as funções de transporte e C-SAR;

    Aquisição de 10 MOWOG PIRANHA III-C para se juntarem aos 7 já adquiridos;

    Novos obuseiros de 155mm, lançadores de foguetes e baterias de busca de alvos;

    Adoção de veículos não-tripulados (VANT);

    Vários equipamentos de uso pessoal e sistemas de comunicação portáteis…

    Prezado Marine, o espaço aqui não permite uma discussão maior sobre a doutrina de emprego, mas espero ter respondido minimamente o seu questionamento.

    Abraços

  34. Mahan 10 de setembro de 2008 at 17:47 #

    Revivendo o Plano de reequipamento de 1910, hoje com a última palavra em navio e armamentos como outrora:
    02 ENCOURAÇADOS = 01 Nae e 01 LHD
    02 cruzadores = 02 Destroyes Anti-aéreos
    10 contra-torpedeiros = 10 fragats EG
    Além 03 sub classe F = 03 SSN naciobais.
    Algué arriscaria comparar os custos de cada programa e a economia em 1910 e 20010? Não precisa citar as LIDERANÇAS!

  35. sarto sampaio 10 de setembro de 2008 at 18:02 #

    Que tal se voltássemos para o presente, setembro de 2008…

  36. AJS 10 de setembro de 2008 at 18:11 #

    Ao término da I GM, os maiores exportadores de navios, EUA, Japão e Itália, em determinada conferência, estabeleceram a tonelagem máxima em navios de guerra para cada marinha importadora de meios, o Brasil, entrou na IIGM, com os meios com que saíra da I GM.
    Isso foi matéria de uma das edições de Tecnologia & Defesa.
    Sobre o citado com referência ao Rio de Janeiro, ele foi incorporado à RN, e foi o mais poderoso navio na Batalha de Agincourt, quanto ao Riachuelo, foi considerado um gasto além do necessário para ser suportado pela RN e jamais foi construido.

  37. Jorge Lee 10 de setembro de 2008 at 18:47 #

    LM,

    O que compreende a modernização dos AH-11A? Está restrito somente a incorporação dos STAR SAPHIRE III?

    Não seria interessante o CFN adquirir também o EC725?

    Temos carência de opções de obuseiros 155mm facilmente transportáveis. Seria o M777 o melhor candidato?

    De antemão, desculpe-me pelo esbulho de seu tempo.

    Saudações.

  38. König 10 de setembro de 2008 at 19:00 #

    Massa.
    E nos defenderemos com o que?
    Com as Lusas?Giz?e utilizaremos os alunos que asinam o “livro negro” nas tropas de elites e caças feitos de papel A-4.

    Aqui tem dinheiro para educação saúde defesa e ainda sobra é so o que é destinado chegar onde devia.
    Ao inves de comprarmos aviões para politicos viajarem como foi feito recentemente.
    Se eu sobrevivi a 1200Km em um Monza 80 e la se vai um politico se vira muito bem em um possante Omega com motorista a distancias superiores…

    O que falta é acabar com a corupção.

    Saudações

  39. LM 10 de setembro de 2008 at 20:15 #

    Prezado Jorge Lee,

    De forma alguma é um esbulho do meu tempo poder falar com o senhor, pelo contrário é prazeroso poder trocar idéias.
    A modernização dos AH-11A, além do sistema FLIR citado, compreende também a substituição de equipamentos e sistemas, além de revisão geral das células (algumas com cerca de 30 anos) e motores.
    Os 15 helicópteros de cerca de 10t para transporte e C-SAR que mencionei acima, podem ser o EC725, desde que este venha a ser “fabricado” pela Helibras.
    Quanto aos obuseiros de 155mm, o senhor “matou a charada”, deverão mesmo ser o M-777 da BAE Systems.

    Abraços

  40. Vassily Zaitsev 10 de setembro de 2008 at 20:40 #

    1908. Beleza, o primeiro couraçado moderno do Brasil singra os mares, logo seguido de outro. Também são encomendados 2 cruzadores e 10 destróieres. Com certeza, foi um salto e tanto. 2 ou 3 anos depois, Royal Navy e KriegsMarine riam de nossas caras, pois só de encouraçados, cruzadores de batalha e cruzadores pesados das duas juntas com certeza passava da centena. Isso sem falar do Tio Sam, que ao contrário de nós, não encomendou, PRODUZIU os seus navios de batalha as dezenas, mostrando que estava pronto para se segurar por si só em caso de conflito. E os senhores se gabando com os DOIS couraçados de nossa Marinha???????????

    Perguntinha básica só para alfinetar: alguém sabe quantos navios os ingleses e alemães usaram na Batalha da Jutlândia?

    Se alguém souber, por favor informe aos participantes deste blog, e assim os esclareça um pouco as idéias. O Barão do Rio Branco bem que tentou, mas como a História não nos deixa mentir, aí vai um recadinho: a nossa República do cafe com leite não poderia manter uma Marinha de primeiro nível, não tinha “cash” suficiente, não tinha sequer uma siderúrgica de médio-porte para “dizer que tinha”.

  41. Vassily Zaitsev 10 de setembro de 2008 at 21:02 #

    Se, no Pacífico, a dupla Yamato e Musashi eram os maiorais, no Atlântico, quem ficava com o posto: Prince of Wales, Classe Bismark ou Classe Texas? pessoalmente, sou muito mais o Bismark.
    Porta-aviões não vale, pois a pergunta é sobre couraçados.

    Nos portos de Salvador e Recife existiam redes anti-submarino?
    fiz esta pergunta pq oa nossas ” fortalezas flutuantes” já não mais conseguiam se locomover, e assim eram excelentes alvos para os submarinos alemães.

  42. Marine 10 de setembro de 2008 at 21:12 #

    LM,

    Muito obrigado pela sua resposta e vc esclareceu muito certas duvidas.

    So gostaria que as vezes tivessemos mais artigos sobre os Fuzileiros no mundo, penso que muitas vezes ficamos nos preocupando e discutindo demais equipamentos ao inves de doutrinas, taticas e procedimentos utilizados modernamente…as vezes o blog parece listinha de sonho de consumo ao inves de discussoes sobre esses temas mencionados acima.

    Mais uma vez muito obrigado!

  43. König 10 de setembro de 2008 at 21:27 #

    A Decima MAS tinha planos de ataque aos portos de salvador para 44 ou 45 mas a Italia se rendeu antes se não acho que um de nossos couraçados poderia ter sido danificado os ingleses tiveram um bom prejuiso causado por eles.

    Aqui fala um pouco sobre a batalha e sobre vários meio envolvidos.
    http://www.grandesguerras.com.br/relatos/text01.php?art_id=17
    http://www.grandesguerras.com.br/relatos/text01.php?art_id=20
    http://www.grandesguerras.com.br/relatos/text01.php?art_id=22

    Saudações

  44. Julio 10 de setembro de 2008 at 21:27 #

    Vassily Zaitsev, sabemos que RN e a KriegsMarine tinham mais navios, até mesmo pelo fato da corrida armamentista ocorrida na Europa. Mas, importante frisar que ..nunca nesse país…se pensou em realmente equipar as Forças Armadas com equipamentos novos. Barão do Rio Branco tentou. Dinheiro o Brasil sempre teve e tem. O problema na verdade é a corrupção. O Brasil é um país rico, muito rico, produzimos mais do que vc imagina. Mas, a corrupção é muito alta. Em visita ao Congresso Nacional, um ex-chancheler alemão (década de 80) comentou que a Alemanha não conseguiria manter um congresso tão grande e com custo tão elevado, como nós fazemos. Acredite, hoje nosso congresso custa muito mais aos contribuintes. Abraços

  45. Julio 10 de setembro de 2008 at 21:28 #

    Fico com o Bismark

  46. ronaldo de souza gonçalves 10 de setembro de 2008 at 22:00 #

    continuo achando um grande desrespeito tratar qualquer pessoa de sapo barbudo,ainda mais sendo o presidente do Brasil,alias esse e um slogam baixo do ex presidente Fernando collor que achei de muito mau gosto.Noto que ao proferir um comentário de um encouraçado de 1910.alguem faz uma referencia ao Presidente quem nem era nascido. Vou fazer o que todos deferiam fazer ir ao foco. Foi um fato Historico Muito importante possuir um belonave deste porte.e torço que no futuro possamos ter de novo uma Marinha de projeção.

  47. Antonio 10 de setembro de 2008 at 22:22 #

    Vassily Zaitsev em 10 Set, 2008 às 21:02 ,

    Respondendo à sua pergunta: não sei …

    Contudo, aqueles que tem mais de 40 anos devem se lembrar de ter visto na imprensa, por volta do final da década de 70, que foi encontrado num porto do nordeste (não me recordo qual) um TORPEDO da II Guerra Mundial durante uma obra qualquer no porto.

    Alguém se recorda desse fato ???

  48. Julio 10 de setembro de 2008 at 22:56 #

    Caro Massa, concordo com vc, importante investir na educação. Mas, e a defesa? acredito que vc é uma pessoa que tem estudo e um excelente grau de conhecimento profissional…mas, nem assim acredito que deixa a porta da sua casa aberta, o carro sem alarme..vc investiu em educação e segurança..o país deve investir também na defesa. Esperavamos que o governo divulgasse o Plano Nacional de Defesa, até para corrigir os erros e omissões do passado.

  49. Nunão 10 de setembro de 2008 at 23:13 #

    Mauro, ia responder sobre o Sapo Barbudo, mas vc foi mais rápido. Ainda lembro da cara do Brizola cunhando o que virou “bordão”.

    Campanha diverida aquela, cheia de figuras.

    Quanto ao fato histórico, também torço para que tenhamos uma marinha de projeção. Quem sabe até nos igualemos em unidades novas, construídas por aqui, à tonelagem da esquadra de 1910. Somando os encouraçados, cruzadores e contratorpedeiros, dá quase 60.000 toneladas (só em aquisições de 1910, sem somar o que já tinha por aqui). Dá pra umas 10 FREMM, ou um mix de meia dúzia delas com umas 10 irmãs da Barroso…

  50. André 11 de setembro de 2008 at 0:40 #

    Que as coisas caminhem ao menos da forma parecido com o que você escreveu, Mauro. Isso sem contar os helis, subs e o incremento do poder do cfn.

  51. Jorge Lee 11 de setembro de 2008 at 9:41 #

    LM,

    Primeiro, chama-me de Jorge até porque o senhor é mais “senior” do que eu. rs. Eu sou bem jovem, estou na faculdade…
    Segundo, dentro da modernização dos Lynx, se elevará os lynx para o padrão -300, com novas turbinas? Ou será apenas uma revisão geral, mesmo?

    Saudações.

  52. Guilherme Wiltgen 11 de setembro de 2008 at 9:59 #

    Jorege Lee e LM,

    Durante a cerimônia militar pelos 92 anos da Aviação Naval (http://www.naval.com.br/blog/?page_id=1040) foram anunciados as seguintes perspectivas para a Aviação Naval pelo seu comte. CA Garrone:

    O acordo assinado com a ELEB-EMBRAER para manutenção das aeronaves da MB, inclusive dos AF-1/A, prevê reparos em componentes diversos também das aeronaves UH-12, UH-13, UH-14 e AH-11A, o que vai gerar uma economia de custo e tempo, pois não serão mais necesários os envios para o exterior. Há ainda a possibilidade de se construir um hangar de manutenção nas instalaçãoes do Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia.
    Com relação aos AH-11A Super Lynx, além da aquisição do FLIR, foi assinada uma carta de compromisso com a Westland, para a modificação técnica para integração do sistema de FLIR ao radar SEASPRAY 3000, hoje em uso nestas aeronaves.
    Possivelmente serão adquiridos junto a RN, um lote de 03 a 06 aeronaves Lynx, para repor as células perdidas em acidentes e tentar aumentar a disponibilidade deste importante vetor da Esquadra.
    Outro ponto importante e que interessa diretamente ao CFN, será a aquisição de aeronaves EC-725 Super Cougar para o HU-2, pois além das tarefas já atribuídas ao Esquadrão, a aquisição destas aeronaves vai introduzir uma nova fase, a utilização de aeronaves armadas no apoio as forças terrestres, hoje basicamente realizada pelos UH-12/13 do HU-1, além da utilização em C-SAR.
    Ha ainda um estudo para adquirir aeronaves Super Puma capazes de operar com os MAS Exocet (a exemplo da Armada Chilena), pois com a saída gradativa dos SH-3A/B, a ANB não possuirá mais plataformas para o lançamento dos mesmos, já que não são compatíveis com o S-70 Seahawk adquiridos para o HS-1.
    Abraços,

  53. Guilherme Wiltgen 11 de setembro de 2008 at 11:51 #

    Mauro,

    Com certeza a Eurocopter vai desenvolver esta adaptação, mas por enquanto tudo que li sobre o EC 725 na sua versão naval (ASUW/ASW/SAR), é que terá uma suite completa para missões navais, carregando torpedos, sonobóias e sonar, mas como a versão também é ASUW, com certeza vai ser equipada com MAS.
    Pelo que entendi a MB não vai adquirir esta versão naval e sim a de transporte de tropa, justamente para poder atender o CFN.
    A aeronave pode ser armada com lançador de foguetes, metralhadoras de 20mm em pods e uma 7.62mm na janela lateral, podendo ainda ser equipada com FLIR.
    Quem sabe até concluirem este processo, já estejam definidos o uso do Exocet nesta nova plataforma e a escolha acabe sendo pelo EC-725 e não o Super Puma.
    Abraços,

    PS: segue o link correto: http://www.naval.com.br/blog/?page_id=1040

  54. massa 11 de setembro de 2008 at 15:55 #

    Caro Júlio,

    Você tem razão, Defesa é importante, mas sejamos realistas, nenhum País é forte se não tiver uma economia desenvolvida capaz de atender os anseios da população também.
    Basta olharmos o passado, veja o Japão na 2a Guerra Mundial, tinha uma força poderosa, tinha até uma indústria capaz de desenvolver e produzir aviões e grandes navios e submarinos, mas tinha uma economia medíocre que no final das contas acabou pesando contra.
    Outro exemplo é a antiga União Soviética, grande potência militar, no entanto, sem que os EUA precisasse dispara um tiro o império desmoronou, e não é porque não tinham capacidade de desenvolver modernos armamentos, mas simplesmente porque a sua economia interna também era muito medíocre.
    Sem dúvida o Brasil deve ter uma força mais poderosa, mas não devemos inverter as coisas, primeiro sejamos uma potência econômica e só depois disso investimos em novas armas e não o contrário.
    Querer fazer as duas coisas ao mesmo tempo não é impossível, mas tentamos durante a ditadura e falhamos, querer tentar de novo é ser muito teimoso ou então ingênuo…
    Bom, talvez nosso governo seja um gênio, quem sabe?

    Francamente, você acha que o governo Lula teria essa capacidade?
    Querer é uma coisa, conseguir é outra história.

    Abraços.

  55. Julio 11 de setembro de 2008 at 16:21 #

    Massa, boa tarde! começando pelo fim….querer acreditar nesse governo é piada, pois, não sei se já recebeu as ultimas noticias, mas, o Lula já pediu para tirar o 2,5% do PIB do plano, ou seja, não será mencionado o percentual de investimento…automaticamente podem investir R$ 1,00 ou pouco mais…lamentável.
    Com relação a tentar investir em defesa e na economia/educação simultaneamente ainda acredito ser possível. Concordo que no Governo Militar não deu certo, mas, por outros paises como o Chile, Coreia conseguiram e não podemos. Acho que deve haver competencia do Governo, mas, a população também tem que fazer a sua parte.
    Com relação ao Japão, a grande questão da derrota na Segunda Guerra foi a falta de matéria prima e a perda dos melhores estrategistas durante a guerra, além da tradição militar que no fim acabou voltando-se contra o Japão. Quanto a União Sovietica, todos sabiam que a economia era mediocre e a industria estava voltada para a fabricação de armas… um grande abraço

  56. Almeida 11 de setembro de 2008 at 18:37 #

    E passou o dia sete de setembro, o dia dez e ja estamos no final do dia onze. Acho q o Plano de Defesa Nacional vai vir mesmo eh no dia trinta e um de fevereiro…

  57. Vassily Zaitsev 11 de setembro de 2008 at 19:26 #

    Antonio 10/09 22:22

    sinceramente nunca ouvira falar de tal fato. Esse tal torpedo poderia ser alemão? fruto de um ataque mau sucedido de um U-Boat?

    Acho que não, pois na História Naval moderna do Brasil não cita nenhum ataque como este. Se realmente tivesse ocorrido e falhado, com certeza matemática que o comandante do sub. tentaria outro ataque. Acho que foi prapaganda de alguém que queria se mostrar. Jogaram um torpedo lá e falaram que acharam . È só teoria, vai saber a verdade!!!!

  58. Luciano 12 de setembro de 2008 at 11:30 #

    Gosto muito de História e gostaria de compartilhar c/ os que tiverem esse gosto alguns fatos. Minha família é de Salvador e me pai lembra de alguns fatos ocorridos aqui durante a guerra, que p/ uma criança ( nasceu em 1934 ) marcam demais, quando morava no Porto da Barra :1-Uma vez ouviram-se barulhos ensurdecedores, disseram p/ ele que era o Minas Geraes ( na época era assim que se chamava, correto ? ) disparando suas baterias de 12″, pois um U-BOAT teria sido avistado próximo na Baia de Todos os Santos. 2-A polícia era muito rigorosa quanto rádios e as luzes de bondes e carros e das casas que ficavam à beira mar, como no caso de nossa família, que ainda sofria o agravante de ser de espanhois ( meus avós ), apesar de terem chegado aqui durante a 1ª Guerra. 3-O que mais havia eram boatos como soldados alemães terem desembarcado tomarem de assalto bares, beberem e depois fugirem. 4-Um navio carregado de borracha foi torpedeado perto da costa e parte da borracha foi dar nas praias. E por aí vai… Será que alguém se interessa por relatos como este ? Alguém teria outras histórias p/ contar ?

  59. Nunão 12 de setembro de 2008 at 15:21 #

    Luciano, certamente tem gente que se interessa sim, e eu estou entre essas pessoas. Pode contar aqui sempre que quiser!

    Uma dica: sempre que puder, anote as memórias da sua família. A preservação da memória é sempre importante para a família toda e também pode ser tratada como documento por historiadores que tratam da vida privada, história do cotidiano e mesmo história contemporânea.

  60. Luciano 12 de setembro de 2008 at 15:40 #

    Ok Nunão. Me lembrei de mais uma coisa que ele conta : os Blimps de patrulha.

  61. Nunão 12 de setembro de 2008 at 16:15 #

    Taí uma história de que pouco se fala. Os blimps.
    Abs!

  62. marcelo santos 26 de outubro de 2008 at 9:37 #

    Espero que noo futuro proximo, nossas forças tenham a oportunidade
    de reestabelecer pelo menos o poder naval,aereo,e terrestre.Na defesa da integridade de todo o nasso territorio.Para isto, presizamos de querer o poder de mudar o que hoje temos na atuyalidade….. abraços marcelo

  63. Paulo Stéffano Barbosa Flexa 26 de julho de 2009 at 12:12 #

    Que vergonha as vezes dá impressão que oque temos hoje é inferior a oque tínhamos antigamente.
    uma vergonha generalizada
    Brasil a força naval mais fraca do mundo.
    Um único porta aviões norte americano é capaz de derrotar toda a ridícula frota do Brasil.
    Parabéns Brasil.

  64. cristiano.gr 10 de setembro de 2009 at 21:50 #

    Camberiu:

    Esse texto está equivocado:

    “Sim, eram tempos maravilhosos, de politicos serios e comprometidos com a patria. Epoca boa, com o “voto de cabresto”, do coronelismo da “Republica Velha”, quando mulher nao votava e nao haviam leis trabalhistas. Epoca da maravilhosa politica do ‘cafe com leite’, onde Sao Paulo e Minas se revezavam no monopolio do governo do pais e de onde saiu o nome de “Minas Gerais” para esse encourassado. Tempos saudosos realmente.”

    A época que o amigo citou, do coronelismo e da República Velha foram justamente o que encerraram com a Época de Ouro que o Brasil estava vivendo. Foi a Monarquia Absoluta exercida pelo mais digno Chefe de Estado que este país já teve, conhecido por Dom Pedro II. E sabiamente nomeou Barão do Rio Branco um de seus pincipaís conselheiros e Chanceler. Deve-se a astúcia, patriotismo e inteligência desses Brasileiros as dimensões do território abrangido por nosso país hoje.
    Depois de Dom Pedro II, somente Getulio Vargas fez algo relevante na história do Brasil. E foram novamente os paulistas e os mineiros que o derrubaram.

  65. Manoel Silva 25 de maio de 2013 at 22:36 #

    Que interessante saber que nessa época o Brasil comprava realmente navios novos e agora só sucatas.Acorda Brasil !

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