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FAB teria comprado mísseis antinavio Harpoon para equipar seus P-3AM Orion

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Segundo a revista ASAS, a FAB comprou dos EUA um lote de mísseis antinavio Boeing AGM-84 Harpoon, para equipar a sua futura frota de aeronaves de patrulha Lockheed P-3AM Orion, cujo primeiros exemplares modernizados devem ser entregues no final deste ano para a FAB, para serem operados pelo 1°/7° GAv “Esquadrão Orungan”, sediado na Base Aérea de Salvador.
Não há informações sobre a quantidade de mísseis adquiridos. No foto acima, um Orion da US Navy lança um Harpoon. Na foto abaixo, o míssil ATM-84 (versão de manejo) na asa de um P-3.

harpoon

NOTA do BLOG: Similar ao Exocet francês usado pela MB, o Harpoon americano é movido por uma pequena turbina a jato. Ele tem um alcance de cerca de 150km e leva uma ogiva de 250kg.
Se  a notícia for mesmo verdadeira, será a primeira vez que o Brasil terá um míssil antinavio lançado de aeronave de asa-fixa, ou seja, com mais de 25 anos de atraso em relação à Argentina, que na Guerra das Malvinas, usou o Exocet vetorado por jatos Super Étendard, contra navios da Royal Navy.

46 COMMENTS

  1. Olhando a atual conjuntura da nossa aviação de patrulha os Harpoon serão um “salto de qualidade”. Só vamos esperar saber a quantidade.

  2. Eu acho uma excelente aquisição, além de abiri uma novo horizonte para aquisição de escoltas e/ou modernização das nossas usando este tipo de armamento.Alem do salto de qualidade que daremos , como disse o claudio!

  3. Tinha muita gente reclamando porque a FAB foi gastar dinheiro para modernizar os P-3 ,vista que estas celulas são muito antigas ,em vista que não tinhamos nada parecido foi um grande avanço ,ainda mais com essa noticia ,espero que esse projeto continui evoluindo ,quem sabem evolui para os P-190 projeto que existio mas foi adiado porcausa dos P-3 (essa é a unica coisa que eu não gostei no P-3 )

  4. FINALMENTE!!!!
    COM 25 ANOS DE ATRASO, UMA ARMA DE VERDADE!!!!

    Felizmente alguém na FAB entendeu a necessidade de se possuir MAS lançados de aeronaves!!!!

  5. Apesar do atraso em relação à Argentina que usou 4 Exocets contra a frota britãnica,se tivessem mais misseis ,o estrago seria maior,mesmo assim conseguiram afundar 3 navios de guerra britanicos e um missil falhou,se não me engano,à 25 anos,mais nunca é tarde para começar.Os AMX tb terão capacidade de lançar mísseis anti-navio apo´s a modernização.Parabéns a FAB pelos Harpoons!

  6. Em um país como o nosso é melhor termos dezenas de caças com capacidade anti navio espalhados em bases do litoral, do que um unico sub nuc que consumirá bilhoes e talvez quando navegar nem seja mais tão letal assim. do ponto de vista tático, os caças serão mais versáteis do que um sub nuc sozinho.

  7. Nada supera um submarino na água. NADA. Diferenças a parte entre o sub nuclear e o convencional com AIP, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa completamente diferente.
    Como o velho ditado que diz Antes tarde do que nunca…
    Vale lembrar que em matéria de atraso o Brasil sempre esteve na frente.
    Quando falamos de bombas guiadas a laser, chegamos atrasados.
    Quando falamos de mísseis BVR chegamos “bemmmm” atrasados.
    Quando falamos de mísseis anti navios embarcados em aeronaves então é um bem atrasado que reflete bem aquele velho ditado “Antes tarde do que nunca…. “

  8. Tiago, a versão AM-39 do Exocet (ar-superfície, não é a mesma versão usada nos navios da MB, no caso os MM38 e MM40) teria que ser integrada à aeronave e aos seus sistemas, o que significaria mais custos. Os Harpoon, já empregados em aeronaves do tipo, já teria integração ao sistema FITS espanhol, que é o sistema utilizado nos P-3AM da FAB. Quanto à logística, não sei se a quantidade de AM-39 em operação na MB e a cadeia logística já implementada justificaria, com suas possíveis economias nesse aspecto, os custos adicionais para integração no P3 e o tempo necessário para tanto.

    Creio, isso sim, que se for desenvolvida uma arma nacional com as capacidades do AM-39 ou do Harpoon, esta deveria ser utilizada pelas duas forças.

  9. E um grande passo para a FAB,e como disse o amigo acima,antes tarde que nunca. Só esrou torcendo que seja maior que os “lotes” de 6 ou 8 unidades que normalmente compramos. Até que enfim,uma boa noticia.

  10. Tiago…

    Talvez os P-3 nao tenham capacidade de operar com os Excocets…
    Equipamento americano é ingessado para usar armamento americano!!

    Dai a FAB pedir no seu F-X2 q o codigo fonte das aeronaves sejam abertos a atualizações, para integrarmos o armamento q tivermos..

    Eu axo q seria mais interessante termos comprado as células do P3 dos EUA e fazer a modernização para os padrões atuais aqui no Brasil!!!
    Isso nos daria capacitação técnica para o programa P-190!!

    Mais fazer o q né…. ta bom esse P-3 made in Espanha!

  11. Eu ouvi alguns comentarios que FAs esta começamdo a desenvolver um missil nacional anti-navio ,é que o projeto estaria sendo feito em parceria com a Mectron e Avibras ,será verdade ???

  12. Por qualidade estamos bem servidos, enquanto a padronização… Concordo com o amigo Bronco.

    Mas mesmo assim é uma excelente notícia.

    Sds.

  13. Caro Bronoc,

    Tem ainda o Sea Skua dos Lynx da Marinha.

    Padronização, parece que só na FAB.

    Aviônica das aeronaves (Super Tucano, F-5, AMX) e agora armamentos.

    Pq na MB, helis e mísseis, navios e subs….

    O Harpoon é da Boeing. O F-18 é compatível.

    Está se desenhando o vencedor…..

  14. nao existe almoço de graça ta com cara de compensaçao de super hornet,nunca vi os eua venderem uma arma eficaz para o brasil.

  15. Será, cto? As decisões a respeito de armas e sistemas dos P3 da FAB eu creio que já têm um certo tempo, assim como as negociações respectivas com os possíveis fornecedores.

    Imagino que apenas as formalizações e anúncios de contrato são espaçados por questões técnicas, políticas e orçamentárias, mas que a decisão pelo Harpoon já vinha desde lá de trás. Mas em todo caso isso é suposição minha baseada apenas na lógica, não tenho mais informações a respeito.

  16. as decisoes podem ter sido feita ha algum tempo mas se eu fosse os eua deixava na geladeira ate condicionar alguma contra partida,se existe alguem que sabe fazer lobby e vnder como ninguem este e os eua,acho sinceramente que os eua nao vao deixar passar o super hornet,vide o sivam .

  17. É não consta Harpoon no Gripen:

    http://www.defenseindustrydaily.com/images/AIR_JAS-39_Weapons_Options_Eskil_Nyholm_lg.jpg

    E fora isto esse P-3AM, na minha opinião tem sometne 2 defeitos:

    1- Mto poucas unidades adquiridas, deveriam ser o dobro pelo menos.

    2- Mto dos trabalhoa sendo feitos na Espanha, somente 1 protótipo deveria ser trabalhado lá e tdo o resto ser feito aqui no Brasil.

    Qnto a não participação da Embraer no mesmo, acho uma tremenda benção!!!

    Nada como uma divercificação básica de fornecedores!!!

    Ah, já ia esquecendo, tb não tem Elbit!!!! Amém outra vez!!!

  18. A padronização é de cada fôrça, apesar de que seria até interessante e eficiênte padronizar com as três fôrças, mas na minha opinião, isso seria eficaz se fosse com armamento totalmente nacional, pois não ficaríamos refêns de um único fabricante que poderia cader as frequências da arma se o país envolvido no combate fosse aliado do inimigo.

  19. Por favor, poderia algum especialista explicar como e contra que alvo os P-3 teriam chance de disparar missil anti-navio?

  20. Parabéns FAB até que enfim alguém de bom senso ainda exisrte nesse país , mas dificil acreditar é alguns individuos aqui preferindo os EXOCET RSSSSSSSSSSS só faltava essa .

  21. Voluntário,
    qualquer navio não protegido por um NAe é um alvo possível de um avião patrulha dotado de mísseis OTH. Mesmo se o navio for dotado de um sistema de mísseis de defesa de área ele é vulnerável.

    Bronco,
    não podemos nos esquecer que o Harpoon e o Exocet são de uma classe de mísseis anti-navios e o Sea Skua e Penguin de outra.

    Se for o Harpoon II teremos pela primeira vez também um míssil “cruise” com capacidade de ataque ao solo já que é dotado de GPS e compatível com capacidade de operar no litoral.
    Vale salietar que a USN também não possui o Harpoon II. Ele foi desenvolvido para exportação.

  22. Caro Mauro,
    A fonte desta notícia é um site ou publicação nacional. A imprensa especializada internacional ainda nada noticiou. Foi igual quando da compra dos Penguin, mas depois a notícia foi confirmada.

    O míisil nacional a que se referes é conhecido como MAN-1 (Míssil Anti-Navio 1) e encontra-se no processo inicial de estudos de viabilidade. A compra dos Harpoon, deve-se ao fato que já esta integrado ao FITS da EADS e de que a integração do possível MAN-1 ao FITS iria demorar, pois o mesmo não existe ainda. Simples assim.

    Sds.

  23. Excelente notícia. Poderia complementá-la com misseis Exocet de última geração. Pois com certeza o Harpoon não poderá ser empregado contra embarcações alidas dos americanos como a Marinha Chilena, por exemplo. Por contarem com conta-medidas eletrônicas para o míssil.

  24. Voluntário, 16:20hs,

    Respondendo na lata, na bucha:

    “qualquer navio de guerra que equipe as marinhas latino-americanas, pois nenhuma delas possui capacidade de interceptar um míssil com esse alcance.

    abraços.

    ……………….. embora eu tb desconfie dessa compra. Sempre o que se vê falar é algo + – assim: O Congresso dos EUA informou que tal país pretende adquirir certa quantidade de armamento x. Nesse caso, isso não ocorreu.

    abraços.

  25. Wolfpack,

    Mas os ingleses não possuiam as frequências de operação dos Exocet argentinos???????? E olha no que deu…………….

    abraços.

  26. O Chile não tem navios dotados de misseis com alcace suficiente para inteceptar esta aeronave neste tipo de missão?

  27. Voluntário,

    Negativo. Nenhuma nação da América do Sul tem ou terá essa capacidade. Nem tão cedo isso acontecerá.

    Veja bem, estou falando em termos de alcance dosa sistemas de auto defesa dos navios. Se, por acaso, um navio conseguir detectar o míssil à tempo e destruilo com o VULCAN, aí ja é outra história.

    abraços.

  28. Voluntário,
    o alcance da versão lançado do ar do Harpoon supera os 150 km. Não existe míssil sup-ar de defesa de área instalado em navios com esse alcance. Mesmo porque o alcance máximo dos mísseis sup-ar é contra alvos em grande altitude, decaindo na medida em que diminui o alcance, chegando ao alcance do horizonte radar que é de uns 35 kms ao nível do mar.
    O P-3 usa uma tática de se expor o mínimo de tempo possível e tenta se manter abaixo do horizonte radar do navio se elevando apenas para atualizar os dados e passar para o míssil, depois ele desce abaixo do horizonte radar e dispara o míssil em uma situação de segurança.
    Na teoria a vantagem é do atacante, mas existem muitos cenários em que o P-3 pode ser interceptado antes de disparar.
    Para que um navio seja detectado pelo radar do P-3 a 200 km ele deverá estar a uma altitude de uns 6000 metros e permanecer nela por alguns segundos, tempo suficiente para o radar do avião varrer algumas vezes a região e detectar o navio. Nessa situação o navio provavelmente também detecta o avião já que ele está acima do horizonte radar devido à grande altitude. Mas o míssil não tem o alcance necessário e nem o tempo de reação do sistema de defesa aérea do navio é suficientemente pequeno e muito menos a velocidade do míssil (caso existisse um com esse alcance) seria suficiente para conseguir um acerto antes da aeronave baixar para uma altitude de ocultação. Mesmo se o hipotético míssil usasse um sistema de orientação por “radar ativo” seria muito difícil a interceptação.
    Só mesmo uma cobertura fornecida por um AEW e caças de defesa aérea seria um rival à altura e poderia logra éxito em destruir o P-3 antes dele lançar sua “carga”.

  29. Bosco, só um detalhe: o alcance do RWR (ou ESM) do P-3 é maior do que o alcance de qualquer radar embarcado em navio, pois quando o RWR detecta os sinais de um radar inimigo, esses sinais ainda não produzem ecos com força suficiente para serem captados pelo receptor do radar. Ou seja, o RWR percebe o radar inimigo muito antes deste conseguir captar o alvo dotado de RWR.
    Porisso é possível a uma aeronave atacante ser alertada sobre um radar inimigo, porém, sem ser detectada por este. Um P-3 pode, por exemplo, atacar em modo totalmente passivo, pegando a marcação por RWR do alvo que estiver com o radar ligado.

  30. Nimitz,
    muito bem lembrado sobre o RWR. Em geral ele consegue detectar um radar no dobro de distância.

    Roberto,
    se com o F-18 vierem os AIM-9X, o AMRAAM-C, o Harpoon block II, a JSOW-C, as Paveway II e III e nós o adaptarmos para uso do MAR-1 ficaremos “bonitos na foto”.

  31. Entre várias possibilidades, F 18 C armado com Harpoon poderia operar do Nae São Paulo com eficiência? E os A4 modernizados poderiam também operar este missil? A versão II pode ser disparada destes caças?

  32. “muito bem lembrado sobre o RWR. Em geral ele consegue detectar um radar no dobro de distância.”

    É ao quadrado da distância que este detecta. É um postulado de EW, diz que um emissor pode ser detectado ao quadrado da distância que ele detecta.
    Se um radar emite a 3 nm, pode ser captado pela ESM a 9nm, mas dependente de propagação, condições climáticas, etc.

  33. Mahan,

    Segundo comentaristas mais informados, o A-12 pode lançar aeronaves com até 20 tons. Se o F-18C ficar nesse limite de peso, não vejo pq dar um negativo como resposta.

    Quanto ao A-4 (galinho de briga), modernizado com radar GRIFO-F, barramento 1553 (data-bus) e trilhos de lançamento adequados, CREIO que ele pudesse disparar esse míssil. Porem, lembro que esse míssil tem um alcance de 150km, enquanto o radar Grifo chega aos 100km. Poderia precisar tb de um Data-Link como suporte.

    abraços.

  34. Concordo Vassili,
    para um navio ter um míssil anti-navio com alcance além do alcance dos seus sensores tudo bem porque ele sempre pode contar com sensores externos para designar alvos OTH, mas um avião deve operar mísseis anti-navio dentro do alcance dos seus próprios radares. Não seria lógico uma aeronave lançar um míssil que precisasse ser designado por outra aeronave.
    Não acho que o A-4 seja uma plataforma ideal para o Harpoon. Talvez um AM-39 Exocet lhe caia melhor já que tem alcance de 50/70 km.
    A menos é claro que mísseis anti-navios possam ser designados pelo RWR, coisa que duvido.

  35. Mais uma vez as FA brasileiras fazendo milagre com o baixo orçameto que tem. Um velho avião com a arma certa pode se tornar devastador tomara que seja verdade a compra dos misseis.

  36. Porca-Miséria…, até que em fim o Brasil vai ter um tipo de armamento que pode ser lançado de uma aéronave de asa fixa.
    Tomara que seja verdade mesmo.

    A FAB faz milagres com o pouco investimento que o governo dá.

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