sexta-feira, outubro 15, 2021

Saab Naval

O NAe São Paulo e o futuro da aviação de asa-fixa na MB

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

nae-sao-paulo-2a

Na segunda metade da década de noventa, a Marinha do Brasil buscava um substituto para o NAeL Minas Gerais e que pudesse operar de forma mais segura os recém adquiridos A-4KU Skyhawk II (Falcões). Para isso, foram analisadas duas propostas. Os estadunidenses ofereceram o CV 62 Independence (Classe “Forrestal”), por cerca de US$ 100 milhões (Alguns anos antes haviam oferecido o CV 59 Forrestal por US$ 70 milhões). Já os franceses ofereceram o PA Foch (R99, classe “Clemenceau”), por cerca de US$ 15 milhões.

Os elevados custos de operação e manutenção do navio-aeródromo estadunidense o tornavam proibitivo para a Marinha do Brasil. Por outro lado, o navio-aeródromo francês possuía custos de operação e manutenção mais compatíveis com nossa realidade orçamentária. Além disso, o Foch operou a maior parte de sua vida na Marine Nationale como porta-helicópteros de ASW, enquanto seu “irmão”, o Clemenceau, operava com aeronaves de asa fixa, o que sem dúvida, provocou um desgaste muito menor no Foch.

Assim, a Marinha do Brasil optou pelo navio francês e o “rebatizou” como  São Paulo (A12). Contudo, os constantes cortes nos orçamentos, fizeram com que a Marinha do Brasil não conseguisse realizar a manutenção adequada no navio, que sofreu uma rápida deterioração.
Com o incidente ocorrido em sua tubulação, foi necessária uma reforma no navio. Ocorre que, conforme a reforma ia sendo executada, novos problemas iam aparecendo, forçando a Marinha do Brasil a realizar novos reparos.

Sem muito alarde, a Marinha do Brasil aproveitou esse período para realizar uma grande manutenção e modernização do navio. Foram realizadas diversas reformas nas instalações e espaços habitáveis; o aparelho de parada foi totalmente revisado; a catapulta de proa foi revisada, enquanto a catapulta lateral foi recalibrada para poder lançar aeronaves de até 20 toneladas; diversos equipamentos do convôo foram modernizados; diversos sistemas eletrônicos foram atualizados e foi instalado o sistema tático SICONTA Mk 4 e, por fim, todo sistema de propulsão (maquinaria) foi revisado (Aguarda-se apenas que a última turbina, que ainda está em manutenção seja recolocada).
Ainda esse ano, quando voltar a navegar, o NAe São Paulo poderá novamente manter velocidades superiores a 30 nós e será um navio muito superior ao que foi recebido em Brest no ano de 2000.

No futuro, espera-se que o NAe São Paulo receba aeronaves para MASC (Maritime Airborne Surveillance and Control), COD (Carrier On-board Delivery) e AAR (Air-to-Air Refueling).

Recentemente, devido a concorrência do F-X2 da FAB e da intenção do Ministério da Defesa de utilizar caças idênticos, pertencentes a MB e a FAB, embarcados no futuro navio-aeródromo, franceses e estadunidenses ofereceram por preços bastante reduzidos caças Rafale e Hornet para a Marinha do Brasil, caso as suas propostas sejam as vencedoras do programa F-X2.

Os estadunidenses ofereceram primeiro os seus F ∕ A-18 Hornet. Contudo, as células dessas aeronaves que estão estocadas, encontram-se com muitas horas de vôo acumuladas não sendo interessante para a Marinha fazer uma modernização. Assim, uma contra-proposta poderia ser de células pertencentes a força aérea do Canadá.

Um representante da US Navy informou que poderiam ser caças Super Hornet Mk 1, que não foram atualizados para o padrão Mk2. Porém, para que essas aeronaves operassem no NAe São Paulo, seria necessário o reforço ou mesmo a substituição do aparelho de parada, e aumentar a pressão da catapulta de proa para atingir a capacidade de 50 mil libras. Mesmo assim, as aeronaves operariam com restrições de peso.

Por outro lado, os franceses oferecem os Rafales F1 que chegaram a operar no NAe São Paulo quando este ainda pertencia a Marine Nationale. Contudo, esses caças operariam com restrições de peso. Além disso, os franceses oferecem assistência técnica da Thales e da DCNS no projeto e construção do futuro navio-aeródromo da Marinha do Brasil.

Será muito difícil a Marinha do Brasil realizar modernizações tão dispendiosas para operar esses caças ainda no NAe São Paulo, tais aeronaves seriam mais adequadas ao futuro navio-aeródromo.

O NAe São Paulo terá sua vida útil estendida até 2025, quando deverá ser substituído por um novo navio-aeródromo.

nae-sao-paulo-1a

TEXTO: LM / FOTO do ALTO: Alexandre Galante/Poder Naval

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Falcon

Somente uma dúvida:
Não daria para se colocar um filtro na chaminé do A12? pois ele faz muita fumaça e assim facilita sua localização… espero nao ter falando besteira, mas que seria uma boa seria sim.
Um abraço

Gustavo

Esta foto com uma fumaça…está “queimando o filme”…

Será que o A-12 consiguirá operar um F-18…?

Melk

Amigos, eu creio que para a substituição do Nael SP, o melhor seria o Brasil fabricar aqui mesmo o seu novo Porta Aviões, e creio que o melhor seria a contrução de um tipo parecido com o projeto CVF que deslocará 65.000t, terá 284m de comprimento e 73m de largura, com calado de 11m, afinal, quando o Nael SP estiver sendo substituido já estaremos lá pelo ano de 2025, e creio estaria mais do que na hora de o Brasil possuir tal belonave em seu inventario, isto é, se realmente quiser fazer frente aos desafios que se avizinham no horizonte,… Read more »

MOSilva

Bom, acredito que os A4 ainda podem ser (se modernizados) uma boa (nas circustâncias, a melhor) opção para um caça embarcado para a MB. Se não estou enganado, ainda existem células disponíveis do modelo. De qualquer forma, é muito mais barato modernizar as células da aviação do que uma extença modernização do A12 ou mesmo a construção de um novo PA. Com os devidos reparos e modernizações (básicas, como adequados radares e sistemas integrados de controle e de armas), uma ala aérea coesa (caças, ASW, SAR e alerta antecipado/controle aéreo; existem opções de células compatíveis com o São Paulo para… Read more »

RL

Poderiamos repassar este Opalão totalmente modernizado inclusive com armamentos nacionais para a Marinha Argentina assim como os A-4 tb totalmente modernizados.

Treinariamos nossos pilotos em conjunto com a Marinha Argentina ao tempo que esperassemos nosso próprio NAE de fabricação nacional e os caças idem.

MOSilva

A modernização das caldeiras deve ser suficiente para amenizar o problema (PAs de propulsão convencional da USN também soltam bastante fumaça, podem conferir nas fotos destes navios) que é característico do sistema da propulsão. Não há muito o que fazer. O São Paulo não tem condições de operar um caça do porte do F/A 18. Para tal, seria necessária uma profunda reforma, envolvendo o sistema de catapultagem, de recolhimento das aeronaves e de elevadores (na minha opinião, um dos pontos mais fracos deste PA), entre os mais evidentes. Não sei se vale a pena.

Coralsea

Eu acredito que (infelizmente) não devíamos investir o já parco orçamento num PA.
Preferia que a MB tivesse mais submarinos, navios de escolta, navios de transporte, navios-tanques e navios de patrulha……
Além é claro de investir mais em aviões espalhados pela costa com capacidade de atacar eventuais navios e submarinos inimigos….

Roberto L.

Concordo com o Melk, já deveríamos estar pensando no substituto do SP, talvez um acordo com a frança para a construção de 2 NAes, um nosso e outro Francês… reduziríamos custos. Seria construído um lá e um aqui, repassando knowhow e desenvolvendo nossa industria naval.

edilson

Coimo disse volta a minha cruzada.
aquisição de uns 12 goshawk e operação conjunta de treinamento com a marinha Indiana, Francesa e Argentina para capacitação dos pilotos.
poderiam inclusive embarcar os Etandart
manutenção do sampa como navio escola e porta helicópteros (em caso de crise).
pensar no substituto do são paulo e em sua ala aérea até que o $$$$ seja suficiente.

para os críticos deste meu post, acreditar que os A-4 poderão fazer mais do que os Goshawk é sonho de top gun.

Abrivio

O objetivo da MB com o SP sempre foi ter um Nae de transição, para reiniciar a operação com asa fixa. Para treinamento, o A4 modernizados, S2 Tracker e os sistemas de defesa atuais são suficientes.

Porém é necessário iniciar os trabalhos para seu substituto, este sim com verdadeiras capacidades de combate. Para isso, não basta a vontade da MB, mas do país em ter uma verdadeira marinha de águas azuis. Caso contrário, neste pinga-pinga de orçamento, é melhor a opção de subs e patrulhas.

Cinquini

Uma dúvida, como está o sistema de defesa do São Paulo?

Paulo Renato

Acho que depois do FX2 já poderia se pensar em uma Nae convincente para o País, mas com os cortes no orçamento talvez fique complicado, seria ótimo uma Nae com capacidade de operar asas fixas de otimo porte, esse A12 futuramente poderia ser passado para a Argentina ou mesmo para a Namibia. Os Americanos tem umas Nae formidaveis mas que caberiam no orçamento da MB, uma pena pois teríamos uma bela máquina de guerra. Em relação a corveta Barroso seu design é horrível poderiam mmelhorar nesse aspecto seria ótimo corvetas totalmente prjetadas por Brasileiros, seria um grande passo rumko a… Read more »

MOSilva

Um PA não é nave para patrulha costeira. Se a MB quer ter este tipo de navio, seu objetivo é ter uma esquadra adequada para “águas azuis”. É, antes de mais nada, uma questão de planejamento (estratégico e orçamentário). Ter um corpo naval preparado para patrulha costeira é fundamental para qualquer nação (no caso brasileiro, o tamanho da costa e a localização das maiores cidades torna tal corpo fundamental para segurança das nossas rotas comerciais). Agora, se for para escolher (por falta de recursos financeiros), creio que se torna fundamental ter uma estratégia bem definida. Se não, corre-se o risco… Read more »

MOSilva

Ah, sem esquecer da nossa necessidade de se ter um bom corpo para ações fluviais (o Brasil pode ser o país que tenha a maior necessidade de ter um eficiente corpo fluvial na marinha).

Roberto

Os (NAes) têm importância absoluta para um País em tempos de paz, devido à possibilidade de seu emprego como instrumento político-estratégico. É por isso que o NAe tem sido a arma mais eficaz dos EUA, que a utilizam e demonstram em larga escala. Normalmente, basta mostrar seu poderio para resolver inúmeras questões políticas. É o poder visível em sua maior expressão, pois sabe-se que o segredo do poder é simplesmente a aparência do poder. O Navios-Aeródromos Leves não servem mais no Século XXI, pois a defesa contra os modernos mísseis antinavio de longo alcance requer uma ALA AÉREA com aviões… Read more »

MOSilva

A defesa aérea de um PA (e da frota, por conseguinte) pode ser feita de (no mínimo) três maneiras diferentes: -Via corpo aéreo do PA, com os caças de defesa de frota. -Via sistemas de combate superfície-ar dos navios de escolta. -Via sistemas de combate superfície-ar do próprio PA. A marinha americana tem, como doutrina operacional, usado os dois primeiros ítens (caças e escolta). Já a marinha russa (e a soviética antes dela) usa os dois últimos (navios de escolta e o PA). A marinha francesa usou (quando tinha seus dois PAs comissionados) nas décadas de 1960-70-80-90 uma forma mais… Read more »

MOSilva

Caro Roberto Será que a MB terá efetivas condições (financeiras, tecnológicas e estratégicas) de atingir um patamar como o que você coloca na sua mensagem? Estamos vivendo um momento de grande efervecência tecnológica, onde se propôem o uso de sistemas automatizados e de baixa assinatura (stealth) tanto para os meios navais quanto aéreos. No entanto, estes mesmos meios estão em planejamento há décadas, sem que, até o presente momento, denham sido implantados em larga escala em nenhuma marinha ou força aérea (mesmo nos EUA). Uma das restrições é o custo (de implantação e manutenção de tais sistemas). A outra, a… Read more »

Abrivio

Adeus ao velho Mingão.

O MG ainda pode ser visto no google earth em Alang, India:
http://maps.google.com.br/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&q=Alang,+Bhavnagar,+Gujarat,+%C3%8Dndia&jsv=145d&sll=-14.179186,-50.449219&sspn=70.565432,112.5&ie=UTF8&cd=1&split=0&oi=geospell&ct=clnk&geocode=FWjjRgEdec9NBA

Sobre esse pesadelo ambiental motivo de uma verdadeira batalha no desmanche do Clementeau:
http://veja.abril.com.br/190898/p_068.html

storm

E armamento de defesa o A-12 possue algum algum realemente eficaz???

MOSilva

Abrivio, se eu não estiver engando, esta foto é antiga. O casco do Ex-A11 já foi totalmente desmantelado. Não tem mais nem um traço do velho “Mingão” nas águas de Alang.

Abrivio

O Google não é atualizado com muita frequência, é antiga mesmo. Vou postar link com fotos dele já encalhado e pronto para o desmanche.

Abrivio

MOSilva.

Aí, nas últimas duas, ele está encalhado e esperando o desmanche.

hms-vengeance.co.uk/farewell.htm

Achei outras mais “chocantes”, mas em respeito aos amantes de navios do fórum é melhor deixar pra lá. Tem gente que vai ficar sem dormir.

MOSilva

Obrigado pela dica do link, Abrivio. Eu já havia visto estas fotos, por isso o meu comentário. Aliás, a data da foto em que aparece o casco do Ex-Minas Gerais A-11 é de 2006. Hoje não resta mais nada que possa ser reconhecível como o velho “Mingão”. Vamos torcer que a reforma do A-12 permita que o navio opere a plena capacidade. Sei também que a MB está esperando o resultado do processo de compra de caças pela FAB seja finalizado para que ela tome posição com relação a força embarcada. Até lá, creio que não é de todo ruim… Read more »

henrique

ao meu ver, não há a necessidade de termos um navio-aeródromo, a defesa por aeronaves pode ser feita pela força aérea de bases em terra, de modo mais eficiente e seguro, pois um navio-aeródromo é presa fácil, principalmente para submarinos. Não temos a necessidade de termos uma marinha que opere além mar. Não vejo a necessidade de fazermos parte do conselho permanente da ONU, uma organização já caduca, que já perdeu a muito tempo o respeito. Devemos nos preocupar em sermos uma grande potência econômica e cuidarmos de nosso território somente. Para isso precisamos de forças armadas eficientes e bem… Read more »

MOSilva

Henrique O que você apresentou é uma linha estratégica que pode ser perfeitamente seguida pela MB e pelas demais forças de defesa. E, acredito que, se bem gerida e planejada, trará bons resultados para o país como um todo. Porém, faço a resalva de que esta não é a única linha estratégica que pode ser seguida. Nem a que seguramente trará mais benefícios à nação brasileira. Por isso insisto em que qualquer que seja a linha estratégica adotada, é imprescindível que haja um meticuloso planejamento orçamentário e que a postura geo-política do país esteja bastante clara. Concordo que não é… Read more »

Pinchas Landisbergis

Quem tem dois tem um , quem tem um não tem nenhum.
Nunca vi ninguém dizer nada sobre a possibilidade de Sea Harriers operarem no A12 talvez com a adição de Skyjump Penso se não seria melhor operar o A12 juntamente com um NAe do porte do Principe de Asturias ou Giuseppe Garibaldi em vez de construir um Supercarrier?

Pinchas Landisbergis

Temos que correr , daqui a pouco aparece o presidente Hugo Chavez com sub nuclear e NAAe recheado de Sukhois alugados a preço de bananas da mãe Russia.

Vassili Zaitsev

Pinchas,

Pode esquecer. Isso nunca vai acontecer. Com o atual preço do petróleo, a Venezuela não consegue sequer, manter com plena capacidade os 24 Su-30 que opera.

abraços.

Das profundezas abissais

“Será muito difícil a Marinha do Brasil realizar modernizações tão dispendiosas para operar esses caças ainda no NAe São Paulo, tais aeronaves seriam mais adequadas ao futuro navio-aeródromo. O NAe São Paulo terá sua vida útil estendida até 2025, quando deverá ser substituído por um novo navio-aeródromo.” Permita-me discordar desse argumento senhor editor, não necessariamente por razões financeiras, do qual não poderíamos contrapor, mas SE a MB realizou reforma de tal magnitude no Nae SP, nessa “docagem de oportunidade”; SE é verdade que os pacotes EF18/Rafale oferecem versões navais…, GOD ! Não podemos disperdiçar isso ! Danem-se os flancos financeiros… Read more »

Robson Br

Acho que no pacote dos F-18 tem navios também. Pode ser um NA. Pelo que vi quando sobrevoei o A12 em janeiro estavam recuperando as catapultas do navio.

matheus

Eu acredito que o porta-aviões São Paulo por enquanto vai servir, pois nesse primeiro momento a Marinha do Brasil esta procurando se readaptar a utilizar aeronaves de asas fixas, mais para um futuro em médio prazo (2025) o nosso país deveria esta fabricando em união com os russos o nosso novo porta aviões. Por que os russos? Pois eles só possuem um porta-aviões assim como nós, e estão querendo construir mais alguns. Eu sou totalmente a favor de uma união Brasil-Rússia, pois todos os dois países estão precisando trazer suas Forças Armadas e Indústria Bélica para o século 21, acredito… Read more »

Fábio Max

Eu penso que o Brasil deve equipar o SP com aviões de patrulha à baixa altitude. Penso que o SP deve ser usado especialmente para patrulha da área do pré-sal e dos campos petrolíferos de águas pouco mais rasas. Para tanto, ele deve aumentar seu “campo de visão” com aviões pequenos e capacidade de combate. Uma versão navalizada do Super Tucano, por exemplo (exemplo, não sei se isso épossivel). Entendo que equipar o SP com Rafales ou Super Hornets não exatamente uma idéia inteligente. A questão é: para quê? Ora, uma aviação de caça embarcada parte do princípio que o… Read more »

Dunga

Partindo para a construção dos novos (dois) NAE para a Marinha do Brasil, acredito que o projeto mais apropriado para a MB deve ser uma “carona” nos novos NAE ingleses com uma construção aqui e a outra lá na Gra Bretanha, pois quatro NAE dois para os ingleses e dois para o Brasil, tornaria o projeto deles mais vantajoso para ambos os paises.
Para ter um NAE em 2025 devemos iniciar já a construção das novas unidades para que esteja em uso pelo menos um nesta data, lembrar que a Corveta Barroso que foi construida em 17 anos.

Virtual XI

O Objetivo da Marinha do Brasil com o Nae São Paulo sempre foi…bem… falando sério nem a MB sabe ao certo o real “objetivo” do NAE SP. Podemos dizer que é o de onerar os cofres públicos, visto que o gasto nele efetuado não trazem nenhum agregado ou retorno, já que não possui capacidade de combate nenhuma e não representa nem sequer um fator de dissuasão decente, haja vista que este não possui uma aviação embarcada pronta para o combate do século 21. E este mesmo NAE continuará onerando os cofres públicos até 2025, juntamente com caças velhos com cadência… Read more »

Cabral

Vrtual

Quém disse que PA parado não dá para adquirir conhecimento? os chineses treinam em PA em praças (dá para acreditar?) o PA e tão importante que ele está parado(AGORA) mas nós estamos aqui depatendo sobre ele, sem dúvida ele causa um feito extrategico importante, ou parado ou no mar não deixar de ser um PORTA AVÕES. Vida longa ao São Paulo, ele tem que ter um irmão, ou melhor dois.

Sérgio

Quando o “Foch” esteve aqui antes da transferência ao Brasil, na sua escolta estava presente uma belonave com uma geodesica enorme. Alguém saberia dizer o que era?? Parecia um AWAC sobre aguas? Seria um sistema de defesa de frota ou um “Alerta e controle” para os Super etandart, ou seja o “Foch” era e está pelado, só convôo. Como mencionou o Abrivio,o A-12 é só para treinamento, assim como foi o A-11. Pelo menos o A-12 dá para treinar a turma da ASA FIXA – também. Com o A-11 aprendemos estruturas e minuncias da catapulta mk2. A do A-12 parece… Read more »

MOSilva

Todo meio naval onera os cofres públicos. Toda ação social, também. Programas de saúde, melhoria da infraestrutura pública, qualquer ação do governo tem um gasto associado. É assim em qualquer país. O resultado destes gastos pode ser chamado custo ou investimento. A diferença é que custo é o gasto que não gera melhoria, servindo somente para manter uma situação presente. Tem muita gente que considera todo gasto do Estado como custo. Acredito que a reforma do NAe São Paulo tem custos e investimentos associados. Assim como a construção de um (ou vários) vasos de querra equivalentes também teria. Não é… Read more »

Dalton

Sergio…

Vc deve estar referindo-se ao D-602 Suffren ou ao irmao dele o
D-603 Duquesne, que foram os primeiros destroyers franceses, embora os franceses os considerem fragatas, com misseis guiados ( Masurca em um lançador duplo na popa ) e que foram especificamente construidos para proteger os dois porta-avioes franceses.

O enorme radome que vc refere-se protege um radar de multipla funçao DRBI23 responsavel pela detecçao inicial e rastreamento do alvo.

abraços

Ludovico

Me dá calafrios quando ouço vozes da prórpia MB falando que a aviação de asa fixa e o A-12 foram adquiridos para “manter doutrina” ou só para “treinamento”. Isso é ridículo. Talvez seja para inconscientemente justificar a total incapacidade do País em manter um navio “andando” e duas aeronaves voando, o que é o mínimo que se espera. Percebam que não falo em nenhum momento em “combatendo a duras penas” Esta situação precisa ser revista com urgência e seriedade. Ou acaba de vez ou bota para funcionar decentemente. Do jeito que está, não dá. Temos um PA parado a quase… Read more »

Windows7

Dizem as más línguas que o A-12 voltará um navio muito melhor do que já foi e entregará à MB muitos dias de mar para compensar esse tempo parado. Resta saber também se os A-4 do VF-1 vão poder aproveitar esse prometido período de prosperidade, pois o A-12 está passando por importantes mudanças e reformas, o que não aconteceu com os seus aviões. Em relação aos A-4, pouco ou nada mudou que nos faça acreditar que sustentarão uma boa disponibilidade. O contrato de motores com a IAI de Israel parace ser a única iniciativa de curto prazo que pretende aumentar… Read more »

Leonardo Besteiro de Almeida Alves

Eu acredito que a MB tem plenas condições de receber esses Rafales e implementar as mudanças necessárias no A 12 para opera-los, os recurssos para tal não seriam grande coisa para o governo, por exemplo aqueles quase R$ 2.000.000,00 gastos na festa dos novos prefeitos ” campanha presidencial da Dilma Russef” já dariam um bom impulso, mas isso não vem ao caso, o que não é aceitavel é que a maior parte do povo brasileiro de as costas para uma instituição tão importante e necessária para o país como a MB, como anda acontecendo também com o EB e a… Read more »

Dalton

meio ” off topic “, mas acabei de leu uma informaçao de que o porta-avioes USS Eisenhower, alem de sua missao no Golfo Persico , irá operar contra os piratas na costa da Somalia tambem. Considera-se o porta-avioes o meio mais eficiente de combater os tais piratas, já que o alcance dos avioes e seu numero em boas quantidades permite cobrir grandes areas. Os atuais navios de superficie por lá, sejam americanos, russos, chineses ou europeus, podem dar proteçao a especificos navios que estejam proximos. Ou seja, parece que descobriu-se mais um papel para porta-avioes, que muitos consideram obsoletos. Entao… Read more »

Sérgio

Dalton

Obrigado era o Duquesne, V. me fez lembrar do nome q .vi.

LUDOVICO

SOLIDARIZO COM A SUA ANGUSTIA, MAS … vamos torcer para não termos aquela senhora do sul sucedendo o sapo, pois senão piora mais.

LM

Prezado “Das profundezas abissais”, Fique a vontade para discordar, o objetivo é debater o tema, e, em um debate sempre teremos diversos pontos de vista. Para poder operar com caças como o Hornet, o Rafale ou mesmo o Super Hornet, seria necessário o reforço ou a substituição do aparelho de parada. Seria necessário também, aumentar a pressão das catapultas, para poder lançar essas aeronaves, e mesmo assim, com um peso máximo de 22t. O aparelho de parada do NAe São Paulo não tem capacidade para “recolher” essas aeronaves lançadas com 22t. Dessa forma, para o pouso, a aeronave teria que… Read more »

Das profundezas abissais

Caríssimo LM, grato pela tréplica atenciosa. Em prosseguimento ao seu raciocínio, tendo em vista que a MB “chegou até aqui” com esse Nae, e se vislumbra, ainda que tênue, a possibilidade de versões navais ao projeto FX2, parece-me razoável e factível avançar-se nos melhoramentos necessários assinalados em seu post, quais sejam, “o reforço ou a substituição do aparelho de parada (…) aumentar a pressão das catapultas, para poder lançar essas aeronaves”. O custo de modernização, seja qual for, para tornar o “São Paulo” um Nae verdadeiramente contemporâneo, parece-me mais aceitável que condená-lo a mero navio conceito, ou um NE Brasil… Read more »

Das profundezas abissais

Caríssimo LM, grato pela tréplica atenciosa. Em prosseguimento ao seu raciocínio, tendo em vista que a MB “chegou até aqui” com esse Nae, e se vislumbra, ainda que tênue, a possibilidade de versões navais ao projeto FX2, parece-me razoável e factível avançar-se nos melhoramentos necessários assinalados em seu post, quais sejam, “o reforço ou a substituição do aparelho de parada (…) aumentar a pressão das catapultas, para poder lançar essas aeronaves”. O custo de modernização, seja qual for, para tornar o “São Paulo” um Nae verdadeiramente contemporâneo, parece-me mais aceitável que condená-lo a mero navio conceito, ou um NE Brasil… Read more »

Tailhooker

Complementando as informações do LM: A França, na década de 80, encomendou um estudo de compatibilidade do F/A-18 com o Foch (carrier suitability). Esse estudo mostrou que seria sim possível a operação de um lote bem específico de F/A-18A. Porém grandes modificaçãoes deveriam ser feitas. Além da catapulta e do aparelho de parada, reforços estruturais no convés, na área de toque, e modificações nos defletores de jato seriam necessárias. Esses seriam os empecilhos físicos. Uma catapulta e um aparelho de parada são itens que nascem com o navio e não se encontram no mercado para comprar e instalar. Qualquer modificação… Read more »

Giovani

Acredito que os F/A-18C/D Hornet seriam a melhor opção como Caças de Defesa Aérea, operando apenas com Misseis Ar-Ar e Bombas Pequenas,não degradaria tanto o limite de peso da Catapulta do NAe.

LM

Prezado “Das profundezas abissais”, Seus argumentos são bastante válidos. Condicionar a escolha da aeronave à reforma do NAe São Paulo pode ser uma boa saída. Concordo que o NAe São Paulo não deve ser apenas um navio para se “criar doutrina”. Na verdade, o que se pretende, e todo o investimento feito nesses últimos 3 anos comprovam isso, é que ele se torne um navio-aeródromo totalmente operacional, capaz de realizar todas as missões a ele atribuídas. Existem duas possibilidades, ou se moderniza os Falcões, ou se adquiri as aeronaves ora oferecidas. A MB está em processo de aquisição de aeronaves… Read more »

LM

Prezado Tailhooker,

Muito obrigado por complementar minhas informações!

Sds

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