Contratorpedeiros em ação

Contratorpedeiros brasileiros das classes “Allen M. Sumner”  e “Gearing”, fotografados pela Marinha dos EUA. Esses navios eram veteranos da Segunda Guerra Mundial, mas foram modernizados com novos radares, sonares e armamento na década de 1960, dentro do Programa FRAM (Fleet Rehabilitation and Modernization), para adequá-los às novas ameaças submarinas e de mísseis antinavio soviéticas. Transferidos no início da década de 1970 para várias Marinhas, alguns desses navios ainda continuam a operar.

No Brasil, os CTs foram de vital importância na formação da doutrina operacional e no treinamento das tripulações. O último foi desativado em 1997.

Rio Grande do Norte (D37)

D25 e D36

ALAGOAS D36

Mariz e Barros D26

contratorpedeiro-mariz-e-barros

ARTE: Jacubão

Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

29 Responses to “Contratorpedeiros em ação” Subscribe

  1. Ulisses 29 de abril de 2009 at 11:20 #

    Uma pergunta que sempre tive curiosidade:O nome Contra-Torpedeiro,tem alguma origem histórica ou prática?E o que deu a origem deste nome?

    Agradeço desde já.

  2. Angelo Nicolaci 29 de abril de 2009 at 12:29 #

    Estes foram formidaveis navios, pena que um deles não foi convertido em museu. Seria muito bom ter um exemplar deste no espaço cultural ao lado CT Bauru

  3. Dalton 29 de abril de 2009 at 12:41 #

    Ulisses,

    boa pergunta: antes do contra-torpedeiro surgir, surgiu o torpedeiro, um navio leve, barato, facil de construir armado com torpedos que surgiram aos montes no ultimo quarto do seculo XIX.

    O termo destroyer, na verdade é uma abreviaçao de torpedo-boat destroyer, ou seja, destruidor de torpedeiros.

    Com a chegada do sec XX, tornou-se imperial que os navios capitais
    contassem com uma proteçao contra estes pequenos velozes e ageis torpedeiros.

    Os navios capitais eram lentos e pouco manobraveis e seus grandes canhoes eram inuteis contra tais alvos alem da baixa cadencia de tiro.

    Interessante que os primeiros navios vitimas de torpedeiros foram navios da america do sul, o chileno Blanco Encalada e o brasileiro Aquidaban.

    Os alemaes construiram torpedeiros um pouco maiores e por isso podem ber ser reconhecidos como os precursores dos reais contra-torpedeiros mas os ingleses levaram a fama, construindo navios especificos para combater esta ameaça.

    Surgiram entao os “27 nós” chamados assim pela velocidade maxima que alcançavam e o primeiro a ser completado, o HMS Havock, foi aceito pela Royal Navy em 1894 dando inicio a uma longa tradiçao.

    abraços

  4. Wilson Johann 29 de abril de 2009 at 14:55 #

    Bons tempos aqueles dos contra-torpedeiros. Depois dos dois cruzadores, Tamandaré e Barroso, foram os mais bonitos navios da Marinha do Brasil, com seus cascos esguios e graciosos, porém potentes e velozes. Mal comparando, eram os carros esporte dos mares, iam de 0 a 180 em dez segundos.
    Belas fotos, para matar as saudades dos apreciadores e saudosistas como eu.

    Abraços!!!

  5. Marcelo Tadeu 29 de abril de 2009 at 16:27 #

    Dalton, o Aquidabã não afundou em decorrência da explosão de seu paiol quando estava fundeado na Baía da Ilha Grande, no RJ? Ou vc se refere a algum ataque que ele sofreu durante sua vida operacional?

    sds

  6. Dalton 29 de abril de 2009 at 16:41 #

    Marcelo Tadeu…

    exatamente isso, ele foi afundado a primeira vez em em 1894 após ter se rebelado contra o governo na famosa revolta da armada, sendo atingido por um unico torpedo do torpedeiro Gustavo Sampaio na baia de Santa Catarina.

    Ele foi salvo, reparado na Alemanha e em 1906, foi perda total após uma explosao em seus paiois muito provavelmente similar ao que aconteceu ao USS Maine em 1898.

    abraços

  7. Fred 29 de abril de 2009 at 17:03 #

    Como é bom resgatar a história!

    Tive amigos que serviram por muitos anos nos CTs e tem muito orgulho disso, não sem motivo.

  8. Marcelo Martins 29 de abril de 2009 at 17:11 #

    Lindas fotos!!!! Postem mais fotos desses veteranos da nossa Marinha!!

  9. Ulisses 29 de abril de 2009 at 19:08 #

    Dalton

    Obrigado pela informação.

    Um forte abraço.

  10. GHz 29 de abril de 2009 at 19:45 #

    Prezado Jacubão,

    Crítica construtiva à arte do D26: os lançadores de torpedos do Mariz e Barros eram triplos de 324mm (Mk. 32). No lugar destes, na arte está representado o lançador triplo de torpedos pesados 533mm, do mesmo tipo que o Bauru empregava.
    Agora os parabéns pela alta qualidade do seu trabalho para o Blog.

    Forte abraço,
    GHz

  11. J Division 29 de abril de 2009 at 20:12 #

    Olá Jacubão, reafirmo a colocação do GHZ sobre o tubo de torpedos, mas é só uma questão de escala, o tubo triplo está um pouco mais longo do que deveria ser, o tamanho linear dele deve ser pouco mais curto que a lateral do canhão de 127mm da proa. Mas com certeza uma arte linda, muito legal mesmo os desenhos que vc tem feito, sempre que possível venho aqui prestigiar.
    As 4 fotos dos Cts estão realmente show, duas delas eu já conhecia , e as outras duas são novidades, constam muitos detalhes de cada navio.
    Uma coisa que me passou por obscura foi a baixa do CT “Marcilio Dias”, D25, algumas informações me chegaram sobre um possível abalroamento que ele sofreu na Baia de Guanabara e depois disso teria ficado um navio desalinhado, e posteriormente votado para baixa. Peço se possível, caso tenham informação, se o pessoal do site puder divulgar sobre isso, que confirmem esta ocorrencia, e eu agradeceria muito.
    Grande abraço a todos, parabenizo novamente pelo artigo.
    J Division
    Panzer Model Fórum – Administrador

  12. J Division 29 de abril de 2009 at 20:25 #

    Os americanos mantem como museu um “Allen Sumner” em Patriots Point, South Carolina, DD 724, USS “Laffey”, e um “Gearing”, DD 850, tbm convertido com as características de FRAM, o USS “Joseph P. Kennedy” em Fall River , Massachusetts.
    Vale a pena fazer uma busca pela internet, esses navios-museu tem carcaterísticas bem semelhantes aos contratorpedeiros transferidos da US Navy para a MB.
    J Division

  13. Jacubão 29 de abril de 2009 at 20:41 #

    Ghz, obrigado pelas críticas construtivas.
    A intenção foi o reparo triplo de torpedos MK-46, mas realmente ficaram muito grandes como você observou.
    Farei a correção no desenho e obrigado pela dica.

    Um abraço do jacubão.

  14. Marcelo Brandão 29 de abril de 2009 at 20:47 #

    Jacubão…
    seus desenhos são feitos no “Paint”?
    Tenho alguns desenhos e nunca coloco o númeral pois não consigo dar o efeito sombreado de preto que é padrão da MB… pode ajudar???

    Um forte abraço!!!

  15. Tio Déro 30 de abril de 2009 at 8:26 #

    Bom dia a todos os navegantes.
    Desde segunda-feira, 27/04, tenho observado quando passo pelo elevado da Perimetral que há um navio de guerra no Porto do Rio, próximo à Rodoviária Novo Rio.
    Não sei a qual marinha pertence e nem a classe do navio, mas pela primeira ver vi um CIWS Phalanx a meia nau, coisa que eu só via na internet.
    Dalton e Marcelo Ostra da outra vez tinha um outro navio e vocês me ensinaram que era um Horizon, agora conto com vocês de novo para identificar este.
    Abraços

  16. Dalton 30 de abril de 2009 at 9:55 #

    Tio Deró,

    CIWS a meia nau ? Me ocorre de cabeça que pode ser um destroyer britanico type 42, entao, é possivel que seja o HMS Manchester que pelo que li viria para o Atlantico Sul e depois seguiria para o Pacifico, portanto, ele pode estar no RJ antes de seguir viagem através do canal do Panamá.

    O indicativo dele é D95, vc consegue enxergar daí? De qualquer forma, procure por fotos dele na internet e compare e depois escreva dando mais detalhes caso nao seja ele mesmo ok?

    abraços

  17. Tio Déro 30 de abril de 2009 at 20:18 #

    Valeu Dalton.
    Vou verificar e depois repasso pro blog.
    Um grande abraço.

  18. Dalton 30 de abril de 2009 at 20:51 #

    Tio Déro,

    agora com mais tempo descobri que o HMS manchester esteve aqui no Rio e está a caminho do Pacifico via Cabo Horn, portanto o “seu” navio deve ser algum outro.

    Aguardo melhores descriçoes de sua parte, ou mesmo alguem que tenha conhecimento deste navio no porto.

    abraços

  19. GHz 30 de abril de 2009 at 22:51 #

    Tio Déro e Dalton,

    É a própria HMS Manchester (D95). Creio que esteja no regresso de sua patrulha nas Falklands.

    [[ ]]
    GHz

  20. Marcelo Ostra 1 de maio de 2009 at 0:10 #

    Dero, desculpe a resposta tardia, apenas vi sua msg agora 01-05 as 0009 hr

    É o Manchester, ele esta no armazem 16 e tem previsão de saida hoje, 01/05 às 1030 hrs

    Para info o NE simon Bolivar tem previsão de chegada no dia 02/05 às 0800 hrs, previsto (a principio, pelas infos até o momento) para atracar no AMRJ, ficando até o dia 07/05

    MO

  21. Dalton 1 de maio de 2009 at 1:06 #

    Ostra…

    este HMS Manchester me enganou direitinho! Estava indo para o sul e ao inves de contornar o Horn voltou para o Rio ?? Vai ver preferem o canal do Panamá para chegar ao Pacifico!

    sds

  22. Marcelo Ostra 1 de maio de 2009 at 1:46 #

    Sei nao Dalton, mas levar em consideração que varios 42 deram baixa já, sei lá se ele esta indo para o pacifico/extremo oriente, ou e ele esta indo fazer uma cortesia para os chilecos (os que se acham ingleses, hoje em dia na america do sul), realmente nao sei para onde ele vai, mas creio que a info do GHZ deve ser e tbm pela logica (pelo tempo por aqui) deva ser a correta

    GHZ, me desculpe apenas depois de responder reparei que vc ja tinha respondido

    Abs
    MO

  23. JSilva 1 de maio de 2009 at 2:51 #

    Esta subindo e area de patrulha e Atlantico Sul e oeste da Africa, em sete meses de patrulha. Ja esteve no Rio em fevereiro.

  24. Tio Déro 1 de maio de 2009 at 11:36 #

    Obrigado aos amigos pelas respostas.
    Dalton, Marcelo Ostra, Ghz, JSilva e aos demais um grande abraço.

  25. Dalton 1 de maio de 2009 at 11:42 #

    Ostra,

    segundo o site da Royal navy, o Manchester irá para o Pacifico sim, é uma missao de 7 meses iniciada em janeiro.

    Quando li que ele estava nas Georgias do Sul, esqueci de reparar que eles nao haviam atualizado o site e na verdade ele havia voltado ao Rio.

    Pareceu logico que ele entrasse no pacifico pelo Horn…para uma visita ao Chile, mas, ele atravessará o canal do panamá e prova- velmente irá para San Diego.

    7 meses…sei que hj sao poucos os navios da royal navy engajados desta forma, mas deve ser uma viagem e tanto!

    abraços

  26. GHz 2 de maio de 2009 at 16:12 #

    Salve MO,
    No stress!

    Dalton,
    Os navios da Royal Navy praticamente não navegam mais pelo cabo Horn. Ir do Atlântico ao Pacífico pelos canais chilenos é muito mais seguro e visualmente aprazível, sem contar que a Armada Chilena deve fazer questão da cortesia.
    Com relação ao “endurance” dos navios da Royal Navy, sou da opinião de que aquela é uma Marinha que, apesar de estar flagrantemente diminuindo em tamanho, não reduz seu alto padrão de operatividade.
    Ou seja, se os navios estão na ativa, estão na ativa MESMO.

    [[ ]]
    GHz

  27. Aldrin 30 de agosto de 2009 at 14:43 #

    Sou filho de um sargento da reserva da Marinha , apaixonado por navios de Guerra da Marinha do Brasil . Quando meu pai estava na Marinha fui muitas vezes dormir nos navios , quando ele estava de serviço. E por isso , comecei a despertar em mim uma atividade muito importante , comecei a criar réplicas e hoje dedico algumas horas fazendo réplicas , principalmente contra-torpedeiros e em breve colocarei em um site a venda ! Este site deveria conter mais fotos desses navios .
    Abraços.

  28. Fernandes 21 de outubro de 2009 at 13:45 #

    Realmente bateu a saudade, foram bons cinco anos a bordo do valente D25 CT Marcilio Dias, quando vi essa foto já me vi correndo pelo convés guarnecendo posto de combate.

  29. José Carlos 6 de maio de 2010 at 16:19 #

    Servi à Marinha por seis anos e um dos primeiros navios que embarquei foi o CT Mariz e Barros, em 1971…..as fotos acima me levaram de volta ao passado….gostaria de ver alguma foto do Mariz (o antigo)…
    Fui da Turma Juliet (EAMBA) e sinto muita saudade dos tempos de Marinha….Abraços

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