Os Principais Meios e Programas da Marinha do Brasil

Os Principais Meios e Programas da Marinha do Brasil

480
64
SHARE

A Esquadra da Marinha do Brasil é composta pela Força de Superfície, Força de Submarinos e Força Aeronaval. A quantidade de meios é claramente insuficiente para que a MB possa cumprir as tarefas a ela imposta.

O Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM) 2006-2025, encaminhado ao Ministério da Defesa em julho de 2005, foi estruturado em dois decênios (2006-2015 e 2016-2025), se coaduna com a Estratégia Nacional de Defesa e se destina a reposição e modernização dos meios considerados prioritários para a capacidade operacional da Força.

NAVIO-AERÓDROMO

nae-sp-perfil

a12-vista-aerea

A Marinha do Brasil conta com apenas um navio-aeródromo, o São Paulo (clique nos desenhos para ampliar), construído na França e comissionado na marinha francesa em 1963, foi adquirido pelo Brasil no ano 2000. Com cerca de 32.000 toneladas de deslocamento, pode operar cerca de 40 aeronaves. O navio conta com duas catapultas com aproximadamente 50 metros de extensão para lançar aeronaves de até 20 toneladas (Segundo a Marinha Francesa, entre abril de 1993 e fevereiro de 1998, foram realizadas 168 catapultagens do Rafale M F1), e aparelho de parada é composto por 4 cabos para pouso das aeronaves.

O navio-aeródromo encontra-se, no momento passando por um extenso Período de Manutenção Geral (PMG) no AMRJ que irá substituir alguns sistemas e sensores, permitindo assim que ele volte a operar com aviões AF-1 e com as futuras aeronaves para MASC, COD e AAR. O NAe São Paulo terá sua vida útil estendida até o ano de 2025.

Foram iniciados os estudos visando a construção de um novo navio-aeródromo que irá substituir o NAe São Paulo. O navio deverá deslocar cerca de 40.000 toneladas e poderá ter configuração CTOL (Conventional Takeoff and Landing) ou STOBAR (Short Takeoff But Arrested Recovery), dependendo da aeronave a ser escolhida. Uma segunda unidade poderá ser adquirida no futuro.

ESCOLTAS

f48-by-jacubao2

A força de navios de escolta é composta por 14 meios navais, sendo 6 fragatas da Classe Niterói, 3 fragatas da Classe Greenhalgh, 4 corvetas da Classe Inhaúma, e pela corveta “Barroso”, que estará totalmente operacional ainda esse ano.

As 6 fragatas da Classe Niterói (Vosper Mk 10) foram incorporadas à Esquadra entre 1976 e 1980. Elas deslocam cerca de 3.700 toneladas e podem operar com um helicóptero orgânico de até 6 toneladas. Esses meios foram submetidas a um processo de modernização (ModFrag) entre os anos de 1996 e 2006.

As 3 fragatas da Classe Greenhalgh (Type 22 – Batch 1) foram construídas na primeira metade da década de 1980 para a Royal Navy, e transferidas para a Marinha do Brasil entre 1995 e 1997. Elas deslocam cerca de 4.200 toneladas e podem operar com 2 helicópteros orgânicos de até 6 toneladas. Esses navios receberão uma revitalização ∕ modernização para estender sua vida útil por mais 15 anos.

As 4 corvetas da Classe Inhaúma foram incorporadas a Marinha do Brasil na década de 1990. Elas deslocam cerca de 1.970 toneladas e operam com um helicóptero orgânico de até 6 toneladas. Em outubro de 2008 os navios da classe iniciaram o programa de modernização e terão sua vida útil estendida, também por mais 15 anos.

v35

A corveta “Barroso”, deverá estar totalmente incorporada ao setor operativo da Esquadra em maio ∕ junho desse ano. O navio desloca cerca de 2.350 toneladas e irá operar com um helicóptero orgânico de até 6 toneladas.

Tendo em vista que, com exceção da corveta “Barroso”, todos os atuais navios de escolta deverão ser retirados do serviço ativo até 2025, a Marinha do Brasil concluiu em 2008, a elaboração dos Requisitos de Estado Maior dos novos navios de escoltas que irão substituir todos os meios hoje em operação.

Considera-se, também, a possibilidade de serem construídas unidades adicionais da corveta “Barroso”, com algumas modificações no desenho, contudo, isso ainda está em discussão.

ausddgawdf100_hobart1

fffgfremm_aquitaine3

Os futuros escoltas deslocarão cerca de 6.000 toneladas (os desenhos acima são da classe “Hobart” da Austrália e FREMM francesa) e irão operar com helicópteros de até 12 toneladas. Esses navios serão obtidos, por construção no AMRJ. Serão navios de múltiplo emprego, capazes de realizar todas as tarefas típicas dos escoltas. Inicialmente, prevê-se a construção de 6 unidades, contudo, esse número poderá ser acrescido dependendo da liberação de verbas orçamentárias.

FORÇA DE SUBMARINOS

hdwtype209-1400

A Força de Submarinos (ForSub) é composta por 5 unidades de projeto alemão, mais especificamente o modelo Tipo IKL 209. Sendo 4 unidades da Classe “Tupi” (IKL 209-1400) e o Tikuna (IKL 209-1400mod).

O primeiro dos 4 submarinos da Classe “Tupi” foi construído pelo consórcio Ferrostaal ∕ Howaldtswerke Deutsche Werft na Alemanha. As outras 3 unidades foram construídas no AMRJ. Esses meios deslocam cerca de 1.440 toneladas submerso e sua autonomia máxima é de cerca de 12.000 milhas náuticas. Podem levar até 16 torpedos.

O Tikuna é um submarino IKL 209-1400 modificado com o auxilio de engenheiros e técnicos do AMRJ. Seu deslocamento submerso é de cerca de 1.560 toneladas e apresenta diversas melhorias em comparação com as 4 primeiras unidades.

Atualmente, tanto os submarinos da Classe “Tupi” quanto o Tikuna estão iniciando o programa de modernização (ModSub). Os principais componentes desse programa são o Sistema de Combate AN ∕ BYG-501 Mod.1, da Lockheed-Martin e o torpedo pesado MK.48 Mod.6AT, além de novos equipamentos como radar, Sistema MAGE, periscópio e sonares.

Em dezembro de 2008 foi assinado um acordo entre os governos do Brasil e da França visando à elaboração do Programa de Desenvolvimento de Submarinos para a Marinha do Brasil. Por esse acordo, fica estabelecido a construção de 4 novos submarinos de propulsão convencional, derivados do modelo “Scorpène”, os SBR, além de 1 submarino de propulsão nuclear, o SNBR.

sbr-scorpene

Os SBR deslocarão cerca de 2.000 toneladas submersos, o Sistema de Combate será SUBTICS da DCNS e serão armados com torpedos derivados do IF-21 Black Shark e mísseis SM-39 Exocet. A primeira unidade será incorporada em 2015 e as demais em intervalos de 2 anos.

Porém, o mais ambicioso programa em curso no Ministério da Defesa é o submarino de propulsão nuclear. O mesmo acordo supramencionado prevê a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro, designado como SNBR. A DCNS irá auxiliar a MB no projeto e construção das “partes não-nucleares” da primeira unidade, que deverá entrar em operação entre os anos de 2025 e 2030. O SNBR será armado com os mesmos torpedos e mísseis do SBR.

FORÇA AERONAVAL

mh-60r

A Força Aeronaval da Marinha do Brasil passa, atualmente, por um período de atualização e renovação de seus principais meios.

Em 2008 foram adquiridas 4 unidades, com opção para mais 2 helicópteros Seahawk, de um total que deverá chegar a 12 unidades. Na verdade o modelo adquirido pela MB é semelhante ao modelo Strikehawk (MH-60R) da US Navy, capaz de realizar missões ASuW e ASW. Para missões ASuW utiliza seu radar AN ∕ APS-143(V) e mísseis AGM 119B Penguin MK2 MOD7. Para missões ASW utiliza o sonar AN ∕ AQS-18(V), torpedos MK.46 e cargas de profundidade.

Em 2008 também foi assinado a modernização, com instalação de sistema FLIR em 6 unidades do Super Lynx (AH-11). As demais (6) unidades receberão no futuro o mesmo equipamento. A MB prevê ainda, a aquisição de um lote adicional do modelo (até 6 unidades).

Ainda em 2008, o Ministério da Defesa assinou com a Helibras um contrato para construção de 50 helicópteros EC-725 Super Cougar (Caracal). Desses, 16 serão destinados para a Marinha do Brasil. Esses meios irão desempenhar múltiplas missões, como resgate e salvamento de combate, transporte tático e aeromédico, apoio logístico e missões navais.

af-1-by-marcelo-ribeiro

Durante a LAAD 2009 foi assinado um contrato entre a MB e a EMBRAER para modernização de 12 aeronaves A-4Ku Skyhawk. Serão modernizadas 10 unidades AF-1 e 2 unidades AF-1A. A modernização será semelhante àquela realizada nos F-5 da FAB e visando manter as aeronaves operacionais até 2025.

Encontra-se bastante adiantado o programa de obtenção de aeronaves para MASC (Maritime Airborne Surveillance and Control), COD (Carrier On-board Delivery) e AAR (Air-to-Air Refueling). Deverão ser adquiridos 5 unidades, sendo 3 da versão MASC, 1 da versão COD e 1 da versão AAR. As aeronaves terão garantia de 20 anos de operação.

Vale ressaltar ainda que a Marinha do Brasil acompanha de perto o Programa F-X2 da FAB. Existem entendimentos dentro do Ministério da Defesa, sobre uma padronização dos meios e, dessa forma, a Marinha do Brasil poderia escolher como aeronave de caça para seu futuro NAe, o mesmo vetor escolhido pela FAB.

NAVIOS DE TRANSPORTE E DESEMBARQUE

NDD

Os meios de transporte de grande porte operados pela Marinha do Brasil, resumem-se a apenas 5 unidades. Sendo 2 Navios de Desembarque-Doca (NDD) da Classe “Ceará”, o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) Mattoso Maia, o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) Garcia d’Ávila e o Navio de Transporte Ary Parreiras.

Os 2 NDD da Classe Ceará (LSD Classe “Thomaston”) foram construídos na segunda metade da década de 1950, deslocam cerca de 12.150 toneladas e podem levar cerca de 500 fuzileiros navais, 3 Embarcações de Desembarque de Carga Geral (EDCG) ou 6 Embarcações de Desembarque de Viaturas e Material (EDVM), além de poderem lançar e recolher CLAnfs e operar com até 2 helicópteros de 10 toneladas no convòo.

ndcc-lst1179-newport

O NDCC Matosso Maia (LST Classe “Newport”), foi construído em 1971. Desloca cerca de 8.750 toneladas, é dotado de um convôo para 1 helicóptero de 10 toneladas. Transporta cerca de 350 fuzileiros navais e tem capacidade para até 22 CLAnfs.

O NDCC Garcia d’Ávila (ex-RFA Sir Galahad), foi incorporado a Royal Navy em 1987, sendo modernizado em 1997-1998. Seu deslocamento é de 8.585 toneladas, pode transportar cerca de 350 fuzileiros navais e é dotado de 2 convôos e pode transportar até 18 CLAnfs.

O Navio de Transporte Ary Parreiras, construído no Japão na segunda metade da década de 1950, desloca cerca de 7.200 toneladas e pode transportar até 500 fuzileiros navais. O “Ary Parreiras” deverá ser retirado do serviço ativo com a entrada do NDCC Almirante Sabóia recentemente adquirido na Inglaterra pela Marinha do Brasil.

O NDCC Almirante Sabóia (ex-RFA Sir Bedivere), é uma espécie de “primo” do NDCC Garcia d’Ávila, desloca cerca de 7.500 toneladas e pode transportar cerca de 350 fuzileiros navais. O navio também é dotado de 2 convôos para operação de helicópteros médios e pesados.

Encontra-se em fase de desenvolvimento um Navio de Transporte e Apoio (NaTrAp) projetado pelo Centro de Projetos de Navios da MB. O navio deslocará cerca de 9.000 toneladas, poderá transportar até 500 fuzileiros navais, disporá de um convôo que permite o emprego simultâneo de 2 helicópteros pesados, alem de duas rampas de 40 toneladas, uma na popa e outra a boreste.

NAVIOS DE PATRULHA

napa500a.jpg

A Marinha do Brasil conta hoje com diversas classes de navios de patrulha, dentre elas podemos destacar as 12 unidades da Classe “Grajaú”, as 6 unidades da Classe “Piratini”, as 4 unidades da Classe “Bracui”, as 2 unidades da Classe “Pedro Teixeira” (Patrulha Fluvial) e as 3 unidades da Classe “Roraima” (Patrulha Fluvial).

O Ministério da Defesa pretende construir cerca de 50 navios de patrulha nos próximos anos. Esse número engloba os navios-patrulha de 500t (Classe “Macaé”), navios-patrulha oceânicos e navios de emprego fluvial.

Os 2 primeiros navios da Classe “Macaé” (NaPa 500), com cerca de 500 toneladas de deslocamento, encontram-se em construção pelo estaleiro INACE. Esses navios deverão ser entregues ainda nesse ano. Outras 4 unidades estão em licitação e outras 8 planejadas de um total que poderá chegar a 27 unidades.

Os navios-patrulha oceânicos de 1.800 toneladas de deslocamento deverão ser construídos a partir de 2011. Está previsto a construção de 5 unidades de um total que poderá chegar a 8 unidades.

Serão obtidos, por construção, navios de emprego fluvial. Esses meios serão utilizados, principalmente, nas Bacias do Paraná ∕ Paraguai e na Bacia Amazônica. O total poderá chegar a 15 unidades.

OUTROS PROGRAMAS

Encontra-se em projeto um moderno navio-tanque que deverá substituir o “Marajó”, que aproxima-se do final de sua vida útil.

Da mesma forma, encontra-se em desenvolvimento um míssel anti-navio nacional. Esse míssel será semelhante ao Exocet (MM-40) e terá um alcance de cerca de 100 Km.

NOTA: Os programas acima descritos precisarão enfrentar obstáculos de ordem administrativa, financeira, técnica e econômica para serem colocados em prática.

ARTE: Jacubão (A12, F48 e “Barroso” modificada); MConrads (Escoltas de 6 mil toneladas).

TEXTO: Luiz Monteiro (LM)

SHARE
Previous articleConheça mais sobre o NAe São Paulo
Next articlePiratas atacam navio chinês e são repelidos pela tripulação
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

64 COMMENTS

  1. bela materia sobre os operativos da Marinha do Brasil!!!
    Tomara que o Plano Estrategico de Defesa Nacional nao fique so no papel. Que todos estes contratos assinados sejam compridos, (4 submarinos convencionais, 1 nuclar, 50 helicpteros), todos os demais projetos em andamento para as nossas 3 Forças Armadas;

    Achei que o submarino nuclear estaria pronto mais ou menos em 2020,mais o prazo e maior de 2025-2030 O.o

    abraços..

  2. cumpridos e se possível acelerados, precisamos melhorar nossa capacidade operativa com urgência, sem contar a modernização dos fuzileiros tb!Parabéns pela qualidade do post!!!!

  3. ta bom, ja vi tudo… Se é que e tomara seja cumprido tudo isso, já terei partido dessa para uma melhor … Pois salvo, com essa tal de END, as coisas melhorem um pouco … tudo isso irá se arrastar e se arrastar por vá saber lá quantas décadas para que as contruções, principalmente dos navios de grande porte se iniciem e sejam concluídas e nem estou contando em ter o prazer de ver se concretizar o porta aviões …

  4. Será que será necessário ocorrer uma versão nacional de Pearl Habor!!!???? Infelizmente parece que sim e ainda assim já tenho sérias dúvidas de que as coisas melhorem!

  5. Realmente muito boa a matéria!

    E essa Barroso modificada aí ficou de dar inveja.

    Quem dera assumissem um projeto de navios com deslocamento na casa das 2 mil toneladas assim tão bem armado.

    Entre 2025 e 2030 seria bom ver a MB com:

    8 a 10 navios derivados da Barroso;
    6 a 8 escoltas de 6 mil toneladas (KDX, F100 ou FREEM);
    4 escoltas de 8 mil toneladas (projeto citado pelo LM com sistema AEGIS, SAM-2 e 3…).
    = 18 a 22 navios de escolta.

    Pra mim já seria bastante razoável, somada à uma força de submarinos de 9 unidades (1 tikuna, 4 scorpéne, 4 nucleares).

    Marinha equilibrada, com unidades capazes de cumprir diversas funções, escoltas capazes de efetuar uma boa defesa anti-aérea associada a uma defesa anti-submarino eficiente (nas escoltas de 6 e 8 mil toneladas) além da defesa anti-aérea de longo alcance na figura das 4 escoltas de 8 mil ton).

    Para completar, todas as escoltas com ótima capasidade anti-superfície na figura dos mísseis anti-navio e helicópteros embarcados.

  6. Muito bom este post. Gostaria de pedir que este post ficasse mais tempo na página principal do blog, pois é com certeza um dos melhores posts já colocados neste blog.

    A respeito desses navios patrulha oceãnicos, são basicamente do mesmo porte das Inhaúma, dependendo de seus armamentos, poderia até servir como escolta. Agora imaginem de 5 a 8 navios de patrulha oceânicos (do porte das atuais Inhaúma), 6 escoltas modernas e além da Barroso, algumas unidades a mais. Teríamos pelo menos 14 navios de escolta ( considerand-se o mínimo de navios previstos )modernos, oque manteria em níveis razoáveis aoperacionabilidade de nossa Marinha. Agora se este programa tiver uma continuidade e se as quantidades máximas forem alcançadas, poderíamos ter por volta de 20 navios escolta modernos, oque acarretaria uma significante melhoria nas capacidades operativas da Marinha.

    Quanto ao possível substituto da São Paulo, creio muito na escolha de algum modelo com funções múltiplas, derivado de alguns projetos já apresentados neste Blog. Porém, não acredito na construção de mais de uma unidade, pois para mim ainda não parece estar bem clara a real intenção, prioridade da Marinha em ter de fato um porta-aviões operativo. Ainda é muito provável a possibilidade de compra de um substituto de segunda mão.

    Quanto as prioridades do MD e da Marinha, tudo leva a crer que boa parte dos investimentos serão sim dircionados para a construção de submarinos e navios de patrulha de pequeno porte. Isto talvez demonstre uma mudança em como nossa costa será defendida de possíveis ameaças. Parece que caminhamos não para o controle de nossas aguas por navios de superfície, mas sim pela negação de seu uso através de submarinos.

    Um abraço a todos, muito obrigado pela oportunidade de comentar este excelente post…. Valeu!!

  7. otima materia, mostrando bem o panorama do futuro da esquadra.

    vamos torcer para que isso seja o inicio e que as coisas melhores,

  8. Perfeita a materia, gostaria que tb ficasse por mas tempo associada a coluna destaques.

    Bom, concordo com 90% do que foi postado aqui, mas discordo realmente deste novo conceito para a MB, “”que caminhamos não para o controle de nossas aguas por navios de superfície, mas sim pela negação de seu uso através de submarinos.””

    Para mim isto é burriçe, e não está levando em consideração o NOVO PAPEL SOCIAL-POLITICO-ECONOMICO Brasileiro perante o Mundo, estamos Militarmente RECUANDO, e não avançando, precisamos começar a interagir com nossa Esquadra em toda a area do Atlantico Sul, chamar para nós a RESPONSABILIDADE, de vigiar e proteger o Atlantico Sul, poís somos a unica POTENCIA ECONOMICA-MILITAR presente nele.

    Este “negoçio” de nós proteger nós “escondendos” em SUB´s é ridiculo, e mostra FRAQUEZA, preferia a´te ver a nossa MB, se tronando Guarda-Costeria, mas mostrando nossa bandeira em nossas águas territorias, e não nós escondendo e atacando com SUB´s, pura sintoma de covardia da nossa MB, perdoe-me as criticas.

    Temos é que possuir meios de Superficie capazes, de nós proteger e firmar nosso território, sou a favor dos NAPAS (500t e 2000t), da Construçao de pelo menos mais 2 unidades da Classe Barroso, da aquisiçao das possiveis 6 unidades de Fragatas até 6000t, e no minimo 6 unidades de Destroiers (Contra-Torpedeiros) até 9000t.

    Quanto ao possivel NAE da MB, não creio, acho que o OPALÃO será o ultimo dos moicanos, não entendo tb o por que dá não construção de mais 1 SUB da Classe Tikuna, um excelente projeto, que emprega muita tecnologia nacional, fora a mão de obra qualificada, poderiamos contar assim com: 1 Tikunas (+1 a ser construido, sendo 2 no total) + 4 Scorpenes/Marlins + 1 SubNuc, contariamos com 7 bons SUB´s, o IMPORTANTE é não perdemos a capacidade e qualificação de construir as Fragatas/Corvetas e os Submarinos.

    Gente, se eu estiver ERRADO me corrigam, não sou sabe tudo, apenas leio e observo muito, já fui da MB, estive a bordo, e amo a MB, mas não aceito que nossa MB, se torne COVARDE, prefiro ver e desempenhar um papel de Guarda-Costeira mostrando a bandeira do meu país.

  9. “8 a 10 navios derivados da Barroso;
    6 a 8 escoltas de 6 mil toneladas (KDX, F100 ou FREEM);
    4 escoltas de 8 mil toneladas (projeto citado pelo LM com sistema AEGIS, SAM-2 e 3…).
    = 18 a 22 navios de escolta.
    Pra mim já seria bastante razoável, somada à uma força de submarinos de 9 unidades (1 tikuna, 4 scorpéne, 4 nucleares).”
    “Será que será necessário ocorrer uma versão nacional de Pearl Habor!!!????”

    Voces ja estao a ficar como os americanos do norte ….tem a mania da persiguicao e que vao ser atacados a todo o momento….eliminem a pobreza senao o ataque ao Brasil vira de revoltas do interior do pais e nao do exterior.
    Pobres mas com mania de grandeza ….demonstra falta de educacao e de autoestima!!! a India e o Paquistao tem o mesmo problema…..qualquer dia aquilo rebenta por dentro!!

  10. AH… ia me esqueçendo de algo muito importante:

    Jacubão PARABÉNS meu amigo, esta Barroso MOD, ficou perfeita, assim como a T-22 MOD, Deus, vc mexeu com o imaginário dos amantes da MB.

  11. Caro amigo muscimol,

    Considero seus pensamentos, claro por uma otica realmente é meio incomprensivel, mas se vc for pensar HOJE e daqui a 30 anos, o papel do Brasil perante o mundo já não é mas aquele dos anos 1980/1990, HOJE possuimos uma das maiores economias do MUNDO, o nosso GRANDE PROBLEMA é a chamada DISTRIBUIÇAO DE RENDA, e fque sabendo que hoje o Brasil tem um peso politico mundial muito importante, principalmente participando da BRIS´s, conforme materia e a presente REALIDADE:

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090426_fmibrasilbg.shtml

    Não vejo como nenhum SONHO IMPOSSIVEL a MB, poder contar com mais 5 unidades da Barroso, com 6 Fragatas e 6 Destroiers modernos, bem como construir mais 1 unidade da Tikuna, aquirir os 4 Scorpenes e 1 SubNuc, bem como a construçãodos NAPAS (500T e 2000T), simplesmente vamos gastar um pouco mas agora, por termos dado as costas a nossa MB em decadas anteriores, ficamos para trás perante Marinhas como da Africa do Sul e do Chile, simplesmente gastando estas somas agora, iremos só atualizar nosso quadro “de UTI” para “Enfermaria” o qual passa a nossa querida MB.

  12. Muito bom,parabéns a todos nesse trabalho!

    Eu particularmente acredito que isso tudo acontecerá e quem sabe mais um pouco!(ou muito)

    Agora só gostaria de acrescentar uma coisa:

    De acordo com a revista Tecnologia e Defesa,a MB planeja comissionar 62 unidades totais de navios-patrulha de vários tipos,pois já está em projeto a construção da BR70,que é um patrulha projetado pela ENGEPRON junto com a francesa CMN.

    Abraços!

  13. Pelo menos já sabemos o que queremos. Assim fica mais fácil dirigir os esforços no sentido de alcançar os resultados.

    Abraços

  14. Muito bom o post.
    Nada é impossível – se bem que bastante difícil frente a pindaíba em que os diversos governos deixaram a MB.
    Se pelo menos liberassem o dinheiro dos royalties a que a MB tem direito e que foram contingenciados, isso tudo aí em cima poderia acontecer logo logo.
    E olhe que não me referi aos royalties atrasados e sim ao que a MB tem direito daqui pra frente.
    Acho que o blog poderia dar uma olhada nesse assunto e talvez iniciar uma campanha.
    Seria um começo.
    Sds

  15. Bom, se observarmos bem, os números indicados neste plano não atendem no longo prazo, nem aos objetivos de capacidade estraégica da MB, quanto as indicações elaboradas na END. Explico. A MB tem como entendimento que o seu TO sempre foi o atlântico sul; ora, até onde pode-se entender, os números de meios programados atendem somente a um processo de substituição pura e simples dos meios existentes e que darão baixa nos próximos 15 anos. A manter-se estes mesmos números, continuaremos com a mesma histórica falta de condições da MB de prover não só a proteção de nossas aguás jurisdicionais, como observar o desenvolvimento da necessária capscidade de projeção de poder no atlântico sul, que em um futuro nem tão distante assim serão requeridas,face as novas geografias do poder.

    Neste contexto o que está programando é mais fruto de um empirismo prático e imediatista político-governamental, que apenas enxerga o futuro nos próximos 4 anos. A história de usar o pré-sal como justificativa para realizar investimentos na MB, é apenas um reflexo da contumaz e cultural falta de visão estratégica de país que a classe política sempre observou no Brasil. E se o pré-sal não fosse descoberto? será que haveria estes investimentos?

    Creio que o que vemos neste “novo” plano da MB é mais uma tentativa da prória força em manter a cabeça fora d’água, enquanto possível for. Aos militares é sabido que a própria END não disõe de um compromissso tácido e inequívoco do congresso e mesmo do governo – que não é feito só do MD. Assim vejo com reservas um plano que no fundo, apenas visa dar à MB uma melhoria mais tecnicista do que capacidade operacional real. Desvirtua-se dessa forma os 4 principios do poder naval, no sentido de que não estamos construindo uma marinha com real poder de dissuação e projeção. Estamos sim, apenas procurando manter a cabeça fora d’água…

  16. Aplausos efusivos e de pé pela iniciativa da matéria, pela simplicidade e objetividade do texto e pelas belas ilustrações.

  17. Parabéns Galante!!!

    Excelente texto, um dos mais completos que já li!!!

    Só complementando, gostaria de copiar aqui o que o LM escreveu no post anterior:

    “LM em 26 Abr, 2009 às 15:28

    Prezados,

    Diferente do que vem sendo vinculado em algumas mídias especializadas, os estadunidenses não ofereceram à MB os destróieres da Classe Arleigh Burke.

    Na verdade, o que ocorreu foi que a Northrop Grumman Ship Systems (NGSS) informou à MB, que eles, com apoio do governo estadunidense, estariam dispostos a oferecer como propostas aos futuros escoltas, um navio derivado dos Arleigh Burke. Mais precisamente um projeto da Gibbs & Cox (A mesma empresa que fez o projeto dos Arleigh Burke), e que participou da concorrência australiana para os novos DDG da Classe Hobart (Futuros escoltas AAW da RAN). Esse projeto foi preterido pelo F100 da Navantia (Espanha).

    O navio seria o mesmo oferecido aos australianos, deslocaria cerca de 8.100t (bem acima dos Requisitos de Estado Maior estabelecidos para os futuros escoltas – 6.000t), seriam dotados com o sistema de combate AEGIS e phased array radar SPY-1D, towed array, 64 células MK 41 para uma configuração padrão de 40 SM-2 ∕ SM-3 Standard, 32 ESSM e 16 ASROC (VL), 8 mísseis RGM-84 Harpoon, além de um canhão principal de 127mm, 2 canhões de 20mm e 2 lançadores triplos para torpedo Mk 50. O navio também transportaria 2 helicópteros MH-60R.

    Eu enviei a concepção artística desse navio, feita pela própria Gibbs & Cox para o Galante.

    Na minha opinião (Essa é minha opinião, e em nada reflete a opinião da Marinha do Brasil) esse navio seria o verdadeiro escolta capaz de realizar todas as tarefas destinados aos escoltas. Realizaria AAW com mísseis SM-2 ∕ SM-3 e ESSM; ASuW utilizando os RGM-84, ASW utilizando os torpedos Mk 50 e ASROC. Contudo, para a MB ele está fora da realidade orçamentária. Não temos como obter, operar e manter um navio como esse.

    Além disso, acho (opinião minha) que o Congresso estadunidense poderia vetar a venda de 6 ou mais pacotes AEGIS ∕ SPY-1D (Acredito que até 4 unidades não haveria problema). Outro problema é que não haveria transferência de tecnologia dos sensores e sistemas do navio, a transferência limitaria-se apenas a construção do casco.

    Sua tripulação de 230 homens altamente especializados, também demandaria um grande investimento por parte da MB, O deslocamento (8.100t) também é bastante superior aos estabelecidos no REM (6.000t).

    Repito, não houve uma proposta oficial, o que ocorreu foi apenas uma comunicação de disposição em vender esses navios para a MB feita pela NGSS.”

    Galante,

    Vc tem essa concepção artistica? Poderia mostrar para agente?

    Obrigado!

  18. Bem se não houver nenhum corte nas verbas, porque vcs sabem que neste país tudo muda qdo muda o governo, o que é prioridade num com certeza não será em outro. Será que não existem graficos, fotos, para mostrar como será este navio que está projeto, o Transporte e Apoio (NaTrAp).
    Vamos esperar

  19. O Brasil é o único país do mundo atualmente com um programa público permanente de distribuição de riqueza, o Bolsa Família.

    Pode não ser grande coisa, mas já se sabe que tirou MILHÕES de pessoas da miséria e fomenta áreas importantes da economia, uma vez aliado a uma política de crédito.

    O Brasil tem sim, que pensar nisso, eliminar a pobreza, mas nenhuma nação que almeja ser potência influente no mundo, como o Brasil almeja, pode se dar ao luxo de não investir em forças armadas e em defesa de suas riquezas.

  20. Caro Parthenon,
    “simplesmente vamos gastar um pouco”….
    olhe que e um pouco muito!!….a Inglaterra esta no fio da navalha com as despesas da marinha….a RN so vao ter 4 T45…nao tiveram dinheiro para o resto ….o mesmo com a Franca!!
    A prosperidade do Brasil e bem vinda e muito aguardada …mas temo que o pais vai-se desenvolver a duas velocidades …os que muito tem e os outros.
    Por mim voto que o Brasil fassa parte do conselho de Seguranca da ONU…acho que a India tambem deveria fazer parte.
    Mas tambem acho que o Brasil nao deveria tornar-se umaa potencia do tipo da India….que cresceu economicamente mas esqueceu-se da populacao pobre …e agora nem que queiram conseguem inverter o gigantesco numero acima de 200 milhoes que vive coom menos de 1 dolar por dia….vergonhoso…espero que isso nao aconteca com voces.
    Acho que um porta avioes fica-vos bem, mas a desculpa de ter um submarino nuclear e 8 super Destroyers aproxima-se do complexo de mania de grandeza!!nem a russia tem 8!!

    Qual o preco dos super Destroyers????!!!….aposto que 10% do valor vao ser em subornos.

    Força Brasil.
    Qualquer dia tenho de ir ai!!

  21. Cara na boa, bolsa esmola é a maior compra de voto da história deste país!! mas isso é outra questão.

    Agora, submaríno nuclear para usar armas convencionais? algum pais faz isso? não era melho o sistema AIP?

  22. Rodrigo…

    nao entendi bem o que escreveu: “submarino nuclear para usar armas convencionais?”

    Os unicos submarinos nucleares que usam armas nucleares sao os grandes submarinos estrategicos. Os demais, os submarinos nucleares de ataque, sao armados com torpedos e misseis de cruzeiro convencionais.

    abraços

  23. huum valeu entendi,valeu.
    pro Brasil não seria mais barato,mais prático e mais rápido o uso do aip? sinceramente 1 submarino nuclear la pra 2030 é muita demora.

  24. Caro Muscimol,

    uma pequena correçao apenas informativa, pois nao alterará muito o que vc escreveu :

    Na verdade sao 6 os T45 e nao 4, mas para quem a principio queria 12, baixou para 8 e agora para 6…demonstra bem a situaçao por lá.

    Quanto a marinha russa, o nr de destroyers em serviço é de 13, sendo 8 Udaloy e 5 Sovremennyy todos com mais de 6000 toneladas standard de deslocamento e cerca de 8000 toneladas completamente carregados…mas…para quem lembra da marinha sovietica…também muito pouco.

    abraços

  25. Sem acreditar em Papai Noel e fadinhas da felicidade!!!
    Não dá para executar este programa de renovação de meios flutuantes com um governo que abomina os militares e que é constituido de membros comunistas reacionarios que são até ex – guerrilheiros.
    Tecnicamente a BUROCRACIA governamental também impede, os estudos de qual modelo de navio e seus equipamentos vai certamente levar muitos anos.
    O certo é continuar com unidades adquiridas por compra de “oportunidade”, com a crise econômica, varios paises que tem bons navios vão ter que se desfazer deles.

  26. Só podia ser o ‘Dunga’ mesmo… Sempre na defensiva e sem reconhecer o valor dos seus jogadores …

    Esse é o melhor plano que o país já teve em tempos de paz. E´spero vê-lo realizado.

  27. A postura dos políticos brasileiros sempre foi igual em relação aos militares. Quando estão no poder sempre quer ver a turma bater continência. Hoje o movimento dentro dos quarteis está mudando e so os militares da velha guarda estão reacionários, mas já estão vestindo o pijama. Existe também dentro do governo pessoas rancorosas, mas em parte concordamos, pois muitos entraram pelo cano sem ser guerilheiros, apenas por ter opiniões e quando voltou a normalidade política eles eram apenas da esquerda democratica.
    Parabéns pelo Post, pois demonstra que temos um projeto de futuro. Como vemos, a opção pelo Brasil é ter uma força moderna. Para patrulhar aguas territoriais é isso mesmo. Não vivemos em estado de guerra, por isso dentro de noção de soberania poderia ser um pouco mais em relação as escoltas. Dentro de nosso TO estaremos muito bem.

  28. Na América Latina, somos os mais poderosos, e com submarinos scorpenes e um nuclear, teremos a maior frota de submarinos da América latina, além disso com os caças do fx-2 e nossos awacs, f-5 e mirage 2000 dominamos o espalo aéreo, ale´m disso temos o maior exército da América Latina, tá bom por enquanto para o Brasil, mas com nosso desenvolvimento econômico teremos uma Força armada tão bem equipada quanto aos dos países de primeiro mundo, acho que isso ocorrerá em menos de 10 anos.

  29. de marlos barcelos…
    “Na América Latina, somos os mais poderosos…”….”teremos a maior frota..”…”temos o maior exército”….”teremos uma Força armada tão bem equipada quanto aos dos países de primeiro mundo”…..
    geeeeeeeeeeee…….tanta necessidade de poder e supremacia que ate da medo!!…..sera que nao podem aprender tambem com os erros do passado dos paises do “primeiro mundo”??!!!….voces querem meter medo aos outros paises da America do Sul??!!….o que os outros paises vao pensar de voces?!…nao deixem o dinheiro e o poder subir a cabeca ….a Europa teve duas guerras mundiais para aprender isso….nao facam o mesmo.
    fiquem ricos e distribuam riqueza e nao porrada!!

  30. Muito boa a matéria, mas segundo a entrvista do almirante responsável pelo programa do míssel naval brasileiro, postada no site Defes@anet, esse míssel teria o alcance de 60 KM e seria semelhante ao Exocet MM38 e não ao MM40.

    Seria interessante tb o blog fazer uma matéria sobre os super pumas de emprego naval.

  31. GOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLL do Blog Naval!!!!!!!

    Me lembrei do Ronaldo ontem, ahahahah. Parabéns pelo post gostaria de vê-lo na página principal do sítio.

    Minha opinião é a seguinte, se queremos ver um Brasil Republicano e seguro, o assunto DEFESA NACIONAL tem que entrar nas rodas de assunto do dia a dia, como outras questões importantes do País. Com matérias assim este Blog esclarece para leigos como eu, este assunto tão fascinante e complexo. Aos colegas que foram ou são militares, pode ser um exercicio de paciência discutir com pessoas LEIGAS sobre assuntos que dominam tão bem, mas paciência vcs devem ter de monte, visto como esse assunto foi tratado até hj por nossos governantes, hehe.

    Mais uma vez parabéns pelo post.

    abs a todos
    O CORINGÃO VOLTOOOOOOOOU….

  32. Parabéns Jacubão,

    Os desenhos ficaram ótimos, imagino o trabalho que deu (rsrs)

    Obrigado!

    Galante,

    Excelente trabalho de diagramação e coordenação. Parabéns meu amigo!

  33. Prezado Schettini,

    Certamente, ninguém melhor que o Alte. Ronaldo Fiúza de Castro para falar do projeto do MAN.
    Segundo as palavras do alte:

    “O Objeto deste projeto é um míssil anti-navio produzido no Brasil que possa ser lançado dos lançadores existentes atualmente da MB. O alcance desse míssil será compatível com os sensores de bordo, atualmente isto significa cerca de 60 km. Isto é, as características do míssil devem ser aproximadamente as do EXOCET MM40 Bk I.”

    O que ele quis dizer foi que o míssel terá como base o MM40 BkI, e que o alcance será compatível com os sensores de bordo existentes na MB. Hoje, nosso horizonte radar é de cerca de 60 km, mas com a entrada em operação dos futuros escoltas o horizonte radar e o alcance irão aumentar.

    O motor foguete do míssil poderá fazer com que ele atinja alvos muito além dos 60 km.

    Sds

  34. Prezado Fabio,

    Existe a possibilidade de aquisição, por oportunidade de 2 NDD. Antes da Revisão do PRM, previa-se a aquisição do primeiro em 2014 e do segundo em 2016.

    Com a revisão, a MB pretende dar impulso a indústria naval brasileira, dessa forma pode haver algumas mudanças.

    Sds

  35. Os desenhos do SeaHawk e do A4 estão demais!!
    Faltaram os desenhos da Niterói, da Inhaúma e da Barroso.

  36. Caro Muscimol,

    Faz parte de nosso destino herdar e manter o seu antigo império. Infelizmente a mente atrasada da elite portuguesa fez com que a família real dai tivesse que voltar.Era, por demais óbvio, que o “rabo não abana o cachorro”, o império português deveria ser comandado daqui.

    É engraçado a visão que vocês europeus tem de nossas dificuldades, para quem vive em um país agrário como o seu jamais vai ter idéia do que somos nós e de nosso potencial.

    Por último, ninguém tão pacifista lê blogs militares, muito menos de outros países. Eu leio um de vocês, deveria escrever mais lá…

  37. “muscimol em 27 Abr, 2009 às 15:43
    de marlos barcelos…
    “Na América Latina, somos os mais poderosos…”….”teremos a maior frota..”…”temos o maior exército”….”teremos uma Força armada tão bem equipada quanto aos dos países de primeiro mundo”…..
    geeeeeeeeeeee…….tanta necessidade de poder e supremacia que ate da medo!!…..sera que nao podem aprender tambem com os erros do passado dos paises do “primeiro mundo”??!!!….voces querem meter medo aos outros paises da America do Sul??!!….o que os outros paises vao pensar de voces?!…nao deixem o dinheiro e o poder subir a cabeca ….a Europa teve duas guerras mundiais para aprender isso….nao facam o mesmo.
    fiquem ricos e distribuam riqueza e nao porrada!!”

    Você quis dizer, dar educação, certo, para que todos(com exeções) saibamos oque é melhor e não nos vendamos por uma bolça familia, um salario minimo, ou uma cesta basica.

    Viva a Reública !!!

  38. “…pois já está em projeto a construção da BR70,que é um patrulha projetado pela ENGEPRON junto com a francesa CMN.”

    Ué não seria o contrário??? Um projeto da CMN em parceria c/ a Engepron.
    Aliás, anteriormente oferecido ao Paquistão???
    Sinceramente creio eu que própria Engepron e a Diretoria de Projetos Navais da MB, tem mto mais know how e know why, p/ ficar dependendo de tdo e qq projeto da CMN.

  39. Concordo com oque FCarvalho disse. Na verdade esses novos programas só estariam substituindo os meios que irão dar baixa até 2025. Tudo isto só parece no fundo promessa para calar os militares e as pessoas de fato preocupadas com nossa defesa. Não acredito na participação do MD nesta farça, mas a política é sempre muito suja e é sim bem possível que estes projetos sejam empurrados para o próximo governo. Veja bem, já temos 6 anos de governo Lula e apenas um projeto de vulto foi assinado (o contrato para construção de submarinos em parceria com a França). Não temos planos concretos sobre se serão construidos novos navios da classe Barroso. A construção de mais uma unidade já poderia estar em curso, oque seria um indício que realmente novas escoltas ainda seriam construidas durante este governo.
    A construção de pequenos navios de patrulha de 500t, acredito sim que serão construidos e novas unidades devem ser contratadas até o final deste governo, mas navios de patrulha oceânicos de 1800t (que seriam do mesmo porte das Inhaúma/Barroso, como já postei acima), duvido que de fato sejam construidos. Se realmente existisse intenção de construi-los, a produção de mais um casco da Barroso, já teria sido iniciada.
    Os únicos projetos que de fato estão em curso, visam somente a substituição/modernização dos meios existentes, visando manter um mínimo de operacionalidade das forças. Não existe de fato um projeto de estado visando o reequipamento de nossas forças armadas, seu fortalecimento e real preparação para nos dar uma proteçaõ de acordo com o tamanho continental de nosso território. O PND é muito bonito, mas não obriga o governo a investir em defesa.
    Mesmo parecendo muito pessimista, acabo entendendo que realmente poucos meios novos serão adquiridos. Novos e vários navios de 500t, talvez mais algumas Barroso (no próximo governo), uma ou duas novas escoltas de 6000t (também para ser contratado no final do segundo mandato do próximo presidente), seriam números mais realistas e possíveis de serem levados a sério se considerármos a total impopularidade que gastos como esse trazem para a opniâo pública. Acredito na compra (ainda por muitos anos) de meios de segunda mão para preencher as lacunas da nossa Marinha. Não acredito que o Brasil vá operar novos PA após a aposentadoria do São Paulo. Se tivermos um substituto para ele, deverá também ser de segunda mão, senão já deveriam estar em estudo, novos projetos, bem como sua contratação (considerando-se sua saida do serviço ativo em 2025) visando a construção a tempo de 2025.
    Portanto, uma análise mais detalhada, nos mostra que se tudo que foi prometido, for de fato concretizado, teríamos uma Marinha do mesmo tamanho, apenas um pouco mais moderna, acompanhando as tendências de outras Marinhas do mundo. A força de submarinos seria aumentada consideravelmente, porém sem AIP, não acredito que de fato esses novos meios possam melhorar nossas condições em um hpotético combate naval. Continuaríamos sem autonomia e o fator surpresa não seria de fato melhorado…

  40. Err… alguem sabe se dá p/ imprimir as imagens do “São Paulo”, do NDD, do NDCC e dessa velharia francesa ora em construção em Fortaleza em papel A4 ou Letter???

  41. Como todos já deram os parabéns aos amigos LM e Jacubão, só me resta reforçar o elogio: Parabéns mais uma vez!

    E eu não vejo muitos motivos que que esta programação não se realize. Ao contrário, em parte, já estão se realizando. E como bem lembrou o amigo João Curitiba: saber o que queremos já é meio caminho andado.

    abraços a todos

  42. muscimol

    Somos o País mais forte econômicamente da América Latina, também somos o País de maior extensão, então devemos ter uma poderosa Força Armada, mais isso não quer dizer que devemos entrar em guerra com nossos vizinhos, nós somos um País pacífico e devemos continuar assim, nossas Forças armadas devem apenas defender nosso território em caso de sermos invadidos, nosso medo aqui no Brasil não é de invasão de países vizinhos, mas de nações do chamado primeiro mundo porque temos grandes reservas de petróleo e temos a amazônia.

    Acho que se um dia o Brasil tiver uma Força armada poderosa deve também auxiliar nossos vizinhos na defesa de seus países em caso de invasão estrangeira.

  43. Parabéns ao Blog e ao Jacubão pelo incrível trabalho.

    Muito útil mesmo e como um amigo disse acima, que se mantenha este mais tempo na página principal.

  44. Caro marlos barcelos,
    ninguem teria a coragem de invadir voces ….ja imaginaram uma forca exterior tentar entrar nas favelas do Rio….geeeeeee…sao piores que os Talibans…so um louco e que tentaria invadir o Brasil….os EUA nao quereriam um segundo Vietnam de certeza ….e nao estou a ver nenhum outro pais do mundo a enveredar por esse caminho. A China tem os olhos em Taiwan e o Brasil fica muito longe para eles. Quem pode alterar a politica do Brasil sao os EUA com agentes infiltrados a corrumper os politicos do Brasil…eu apostaria mais depressa numa boa agencia de contra espionagem do que num sub. nuclear. …

    O verdadeiro tesouro esta no Artico…20-30% of the world’s oil!!….la e que pode dar guerra!!….jamais no Brasil.

  45. Gostaria de saber qual será a configuração do AF1M Skyhawk modernizado da MB.Utilizará o radar Grifo, com modo mar-mar? Mísseis BVR iguais aos da FAB? E os mísseis anti-navio? Harpoon, Gabriel III ou Exocet? Muitas dúvidas!

  46. O que mais me impressiona é a completa ausência de qualquer planejamento orçamentário NO MÉDIO E LONGO PRAZO por parte do governo e do MD para que estes projetos saiam do papel. Não sei de foi notado, mas todos estes projetos são estanques e desconexos. Visam tão somente a aparelhar a MB com um mínimo de codições tecnológicas. Se realmente houvesse um propósito lógico e estruturado de planejamento governamental para estes projetos teríamos então, pelos menos, já publicadas informações a despeito do que se pretenderia ser a MB daqui a 8, 15 e 30 anos, e isso não há. Não há planejamento(nem compormisso)orçamentário,político ou estratégico. O que há na verdade, é um remedo de posicionamento ( a END) que além de não comprometer o Estado com suas políticas de defesa, não deixa claro e dar indicações concretas do que se quer que as FA’s sejam. Há um vazio conceitual quanto a isto na END. No máximo ela se presta a dizer que o MD está tentando fazer o seu trabalho no sentido de propor uma política pública de defesa para o país. Só se esqueceram de avisar a sociedade civil e o governo de estas mesmas políticas tem e devem possuir respaldo na realidade nacional e propor mudanças que realmente estaejam dentro de uma perspectiva realista quanto aquilo que realmente deveríamos ( ou pederiamos) fazer em matéria de defesa.
    No momento só o que temos são boas intenções…

  47. Sou leigo no assunto, mas adoro o tema, então vai ai algumas perguntas para os especialistas do blog:

    1) A MB ia projetar o futuro PA, ou alguma empresa estrangeira irá auxiliar?
    2) A MB já selecionou algum projeto para ser as futuras escoltas? E a proposta dos coreanos (KDX-II)?
    3) É verdade q esse NaTrAp pode ter o auxilio da DCNS e ser semelhante aos Foundre?
    4) A MB irá construir mais SubNuc ou somente um SNBR?

    Sei q sã muitas perguntas, mas se alguém souber responder, eu agradeço.

    Saudações

  48. Galante,

    Ontem falei com um amigo que é da US Navy, ele é brasileiro. Qdo falei sobre o blog naval ele me respondeu q já connhecia e q sempre q pode “dá uma passadinha” para ler informações sobre nossa marinha.

    Eu salvei esse post em meu computadore como fonte de informação.

    Obrigado pelo ótimo trabalho q vc faz aqui!

  49. Roberto,

    tentando responder suas questoes…pois de oficial mesmo ainda na há nada, ok?

    1) há boatos de que a França iria ajudar com o projeto de um PA;

    2) nada foi selecionado para futuras escoltas, apenas há especulaçao;

    3) quanto a termos navios semelhantes ao Foudre, especulaçao e torcida só;

    4) quanto ao subnuc, dá para arriscar um palpite quase certo, que é a construçao de mais de um subnuc já que nao teria sentido investir tanto na infraestrura para apenas um, se bem que será um submarino menor do que a classe barracuda que a França irá construir 6 unidades para substituir os 6 que ela possui atualmente da classe rubis que equipara-se ao que o Brasil planeja construir.

    abraços

  50. Dalton,

    Muito obrigado pelas respostas.

    Pelo q estou vendo, a MB irá mesmo se associar com a DCNS. Isso pode nos trazer muitas vantagens. Particularmente, eu gosto dos navios e submarinos franceses.

    Vc tem alguma informação sobre outros projetos oferecidos pela DCNS?

  51. Roberto,

    nao tenho nenhuma informaçao, mas aposto que este blog será um dos primeiros a te-las…por isso, “fique ligado”!

    abraços

  52. Dalton,

    Obrigado mais uma vez.

    Eh, o blog tem excelentes “fontes”, e as mais confiáveis tbm.

    abraços

Deixe uma resposta