A parceria estratégica Brasil-Itália estabelecida entre os Presidentes dos dois países, em abril desse ano, resultou em um ato concreto de fortalecimento de suas relações militares.

Na manhã do último dia 24, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnico-militar e de Defesa, entre o Subsecretário do Ministério da Defesa da Itália, o Ministro da Defesa do Brasil e os Comandantes das Marinhas das duas nações, no Salão Nobre do Ministério da Defesa, em Brasília-DF.

O acordo entre as Marinhas brasileira e italiana visa desenvolver um relacionamento privilegiado no campo da defesa, embasado na parceria industrial e transferência de tecnologia.

Além disso, será estabelecido o intercâmbio regular de visitas de oficiais, buscando um diálogo regular no campo do Controle Naval do Tráfego Marítimo.

O Subsecretário do Ministério da Defesa da Itália, Guido Crosetto, expressou ser uma honra participar da assinatura de um acordo como esse: “Nossa aliança não deve ser apenas técnica, mas de cultura, valores e pensamentos”, registrou. Segundo ele, a cooperação estabelecida é fruto do respeito e amizade que sempre existiu entre as duas Marinhas.

Na opinião do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Acordo de Cooperação é um marco no processo de concretização da Estratégia Nacional de Defesa e, em especial, do projeto de Reaparelhamento da Marinha do Brasil.

FONTE e FOTO: MB

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10 Responses to “Marinhas do Brasil e da Itália assinam Acordo de Cooperação Técnico-militar e de Defesa” Subscribe

  1. LM 30 de junho de 2010 at 16:51 #

    Prezados,

    Nos últimos anos, italianos e franceses desenvolveram em conjunto dois programas para obtenção de novos navios de escoltas. Esses programas resultaram nas fragatas “Horizon” (7.000t) e FREMM (6.000t).

    As fragatas Horizon italianas e francesas, são praticamente idênticas, havendo variação, basicamente, nos armamentos.

    Contudo, as fragatas FREMM italianas e francesas são bastante diferentes. As de origem francesa possuem sistemas mais sofisticados e podem empregar mísseis de maior alcance, inclusive para engajar alvos em terra. por esta razão possuem custo de obtenção mais elevado.

    As FREMM de origem italiana, são navios relativamente mais simples, e possuem desenho de casco menos furtivo. A grande vantagem, é o custo de obtenção.

    Agora, resta saber se o acordo celebrado entre o Brasil e a Itália englobará todos os sistemas (se eles serão de origem italiana), ou se a MB poderá, como deseja, escolher os sistemas que mais se adaptam as suas necessidades.

    Tudo dependerá das negociações que começam a ser debatidas.

  2. LM 30 de junho de 2010 at 17:29 #

    Para deixar bem claro, estou comparando as FREMM que foram adquiridas pelas marinhas francesa e italiana respectivamente.

    Nada impede que a versão que poderá ser adquirida pela MB seja diferente de ambas.

    Abraços

  3. Frederico Boumann 30 de junho de 2010 at 19:08 #

    Sem dúvida será um acordo interessante, mas, não nos esqueçamos que se esses meios não vierem com toda tecnologia embarcada, não terão serventia, pois, lembremos que a Itália faz parte da OTAN, e essa organização poderá barrar alguma parte do armamento das FREMM italianas, até por que ela (a OTAN) tem essa prerrogativa; precisamos que esses navios possam ter o máximo de componentes nacionais para que sejam nulos possiveis vetos da OTAN.

  4. gerson carvalho 30 de junho de 2010 at 21:05 #

    Caros, que eu saiba os navios seram fabricados aqui, e a OTAN não tem essa bola toda de barrar a TT pois as fragatas são fruto de projeto próprio da Italia e França. quanto ao armamento eles vão colocar tudo que poderem comprar.

  5. Marcos 30 de junho de 2010 at 21:42 #

    Caros colegas

    Não conheço muito a realidade da MB, mas pelo que sei é praticamente igual a das demais forças (EB,FAB), ou seja ruim de verba.
    Já li algumas materias a respeito das novas Fragatas tanto da Italia quanto da França, e pareçe que cada uma atende a uma realidade diferente, na opinião de VCs qual atenderia melhor a necessidade da MB?

    Sds

  6. Nick 30 de junho de 2010 at 23:20 #

    Que venham as FREMM à Parmeggiana!

    Sinceramente gostaria que viessem mais capazes no aspecto de Guerra AA, quem sabe com os misseis Aster30….

    aguardemos….

    []‘s

  7. syn 1 de julho de 2010 at 9:56 #

    @LM… Le FREMM italiane sono molto più soffisticate delle FREMM francesi.
    Le FREMM francesi hanno un unico radar aria/superficie Herakles 3D passivo (PESA) già usato sulle più vecchie fregate francesi classe La Fayette e hanno solo capacità di difesa di punto con il SAAM-fr (30 km contro aerei e 10 km contro missili, 100 tracciamenti e 10 bersagli).

    Le FREEM italiane hanno 3 radar principali:
    radar aereo EMPAR 3D (PESA… lo stesso della classe ORIZZONTE… che quasi verrà sicuramente sostituito dal FRM-EMPAR (AESA) in fase finale di test, sino dalla prima FREMM italiana); l’EMPAR ha un range di 150+ km (l’FRM EMPAR dovrebbe avere un range superiore) che permette di usare gli Aster 30 alla loro massima portata. Le FREMM italiane usano come sistema di combattimento il SAAM-ESD (extend self defence) 100 km contro aerei e 25 km contro missili (300 tracciamenti e 12 bersagli) che è capace inoltre di difesa d’area.

    Un radar Ran-30 X/I (RASS) multimode Air/Surface Surveillance come radar secondario/backup, con 4 modalità operative (è tra l’altro il radar principale dei pattugliatori classe “Comandanti”)
    - mode 1: 100 km air/surface Surveillance
    - mode 2: 40 Km navigation and Helicopter control
    - mode 3: 200 Km Over-the-Horizon Surface (RASS) utile per la scoperta a lungo raggio di navi nemiche e per il lancio dei missili antinave Teseo/Otomat mk2 block IV (180 km di range) oltre l’orizzonte radar.
    - mode 4: 25 km contro missili antinave seaskimmer.

    C’è poi un radar di navigazione SPN-730 LPI (low probabily interception) a bassa probabilità di intercettazione, per la navigazione in modalità stealth.

    2 sistemi di sorveglianza IRST per la scoperta e il tracciamento in modalità passiva IR a 360° air/surface Galileo SASS (silent acquisition sub-sistem), utili anche per la navigazione stealth o con bassa visibilità.

    Tutte le FREMM italiane hanno oltre il sonar a bulbo Thales 4110CL (già dotato di sistema scoperta mine) un ulteriore sonar ultraspecializzato antimine WASS SNA-2000-I.
    Le FREMM ASW italiane, dotate di VDS attivo a bassa frequenza Thales 4249, hanno un sistema di lancio e ricarica completamente automatico con 19 siluri leggeri MU-90.

    Le FREMM italiane hanno un doppio hangar per 2 elicotteri/UAV mentre le FREMM francesi hanno 1 solo hagar e ponte di volo più piccolo.

    LE FREMM italiane hanno un sistema CODLAG (COmbined Diesel-eLectric And Gas turbine) ovvero un potenza di 5 MW con i motori elettrici, 32 MW con le turbine, 32+5= 37 MW con i motori elettrici + le turbine; le FREEM francesi hanno solo un sistema CODLOG (COmbined Diesel-eLectric Or Gas turbine) ovvero possono usare solo i motori elettrici per 5 MW o solo le turbine a gas per un massimo di 32 MW.

    Le FREMM italiane hanno le eliche a passo variabile che permettono di ottimizzare consumi e velocità, mentre quelle francesi hanno eliche fisse.

    Considerato che anche lo scafo è leggermente diverso: quello delle FREMM italiane ha la forma ottimizzata per velocità intorno ai 25 nodi (velocità di attacco), quello francese è ottimizzato per velocita di 15 nodi (velocità di crociera)… le FREMM italiane hanno un velocità massima di un paio di nodi superiore alle FREMM francesi (oltre 30 nodi in superpotenza).

    Sempre per il discorso delle eliche a passo variabile una FREMM italiana è in grado di cambiare velocità in modo istantaneo e può fermarsi completamente mettendo le eliche in reverse in 1.5 lunghezze delle nave utlizzando tutti i 37 MW disponibili, le FREMM francesi possono solo usare i 5 MW dei motori elettrici reversibili e si fermano in 7-9 lunghezze della nave e non hanno l’agilità delle FREEM italiane (tra le tante cose utili a cui può servire questa caratteristica per esempio in caso di rilevamento di mine/campi minati è una feature che può servire a salvare la nave).

    Le FREMM francesi non hanno missili antisottomarino, ma solo un lanciatore a 8 celle Exocet, le FREMM italiane hanno un lanciatore a 8 celle che può ospitare sia i Teseo/Otomat e sia i missili antisottomarino MILAS in qualunque combinazione.

    Sia gli Exocet M40 block 3 e sia i Teseo/Otomat mk2 block IV hanno capacità secondarie di land attack, ma i Teseo hanno una testata da guerra da 210 Kg molto più pesante di quella degli Exocet.

    Il sistema cartografico e di 3D waypoint per il land attack sia per gli Exocet e per i Teseo/Otomat è molti simile e sono entrambi compatibili già da adesso con gli Scalp Navali

    Le FREMM italiane possono utlizzare il cannone OTO MELARA 127/64 LW con munizionamento VULCANO a lungo raggio.

    Tutte le FREMM (italiane e francesi) hanno lanciatori verticali Sylver A50 (aster 15, aster 30) a 16 celle (2×8) e la predisposizione per altre 16 celle (2×8) Sylver A70 (aster 15, aster 30, aster 30 block 2 (ABM), scalp navale, tomahawk).

    Tutte le FREMM italiane hanno cannoni OTO MELARA 76/62 DAVIDE/DART a doppia alimentazione, con munizionamento guidato beam ray, le FREMM francesi hanno solo il 76/62 SR.

    Il sistema di combattimento del 76/62 DAVIDE/DART è in grado di ingaggiare ogni 8 secondi 4 diversi missili antinave/proiettili di artiglieria/bombe guidate in arrivo (da una distanza di 6000 metri sino a 1000 metri) con 3 colpi per target, selezionando in automatico la sequenza di ingaggio.

    Le FREMM italiane sono predisposte inoltre per l’installazione di un ulteriore radar 3D Selex RAN 40L AESA con un range di 400 km (è lo stesso radar LRR (long rang radar) Early Warning utilizzato sulla portarei Cavour… il sistema missilistico di difesa AA del Cavour si chiama SAAM-it (difesa di punto) ed è costituito dal Ran 40L + EMPAR con 32 Aster 15).

    Chiaramente un RAN 40L non ha le prestazioni del radar LLR S1850 della classe ORIZZONTE, ma costa molto, ma molto di meno.

    Una FREMM con un radar Ran 40L e 32 Aster 15/30 diventa una potente nave AAW, mantenendo tutte le capacità multiruolo ASW e ASuW.

  8. V.T.G. 1 de julho de 2010 at 11:13 #

    Onde fica a tecla SAP do site?

  9. LM 1 de julho de 2010 at 13:35 #

    Grazie per le informazioni fornite. Noi qui in Brasile abbiamo root per la nave ad essere ostruito dalla Marina del Brasile soddisfi i requisiti. Saluti

  10. LM 1 de julho de 2010 at 13:50 #

    syn,

    Io e altri ufficiali della Marina del Brasile, ha avuto l’opportunità di visitare entrambe le DCNS, come FICANTIERI, e concludere che le FREMM sono navi di scorta eccellenti.

    Tuttavia, ci aspettiamo che l’acquisizione di tali navi contratto è firmato, per discutere quali sistemi saranno utilizzati qui.

    La Marina del Brasile in programma di costruire 18 unidades.Para quindi necessità di mantenere il livello di sofisticazione nella nostra realtà.

    Ci dispiace per il mio italiano.

    Saluti

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