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Fragata FREMM ‘Aquitaine’ no Rio

FREMM no Rio 099a

vinheta-destaqueA primeira fragata francesa da classe FREMM, Aquitaine, chegou esta manhã (27.02) ao Rio de Janeiro e atracou no Pier da Praça Mauá. A fragata Aquitaine, com 104 tripulantes a bordo, está em missão de avaliação de três meses no Atlântico Sul e Norte.

A FREMM é a peça chave da proposta francesa para o projeto PROSUPER da Marinha do Brasil, na competição internacional em curso a fim de modernizar a frota de superfície da Marinha do Brasil. Sua viagem pelo Atlântico Norte e Sul vai qualificar o navio como ‘sea proven’.

As fragatas multimissões FREMM (Fragata Multimissão) representam o mais importante programa naval de superfície europeu iniciado em 2002, dentro de um programa de cooperação entre a França e a Itália. A França pretende construir 11 fragatas multimissão (oito navios deste tipo já foram encomendadas pelo governo). Todas elas adotam as normas MARPOL (Marine Pollution) mais recentes em matéria de meio ambiente.

FREMM no Rio 068a

A partir de 2012, esses navios de 6.000 toneladas, passaram a formar a base da frota de superfície de combate em alto mar da Marinha nacional francesa.

As missões essenciais das FREMM são o domínio do meio aeromarítimo e a participação ativa em conjunto, assim como o apoio ao grupo aeronaval e anfíbio.

As FREMM francesas são construídas pela DCNS e equipadas com:

  • 8 mísseis antinavios Exocet MM40
  • 16 mísseis antiaéreos Aster (32 para a versão FREDA)
  • 16 mísseis de cruzeiro Scalp Naval (MdCN) (versão Aquitaine)
  • Um canhão de 76 mm (127 mm opcionais)
  • 2 canhões operados à distância de 20mm
  • 4 metralhadoras de 12.7 mm
  • 19 torpedos MU90
  • Um helicóptero de combate NH90

Características gerais das FREMM

  • Comprimento total : 142 metros
  • Boca : 20 metros
  • Deslocamento :  6 000 toneladas
  • Velocidade máxima : 27 nós
  • Tripulação : 108 pessoas (inclusive o destacamento do helicóptero)
  • Capacidade de acomodação : 145 homens e mulheres
  • Autonomia : 6.000 náuticas a 15 nós

FREMM no Rio 036a

Atividades operacionais :

A partir do dia 4 de março, estão previstos exercícios em conjunto de alto nível operacional com a Marinha do Brasil no mar, que refletem a excelente relação de cooperação entre os dois países envolvidos numa parceria estratégica de grande porte.

Serão organizados intercâmbios e apresentação de equipamentos, além de visita ao navio para oficiais da Marinha do Brasil durante a escala no Rio.

FREMM no Rio 043a

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

27 Responses to “Fragata FREMM ‘Aquitaine’ no Rio” Subscribe

  1. phacsantos 27 de fevereiro de 2013 at 11:22 #

    Pena que não veio para ficar……

    Umas 12 dessas e o Brasil estaria tranquilo!

  2. Guilherme Poggio 27 de fevereiro de 2013 at 11:34 #

    Eu trocaria este canhão por uma peça de 5 polegadas, como os italianos fizeram.

  3. Augusto 27 de fevereiro de 2013 at 11:36 #

    Muito bonita!

  4. Roberto Bozzo 27 de fevereiro de 2013 at 11:56 #

    Sei que muitos aqui são contra o “quadrado retângulo” da maioria das fragatas atuais mas acho as Fremm lindas.. simétricas, simples, visualmente são lindas.
    Aliás, alguém sabe a quantas anda o ProSuper ??

  5. Guilherme Poggio 27 de fevereiro de 2013 at 12:12 #

    Eu não sou não. O caminho é esse mesmo.

    Estética eu deixo para os concursos de beleza.

  6. daltonl 27 de fevereiro de 2013 at 12:25 #

    O impacto que as Niterois causaram quando foram incorporadas foi
    imenso afinal estavamos acostumados com CTs da II GM e arrisco
    dizer que algo parecido poderá ocorrer quando finalmente forem incorporadas estas ou fragatas semelhantes.

  7. Roberto Bozzo 27 de fevereiro de 2013 at 12:52 #

    daltonl, pelo que você falou, não seria melhor, então, a MB desenvolver uma Niteroi MOD1, por exemplo, para que este impacto seja minimizado e o tempo de treinamento e adaptação as novas escoltas seja menor ??

    Por exemplo, não operamos um VLS e não acho que seja ideal a instalação na Barroso (mas isto é para outro post) então, esta transição, esta criação de doutrina (o uso de VLS), não deveria ficar a cargo de uma escolta menor, onde a MB já possua conhecimento de sua operação em geral e possa minimizar este impacto ?

  8. Blind Man's Bluff 27 de fevereiro de 2013 at 14:59 #

    Nao. A grande vantagem do VLS eh sua alta cadencia de disparos, que faz jus a uma grande capacidade de armamentos embarcados, na vertical em contrapartida da capacidade de auto recarregar-se. Por isso que normalmente a maior parte da munição embarcada em VLS são mísseis AA que por sua vez necessitam grandes embarcações com grandes e pesados radares.

    Uma embarcação pequena, com baixa capacidade de carga, principalmente no que se refere ao eixo vertical, tem seu espaço interno melhor aproveitado para armazenar carga, operando lançadores ‘quad’ ou ‘octo’, externos, ao invés de reservar todo aquele espaço necessário ao VLS, que na melhor das hipóteses, só pode ser remuniciado em dock.

    De qualquer forma, espero que o PROSUPER vá pra frente e se formos de FREMM, que sejam as FREMM ER, pois na minha opinião, esse negocio de multi-missao é algo um tanto incompatível com embarcações de até 6000t. Poucos mísseis AA, poucos mísseis ASM e poucos mísseis de cruzeiro. Quem quer fazer tudo, acaba não fazendo nada!

  9. Roberto Bozzo 27 de fevereiro de 2013 at 15:17 #

    Blind Man’s Bluff disse:
    27 de fevereiro de 2013 às 14:59

    Agradeço a explicação. Mas quando pensei em uma fragata “pequena” imaginei algo como uma Niterói modificada; onde esta modificação seria para o uso de VLS desde seu re-projeto. Algo como as Formidable…
    Mas agradeço a explicação.
    Quanto as FREMM acredito que um mix com algumas configuradas para ASW e ASuW mais as ER seriam o ideal para a MB dar o salto que deseja. Além de achar, pelas imagens, que ficaram show…

  10. Luiz Monteiro 27 de fevereiro de 2013 at 16:26 #

    Prezados,

    Apesar do relatório elaborado pela MB, apresentando os prós e os contras de cada uma das propostas do PROSUPER, a decisão final pertence à presidente Dilma.

    Toda decisão de compra de equipamentos militares é uma decisão política que envolve mais do que fatores técnicos. O alinhamento do Brasil com esse país e as perspectivas futuras desse relacionamento são fatores determinantes para a escolha.

    Pela avaliação técnica feita pela MB, todas as propostas atendem aos requisitos especificados.

    Quanto a Classe “Aquitaine” ela difere da proposta apresentada pela DCNS. O sistema de propulsão é diferente, pois nossos requisitos são para velocidade máxima mantida superior a 30 nós. O armamento, sensores e sistema de combate também são diferentes.

    Isso também ocorre com as demais propostas apresentadas.

  11. thomas_dw 27 de fevereiro de 2013 at 17:45 #

    O Prosuper deve sair junto com a decisao sobre o FX2 – estao na mesma pasta na mesa da Presidente(a) Dilma.

  12. eduardo.pereira1 27 de fevereiro de 2013 at 18:01 #

    Só faltou a bandeira do Brasil bem grande pra ficar mais linda esta fragata no estado da arte. Que belezura, é de encher os olhos ,ha se eu morasse ae no Rio…tiraria trocentas fotos!rs
    Queira Deus que tenhamos algo ao menos parecido visualmente num futuuuuuuuuuuuuro prox……………………………………………imo.

  13. Ribeiro 27 de fevereiro de 2013 at 21:29 #

    Quando era criança (lá pela época da copa na Espanha), visitei pela primeira vez a BACO e os F5 tavam lá… visitei o 5° DN (minha vó morava em Rio Grande), e a Imperial Marinheiro tava lá… não sei o que me cansa mais…. ainda hoje ver os Romanos de F5, ou a Imperial Marinheiro em Rio Grande… Navio e aviaão novo, só em foto…

  14. Guilherme Poggio 27 de fevereiro de 2013 at 22:01 #

    Caro Ribeiro

    Se você tivesse crescido em Brasília teria visto uma mudança gigantesca no GTE da Copa da Espanha pra cá.

    Só tem avião novo.

  15. MAD DOG 27 de fevereiro de 2013 at 23:59 #

    Muito linda, mas prefiro a configuração italiana com seu OTO 127mm e seus Aster 15 e 30.

    Poderíamos também substituir os Scalps navais, por uma versão do AV-TM-300, nacional.

  16. daltonl 28 de fevereiro de 2013 at 9:57 #

    Oi Robeto…

    caso vc retorne e leia…o que quis dizer lá em cima com “imenso impacto”
    foi algo positivo, no sentido de que teremos um grande avanço ao mesmo tempo com tripulação menor e mais conforto para esta tripulação que sempre é bom para o moral…da mesma forma como aconteceu quando as Niterois foram incorporadas.

    Não há nenhuma necessidade de desenvolver um navio menor para “adaptação” e está mais do que na hora de termos alguns navios do porte de uma FREMM.

    abraços

  17. Blind Man's Bluff 28 de fevereiro de 2013 at 10:27 #

    @MAD DOG

    Eu tbm gosto mto da configuração italiana, principalmente quando armadas com os Teseo Otomat Mk2/A Block IV e um mix de Aster15 e 30, porém desconfio das capacidades do sistema EMPAR, que foi o principal motivo da saída dos ingleses do projeto inicial, a fragata Orizzonte/Horizon que posteriormente deram origem as FREMM.

    No caso de comprarmos 4 FREMM, pra mim seriam 3 ER/FREDA, que tem a mesma ‘carcaça’ porém dotados do novo sistema de radar Thales Sea Fire 500, muito mais capazes e armados exclusivamente com as 32 celulas Sylver A50, com um mix de Aster 15 e 30 e executando exclusivamente a missão de escolta anti-aerea.
    A quarta poderia ser uma FREMM normal, tanto francesa como italiana para executar um mix de ASW, Anti-Shipping e Strike Warfare.

    Essa escolha foi baseada no equipamento atual da MB, que hoje possui uma ‘total’ vulnerabilidade na defesa anti-aérea, seja por sistemas eletronicos obsoletos, seja por armamento inadequado. Porém ao mesmo tempo são embarcações muito capazes quando optimizadas para outros tipos de missões dentro da força tarefa, como ASW e Anti-Shipping, permitindo assim que as FREDA/ER utilizem seus sistemas exclusivamente para a missão a qual foram desenvolvidas.

    @Luiz Monteiro
    Porém concordo contigo, e temo que a escolha das escoltas não será feita através de uma analise de necessidades tecnicas da Marinha, mas sim por uma análise de beneficios pessoais dos vermes parasitas envolvidos.

  18. juarezmartinez 28 de fevereiro de 2013 at 13:24 #

    Ahhh. eu já escutei de gente que não é do mar, e também que conhece quase nada de embarcação militar, mas tem bom relacionamento, que , provavelmente, a escolha(caso o Prosuper ande) recairá sobre um produto Europeu, mas não da Europa “latina”……..e nem da antiga Gália..vamos aguardar.

    Grande abraço

  19. Blind Man's Bluff 28 de fevereiro de 2013 at 14:12 #

    Seriam essas as Meko F124? Vamos torcer!

  20. cristiano.gr 28 de fevereiro de 2013 at 14:17 #

    Se ela der uma chegada no porto de Rio Grande vou lá dar uma espiada na lindona. 150km. ; )

  21. joseboscojr 28 de fevereiro de 2013 at 14:27 #

    Navios desse naipe para a MB trarão impactos nas mais diversas áreas:
    1. Automação/redução da tripulação
    2. Mísseis de defesa de área
    3. Lançadores verticais
    4. Característica stealth
    5. Mísseis anti-navios propulsados por turbojato, de longo alcance, inclusive com capacidade de atingir alvos em terra.
    6. Utilização de radares de varredura eletrônica (hoje a MB sequer tem navios dotados de radar 3D)

  22. Blind Man's Bluff 28 de fevereiro de 2013 at 15:28 #

    #Off Topic

    “CALLS for Australia to purchase long-range, nuclear-powered submarines ignore two important factors (Letters, 28/1).

    First, we do not have the capability to operate and maintain such vessels and it would take up to 20 years to develop the required nuclear industrial capacity. It has been suggested that we rely on the country from which we purchased the nuclear submarines to maintain them but this could compromise our national security in wartime.

    Also, we have a submarine force primarily to protect the sea lanes close to Australia, not to make extended patrols far from our shores.

    Small, diesel-electric submarines are the most suitable for operating in waters close to the Australian coast and for intelligence collection activities around countries in our region.”

    Se nem a Australia necessita submarinos nucleares, pq nos precisamos?

  23. Roberto Bozzo 28 de fevereiro de 2013 at 21:47 #

    daltonl disse:
    28 de fevereiro de 2013 às 9:57

    Claro que lerei… mesmo antes de ser assinante sempre lia todos os comentários; é um prazer ler as “discussões” e ensinamentos de vocês…

    Imaginei no seu comentário que seria a discrepância entre equipamentos no estado da arte e o que temos hoje…

    Também concordo que já passou da hora de termos fragatas de 6000 tons, mas conhecendo nossos políticos du-vi-do que teremos 10, 12 fragatas dessas para as 2 frotas…

    Eu acredito que a MB deveria desenvolver uma classe nova, na ordem de 4000 tons para complementar a quantidade necessária; a meu ver só fragatas grandes e corvetas não resolvem.

  24. MO 1 de março de 2013 at 19:53 #

    ow bozoh, pegou meu buneu deste quadroado retangulo feio pa carale(o)

  25. Roberto Bozzo 2 de março de 2013 at 20:12 #

    Ihh MO, agora parece que tem 2 bozoh… vai ter de explicar quem é quem agora… rsrsrsrsrs
    mas garanto que eu sou original desde nascença…kkkkk

  26. MO 2 de março de 2013 at 21:29 #

    A sim, deixa comigo vc é o R Bozzo com som de ô, o Bozoh ,o da grobo tem som de ó o aga eh para dar o som de ó !!! rssss

  27. Fabio ASC 2 de março de 2013 at 22:47 #

    Revista Forças de Defesa nº 7, se prepare que eu vou lhe usar…..

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