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EUA protegem ilha no Pacífico com escudo antimísseis

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ApraHarbourGuam

vinheta-clipping-navalO Pentágono anunciou ontem o envio de um avançado sistema de defesa antimísseis balísticos para a Ilha de Guam, no Pacífico. O território americano, assim como o Havaí, foi alvo das ameaças de Pyongyang nas últimas semanas. O reforço militar indica uma mudança na posição de defesa e no planejamento antimísseis dos EUA.

A informação foi divulgada pouco depois de o secretário de Defesa, Chuck Hagel, mencionar um risco “real e claro” vindo da Coreia do Norte. “Algumas das ações que eles tomaram nas últimas semanas apresentam um perigo real e claro”, disse Hagel em Washington. “Estamos fazendo tudo que podemos, trabalhando com os chineses e outros para acalmar a situação na península.”

Na manhã de hoje, fim da noite de ontem no Brasil, a imprensa sul-coreana afirmou que o Norte movimentou equipamento que parecia ser um míssil de médio alcance Musudan para a costa leste norte-coreana, citando fontes com acesso a informações de inteligência de Seul e Washington. O armamento teria alcance para atingir o Sul, Guam e o Japão. Pyongyang declara que seus militares estão autorizados a atacar preventivamente os EUA usando armas nucleares “pequenas, leves e diversificadas”.

A Coreia do Norte proibiu ontem a entrada de sul-coreanos no complexo industrial conjunto de Kaesong, o único símbolo remanescente de diálogo e cooperação entre os dois países. Cerca de 50 mil norte-coreanos trabalham no local em 123 empresas criadas com investimentos do Sul. O Ministério da Reunificação de Seul disse que 480 sul-coreanos em caminhões de transporte foram barrados.

O governo de Pyongyang anunciou que os 861 funcionários do Sul que estavam no local desde o dia anterior poderiam deixar o país. Mas sem substitutos para assumir seus lugares nas linhas de produção, apenas 33 haviam retornado à Coreia do Sul.

Na manhã de hoje, o Norte deu prazo até 10 de abril para que as empresas de capital sul-coreano encerrem suas atividades em Kaesong.

Idealizado no ano 2000 e inaugurado em 2004, Kaesong produziu o equivalente a US$ 470 milhões no ano passado, em fábricas que se beneficiam do baixo custo da mão de obra local. O complexo foi concebido no melhor momento das relações entre os países, quando o governo de Seul empreendia a chamada “política do sol nascente”, que defendia a cooperação como caminho para tornar viável a reunificação pacífica da península.

A estratégia foi revista pela administração conservadora de Lee Myung-bak (2008-2013), que abandonou todos os planos de ampliar investimentos no norte depois do naufrágio do navio de guerra Cheonan, em 2010, no qual 46 marinheiros morreram.

O bloqueio aos sul-coreanos foi adotado um dia depois de a Coreia do Norte ter anunciado que reabilitará o reator nuclear e a planta de enriquecimento de urânio do complexo Yongbyon, desativado em 2007 após negociação com os EUA e mais quatro países.

O eventual fechamento de Kaesong será um sinal de que o governo de Pyongyang está disposto a sacrificar os benefícios econômicos do projeto para cortar todos os vínculos com o Sul.

No início de março, a ditadura de Kim Jong-un anunciou que deixaria de reconhecer o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia, há quase 60 anos, bem como os tratados de não agressão firmados com o Sul desde então. / COM REUTERS

FONTE: O Estado de S. Paulo

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Vader
7 anos atrás

Naufrágio? Que naufrágio? O Cheonan foi é TORPEDEADO!

Esse é o “níver” da “ixprenssa” brasileira.

Não me admira que a PeTralha queira tanto amordaçá-la…

rcardonam
7 anos atrás

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