Belgrano (2)

vinheta-destaqueNo dia 2 de maio de 1982, por volta das 18h30, o submarino nuclear britânico HMS Conqueror disparou três torpedos Mk.8 de tiro reto à proa do cruzador General Belgrano, à distância de apenas 1.380 jardas (1.255m), praticamente à “queima-roupa”. O primeiro torpedo explodiu na proa do cruzador, e o segundo próximo à sua superestrutura. Vinte minutos depois do ataque, o comandante do cruzador ordenou à tripulação o abandono do navio, em balsas salva-vidas infláveis, que aparecem na foto do alto na cor laranja. Navios argentinos e chilenos resgataram 770 tripulantes do General Belgrano do mar, entre os dias 3 e 5 de maio. Um total de 323 homens pereceu no ataque, entre eles dois civis.

Belgrano1

O cruzador General Belgrano era o ex-USS Phoenix da classe “Brooklin”, de 13.500t de deslocamento. Estava armado com 15 canhões de 6 polegadas e oito de 5 polegadas, todos de calibre maior que o dos canhões da frota inglesa. O navio teve sua construção iniciada em 1935 e lançamento em 1938. Ele escapou do ataque japonês a Pearl Harbor em 1941 e foi descomissionado em 1946, sendo transferido à Argentina em 1951.
Além dos canhões, o General Belgrano também tinha recebido lançadores de mísseis Exocet MM38, assim como suas escoltas (embora haja informações de que os lançadores do cruzador fossem maquetes, destinadas a enganar o inimigo sobre suas reais capacidades – ver destaque na imagem abaixo).

ARA Belgrano MM38

Com o envio da frota britânica para o Atlântico Sul em abril de 1982 e o fracasso das negociações diplomáticas após a invasão das Ilhas Malvinas/Falklands por forças argentinas, as frotas do Reino Unido e da Argentina foram colocadas no teatro de operações para a disputa. De um lado, os ingleses planejavam o desembarque anfíbio para retomada das ilhas e do outro, os argentinos pretendiam forçar a desistência dos britânicos infligindo pesadas baixas.

Embora o programa de reaparelhamento da Armada Argentina não estivesse concluído, as corvetas A69 equipadas com mísseis antinavio Exocet MM-38 já haviam sido incorporadas em 1978. Na Aviação Naval, a entrega dos jatos franceses Super Étendard estava sendo finalizada. Os Super Étendard eram armados com o AM-39, versão do Exocet lançada de aeronaves.

A Armada havia incorporado recentemente dois destróieres antiaéreos Tipo 42 de projeto inglês (da mesma classe do HMS Sheffield, que seria atingido no conflito por um AM-39 argentino), também armados com o Exocet MM-38. O míssil também tinha sido instalado em antigos destróieres recebidos usados da Marinha dos EUA (USN).

No dia 2 de maio de 1982, a Frota Britânica enviada pelo Reino Unido para recuperar as Falklands (invadidas por forças argentinas em 2 de abril), já havia entrado na Zona de Exclusão (imposta à Argentina pelo Reino Unido) de 200 milhas em torno das ilhas. A FT estava em algum ponto a nordeste das Malvinas (ver mapa abaixo).

Mapa Malvinas

Às 3h20 da manhã, o almirante Woodward, comandante da FT britânica, foi despertado por seu “staff” com o aviso de que um avião S-2 Tracker argentino tinha iluminado a frota inglesa com o radar de busca e que os inimigos agora sabiam sua posição.

Um jato Sea Harrier foi despachado para a marcação do contato, a fim de investigar. O piloto da aeronave mais tarde informou que, durante o voo, seu RWR (Receptor de Alerta Radar) registrou que seu caça foi iluminado por um radar de direção de tiro, Tipo 909, que equipava os destróieres Tipo 42 argentinos.

25-de-Mayo-S-2-Trackers 2

Os Grumman S-2 Tracker do Grupo Aéreo do ARA 25 de Mayo conseguiram localizar os porta-aviões ingleses nos dias 1º e 2 de maio de 1982

 

Desta forma, confirmou-se que a cerca de 200 milhas de distância da FT britânica estavam presentes o porta-aviões argentino ARA 25 de Mayo e suas escoltas Tipo 42, o Santísima Trinidad e o Hércules. O almirante Woodward sabia que o porta-aviões 25 de Mayo levava 10 jatos Skyhawk capazes de atacar com 3 bombas de 500kg cada, o que significava um possível ataque de 30 bombas à FT britânica, logo após o amanhecer. E ainda havia o temor de que os jatos Super Étendard também pudessem decolar do 25 de Mayo, armados com Exocets.

25 de Mayo

Capitânia da Armada Argentina, o ARA 25 de Mayo era equipado com jatos A-4Q Skyhawk e estava sendo preparado para operar jatos franceses Super Étendard. Com problemas na propulsão, o navio não conseguiu gerar vento relativo suficiente no convoo para lançar seus aviões no momento decisivo

 

Para piorar a situação, a 200 milhas ao sul das Malvinas estavam à espreita o cruzador ARA General Belgrano e duas escoltas, que poderiam chegar em poucas horas à distância de tiro de seus Exocet contra a FT britânica.

O Almirante Britânico concluiu que o 25 de Mayo e o General Belgrano estavam fazendo um movimento em pinça e que um dos dois precisava ser eliminado. O submarino nuclear HMS Conqueror, comandado por Christopher Wreford-Brown, estava acompanhando o cruzador argentino de perto há dois dias. Já outro submarino britânico, o HMS Spartan, ainda não tinha encontrado o 25 de Mayo. Como a posição do navio-aeródromo argentino não era conhecida, o cruzador foi o alvo escolhido.

O Conqueror descobriu um navio-tanque argentino e o acompanhou até o ponto de encontro com o General Belgrano, chegando a assistir à operação de reabastecimento. As ROE (Regras de Engajamento) não permitiam ao submarino britânico disparar contra o cruzador argentino naquele momento, pois o mesmo se encontrava fora da Zona de Exclusão imposta pelos próprios ingleses.

O almirante Woodward precisava pedir ao Comandante-em-Chefe na Inglaterra para alterar as ROE e ordenar ao Conqueror que atacasse o General Belgrano imediatamente. Mas o pedido enviado à Inglaterra por satélite iria demorar muito, o que poderia fazer com que o submarino perdesse contato com seu alvo.

Assim, Woodward ordenou o ataque enviando a seguinte mensagem ao submarino: “From CTG (Commander Task Group) 317.8 to Conqueror, text prority flash – attack Belgrano group.” Ao mesmo tempo, solicitou permissão da revisão da ROE, esperando que ela fosse atendida, pela emergência da situação.

ARA Bouchard

O destróier ARA Hipólito Bourchard era um dos navios veteranos da Segunda Guerra Mundial, transferidos da US Navy, que escoltavam o cruzador ARA General Belgrano quando foi atacado. Na foto, pode-se ver à meia-nau os contêineres de mísseis antinavio MM-38 Exocet, que ofereciam perigo aos navios ingleses

 

O Grupo-Tarefa (GT) do General Belgrano estava navegando a 13 nós, acompanhado pelo Conqueror, que fazia perseguição padrão “sprint-and-drift”, que consiste em navegar em grande profundidade a 18 nós por 15 ou 20 minutos, subindo depois para a cota periscópica, navegando a 5 nós, a fim de atualizar a posição do alvo pelo oficial de controle de tiro. Depois, a perseguição recomeçava.

O temor de Woodward e do comandante do submarino era o cruzador rumar para o banco Burdwood, uma elevação no fundo do mar que obrigaria o submarino a navegar numa profundidade menor e perder o contato com seu alvo. Por isso a pressa em tomar logo a iniciativa de atacá-lo, enquanto havia contato.

Às 08h10 do dia 2 de maio, o GT do General Belgrano mudou de curso, agora rumando para o continente. Às 13h30, o Conqueror recebeu o sinal de mudança de ROE vindo da Inglaterra.
O Comandante do submarino, Christopher Wreford-Brown, comentou mais tarde suas impressões sobre a navegação tática do cruzador:

“O comandante do navio, capitão Hector Bonzo, parecia não estar nem um pouco preocupado em ser alvo naquele momento”. O cruzador navegava a 13 nós, com sua escolta de destróieres mais à frente, num leve ziguezague. O comandante do navio argentino não era submarinista e parecia conhecer pouco de submarinos, principalmente os nucleares. Se conhecesse, estaria navegando em velocidade bem mais alta, com os navios-escolta lado a lado protegendo seu costado e fazendo um ziguezague mais agressivo, para evitar possíveis torpedos. Para completar, os escoltas do General Belgrano estavam navegando com os sonares ativos desligados.”

Às18h30, o HMS Conqueror aproximou-se do General Belgrano em alta velocidade por bombordo, passando por baixo de seu alvo e subindo para a cota periscópica por boreste, a fim de conseguir uma boa solução de tiro.

O comandante Christopher já tinha se decidido em usar velhos torpedos de tiro reto Mk.8 da Segunda Guerra Mundial, pois levavam maior carga explosiva e eram mais confiáveis que os novos Tigerfish Mk.24, guiados a fio. Por precaução, os tubos estavam carregados com 3 torpedos Mk.8 e 3 Mk.24. Os torpedos foram disparados à proa do cruzador, para que encontrassem o navio numa posição futura.

HMS-Conqueror-Falklands-War

HMS Conqueror navegando na superfície acompanhado da HMS Penelope

 

Segundo o comandante do Conqueror, os disparos dos torpedos foram feitos à “queima-roupa”, numa distância de 1.380 jardas (1.255m), com os operadores de sonar do submarino ouvindo bem alto o característico som dos hélices do cruzador, algo parecido com “Chuff-chuff-chuff… chuff-chuff-chuff…”.

Após 55 segundos do disparo inicial, o primeiro torpedo explodiu na proa do cruzador, no ponto após a âncora e antes da primeira torreta. A proa foi arrancada pela explosão, sendo vista pelo periscópio pelo comandante Christopher, que ficou abismado. Logo veio a explosão do segundo torpedo, que atingiu o navio próximo à sua superestrutura.

O terceiro torpedo acabou errando o cruzador e explodiu, por acionamento da espoleta de proximidade, perto da popa do destróier argentino ARA Bouchard, sem maiores danos. Vinte minutos depois do ataque, o comandante do General Belgrano ordenou à tripulação o abandono do navio, o que foi feito sem pânico, em balsas salva-vidas infláveis.
Como estava escuro, os escoltas do cruzador não sabiam ainda o que havia acontecido, pois este ficou sem rádio após o ataque. Quando perceberam o ocorrido, tentaram inutilmente o lançamento de cargas de profundidade.

Conqueror_jolly_roger

O submarino nuclear HMS Conqueror ao retornar à Inglaterra hasteou a bandeira “Jolly Roger” comemorando o afundamento do cruzador Belgrano

 

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

57 Responses to “31 anos do afundamento do cruzador argentino ‘General Belgrano’” Subscribe

  1. Emmanuel 2 de maio de 2013 at 12:23 #

    Ótima matéria….e os ingleses…sempre eles…esses piratas filhos da mãe….

  2. R.Silvestro 2 de maio de 2013 at 12:28 #

    No documentário do History, aos 27:06 ,o CPT Héctor Bonzo, comandante do ARA General Belgrano fala:

    “… O que não sabíamos… POIS NÃO TINHAMOS ELEMENTOS PARA SABê-LO ERA que ali perto a uns 10, 15 mil metros estava o submarino nuclear.”

    Esse comentário dele no History é pra “esquivar-se de culpa” ou eles não tinham mesmo como saber do sub. nuc.???

  3. Jorge Tadeu 2 de maio de 2013 at 12:54 #

    Parabéns pela bela matéria a respeito do afundamento do cruzador Gen. Belgrano! A despeito do entendimento de uns acerca da “ilegalidade” do engajamento e afundamento do Belgrano, estando ele “fora da zona de exclusão”, acredito, s.m.j., que nada mais houve do que a tomada da decisão tática mais acertada para a situação… A rota do Belgrano poderia ser abruptamente alterada e, ele poderia de fato tentar engajar a Força Tarefa britânica, até porque os ingleses não tinham como saber dos problemas de máquinas do porta-aviões argentino…

  4. Dalton 2 de maio de 2013 at 12:57 #

    Não sei se é o caso, mas como muitos já perguntaram sobre aquela bandeira pirata arvorada no HMS Concheror, trata-se de uma tradição
    na Royal Navy e na verdade um reconhecimento a todos os submarinistas de todas as nações.

    Resumidamente, durante a I Guerra Mundial o Almirantado britanico chamou de piratas e covardes os submarinistas alemães o que acabou ofendendo os proprios submarinistas britanicos.

    Ao afundar navios alemães o capitão de um submarino britanico orgulhosamente e desafiadoramente arvorou a bandeira pirata fato
    logo conhecido pelos almirantes em questão.

    Em suma, foi dito: somos tão covardes e piratas quanto nossos adversários e igualmente merecedores de respeito Sr Almirante !

    Tanto o USS Phoenix que tornou-se o ARA G. Belgrano e o USS Saint Louis que viria a ser o nosso Tamandaré estavam em Pearl Harbor
    durante o ataque e ambos sairam para o mar numa infrutifera tentativa de encontrar os japoneses.

    O capitão Bonzo reconheceu o afundamento como legitimo e de fato não tinha como detectar o HMS Concheror, mas, nem mesmo os ingleses tinham garantias contra submarinos argentinos, ou sovieticos,
    ou seja potencialmente sempre haverá algum risco para o navio de superficie.

  5. Jorge Tadeu 2 de maio de 2013 at 12:57 #

    Inexplicável mesmo é a aparente ausência de precauções táticas dos navios argentinos em situação de conflito, o que poderia demonstrar um estranho “relaxamento” dos comandantes em virtude de se encontrarem os navios fora da zona de exclusão ou, pura e simples falha no funcionamento dos sonares ativos desses navios… Isso nunca se saberá ao certo…

  6. Biduguento 2 de maio de 2013 at 13:02 #

    Prezados,

    a ROE é comunicada ou é apenas definição interna de formas de obter objetivos? Sendo comunicável, após a modificação do ROE a Argentina precisaria ser (ou foi) notificada pela Inglaterra das mudanças?

  7. Carlos 2 de maio de 2013 at 13:31 #

    Parabéns pela ótima matéria.
    Pergunto-me porque partiram os Argentinos para a invasão sem estarem devidamente preparados!?
    Os melhores submarinistas argentinos na Alemanha para receber dois submarinos novos!?!
    Aos 08.25
    http://youtu.be/RoqY4LlO-Kk
    Tanta irresponsabilidade do Almirantado Argentino, porque não adiaram a invasão!? Partir para guerra, sem dar a melhor chance para ganhar, é criminoso.
    Que alma daqueles marinheiros descanse em paz e de todos os que perderam a vida nesta guerra

  8. Paulo Itamonte 2 de maio de 2013 at 13:33 #

    Pegando a deixa do Dalton, sobre o Tamandaré ( ex USS Saint Louis ) tem uma história interessante sobre ele. Quando houve o ataque a Pearl Harbor, um dos navios que conseguiram fugir do porto foi o Saint Louis. Ele foi atacado principalmente por um pequeno submarino Midget ( anão ) que não conseguiu atingi-lo com os únicos dois torpedos que possuia. Todos os midgets foram destruídos ou danificados em Pearl Harbor. A história interessante é: o comandante do submarino japonês que atacou o Saint Louis foi capturado, sobreviveu a guerra e depois dela veio morar aqui no Brasil e pouco tempo depois o Saint Louis também veio morar aqui como Tamandaré da marinha brasileira. Sobre o General Belgrano, é interessante notar o pequeno guindaste ( grua ) na popa para recolher hidroavioes de reconhecimento. A Argentiina será que operava hidroavioes no Belgrano?

  9. Airacobra 2 de maio de 2013 at 13:36 #

    Uma grande lição para nossas forças armadas, o inimigo nunca esperará a prontificaçao dos seus meios para atacar, a pior coisa para um combatente é ter meios que nao possam ser usados em sua plenitude e nem na quantidade desejada, duvido que as caldeiras do belgrano estivessem todas em cima, enquanto navegava garanto que tinha praças virando dias e noites para tentar prontificar maquinas, armamentos, sistemas, etc, o mesmo pode-se dizer dos dois Cts que o escoltavam, e mesmo também do 25 de maio mais ao norte, que nao pode atingir a veloc necessária para gerar vento relativo para lançamentos dos a-4, mesma situação foi vivida pela MB na guerra da lagosta, e pode se repetir qualquer dia desses ai, espero que só daqui a uns 15 anos, quando já devo estar em casa, na reserva.
    Pra político, como tambem pra grande parte da populacao brasileira cega e burra, é facil dizer que o Brasil é um pais pacifico e nao tem inimigos, por isso nao precisa se armar, pra que gastar com defesa? Nao existem países amigos, somente interesses em comum, quando um passa a ter mais interesse que o outro ai já sabe, só se precisa de uma desculpa besta montar uma coalizão e ai já era, que o diga a amizade EUA/Iraque, EUA/Iran, só pra exemplificar, a Amazônia ta ai, as ongs tão lá, os livros de geografia dos EUA sao bem claros.

  10. MO 2 de maio de 2013 at 13:42 #

    na época de 1980 nao, se nos primordios não sei

  11. Emmanuel 2 de maio de 2013 at 14:19 #

    quem viver verá…ou não…

  12. emerson 2 de maio de 2013 at 14:45 #

    Olá a todos.

    São muitas as perguntas sobre o que motivou os argentinos invadirem as ilhas malvinas como fizeram. Certamente, dois fatores foram decisivos… Thatcher estava enfraquecida e a condição econômica da Inglaterra era bem ruim; a situação política na Argentina era insustentável e o governo militar tinha poucas opções. Talvez os argentinos tenham feito duas apostas de risco… a Inglaterra não irá responder militarmente e os EUA (e Chilenos) ficarão neutros. Claro que sabiam do risco de estarem errados, mas o prêmio seria muito bom se estivessem certos.

    É fácil concluir que os Argentinos não estavam suficientemente preparados para a guerra, mas isso fica claro apenas hoje.

    De qualquer modo, a guerra das Malvinas afetou a organização e doutrina das forças armadas brasileiras. O próprio ProSub pode ser visto como uma consequência dessa guerra.

    Aliás, tem sido muito bastante cansativo as reiteradas críticas ao Submarino nuclear, provavelmente o mais importante programa militar brasileiro em atividade hoje. Muitos se esquecem que essa proposta não nasceu no gabinete da presidência, mas tem sua origem no alto comando da Marinha. O executivo pode não fazer o que se pede nos ministérios, mas nunca faz nada a revelia dos ministérios… quem é do setor público sabe bem disso.

  13. Templário 2 de maio de 2013 at 14:58 #

    Excelente matéria, comentários curtos, suscintos e claros e que faciltaram o entendimento de um leitor leigo (eu) na arte da guerra naval.

  14. emerson 2 de maio de 2013 at 15:30 #

    Caro Airacobra.

    Vivemos uma condição bem peculiar de nossa história. Por um lado, a crise do petróleo na década de 70/80 que resultou na crise da divida nos 80/90 e somente pôde ser resolvida no segundo governo de Lula, fez com que a infraestrutura do país ficasse estagnada por décadas.

    Hoje, felizmente, vivemos uma condição de pleno emprego e o setor de infraestrutura parece se reorganizar, por exemplo com a ampliação dos portos, aeroporos, energia, comunições, etc. Contudo, estes investimentos ainda não estão concluídos e muito menos amortizados.

    Por outro lado, gastos com defesa (excluídos os em P&D) não são investimentos, mas gasto com custeio. Ao contrário de uma refinaria que irá gerar rendimentos ao longo de sua operação (ou um hidrelétrica, ou uma estrada, etc), um porta-aviões ou submarino irá sempre requerer mais e mais recursos para operação. Contudo, são gastos necessários.

    O grande problema é dividir o orçamento em investimentos, custeio civil (universidades, hospitais, segurança pública) e custeio militar (soldo, treinamento, manutenção e aquisições). Nunca haverá recursos suficientes, mas felizmente nossas fronteiras são pacíficas quando comparadas á fronteira da Rússia, China, Índia, etc. Nossa maior fragilidade é a exploração em águas profundas (por isso a prioridade dada ao ProSub).

    Mesmo assim, o orçamento do MD é um dos maiores do governo federal pois dos quase 700 mil funcionários federais, mais de 350 mil são das forças armadas. Creio que apenas abaixo do MD está o MEC, com cerca de 100 mil professores, técnicos e funcionários de universidades e escolas técnicas.

    Atualmente, o MD tem conduzido vários programas de aquisições, como o Guarani (EB), Astros (EB), KC390 (FAB), modernização dos caças (FAB), helicópteros (EB, FAB, MB), submarinso (MB), e ainda teria o prosuper e o FX2.

    Um aspecto importante de todos esses programas é o envolvimento de engenharia brasileira. Eventualmente, é mesmo mais caro a nacionalização da produção/projeto do que a simples aquisição internacional, mas a experiência de engenharia fica e é sempre muito aproveitada em diversos outros setores, o que transforma um gasto de custeio puro em um hibrido investimento/custeio.

  15. emerson 2 de maio de 2013 at 15:49 #

    Caro Airocobra,

    Um ponto importante para quem monta o orçamento é que quando um custeio pode ser transformado de dólares para reais, isso alivia em muito o peso financeiro. Assim, se ao invés de se comprar um submarino totalmente construido em um estaleiro no exterior por 500 milhões de dolares, você consegue monta-lo em um estaleiro nacional, digamos 20% mais caro (um chute), o que ocorre é que o desembolso em moeda estrangeira não fica em 600 milhões de dólares, mas cai para 1/3… uns 200 milhões. O resto é desembolsado em moeda local para o pagamento de salários, obras civis, equipamentos adquiridos internamente, insumos, impostos, etc, fazendo a economia local se fortalecer e gerar riqueza, sem falar que uns 20% dos que é pago retorna ao governo como impostos e previdência.

    No fim, o que era mais caro em termos monetários gerou um ganho local na geração de empregos, impostos e na movimentação da economia loca.

  16. virgilio 2 de maio de 2013 at 15:50 #

    Ótima matéria.

    Muito triste para os Argentinos e que tenham mais sorte no futuro contra os ingleses.

  17. Emmanuel 2 de maio de 2013 at 16:01 #

    caro emerson, caso vc não saiba, nossos “caças modernizados” estão com idades que que variam de 30 a 40, ou mais, (me corrijam se eu estiver errado). esses aviões não eram para estar sendo modernizados, e sim substituídos. que bom que temos muitos militares, pena q cerca de mais de 80% do orçamentos do militares é para pagamento de soldo, o resto é para avião, fuzil, tanque e por aí vai. talvez vc não tenha noção do “buraco de merda” (pedindo desculpas a todos) que as forças armadas estão, mas antes de vir com esse discurso de q nunca antes neste país se fez tanto por alguma coisa, saiba, nunca antes da história desse país se fez TÃO POUCO pelas forças armadas. acordo sobre segurança eu faço até com meu vizinho, agora colocar a mão no bolso é outra história. e não, nossas fronteiras não são pacíficas “camarada”, tenha certeza disso.

  18. colombelli 2 de maio de 2013 at 16:46 #

    Assin embaixo do que escreveu, supra, o emmanuel. Modernização do F-5 esta sendo substitutivo da aquisição dos caças que o governo, ocupado por aquele senhor e pela Dilma ja adia a 10 anos sem jsutificativa. Helicopteros franceses: Com embargo de vôo sobre o mar e a preço de U$60.000.000.00 a unidade. Submarino nuclear como projeto absoluitamente destoante da doutrina defensiva do Brasil, pois é arma absolutamente ofensiva. Ademais, sua unica vantagem que é levar a guerra na costa inimiga não pode ser alcançada com um o dois exemplares. Se era pra patrulhar a costa em postura defensiva, os diesel-elétricos dariam conta por preço bem menor. O KC-390 pouco e nada acrescerá ao que a FAB ja tem hoje, e se não emplacar no exterior, teremos um abacaxi ligistico na mão. Sobra a rigor o novo fuzil e o Guarani. Então os tais projetos até podem trazer algum ganho tecnológico, mas muito menos do que se alerdeia na estória do “nunca antes na história deste pais”. O que eu vejo, isso sim, é o Chile e a Venezuela se distanciando. Por fim, ao que me consta crise alguma foi revolvida no governo daquele senhor, hoje investigado pela PF. Pelo contrário. Veja-se as notícias de hoje: endividamento dos brasileiros chega a 1,1 trilhão, quase 25% do PIB; pior abril da história da balança comercial. Preciso dizer mais?

  19. colombelli 2 de maio de 2013 at 16:55 #

    Quanto à matéria, excelente, e denota algo sabido por quem ja foi militar profissional ou estuda história militar, ou as duas coisas, como é meu caso, qual seja: em regra, e de forma geral, os latinos serão sempre militares com menor capacidade combativa do que os britãnicos e alemães. Questões históricas e culturiais os fazem frios, e, portanto, mais eficientes em combate. Nós, latinos, é como se diz aqui no sul, como “tosa de porco”, ou seja, muito grito e pouca lã. Claro que há na américa latina militares excelentes, mas a média geral é esta que se viu nas Malvinas, muito grito, muita agitação, mas na hora, a frieza e o profissionalismo britãnico superaram os argentinos em 1×1, quando os manuais preconizam vantagem de 3×1 ao invasor ou atacante. Os ingleses e israelenses são os melhores militares do mundo em termos de eficiência. Os argentinos jogaram pôquer com o melhor jogador e deu o esperado. Este episódio do Belgrano so reflete o que aconteceu em terra depois: uma surra homérica. Quanto ao afundamento fora da zona de exclusão, todo meio inimigo potencialmente hostil é, em qualquer lugar, alvo. Guerra é guerra.

  20. Wagner 2 de maio de 2013 at 17:13 #

    Eu não mudo minha opinião : o afundamento foi desnecessário. É minha opinião e espero não ser hostilizado como kirchnerista e chavista, tal como fizeram neste blog anos atrás, quando falei a mesma coisa. Opinião todo mundo tem, e eu tambem tenho a minha.
    A não ser que alguns ” defensores do sistema liberal e democratico” queiram me xingar de novo…

    Obviamente os argentinos estavam despreparadíssimos para a guerra, e isso me lembra a frase famosa de Raeder, em 1939 : ” O melhor que podemos fazer é morrer com bravura” .

    Foi uma lamentavel perda de vidas. E uma demonstração da mediocridade militar latino americana.

    Mas, se algum fã dos britânicos quiser soltar fogos hoje… se alguem eventualmente comemorar a morte de 300 pessoas, tal como vi fazerem aqui anos atrás…

    Uma boa tarde.

    E Viva Hugo Chávez !! KKKKKKKKKKK !!!! ( o que alias é uma coisa meio complicada de ocorrer no momento…)

  21. Dalton 2 de maio de 2013 at 17:19 #

    Paulo…

    quanto a sua pergunta…

    “notar o pequeno guindaste ( grua ) na popa para recolher hidroavioes de reconhecimento. A Argentiina será que operava hidroavioes no Belgrano?”

    A resposta é não ! O guindaste para aeronaves permaneceu, assim como no Tamandaré, Barroso e demais cruzadores que vieram parar na Argentina e no Chile e também nos encouraçados classe Iowa mesmo quando estes foram modernizados nos anos 80, porém as catapultas foram retiradas de todos eles muito antes e o guindaste utilizado para funções mais mundanas, como embarque de carga.

    abs

  22. Almeida 2 de maio de 2013 at 17:28 #

    Este será o futuro do NAe São Paulo, caso ele saia da doca algum dia para encarar qualquer marinha oceânica moderna.

  23. Almeida 2 de maio de 2013 at 17:33 #

    E Wagner, política à parte, sim, é triste ver 300, 3 ou um Homem morrer em qualquer guerra.

    Mas convenhamos que 1. as nações estavam em conflito aberto, 2. era um alvo militar, 3. todos que morreram ali eram militares em serviço e 4. foram os argentinos quem provocaram e desmoralizaram as forças armadas britânicas. Mesmo excluindo-se um eventual uso tático do navio nos combates, ele era um belo alvo estratégico, nem que fosse para melhorar a moral dos britânicos.

    Como dizem por aqui, “não sabe brincar, não desce para o playground”.

  24. Emmanuel 2 de maio de 2013 at 17:48 #

    Lema da legião estrangeira:
    “soldado é feito para morrer, e aqui se manda para onde se morre” (ou mais ou menos isso).
    Se até os franceses pensam dessa forma, não devemos pensar diferente.
    Somos pacíficos? O Paraguai agradece nossa forma pacífica de ser.
    Guerra é guerra. Ou se mata, ou se morre tentando. O resto é livro de história (ou blog militar…..hehehehehehe)

  25. emerson 2 de maio de 2013 at 18:00 #

    Caro Emmanuel

    Me recuso a discutir qualquer coisa em termos partidários nem fazer juízo de valor sobre se as decisões tomadas nos últimos vinte anos são corretas ou não. Quando menciono um ou outro nome, o faço por para referência de tempo. E quero acreditar que não fui suficientemente claro em meu post sobre a lógica do orçamento federal.

    Primeiro, não podemos ignorar que o MD possuiu o maior orçamento entre os ministérios, maior que os orçamentos do MEC e dos recursos do SUS. O aumento dos gasto militares somente serão possíveis pela redução dos investimentos em infraestrutura ou em custeio civil, como a manter o SUS e o sistema de universidades e pós-graduação. Assim como o MD, o MEC destina 80% de seus recursos para recursos humanos. Aliás, a maioria das organizações possuem essa estrutura de gastos… primeiro pessoal, depois custeio e investimentos.

    Segundo, pode-se questionar se os programas de aquisição são os prioritários, mas não se pode ignorar que existem. Aliás, todos os programas militares possuem um histórico de 10 a 15 anos, ou até mais. A modernização dos F5, A1 e A4 da marinha terão consumido cerca de 2 bilhões de dólares quando concluído, tendo começado há mais de 10 anos.

    Terceiro, insisto que é muito mais adequado para um governo custear gastos em moeda local do que em divisas internacionais. Os japoneses fazem isso exemplarmente. Poderíamos questionar se não teria sido melhor 60 BlackHawk do que 50 Caracal, mas apenas se eles fossem montados no Brasil, pagando-se os salários dos técnicos e engenheiros envolvidos em reais, o que faria a economia local ser movimentada. Insisto, é melhor aumentar a fração de gastos em moeda local mesmo a um preço maior, assim como o EB está fazendo com o Guarani e a MB com o Scorpene.

    Quarto. Os programas militares foram listados como prioritários pelo alto comando das forças. A estrutura burocrática do Estado não permite que existam programas em atividade que não sejam aprovados nos ministérios… existe sim programas considerados prioritários mas que não são executados, nunca o contrário.

    Por fim, me reservo o direito de não me envolver em qualquer discussão que envolva partidarização e eleições futuras.

  26. StadeuR 2 de maio de 2013 at 18:44 #

    Os tempos mudaram mesmo ou não mudaram nada, depende do ponto de vista do observador .
    Esse problema está no Comitê de Descolonização da Onu a anos e até agora não teve resultados positivos para a reivindicação legítima da Argentina. Se esse conflito ocorresse novamente acredito que a América do Sul se uniria a Argentina, não cabe mais nos tempos de esse abuso colonizador britânico.
    Abs.

    http://www.naval.com.br/blog/2010/09/24/hms-gloucester-kirchner-agradece-apoio-de-colega-uruguaio/#axzz2SAobsKUi

  27. Corsario DF 2 de maio de 2013 at 19:27 #

    Ótima matéria,

    Mais uma prova de uma marinha treinada e outra…

    Largada!!!

    ST.

  28. Bosco 2 de maio de 2013 at 19:30 #

    Naquela época havia deficiências em radares capazes de detectar e rastrear alvos próximos ao nível do mar.
    Mesmo os navios armados com o Sea Wolf não tinham como se defender eficientemente de um ataque rasante, fosse com mísseis ou com aviões.
    Os Sea Wolfs eram eficientes contra mísseis subsônicos de primeira geração, como o Stix, e sua versão original não havia sido pensada para ser usada contra um míssil como o Exocet, que voa não raro a 3 m de altitude.
    Em 82 só havia mísseis com capacidade sea skimming no Ocidente e os britânicos, como não tinham bola de cristal rsrsrs nunca imaginaram que teriam que enfrentar um míssil que eles mesmo colaboraram com o desenvolvimento e que também adotavam em seus navios.
    Os argentinos sabiam disso e não pensaram 2 vezes antes de usar o míssil contra os britânicos,e no caso do cruzador Belgrano, não vejo razão dos britânicos serem menos racionais e mais sentimentais que os argentinos.

  29. Marcos 2 de maio de 2013 at 19:55 #

    É provável que essa tenha sido a última guerra, como direi, “convencional”, no sentido que os combates, no mar, no ar e na terra, foram na base do homem à homem: os torpedos usados foram diretos, os combates aéreos foram na base do engajamento, os misseis ainda precisavam ser levados próximos ao alvo.

  30. Carlos Peçanha 2 de maio de 2013 at 20:51 #

    Acho que nasceu daí o sonho brasileiro do subnuc. O pior é que estão achando que possuindo apenas 1 terão poder para decidir qualquer guerra no mar.
    Alguém pode me dizer se em caso de acidente com o sub nuclear o Brasil estará preparado para fazer o socorro? Alguém pensou nisso? Ou vão chamar os americanos? Já pensaram num vazamento radioativo? Estamos preparados? Vamos estar?????

  31. Bosco 2 de maio de 2013 at 21:14 #

    Carlos,
    O objetivo da MB é ter 5 subnucs (ou seriam 4?).
    Quanto a ter capacidade de socorro se ele “afundar” numa profundidade aquém da de colapso (uns 500 metros no máximo) temos alguma capacidade de resgate usando nosso navio de salvamento submarino, agora, não há dúvidas que viriam meios de vários países na tentativa de salvar a tripulação.
    Se for em profundidade maior não há como salvar a tripulação tendo em vista que o sub iria literalmente ser esmagado.
    Nesse caso, o reator ficaria no fundo e o dano ambiental seria nulo ou muito reduzido no caso de haver alguma fuga de material radioativo.
    A própria pressão do mar dá conta de mitigar o problema já que o combustível nuclear é muito pesado e iria ser depositado no fundo.
    Claro, depois de uns 20 ou 30 anos poderíamos ter que nos deparar com um Godzilla ou com um caranguejo do tamanho do Maracanã.
    Mas aí é um milagre de cada vez e cada dia com a sua agonia.
    Um abraço.

  32. emerson 2 de maio de 2013 at 21:20 #

    olá Carlos Peçanha,

    você tem razão sobre o impacto que a guerra das malvinas teve sobre a MB para desenvolver o SubNuc, contudo esse projeto é bem mais antigo.

    Logo após a II Guerra, o Gov. Federal organizou o CNPq para organizar e financiar pesquisas na área nuclear, inclusive tendo sido criado o IPEN (instituto nacional de pesquisas energéticas e nucleares). A marinha teve um papel fundamental nesse processo, basta lembrar o papel do Almirante Alvaro Alberto, que não por coincidência dá nome à usina nuclear de Angra e será o nome do submarino nuclear.

    Pouca gente sabe, mas dentro da USP em São Paulo, existe uma área de pesquisa federal com dois reatores nucleares para pesquisa, um civil e outro militar sob responsabilidade da marinha.

    Durante o governo militar, houve uma distribuição de esforços entre a MB, EB e FAB. A marinha desenvolveria o combustível nuclear e um reator, o EB a bomba em si e a FAB o foguete lançador, mas a crise do petróleo nas décadas 70-80 desorganizou de tal modo que apenas o projeto da marinha conseguiu sobreviver por causa das ultracentrífugas desenvolvidas pelo Alm. Othon Luiz Pinheiro, atual presidente da Nuclebras.

    A guerra das Malvinas deu força ao projeto do SubNuc, mas a MB não tinhas recursos para desenvolver o projeto, mas conseguiu construir os primeiros subs convencionais no AMERJ (classe Tupi e Tikuna) e deu início ao projeto em Iperó, interior de SP, de enriquecimento de urânio (início da década de 90).

    A decisão pelos Scorpene foi a solução para dois problemas. O primeiro, construir submarinos convencionais, lembrando que o Tupi já tem 30 anos. O segundo, construir um casco maior para colocar o reator que está em desenvolvimento em Iperó. Os modelos alemâes são pequenos para isso e se me lembro, havia um problema sobre a transferência de tecnologia para a fazer a seção frontal dos submarinos no Brasil. Se não me engano, todas as seções dos Tupi e Tikuna foram feitas na Alemanha. Os russos queriam vender o submarino pronto. Então sobrou apenas os franceses, já que os ingleses não colaborariam com a MB para um submarino nuclear, obviamente.

    O EB desistiu do projeto da bomba durante o governo Figueiredo e em seguida, os presidentes Sarney e Alfonsin assinaram um acordo de não proliferação de armas nucleares, encerrando definitivamente o projeto de um artefato nuclear. As pesquisas continuam no IME sendo o livro do Dalton Barroso o exemplo mais interessante. Já a FAB ainda luta para desenvolver o VLS, apesar do boicote americano e europeu.

    acho que não sou tão novo assim no assunto…

  33. Airacobra 2 de maio de 2013 at 21:27 #

    Emerson, discordo,
    Dinheiro nós sabemos que há aos montes, se compararmos nosso pib com o de vários países por ai veremos que nao é bem assim, nao pretendo escrever muito, pois nao sou adepto a alimentar discussões sobre politica ja que ja se sabe onde vai parar, e pouco me interessa, para entender oque quero dizer é só consultar um post anterior do colega “jeca tatu”, nao lembro se aqui ou no aereo, o qual foi quase perfeito, pecando somente na conclusao, parte que me diz respeito (ele deve ter algum trauma com militares, mas que para mim vem ao caso, já que nao fui eu que o molestei), se é pra ter forcas armadas, que as tenha de forma correta, de que adianta ter quantidade sem ter qualidade? Vide os cortes que vem assolando as demais forcas dos países de primeiro mundo, corta-se em quantidade e nao em qualidade, no meu caso eu prefereria uma MB com 8 a 10 fragatas, 10 submarinos diesel-elétricos, meia dúzia de navios anfíbios/apoio logístico e uma boa quantidade de navios patrulha, desde que no estado da arte, repetindo, prefiro qualidade à quantidade, só como exemplo, se voce fosse motorista de onibus, oque prefereria dirigir todos os dias, um onibus da década de 60/70 colocando em risco sua vida, além das dos passageiros e dos demais ocupantes dos outros veículos ou um “buzú” zero km completo com ar condicionado e tudo mais? É assim que me sinto no dia a dia, ou sera que voce acha que gosto de navegar diuturnamente em navios com mais de trinta anos com manutenção a desejar (nao pela ma qualidade da manutenção, mas pela falta, ou melhor corte de recursos pelo GF), somente cumprindo a missao por milagre feito pelas tripulacoes e militares e civis dos arsenais, enquanto todos os dias vemos bilhões e bilhões sendo gastos com coisas nao sem importância, mas com menor prioridade, dormir em cima de uma bomba é meio arriscado nao acha? É assim a rotina diária, mas somente para ratificar e antes que apareça alguem criticando o porque reclamo mas continuo na ativa, e parafraseando nosso patrono, sou marinheiro e outra coisa não quero ser!

  34. emerson 2 de maio de 2013 at 21:29 #

    Olá Bosco,

    dada a profundidade maior do que 500 metros, acho improvável que haja um caranguejo possa sofrer os efeitos da radiação, já que a água é um excelente atenuador de radiação…. mas não podemos descartar que uma água viva que viva nessas profundidades não seja afetada.. felizmente, ela não teria como sair da baia de Guanabara e caminhar até o Maracanã… mas talvez ela bloqueasse a saída da baia.. o desastre seria terrível… o nível da água subiria, encobrindo todo o Rio, Niteroi e Duque de Caxias…. acho que apenas um artefato termonuclear poderia destrui-la… mas ai sim, a radiação afetaria todo o mangue em torno da Baia, gerando os caranguejos gigantes….

    é um cenário assustador….. o melhor a fazer em caso de um acidente com o SubNuclear é afunda-lo no Rio da Prata proximo de Buenos Aires

    O que acha?

  35. Airacobra 2 de maio de 2013 at 21:40 #

    E em tempo, Ótima matéria
    E muito grato ao blog por abrir os comentários mesmo que temporariamente, pois faz tempo que eu nao tinha o prazer em “rabiscar” uns e outros “garranchos” nesse ótimo blog, mas sei que para o próprio bem do blog os comentários tem que ser restritos mesmo, para evitar muitas besteiras escritas, desde que os comentarios ficaram restritos o nível dos comentarios melhorou muito
    E um abraço a meu amigo jacubas, pois já tem uns três anos que nao tenho contato com ele, só o vejo vez ou outra através do blog

  36. Lucas S.C. 2 de maio de 2013 at 21:45 #

    Pobre Belgrano e combatentes argentinos desta guerra, e pensar que no final da guerra o povo estava mais preocupado com a copa de 82 mais do quê o que estava ocorrendo nas Malvinas………..

  37. MO 2 de maio de 2013 at 21:48 #

    hipoteticamete se fosse aqui, haveria diferenças de quem foi a nota 10 no quesito macaquice da GRES unidos da desuniao do morro do macaco penteado ? ou de quem seria o ‘lider’ (?) do GGG 11 … ?

  38. MO 2 de maio de 2013 at 21:49 #

    ele ta la no Acre (kkkk) …

  39. Jeca Tatu 2 de maio de 2013 at 22:01 #

    Detestamos nossos defeitos.Principalmente aquele que encontramos nos outros.

  40. Guilherme Poggio 2 de maio de 2013 at 22:01 #

    Lembro como se fosse hoje, parado em frente à TV Triniton lá de casa (coloria), assintindo o Jornal Nacional informando sobre o afundamento do Belgrano.

    Como o tempo passa…

  41. Bosco 2 de maio de 2013 at 22:09 #

    Emerson,
    De qualquer forma vai ter caranguejo gigante. rsrss

    Poggio,
    Eu como ainda não tinha nascido não lembro de nadinha.

  42. Bosco 2 de maio de 2013 at 22:17 #

    Quem leu aquele livro da Guerra das Malvinas que tinha um capítulo escrito pelo Godoy?
    Naquela época ele já viajava na maionese. rsrsrr
    Mas não posso negar que aquele foi meu livro de cabeceira por uns 2 ou 3 anos. Vez ou outra eu dava uma olhadinha no capítulo do Godoy sobre as “armas futuristas” usadas na guerra e viajava mais que o autor. rssrsss

  43. Alex Nogueira 2 de maio de 2013 at 22:46 #

    Sem dúvida uma guerra cheia de batalhas interessantíssimas!!!!!

    Cabe aos militares do Brasil estudar e re-estudar cada “capítulo” dessa guerra a fim de aproveitar ao maximo a experiência dos “hermanos” e não cometer os mesmos erros.

  44. emerson 3 de maio de 2013 at 1:00 #

    Caro Almeida,

    Peço desculpas se você esperava uma resposta ao seu comentário, mas prefiro evitar polemizar em termos políticos ou eleitorais.

    Podemos, se quiser, debater em outro forum. Não aqui. Até porque não me sinto confortável com termos em caixa alta. Prefiro deixar as mauísculas para os caranguejos gigantes.

  45. Emmanuel 3 de maio de 2013 at 8:58 #

    Eu passo depois desse post de Jeca Tatu….

  46. Galante 3 de maio de 2013 at 13:03 #

    Estamos deletando todos os comentários off-topic.

  47. colombelli 3 de maio de 2013 at 13:28 #

    Prezados Amigos
    O orçamento do MD foi, ano passado, o terceiro, perdendo so pra previdência e para a saúde. Quanto aos gastos com pessoal, que consomem a maior parte, quase 70% do total, o grande mal esta no pessoal “não combatente” e na folha de inativos. O sistema brasileiro de previdência dos servidores públicos, com remuneração integral nos proventos de aposentadorias ou pensões, mais a folha dos não combatentes, faz com que um orçamemento relativamente alto em vista de padrões mundiais ( ver dados do SIPRI, recentemente divulgados) se transforme em parcos inventimentos reais em equipamento. Estamos, no EB, com uma artilharia dos anos 40 e 50 em sua maioria, com uma defesa antiaerea quase inexistente e um fuzil de 60 anos, que vai demorar ainda uns 8 a 10 pra ser substituído. Na FAB, dispensam-se comentários. Na MB, se não vier logo uma renovação dos meios de superficie, amanhã ela estará no status da FAB com o caças. Tornando ao tema, a morte de qualquer militar, mesmo o inimigo, é algo que nunca tras satisfação a um militar realmente profissional, que sabe que guerra não é pessoal. Isso é algo bem claro aos britânicos, mas não aos argentinos e latinos de uma forma geral. Somos mais passionais e esta é a nossa fraqueza militar, fazemos quixotadas com muito grito e agitação, mas na hora H o que vale é exatamente o oposto. Porém, em vários documentários vemos, por exemplo, o profissionalismo de algumas unidades de comandos argentinas e de seus pilotos, onde não se nota o ódio na narrativa. Por isso eles foram eficientes.

  48. Felipe 3 de maio de 2013 at 16:13 #

    Recomendo este podcast sobre o tema, além de divertido é muito interessante.

    http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-303-a-guerra-das-malv-falklands/

  49. Giovane 3 de maio de 2013 at 19:15 #

    Tem gente que fala afundar esse navio foi um crime de guerra.
    Eu particularmente não acho, vocês acham que se o Belgrano visse um navio britânico não iria atacar?

  50. Evandro 3 de maio de 2013 at 22:34 #

    Sinceramente, a Argentina invadiu uma ilha soberana de outro pais, totalmente despreparada, isso nada mais nada menos que a consequência da guerra, o afundamento foi legitimo e por incompetência dos argentinos, a verdade e que alguns amigos aqui defendem a Argentina, mas ela começou a guerra, com intuito de desviar as atenções de problemas econômicos na época da ditadura, se esta ilha fosse brasileira nos nAo iríamos defender e tentar tomar ela de volta ?hipocrisia falar que não, a diferença que o descaso com nossas forças armadas e enorme e infelizmente escuto de vários amigos a seguinte fala, para que ter caças de nova geração e exercito forte …

  51. Almeida 3 de maio de 2013 at 23:48 #

    Melhor deletar logo minha conta por aqui, o nível intelectual dos comentaristas despencou mesmo…

  52. Almeida 3 de maio de 2013 at 23:49 #

    É o que dá abrir os comentários do blog para os arruaceiros pagos pelo PT virem aqui fazer propaganda eleitoreira e dizer falácias aos incautos.

  53. Soyuz 4 de maio de 2013 at 1:07 #

    Eu chamo as malvinas de a guerra didática. Depois da IIGG nãohouve conflito que tivesse tanta diversidade de forças. Porta aviões, submarinos, desembarque, combate entre jatos, guerra terrestre. Tudo de forma simétrica e com amplas chances para ambos os lados. Um tipo de guerra que no futuro previsível não existirá mais.

  54. Comentarista 4 de maio de 2013 at 5:54 #

    Prezados Senhores
    A forma como navegava o cruzador argentino e suas escoltas mostram claramente como os argentinos entraram despreparados na guerra, ou talvez a palavra correta seria despreocupados.
    Outro fato curioso é que um navio da mesma classe, na II GM, levou mais de um torpedo japonês e não afundou. Supõe alguns que o Belgrano não estava preparado adequadamente seja com as medidas de segurança seja com equipes de combate a danos.
    Saudações

  55. Wagner Bragante 6 de maio de 2013 at 13:26 #

    Caro Almeida!

    Concordo inteiramente contigo. Infelizmente a desinformação e a manipulação dos dados são estratégias de amplo e constante uso em governos stalinistas (mesmo aqueles que se travestem de democráticos). E, como podemos observar em relação ao nosso país, essas estratégias funcionam a contento… Triste, muito triste.

  56. Dalton 6 de maio de 2013 at 14:00 #

    Caro Comentarista…

    O então USS Saint Louis foi atingido por apenas um torpedo na proa,
    enquanto o Genl Belgrano foi atingido por dois mesmo assim poderia ter sobrevivido se a tripulação estivesse melhor treinada e alerta pois pelo que se sabe até as portas estanques estavam abertas, além claro do navio ter mais de 40 anos e dizem não estar tão bem mantido.

    É um outro exemplo de supervalorização das forças armadas argentinas
    que citei anteriormente.

    abs

  57. Fernando 9 de maio de 2013 at 16:10 #

    Vê se aprende Argentina!!!!!!, para fazer guerra é preciso ter um bom exército e muito preparo senão a derrota é certa e humilhante!!!, como foi aua , QUE VERGONHA!!!!.

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