Schlachtschiff Bismarck, nach Seegefecht

Hoje faz 72 anos do afundamento do poderoso encouraçado alemão Bismarck, em 27.05.1941, no Atlântico. Três dias antes o Bismark tinha afundado o orgulho da Marinha Real Britânica, o HMS Hood.

Depois de uma caçada brutal, o Bismark foi detido por um ataque de aeronaves Swordfish obsoletas, mas que acertaram seu leme com torpedos e o obrigaram a ficar navegando em círculos até ser cercado e derrotado pelos navios britânicos.

Era o início da derrota dos grandes navios de batalha pelos porta-aviões. Abaixo o HMS Ark Royal e seus Swordfish.

HMS_Ark_Royal_h85716

COLABOROU: Wagner

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

21 Responses to “72 anos do afundamento do encouraçado ‘Bismark’” Subscribe

  1. Odenir Finkler Geraldo 27 de maio de 2013 at 12:21 #

    Nada vence o raio de ação de um porta-aviões (submarinos nucleares são uma possível exceção, já que o porta-aviões argentino não ousou enfrentar o submarino nuclear inglese nas Malvinas), daí a importância dele. Por isso precisamos manter o porta-aviões São Paulo funcionando, mesmo que apenas com aviões subsônicos. Certamente o São Paulo perderia uma batalha contra qualquer porta-aviões dotado de aviões supersônicos, mas como apenas cerca de 10 países no mundo possuem este tipo de navio, isso já dá ao país um poder razoável (mesmo que longe do ideal) na defesa contra os outros 190 e poucos países. Levando em consideração nossa política externa felizmente pacífica, um porta-aviões mais ou menos já é alguma coisa. Acho que seria interessante se a Marinha tivesse helicópteros de ataque, como já possui a FAB, para manter doutrina de ataque ao solo a partir de porta-aviões, já que os caças da Marinha são velhos…

    A história do Bismark é interessante, mas para nós brasileiros, a Batalha do Rio Prata é ainda mais importante, pois a Segunda Guerra Mundial começou o mar, justamente colada ao nosso território.
    Tenho uma pergunta sobre o assunto, que não sei se é de fácil respota: O navio Clement, afundado próximo a costa a brasileira pelo Graf Spee, logo no início da Segunda Guerra, estava em território marítimo brasileiro, ou eram águas internacionais?

  2. Odenir Finkler Geraldo 27 de maio de 2013 at 12:24 #

    Duas correções no meu comentário anterior: Onde se lê “inglese” leia-se inglês. Onde se lê “começou o mar” leia-se “começou no mar”.

  3. Dalton 27 de maio de 2013 at 12:37 #

    Odenir…

    o Clement foi afundado a cerca de 70 milhas da costa brasileira portanto em águas internacionais.

    abs

  4. Victor Vilha 27 de maio de 2013 at 12:52 #

    Lembro como se fosse ontem do programa , do HISTORY. Combates aéreos muito emocionante , e justamente o capitulo do Bismark foi o primeiro e o ultimo que eu vi.

  5. Wagner 27 de maio de 2013 at 12:53 #

    Obrigado Galante !!

    :)

  6. MOSilva 27 de maio de 2013 at 12:55 #

    O Bismark era um navio solidamente construído. Deu trabalho para ser afundado.
    SDS.

  7. Felipe 27 de maio de 2013 at 13:17 #

    Se os aviões não tivessem o acertado no leme, certamente ele conseguiria escapar dos navios britânicos, pois iria entrar no alcance dos aviões alemães.

  8. Dalton 27 de maio de 2013 at 13:25 #

    Os aviões alemães conseguiram afundar o HMS Mashona, destroyer da classe Tribal que havia participado da perseguição ao Bismarck no dia seguinte ao afundamento do encouraçado alemão e 48 marinheiros britanicos perderam a vida.

  9. Guizmo 27 de maio de 2013 at 13:50 #

    O moderno Bismarck foi afundado por antiquados Swordfish em 1941.
    O moderno Coventry foi afundado por antiquados A-4 com bombas de queda livre de 250 kg, em 1982.

    Aviões obsoletos nem sempre são desprezíveis nos combates navais…..por isso dei os parabéns à MB pela modernização dos AF-1 Falcon. Pode não ser a melhor opção embarcada do mundo, mas……

  10. Jorge Tadeu 27 de maio de 2013 at 14:34 #

    Neste tipo de combate, os atacantes quase sempre levam vantagem. No caso do Bismarck, se o torpedo não houvesse atingido o único ponto com blindagem mais leve, como era o caso do leme, decerto o mesmo teria chegado ao porto frances ou ao menos ao alcance da aviação de caça alemã…De qualquer forma, os alemães subestimaram os ingleses, pois deviam ter esperado o término da construção e a incorporação do Tirptz, irmão gemeo do Bismarck, porque aí sim, essa dupla seria difícil de ser afundada

  11. ivanildotavares 27 de maio de 2013 at 15:16 #

    Se o comandante do Bismark não tivesse a companhia daquele Almirante que era superior hierarquicarmente, a bordo, ditando procedimentos e decisões a serem tomadas, o Bismark não teria encontrado os ingleses no local onde encontraram e nem naquele momento. Provavelmente teria se safado. É desatroso você não estar a vontade para comandar.

  12. Wagner 27 de maio de 2013 at 15:31 #

    Verdade, ivanildo. Eu acredito que Lütjens cometeu erros sérios, se dependesse do Lindemann, teriam escapado.

    Interessante que o Bismarck é um Baden ampliado. Se analisarmos a classe Baden da primeira guerra, ( SMS Baden e SMS Bayern), podemos ver muitas semelhanças no desenho. A influência dos Baden é marcante no Bismarck.

    Somente o Bismarck e o Baden ainda existem, no fundo do mar. O Tirpitz foi resgatado e desmantelado em 49, se não me engano, e o Bayern afundou em Scapa Flow, foi resgatado e desmantelado anos depois, ironicamente no mesmo tempo em que a Marinha Alemâ ressurgia para a segunda guerra. O Baden foi encalhado em Scapa Flow, depois virou navio alvo e afundou acho que em 1922, mas ao menos ainda existe.

    Minha grande pergunta é : quando resgataram o Tirpitz, o que fizeram com os corpos dos marinheiros alemães ?? estavam lá ainda, não estavam ? ou será que já tinham sido desintegrados ?

    Um corpo dura 4 anos no fundo do mar ? pelo menos os ossos ?
    Nunca encontrei maiores detalhes a respeito…

    :)

  13. MO 27 de maio de 2013 at 16:14 #

    isso tudo para a P@!#!@#@%#%¨#!#!@ .. A de um aviaozinhum tecum tecum phoder tudo ….

  14. GUPPY 27 de maio de 2013 at 19:00 #

    Mas MO,

    Muitos aviões também foram alvos de canhões antiaéreos, mísseis e metralhadoras dos navios.

    O que eu não sei é quem está levando vantagem os navios de superfície ou os aviões.

    Abraços

  15. MO 27 de maio de 2013 at 19:28 #

    ih Guppy sempre tem um aviaozinhum para acabar com a festa ..

  16. Dalton 27 de maio de 2013 at 19:32 #

    Wagner…

    os restos humanos estavam lá sim, assim como estavam a bordo de encouraçados afundados em Pearl Harbor mais tarde recuperados.

    Livros, ao menos os que li, não fazem referencia ao destino dos restos humanos mas também tive essa mesma curiosidade sua após ler
    as operações de salvamento em Pearl Harbor e o que descobri na
    internet então não foi nada animador.

    Os restos humanos simplesmente foram jogados na água enquanto se
    desmontava o navio, há relatos de trabalhadores saqueando os restos humanos pegando, relógios, anéis, etc e mesmo mergulhadores atrás
    de souvenirs como restos de uniformes.

  17. Celso 27 de maio de 2013 at 20:06 #

    Prezado Odenir,
    No meu entender a marinha ja possui heli de ataque ou seja, guardadas algumas restriçoes ;
    Blach Hawk HH 60
    Sea Linxz

  18. Renato Sambi Colotto 28 de maio de 2013 at 1:54 #

    Eu cheguei a ler um livro que conta toda a história do afundamento do Bismark, chamado “Afundem o Bismark”… Eu li quando ainda era criança, (depois reli trocentas vezes – o livro ficou um tanto baqueado, de tanto ser lido e relido). O livro descreve como foi a primeira tentativa frustrada de afundar o Bismark, com os encouraçados Hood e Prince of Wales, resultando no fim trágico do Hood (na verdade um cruzador pesado, com blindagem insuficiente – levou um tiro bem no paiol, não teve a menor chance), e a fuga do Prince of Wales (foi atingido na ponte de comando).
    Em seguida descreve o “sumiço” do Bismark, a procura desesperada por ele por praticamente todo o mar do Norte, seu descobrimento por um Catalina, e os ataques aéreos subsequentes a partir do porta aviões Ark Royal… Foram dois ataques, um deu errado (os torpedos falharam, o que no fim foi sorte, pois o alvo era na verdade o cruzador Sheffield, que foi atacado por engano) e o outro foi o famoso ataque que incapacitou as hélices e lemes do Bismark.
    Por fim o final apoteótico, com o afundamento do Bismark depois de cercado por uma boa parte da esquadra britânica.
    Em resumo, um bom livro!

  19. daltonl 28 de maio de 2013 at 11:39 #

    Renato…

    o Hood não era um cruzador pesado e sim um dos três cruzadores de batalha que a Royal Navy possuia em maio de 1941, os outros dois,
    menores, Renown e Repulse sendo que o último seria afundado juntamente com o encouraçado Prince of Wales pelos japoneses em 10 de dezembro de 1941.

    abs

  20. Colombelli 28 de maio de 2013 at 22:12 #

    Guizmo, assino embaixo do seu comentário. Este tópico muito se relaciona ao do A-4 modernizado, onde muito se critica a modernização em detrimento de um plano ideal (e irreal infelizmente, mesmo sendo otimista ao máximo) , citando-se hipotéticas batalhas contra vetores superiores, o que seria improvável, e se afirmando que o A-4 será apenas um alvo.

    Pelo que se vê, ressalvado que aqui é combate ar-superície, é que nem sempre se dá melhor quem tem o melhor equipamento, sempre desejável, aliás, mas nem sempre disponivel.

    Jorge Tadeu, tens razão. E isso igualmente comprova como a sorte é um fator imponderável e poderoso também na guerra. Outro exemplo: a captura da máquina enigma. Quantos e quantos U boat foram abatidos ou “chafurdaram a missão” por conta disso no mar do norte.

  21. JOSÉ JUSCELINO DE OLIVEIRA NETO 30 de maio de 2013 at 22:26 #

    Existe um necessidade urgente na aquisição de aviões de ataque naval para a marinha brasileira. Como o porta aviões São Paulo esta fora de ação e não há aviões modernos para operações embarcada, a solução seria a aquisição de aviões tipo SUKHOI 32 FN baseados em terra, de preferencia em bases localizadas no litoral norte ou nordeste do País que operariam em conjunto os aviões patrulhas P 6 – Orion.

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