Project_1164_Moskva_2009_G1

vinheta-clipping-navalA Rússia joga bruto e não deixa espaço para dúvidas. Está levan­do para o Mediterrâneo o enor­me cruzador Moskva, de 11.490 toneladas, mais um destróier e dois navios de transporte de tro­pas de assalto. A missão do cru­zador, segundo comunicado do governo, “é garantir interesses russos na região”.

Os outros três estão formal­mente substituindo uma fraga­ta e três embarcações de desembarque que guarneciam, em Tartus, uma base aeronaval manti­da pela Rússia na Síria. Segundo analistas europeus, essa instala­ção está semidesativada. Apenas três, de cinco atracadouros originais podem ser utilizados e as estações eletrônicas foram desmontadas em 2007. A área é grande. Alinha de acostamento mede 5 quilômetros, mas, atual­mente, recebe só 150 militares.

O cruzador dispõe de um cen­tro de combate que pode forne­cer informações precisas sobre a chegada em voo de mísseis de cruzeiro – ou interferir eletroni­camente nos seus dispositivos de navegação.

Não é o único movimento mi­litar na área. O governo britâni­co despachou meia dúzia de ca­ças Typhoon, o avançado e caro Eurofighter, para a base de Chi­pre. Recheado com avançada eletrônica, o supersônico pode carregar carga de 16,5 toneladas de mísseis, bombas guiadas e torpedos médios.

Os EUA já posicionaram ao menos cinco navios, entre eles um porta aviões nuclear com 40 jatos de ataque. A França, relati­vamente próxima, ainda não efetuou deslocamentos de re­cursos. Pode fazer isso com os supersônicos Rafale e grandes jatos de inteligência em oito ho­ras, talvez seis, em alerta máxi­mo.

O novo componente na equa­ção da intervenção militar é a reação russa. A mobilização do cruzador Moskva é um indicador significativo. O navio esta­va cumprindo um circuito de en­saios conjuntos com forças na­vais da Venezuela e de Cuba. Foi despachado para o Mediter­râneo e, no caminho, encontra­rá um destróier da classe Sovremenni de 6,2 mil toneladas espe­cializado na guerra antissubmarino. A força-tarefa terá, ainda, dois Filchencov, que transpor­tam 300 soldados e mais 40 veí­culos blindados armados.

O grande “Moscou” foi moder­nizado entre 2002 e 2005. É um dos líderes da Frota do Mar Ne­gro, um poderoso legado da ex­tinta União Soviética. Mede 186 metros – pouco menos que dois campos de futebol – e é tripula­do por 480 homens.

O armamento principal é o míssil antinavio SS.N.12 com al­cance na faixa de 500 km. Abor­do, há três outros tipos, e um pouco conhecido sistema de de­fesa antiaérea que seria eficien­te no limite de 200 a 300 km.

FONTE: O Estado de S. Paulo via Resenha do Exército

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

31 Responses to “Moscou joga duro ‘em defesa de interesses’” Subscribe

  1. Soldat 30 de agosto de 2013 at 19:53 #

    Sei não mas acho que o Grande Urso vai acabar mordendo tão deixando o bicho encurralado e dizem que quando uma fera qualquer é encurralada acaba atacando!!!

  2. Alfredo Araujo 30 de agosto de 2013 at 19:55 #

    Eurofighter carregando 16,5 toneladas de armamentos ?? Torpedos médios ??

    hahahahaha

    Muito entendido de equipamento militar esse reporter do Estadão

  3. Wagner 31 de agosto de 2013 at 20:23 #

    A OTAN européia se ca** de medo dos Slava até hoje, só os USA tem condições de vencê-los. O Moskva já ajudou a impedir uma intervenção na Geórgia.

    Mas acho que ele e sua escolta só vão garantir a segurança de Tartus, eles não vão lá para brigar com os USA, não por causa do Assad.

    Russos não tem que morrer por causa do Assad. Mas Moscou deve sim proteger seu pessoal na Síria.

    O FSB e a CIA já devem estar fazendo um acerto : sem ataques na região de Tartus. Se os USA matarem russos por acidente na Síria, aí sim vai dar uma bela de uma M internacional…

    Esse navio é magnífico !

    E de fato, um EFA com 16,5 toneladas de armas ?? Poxa, eu teria ganho todas no simulador Super EF2000 se fosse verdade… kkkkkkkkkkkkkkkkk !! levaria uns 20 Amraams !!!

  4. daltonl 1 de setembro de 2013 at 12:41 #

    Wagner…

    se vc pensa isso sobre o Moskva , imagino então que nem os USA poderiam vencer o Pedro o Grande :)

    Ainda acho que o CDG vence o Moskva em qualquer situação, sem mencionar submarinos e aviação baseada em terra.

  5. joseboscojr 1 de setembro de 2013 at 13:57 #

    Wagner,
    O armamento ofensivo do Moskva são 16 “antiquados” mísseis anti-navios SS-N-12 que embora supersônicos (Mach 2.5) e com grande alcance (550 km) têm um RCS enorme e não voam rasante (sea-skimming).
    Sua defesa não é difícil hoje para um moderno navio de defesa aérea.
    Sua grande vantagem é que ainda não há um míssil anti-navio no ocidente com alcance similar (salvo se a versão polivalente do Tomahawk Block IV já estiver operacional) e num combate navio a navio a OTAN/USN levaria a pior.
    O problema é que guerras e batalhas hoje em dia não são negócios de cavalheiros e tanto a OTAN quanto a USN não lutaria “limpo” e com certeza onde houver a possibilidade de um Moskva entrar em combate contra unidades de superfície haverá um porta-aviões ou submarinos de prontidão já que os navios de combate russos têm alcance anti-navio em geral maior que 300 km (chegando a até 550 km) enquanto no Ocidente nenhuma unidade de superfície tem armas anti-navios com alcance maior que 200 km (salvo o helicóptero orgânico).
    Com a introdução do Tomahawk com capacidade anti-navio (MMT) com até 1800 km de alcance e com a introdução do LRASM (600 Km+) haverá um equilíbrio maior e aí poderemos ver uma luta mais limpa entre unidades de superfície de ambos os lados.
    Não creio que a OTAN ou a USN tema um combate entre suas unidades e as unidades russas, falando do ponto de vista estritamente tático. O temor, de ambos os lados, tem mais a ver com os desdobramentos que tal ação possa desencadear.
    Este temor é um dissuasor tão bom quanto qualquer arma supostamente superior.
    Um abraço.

  6. joseboscojr 1 de setembro de 2013 at 14:48 #

    O CDG (porta-aviões Charles de Gaulle) conta com Super Etandard e Rafales armados com mísseis AM-39 Exocet.
    Hoje há defesas de ponto consistentes para esse tipo de míssil e o Moskva as possui (CIWS AK630 e mísseis de defesa de ponto SA-N-4)
    A grande vantagem do CDG é poder atacar o Moskva com seus caças bombardeiros supersônicos a partir de uma distância maior do que ele pode ser atacado pelos mísseis antinavios de grande alcance.
    O CDG também tem defesas consistentes contra mísseis SS-N-12, inclusive de área expandida, usando o trio E-2C/Rafale/Mica ou o de área curta usando o Aster 15.

  7. Wagner 1 de setembro de 2013 at 16:09 #

    Pelo que vcs mesmos contaram, é um navio que merece respeito.

    Naturalmente, eu falava de situações mais igualitárias, em TEORIA.

    O Moskva e sua escolta seriam um oponente formidável para uma frota SIMILAR europeia, com base no que o Bosco me contou.

    Claro, como vc Bosco disse, ninguem joga limpo e na primeira chance a aviação o atacaria. mas aí estaríamos saindo do escopo de meu exemplo…

    Quanto ao Pedro o Grande, ele pode estar ultrapassado contra os USA nesse instante, mas quando o Nakhimov emergir em 2018, aí quero ver…

    lembrem-se que só estou falando dos europeus, claro que o tal Carrier Strike Battle Super Mixed Formidable American Mega Group iria vencer o solitário Moskva…

    Gostei dessa sua expicação sobre os Franceses, mas ainda assim, eles precisam, como vc disse, de aviação.

    E se chamássemos o Kuznetsov ??? kkkkkkkkkkkkkk !!

  8. Wagner 1 de setembro de 2013 at 16:12 #

    Pois é, sugestão ao Blog : hipoteticamente, se a Rússia decidisse salvar o Assad e intervir no mediterrâneo, e enviar o Kuznetsov contra o Charles de Gaule, ambos com escoltas, quais as chances ??

    Excluindo a USN e seus 30 Nimitz da questão, claro… kkkkkkkkkk !! :)

  9. MO 1 de setembro de 2013 at 16:47 #

    o Slava + o Udaloy em teoria ja dariam um bom caldo …

  10. MO 1 de setembro de 2013 at 16:48 #

    o Pyotr Velekiy ainda nao tem oponente no mar, a cobertura aérea (a porra do aviaozinhum)v sao outros 500 …

  11. joseboscojr 1 de setembro de 2013 at 17:52 #

    Navio a navio a vantagem ofensiva está do lado russo com seus mísseis antinavios gigantes (alguns com 7 t e 650 km de alcance e ogivas de 1 tonelada) mas a coisa tende a mudar com a entrada em serviço (se é que já não entrou) da versão polivalente do Tomahawk (MMT) e mais pra frente um pouco com a entrada em serviço do LRASM.
    A classe Udaloy agrega um outro fator que é o míssil SS-N-22, que é mais avançado que os SS-N-12 (classe Slava) e SS-N-19 (classe Kirov e Kuznetsov). O SS-N-22, dentre outros avanços tem capacidade sea-skimming enquanto os outros mais antigos não têm.
    Já no combate de duas esquadras sob a proteção de NAes modernos e dotados de moderna aviação de combate a coisa se complica e aí há uma paridade de capacidade ofensiva. Fatores como doutrina, tática, treinamento, etc, começam a pesar mais que o equipamento em si e aí o resultado é completamente imprevisível.
    Resultado de combates aéreos entre Rafales e MiG-29 são imprevisíveis.
    Em relação à capacidade ar-sup antinavio há alguma vantagem para os MiG-29 se estes levarem o míssil Krypton (maior alcance que os AM-39, supersônico e sea-skimming).
    Claro que tudo isso é o mais puro exercício de super-trunfo, mas vale ser pesado porque tudo passa por esse tipo de análise inicial. Depois é que se computa as inúmeras variáveis, tais como: discrição/furtividade, consciência situacional, capacidade de guerra eletrônica, superioridade numérica, treinamento, doutrina, tática, sorte, capacidade defensiva, forças submarinas, etc.

  12. CorsarioDF 1 de setembro de 2013 at 17:54 #

    Que digam os Alemães (Bismark) e os Japoneses (Yamato)…

    São formidáveis navios, mas como disse o Bosco, “não se joga limpo” e guerra é guerra, vale tudo!!!

  13. daltonl 1 de setembro de 2013 at 19:34 #

    Bosco…

    só complementando, apenas um dos Udaloys, justamente o único Udaloy II o Admiral Chabanenko conta com o SS-N-22, os demais Udaloys que são a espinha dorsal da marinha russa são devotados principalmente para a guerra antisubmarino com limitada capacidade antinavio e antiaérea.

    Os russos podem até ter magníficos navios, mas são relativamente poucos e envelhecendo rápido e sozinhos ou com pouco apoio são alvos fáceis.

    Também é interessante como você bem sabe, a US Navy deposita uma certa confiança no SM-2 para missão antinavio, provavelmente o SM-6
    agora também terá tal capacidade secundária. Não o suficiente para
    afundar ou danificar pesadamente um navio, mas o suficiente para deixa-lo cego e surdo por algum tempo.

    O ideal seria o LRASM resta saber se de fato será incorporado mesmo ou cancelado devido à falta de fundos.

    abs

  14. joseboscojr 1 de setembro de 2013 at 19:46 #

    A confiança na USN e seus porta-aviões é que explica a completa inferioridade das unidades de superfície do Ocidente frente à Rússia no tocante à capacidade anti-navio.
    Com a crise mundia que obrigará os EUA a reduzir a quantidade de NAes esperemos que o Ocidente abra os olhos enquanto é tempo e reduza ou elimine essa disparidade desenvolvendo e pondo em operação novos mísseis.
    Infelizmente pouco ou quase nada se vê nesse sentido fora dos EUA (tirando uma versão do RBS-15 com 1000 km de alcance e um esboço de um míssil europeu supersônico com mais de 300 km de alcance, o Perseus, que não passa de uma “exploração de possibilidades”) que parece acordou a tempo já que desde a década de 90 não operam mais Tomahawk TASM mas que hoje tem vários projetos em curso na tentativa de fazer frente aos mísseis SS-N-12, SS-N-19, SS-N-22, SS-N-26 e SS-N-27, todos supersônicos e com mais de 300 km de alcance.

  15. joseboscojr 1 de setembro de 2013 at 19:57 #

    Dalton,
    O ESSM e os Standard SM-2 só podem operar dentro do horizonte radar, portanto não são muito úteis em guerra em mar aberto.
    O SM-6 tem capacidade OTH e alcance próximo de 300 km e deve ter mesmo capacidade anti-navio, mas como você disse sua ogiva é reduzida. O que salva é que pode ser feito um ataque em massa, o que iria causar danos substanciais a qualquer navio.
    Até onde eu sei o programa Tomahawk multi-mode missile (TMMM), que capacitará o míssil à função anti-navio, também está em curso.
    Isso parece ser bom por um lado mas pode significar uma alternativa ao LRASM caso o mesmo seja cancelado.
    Vamos ver no que vai dar!!
    Um abraço.

  16. MO 1 de setembro de 2013 at 20:59 #

    Seria uma boa briga mesmo mas é o tal negocio não eh tao simples assim ambos tem muitos caçadores matadores entre as frotas tbm … o embateseja em qualquer campo teorico eh muito dificl de prever, pq alem de tudo é relativamente proximo de áreas que possibilitam apoio aéreo de terra

    ———————————————————————–

    Bom ,quatro atualizações:

    foto do leitor e post sobre o Handy Size ‘Silver’ =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/09/mv-silver-5bnc3-fotos-do-leitor-nelson.html

    TSHD Lelystad, uma draga bem grandona dragando o BTP e adjacencias =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/09/lelystad-pfob.html

    NT Handy size afretado a Petrobrás =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/09/mt-aegeas-a8xi6-imagens.html

    Fotos da minha filha do Kamsarmax Micaela Della Gatta =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/09/mv-micaela-della-gatta-3egl6-operando.html

  17. Wagner 1 de setembro de 2013 at 21:37 #

    Bom Dalton

    Navios novos estão a caminho… não num ritmo perfeito, é verdade, mas as coisas voltaram a andar. Por exemplo, eu creio que uma Gorshkov tem plena capacidade, exceto no quesito alcance, de substituir um velho Sovremmeny. Pelo que li das armas deles, a vantagem tecnológica da Gorshkov pode compensar seu tamanho menor, com relação aos Sovremenny. se a Rússia botar umas seis ou 8 Gorshkovs em serviço até 2020, já ajuda.

    Claro, não dá para enfrentar a US Navy, mas, ajuda na renovação da frota. Eu deposito muitas esperanças nas Gorshkovs.

    Vamos aguardar e ver se os estaleiros russos melhoram um pouco as coisas, o ritmo de construção não é grande coisa ainda, mas já esteve beeeeeeem pior…

    É que tem muita coisa para renovar, e a grana para tudo isso é complicado. De qualquer forma, tirando USA e China, não vejo nenhum outro país do mundo com mais de 60 navios em construção ( incluindo pequenos) ao mesmo tempo, tal qual a Rússia.

    Vc tem 5 frotas envelhecendo, e precisa renovar todas ( vc tem que trocar até aqueles Tugs de apoio…), cada uma delas tem que ter capacidade de batalha independente uma da outra, e isso num país cujo PIB não é exatamente o maior do mundo…

    Apesar de que grana para as Gorshkovs já foi ate reservada, é Yantar mesmo que não consegue fazer … tambem , caiu quase tudo em cima deles…

    Bosco, muito obrigado pela aula. Muito bacana !

  18. Wagner 1 de setembro de 2013 at 21:39 #

    ps : obviamente, eu quis dizer navios militares ali, nada a ver com os civis, iates e mercantes, só para deixar claro…

  19. daltonl 1 de setembro de 2013 at 22:40 #

    Wagner…

    do jeito que vejo…e é apenas uma opinião, a US Navy não está preocupada com a marinha russa. Claro que não abandonaram a
    guerra oceânica mas a preocupação está mais voltada para a guerra
    litorânea.

    Por exemplo: os submarinos da classe Virginia operam bem em aguas”rasas” e nesse cenário até o SM-2 usado como arma antinavio é mais adequado que o próprio harpoon.

    Os russos não podem e nem querem enfrentamento com os EUA…mas
    há aquela questão de prestígio, um certo complexo por terem perdido
    a outrora posição militar conquistada pela União Soviética, os sonhos de Putin, etc.

    Torço para que haja cada vez mais entendimentos entre russos e americanos, mas, sempre haverá uma certa desconfiança de um pelo outro.

  20. Ivan 2 de setembro de 2013 at 10:47 #

    Wagner e Dalton,

    Imaginar que a marinha russa será a mesma que foi a soviética por um breve período de, talvez, duas décadas é um sonho irreal.

    O breve esforço soviético de uma marinha de mar azul liderado pelo Almirante Sergey Georgiyevich Gorshkov esbarrou em 3 (três) grandes obstáculos:
    – Geográfico – A URSS, assim como a Rússia, possue acessos limitados aos oceanos, passando por estreitos ou mares apertados controlados por terceiros, quando não obstruídos pelo gelo;
    – Doutrinário – O comando soviético era centralizado, assim como o russo, por motivos políticos principalmente, mas também pela tradição autoritária de Moscow. No mar os comandantes tem que decidir rapidamente e no local da batalha;
    – Econômico – A URSS, assim como a Rússia, não tinha e não tem capacidade econômica de sustentar uma marinha oceânica de grande porte, quanto mais três: Atlântico, Pacífico e Mediterrâneo.

    Por outro lado penso que é correto vislumbrar que “há aquela questão de prestígio”, mas não passa mais por “um certo complexo por terem perdido a outrora posição militar conquistada pela União Soviética”.

    Moscou joga o jogo da geopolítica mundial, tentando defender o que pode dentro de um mundo que ficou repentinamente unipolar. Os americanos, grandes empreendedores (devem ser respeitados por isso), podem se exceder como qualquer outra nação. De certa forma isto aconteceu em alguns momentos. O enfrentamento russo é para delimitar território.

    Falando em território, o temor russo é o mesmo da época dos czares, proteger suas extensas fronteiras terrestres. Quase todos os movimentos dos czares, dos soviéticos e das atuais lideranças russas é proteger a fronteira, coisa natural para um potência eminentemente terrestre (land).

    O próprio Pacto de Varsóvia tinha como um dos objetivos funcionar como tampão aos territórios soviéticos, basta olhar as suas linhas de batalha aérea. Curiosamente não foi suficiente para os soviéticos, pois caiu todo o pacto e levou Ucrânia, Geógia, Letônia, Lituânia, Estônia e mais alguma coisa.

    Marinha russa nos oceânos?
    Será pontual.
    No futuro, provavelmente, estará mais preocupada com o Pacífico, talvez mantendo rotas abertas para os parceiros asiáticos como Vietnam e Índia, mas não preocupado com a Águia, mas de olho no Dragão.

    Sds.,
    Ivan.

  21. joseboscojr 2 de setembro de 2013 at 11:57 #

    A Marinha Russa pode não representar problema para a USN mas o equipamento deles vendido e copiado mundo afora representa.
    Minhas considerações se atêm muito mais o equipamento que propriamente à Marinha Russa.
    A diferença de doutrina gerou equipamentos diferentes e o que as marinhas ocidentais devem tentar se opor diz respeito ao equipamento que não está só com os russos ou só com chineses, mas nas mãos de venezuelanos, iranianos, sírios, norte coreanos, indianos, etc.
    E combates entre navios ocorrem há milênios enquanto submarinos e aviões têm apenas 100 anos. Ocorreram no passado e ocorrerão no futuro e é improvável que sempre haverá um submarino, um porta-aviões ou aviões baseados em terra dando suporte ao lado que estiver em desvantagem.
    O bom senso exige que haja paridade entre as unidades navais independentemente da possibilidade de haver apoio externo.
    Como disse antes passa da hora do Ocidente acordar para o problema tendo em vista a inferioridade de seus mísseis anti-navios frente aos mísseis de concepção não ocidental e se antes o canhão era a arma anti-navio básica, hoje é o míssil.

  22. MO 2 de setembro de 2013 at 12:44 #

    so acrescentando eles tem o pacifico abertinho para eles … msas apenas um detalhe pontual

    Em tempo – Lanchas da praticagem SSZ =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/09/praticagem-de-santos-lanchas.html

  23. daltonl 2 de setembro de 2013 at 12:47 #

    O bom senso de fato exige Bosco, mas, a realidade é bem diferente e
    assim como também ocorre há milênios, luta-se com o que se tem e não
    com o que se gostaria de ter.

    Os EUA precisam fazer escolhas diante de orçamentos militares cada vez menores e armamentos cada vez mais caros então, avaliam as chances de seus navios serem atingidos.

    Se por países menores…compradores de armamento russo, seria um suicídio. Se por países maiores, pode haver uma escalação perigosa,
    o que talvez nenhum lado queira assumir.

    Vide quanta coisa “boa” foi cancelada ou tornada mais simples e barata
    devido à falta de recursos…ou…mau aproveitamento dos recursos,
    coisa que aliás acontece com todo mundo.

    Pode ser que no futuro, a principal arma de um navio da US Navy, aquela “bandeirinha” com listras e estrelas seja completamente ignorada, mas por enquanto ela vale mais do que um bom míssil antinavio :)

  24. Wagner 2 de setembro de 2013 at 13:26 #

    Por outro lado, os russos parecem estar decididos a exercitar-se…
    Da Ria Novosti :

    ” ST. PETERSBURG, September 2 (RIA Novosti) – More than 80 Russian naval warships and support vessels are currently at sea at combat readiness, Navy chief Admiral Viktor Chirkov said Monday. ”

    Já é um quadro bem melhor do que uns 10 anos atrás, quando o treinamento estava no minimo…

  25. Wagner 2 de setembro de 2013 at 13:31 #

    Bom Dalton, vc bem que disse

    Os recursos estão ficando escassos no mundo inteiro.

    Qual marinha está em expansão pesada mesmo ??

    As da India e da China, e Japão. Acho que só.

  26. Wagner 2 de setembro de 2013 at 13:32 #

    ps: obrigado Ivan.

    :)

  27. daltonl 2 de setembro de 2013 at 14:07 #

    Wagner…

    não diria que o Japão deva fazer parte de uma lista de “expansão pesada”.

    Os 2 porta-helicópteros travestidos de destroyers podem ser melhores que os 2 navios que eles irão substituir, mas não poderão estar em dois lugares ao mesmo, portanto nenhuma expansão aí.

    Dois novos DDGs AEGIS deverão ser construídos, mas substituírão 2 DDs mais antigos.

    Apenas em submarinos os japoneses estão aumentando ligeiramente sua força.

    Quanto a India, ela está sim aumentando consideravelmente de tamanho inclusive no futuro próximo passará a ter 3 NAes, mas a China
    essa sim está surpreendendo a todos.

    A US Navy é um caso à parte, veja que nenhuma outra nação está construindo uma “monstruosidade nuclear” como o futuro USS Gerald Ford ! Quantas fragatas ou mesmo destroyers, partindo do principio
    que destroyers são normalmente aceitos como navios maiores poderiam estar sendo construídos no lugar ?

    Sem contar todos os outros em construção, Arleigh Burkes, Zumwalts, San Antonios, Virginias, Américas, etc fora os recursos que já estão sendo alocados para na próxima década iniciarem a construção dos
    substitutos dos Ohios…sabe-se lá onde vai dar tudo isso !!

    E não se empolgue muito com esses “80 navios” russos participando do exercício…sem a menor ironia de minha parte.

    No último “grande” exercício, ano passado com tantos navios assim, constatou-se que apenas dez por cento eram navios “grandes”. O restante eram corvetas e barcos lança misseis velhos e obsoletos e mais da metade dos navios eram auxiliares, incluindo navios hidrográficos e aqueles velhos navios de desembarque.

    abs

  28. Fabio ASC 3 de setembro de 2013 at 13:01 #

    Prezado Daltonl, sei que nestes últimos comentários, vc e o Wagner estão falando em qtde de navios sendo construídos/incorporados.

    Mas, em qualidade, será que não podemos incluir na discussão:

    – Austrália (Camberra Class/ F 100 Class), Coréia do Sul (KDX-III), Grã Bretanha (02 NAEs, Type 26e Type 45), França e Itália (FREMM)….

  29. Wagner 3 de setembro de 2013 at 13:26 #

    Sim camarada Dalton

    Eu já sabia. Realmente, não devo ficar empolgado. Mas estou feliz que pelo menos estão treinando mais que a 10 anos atrás, quando mal saiam do porto…

    De fato o numero de naves maiores é baixo. Aliás, os Sovremenys do pacífico estão quase todos parados, se não me engano.

    Mas isso tudo mostra que o espírito patriótico, e o reconhecimento da importância de uma marinha, está voltando aos russos. A concientização deles sobre isso está sendo restaurada.

    No momento, isso pode ser tão ou mais importante que uma nova Gorshkov…

    Antes de Putin, estava tudo morto, podre, parado, destruído. Eles não tinha mais nada…

    Agora voltaram a ter algo… não para ” vencer” os USA, mas para levantar seu país de novo.

    ps : de fato, competir com os USA, em termos estritamente numericos e convencionais, NINGUÉM no planeta, sozinho aguenta. Ninguém tem 600 bi de dolares ao ano para fins militares…

    só que o câncer da divida norte americana está aumentando, eles só estão adiando o estouro do tumor. mais navios, que vc descreveu, onde vão parar ??

    aumenta, aí lança mais divida, aumenta, o Congresso lança mais divida, aumenta, aumenta, e mais navios : quem sabe façam 15 gerald Fords até 2030, quem sabe mais 120 ” Ticonderogas II” , e maaais, e maaais, e maaais…

    Haverá um limite ??

  30. João Filho 4 de setembro de 2013 at 13:50 #

    “A Marinha Russa pode não representar problema para a USN.”

    O maior erro da ate entao invencivel Alemanha na Segunda Guerra foi exatamente ese, subestimar a Russia.
    Espero que os EUA nao façam o mesmo.

    “só que o câncer da divida norte americana está aumentando, eles só estão adiando o estouro do tumor. mais navios, que vc descreveu, onde vão parar ??”
    Realmente, quem ainda lemdra do comeco dos anos 90, as poderosas e numerosissimas FFAAs Sovieticas com centenas de avioes, misseis, navios, divisoes blindadas inteiras apodrecendo nos quarteis e bases por causa do colapso economico total?

    Acho que ao passo que vamos aqui nos EUA, o mesmo nos espera…

  31. daltonl 4 de setembro de 2013 at 14:26 #

    Com certeza há um limite e mesmo ainda estando dentro dos planos do
    Pentágono, aumentar a US Navy, esse aumento poderá ou provavelmente será menor além de um certo subterfúgio que é de aumentar o número de navios de apoio, afinal, numericamente falando, 1 JHSV = 1 CVN.

    Possivelmente esse aumento ou ao menos a manutenção dos números
    atuais da US Navy será feito em detrimento do Exercito , Guarda Nacional , Fuzileiros e mesmo Força Aérea, mas não vejo os EUA passando pelo que passou a União Soviética.

    Os russos ainda pensam que são a principal preocupação dos EUA,
    mas já perderam esse posto para a China e os EUA não estão subestimando a China já que suas forças estão principalmente voltadas para o Oceano Pacífico.

    Quanto aos nazistas subestimando os russos, certamente aconteceu,
    mas não apenas isso, pois Hitler cometeu sérios erros no início da invasão, quando os russos estavam se rendendo aos milhares e parte da população via os alemães como salvadores de Stalin e a ajuda dada pelos britânicos e principalmente pelos EUA já foi inclusive admitida por historiadores russos como extremamente importante.

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Lançamento do livro ‘Monitor Parnaíba – 75 anos’, no dia 19 de dezembro, em São Paulo

Livro Monitor Parnaíba - 75 anos -  Capas - WEB

A editora Aeronaval Comunicação, que produz a revista Forças de Defesa, está lançando a primeira edição do livro “Monitor Parnaíba […]

Amazul assina contrato com a Mectron para projeto do IPMS do submarino de propulsão nuclear

Submarino com propulsão nuclear Álvaro Alberto

No mês de dezembro, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul) assinou um contrato com a Mectron para o […]

Poder Naval visita navios da MB em Santos-SP, no Dia do Marinheiro

PN no Dia do Marinheiro - Aderex II-2014 - 2

Para comemorar o Dia do Marinheiro no sábado (13 de Dezembro), o Poder Naval visitou os navios que compõem a […]

Inaugurado o prédio principal do Estaleiro de Construção de Submarinos em Itaguaí

Inauguração prédio principal estaleiro submarinos - foto via Blog do Planalto

Nesta sexta-feira, 12 de dezembro, foi inaugurado pela presidente da República, Dilma Rousseff, o prédio principal do Estaleiro de Construção […]

Futura bateria de Pantsir da Marinha deverá proteger a nova base de submarinos

Pantsir S1 - imagem 2 KBP

A informação é de reportagem do G1. As outras duas baterias de Pantsir-S1, de três a serem compradas em contrato […]