20380_2_531soobrazitelny

Um visitante raro atraiu a atenção hoje no porto de Falmouth, na Cornuália – é corveta furtiva Soobrazitelny da Marinha russa. Trata-se do primeiro navio do país a visitar o Reino Unido em décadas. A Soobrazitelny teve previsão de chegada para as nove horas da manhã de hoje, e deve suspender de Falmouth ainda esta noite.

Apesar de ser designado como corveta pela Marinha Russa, a Otan classifica o navio como fragata por conta do tamanho – a Soobrazitelny desloca 2.00 toneladas, e foi comissionada ano passado como parte da Frota do Mar Báltico. As embarcações dessa classe alcançam velocidade superior a 27 nós e são empregadas em operações litorâneas, contra alvos de superfície e submarinos, bem como apoio de fogo em operações de desembarque. Para se defender de mísseis, a Soobrazitelny é equipada com sistema de supressão eletrônico, que “confunde” o míssil inimigo e o encaminha para uma isca.

O navio também transporta um helicóptero KA-27PL para busca e ataque contra submarinos.

corveta-Soobrazitelny-3D

FONTE: http://www.falmouthpacket.co.uk via naval open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

41 Responses to “Corveta russa ‘Soobrazitelny’ faz escala no Reino Unido” Subscribe

  1. Wagner 25 de outubro de 2013 at 20:12 #

    Bacana, não sabia que para a Otan elas eram fragatas !!

    Mas para o Irâ, suas corvetas são destroieres !!!

    E para o americano, seus cruzadores tambem são destroieres ” lança misseis” !!

    E Para o Brasil, suas sucatas são navios !!! KKKKKKKKKKKKKKKKKK !!!

    ai ai ai

    :(

  2. Baschera 26 de outubro de 2013 at 1:04 #

    Interessante este mastro, digamos, misto….

    Será mais stealth que a Barroso Mod ??

    Sds.

  3. Ivan 26 de outubro de 2013 at 9:43 #

    Soobrazitelny classificada como fragata? Talvez para falmouthpacket.co.uk ou para quem passou o press release, mas para a Otan certamente NÃO.

    Basta dar uma olhadinha na classe K130 Braunschweig da Alemanha.

    Curiosamente tanto as alemães Braunschweig como as russas Steregushchy, classe da Soobrazitelny, foram construídas no Mar Báltico, onde devem operar prioritariamente. São potênciais adversárias.

    Com deslocamento entre 1.800 ton (vazia) e 2.200 ton (carregada) e as limitações decorrente do pouco espaço devem ser classificadas como corveta mesmo.

    No You Tube há um comparativio entre estas corvetas vizinhas:
    http://www.youtube.com/watch?v=REFTOtYkqA8

    Sds.,
    Ivan.

  4. daltonl 26 de outubro de 2013 at 10:26 #

    Ivan…

    há fontes que dizem que a OTAN de fato as classifica como fragatas, igualmente, nossas corvetas Inhaumas e a Barroso também ora são classificadas como fragatas leves.

    Não que faça muita diferença, cada um classifica seus navios como quer, mas, as corvetas russas tem mais cara de fragata leve do que a corveta alemã, principalmente por ter um helicoptero orgânico de tamanho comparavel a um Seahawk enquanto a corveta alemã tem 2 pequenos helicopteros não tripulados.

    Os russos estão alocando as primeiras Stereregushchys
    ao Báltico devido a maior necessidade de substituir navios velhos por lá, mas todas as 4 Frotas deverão recebe-las, a quarta unidade que encontra-se em construção já está destinada à Frota do Pacifico.

    abs

  5. eduardo.pereira1 26 de outubro de 2013 at 15:23 #

    Baschera, voce pergunta sobre os mastros comparativamente como se ja houvesse visto o mastro da Barroso mod , o que sabes ou vistes hein???
    Compartilha ae !!
    Sds.

  6. joseboscojr 26 de outubro de 2013 at 15:48 #

    Sobre ser fragata ou corveta um dado interessante é que o navio da foto tem lançadores verticais de mísseis 9M96E (o peso leve do sistema S-400) e o do gráfico não, tendo no lugar um sistema de defesa Kashtan.
    Na minha humilde opinião o segundo tá mais pra corveta que o primeiro.

  7. eduardo.pereira1 26 de outubro de 2013 at 16:03 #

    Bosco , nao terias tu ae meu caro alguma informaçao,foto ou qualquer coisa sobre a futura Barroso mod nao hein???

  8. Augusto 26 de outubro de 2013 at 16:22 #

    Meus links estão aguardando a moderação, mas já estão circulando imagens do que seria a nova Barroso.

  9. joseboscojr 26 de outubro de 2013 at 16:35 #

    Eduardo,
    Infelizmente não meu amigo.
    Vamos esperar abrir os links do Augusto.
    Um abraço.

  10. joseboscojr 26 de outubro de 2013 at 16:52 #

    Pra falar a verdade eu gosto da Barroso como está e dependesse de mim as modificações seriam mínimas.
    Por exemplo, trocaria o canhão Mk-8 por um de 76 ou 57 mm, o que já incrementaria a capacidade de defesa, inclusive antimíssil.
    Também substituiria o radar por um 3D e os mísseis Exocet pelos da nova versão Block III.
    Mísseis de defesa de ponto? Sinceramente não vejo necessidade, mas eu particularmente faria opção por dois lançadores de mísseis Mistral.
    Se for um requisito obrigatório a adoção de mísseis sup-ar de maior capacidade eu optaria pelo RAM no lugar do Trinity e aí instalaria dois canhões de 30 mm nas laterais, para defesa assimétrica.

  11. Augusto 26 de outubro de 2013 at 16:52 #

    Entre os diversos detalhes, foi divulgado que a nova Barroso deverá ser capaz de operar o Seahawk, que é maior que o Super Lynx, e portanto terá de ser equipada com ASIST da IDAL Technologies.

    Um outro fato curioso é o tamanho da tripulação solicitada para a nova corveta: 185 militares, o que teria causado espanto nos concorrentes, já que isso é quase o dobro da tripulação da FREMM francesa, navio muito mais complexo e bem maior.

  12. Augusto 26 de outubro de 2013 at 16:58 #

    Bosco, o divulgado é que a BAE informou a Royal Navy que 2035 é o prazo limite para suporte técnico ao Vickers MK8 e por isso ele não será usado na nova Barroso. No lugar, seria utilizado o Otomelara 76mm, que infelizmente poderia reduzir a capacidade de suporte de fogo contra alvos em terra.

  13. eduardo.pereira1 26 de outubro de 2013 at 17:02 #

    Nooooooo Algusto todo mundo almenta os navios e diminui a tripulaçao devido a automatizaçao computadorizada dos mesmos e nós querendo dobrar a tripulaçao?? A futura Barroso será a vapor e colocarao os caras pra colocar carvao?rs
    Bosco valeu, e também curti sua preferencia nos armamentos embarcados , eu ja espero que realmente sejam construidas as outras tantas NapaOc class Amazonas com a adiçao de um lançador de misseis (que nao lembro o nome) de facil instalaçao que foi mostrado aqui no PN na parte de traz do navio ..
    Sds. Eduardo tao cru no que tange a meios navais que doi !!!

  14. joseboscojr 26 de outubro de 2013 at 17:27 #

    Augusto,
    Até que com a adoção do 76 mm não haverá assim uma redução tão grande da capacidade de apoio de fogo haja vista os últimos desenvolvimentos de munição para o calibre.
    Já com o de 57 mm haveria sim uma redução bem grande nesse quesito.
    Mas eu não acho que seja função de corveta fornecer apoio de fogo. Claro que no caso da MB, com poucos meios disponíveis, todo apoio de fogo seria válido, mas corveta tinha que preferencialmente ficar caçando submarinos e em segundo lugar ser capaz de combater outros navios.

    Eduardo,
    Creio que você está se referindo ao lançador de mísseis NSM.
    Na verdade hoje, há uma tendência à modularidade e há uma série de armamentos de fácil instalação. O que tem que ser compatível (além da capacidade física) é o sistema de combate do navio.
    Eu acho que navio patrulha tem que ter armamento de navio patrulha, ou seja, capaz de tiro de advertência e tiro de incapacitação (atirando no motor da embarcação perseguida), e isso se resolve bem com um bom canhão de até 30 mm, mais algumas “metrancas” pra dar apoio.
    Mas até que a ideia de se ter um navio patrulha oceânico de arquitetura aberta, capaz de em caso de necessidade ser dotado de mísseis sup-sup e sistemas passivos de defesa contra mísseis não é má ideia.

  15. eduardo.pereira1 26 de outubro de 2013 at 17:39 #

    Bosco ((of topic )) sei que em se tratando de força aérea nao estamos bombando muito em relaçao aos nossos vizinhos dentre os quais alguns possuem vetores beeem melhores que os nossos, mas, sobre meios de superficie ( a marinha no geral)na sua opiniao, estamos em melhores condiçoes que nossos vizinhos ,caso ocorresse uma briguinha seja la por qual motivo???
    Sds.

  16. joseboscojr 26 de outubro de 2013 at 17:59 #

    Eduardo,
    Nominalmente até estamos bem, o problema é que na verdade não temos o que dizem que temos. Ou seja, não temos um NAe, 9 fragatas, 5 corvetas e 5 submarinos.
    Por estas bandas eu acho que há uma certa paridade de meios, já que com raras exceções há uma falta de recursos generalizada, mas confesso que teria que dar uma pesquisada antes de opinar como seria um “pega pra capar” por estar bandas envolvendo a MB.
    Quem deve saber tudo de cabeça é o Ivan, que de infante não tem nada.
    Um abraço.

  17. eduardo.pereira1 26 de outubro de 2013 at 18:52 #

    Valeu Bosco !!

  18. MO 26 de outubro de 2013 at 19:08 #

    Boscorelli

    Dando um pitaco na pergunta do Eduardo, eh relativo tbm aonde for, se por exemplo o embate for fluvial ai não tem pra ninguem, no quesito meios navegaveis, por exemplo

    varia tbm de aonde e contra quem e pelo que, pois nem todos os embatres movimentaram necessariamente todas as forças, mas de maneira geral o papel ajuda, mas na pratica no oceano …. :-( (independente dos outros, nossas condições CREIO serem aquem do desejavel

  19. MO 26 de outubro de 2013 at 19:14 #

    E vc acha que nao ia ter um monte de MR … rssss a arte imita a vida …. rsssss

  20. MO 26 de outubro de 2013 at 19:15 #

    ProntoAugusto linke desbloqueado

  21. joseboscojr 26 de outubro de 2013 at 20:00 #

    Eu acho meio exagerado radar de varredura eletrônica pra corveta. Acho que basta um radar 3D giratório.
    O futuro sem dúvida é dos radares de varredura eletrônica (faseados) fixos mas hoje, e para nós principalmente, só se justifica este arranjo em navios de defesa aérea.
    Também não gosto dos 2 canhões de 76 mm.
    E pelo que eu sei o canhão de 76 mm exige penetração na estrutura e não teria como instalá-lo acima do hangar (???).
    Num país onde há parcos recursos ter um navio com 2 canhões médios é exagero. Melhor é ter 2 navios com um canhão cada.

    MO,
    Em relação ao hipotético embate entre a MB e outra marinha da AL uma que certamente iria dar trabalho é a do Chile.
    Claro, baseado só no super trunfo já que é uma hipótese improvável tendo em vista estar do outro lado do continente.
    Aqueles navios rápidos de ataque que eles têm lá em Punta Arenas poderiam desestabilizar se nós fôssemos até lá.
    Claro que a coisa poderia pender pra um lado ou outro dependendo de quem atacasse quem, já que se o “encontro” fosse no meio do caminho (entre o Chui e o Cabo Horn, rrsr) tudo poderia acontecer.
    Se eles viessem até nós seriam alvos dos P-3 da FAB (covardia em colocar a FAB no meio da briga das marinhas), claro, desde que eles tivessem seus Harpoons (que nunca vieram e duvido que venham). Também seriam alvo dos helis armados com Penguin (que também não existem) e AM-39.
    Ou seja, vamos parar se não o Tom Clancy volta do túmulo. rrsrsssss

  22. eduardo.pereira1 26 de outubro de 2013 at 20:42 #

    kkkkkkk deixa o cara lá Bosco !!

  23. Ivan 26 de outubro de 2013 at 21:09 #

    Admiral Dalton,

    Quando vc escreveu: “há fontes que dizem que a OTAN de fato as classifica como fragatas”; está resolvido. :)

    Mas a linha entre as covertas e as fragatas ligeiras é tênue. Este limite em termos de deslocamento deve ficar em torno das 2.000 toneladas, comprimento próximo dos 100 metros com a boca entre 11 e 13 metros.

    Steregushchy / Soobrazitelny (104,5 por 11,6 metros), Braunschweig (90 por 13 metros metros) e Barroso (103,4 por 11,3 metros) ficam no limite máximo das corvetas, quase uma fragata. Quase!

    Outro ponto que deve definir uma corveta é a complexidade do seu sistema de propulsão. A russa e a alemã usam apenas motores diesel, enquanto a brasileira usa um CODOG, no melhor estilo das fragatas.

    Finalmente a extensão das armas, mas principalmente dos sensores. Apesar da quantidade de mísseis, não acredito que tenham radares tão grandes e com igual alcance aos de uma fragata contemporânea, mesmo aquelas “menores” de 4.000 ou 5.000 toneladas.

    Uma curiosidade que vc deve ter observado.
    Esta classe de navio russo aparentemente deve substituir as Grishas (do tempo da URSS). Mas possuem tamanho e capacidade muito maior, reunindo no mesmo casco habilidades ASW e ASuW. Se no tempo soviético Grishas (ASW) e Nanuchkas (ASuW) dividiam a tarefa de proteger águas litorâneas ou mares fechados no interesse de Moscow, esta nova russa deve cuprir várias missões, inclusive com maior capacidade AAW.

    Estaria a ВМФ России aprendendo com as marinhas ocidentais?

    Sds.,
    Ivan.

  24. Ivan 26 de outubro de 2013 at 21:23 #

    Em tempo.

    “Os russos estão alocando as primeiras Stereregushchys
    ao Báltico devido a maior necessidade de substituir navios velhos por lá, mas todas as 4 Frotas deverão recebe-las…”

    Novamente com razão, assim como aconteceu com as Grishas e Nanuchkas. Mas como as antigas corvetas soviéticas, que estão no limite mínimo de uma corveta, acredito que sua ‘essência’ está em Severnaya, na cidade de St. Petersburg, nas marges do Báltico.

    O mapa, para não perder o hábito:
    http://2.bp.blogspot.com/-wd5L9dF-E2M/TwXrot8Y3YI/AAAAAAAAI9I/7dYu4vzPz0w/s1600/White_Sea_Canal_map.png

    Abç.,
    Ivan.

  25. daltonl 26 de outubro de 2013 at 22:06 #

    Ivan…

    lembro de ter lido que a classificação das Inhaumas como corvetas deveu-se a preocupação em persuadir o governo a autorizar construi-las, afinal, corveta soa como navio menor e mais barato do que fragata ou fragata leve,aliás, isso acontece em praticamente todas as marinhas.

    Quanto a propulsão no melhor estilo das fragatas, lembro que as nossas corvetas contam com apenas uma turbina a gás contra duas das fragatas algo desagradavel quando essa unica turbina dá problemas em pleno mar.

    Na wiki em inglês sobre a K 130 tem um tópico interessante sobre a dificuldade de classifica-la, já que não contam com o oficial executivo, similar a navios menores (barcos), porém, a marinha as percebe como fragatas pelo tamanho, armamento e função, sendo a principal diferença para uma fragata de verdade o fato de não possuirem armas e sensores para guerra antisubmarina.

    Confuso não ? Nossas corvetas e a corveta russa são mais adequadas a guerra antisubmarina, e assim são vistas pela OTAN como fragatas leves.

    Os russos estão copiando muita coisa do ocidente incluindo a profissionalizaçao de seus militares e na impossibilidade de construir e manter tantos navios e barcos como nos tempos da União Soviética, os ” poucos ” sucessores deverão ser mais capazes.

    abs

  26. Ivan 27 de outubro de 2013 at 0:11 #

    Dalton,

    Quando escrevi melhor estilo das fragatas foi no sentido de combinar diesel e turbinas.

    Mas se observar o sistema de propulsão das novíssimas FREMM vai observar que possuem apenas uma turbina, a General Electric-AVIO LM 2500+G4 taxada para 32 MW.

    E aí? Se der problema vai ter que se virar com os 4 (quatro) geradores diesel para os 2 (dois) motores elétricos, com arranjo CODLOG nas francesas (27 nós) ou CODLAG nas italianas (29 nós).

    Mas é fugir do tópido, que são as corvetas.

    Acredito que propulsão de corveta, ou mesmo fragatas ligeiras, deve ser simples. O arranjo com 4 (quatro) motores diesel das alemãs e russas deve ser adequado.
    Principalmente com máquinas mais modernas, potentes e silenciosas, bem como novos isolamentos. A possibilidade de usar uma solução diesel elétrica para uma fragata leve ASW poderia ser interessante, mais agrega complexidade e aumenta custo de produção.

    Na Barroso que usa um sistema CODOG, ou seja, diesel OU turbina a gás, a potência instalada é de 2 x 7.400 hp (total de 14.400 hp) nos 2 (dois) motores a Diesel MTU 20V 1163 TB83 OU 27.000 hp da única Turbina a Gás General Electric LM2500 (uma versão mais antiga que as usadas na FREMM).

    Para um leigo, mas curioso, como eu parece estranho a complicação de um CODOG quando seria possível instalar diretamente 4 (quatro) diesel do mesmo modelo e gerar um total de 29.600 hp. Possivelmente o peso dos motores a explosão é maior que o das turbinas, mas economizaria peso nas caixas de redução e instalações afins.

    A propósito, posso ter me enganado nos valores, mas acredito que são uma boa aproximação.

    Abç.,
    Ivan, um antigo infante “metido” em assuntos de marinheiros.

  27. nunes neto 27 de outubro de 2013 at 2:15 #

    Ivan, dizem que as Tamandares, só utilizaram motores a diesel, 4 no total, não terá turbina, chegaram a conclusão que o custo benefício de uma turbina não compensa, ela é usada em apenas 4% das vezes e ocupa um espaço valioso, e a potência gerada não é lá essas coisas!
    “A Marinha inegavelmente estava satisfeita com a propulsão CODOG (combinada diesel e turbina a gás) usada anteriormente na Barroso, no entanto, foi justamente uma análise cuidadosa dos padrões de operação desta última corveta, especialmente do tempo gasto em cada faixa de velocidade, que a permitiu realizar uma decisão importante que quebrou um tradicional paradigma. O estudo apontou de forma inquestionável o fato de que a Barroso, em todos estes seus anos em serviço, usou a sua turbina GE LM2500 em não mais que 4% do tempo! Somando-se isso com a alta velocidade passível de ser conseguida operando os agora quatro motores diesel MTU 16V 1163 idênticos aos da Barroso, não havia maneira de se defender a continuação do uso de uma propulsão com turbina, por mais anacrônico que isso possa parecer a princípio. A retirada da turbina e de sua engrenagem redutora de alta velocidade reduz dramaticamente a faina de manutenção da propulsão, corta os custos de aquisição e de operação de forma notável e simultaneamente reduz as dificuldades de exportação dos navios da nova classe, que com a nova propulsão terá um raio de ação de até 6000 milhas náuticas navegando a uma velocidade econômica de 12 nós….”
    http://www.alide.com.br/joomla/component/content/article/75-extra/4595-alide-mostra-primeiras-imagens-da-nova-corveta-da-marinha

  28. joseboscojr 27 de outubro de 2013 at 6:01 #

    Com as imagens postadas pelo Augusto tinha ficado com a impressão que eram 2 canhões de 76 mm, mas com o texto e novas imagens postadas pelo Nunes fica claro que se trata somente de um canhão de 76 mm mais um canhão de menor calibre.
    Se for o Milenium será uma excelente opção já que é sem dúvida o melhor canhão AA do mundo.
    Continuo com a opinião que sequer seria necessário um míssil sup-ar de defesa de ponto, ainda mais com a combinação Super Rapid/Milenium.

  29. Ivan 27 de outubro de 2013 at 10:05 #

    Nunes Neto,

    Visitei o Alide e gostei da matéia.

    Mestre Bosco,

    Concordo com a necessidade de um míssil sup-ar de defesa de ponto. A solução existe, é simples e testada. Basta colocar um RAM Block 2 ou mesmo o menor SeaRAM que usa seus próprios meios sobre o hangar, substituído o Bofors Trinity Mk.3 de 40mm.

    As corvetas alemães classe Braunschweig usão dois RAM, um sobre o hangar cobrindo a popa e outro na proa entre o canhão de 76mm e a ponte. Para o Báltico onde o que mais tem é aviãozinhum com ASM é 42 (quarenta e dois) SAM de curto alcance não é exagero, mas no Atlântico Sul bastaria um lançador com 21 (vinte e um) RIM-116 Rolling Airframe Missile.

    Em cada lateral instalava um DS30M Mark 2 com canhão Mark 44 Bushmaster II de 30mm, semelhante aqueles da proa do Amazonas e disporia de adequada capacidade de enfrentar embarcações leves, além das tais “metrancas”.

    Aumentava o convoo, cobrindo a popinha, mas não precisava mexer no hangar. Embarcava um Lynx, mas poderia receber, reabastecer e rearmar um Seahawk de outra embarcação quando necessário.

    Estas modificações simples não devem precisar de um amplo reprojeto da belonave e permitiria fabricar algumas Barroso (sem Improved) de imediato.

    Mas o assunto da matéria é a corveta, ou fragata leve, Soobrazitelny da ВМФ России. Vamos deixar nossa Barroso para uma oportunidade mais adequada.

    Essa bela russa que combina a capacidade (expandida) das Grishas e Nanuchkas representa um oponente de respeito para as corvetas ocidentais. Acredito que será um bom produto para exportação para países que usam material russo, como Vietnam por exemplo.

    Abç.,
    Ivan.

  30. daltonl 27 de outubro de 2013 at 12:10 #

    Ivan…

    o que eu quis dizer é que a grande maioria das fragatas, possuem 2 turbinas a gás e mesmo os italianos pensaram em instalar duas nas suas FREMMs, então depende da necessidade de se ter mais velocidade e redundancia.

    E as K 130 possuem dois motores e não quatro, mas é aquela velha estória, cada um classifica seus navios como quer …inclusive a OTAN que classifica o Kerch, o unico sobrevivente da classe Kara como cruzador e os sovieticos/ russos como BPKs, grandes navios antisubmarinos.

    abs

  31. MO 27 de outubro de 2013 at 12:44 #

    risos so acho qwue os P 3 iriam iluminar o alvo apenas … hipotetica e praticamente … harpoon ? isso eh de comer ? … kkkkk

  32. eduardo.pereira1 27 de outubro de 2013 at 13:13 #

    Curti muito a reportagem e as imagens do link postado pelo Nunes Neto e bacana também o fato de a MB esta pensando em nao construir novas Amazonas do mesmo projeto,mas fazer um próprio ,parabens a MB, se a Fab andasse ao menos na metade da velocidade da MB ja teriamos ao menos o grafico de um caça nacional !!!
    Sds. Eduardo o otimista.

  33. Ivan 27 de outubro de 2013 at 13:58 #

    Ops!

    Obrigado pela correção, Admiral Dalton.

    Realmente são dois motores diesel MTU 20V 1163 TB 93 na K130 Braunschweig, aparentemente semelhantes ao par usado pela Barroso.

    Possivelmente esta opção por apenas dois diesel limite a velocidade da alemã em 26 nós.

    Abç.,
    Ivan.

  34. Ivan 27 de outubro de 2013 at 14:10 #

    O patrulheiro oceânico classe Amazonas utiliza um par de motores diesel MAN 16V28/33D.

    Quem se interessar em saber mais sobre os MAN:
    http://www.mandieselturbo.com/files/news/filesof15324/TP_V28_33D.pdf

    São uns danados estes alemães…
    …MTU e MAN é brincadeira.

    Sds.,
    Ivan.

  35. Wagner 27 de outubro de 2013 at 14:25 #

    Baseado no que vcs falaram, então minha ideia de que as Gorshkov vao substituir Udaloys e Sovremenys parece ser correta, não ??

    Ao menos para atividades defensivas… onde se exige menos alcance.

    Mas a Rússia parece que so dara prioridade a esquadra de superficie depois de 2020. Por enquanto vao arrastando o que tem…

    Para uma politica defensiva, creio estarem corretos.

  36. Wagner 27 de outubro de 2013 at 14:27 #

    Alias estava vendo aquele resident Evil 5, nossa, mostraram lá a frota do pacífico russa congelada no pos apocalipse, cena muito bem feita, mas tenebrosa ! Aqueles enormes e orgulhosos navios, ali, abandonados no gelo.

    que bom que a Umbrella Corporation não existe !!

    será ????

  37. eduardo.pereira1 27 de outubro de 2013 at 15:36 #

    kkkkk!! Wagner, é melhor comprar um sitio isoladaço numa roça braba e construir um Bunker dos bons,encher de rango (nao o calango viu,rs) e armar até os dentes!rs

  38. juarezmartinez 27 de outubro de 2013 at 17:20 #

    Ivan 27 de outubro de 2013 at 13:58 #

    Ops!

    Obrigado pela correção, Admiral Dalton.

    Realmente são dois motores diesel MTU 20V 1163 TB 93 na K130 Braunschweig, aparentemente semelhantes ao par usado pela Barroso.

    Possivelmente esta opção por apenas dois diesel limite a velocidade da alemã em 26 nós.

    Abç.,
    Ivan.

    Nobre infante Ivan1

    Esta conta não fecha, ou vão usar motores de volume cilindrico diferente na New Barroso, porque a K 130 Alemã faz 26 nós com dois, porque a necessidade de 04 MCPs nneste projeto da Mb, apesar da diferneça de deslocmanete, mas não para tanto.

    Juarez, o homem duzaviazinhu se metendo em assuntos de marinheiros

    Grande abraço

  39. Ivan 27 de outubro de 2013 at 20:35 #

    Juarez,

    Há uma nova matéria, específica para uma possível Improved Barroso.
    http://www.naval.com.br/blog/2013/10/27/primeiras-imagens-da-nova-corveta-da-marinha/

    Meu conhecimento sobre o assunto é insuficiente para responder seus questionamentos, mas vou colacar minha opnião de entusiasta no novo endereço.

    Nos falamos por lá.

    Abç.,
    Ivan.

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