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Juan Forero – The Washington Post/O Estado de S.Paulo

Quando campos de petróleo representando bilhões de barris foram descobertos na costa brasileira, autoridades do governo disseram que o achado transformaria o País num importante ator na área energética. Mais de seis anos depois, a perspectiva para o setor petrolífero brasileiro, como a própria economia, é mais moderada. A produção de óleo está estagnada, a Petrobrás está repleta de dívidas e as empresas de petróleo estrangeiras estão cautelosas quanto a investir no Brasil.

“Engraçado, há poucos anos todos adoravam o Brasil”, diz Roger Tissot, consultor veterano do setor energético latino-americano. “Agora parece que a paixão acabou.”

O Brasil antes se via como uma potência emergente na área petrolífera que iria suprir a demanda mundial, mas agora se depara com uma dura realidade e poderá ter de reduzir suas expectativas, afirmam antigas autoridades brasileiras, executivos e analistas do setor.

A enorme abundância encontrada no fundo do mar repentinamente ficou menos atrativa para as empresas petrolíferas. Outras fontes de energia promissoras emergiram em todo o mundo, incluindo campos na África, areias de betume no Canadá e os depósitos de gás de xisto. “Essas companhias têm vigor financeiro, capacidade de engenharia e tecnologias para se mover por todo o mundo”, diz Ramón Espinasa, especialista da área no Banco de Desenvolvimento Interamericano, em Washington. “Elas podem escolher e isso explica por que não estão no Brasil.”

Para alguns especialistas do setor, os estrategistas brasileiros da área energética que se referiram a reservas não confirmadas que concorreriam com as das maiores potências petrolíferas podem ter exagerado sobre o “pré-sal”. “Autoridades de governo afirmaram que as reservas brasileiras eram equivalentes a 50 bilhões de barris, 100 bilhões e até 240 bilhões, mais do que na Arábia Saudita”, disse Wagner Freire, geólogo que trabalhou 35 anos na Petrobrás, onde supervisionou a exploração e produção do bruto. “Muitos poços perfurados na área do pré-sal estavam secos.”

Quando das descobertas em 2007, Lula disse que o “Brasil ganhou na loteria”. A Petrobrás era uma das dez maiores companhias do mundo, admirada por investidores como George Soros e se tornou a predileta de Wall Street.

Funcionários da Petrobrás conceberam um plano que daria ao Brasil status de elite entre os produtores de energia do mundo, com a produção subindo de 2 milhões de barris por dia para 5,3 milhões em 2020, segundo o presidente da empresa na época, José Sergio Gabrielli.

As projeções hoje são mais limitadas, mas ainda ambiciosas: 4,7 milhões de barris diários dentro de uma década, de acordo com o ministro Edison Lobão. “Considerando que nessa ocasião nosso consumo será de 3,1 milhões de barris por dia, estaremos exportando em torno de 1,6 milhões de barris diários de petróleo”. Será o volume total de petróleo exportado pela Venezuela, país membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

Encargos pesados. Segundo alguns especialistas, a previsão é irrealisticamente otimista. “Esqueça esses dados”, afirmou o executivo de uma instituição financeira internacional que discutiu a questão com autoridades brasileiras da área energética e assessora empresas de petróleo. De acordo com ele, o Brasil não encontra novas bacias desde 2008 e enfrenta o desafio avassalador de desenvolver a área do pré-sal que terá um custo de US$ 237 bilhões. “As pessoas dizem que a Petrobrás não tem capacidade para administrar isso”, disse, referindo-se ao que é considerado o projeto de investimento corporativo mais caro do mundo.

Para ressuscitar o setor da construção naval, a Petrobrás e empresas parceiras precisam usar as plataformas de petróleo e outros equipamentos pesados fabricados no Brasil – resultando em gastos extraordinários e escassez de equipamentos.

A exigência é que a Petrobrás seja a operadora líder e tenha uma participação mínima de 30% em qualquer dos novos campos de pré-sal, o que implica enormes responsabilidades financeiras para a empresa e ao mesmo tempo afasta potenciais parceiros estrangeiros. A companhia também é forçada a importar gasolina a preços abaixo do mercado – política que tem por fim combater a inflação e representou um custo para a empresa de US$ 20 bilhões desde 2008.

“A perda de receita que o governo impõe à Petrobrás obriga a companhia a assumir mais dívidas”, diz Adriano Pires, ex-assessor da Agência Nacional do Petróleo (ANP). “O governo usa a Petrobrás para seus objetivos eleitorais e econômicos”.

A empresa responde a isso vendendo ativos no Peru, Colômbia, África e Golfo do México. E adiou o desenvolvimento de outros campos potencialmente lucrativos, como os depósitos de Sergipe, cuja projeção é render 1 bilhão de barris de petróleo.

De acordo com a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, a situação financeira a curto prazo “é tranquila”, com US$ 58 bilhões em caixa. Afirmou também que a diretoria da Petrobrás “está vigilante quanto às dívidas e vem trabalhando para tornar a geração de recursos mais previsível e reduzir o endividamento da companhia”.

Mas cada vez mais os mercados financeiros consideram a Petrobrás uma empresa muito sobrecarregada. O valor das suas ações despencou, parte de uma tendência que dura dois anos em que a Petrobrás perdeu um terço do seu valor.

(Tradução de Terezinha Martino)

FONTE: O Estado de S. Paulo

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

48 Responses to “Pré-sal vai da euforia à realidade” Subscribe

  1. Almeida 8 de janeiro de 2014 at 13:26 #

    Esqueçam os potenciais inimigos externos; este país está sendo destruído por dentro.

  2. Farragut 8 de janeiro de 2014 at 15:11 #

    talvez seja menor hoje, mas houve muita patrulha ideologica contra aqueles que nao embarcaram na euforia das primeiras noticias de descoberta.

  3. Marcos 8 de janeiro de 2014 at 15:11 #

    A realidade é: o Brasil está a um passo de ter de racionar combustível.

  4. Marcos 8 de janeiro de 2014 at 15:15 #

    A estimativa inicial, e confirmada pela Petrobais, era de que seriam necessários US$ 700 bilhões para explorar todo o Pré-Sal. Como a empresa atolada em dívidas em torno de R$ 300 bilhões, sendo abandonada pelos parceiros estratégicos bolivarianos e, segundo algumas Consultorias, com a companhia em risco de 30% de quebra nos próximos dois anos, sem poder aumentar os preços dos combustíveis, a coisa no país vai mal.

  5. Ozawa 8 de janeiro de 2014 at 15:40 #

    Interessante que o título do post explica a situação da própria (nova) Marinha do Brasil, “Guardiã do Pré-Sal”…

    O que existe de semelhante entre o Pré-Sal e o PAEMB ?

    De início, ambos existem apenas nas profundezas abissais das mentes de Almirantes e Políticos brasileiros, ingênuos e inescrupulosos, respectivamente…

  6. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 15:58 #

    Eu ao invés de investir 700 bilhões de dólares no pré-sal investiria um décimo disso no desenvolvimento da fusão nuclear e outro décimo na “economia do hidrogênio”.
    Dentro de 50 anos não creio que países desenvolvidos dependerão do petróleo para energia e serão bem menos dependentes em relação a ele para fornecer insumos da indústria de plástico.

  7. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 16:04 #

    Cometemos os mesmos erros do passado e estamos ficando superespecialistas em aperfeiçoar a roda.
    Estamos perdendo o bonde e depois vamos chegar atrasado e iremos chorar porque não estaremos sentados na janelinha, como diria o filósofo e poeta Romário.

  8. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 16:08 #

    Ah! Mas esqueci que fusão nuclear, célula de combustível, carro elétrico, motores de hidrogênio, produção, conservação e distribuição de hidrogênio, etc, não geram discussão acalorada no CN e nem dá voto nas próximas eleições, além de precisar de investimentos maciços em “educação” e pesquisa, coisa que somos totalmente avessos, terceiro mundistas que somos.

  9. Observador 8 de janeiro de 2014 at 17:10 #

    Marcos8 de janeiro de 2014 at 15:11 #

    “A realidade é: o Brasil está a um passo de ter de racionar combustível.”

    A realidade prezado Marcos, é bem pior que esta. O Brasil JÁ raciona combustível.

    Falo do Gás Natural. Se você tentar abrir uma empresa no Sul ou parte do Sudeste que precise deste insumo, amigo, você se lascou.

    A Petrobrás não é capaz de fornecer mais UM mísero metro cúbico de gás que seja, pois sua (pouca) capacidade de investimento está toda voltada para o Pré-Sal.

    Como resultado, tem gente que está voltando a queimar lenha e carvão, como faziam antes de caírem no “Canto de Sereia do GN.

    As indústrias que se f…, afinal de contas, são “inimigas do povo”, segundo muitos membros da Nomenklatura que se encastelou em Brasília.

    Não vou dizer o que penso dos vagabundos que governam este país, senão vou receber um puxão de orelha dos editores por “propaganda político-partidária”.

  10. Vader 8 de janeiro de 2014 at 17:13 #

    Posso ir embora? Posso me aposentar?

    Ganhei o ANO com essa!

    Há muuuuuuuuuito tempo que eu venho dizendo exatamente isso aí aqui. E tome PaTrulha da caterva esquerdóide pra tudo que é lado.

    E aí seo GR? A notícia é do PIG né? Como sempre…

    O governo do PT QUEBROU a Petrobrás, com seu aparelhamento político e sua política de preços e de investimentos puramente eleitoreira.

    A PeTrossauro não tem condições de sonhar em explorar o tal pré-sal que, aliás, pode levar o país à bancarrota!

    Ganhei o ANO amigos. A verdade tarda, mas NUNCA falha.

  11. Vader 8 de janeiro de 2014 at 17:15 #

    E mais um mito do Bravfil PuThânfia vai pelos ares, com ruído estrondoso…

  12. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 18:04 #

    Eu fico imaginando: será que tem algum senador ou deputado no Brasil que sabe o que é fusão nuclear? Será que tem algum deles que está antenado com o que está ocorrendo na América do Norte, na Europa e na Ásia em relação a esta tecnologia?
    Será que tem alguém no Brasil que pensa como estaremos dentro de 50 anos? Dentro de 100 anos?
    Alguém que defenda carros elétricos e tecnologia de hidrogênio?
    Será que algum deputado sabe que já é possível fabricar plástico sem petróleo?
    Será que o nosso ministro da ciência e tecnologia tem ideia do que se passa no mundo nesse campo?
    Até os Emirados Árabes já estão se preparando para um mundo sem petróleo. E o Brasil?

  13. Observador 8 de janeiro de 2014 at 18:24 #

    joseboscojr8 de janeiro de 2014 at 16:08 #

    Na verdade, a nossa civilização usará uma gama de fontes de energia no futuro: nuclear, petróleo, gás, hidroelétrica, biomassa, eólica…

    Claro que parte disto virá de fontes inusitadas, como o “shale gás” e os hidratos de metano, congelados em depósitos no fundo do mar e que são objeto de pesquisa pelo Japão.

    O Japão, aliás, tem um projeto muito interessante para colocar uma imensa instalação de painéis solares em órbita, onde são muito, mas muito mais eficientes do que os painéis fotovoltaicos em terra, sendo a energia gerada transmitida por micro-ondas para a superfície.

    Pretendem gerar a mesma energia gerada por uma usina nuclear.

    Certo. Mas o que tem isto a ver com o tópico?

    Tem a ver que cada país buscará a sua própria fonte de energia, sendo menos dependente de fontes externas.

    Desta forma, o petróleo deve perder o protagonismo no fornecimento de energia forçando o mesmo a parar a sua espiral ascendente de preços. E o petróleo barato é má-notícia para o Pré-Sal.

    Embora o Pré-Sal perderá muito de sua atratividade; não deixará de ser explorado, mas nunca chegará aos pés dos delírios lulopetistas apresentados como projeções fidedignas à população incauta.

  14. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 18:27 #

    Observador,
    Só de curiosidade, seu “avatar” é o HAL?

  15. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 18:29 #

    Ah!
    Dei uma olhada no Google e conferi.
    É o HAL 9000 mesmo.
    Um abraço.

  16. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 18:41 #

    Observador,
    Sem dúvida haverá uma série de alternativas, mas o grosso pra mover um mundo com 15 bilhões de pessoas ávidas por eletricidade dentro de uns 50 anos creio eu que deverá ser a fusão.
    Haja catavento, maré e sol pra tanta demanda. rsrssss
    Claro, se chegar ao ponto de ser viável.
    Vai que ficamos patinando e a fusão se mostre impraticável.
    Lembro que na década de 70 dizia-se que já na virada do milênio haveria usinas de fusão. O tempo passou e hoje se diz que só dentro de mais uns 30 anos.
    Aí o jeito vai ser mesmo fritar ovo usando o capô do carro que tá encostado como chapa no Sol de esturricar.

  17. Observador 8 de janeiro de 2014 at 18:42 #

    Vader8 de janeiro de 2014 at 17:13 #

    E não é só a Petrobrás que eles derrubaram: estes vadios conseguiram matar o Proálcool, o único programa de combustível alternativo de grande escala existente no Mundo.

    Quase quarenta anos de trabalho jogados na lata de LIXO pela quadrilha petista.

    E o engraçado é que, no início, antes dos petistas da Petrobrás levarem o assunto do Pré-Sal ao Lula (a Petrobrás já sabia destas reservas desde a década de setenta) e se enganou todo mundo como se fosse algo recém-descoberto, a vedete era o Proálcool.

    esta corja só falava no etanol; é sempre bom lembrar das mentiras deste povinho. Vejamos as palavras do Lula ditas em 2008, em Blumenau, no Encontro Brasil-Alemanha:

    “- Năo é porque encontramos uma grande reserva de petróleo, e posso garantir que ela é grande mesmo, que vamos abdicar do direito de continuar investindo na produçăo de biocombustíveis. Esse é um compromisso do meu governo” – disse Lula.

    Desde lá a produção de etanol decresce num ritmo assustador, graças a gasolina subsidiada da Petrobrás.

    O slogan do governo dele deveria ter sido este:

    “Brasil – um País de Tolos”.

  18. Observador 8 de janeiro de 2014 at 19:15 #

    joseboscojr8 de janeiro de 2014 at 18:41 #

    Energia para mim é um tema empolgante. Tanto ou mais que tecnologia militar.

    Particularmente, já estive mais animado com a fusão nuclear; o problema é que há décadas não se consegue transformar esta promessa em realidade. Você como é uma pessoa esclarecida deve saber disto; então ainda vou discorrer sobre o tema porque outros foristas talvez não estejam familiarizados.

    Por enquanto, os reatores de fusão existentes, como por exemplo o Tokamak, consomem muito mais energia do que geram, e não conseguem controlar o processo de fusão por mais que poucos segundos.

    Voltando a estes reatores de fusão, o problema é simples: para gerarem energia, precisam aquecer o combustível a centenas de milhões de graus celsius. Como não existe material que resista a tal temperatura, o plasma é contido por campos eletromagnéticos poderosos. O reator é basicamente um eletroímã em forma de rosca.

    Segurar plasma (grosso modo, gás superaquecido) com campos eletromagnéticos é como tentar segurar um pudim com elásticos. É praticamente impossível.

    Mas as nações desenvolvidas continuam na busca do “Graal da Fusão” porque seria uma tecnologia muito difícil de replicar. E cara.

    Comparando com meios de transporte, eles querem vender uma Ferrari para substituir os fuscas e as bicicletas que servem à humanidade há gerações.

    Muito mais interessante é o reator de tório, com uma fissão nuclear mais segura que os atuais reatores de urânio e que é objeto de pesquisa inclusive de cientistas brasileiros, pois o Brasil tem uma das maiores reservas deste mineral no Mundo.

    E sim, meu avatar é o HAL.

    Legalzinho, né?

  19. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 19:26 #

    Observador,
    Sem falar que o otimismo na década de 70 dentre outras coisas era porque acreditava-se que se chegaria a um material supercondutor á temperatura ambiente (ou bem próximos dela), que também se mostrou um fiasco até agora (não vale ir buscá-lo lá em Pandora rsrsss).
    Havendo um e a tal contenção magnética do plasma ficaria mais viável, né?

  20. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 19:38 #

    Observador,
    Há algum tempo troquei e-mais com um cientista brasileiro de nome Ivan Cunha Nascimento sobre o assunto. Foi em 2007 e na época eu o questionei sobre se uma hipotética usina de fusão poderia gerar energia elétrica de forma direta, extraindo os elétrons diretamente do plasma, sem o concurso de uma turbina.
    Com a permissão deste cientista eu brindo você e a todos com a sua resposta:

    Prezado Sr. Bosco Jr.

    Atualmente o processo de fusão nuclear em desenvolvimento e que devera levar
    à produçao comercial de energia elétrica é a reaçao de fusao do deuterio
    (isótopo de peso 2 do Hidrogênio) com o trítio (isotopo de peso 3 do H)
    produzindo uma partícula alfa( núcleo de helio) e mais um neutron e
    liberando 17,6 MeV de energia em cada reação. Para a produçao dessas reaçoes
    é necessário um sistema que possa confinar o deuterio e o tritio em
    temperaturas da ordem de 110 milhões de graus (ou cerca de 10 KeV) com
    densidades da ordem de 10 elevado à potencia 20, atomos por metro cubico.
    Atualmente, isto é obtido em maquinas do tipo tokamak nas quais a
    possibilidade científica do processo já foi demonstrada. Para o
    aproveitamento dessa energia que é liberada na reação de fusao sob a forma
    de energia cinética será necesssário usar um sitema de conversão semelhante
    ao dos atuais reatores de fissão. Existem reações de fusao onde as
    particulas resultantes sao particulas com carga elétrica e, em tese, seria
    possível fazer conversão direta de energia cinética em energia elétrica sem
    passar pelo ciclo de Carnot, o que daria uma eficiência de conversão de pelo
    menos 2,5 vezes maior. Entretanto, as temperaturas necessárias para isto nao
    poderiam ser atingidas com os atuais sistemas de confinamento.
    Existem grandes maquinas de confinamento do tipo tokamak em funcionamento:
    JET na Uniao Europeia e localizado na Inglaterra, DIII-D em San Diego, USA,
    JT-60 no Japao, Tore Supra na França, ASDEX na Alemanha e outros menores
    nesses e em outros paises. Aqui no Brasil construimos um tokamak de pequeno
    porte na USP que funcionou entre 1979 e 1998 o qual foi substituído pelo
    tokamak TCABR de porte medio em funcionamento desde 1999.
    Atualmente, sete países: Uniao Europeia, Japao, Russia, Estados Unidos,
    China, Coreia do Sul e India, apos assinatura de um tratado intenacional,
    iniciam a construçao de um reator tokamak com potencia de 500 MW cuja
    finalidade é demonstrar a produçao eficiente de energia a partir do processo
    nuclear de fusao. Infelizmente o Brasil não participa deste consorcio.

    Alguns sites (alem de outros) que têm informaçoes bastante completas sao os
    sequintes:

    http://www.iter.org/
    http://www.pppl.gov/
    http://www-fusion.ciemat.es/New_fusion/en/
    http://www.jet.efda.org/
    http://www-jt60.naka.jaea.go.jp/

    Saudaçoes,

    Ivan Cunha Nascimento
    Full Professor
    University of Sao Paulo
    Institute of Physics
    Plasma Physics Laboratory
    Cidade Universitaria
    Rua do Matao, Travessa R, 187
    05508-090 Sao Paulo, SP
    Brasil

    Espero que ele não se incomode com minha ousadia.

  21. Observador 8 de janeiro de 2014 at 20:00 #

    Bosco,

    Os supercondutores partiram de um pensamento simplório: se estava descobrindo materiais supercondutores a temperaturas cada vez mais altas, então, em um verdadeiro exercício de fé, se considerou que chegar a temperatura ambiente era só uma questão de tempo.

    Por outro lado, é, foram tantas as promessas…

    Algumas absurdas é verdade, como a previsão de que a energia nuclear seria tão comum que os aspiradores de pó teriam seu próprio reator nuclear!

    Se as previsões tivessem se realizado, a humanidade já teria colonizado a Lua, explorado Marte e já estaria mandando missões tripuladas para o sistema solar exterior.

    Ao invés deste futuro, temos um futuro com um computador em cada mesa (que não fala e muito menos pensa), computadores de mão que calculam, filmam, fotografam, gravam voz e texto, e são capazes de carregar tanta informação quanto uma biblioteca razoável. E se a operadora deixar (a minha é a TIM) até telefonam!

    Sem falar na internet, com seu lado bom (como este blog) e seu lado ruim, com seus orkuts, facebooks e instagrans da vida (urgh!).

    Não quero este nosso “futuro”. Quero aquele outro em que íamos conviver com robôs humanoides falantes, pensantes (e até com sentimentos!). E carros voadores. Um futuro em que viajar pelo espaço seria tão comum como uma viagem de avião internacional.

    Quando pequeno, eu tinha o sonho de viajar pelo espaço. Há muito sei que terei de deixar este sonho para o meu bisneto, quando e se tiver um.

    Como dizia minha falecida avó: ficar velho é perder os sonhos. E os cabelos. E os dentes…

  22. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 20:25 #

    Mas em compensação ganha-se uma generosa barriga. rsrssss

    O HAL 9000 e todo o universo de “2001″ foi ambientado nesse futuro que nunca chegou, imaginado por aqueles maravilhosos loucos do passado.
    Hoje ninguém mais sonha e as previsões são extremamente realistas, pra não dizer, pessimistas.

    Mudando de cueca pra coquilha (em homenagem ao Anderson Silva, rrssss), eu postei um comentário sobre “fusão” que está retido no anti-spam mas que gostaria que você ficasse atento pra quando ele for liberado e o lê-se.
    É bem interessante!

  23. joseboscojr 8 de janeiro de 2014 at 20:30 #

    Só adiantando, o comentário que está retido é a transcrição de um e-mail que recebi de um cientista brasileiro da área de fusão nuclear da USP, o Dr. Ivan Cunha Nascimento.
    Não deixe de ler, em!

  24. Marcos 8 de janeiro de 2014 at 21:58 #

    A energia solar só não é viável devido:
    1) ao alto custo das placas;
    2) a baixa capacidade de transformação da energia.

  25. Control 8 de janeiro de 2014 at 22:53 #

    Srs

    Quanto as possíveis fontes alternativas de energia elétrica, temos a solar, a eólica, a das marés e a das ondas, além das tradicionais hidrelétricas (pequenas ou grandes).
    Esquecendo estas últimas, cuja tecnologia é antiga; das restantes, as que se mostram mais promissoras e fáceis de implantar são a eólica e a solar. A maior dificuldade delas é que não podem manter uma geração firme por 24h, dias seguidos, como uma Itaipu ou uma usina térmica.
    Assim, usinas eólicas e solares precisam dispor de outras usinas (térmicas ou hidrelétricas de grande reservatório) para cobrir aqueles momentos em que haja falta de vento ou luz solar.
    Por enquanto, uma opção não explorada pelas empresas de energia elétrica tradicionais é o uso casado de energia solar ou eólica com a produção e uso de hidrogênio, onde este seria usado para a geração de energia elétrica naqueles momentos que faltasse vento ou luz. Isto já foi feito em pequena escala, mas existe um certo preconceito quanto ao hidrogênio, justificado em parte pela ineficiência de sua geração a partir de energia elétrica e água e pela dificuldade de armazenamento.
    Possivelmente, num futuro não tão distante assim, teremos um aproveitamento melhor da energia dos ventos e da luz solar tanto diretamente como produzindo hidrogênio para uso em veículos e em geradores de energia elétrica.
    Isto sem contar com as possibilidades da energia da biomassa, não as atuais do álcool de cana e do biodiesel de soja, mas a de álcool produzido de resíduos de celulose (restos de madeira, gramíneas, etc) e de outras técnicas baseadas no uso de microorganismos.
    Estas opções tecnológicas estão bem mais perto do uso comercial (ou já sendo aplicadas) do que a fusão.
    Quanto a custo, a eólica já está no patamar da hidrelétricas atuais e a solar vem caindo rapidamente e já é compensadora em instalações de pequeno porte interligados ou não a redes elétricas.

    Sds

  26. Blind Man's Bluff 8 de janeiro de 2014 at 22:58 #

    Caro Marcos, engano seu, a tecnologia solar é tão viável quanto a nuclear. Principalmente depois que os modulos fotovoltaicos e as estruturas metalicas começaram a ser produzidas em massa na China.

    Em qualquer país serio isso representa um bom investimento para micro e mini geração, que são realmente o que interessa, pois significa que qualquer pequeno prédio residencial tem potencial para gerar sua própria energia, e em caso de excedente, revender.

    No Brasil putenfia, claro, nãp podia ser assim, com uma carga de impostos de 36% sobre o total do investimento, no melhor dos casos, o investidor tem um payback de 14 anos e uma tir de 5%, menor que a inflação….. O Brasil é mesmo uma piada de mal gosto!

  27. Observador 8 de janeiro de 2014 at 23:29 #

    joseboscojr8 de janeiro de 2014 at 20:30 #

    Eu li. Obrigado. Realmente é uma idéia interessante. Mas apresenta o mesmo problema do “pudim sustentado com elásticos”. Não existe material para aproveitar esta energia cinética, ou seja, para construir uma turbina ou algo semelhante.

    Já a questão da conversão direta de energia cinética em energia elétrica desde que as partículas do plasma fossem eletricamente carregadas poderia ser possível.

    Esta energia elétrica poderia ser transmitida, em tese, através da transmissão de energia elétrica por indução eletromagnética, de maneira que nenhum objeto tocasse o plasma.

    O problema é que o plasma eletricamente carregado está envolvido por um eletroímã com seu próprio campo magnético, então este caminho também não seria possível.

    Talvez um reator deste só seja viável em gravidade zero, ou quando o ser humano conseguir manipular a gravidade como na “Enterprise”.

    Mas, para manipular a gravidade como fazemos com o eletromagnetismo e as demais forças, primeiro teria que ser descoberta algo semelhante a “Teoria da Mecânica Quântica” aplicada a gravidade, uma “Teoria da Gravidade Quântica”.

    Seja lá que diabos isto for.

    Beleza de debate. TOTALMENTE fora do tópico, mais ainda assim profícuo. Conversas assim fazem valer a participação na Trilogia.

  28. Colombelli 9 de janeiro de 2014 at 10:11 #

    Mais uma mentira eleitoreira daquele elemento lula, descortinada. Cadê os defensores deles e das mentiras que ele propalou, devaneios de uma potência que não existe?

    Com 10% do investimento, ou seja, 70 bilhões de dólares, o Brasil estaria investindo praticamente 3 vezes mais dos que os mais avançados projetos de fusão a frio, seja por confinamento inercial, seja por confinamento magnético, tais como o Laser Megajoule (França, mas com vários paises envolvidos. do tipo inercial) ou a Z Machine ( EUA).

    Mas ai não teria a mentira do pré-sal apontando para um “futuro brilhante”, não haveria a ilusão para garantir a reeleição.

    A teoria quântica da gravitação, que permitiria fazermos coisas como a propulsão Alcubierre ( ou por dobras), acima citada pelo Bosco, é a unica que falta para unificação das 04 forças fundamentais. Aparelhos que gerem energias próximas ao necessário para ” separar” a gravidade ou isolar o “gravitron”, como ocorre na singularidade, somente existirão quando ampliarmos a capacidade do LHC na ordem de 10 trilhões de vezes. Talvez nunca se consiga, a despeito de ideias que ja existem para isso.

    A utilização do plasma com transporte das partículas esbarraria na necessidade de supercondutores como conduites. Fora os aspectos técnicos, haveria o preço inviável dos imãs e refrigeração necessária. Basta ver os bilhões gastos no sistema do LHC.

    Mas por ora, há uma energia bem mais barata a nossa mão. A eólica. Um bom investimento através de concessões, poderia suprir 20% da energia nacional com parques eólicos em 10 anos, ou seja, o equivalente a uma Itaipu. RN, RS e Ceará despontam como potenciais locais para instalação. No RN começa mês que vem a instalação de um parque com torres de 120 metros.

    Blind, na Espanha e nos EUA, estão usando a energia solar para aquecimento de caldeiras e geração de energia com emprego de espelhos, o que afasta o alto custo das células fotovoltaicas de silício. Vi em um vídeo o raio solar concentrado derreter uma placa de aço em menos de um segundo

    Pra fechar, só uns números para lembrar: a Petrobras aumentou nos últimos 10 anos em 35% a produção, mas aumentou a mão de obra direta em 70% e a terceirizada em 170% (companheirada”. A PEMEX tem 4% de gasto em mão de obra, a Petrobras 16%. Isso é a incomPeTência em ação (rectius, em inação). Ou seja, ai está a razão de todos os problemas.

  29. Observador 9 de janeiro de 2014 at 11:41 #

    Colombelli9 de janeiro de 2014 at 10:11 #

    Conforme você demonstrou, a fusão nuclear é coisa ainda distante. E quando estiver disponível, será cara e complexa como uma Ferrari, em comparação com as tecnologias baratas e conhecidas que já temos, as quais comparei com fuscas e bicicletas.

    Quanto a questão da energia eólica, ela deve ser vista com reservas. Primeiro, porque um país como o nosso, de grande população e extensão, precisa ter uma matriz energética diversificada. Não podemos ficar na dependência de uma única fonte de energia.

    Além disto, a energia eólica (assim como a fotovoltaica) tem um grande defeito: você não pode armazena-la. Não há como engarrafar vento.

    Ao contrário de uma hidrelétrica, que armazena potencial hidráulico (água), de uma termoelétrica que armazena carvão e de uma usina nuclear, que armazena material físsil, a usina eólica pode ficar sem produzir nada, não podendo um país depender desta fonte, que é naturalmente complementar.

    Há alguns anos a Espanha amargou uma falta de energia pela ausência de produção em suas eólicas.

    E tem um outro fator contra a energia eólica no Brasil: ao contrário das usinas hidrelétricas, cuja tecnologia é dominada por empresas nacionais, as eólicas são construídas apenas por empresas estrangeiras. Você pega uma usina hidrelétrica e praticamente todos seus componentes são produzidos por empresas nacionais.

    Favorecer as eólicas é deixar as empresas nacionais à míngua, enquanto fortalece empresas estrangeiras.

    O Brasil precisa, isto sim, é voltar a investir pesado na energia hidroelétrica, para o qual ainda temos um grande potencial a ser explorado, em especial em médios e pequenos rios.

  30. Antonio M 9 de janeiro de 2014 at 11:49 #

    É mais ou menos a mesma mentalidade da monocultura que passamos com cana-de-açucar, soja e principalmente o café. Colocam “todas as fichas” em um produto e uma retração, crise no mercado e lá se vai a economia interna para o buraco.

    Outra coisa extremamente propagandeada pelo Governo do Noço Guia foi o biodiesel a partir do óleo da mamona, que seria prioridadde para pequenos produtores, fez visitas a várias plantações/beneficiadoras e toda aquela balela e também me parece que não decolou e ainda, aproveitando para aparelhar a Embrapa que era “muito voltada ao agronegócio”.

    São os “clichê/maldição” mas são a verdade: quem não conhece a história está destinado a cometer os mesmos erros e os países que tem muitos recursos naturais mas que são subdesenvolvidos devido ao mau uso desses recursos para alavancar a educação e tecnologia.

  31. Oganza 9 de janeiro de 2014 at 23:27 #

    O último que sair não esqueça de apagar a luz ok?

    Sds

  32. mdanton 10 de janeiro de 2014 at 10:33 #

    O perfil de Graça é de uma mulher avesa a mentirinhas e respira e ama a Petrobras.
    Sou uma pessoal viceralmente contra a esquerda caviar brasileira e portanto julgo-me com propriedade para criticar e defender a Petrobrás, sob o julgo dos fascistas do PT.
    Neste caso a estratégia dos gringos (anglo-saxões) é sufocar a Petro. Estão atacando em várias frentes, midiática, financeira, operacional com objetivo de ganhar participação no óleo…infelizmente encontra ecos em muito formadores de opiniões e ingênuos. Reclamam do PT, mas fazem o jogo dos colocadores de cascas de banana endossando e reverberando FT e Washington Post. JÁ NOTARAM que sempre são os 2 jornais (baluartes dos gringos)?? Franceses, Alemães, dentre várias outros raramente ficam martelando sobre petróleo.
    A petrobrás tem problemas ..sim tem muitos…como qualquer outra empresa petroleira do mundo.

  33. Oganza 10 de janeiro de 2014 at 16:15 #

    mdanton,

    mas esse é jogo, e Petrossaúro deveria saber que assim o é e ponto final. O contrário, é viver no conto de fadas.

    A parte do texto:
    “Essas companhias têm vigor financeiro, capacidade de engenharia e tecnologias para se mover por todo o mundo”, diz Ramón Espinasa, especialista da área no Banco de Desenvolvimento Interamericano, em Washington. “Elas podem escolher e isso explica por que não estão no Brasil.”

    Simples assim. Vigor FINANCEIRO, capacidade Tecnologica, egenharia e o MAIS IMPORTANTE: NÃO TEM PARTIDO.

    Sds.

  34. Blind Man's Bluff 10 de janeiro de 2014 at 19:07 #

    Pois é, se não houvesse um ParTido chupando das tetas da Petrossauro, NEM ELA ESTARIA NO BRASIL!!!

  35. giltiger 10 de janeiro de 2014 at 20:55 #

    Se não houvesse o PT a empresa já teria se chamado Petrobrax, já teria sido privatizada e pertenceria a Chevron graças ao Padim Serra…

    E teríamos uns 6 casos de acidentes de produção by Chevron…

    Artigo que une o interesse Americano e Brasicano de detonar a Petrobrás e será o mote até outubro de 2014 da direita PIG raivosa e DESESPERADA que se for obrigada a viver mais 4 anos sob o PT metade foge para Miami e a outra corta os pulsos..

    BE MY GUEST, for the two options…

    Até parece que o Pré-sal brasileiro está ameaçado por aquela palhaçada fracionada xisto-desecológica americana que já está ficando sem gás, tanto combustível como financeiro…

    Para a direita esperançosa só dou três palavras:

    PROGRAMA MAIS MÉDICOS

    Um tsunami de votos que vem vindo do nordeste, norte e centro-oeste do Brasil…

    Chora direita do shopping-mall paulista…

    Infelizmente para vocês o Pre-sal NÃO é imaginário e quando ao longo dos próximos anos as plataformas que se constroem entram em produção e esta bater recordes consecutivos e o país se tornar exportador de petróleo nos próximos 6/8 anos…

    Aí sim vai ser difícil apear NO VOTO e só vai restar as vias não democráticas…
    Aí sim que quero ver este monte de valentão troll pegar em armas…

  36. Iväny Junior 10 de janeiro de 2014 at 21:45 #

    O problema foi de gestão. Um monte de bravateiro metido a engenheiro especialista em energia dentro do governo, bem como, a indicação pelo mesmo governo do presidente da Petrobras: o resultado não poderia ser mais desastroso.

    Perde/ganha receita à toque de caixas 1~10 do fundo de corrupção do governo, bravatas eleitoreiras e planos mirabolantes de negócios de um certo senhor lobista, notoriamente vítima de adultério e com pompa de super-empresário: eike batista. Ele conseguiu atrelar ao pré-sal muitas de suas empresas bravateiras sem nenhum tipo de solvência técnica e financeira, exclusivamente cavalos de tróia no mercado financeiro. Enxeram as burras de dinheiro dos burros acionistas, e agora, a grana já está muito bem guardada em paraísos fiscais.

    O povo sabe disso? Se procurasse saber, saberia. Mas cala a boca que tá vindo a copa do mundo. Pão e Circo, funciona aqui que é uma beleza. Mas se trocar o pão por excremento temperado de sal (ou pré-sal) a turma não reclama. Nem coloca no tema das manifestações.

  37. Antonio M 10 de janeiro de 2014 at 23:07 #

    giltiger
    10 de janeiro de 2014 at 20:55 #

    Pois é, mas para quem defende essa mentalidade, prefere ver a empresa afundar ou até mesmo o país do que realmente dar certo, mesmo porque a culpa sempre será “dos outros”.

    Por isso que a privatização da Embraer nunca foi a pauta dos ideólogos e partidos de esquerda, estava indo para o buraco e a privatização permitiu que continuasse a existir e se tornar uma empresa internacional.

    E a Vale por acaso foi para o buraco depois da privatização? Pode estar indo agora justamente quando o GF conseguiu colocar no comando alguém de seu círculo de influência.

  38. mdanton 11 de janeiro de 2014 at 9:17 #

    Os maiores covardes são SEMPRE os “de esquerda”… Codinome BARBA-lula, Genoíno dedo-duro, travesti Dirceu, Che (não me mate….vá-lho mais vivo do que morto bolivianos), Stalin, brizolinha fujão. olha… a lista é grande…de traidores e covardes.
    Os primeiros que submergem quando a “chapa esquenta” são justamente os impetuosos de palanque e agora de cyberespaço.

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10201898176748602&set=a.2402496774360.2128058.1009304057&type=1&theater

  39. mdanton 11 de janeiro de 2014 at 9:32 #

    Eu fui na paulista no dia em que Rui Falcão conclamou a militância petezada a defender o governo…Fui e gostei.
    Ônibus pagos traziam uns “60 militantes” também pagos com bandeirolas “red”. Começaram a desafiar os mauricinhos, a molecada dos Diretório Acadêmicos USP, PUC, Santa Casa, Mackenzie e vários outros da classe média.
    Não deu outra….os “militantes” começaram a ser cercados, apareceu um verdadeiro gorila, leão de chacra das “disputadas” eleições em sindicatos…batendo no peito e dizendo vem vem vem….saiu um magrelinho do “nada”..e só vi o gorilão saindo correndo, desajeitado, tomando sacode do “magrelinho”.
    NÃO SUBESTIMEM AS MANIFESTAÇÕES DE JUNHO/2013! Não acabou. A indignação esta latente e crescendo. A atitudes desafiadoras levarão a violência….e vocês vão perder. Depois ficam falando que os outros são nazzi, fascistas, reacionários, e vocês os bonzinhos vitiminhas.

  40. Carlos Alberto Soares 11 de janeiro de 2014 at 17:15 #

    “giltiger
    10 de janeiro de 2014 at 20:55 #”

    Ô meu, vai estudar um pouco …..

    ou melhor, tomar Rivotril (O que é e para que serve ?
    Clonazepam http://www.psicosite.com.br/far/ans/rivotril.htm

    Estudar um pouco ? Não ! Vá estudar muito e ainda será pouco !

    Nem um rascunho da cópia da mente de um alienado conseguiria afirmar tanta besteira, meu Deus !

  41. mdanton 11 de janeiro de 2014 at 17:26 #

    Aviso! esse “giltiger” é somente um “troll petêba” cujo padrão de argumentação deficitário e agressivo forma o padrão básico do grupelho que esta presente em vários fóruns na NET….IGNORE-O!
    Em duas semanas de ostracismo ele some e vai aparecer outro nick, mas com os MESMOS padrões de comportamento e DEFECAMENTO DE IDÉIAS E AGRESSÕES. kkkkkkkkkkkk

  42. Carlos Alberto Soares 11 de janeiro de 2014 at 19:26 #

    “mdanton
    11 de janeiro de 2014 at 17:26 #”

    Essa PTrelhada não gosta de povo, eles gostam é de DINHEIRO R$ U$$, tem uns que já estão presos, outros irão presos e para comprovar o que eu disse, veja mais uma PTrelhada U$$ R$ NO LINK ABAIXO, LEIAM O TEXTO:

    http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios-geral,areas-vendidas-pela-petrobras-a-bp-tinham-petroleo,174997,0.htm

  43. Carlos Alberto Soares 12 de janeiro de 2014 at 6:18 #

    Tem que ler o texto ATÉ O FIM:

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1396523-gastos-sociais-de-itaipu-disparam-com-pt.shtml

  44. Observador 12 de janeiro de 2014 at 16:03 #

    Só três tipos de pessoas gostam do governinho do PT:

    Tipo 1 – aquelas que, por falta de capacidade mental ou intelectual, absolutamente não sabem o que está acontecendo;

    Tipo 2 – aquelas que estão mamando junto;

    Tipo 3 – aquelas que, por ideologia ou puro recalque contra “o capital”, “a ditadura”, “a globo”, “a burguesia” ou o diabo que seja, prefere fechar os olhos, não ver o que está acontecendo.

    Dito isto, vamos voltar ao tema.

    Como já disse, as reservas do Pré-sal já eram conhecidas há décadas, mas pelas dificuldades técnicas e financeiras, governo nenhum teve a cara de pau de se arvorar de descobridor do Pré-sal ou mesmo “pai (ou mãe) do Pré-sal.

    Hoje, continua a ser um desafio técnico que demanda muito, mas muito dinheiro. Se o petróleo ficar abaixo dos cem dólares, fica difícil justificar tamanha aventura.

    Se o objetivo em explorar o Pré-sal não fosse ideológico-eleitoreiro, toda esta dinheirama poderia ser explorada em outras fontes de energia que o Brasil possui, bem mais baratas e que hoje são subutilizadas.

    Temos grandes reservas de gás natural, de “shale gas”, tudo inexplorado, sem falar no próprio etanol que precisa ser revitalizado.

    Para quem se interessar, tem um mapa mundial mostrando as reservas do “shale gas” conhecidas ou estimadas no mundo. Nos EUA esta riqueza é explorada por pequenas e médias empresas, talvez milhares delas, permitindo uma capilarização da riqueza gerada por toda a sociedade.

    Veja em:
    http://geology.com/energy/world-shale-gas/

    Daria um retorno mais rápido e a riqueza produzida não ficaria nas mãos do governo federal e da casta dos funcionários da Petrobrás, que são os verdadeiros donos do petróleo brasileiro.

    O que este governinho de M… pretende é concentrar a riqueza e ter uma grande fonte de recursos para ser utilizada nos programas assistencialistas de fins eleitoreiros, imitando os governos bolivarianos de que gostam tanto.

  45. Marcos 13 de janeiro de 2014 at 20:37 #

    A realidade:

    A produção de petróleo no país está estacionada em 2 milhões de barris/dia. Em compensação a produção de petróleo nos EUA saltou de 5 milhões de barris/dia para 7,5 milhões de barris/dia, ou seja, aumentou em seis anos toda a nossa produção. A Petrobras teve de importar US$ 40 bi em petróleo o ano passado. O risco é grande de sofrermos uma nova crise do petróleo.

    E se a Petrobras não achar nada no Pré Sal, com o atual endividamento, pode mudar de nome: PETROBRA-X, para se juntar a falida OGX.

  46. Carlos Alberto Soares 14 de janeiro de 2014 at 1:31 #

    “Marcos
    13 de janeiro de 2014 at 20:37 #

    A realidade:

    E se a Petrobras não achar nada no Pré Sal, com o atual endividamento, pode mudar de nome: PETROBRA-X, para se juntar a falida OGX.”

    Extraindo petróleo dessa camada ainda assim nada ajudará !

    Explico:

    1.- Exportaremos petróleo, mas quem amortizada todo investimento ? Há os sócios privados, os royalties, a amortização dos investimentos, gastos em geral, pesquisa etc ….(Petrobras e sócios), a lei nº xxxxxxx determina que parte dos royalties vá 75% para a educação e 25% para a saúde, etc etc etc …

    2.- O que sobrar, se sobrar vai para a PTbras.

    3.- Exportaremos Petróleo (Commodity), não temos matriz para refinar nem a atual produção então …..portanto …..

    4.- Continuaremos importando Petróleo já refinado(Produtos finalizados/acabados/refinados) nas mais diversas formas, com valor agregado infinitamente maior.

    Portanto, estamos F U # & * @ $.

    É uma pena, nem o Alibabá e seus ladrões iam conseguir fazer tanta m&#7@ quanto ….o que está sendo….

    Meus netos & filhos pagarão a conta.

    Eita povinho ….

  47. giltiger 14 de janeiro de 2014 at 9:51 #

    KKKKK

    Quanto paulista brasicano….

    Vão todos para Miami…

    Se os pobres brasileiros dependessem de vcs eles estavam ferrados…

  48. Colombelli 15 de janeiro de 2014 at 0:36 #

    Prezados

    Justamente pela necessidade de diversificação é que necessitamos, por exemplo de energia eólica, seja produza por empresas nacionais ou não, afinal, o petróleo hoje tem mais de 160 empresas estrangeiras com concessões ( estas só as do governo “anti-privatizante” do PT). Logo, em termos de energia, falar em empresas nacionais não tem mais sentido.

    Os grandes potenciai hidráulicos do sul/sudeste já foram explorados. Restam agora as PCH e no caso do RS algum potencial eólico. As termo elétricas, seja a diesel seja a carvão (caso de Candiota, perto de Bagé-RS), poluem muito e gastam muito também.

    No norte ainda há algum potencial hidráulico, mas o problema é a transmissão por grandes distâncias (mesmo em corrente continua) e o problema ambiental.

    No nordeste, o Ceará e o Rio Grande do Norte podem contribuir com energia eólica. Potencial hidráulico de grande porte resta pouco.

    O incremento de potencial no futuro deverá vir da eólica e da nuclear. Não se trata de favorecimento, trata-se de necessidade pelo exaurimento das alternativas.

    Os potenciais hidráulicos estão escasseando, mesmo para PCH.

    Quanto à fusão, cara é a pesquisa, mas quando estiver disponível, será uma energia barata, da qual estaremos longe por conta de investimentos em “Copa”. Com o dinheiro da Copa daria pra montar uma pesquisa completa no nível daquelas que citei acima, que são a vanguarda.

    Gil, até pensei em te responder, mas vi que não valeria a pena. Mas digo-lhe: ainda há tempo de acordar do pesadelo.

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