Sea Gripen em maquete do NAe São Paulo na LAAD 2013 - foto 3 Forças de Defesa

Segundo nosso leitor Luiz Monteiro, que frequentemente colabora trazendo novidades de dentro da Marinha do Brasil, representantes da MB deverão participar da próxima reunião entre a Força Aérea Brasileira e a SAAB, fabricante do caça Gripen.

A participação da Marinha ficará restrita à viabilidade, custos e os prazos para desenvolvimento de uma versão naval do Gripen NG, para emprego em navios-aeródromo dotados de cabos de parada e catapultas.

Sea Gripen em maquete do NAe São Paulo na LAAD 2013 - foto Forças de Defesa

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42 Responses to “Sea Gripen: Marinha deverá participar da próxima reunião entre FAB e SAAB” Subscribe

  1. eduardo.pereira1 25 de abril de 2014 at 14:55 #

    As coisas estam caminhando hein.

    Sds.

  2. eduardo.pereira1 25 de abril de 2014 at 14:59 #

    Nunao/Poggio, vocês poderiam fazer um post sobre as futuras corvetas com base nas informaçoes do Luiz Monteiro e de quebra no mesmo se possivel adicionar um desenho grafico das possiveis versoes ja com o armamento que poderá ser utilizado , o qual está descrito no comentário em questao, ficaria legal e creio que daria uma boa discussao .

    Sds.

  3. Edgar 25 de abril de 2014 at 15:51 #

    Restará à SAAB conseguir mais clientes para o Sea Gripen. Não vejo uma relação muito grande de possíveis clientes.

    Meu medo é que se torne um novo Rafale M, com um preço unitário quase € 10 milhões superior à versão padrão, com poucas dezenas produzidas e completamente sem perspectivas externas.

    O que poderia viabilizar o futuro Sea Gripen seria uma maior similaridade de componentes com o E/F, uma vez que o motor, por exemplo, já é naval. Aí vai uma pergunta aos mais entendidos: seria mais viável produzir componentes como o trem de pouso e gancho de parada específicos para o Sea Gripen ou utilizar soluções “de mercado” que já sejam utilizadas, por exemplo, no F-35C (apenas para comparar com outro monomotor naval)?

  4. Luiz Monteiro 25 de abril de 2014 at 18:25 #

    Pelo planejamento atual, a MB pretende que o futuro NAe substitua o NAe São Paulo em 2028.

    Os Falcões modernizados têm sua baixa programada para o mesmo ano.

    Dessa forma, a futura aeronave deverá estar 100% operacional em 2028.

  5. Luiz Monteiro 25 de abril de 2014 at 18:31 #

    Vale lembrar que, representantes da SAAB, em conversas informais, disseram que o Sea Gripen operaria sem restrições no NAe São Paulo

  6. justin.case 25 de abril de 2014 at 20:07 #

    Amigos,

    Boa decisão. Colocar seus requisitos ainda na concepção do projeto pode economizar tempo e recursos.
    Abraços,

    Justin

  7. Baschera 25 de abril de 2014 at 20:57 #

    Luiz Monteiro
    25 de abril de 2014 at 18:25 #

    Os Falcões modernizados têm sua baixa programada para o mesmo ano. “2028”

    Levando-se em conta que os A-4KU da MB foram fabricados entre 1976 e 1977… estão, na data citada, com mais de 50 anos…

    Sds.

  8. Baschera 25 de abril de 2014 at 20:58 #

    Errata: Onde se lê “estão” , leia-se “estarão”…

    Sds.

  9. juarezmartinez 25 de abril de 2014 at 21:59 #

    Sim, claro junto virão o Papai Noel, o trenó e doze renas, tchê, eu tenho o maior respeito pelo comandante LM, agora o resto dos caras da marinha andam _______________, pois mal conseguem manter três A 4 voando e qurem um PA de 50.000 tons e 24 Sea Dreamns Gripen.
    Ói aqui oh, vão rachar uma lenha, vão carpi uma roça, vão lavar uma loçã, vão ver se eu tô na esquina, vão parar de viajar na maionese e por os pés no chão estes ______________.
    Grande abraço

    COMENTÁRIO EDITADO

  10. Luiz Monteiro 25 de abril de 2014 at 23:39 #

    Prezado Juarez,

    Obrigado. O respeito e a admiração são recíprocas. Não sei se no futuro a MB terá mesmo condições de adquirir, operar e manutenir um NAe cujo deslocamento planejado estaria entre 50.000 e 60.000 ton.

    supondo que os sucessivos governos que virão entendam que sim e disponibilizem os recursos necessários, este NAe seria capaz de operar até 40 aeronaves do tipo Sea Gripen.

    Entretanto, o componente aéreo padrão deverá ser formado por 36 Sea Gripen, 3 aeronaves AEW&C, 2 aeronaves COD/Revo, 4 SeaHawk, 2 Super Cougar e 1 helicóptero leve para ligação.

    no meu ponto de vista, por mais otimista que eu venha a me tornar no futuro (hoje sou realista, não vejo como a MB possa compor sozinha esta ala aérea.

    Por esta razão é que eu defendo a idéia de que pelo menos a metade dos Sea Gripen sejam do inventário da FAB. Assim, no futuro a MB adquiriria 24 Sea Gripen e a FAB, em um lote futuro do Programa FX-2, obteria o mesmo número de caças da MB, operando-os desde a BASC.

    Isto não é impossível, lembrem-se que o saudoso NAeL Minas Gerais operava um componente aéreo misto da FAB e da MB e, nas últimas décadas, a Royal Navy e a Royal Air Force operavam em conjunto nos NAe britânicos

  11. Alexandre Galante 26 de abril de 2014 at 0:13 #

    Prezado LM, parece que os italianos também estão pensando em dividir seus F-35B entre a Marinha e a Força Aérea para operação conjunta.

  12. rommelqe 26 de abril de 2014 at 0:59 #

    Olhando apenas pelo prisma operacional, a questão não é possuir aeronaves adequadas. Este não é o ponto, uma vez que um porta aviões tem que operar…aviões. De preferencia excelentes aviões !!! Não se deve possuir alvos, mas sim equipamento da melhor qualidade.

    Assim me parece que vem a tona a questão tantas vezes aqui abordada: será que PAs são uma solução adequada para o Brasil? Aí eu penso: não tem que ficar só à tona, pois submarinos também tem que submergir e emergir…

    De um ponto de vista aéreo, para defender as costas brasileiras de ameaças que exijam uma pronta reação, entendo que a melhor solução, dadas as nossas limitações econômicas e estratégicas, seria em substituição ao PA(s) prever várias bases operando aeronaves situadas em terra (a maioria destas seriam na realidade desdobradas a partir de bases fixas (coisa que, diga-se de passagem, é a especialidade do pessoal do Gripen).

    Sugestão: para eliminar qualquer problema legal, juridico ou similar, se uma esquadra significaria, hoje, operar “belonaves” com deslocamento maior que xix, redefina-se esse conceito para UM PA equivale a DEZ bases desdobradas…

  13. Corsario137 26 de abril de 2014 at 2:29 #

    Pra mim isso é conversa sobre o sexo dos anjos.

  14. aldoghisolfi 26 de abril de 2014 at 8:05 #

    Corsario 137, bom dia.

    Quase sempre me apresento com o pensamento negativo, pois não suporto mais as bobageiras das ‘autoridades’.

    CONCORDO contigo, principalmente neste ano de eleições.

  15. Control 26 de abril de 2014 at 10:06 #

    Srs

    A necessidade ou não de NAes depende da função da MB.
    Se o entendimento do país é que não há nenhuma possibilidade de guerras para os próximos 30 anos em que o Brasil possa ser envolvido, a MB pode ser reduzida a uma simples guarda costeira.
    Por outro lado, se as avaliações indicarem riscos de guerra, cabe a questão: Qual o tipo de inimigo é o mais provável?
    Se o provável adversário possuir uma força naval capaz de ameaçar a nossa costa, cabe a MB em conjunto com a FAB, buscar soluções que dêem ao país capacidade de se contrapor a tal ameaça.
    Se o Brasil tem ou terá interesses longe da costa, seja na extensão do Atlântico Sul, seja até em outros oceanos, novamente, a MB, a FAB e até o EB (se os interesses envolverem outras terras) precisam tratar do caso com a devida seriedade em seu planejamento.
    Havendo interesses do Brasil longe da costa, e potenciais inimigos com capacidade de agir contra estes interesses ou contra a costa, é dever de ofício da MB buscar soluções para isto.
    No período da guerra fria, o Brasil se valeu do guarda chuva norte americano e da distância da América do Sul das regiões mais conflituosas do mundo (apesar do que, durante quase duas décadas o continente esteve sob a ação de guerrilhas patrocinadas pela URSS, Cuba, etc.; ou seja, participou da dita guerra fria de uma forma quente).
    No momento, por razões ideológicas, o Brasil se afastou do bloco dos países identificados com o Tio Sam e este, por outro lado, já não está tão disposto a atuar como o xerife do mundo (vide a retirada do Oriente Médio e os eventos na Ucrânia).
    Em conseqüência, a não ser que mude a visão ideológica de nossos líderes e governantes e o Tio Sam volte a se interessar pela América do Sul e pelo Brasil, o velho guarda chuva não poderá ser utilizado.
    Neste caso, ou o Brasil busca se associar com uma das novas potências navais em ascensão ou trata de dotar a MB com capacidade de se contrapor aos possíveis adversários navais.
    Como o Brasil não participa de tratados de defesa mútua com nenhum deles e abandonou/foi abandonado pelo irmão poderoso do norte, a MB terá que dispor de uma capacidade de combate bem maior do que dispõe hoje, se quiser honrar sua função constitucional.
    Dentro desta realidade, os NAes e os Subnucs tem sentido, apesar de economicamente, dentro do orçamento da MB, se mostrarem ruinosos.
    É importante se observar que o planejamento da MB, da FAB e do EB bem como até a ação do ME deve considerar os possíveis cenários para as próximas décadas, tanto no que se refere às mudanças geopolíticas como até aquelas que, por exemplo, podem acontecer devido as possíveis mudanças climáticas.
    Em cima de tais cenários é que se deve estabelecer o norte para a política externa do país e a reestruturação das forças armadas.
    Por exemplo, os possíveis cenários que se vislumbram para as próximas décadas não são muito pacíficos, o que sinaliza que o Brasil deveria estar repensando sua capacidade militar, seja quanto a disponibilidade de recursos, seja quanto ao uso de tecnologias inovadoras para tentar reduzir o “gap” do país frente às potências militares atuais.
    Neste contexto, uma discussão sobre a necessidade dos NAes e aviação embarcada com o foco, não na realidade atual, que é sofrível, mas sim no que será necessário daqui a alguns anos (inclusive no que tange aos recursos financeiros), é importante.
    O PN oferece o meio, falta, talvez, um foco para o futuro dos interessados.

    Sds

  16. Luiz Monteiro 26 de abril de 2014 at 10:35 #

    Bem lembrado, Galante.

    Abraços

  17. daltonl 26 de abril de 2014 at 10:40 #

    “(vide a retirada do Oriente Médio e os eventos na Ucrânia)”.

    Control…

    os EUA não estão retirando-se do Oriente Médio, ao contrário estão investindo centenas de milhões de dólares na Base lá no Bahrain e quanto à Ucrania, eles não tem obrigação de “defende-la”, ela não faz parte da OTAN, nem de outras alianças como as firmadas com o Japão por exemplo.

    A prioridade é o Pacifico, mas não significa que os EUA
    abandonarão o Oriente Médio, não confunda com a retirada do Afeganistão.

    No mais o Brasil é uma potencia regional indiscutivel e mesmo militarmente estamos apenas atrás dos EUA
    no continente americano…nesse caso, mais por demérito dos outros que mérito nosso.

    abraços

  18. daltonl 26 de abril de 2014 at 10:53 #

    “…o componente aéreo padrão deverá ser formado por 36 Sea Gripen, 3 aeronaves AEW&C, 2 aeronaves COD/Revo, 4 SeaHawk, 2 Super Cougar e 1 helicóptero leve para ligação.”

    LM…contei 48 aeronaves…talvez em caso de emergencia
    tantas possam ser transportadas, mas, acho que normalmente o número seria por volta de 30.

    O CDG por exemplo normalmente embarca pouco mais de 30 aeronaves, compensando seu tamanho “menor” com o fato de ser nuclear e assim dispor de mais “espaço” para combustivel armas e peças para aeronaves.

    Verdade que o hipotetico Sea Gripen é menor e mais leve que o Rafale M, mas, mesmo os NAes da US Navy
    operam normalmente com cerca de 20% menos da real capacidade.

    abraços

  19. Jean-Marc Jardino 26 de abril de 2014 at 11:56 #

    O problema dos brasileiros sempre foi querer dar um passo maior que as pernas, vamos aguardar as eleiçoes, pois e a Sra. Dilma nao ganhar as eleiçoes, o contrato com a SAAB nao saira esse ano, e sim apos o novo governo tomar posse e com certeza tudo sera revisto, pois 2015 no Brasil sera um ano de pagar as contas da Copa do Mundo que nao sera barato. Entao amigos aguardemos, pq até agora nao temos aviao, nao temos contrato assinado, nao temos nada.

  20. Luiz Monteiro 26 de abril de 2014 at 12:07 #

    A Estratégia Nacional de Defesa prevê a participação de tropas brasileiras em território estrangeiro como parte de um contingente da ONU.

    As forças brasileiras nunca enfrentaram resistência pesada de rebeldes ou de tropas regulares. Entretanto, a FAB identificou hipóteses onde o contingente brasileiro precisaria de apoio aéreo.

    Outrossim, o Brasil é banhado pelo Oceano Atlântico, cujas dimensões gigantescas. Nessa situação, a aviação baseada em terra SE MOSTROU ineficaz na proteção de FT da MB em diversos exercícios os quais tive a oportunidade de participar.

    Quando operavamos sob o guarda chuva da aviação embarcada

  21. Luiz Monteiro 26 de abril de 2014 at 12:11 #

    Desculpem, cortou.

    Continuando. ..

    Quando operavamos sob o guarda chuva da aviação embarcada, obetivemos exito na missão.

    Por estas razões, FAB e MB entendem ser necessário operar aeronaves fora do território brasileiro, em determinadas situações.

    O ideal então, seria conjugar esforços.

  22. Luiz Monteiro 26 de abril de 2014 at 12:14 #

    Prezado Dalton,

    Coloquei o componente aéreo para situações de combate.

    Sim, o número de 48 Sea Gripen está correto. Sobrariam 6 unidades em cada Força para reserva técnica e treinamento.

  23. Luiz Monteiro 26 de abril de 2014 at 12:36 #

    Prezados,

    concordo com todos os que dizem que não temos orçamento para tais meios. Não temos mesmo.

    Todavia isso não nos impede de discutir aqui neste Fórum a hipótese, mesmo que remota, de um dia possuirmos.

    É salutar debater hipóteses.

    Quem definirá os orçamentos futuros de nossas Forças Armadas não serão os próximos governos e sim as necessidades que surgirão de defendermos nossos interesses e soberania.

  24. Control 26 de abril de 2014 at 18:57 #

    Srs

    Prezado Almirante

    Para que a Ucrânia abrisse mão de seu armamento nuclear foi assinado um tratado em que EUA, GB e Rússia se comprometeram com a defesa da integridade da Ucrânia. Porém, hoje, a Rússia já tomou a Criméia (parte oficial da Ucrânia) e sinaliza que vai avançar sobre a região leste do que restou.
    Tanto a GB quanto os EUA pouco fizeram para honrar o compromisso que assumiram, além de algumas sanções contra alguns amigos do Putin.
    A falta de compromisso dos EUA com um acordo assumido ficou tão clara que o Obama, hoje, está fazendo um giro pelo Pacífico para tentar convencer seus aliados da região que ele não fará o mesmo no caso destes se encrencarem com a China.
    Quanto ao Oriente Médio, é só observar a retirada atabalhoada que o Tio Sam fez do Iraque e está fazendo do Afeganistão, para se concluir que ele, como aconteceu no Vietnã, não quer pagar o custo (financeiro e em vidas) que a continuidade de sua intervenção nestes países traria.
    Dentro desta visão contábil de custo/benefício, se enquadra, também, as negociações com o Irã, o que gerou desagrado em Israel e na Arábia Saudita.
    Ou seja, ou o Tio Sam está buscando sair do vespeiro que é o Oriente Médio ou sua política externa é tão sutil que nem seus aliados na região conseguem compreender.

    Sds

  25. Corsario137 26 de abril de 2014 at 19:13 #

    Prezado LM,

    “A Estratégia Nacional de Defesa prevê a participação de tropas brasileiras em território estrangeiro como parte de um contingente da ONU.”

    “Outrossim, o Brasil é banhado pelo Oceano Atlântico, cujas dimensões gigantescas. Nessa situação, a aviação baseada em terra SE MOSTROU ineficaz na proteção de FT da MB em diversos exercícios os quais tive a oportunidade de participar.”

    Você colocou acima dois pontos principais e muito importantes, mas que nao entanto não servem necessariamente de argumento para justificar a aquisição de um Nae.

    Penso também que não há ninguém aqui que não seja a favor do melhor aparelhamento possível para nossa amada MB. No entanto o sentimento geral, ou pelo menos falando por mim, é que existe uma certa esquizofrenia na organização da esquadra e seus meios.

    Vivemos duas marinhas: uma que investe bilhões, que constrói um submarino nuclear (sou amplamente favorável), que planeja uma segunda esquadra, que pensa em Sea Gripens e todos os componentes de uma ala aérea. A outra marinha é a que gasta milhões em um navio aeródromo que não serve pra nada além de um “meio” adestramento, afinal não vai ao mar, que canibaliza suas escoltas para que alguma funcione, que não consegue sequer viabilizar as corvetas no prazo, que tem uma série de carências básicas.

    Afinal, que Marinha temos e o que queremos ter?

    Para alguns parece que não ter um Nae = virar guarda costeira, algo que discordo totalmente. Podemos ser uma marinha poderosa, temida e operando fora do Atlântico Sul sem necessariamente um “guarda-chuva” aéreo. Até porque quem tem 1, geralmente não tem nenhum, e um mesmo Nae só pode realizar uma missão por vez.

    E assim termino meu comentário. Não me acho qualificado para propor um cenário dito ideal, quais meios e em que quantidade. Apenas trago a reflexão sobre o que uma parcela da sociedade pensa, para que nossos estrategistas conservem para nós sempre um futuro de esperança sem esquecer que o presente nos bate a porta todos os dias.

  26. juarezmartinez 26 de abril de 2014 at 19:28 #

    O problema não é construir ou comprar o navio e as aeronaves, o problema será o de sempre:
    Manter, operar, e modenrnizar, sem chance, aproveitem peguem um Mistal e dêem o SP como parte de pagamento, ele servirá ancorado na baía de Biscaia como treinador de toque e arremetida para os pilotos navais Franceses.

    Grande abraço

  27. daltonl 27 de abril de 2014 at 11:10 #

    Control…apenas o meu ponto de vista:

    A Ucrania não é a Polonia de 1939…não há nada no tal “Memorando” que cite que EUA e Reino Unido deveriam pegar em armas contra a Russia para defender a Ucrania, é um documento sem a força de um Tratado como seria caso a Ucrania fosse membro da OTAN por exemplo.

    Quanto ao “giro” do Obama pelo Pacifico, a situação é bem diferente, pois os EUA não estão apenas usando de palavras e memorandos, eles continuam deslocando para o Pacifico o que eles tem de melhor e falta pouco para atingir a meta de ter 60% do aparato militar no Pacifico.

    Não vejo como “retirada atabalhoada” do Iraque e Afeganistão…ambos não querem os EUA em seus territorios, a guerra terminou e está na hora desses países caminharem por si, como tentou-se com o Vietnã do Sul, mas a presença americana continuará forte no Oriente Médio.

    Quanto a politica externa dos EUA, é fácil julgar e criticar
    já que os EUA continuam sendo a unica super potencia e seus direitos e deveres são muito complexos, nada que
    nós aqui abaixo do Equador possamos compreender realmente, além do que, eles não são “perfeitos” e erros são cometidos.

    abraços

  28. Edcarlos Prudente 27 de abril de 2014 at 15:15 #

    Algo como o Mistal seria melhor aproveitado, três unidades seriam um bom número. Capaz de operar com uma quantidade pequena de F-35B e helicópteros. Um conjunto de belonaves dessas, acompanhadas por escoltas modernas, seriam capazes de desempenhar missões diversas com muito mais flexibilidade e economia comparado a um único PA.

  29. Control 28 de abril de 2014 at 0:25 #

    Srs

    Jovem Almirante

    Compromissos assumidos, sejam tratados ou simples declarações, precisam ser honrados, particularmente entre nações, sob pena de se perder a credibilidade.
    O que acontece, hoje, é que países como o Japão (não importa quantos navios o Tio Sam coloque nas imediações), entendem que ele não honrará compromissos quando estes se chocarem com seus interesses ou conveniências, como é o caso da Ucrânia.
    O que está em gestação, em conseqüência disto, é um rearmamento mais acelerado do Japão, inclusive com a construção de bombas atômicas; bem como, em conseqüência, da Coréia do Sul.
    Quanto a retirada atabalhoada, basta ver o que aconteceu e acontece no Iraque e, agora no Afeganistão. O primeiro caminha para uma divisão com possíveis governantes piores do que o Sadam, o segundo caminha de retorno ao regime que causou a invasão.
    Quanto ao Vietnã, a coisa foi ainda pior, basta ver as cenas da retirada final em 1975, com os fugitivos tentando se agarrar nos últimos helicópteros que partiam. A incapacidade de garantir uma retirada ordenada usando de seu poderio, foi uma vergonha.
    Jovem Daltonl, não é a questão de um julgamento da política externa norte americana, afinal países tem interesses e não seguem critérios morais, apesar de apregoarem o contrário. São os fatos e as conseqüências deles, aos quais ninguém escapa, mesmo uma potência como os EUA.

    Sds

  30. daltonl 28 de abril de 2014 at 11:14 #

    Control…

    não há uma solução fácil, como voce bem sabe a Ucrania tinha um presidente eleito que era pró-russo e ao escolher estreitar os laços com Moscou desagradou grande parte da população e ele foi obrigado a fugir para a Russia, ao mesmo tempo, grande parte da população, praticamente toda a Criméia é pró-russa.

    A situação pede cautela pois uma guerra civil não está descartada, mas insisto que a Ucrania não pertence a OTAN…se pertencesse e os EUA não fizessem nada aí sim caracterizaria em definitivo o descumprimento das clausulas de proteção de países-membros.

    Quanto ao Japão, não trata-se de apenas navios colocados nas imediações…os navios estão baseados permanentemente lá, na verdade o que há de melhor no arsenal americano além de milhares de militares e suas familias.

    Se os EUA começarem a reduzir suas forças no Japão
    então sim será um real motivo de preocupação.

    Quanto ao Vietnã…os EUA são uma democracia, não perfeita claro, e lá o povo e o Congresso decidiram que a guerra devia ter um fim, portanto em 1975, as forças armadas americanas não estavam mais lá quando o Vietnã do Norte graças a ajuda economica da Russia
    iniciou a invasão.

    Como os EUA garantiriam uma “retirada organizada” não estando mais lá desde 1973?

    Os EUA também precisam lidar com o enfraquecimento economico e militar de importantes aliados e muitos desses aliados não toleram-se uns aos outros como Coréia do Sul e Japão ou Arabia Saudita e Israel.

    abraços

  31. daltonl 28 de abril de 2014 at 11:43 #

    Edcarlos…

    o Mistral é um excelente navio anfibio, mas ainda não encontrei nada que diga que é compativel com o F-35B.

    O espanhol Juan Carlos I é maior e tem rampa então é
    bem possível que os espanhois venham a operar o F-35B a partir dele na próxima década…se de fato o comprarem.

    Mas os espanhois não tem mais um navio dedicado a operações aereas desde que o Principe de Asturias foi descomissionado enquanto os franceses tem um NAe de
    fato, o Charles de Gaulle.

    abs

  32. Control 28 de abril de 2014 at 19:26 #

    Srs

    Jovem Almirante

    Quanto a Ucrânia:
    Não tem nada a ver com a OTAN.
    Rússia, Estados Unidos e Grã-Bretanha assinaram em 5 de dezembro de 1994 com a Ucrânia um acordo segundo o qual os três países garantiriam a unidade territorial desta ex-república soviética, em troca de que a mesma renunciasse às armas nucleares.
    Há de convir que os ucranianos foram enrolados e qualquer dirigente de um país não vai por muita fé em acordos com qualquer um destes três países.

    Quanto ao Vietnã:
    Também não se trata do EUA ser uma democracia ou não. O fato é que o EUA, como país, tinha assinado um acordo de paz (rendeu até um Premio Nobel) com o Vietnã do Norte havendo, neste acordo, o compromisso de estabilização da região e este acordo foi ignorado pelo Vietnã do Norte que invadiu a Sul. E o Tio Sam nada fez; atuou com tal inépcia que teve que retirar seu pessoal de Saigon na correria como mostram os registros da época, tanto que há as famosas cenas de desespero da fuga da embaixada norte americana quando Saigon caia.
    Com certeza estas imagens factuais não mentem e não contribuíram para a imagem do Tio Sam como um parceiro confiável.

    Sds

  33. mdanton 29 de abril de 2014 at 11:05 #

    Gostaria de saber sobre…
    Qual opção seria melhor, já que o Brasil e América do Sul precisam manter influência no Atlântico Sul, porta natural para a África:
    O Brasil ter um Porta Aviões NOVO;
    base escola-conjunta (aero-naval) ou outra definição semântica para não parecer imperialismo brasileiro, num país africano de lingua portuguesa e confiável.

    Ao meu ver a base seria operacionalmente e estratégicamente mais eficaz. O grippen tem condições de combate 2000-3000 Km?
    Qual distância seria plenamente operacional entre Brasil e África em toda extensão da costa.

  34. cristiano.gr 1 de maio de 2014 at 12:04 #

    O valor a ser gasto para pesquisa, desenvolvimento, gestão e manutenção de um NAe novo é muito alto e com esse dinheiro todo seria muito mais benefício para a Marinha e o país possuír modernos navios de superfície e submarinos lançadores de mísseis de cruzeiro e ter a capacidade de produção e melhoramento desses mísseis. Ter os radares mais top nesses veículos também é essencial. O NAe é um meio que necessita de todo um esquema de proteção que envolve muitos outros meios e tempo, sendo que concentra boa parte da esquadra em apenas uma região, já os subs bem armados podem operar em QUALQUER REGIÃO do planeta sózinhos e bem escondidos.

    Não tem lógica um país que se diz não belicoso e defensivo desejar um NAe que são viáveis, “necessários” e bem empregados pelos sobrinhos do Samuel.

  35. daltonl 1 de maio de 2014 at 12:54 #

    Control…

    Esta semana EUA e Filipinas assinaram um acordo que permitirá o uso de solo filipino para mais uma vez abrigar forças militares dos EUA;

    A Base em Guam está sendo ampliada e já a partir do ano que vem um quarto submarino será enviado para lá,

    Foi anunciado que 2 Destroyers com a última tecnologia antibalistica irão juntar-se permenentemente às forças estacionadas no Japão;

    A Base no Bahrain está sendo ampliada para entre outras coisas receber 8 LCSs dentro de poucos anos e está garantida a presença 365 dias por ano de um Navio Aerodromo e um Grupo Anfibio.

    O primeiro de 4 destroyers já encontra-se baseado na
    Espanha;

    Se tais exemplos não mostram “comprometimento” dos EUA então não sei o que você espera mais deles…com
    certeza uma guerra com a Russia pela Ucrania não seria inteligente, assim como não teria sido inteligente voltar a bombardear o Vietnã do Norte em 1975…era uma causa perdida assim como foi a Criméia.

    Não dá para comparar a Ucrania com outros aliados,
    e achar que os demais terão o mesmo triste fim…se é que é triste pois muita gente está feliz por lá tendo a
    Russia como vizinha.

    abraços

  36. Luiz Monteiro 23 de maio de 2014 at 10:52 #

    Prezados,

    A Jane’s colocou em seu site que os 60 Gripen E, para a Suécia, seriam unidades do Gripen C reconstruídas. E que estas, por sua vez, seriam Gripen A modernizadas. Isso procede?

    Segue o link:

    http://www.janes.com/article/38039/ila2014-czechs-showcase-gripen-c-at-berlin-as-saab-promises-future-upgrades

  37. Fernando "Nunão" De Martini 23 de maio de 2014 at 12:50 #

    Luiz Monteiro,

    O artigo da Jane’s pode gerar uma leitura equivocada, pois inicialmente fala de reconstrução, mas logo em seguida informa que apenas alguns itens muito específicos dos atuais Gripen C seriam aproveitados. Então fica difícil dizer que seriam aeronaves “reconstruídas”.

    Parte dos Gripen C/D da Suécia é de versões A/B modernizadas (também dentro do que já era possível aproveitar para o C), e parte é nova de fábrica.

    Sobre os poucos itens que podem ser aproveitados do Gripen C para o Gripen E sueco (basicamente, canopi e parabrisa, assento ejetável, parte do sistema de combustível e ambiental, algumas superfícies de controle, entre outros itens menores), já publicamos pelo menos duas matérias no Poder Aéreo que tratam claramente do assunto, desde meados do ano passado:

    http://www.aereo.jor.br/2013/08/01/gripen-e-tera-fuselagem-mais-longa/

    http://www.aereo.jor.br/2014/03/13/saab-revela-projeto-completo-do-gripen-e-com-reducao-de-custos/

    Já me informaram que hoje tem um site brasileiro que destacou esses trechos confusos da matéria da Jane’s (que não traz nada de novo nesse sentido e cujo tema principal é outro) para criar um factóide.

    Saudações!

  38. Luiz Monteiro 23 de maio de 2014 at 13:06 #

    Prezado Nunão,

    Obrigado pelos esclarecimentos.

    Não costumo acompanhar outros sites e também não tenho hábito de ler o Poder Aéreo. É um ato falho meu que corrigirei a partir de hoje (Ler o Poder Aéreo).

    Hoje, aqui, alguém chegou com essa notícia e fomos ler o site da Jane’s. Achei estranho, pois a informação que temos tanto da SAAB quanto da FAB é de que todas as células do Gripen E (NG) serão novas, aumentando, assim, a escala de produção.

    Como já averiguamos alguns equívocos da Jane´s em relação à MB, como divulgar que os Sea Hawk adquiridos pela MB seriam usados, entre outros, imaginei que poderia ser um equívoco.

    Li a reportagem em inglês e entendi da mesma forma que você. Todavia, quis tirar a dúvida com vocês.

    Abraços

  39. Fernando "Nunão" De Martini 23 de maio de 2014 at 13:37 #

    Disponha!

    A confusão da Jane’s pode ser entendida porque, lá atrás, a conversão de células de C para E foi uma dentre várias opções oferecidas ao governo sueco. Mas concluiu-se que, com todas as mudanças na fuselagem central e posterior, junção das asas etc, o custo-benefício de reaproveitar células seria ruim. Melhor seria aproveitar alguns itens específicos (como os citados) em células novas de fábrica.

    Então, essa história de aproveitar células antigas acabou ficando no imaginário e volta e meia reaparece, apesar de declarações por parte da Saab (incluindo pessoal ligado à produção), de que os Gripen E suecos serão células novas.

    De qualquer forma, como gente da MB deverá participar das reuniões da FAB com a Saab (notícia acima, que você mesmo trouxe), não custa aproveitarem para perguntar, olho no olho, o quanto dos Gripen C serão aproveitados modelos E da encomenda sueca.

    Fica a dica…

  40. Luiz Monteiro 23 de maio de 2014 at 13:50 #

    Nunão,

    Obrigado.

    Essa reunião acontece agora em junho.

    Abraços

  41. Fernando "Nunão" De Martini 23 de maio de 2014 at 14:52 #

    Luiz Monteiro,

    Depois divide com a gente o que sair de bom (ou não…) dessa reunião em junho!

    Aproveitando:

    MO,

    Apesar dessa conversa com o LM ser de agora há pouco, a matéria onde estamos conversando é de um mês atrás (já deve estar umas duas ou três páginas pra trás da primeira).

    Melhor colocar o link “off topic” numa matéria mais recente…

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