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Visita do BPC ‘Mistral’ ao Brasil, na Missão Jeanne D’Arc 2014

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Por Claudio Queiroz

Na quinta-feira, dia 24.04.14, estivemos a bordo do Navio de Projeção e Comando (BPC – Bâtiment de Projection et Commandement) Mistral , para a coletiva de imprensa da Mission Jeanne D’Arc 2014, no Rio de Janeiro. O navio estava atracado no histórico Píer Mauá, praticamente no meio da grande confusão de reurbanização da cidade, chamada Porto Maravilha. Majestosamente o navio se fazia presente destacando-se na paisagem.

Depois de convidados a embarcar, fomos conduzidos diretamente ao passadiço do Mistral, onde se sobressai o alto grau de automação, espaços amplos, visão de mais de 180 graus. Fomos recebidos pelo 2º tenente da Marinha do Brasil Lohan Frias Molina Lopes, embarcado especialmente para esta missão, sendo comandada pelo Captain Francois-Xavier Polderman, Comandante do BPC Mistral, tendo companhia a fragata multimissão La Fayette (F710), comandada pelo Captain Serge Bordarier. A La Fayette é o navio militar operacional que teve a primazia em levar o conceito “stealth” para os mares, podendo se dizer que fez escola e influenciou todos os novos modernos navios de combate.

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Compõem o grupo 154 militares em treinamento, com a seguinte composição; 94 cadetes, incluindo 13 em intercâmbio, Alemanha(2), Arábia Saudita(2), Benin(2), Camarões(2), Coreia do Sul (1), Libano(2), Madagascar(1), Senegal(1) e Togo(1); 9 dos chamados de Oficiais de Suprimentos; 11 mestres de navegação; 8 médicos militares; 8 oficiais de outras nacionalidades em treinamento, inclusive um brasileiro.

Fez parte da visita ao Mistral, como representante do Governo Francês, o Embaixador da França no Brasil Sr. Denis Pietton, que assim como o comandante do navio também respondeu a perguntas feitas pelos presentes.

Destaque para a pergunta feita por um dos jornalistas que o indagou a respeito das consequências da crise recente entre a Rússia e a Ucrânia, e como ficaria a entrega do(s) navio(s) similares encomendados pela Marinha Russa. Foi-lhe perguntado se o embargo dos mesmos ao comprador possibilitaria a integração deles à Marine Nationale e a venda do Mistral e talvez de um de seus irmãos ao Brasil. Sua resposta foi diplomática, sem uma resposta concreta.

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O BPC (bâtiments de projection et de commandement) ou LHD é um navio, como a própria nomenclatura diz, de projeção e comando, concebido desde o principio para ser um vetor de forças anfíbias em desembarques navais e helitransportados. Ele também pode prestar apoio à situações criticas, como desastres naturais, repatriação de cidadãos em áreas conflagradas etc. O navio tem grande espaço interno, com hospital montado ocupando uma área de 900m² e com capacidades de cirurgias múltiplas, ala de CTI, pós-cirurgia, leitos para convalescentes, áreas de isolamentos, laboratórios de análises, banco de sangue, tendo a possibilidade de expansão do mesmo através de instalações de módulos na área do hangar, aumentando em muito a sua capacidade hospitalar.

Na visita de reconhecimento do navio, foi possível ver “in loco” sua construção usando técnicas de embarcações mercantes, atendendo desta forma todas as normas internacionais e proporcionando um ganho de economia em tempo e custos de produção.

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Uma das surpresas foi constatar na parte de estacionamento de veículos uma enormidade de meios do Armée de Terre (Exército Francês), com veículos 6X6 de transporte geral (Renault Truck Defense), VAB 4X4, Panhard VBL 4×4, Panhard PVP (Petit Vehicule Protege) 4×4, AMX 10RC com canhão de 105mm, entre outros veículos. O navio pode transportar uma força de até 600 soldados.

Na doca alagável foi possível observar um caminhão cisterna Scania e três embarcações prontas para uso, sendo elas um LCAT, embarcação em formato catamarã com capacidade de alta velocidade e de abicar em praias para o desembarque de veículos, além de duas LCU, similares às EDVM (Embarcação de Desembarque de Viaturas e Materiais) da Marinha do Brasil.

Não nos foi permitido o ingresso ao hangar de aeronaves, pois o mesmo estava sendo preparado para uma recepção VIP no período noturno. Aguardamos a continuidade do programa previsto que contempla uma operação PASSEX com a Marinha do Brasil e algum tipo de treinamento anfíbio com a Força de Fuzileiros da Esquadra para os dias 29 e 30 de abril.

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Sobre a viabilidade e necessidade de meios desta classe na Marinha do Brasil, acreditamos que existe a premente necessidade, não só para o emprego estratégico que se propõe como projeção de poder, mas muito mais que isto. O navio é perfeito para o ressuprimento das nossas forças de paz alocadas em outros países, assim como seria de grande valia com seu hospital interno nas calamidades públicas que sempre ocorrem todo ano por nosso território e em nossos vizinhos. Como exemplo podemos citar o que ocorreu no passado na cidade de Angra dos Reis no estado do Rio de Janeiro e o terremoto que devastou o Haiti.

Nesta característica operacional ele proporcionaria um grande incremento na capacidade de gestão de crise e uma grande e importante força médica próxima ao local da catástrofe, podendo fazer uso de seus meios navais e aéreos para o transporte das vitimas. Em períodos de paz e não ocorrências de catástrofes, o mesmo pode ser usado como um braço da força nas suas operações de atendimento à população e em auxilio ao Ministério da Saúde em suas campanhas à cidades com dificuldades hospitalares.

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Jeanne D’Arc 2014

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FOTOS: Ricardo Pereira – www.assuntosmilitares.jor.br

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Ozawa
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Ozawa

Quem precisa e pode ter os dois tem tem LHD e Carrier… Quem não precisa ou não pode ter algum, não deveria ter nada ou se possível um dos dois: o mais barato de adquirir e manter… Mas há quem precisa de um dos dois e não pode ter nenhum ou poderia ter ao menos o mais barato, e faz pose de que pode ter os dois, ou só o mais caro, mantendo inativo algo parecido com o mais caro só pra dizer que pode e ainda querendo um novo pra dizer que pode mais ainda… E esse alguém acaba… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

Mas é claro que nossos “parceiros estratégicos” estão mto interessados em nos empurrar, ao menos um dos navios da encomenda russa, ora embargada.

Diegolatm
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Diegolatm

”Mas é claro que nossos “parceiros estratégicos” estão mto interessados em nos empurrar, ao menos um dos navios da encomenda russa, ora embargada.”

É exatamente isso que está acontecendo, acho que já ofertaram o 2ª mistral que os Russos iriam comprar ….

juarezmartinez
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juarezmartinez

Parece que a ideía é vendar um para um consórcio encabeçado peal OTAN e o outro seria incorporado pela Marinha Francesa, e um dos Mistral mais antigos seria vendido a um país amigo.

Grande abraço

thomas_dw
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thomas_dw

que empurrar … esta classe é entre as melhores do mundo em termos de capacidade e custo-benefício, a MB adoraria receber um deles, não ha nada que se compare a esta classe que a MB poderia comprar com a falta de dinheiro que temos.

Quanto a Russia permitir a venda … a propriedade é deles, em caso de embargo eles ficam retidos no porto aguardando, podem passar quantos anos quanto forem, os navios ficam por la, aconteceu a mesma coisa com o Iraque e a Italia. Claro que a entrega ocorrera cedo ou tarde, a Russia nao é um cliente qualquer.

MO
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daltonl
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daltonl

Acho que o Mattoso Maia e principalmente o Ceará ainda
terão alguns anos de serviço ainda então nada de Mistral por enquanto, mas seria um salto qualitativo enorme.

Jean-Marc Jardino
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Jean-Marc Jardino

Conforme noticias aqui na Europa, a França devera ficar com os dois navios destinados a Russia, Devendo assim ficar com 5 navios dessa classe.

Mauricio R.
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Mauricio R.

“…esta classe é entre as melhores do mundo em termos de capacidade e custo-benefício, a…” Não, não é não!!! Essa classe é capenga, cara e velha, não opera AV-8B+ ou mais adiante F-35B, como os navios americanos. Nem é mais versátil que o Juan Carlos I ou seus equaivalentes coreano e japonês. “Quanto a Russia permitir a venda … a propriedade é deles, em…” O casco que se encontra na França, foi oficialmente entregue a marinha russa??? Se não foi, vale a legislação francesa e a da EU. “…os navios ficam por la, aconteceu a mesma coisa com o Iraque… Read more »

Jean-Marc Jardino
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Jean-Marc Jardino

Esse Mauricio R. bebe, classe velha, faz me rir, e a classe mais moderna do mundo, tanto que os russos foram atras, tanto que os americanos fizeram de tudo para os franceses nao venderem esses navios aos russos. Meu caro Segundo ele nao é um porta avioes para operar avioes de guerra, Outra coisas, e uma visita aqui na Gra-Bretanha um AV-8b pousou nele sem problema algum. Os navios deverao ser entregues a Marinha Francesa, isso ja é dado como certo aqui na Europa.

Lyw
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Lyw

Hahaha… Estava na cara que a chegada do Jean-Marc Jardino iria gerar uma linda amizade com o Maurício R.

juarezmartinez
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juarezmartinez

Segundo o Defense News, a França não tem condições de arcar com os dois navios, um seria vendido a OTAN e outro sim seria incorporado a Marinha Francesa, porém um dos Mistral mais antigos seria vendido porque não hay la plata manter todos.
Quanto a operar F 35 ou AV 8 B nem a pau Nicolau, o seu convoo não projetado para isto e nem suas intalações internas, um pouso é um pouso, um Harrier pousou na antigo PA MG, o que não quer dizer que ele operaria normalmente.

Grande abraço

Lyw
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Lyw

“… Não, não é não!!! Essa classe é capenga, cara e velha, não opera AV-8B+ ou mais adiante F-35B, como os navios americanos. Nem é mais versátil que o Juan Carlos I ou seus equaivalentes coreano e japonês…” 1 – Os japoneses da classe Hyuga não tem a capacidade de “desembarque docas” do Mistral, ele é um navio mais flexível no que se diz respeito à ala aérea apenas, portanto é no máximo um porta helicópteros/aviões VSTOL; 2 – Porque um país que utiliza porta-aviões com catapultas iria construir um navio multifuncional com capacidade para operar VSTOL? A Espanha o… Read more »

juarezmartinez
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juarezmartinez

Caro Lyw, me parece o que poderia ser comparado ao Mistral seria o Dokdo coreano, com tonelagem e capacidades semelhantes, porém tem uma defensa de ponto mais robusto do que o Francês.

Grande abraço

Lyw
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Lyw

Concordo… A comparação com os japoneses e espanhóis me pareceu com pouco sentido.

wsmdal
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wsmdal

Detalhe do MIstral: Ao optar por uma certificação civil no lugar da tradicional “MilStd” – ou Military Standard”, o Tonnerre pode custar exatamente a metade do navio anfíbio britânico equivalente a ele o HMS Ocean e o mesmo que custaram os LPDs franceses anteriores, que eram bem menores. A decisão de usar padrões civis de construção permitiu que fossem 100% estanques apenas aqueles conveses localizados abaixo da linha d’água. Isso representa uma perda de resistência do projeto mas como coloca o Comandante Hello, “há muitos anos que nenhum navio militar foi atingido por um torpedo ou mina e conseguiu seguir… Read more »

Jean-Marc Jardino
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Jean-Marc Jardino

Esse pessoal que esta acostumado com a velharia da MB é duro, bem eu estou acostumado aqui na Europa com a Marinha de primeiro mundo. Mas tudo bem, cada pais tem oque merece.

ernaniborges
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ernaniborges

Acho melhor para a MB um Mistral operacional, que um NAe em eterna manutenção. Mas, será que poderemos manter adequadamente um Mistral ? Se sim, que venha.

MO
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ow, quem foi no UQTR ??? cade a Lafayette, so foram no UQTRão ??

thomas_dw
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thomas_dw

o que falta neste navio é o sistema CIWS como o Phalanx ou RAM – os Franceses devem estar confiando na sorte por que nao pode haver qualquer outra explicação (fora a falta de dinheiro) para eles serem a unica Marinha a nao usar qualquer sistema CIWS.

Mauricio R.
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Mauricio R.

“A comparação com os japoneses e espanhóis me pareceu com pouco sentido.”

A comparação correta seria então, c/ o “Atlantic Conveyor”, aquele navio Ro-Ro inglês afundado nas Falklands; por mísseis Exocet.
Ambos são navios construídos de acordo c/ especificações de marinha mercante e ambos não tinham e nem tem capacidades adequadas de autoproteção, devendo sua defesa a escoltas.
Como eu disse antes e reafirmo: o navio é absolutamente capenga!!!

daltonl
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daltonl

Bom…fazendo uma comparação com os LPDs da classe San Antonio da US Navy que deslocam quase 25000 toneladas e custam mais que o dobro do Mistral, o armamento deles é de dois “miseros” RAM. Até hoje não foi instalado um VLS e provavelmente nunca será e os navios anfibios da US Navy hoje atravessam os oceanos sem escolta, diferente do que foi tentado na década passada quando ao menos um cruzador, um destroyer e mesmo um submarino os acompanhavam. O Mistral pode receber “jammers” se necessário além de vir a ser escoltado se navios franceses ou de uma coalizão ou… Read more »

ernani
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ernani

A questão não é se ele pode substituir ou não um NAe. A questão é que ele está operacional, precisamos do que ele oferece e ao que parece está disponível para aquisição. Mas, temos recursos para adquiri-lo e operá-lo ? Se a resposta for sim, a oportunidade é AGORA ! Se não, vida que segue.

Corsario137
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Corsario137

Na minha humilde opinião, a primeira pergunta que nos devemos fazer é? Precisamos desse navio pra que? O Mistral é definido como um navio anfíbio de assalto, capaz de levar consigo HELICÓPTEROS, carros de combate e soldados. Além disso serve como centro de comando de operações e navio hospital, ou de ajuda humanitária. O Brasil necessita tanto assim de um navio anfíbio de assalto? Dentre nossas ameaças mais palpáveis, alguma na qual esse navio seria realmente necessário? Resumindo, vamos levar nossos fuzilieros para algum lugar? Enquanto centro de comando, não imagino quem ele iria comandar. Nossas fragatas estão em processo… Read more »

Corsario137
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Corsario137

A propósito, segundo a Wiki, um navio desses custa por volta dos U$ 600.000.000,00!

O que significa QUE, se fosse vendido para a MB, não sairia por menos de U$ 1.250.000.000,00 (incluíndo é claro transferência de tecnologia, manutenção, treinamento, e blá, blá, blá me engana que eu gosto).

Assim volto a perguntar, REALMENTE, mas REALMENTE, temos necessidade de um Mistral?

Meu medo é darem um desconto de 10% + espelinhos e petecas e nos venderem isso como a famosa, e irresistível, compra de oportunidade.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Corsario 137, Nos planos da Marinha, esse tipo de navio está consideravelmente atrás nas prioridades. Bem mais acima estão os novos submarinos, fragatas e corvetas. Isso não impede que a gente discuta o emprego desse tipo de navio em cenários futuros (ou seja, mudando o tempo verbal da sua pergunta de “temos necessidade” para “teremos necessidade”), para quando (e se) as demais prioridades estiverem sendo plenamente satisfeitas… Para ser adquirido antes das outras prioridades, a única justificativa técnica / militar seria aproveitar uma oportunidade única (em preço e disponibilidade) para substituir, por exemplo, o NDD Ceará que está voltando agora… Read more »

Corsario137
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Corsario137

Nunão, Concordo plenamente com a discussão. Se dei a entender o contrário não foi minha intenção. No entanto a impressão que me dá é que os foristas falam no presente, ou mesmo no curto prazo. Quanto as prioridades, não sei não. Essa “coisa” de marinha de adestramento pra mim só complica quem quer realmente ser uma marinha. Assim foi que compramos o Foch e os A4, tudo em nome do adestramento, de manter a capacidade. Infelizmente o mundo é feito de trade-offs e para termos alguma coisa temos que abrir mão de outras. O almirantado que me perdoe mas os… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Noble Member

Corsario, Eu pelo menos não estou falando nada de “marinha de adestramento”. Sobre o Foch, atual São Paulo, e os A-4, hoje eles podem ser considerados meios para se manter doutrina até um fim que seria um novo navio-aeródromo e novos caças embarcados, mas sou da opinião de que não eram vistos exatamente isso há 15 anos. O tempo é que passou, implacável. Os submarinos e as novas escoltas (essas há tempos também aguardando uma decisão do governo) não são para adestramento e, dadas as quantidades decrescentes dos meios (exceto os navios-patrulha), acho que a MB também tem aprendido a… Read more »

ernani
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ernani

Se precisamos de um Mistral? Na minha também humilde opinião, é SIM! Considerando a missão que desempenhamos no Haiti e possivelmente a que iremos assumir no Líbano, além de possíveis missões humanitárias em catástrofes no nosso território acho que faz diferença tê-lo. Se é prioridade para nós, aí sim acredito que não é. Mas o público em geral, e me incluo aí, não está tendo acesso a informações sobre a solução dos problemas das nossas prioridades, que no caso da MB acredito que sejam escoltas. Então ficamos sonhando com qualquer coisa que possa manter viva a imagem dos nossos meios… Read more »

Farragut
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Farragut

“Quando tudo é prioridade, nada é prioridade.”

Corsario137
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Corsario137

Nunão, A coisa do adestramento é de uma conversa que tive esses dias com um ex-chefe de estado maior que hoje trabalha comigo. Fiz um link que só existe na minha cabeça. Perdão. Quanto a contigenciamento, falta de verbas, etc.., se alguém na MB comprou o Foch e os A4 achando que haveria verba para substitui-los em curto ou médio prazo, foi de uma inocência pueril. Afinal, quando foi que a MB teve dinheiro? O Foch e os A4 foram adquiridos no governo FHC, época de penúria nos quartéis. Mas isso é uma longa discussão… “Desradicalizando” meu discurso, concordo sim… Read more »

rafael oliveira
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rafael oliveira

Excelente discussão.

Só faço mais um adendo: a MB também tem a “prioridade” de adquirir helicópteros para formação de seus pilotos.

Isso porque nossas três forças, apesar de possuírem um pequeno número de helicópteros, se dão ao luxo de formarem seus próprios pilotos, num exemplo claro de mau uso de recursos, com a aquisição de diversas aeronaves de instrução, folhas salariais dos instrutores, manutenção das aeronaves etc.

Corsario137
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Corsario137

Ernani,

Gastar 1 bilhão ou ainda que fosse metade disso, em dólares, por causa da missão do Haiti é, ao meu ver, uma insanidade. Esses números não são de banco imobiliário, são reais! Gastar meio milhão de dólares (na melhor das hipóteses) pra ter um navio pra nos levar pro Haiti?

Nossas fragatas dão conta da missão.

Corsario137
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Corsario137

Rafael,

Bem citado.

Quanto a escolha, já foi feita faz séculos: Esquilo B3. Não tenho dúvidas.

Corsario137
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Corsario137

Complementando,

No Reino Unido eles já tem um comando conjunto de operações de asas rotativas. Isso sim é fazer limonada!

rafael oliveira
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rafael oliveira

Corsario, creio que esse será o padrão nos países da Otan em pouco tempo. Por isso, torço para que essa compra nao seja feita. O erário público agradeceria.

daltonl
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daltonl

Corsário… o Nunão está batendo repetidamente e acertadamente na tecla de que não há coerencia em olhar com os olhos de hoje o que foi feito no passado. A Marinha operou o Minas durante décadas, finalmente foram adquiridos jatos e a Lei mudou para que a Marinha pudesse opera-los a bordo de um NAe, então surge a chance de adquirir por uma ninharia um NAe ainda maior que o Minas…como deixar passar ? A Marinha sabia que muito em breve o NAeSP iria para uma doca seca por alguns anos…o que não se sabia é que o dinheiro ficaria curto,… Read more »

daltonl
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daltonl

Corsário… complementando…nossas fragatas não dariam conta por exemplo da missão no Haiti, onde muito material pesado tem sido transportado para lá já faz 10 anos, numa média de duas missões anuais, então um navio como o Mistral seria muito útil. Ernani, Há muita gente que apenas lê ou mesmo posta aqui que de fato acredita que um Mistral poderia substituir um NAe, desde que fosse equipado futuramente com o F-35B, por isso terminei um comentário meu lá em cima enaltecendo que não. No momento, infelizmente, um Mistral ou equivalente não é prioridade e já que o Ceará voltou à vida,… Read more »

Corsario137
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Corsario137

Almirante, E compraríamos o Mistral ou similar somente com o intuito de levar material para um país onde realizamos uma missão humanitária? O material pesado que não chegou lá através de nossas fragatas chegou de alguma forma, e seja lá qual for, deve ter saído por um centésimo do valor de um navio desses. Quanto a coerência, é aí que concordamos e discordamos. Porque o coerente pra mim, como você mesmo citou, é que, se operamos o Minas por tanto tempo e nem no auge da Guerra Fria tivemos dinheiro para substituí-lo, o que nos levaria a crer que um… Read more »

Corsario137
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Corsario137

E sim, se é pra sonhar, eu prefiro o LHA Class America.

Aquele sim transporta tudo, helicóptero e avião.
Não sei se os EUA venderiam algo do tipo.

Fernando "Nunão" De Martini
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“Taí que veio o Foch e só trocamos o navio que ficava parado.” Corsário, aí vc vai comprar uma briga com os fãs do Mingão! rsrsrsrs! O Minas Gerais operou bastante, não era de ficar muito tempo parado não. Ano após ano participava de diversas comissões. É fato que passou alguns tempos parado em grandes manutenções e modernizações programadas – foram dois períodos que se pode destacar de paradas mais longas em sua também longa carreira na MB, um de quase seis anos em meados dos anos 70 e outro de uns três no início dos 90, Mas essas paradas… Read more »

juarezmartinez
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juarezmartinez

O troló vai e volta, liguiça enrola e desenrola, mas vira e mexe nós caímos no mesmo buraco de sempre. Ter não significa operar, não adianta ficar remoendo a bolacha. A MB não tem condições de manter um operar um NAE, mas por outro lado pode manter e operar um navio similar ao Mistral, que não operará asa fixa pelas razaões que nós ja discutimos longamente por aqui; Tripulação é de cerca de 25% do SP Consumo de combustível infinitamente menor. sismetams de propulsão masi simples. Custo de de operação muitissímo menor, menos gente menos agua potável, menos eletricidade, menor… Read more »

Corsario137
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Corsario137

Nunão,

Quando eu escrevi meu comentário anterior ainda pensei em dizer isso, que o Minas mesmo véio ainda era mais “operacional” que o Foch. Mas como isso já é outro debate, preferi não me aventurar por essa seara rsrs.

daltonl
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daltonl

Corsário… no caso de voce ainda estar por aí…veja que o “material pesado” enviado ao Haiti chegou até lá através de nossos navios anfibios principalmente transportados pelos Garcia DÁvila e Alm Saboia. Claro que um Mistral ou equivalente não serviria apenas para ajuda humanitária ou manter tropas em outro país como fazemos no Haiti e sim atender nossa força de fuzileiros e também não sei se voce sabe funcionar como um navio auxiliar para a esquadra, como é o caso do Ceará que reabastece navios em alto mar e mesmo executa pequenos consertos. Quanto ao LHA América, ele o navio… Read more »

daltonl
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daltonl

O Mingão teve uma carreira ativa ao menos quando se trata de Marinha Brasileira e maioria das marinhas por aí, mas os A-4s adquiridos do kuwait por serem de ultima versão e mais pesados não operariam com muita segurança do Mingão e de qualquer forma o Minas não teria durado muito mais, talvez até 2010 com muita manutenção quando então teria 65 anos.

Corsario137
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Corsario137

Almirante,

Então meu sonho de consumo é o Class América com doca alagável. Será o mais completo de todos.

daltonl
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daltonl

E o mais caro de todos…aliás…bem mais caro 🙂

juarezmartinez
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juarezmartinez

O nosso sonho deve estar com consonãncia com nosso bolso.

Grande abraço

daltonl
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daltonl

É demais para o nosso bolso então o negócio é torcer por boas fotos do América quando ele passar pelo Rio a caminho do Pacifico dentro de alguns meses, pois o “monstrengo” nem passar pelo Canal do Panamá passa.

rafael oliveira
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rafael oliveira

Ultimamente eu já não sei mais o que cabe no bolso da MB, dadas suas inúmeras “prioridades”.

Mas, um navio bem mais em conta e, obviamente, menor e mais limitado, que poderia ser interessante seria um da Classe Makassar, que o Perú bateu a quilha há um tempo, projeto oriundo da Coréia do Sul e já produzido na Indonésia.

Começo a achar que a MB deve sofrer um processo de “gripenização”, comprando navios menores, novos, “padronizados” (da mesma classe para cada “tamanho/função”) e, se possível, em maior quantidade.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Rafael Oliveira,

O resultado de pelo menos três décadas de planos de renovação não resolvidos, com governo após governo empurrando com a barriga as alocações de fundos necessários ou liberando apenas recursos mínimos, é exatamente isso: “inúmeras prioridades” estourando simultaneamente, devido à obsolescência em bloco.

Grosso modo, a única exceção atual é o programa de submarinos, que tem recebido os devidos recursos.

rafael oliveira
Visitante
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rafael oliveira

Nunão, Concordo que o Governo deixou a desejar no repasse de recursos, em especial para os navios de guerra. Mas eu também acho que algumas prioridades da MB sequer deveriam existir. Não vou ressuscitar a discussão do NAe, mas o caso dos helicópteros de instrução, para mim, é uma falsa prioridade. Claro que não depende só da MB, mas as Forças poderiam oferecer ao Governo um projeto de unificação total ou, ao menos, entre o EB e a MB, da formação de pilotos de helicópteros. Aposto que o GF iria adorar um projeto que cortasse custos nas Forças. Se elas… Read more »