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A empresa de defesa e segurança Saab assinou um acordo com a ThyssenKrupp industrial Solutions AG em 29 de junho em relação à aquisição da ThyssenKrupp Marine Systems AB (TKMS AB, anteriormente Kockums).

Esta aquisição está em linha com a ambição da Saab para aumentar as suas capacidades no domínio naval. Este movimento fortalece ainda mais o status da Saab como um fornecedor completo de sistemas militares.

Em abril de 2014, a Saab e a ThyssenKrupp industrial Solutions AG assinaram um Memorando de Entendimento não vinculativo sobre a aquisição do estaleiro sueco TKMS AB com operações baseadas em Karlskrona, Malmö e Musko, na Suécia. As partes já concordaram que a Saab irá adquirir a TKMS AB.

O preço de compra é MSEK 340. Fundos existentes serão utilizados para financiar a aquisição. O efeito da operação sobre o resultado da Saab para 2014 é estimado em não-material. A TKMS AB será integrada na área de negócios de Soluções de Segurança e Defesa da Saab.

“Estamos ansiosos para receber a Kockums e seu pessoal na Saab. Esta aquisição marca o início de uma nova era na notável história da Kockums. O conhecimento que os funcionários possuem para desenvolver e produzir submarinos é único e fortalece a Saab “, disse o presidente e CEO da Saab, Håkan Buskhe.

“Integração e esforços de desenvolvimento agora vão começar a garantir que as operações alcancem sua capacidade total. É importante para alcançar sinergias com negócios navais atuais da Saab. Este processo deve seguir seu curso, mas, ao mesmo tempo começamos as entregas de desenvolvimento, manutenção e produção de trabalho para o mercado sueco”, diz Gunilla Fransson, Chefe de Segurança da Área de Negócios e Soluções de Defesa.

A TKMS AB projeta, constrói e mantém sistemas navais, como submarinos e navios de superfície. Outros produtos incluem sistemas de propulsão independente do ar (AIP) baseados na tecnologia Stirling, veículos de resgate de submarinos e sistemas de contra medidas de minas. A empresa tem cerca de 900 funcionários e fornece sistemas e produtos para as marinhas da Suécia, Austrália e Singapura.

A transação está sujeita à aprovação do conselho de administração e supervisão da ThyssenKrupp Group e da Autoridade da Concorrência sueca. Estas aprovações são esperadas no mês de julho de 2014. Posteriormente, a aquisição da TKMS AB será concluída.

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

22 Responses to “Saab e ThyssenKrupp assinam acordo” Subscribe

  1. klesson 30 de junho de 2014 at 18:56 #

    Esta empresa alemã e’ a mesma que fabricou nossos IKL ?

  2. marciomacedo 30 de junho de 2014 at 19:10 #

    Ponto para a Saab e a Suécia.

  3. MO 30 de junho de 2014 at 19:54 #

    Em tempo =http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/06/mv-alpha-effort-svyl-embarcando-soja-na.html

    1 photo

  4. daltonl 30 de junho de 2014 at 21:22 #

    ” Esta empresa alemã e’ a mesma que fabricou nossos IKL ? ”

    Não, o Tupi foi construido pela HDW, os demais da classe foram construidos aqui pelo AMRJ.

    Porém, desde 2005 a HDW tornou-se uma subsidiaria da
    ThyssenKrupp Marine Systems.

  5. Oganza 30 de junho de 2014 at 22:13 #

    Desenvolvimento e expansão na produção de produtos ponta de lança com quadros enxutos e projetos objetivos. Temos que tirar o chapéu para a SAAB e para esses suecos. MUITO BOM.

    Sds.

  6. mdanton 1 de julho de 2014 at 11:08 #

    Sim!
    Faz parte do complexo alemão de construção naval. Nomes não interessam.
    A CSA – Cia Siderurgica do Atlântico, fazia parte de um acordo maior entre governo brasileiro e alemão para construção dos submergíveis e barrou na impossibilidade da parte nuclear da Alemanha (Constituição e EUA impediram).
    Governo brasileiro roeu a corda desse acordo e fez outro com a França para desespero da CSA (governo alemão) que iria fornecer aços resistentes.
    Com essa associação o Brasil tem muito a ganhar, resta saber se nos bastidores da geopolítica os EUA já não se moveram, pois bobos eles não são.

  7. daltonl 1 de julho de 2014 at 12:49 #

    Penso que nomes interessam sim afinal conhecimento nunca é demais e historicamente falando, o contrato foi assinado nos anos 80 com o estaleiro HDW que apenas tornou-se subsidiaria da Thyssen em 2005.

  8. klesson 1 de julho de 2014 at 12:56 #

    Dalton,

    Obrigado pela informação.

    Quanto ao comentário do MDanton, é nisso que dá não construirmos a nossa roda…

    Abraços.

  9. mdanton 1 de julho de 2014 at 12:58 #

    Desculpe-me daltonl…não foi intenção desmerecer e sim orientar…. um modo muito empregado pela Alemanha no período entre guerras (1 e 2). A Alemanha detinha “escritórios” na Holanda para desenvolver submarinos e “tapear”/dissimular os acordos firmados com os vencedores da primeira grande guerra.

  10. daltonl 1 de julho de 2014 at 14:42 #

    Não entendi a comparação com a Alemanha do pós guerra 1918 que usou artificios até muito criativos para construir e treinar suas forças armadas e é bem possivel que outros leitores também não.

    Que impacto a associação com os franceses terá que
    exigirá que os EUA “movam-se” ?

    sds

  11. mdanton 1 de julho de 2014 at 15:47 #

    A Alemanha pós primeira grande guerra não podia desenvolver/produzir qualquer arma. Mantinha “escritórios” e fabricas nos países adjacentes e culturalmente semelhantes.
    Não há interesses de nenhuma nação que outra tenha capacidade de se armar com certa independência e os EUA são os baluartes dessa política. O Brasil, ao meu ver, só conseguiu “essa dos submarinos” por causa dos RAFALE. (isso se a França não roer a corda como o Brasil fez com a Alemanha); assim vejo com bons olhos essa investida da SAAB…caso a França roa a corda a SAAB pode muito bem substitui-la.

  12. Luiz Monteiro 1 de julho de 2014 at 17:10 #

    Prezados,

    Transferência de tecnologia de partes sensíveis de qualquer projeto, não ocorre.

    Quase a totalidade dos equipamentos militares, desde os mais simples, e principalmente os mais complexos, possuem diversas patentes americanas ou russas.

    Nenhuma empresa sozinha, inclusive americanas e russas, pode prometer transferência irrestrita de tecnologia.

    A própria SAAB foi a vencedora do programa de torpedos pesados da MB, o Sistema Torpédico de Armas T2000, que substituiriam os torpedos Tigerfish.

    Como vencedora, a SAAB deveria transferir tecnologia para construção no Brasil de torpedos pesados. O contrato foi recindido e a SAAB teve de pagar as multas contratuais, pois a tecnologia não lhes pertencia e sim a empresas americanas e britânicas.

    Logo em seguida, o torpedo MK48 foi selecionado pela MB.

    Se o Brasil quer mesmo ter autonomia na construção de qualquer tipo de armamento, tem que investir em formação de pessoal qualificado e desenvolver sua própria tecnologia.

    Abraços

  13. Oganza 1 de julho de 2014 at 19:40 #

    Luiz Monteiro,

    certíssimo, investir e aguentar o investimento por 25 anos no mínimo, pois só ai virá os primeiros frutos.

    Sds.

  14. Fabio ASC 2 de julho de 2014 at 21:13 #

    Realmente não entendo como a SAAB poderia se beneficiar caso a França “roesse a corda” como falaram aí em cima.

    A Suécia e a Alemanha não dispõem de submarinos nucleares para substituir a França nesta roída de corda.

    Aliás, se a França roer esta corda, o Brasil não vai conseguir a tecnologia necessária para o Sub nuc, a não ser que desenvolva.

  15. mdanton 3 de julho de 2014 at 10:21 #

    A Alemanha tem essa capacidade, só não pode mostrar.

    Ao meu ver não haverá como cercear o desenvolvimento de tecnologia militar nos próximos 20 anos.
    Os EUA perdem força cada vez mais em policiar seus inimigos e parceiros.
    Novos estados surgem com exércitos e armas.
    A parceria será crucial e fará a diferença.
    Resta aos países SABEREM APROVEITAR este momento. O exemplo RAFALE é esse… Somete 2-3 países tem a capacidade completa de construir jatos EUA e RUSSIA….e FRANÇA….os EUA jogam pesado para França não se estabelecer neste mercado. Tentar fazer do Brasil a “Holanda” de 1920 é uma sugestão.

  16. daltonl 3 de julho de 2014 at 13:13 #

    Os EUA nos “enrolaram” no acordo nuclear que tinhamos com eles…mas…se eles “policiam inimigos e parceiros”
    como permitiram nosso acordo com a Alemanha nos anos70 ??

  17. mdanton 3 de julho de 2014 at 13:43 #

    PERMITIRAM??!
    Pelo que sei a Alemanha roeu a corda também, depois de vender os equipamentos de Angras.
    Não adianta…os EUA não querem dividir o quintal com outros país pertencente da América, pode até dividir algum conhecimento militar com potencias europeias (se não dividirem eles criam sozinhos às escondidas) e asiáticas, mas NUNCA com latinos ou Canadenses.

  18. daltonl 3 de julho de 2014 at 14:05 #

    França, Alemanha, Reino Unido ,etc são consideradas potencias médias então é natural que precisem de mais parceiros do que os EUA para tocarem seus negócios.

    Não vejo o porque da Alemanha ter seus próprios submarinos nucleares, apesar de reconhecer que eles poderiam fabrica-los se achassem necessário.

    A França nos ajudará com o casco do submarino nuclear mas não irá dividir conosco seus futuros SSNs que encontram-se em construção por mais “parceiros estrategicos ” que sejamos.

    Não sei porque os EUA dividiriam seus segredos conosco e quanto ao Canadá e suas diminutas forças armadas ainda bem que existe o NORAD não é mesmo?

  19. Control 3 de julho de 2014 at 14:38 #

    Srs

    O PROSUB não envolve a transferência de tecnologia nuclear, tanto que reator e sistema de propulsão estão fora, devendo ser desenvolvidos pelo Brasil.
    O acordo com os franceses, quanto ao SUBNUC refere-se apenas ao casco e dispositivos de tecnologia dita “não sensível”.
    Portanto, a não ser que haja cláusulas desconhecidas no acordo, os franceses não precisam roer a corda; até porque os alemães ou os suecos ou quaisquer outro que fabrique submarinos, poderiam fornecer o pacote do PROSUB.

    Sds

  20. Mauricio R. 4 de julho de 2014 at 12:01 #

    “Se o Brasil quer mesmo ter autonomia na construção de qualquer tipo de armamento, tem que investir em formação de pessoal qualificado e desenvolver sua própria tecnologia.”

    Soou como música, “sabe quem faz a hora e não espera acontecer”, mas aí eu me lembrei:

    Combinaram c/ Brasília???
    Pq senão vamos sempre culpar os outros, qndo o problema, somos nós mesmos.

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