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Marinha do Chile, exemplo a ser seguido?

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Armada Chilena 2
Escoltas da Armada Chilena em manobras

Por Luiz Monteiro (LM)

Na segunda metade da década de 1990, a Armada do Chile lançou dois programas de reaparelhamento, o “Projeto Netuno” e o “Projeto Tridente”. O primeiro, visava substituir os velhos submarinos do Tipo “Oberon” em operação, complementando os 2 submarinos IKL 209 que permaneceriam no serviço ativo daquela armada. Já o segundo, objetivava construir 8 fragatas a fim de substituir os navios escolta até então operados por aquela marinha.

O ‘Projeto Netuno’ foi concluído com a escolha do submarino ‘Scorpène’, da DCNS/Navantia, cujas duas unidades – ‘General Carrera’ (SS-22) e ‘General O’Higgins’ (SS-23) – [foram construídas na França e na Espanha e entregues à Armada do Chile em 2005 e 2006, respectivamente.

Quanto ao Projeto Tridente, no final de 1999, a Armada do Chile, após analisar diversas classes de navios, selecionou as fragatas da classe MEKO A200, da B+V (As mesmas escolhidas pela marinha da África do Sul). Naquela ocasião foi autorizada a contratação das quatro primeiras unidades. A primeira das quais deveria fazer as provas operacionais no segundo semestre de 2005, entrando em serviço no ano seguinte. As outras se seguiriam ao ritmo de uma por ano, estando, portanto, todas já em serviço em 2009. Os navios seriam construídos localmente pelo estaleiro ASMAR, em Talcahuano.

O custo total do programa (8 unidades) era pouco superior a 1,6 bilhão de dólares. Contudo, no início de 2002, as pretensões da Armada do Chile sofreram um revés, quando o presidente Ricardo Lagos decidiu adiar o programa, por razões orçamentárias.

Armada Chilena 9
As diferentes classes de escoltas da Armada Chilena operando juntas

Sem alternativas diante do inexorável sucateamento de sua Força de Superfície, a Armada do Chile recorreu às chamadas “compras de oportunidade”. O primeiro navio adquirido foi a fragata Tipo 22 Batch 2, HMS Shefield, da Royal Navy, rebatizada na Armada do Chile como ‘Almirante Williams’ (FF-19), adquirida em 2003.

Dando continuidade as compras de oportunidade, a Armada do Chile adquiriu duas fragatas para defesa aérea de área da Classe Jacob Van Heemskerck (Classe L, da Marinha da Holanda), as fragatas ‘Capitán Prat’ (FFG-11) e ‘Almirante Latorre’ (FFG-14) recebidas em 2005. Estes navios de escolta antiaérea utilizam os mísseis SAM Standard SM-1 e Sea Sparrow.

Ainda na Holanda, juntamente com a Classe L, a Armada do Chile adquiriu duas fragatas de emprego geral da Classe Karel Doorman (Classe M), a ‘Almirante Blanco Encalada’ (FF-15) e a ‘Almirante Riveros’ (FF-18), recebidas em 2006. Estes navios são armados com a versão de lançamento vertical do missil Sea Sparrow (ESSM).

Em 2005, a Armada do Chile adquiriu 3 fragatas do Tipo 23, também junto à Royal Navy, por cerca de 250 milhões de dólares. Os três navios: ‘Almirante Cochrane’ (FF-05) ex HMS Norfolk; ‘Almirante Condell’ (FF-06) ex HMS Marlborough e ‘Almirante Lynch’ (FF-07) ex HMS Grafton recebidas entre 2006 e 2008.

Armada Chilena 6
Fragata classe L chilena
Armada Chilena 7
Type 23 chilena

Desta forma, em pouco mais de 5 anos, a Armada do Chile recebeu 8 escoltas modernos, por uma fração do valor inicialmente planejado no ‘Projeto Tridente’. Contudo, estas aquisições não estão livres de críticas. Os opositores reclamam da falta de padronização destes meios, gerando grande diversidade de sistemas e sensores, que acabam por encarecer a manutenção e a logística.

Situação brasileira

FREMM 523b
A FREMM é uma das candidatas ao PROSUPER

Semelhante ao que ocorreu com sua congênere chilena, a Marinha do Brasil possui três programas de obtenção de meios, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER) e o Programa de Construção de Corvetas Barrosso Modificadas (CV03), ou Classe ‘Tamandaré.

O PROSUB, inegavelmente, é muito mais ambicioso que ‘Projeto Netuno’. Enquanto o programa chileno visava à construção no exterior de dois submarinos, o PROSUB prevê a construção de um estaleiro e de uma nova base naval, capazes de construir e manter não só submarinos de propulsão diesel-elétrica, como, também, submarinos de propulsão nuclear.

Além do estaleiro e da base, dentro do PROSUB estão previstas a construção de quatro submarinos de propulsão diesel-elétrica da Classe Riachuelo (S-BR – Scorpène modificado com 2.200 toneladas de deslocamento submerso): ‘Riachuelo’ (S40); ‘Humaitá’ (S41); ‘Tonelero’ (S42) e ‘Angostura’ (S43) e de um submarino de propulsão nuclear, o ‘Álvaro Alberto’ (SN10).

S-BR, Scorpene modificado
Concepção artística do S-BR, Scorpene modificado

Apesar dos cortes no orçamento do Ministério da Defesa, que ocasionaram atrasos na conclusão do estaleiro e da base, além da consequente dilação no cronograma de entrega dos submarinos, a Marinha do Brasil vem dando prioridade a este programa e alocando os orçamentos possíveis a fim de concluí-lo integralmente.

Já o PROSUPER, prevê a obtenção, por meio de construção em estaleiros brasileiros, de cinco escoltas de 6.000 toneladas de deslocamento, cinco navios-patrulha oceânicos, com cerca de 1.800 toneladas de deslocamento e de um navio de apoio logístico, com deslocamento aproximado de 22.000 toneladas.

Se levarmos em consideração que um escolta moderno, com as características pretendidas pela Marinha do Brasil, não sai por menos de 800 milhões de dólares, um navio-patrulha oceânico, 150 milhões de dólares, cada, e o navio de apoio logístico cerca de 400 milhões de dólares, poderíamos concluir que os valores do PROSUPER superam os 5 bilhões de dólares.

No momento econômico vivido pelo Brasil, não parece haver espaço para aprovação imediata do PROSUPER. Neste sentido, o antigo Ministro da Defesa, Jaques Wagner, durante LAAD 2015, declarou que o PROSUPER estava ‘hibernando’.

Consciente desta realidade, a Marinha da Brasil resolveu por priorizar Programa de Construção de Corvetas Barrosso Modificadas (CV03), ou Classe ‘Tamandaré’, sem, contudo, cancelar o PROSUPER (Que fica aguardando condições econômicas mais favoráveis). O CV03 prevê a construção de 4 corvetas: ‘Tamandaré’ (V35); ‘”Jerônimo de Albuquerque’ (V36); ‘Cunha Moreira’ (V37) e ‘Mariz e Barros’ (V38), em estaleiros nacionais, cujo projeto é uma evolução da Corveta Barroso.

Cv Barroso
Corveta Barroso visitando o Chile

Cada navio da classe ‘Tamandaré’ deve custar cerca de 450 milhões de dólares. Desta forma, o investimento para construção dos quatro navios ficaria perto de 1,8 bilhão de dólares. Caso tenha orçamento aprovado, a previsão é que os quatro navios sejam entregues ao setor operativo da Esquadra na primeira metade da próxima década.

Nos últimos anos, muito em razão da situação econômica do país, parte dos especialitas e mesmo alguns entusiástas no assunto vêm defendendo a ideia da Marinha do Brasil cancelar seus programas de obtenção de meios e recorrer à compras de oportunidade, tal como ocorreu com a Armada do Chile.

Ocorre que, diferente da realidade vivida há 15 anos atrás, onde a Armada do Chile encontrou para aquisição navios de escolta com pouco mais de 10 anos de operação e com uma vida residual de aproximadamente mais duas décadas, hoje em dia, não há meios navais nestas condições.

Perfil da corveta Tamandaré (CV03)
Perfil da corveta Tamandaré (CV03)

Os destróieres, fragatas e corvetas que vêm sendo desincorporados nas marinhas dos países europeus, ou mesmo dos Estados Unidos da América têm idade semelhante aqueles operados pela Marinha do Brasil.

Aqui cabe um parêntese sobre o Japão, cujo congresso poderia liberar a venda de equipamentos militares operados por suas forças de autodefesa e que forem desincorporados. Por enquanto, somente equipamentos novos podem ser exportados. Também, não se tem qualquer informação se a Força Marítima de Autodefesa do Japão pretende desincorporar alguns de seus navios de escolta, ainda mais com a piora em suas relações com a China.

Tamandaré
Sistemas da classe Tamandaré (clique na imagem para ampliar)

Pelas razões acima expostas, no que tange aos navios de escolta, o atual Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, em conjunto com o Almirantado decidiram por priorizar a recuperação da capacidade operacional dos meios da Esquadra, bem como, pela construção das corvetas da Classe Tamandaré, em detrimento da compra de meios navais desincorporados por outras forças navais. Já o PROSUPER deverá aguardar a melhora na situação econômica do país.

Por fim, cabe salientar que este texto reflete a opinião exclusiva de seu autor e não o posicionamento oficial da Marinha do Brasil.

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Gelson Jorge EmerimAlejandro LaraamericomatheusALFabio Souto. Recent comment authors
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Souto.
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Souto.

Boa tarde amigo Luiz Monteiro o senhor pode nos falar sobre a volta das corvetas classe
inhauma, a CV Julio de Noronha volta esse mes?Esse ano haver mais baixas de navios
da MB? obrigado.

BJJ
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BJJ

Caro LM Tenho duas perguntas que a tempos pretendo fazer ao senhor, e este me parece o momento mais apropriado. 1- As escoltas de 6000 toneladas previstas no PROSUPER (se este um dia for aprovado) poderão vir armadas com mísseis sup-ar de defesa de área? Li em algumas matérias que as cinco primeiras deveriam ser EG, com mísseis de defesa de ponto, e só depois se buscaria a tão sonhada defesa de área, porém, outras matérias dão como favorita a f-100 espanhola, que possui a capacidade de defesa de área. Sendo assim, qual a possibilidade destes mísseis de longo alcance… Read more »

Léo Barreiro
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Léo Barreiro

Senhores
Por favor, nunca entendi o motivo de não construírem mais navios iguais a Barroso? Não seria melhor ter mais umas duas no forno? Enquanto o pessoal da marinha vai estudando as melhorias? Na minha visão de leigo… Isso seria bom por que manteria as equipes de construção da Marinha ou empresa contratada em ativdade e não se perderia as equipes técnicas…

Adam
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Adam

No momento que a Marinha vive considerar construir as Tamandaré é uma loucura. Projetos militares nunca saem no prazo nem no orçamento. Ficaria surpreso se alguma Tamandaré custar menos que 800 milhões e for incorporada antes 2030. Tá na hora de acordar pra realidade e aceitar encomendar mais uns três ou quatro NaPaOc de algum estaleiro estrangeiro e ficar de olho aberto para compras de oportunidade de alguma escolta. Na década de 2030, depois das scorpenes já estarem incorporadas e o SSN já estar encaminhado poderíamos pensar em um novo prosuper. Sem falar que em algum momento o NAe vai… Read more »

Rudinei Krolow
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Rudinei Krolow

Esse negocio de construir aqui navios , não da certo, nunca deu…sempre vai haver uma crise economica, uma crise mundial, uma corrupçãozinha, tem é que comprar usado ou mandar construir em outro País, se não nossa Marinha vai virar um Exercito ou uma guarda costeira com um efetivo bem grande!

pedro possa
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Souto, “Esse ano haver mais baixas de navios da MB?” Há fontes que dizem que sim eu particularmente acredito pois nossos navios estão com em média 30 anos de uso coisa que acaba sendo complicada de manter pois a falta de peças e o desgaste dos navios são grandes. Acho q ainda em 2016 veremos uma mk.10 e uma inhauma sendo descomissionadas. . BJJ, “qual a possibilidade destes mísseis de longo alcance equiparem as escoltas deste primeiro lote do PROSUPER” Em relação as f-100 no PROSUPER a navantia apresentou um documento da Lockheed Martin autorizando a venda de até seis… Read more »

Souto.
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Souto.

LM o submarino Riachuelo sera entregue em 2018?

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Prezado Souto, As três corvetas da classe Inhaúma devem retornar ao Setor Operativo da Esquadra até o próximo ano. Espera-se que a ‘Julio de Noronha’ retorne ainda este ano. Ainda faltam algumas etapas a serem cumpridas antes que o navio retorne. Por isso, não será neste mês. Tendo em vista a idade de alguns meios da Esquadra (Não me refiro aos escoltas), alguns meios poderão ser desincorporados. Prezado BJJ, Os escoltas de 6000 toneladas poderão ser armados com SAM de defesa de área, desde as primeiras unidades. Pessoalmente gosto das fragatas da classe Meko A200. Porém, para a MB as… Read more »

zorannn
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Belo Post!! Já há algum tempo o Chile vem sendo um exemplo a ser seguido. Não é de hoje e não é só em Defesa. . Estes dias estava lendo (por acaso) uma reportagem sobre os investimentos em infra-estrutura na AL. O Chile é disparado o primeiro da lista em porcentagem/PIB. Não lembro mais os valores, mas este investimento (porcentagem/PIB) é de 5 a 6 vezes maior que o Brasil. . Quanto à Defesa, eles sempre estão um passo a frente. Sempre operando equipamentos mais modernos. Enquanto compramos Leo1 e eles operam Leo2; a gente modernizando os F-5 (que até… Read more »

_RR_
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_RR_

Adam ( 18 de fevereiro de 2016 at 16:19 ), . Temo não ser tão simples… NaPaOc não pode fazer o trabalho dos outros meios… Claro que se pode apelar para um “NaPaOc vitaminado” ( com capacidade para levar mísseis anti navio, por exemplo ), mas daí a exigir o desempenho de uma autêntica escolta é outra história… . O fato é que a MB se aproxima de um ponto crítico. Vai ter que incorporar alguma escolta de verdade dentro dos próximos dez anos, ou ver-se-á reduzida mesmo a pouco mais que uma guarda costeira… . O mais, vou concordar… Read more »

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Prezado Pedro Possa, As compras de oportunidade devem ser, como o próprio nome diz, uma oportunidade. O próprio CM disse que a MB está atenta às possibilidades. A grande que questão é que não existem meios disponíveis, dentro de certos parâmetros que devem ser levados em consideração (Data de incorporação, vida residual, conservação…). Ademais, mesmo as compras de oportunidade demandam disponibilidade de recursos orçamentários. Não basta que ter navios disponíveis, far-se-á necessários os recursos para obtenção. As despesas de manutenção com um navio são muito semelhantes a que se tem com qualquer outro equipamento. Um novo demanda muito menos investimento… Read more »

_RR_
Visitante
_RR_

Léo Barreiro ( 18 de fevereiro de 2016 at 16:13 ), . Receio que esse vaso, em sua própria essência, já esteja totalmente desatualizado…Já se detecta a necessidade de novo desenho para acompanhar as tendências atuais e futuras de eficiência… Ademais, construir novos vasos dessa classe hoje creio que exigiria um investimento não muita coisa inferior ao de se construir uma Tamandaré… . A Barroso seria uma opção interessante se pudessem ter sido construídos mais vasos na década passada, pois ajudaria a manter números hoje… Contudo, por agora, não creio que faz muito sentido, já que um vaso dessa tonelagem… Read more »

Souto.
Visitante
Souto.

LM sobre os navios patrulha classe Macae,sairão do Eisa, e serão
concluidos no AMRJ ou em outros estaleiro?

zorannn
Visitante

Adam!
.
Concordo com vc. Construir as Tamandaré aqui será uma loucura!! Elas custarão uma fortuna e nada garante que o navio tenha ‘qualidade’. No fim pode acontecer oque aconteceu com a Frontin, ou seja, a construção do navio ter problemas (relatado aqui no site) e 20 anos depois sermos obrigados a retira-la de serviço precocemente. Nem patrulhas de 500t conseguimos construir direito.

_RR_
Visitante
_RR_

zorannn ( 18 de fevereiro de 2016 at 16:53 ); . Esse tipo de comparação pode ser algo enganosa… As necessidades das FAs chilenas não são necessariamente as brasileiras… . Não estou querendo dizer que não se pode observar o que eles fazem. Existem sim exemplos chilenos que poderiam ser seguidos. Contudo, as experiências chilenas não se aplicam integralmente ao Brasil… São realidades diversas, com adversários em potencial algo diversos… . A propósito, também não concordo com tudo o que está aí ( penso realmente que os programas da Marinha deveriam ser revistos e reestruturados; e a casa tem que… Read more »

Renato de Mello Machado
Visitante
Renato de Mello Machado

É aquela velha história,não dá para fazer nada no Brasil,nem é de agora.Inteligência,mão de obra,projeto,experiencia,contatos bons com outros países,tudo tem.Só nunca tivemos vontade politica dos governos.A explicação para a população brasileira é outra dificuldade numa compra militar.Tirando nós quê fuçamos sites militares,o resto nem sabe e acha bobeira ,e acha quê é jogado dinheiro fora ,para militar brincar de guerra,( como quê tripular um submarino,levantar voo de um navio aeródromo,fosse brincadeira).Mas tudo o brasileiro não leva a sério.A Experiência chilena poderia ser usada sim,porém adaptada ao nosso país.

BJJ
Visitante
BJJ

Caro LM

Agradeço as respostas. Vamos torcer para que nossa economia entre nos eixos o mais rápido possível e que estes programa possam seguir seu rumo normalmente.

Abraços

zorannn
Visitante

Caro RR! . Logicamente que nossas necessidades são diferentes e maiores. Mas citar isto só piora a comparação. Porque apesar das necessidades chilenas serem diferentes, seu orçamento ser BEM menor, eles estão melhor equipados! Alguma coisa está bem errada por aqui. . As nossas necessidades são o de menos! Se for para elencar tudo que precisamos, em todas as áreas (não só em defesa), o céu é o limite!! A questão é: elencar PRIORIDADES e dentro destas prioridades escolher oque podemos pagar. É o fazer ‘mais’ com ‘menos’. E daí é plenamente aceitável ‘pegar o exemplo chileno e aplca-lo integralmente… Read more »

Souto.
Visitante
Souto.

LM obrigado pelas resposta,tenho mais uma pergunta: a MB vai terminar a modernizaçao
dos avioes A-4?? ha um cronograma de entrega dos avioes?
obrigado.

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Prezado Souto,

Ainda existe um imbróglio jurídico quanto estes meios. Por isso, não há uma posição oficial da MB.

Na minha opinião, os dois NPaOc que se encontram em construção mais adiantadas poderiam ser enviados para o AMRJ, até que se defina se serão terminados na Oficina de Submarinos ou se serão remetidos a outro estaleiro.

Abraços

Robson
Visitante

O brasileiro perdeu tanto a confiança nos governantes que nem mais cogitamos construir nada… triste realidade… a incompetência ainda é mais grave q
ue a corrupção… Não tem dinheiro que chegue pra nada, apesar da alta carga tributária… não entendo como não conseguem fazer nada direito…. estamos sitiados em nossas residencias, desarmados, entregues a violência…. fomos abandonados…. não conseguem construir uma corveta…. coisa que italianos, ingleses, franceses, alemaes ja fazem a pelo menos 100 anos….

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Souto,

Não tenho conhecimento sobre o atual cronograma do programa de modernização destas aeronaves.

Pelo que eu saiba, o programa está mantido.

Abraços

zorannn
Visitante

Olá caro Renato de Mello Machado! . ‘Inteligência,mão de obra,projeto,experiencia,contatos bons com outros países,tudo tem.’ . Nós não temos mão de obra, não temos experiencia e acho que não temos sequer inteligência. Quanto a projetos é oque não falta. Fazem projetos pra tudo!! A maioria não serve pra nada. O número de projetos só perde para o números de planos. É um monte de ‘P’ + alguma coisa. . Esquece!! Não há condição de se construir nada ‘avançado’ por aqui a um preço razoável. Não existe esta de fazer planos milagrosos para alavancar a industria nacional. Tem um monte de… Read more »

pedro possa
Visitante

Souto,
Até onde sei o programa de modernização dos A-4 está bem atrasado sem contar as dificuldades da Embraer em executar o serviço, vale ressaltar que apenas 12 dos 23 A-4 poderam ser modernizados e voltar para o setor operativo.

.

Luiz monteiro,

“Quanto à sua última pergunto, não posso responder. Espero que entenda.”

Entendo perfeitamente cara só notei que o comentário era indevido depois de postar

.

Me corrigam se estiver errado mas vi na wikipedia que a F-100 custa 600 milhões se dólares.

Blind Mans Bluff
Visitante
Blind Mans Bluff

No final, o barato sempre sai caro.

robertobozzo
Visitante
robertobozzo

Não acho pertinente a comparação com a marinha chilena, são realidades operacionais e orçamentárias diferentes…. Hoje acredito que a MB deveria tentar devolver a operacionalidade alguns meios e comprar fragatas KD II com a construção de todas as unidades na Coréia mesmo; compra-se 6 unidades (com opção para mais 6), mais as CV03, e esta seria a espinha dorsal da MB… E aí parte-se para reais investimentos, a médio e longo prazo, para unidades nacionais (ou com o maior conteúdo nacional possível). Começamos com a construção de mais Amazonas, depois Tamandaré e, por fim, fragatas de um projeto conhecido (as… Read more »

Bardini
Visitante

Prezado LM, . É um prazer ler seus textos bem como seus esclarecimentos, mas gostaria de compartilhar uma linha de pensamento que tenho: . Como o senhor mesmo citou em seu texto, não é fácil encontrar meios atraentes para a compra de oportunidade, no entanto, não seria este o momento de costurarmos os holandeses para que nos liberem para compra a Van Speijk e a Van Amstel mediante a um contrato para fabricação de fragatas leve SIGMA? . Veja bem, planeja-se gastar inicialmente a cifra de U$ 1,8 Bi para tirar as Tamandarés do papel. É um valor demasiadamente alto,… Read more »

Juarez
Visitante
Juarez

Bardini, eu aprecio muito esta solução a “Holandesa”, apesar de que a propulsão destas fragatas usadas são RR Apey(vai começar tudo de novo), mas vá lá, melhor que as T 22 serão. Quanto as Sigma, acho também uma solução bastante interessante, um projeto limpo, modular e com escala de produção, agora capacitar o que aqui e quem ??? Resposta: Nas atuais CNTP ninguém, porque com nossa carga tributária em cascata, nossa legislação tabalhista esquizofrência e nossas academias e escolas técncias formando legiões de zumbis apertadores de botão e analfabetos funcionais nem a pau juvenal. O mesmo pensamento vale para o… Read more »

Francisco Rodrigues
Visitante
Francisco Rodrigues

O Japão não pode exportar material de guerra. O Brasil terá a oportunidade de adquirir as novas fragatas médias Sul coreanas FXX II a um preço acessível. Acho que para quem não constrói fragatas, adquirir fragatas com deslocamento de 6.000 tons não faz sentido. Isso é para quem tem de justificar aos cidadãos, os impostos pagos para manter a sua industria naval.

BJJ
Visitante
BJJ

Bardini

Levando por esta linha de pensamento que você levantou, teríamos também os coreanos como opção. Poderíamos, talvez (se eles aceitassem é claro), casar a compra de umas 4 Incheon novas (+/- U$ 1 bilhão) com as 3 KDX-I, que foram comissionadas a partir de 1998.

Com os navios construídos por lá, teríamos em poucos anos 4 escoltas novas, mais 3 com uns 20 anos de serviço pela frente.

fidalgo
Visitante

Pronto! já vi quem tem a melhor marinha da América do Sul! compras de oportunidade é verdade, mas têm… mais valia o Brasil ter feito o mesmo em vez de andar com manias de grandeza, será que ainda vão a tempo de fazer o mesmo? As F 100 eram uma excelente solução mas nesta conjuntura são impossíveis de comprar…

Um abraço

zeabelardo
Visitante

Felicito o autor pela clareza do artigo. Faço votos de sucesso ao CM que está conduzindo a marinha no meio dessa tormenta.

Marcos Siqueira
Visitante

Esqueçam isso de comprar vasos de estaleiros no exterior. Se forem comprar novos, certamente será para construir aqui por questões de empregabilidade e off-set. No melhor dos mundos, se contrataria um bom estaleiro (Damen =D) pra dar consultoria no desenvolvimento e construção das CV-03 para que tenham menos problemas qualitativos. Também será preciso rezar para estabilidade orçamentária.

Devido as condições geopolíticas e orçamentárias brazucas, insistir com o PROSUPER é delírio ufanista. 6-8 novas corvetas + NapLog já está bom de mais para nossa defesa naval na próxima década.

#AfundemOSaoPaulo

zeabelardo
Visitante

Acrescento a opção de escoltas novas e usadas da Coreia.

Morais
Visitante
Morais

A Argélia comprou a MEKO 200, projetadas pela TKMS e construídas num estaleiro escolhida pelo comprador, dois anos após a assinatura do contrato a primeira já estava flutuando.Seriam ideais ao invés das corvetas.Creio que seis unidades com mais seis opções poderiam mobiliara nossa marinha por muito tempo.

BrancoF-16
Visitante

Boa noite colegas, Em termos de exemplos a marinha do Brasil poderia olhar para Marinha do Chile e a Marinha da Espanha, tirar os bons exemplos e adaptar a sua realidade. A situação atual da marinha do Brasil é grave, ela ira ficar sem meios, isso é fato, não existem mais compras de oportunidades viáveis no mercado e não se terá a curto prazo, o que ela comprar, sera para continuar tendo algum navio que flutue e para que possa dizer que tem algo, e somente isso, nada mais. a MB se perdeu na virada do seculo, perdeu o bonde… Read more »

souto.
Visitante
souto.

Ate agora não sabemos se o ndcc Mattoso Maia vai dar baixa,se for vai fazer muita
falta,li no defesa brasil que o congresso dos EUA aprovou a transferência de 6 navios
classe AB,será que vira algo?simples depende go governo federal.

XO
Visitante
XO

Souto, nao acredito em AB nesta conjuntura atual… e o Mattoso deve ir mesmo neste ano… Abraço…

souto.
Visitante
souto.

Amigo XO dve vir pelo menos um NDD dos EUA para ficar no lugar do Ceara e do Mattoso?
sobre so Arleigt Burke eles podem vir através de leasing,a bronca é custo operacional de navios
desse.

XO
Visitante
XO

Souto, o Bahia vai suprir a baixa do Ceara e Mattoso… Sobre AB ou qualquer outro meio da US Navy, daria para saber aqui na CNBW… E por enquanto, nada no visual… Abraço…

souto.
Visitante
souto.

Obrigado XO mas no Brasil nada é impossível. o que se fala e para 2018,mas
a MB precisa de 4 escoltas urgente, quem sabe venha da Itália.

Dalton
Visitante

souto… independente do custo de adquirir e manter navios dos EUA não há nenhum disponível ! . No caso de navios anfíbios por exemplo, a US Navy precisa de no mínimo 33 e atualmente apenas 30 estão comissionados e só em 2019 a meta será alcançada. . No caso dos Arleigh Burkes a situação é a mesma já que todos são extremamente necessários para suprir a inevitável baixa dos cruzadores que deverá iniciar-se em 2020 e subsequente baixa dos Arleigh Burkes mais antigos para que a meta de 88 grandes combatentes de superfície seja sustentada. . Quando comparada as demais… Read more »

souto.
Visitante
souto.

Dalton concordo com voçe,mas segundo o CM a MB esta atenta para possíveis compras
de oportunidade,por ex; a Itália ofereceu 4 fragatas construídas na década de 90 que iriam
para o Iraque,voce sabe algo sobre isso??? obrigado.

souto.
Visitante
souto.

LM o submarino timbira encontra -se parado ou esta operativo??Fico triste em saber
que um pais continental como o Brasil so tem 5 submarinos.

Jose Souza
Visitante

creio que os russos …mostraram o “caminho” ..navio “pequeno”(1,500-1,800T) apto a lançar misseis de cruzeiro(Kalibr-NK)…. os EUA responderam … irão comprar 4000 Tomahawk nos próximos 5 anos… bem como 650 unidades do SM-6 interceptor.

souto.
Visitante
souto.

Alem disso a China aumentou seu poderio bélico,

Juliano
Visitante
Juliano

Do jeito que as coisas andam no Brasil, infelizmente o lado bom de nossas FFAA estarem banguelas é o de não dar idéia à nossa “gerenta inteligenta” como tiveram na Argentina qd as coisas desandaram e o regime estava pra implodir.

Juarez
Visitante
Juarez

________ tchê AB, NDD, blem, blem, blem, acordem Joses, o Brasil quebrou, não entenderam? Leiam a coluna do Empíricus . O Alm LM está passando um recado em código com está matéria aqui na trilogia, os mais calejados já copiaram a fonia, ou seja, não vai ter Prossuper, não vai ter Tamandaré antes de 2025 e olhe la, e por o que se tem para operar e o irrecuperaveis vão virar panela, como M Mai, Ceará, a última corveta Caboclo. Talvez com muita sorte uma compra de oportunidade de escolta, se pingar algum $$$$. O Prosub vai capenguear até 2022… Read more »

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Prezado Bardini,

Agradeço a consideração.

Sua sugestão é interessante. Receber navios por compra de oportunidade e garantir o contrato com empresas do país fornecedor de tais meios.

Existem três propostas neste mesmo sentido, mas, por enquanto, ainda propostas.

Abraços

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Prezado Francisco Rodrigues,

As empresas japonesas estão autorizadas a vender equipamentos militares para outros países.

Neste sentido, empresas japonesas participam da concorrência para escolha da nova classe de submarinos da Real Marinha Australiana.

Nada impediria, por exemplo, que a MHI/Mitsui concorresse no PROSUPER oferecendo como escolta os navios da Classe ‘Akizuki’.

Abraços