Submarinos na Guerra das Malvinas

Submarinos na Guerra das Malvinas

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Logo após a Argentina invadir a ilha Georgia do Sul no final de março de 1982 e ao mesmo tempo em que realizava a Operação Rosário no início de abril para tomar as ilhas Malvinas/Falklands, a Inglaterra despachou seus primeiros submarinos de ataque de propulsão nuclear para o Atlântico Sul, a fim de exercer uma zona de exclusão marítima (TEZ) de 200 milhas ao redor das ilhas.

Em 3 semanas os submarinos já estavam na área de operações, chegando muito antes que os outros navios, inclusive transportando forças especiais do SBS.

O primeiro submarino nuclear britânico despachado para as Malvinas foi o HMS Spartan, no dia 1 de abril, que partiu de Gibraltar, onde recebeu um recarregamento de torpedos.

De Faslane na Escócia partiram mais dois submarinos nucleares, o HMS Splendid e o HMS Conqueror. O HMS Splendid foi designado para caçar o porta-aviões argentino ARA 25 de Mayo.

Segundo o comandante do submarino, o porta-aviões argentino foi “sombreado” e esteve na mira do seu periscópio. Só não foi afundado porque não teve tempo suficiente para confirmar a posição do alvo em relação à zona de exclusão e obter autorização para o ataque e acabou perdendo o contato.

HMS-Conqueror-Falklands-War
HMS Conqueror

O submarino HMS Conqueror, que zarpou no dia 4 de abril, foi responsável pelo afundamento, no dia 2 de maio de 1982, do cruzador argentino ARA General Belgrano, que navegava fora da zona de exclusão marítima imposta por Londres.

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Mapa mostrando a zona de exclusão marítima e a localização do ARA Belgrano quando foi detectado pela primeira vez e depois afundado

O submarino argentino ARA San Luis, um IKL-209 de construção alemã, deu trabalho às forças britânicas, a ponto de estas esgotarem os estoques de armas antissubmarino em contatos falsos.

Mas o ARA San Luis não conseguiu realizar nenhum ataque bem-sucedido, por falhas nos torpedos.

O outro único submarino argentino operacional, o ARA Santa Fe da classe “Balao” da Segunda Guerra Mundial, foi atingido por forças britânicas na ilha Georgia do Sul e depois acabou afundando no cais.

San Luis saindo para patrulhar as Malvinas - foto ARA
ARA San Luis e o porta-aviões ARA 25 de Mayo ao fundo

41 COMMENTS

  1. Vale demais ler o “O Código das Profundezas” (Civilização Brasileira, 280 pgs.), do jornalista Roberto Lopes. Narra muito bem a força submarina argentina nesta guerra. é uns 40 reais o livro.

    Fora os links na matéria com a história do San Luis.

    Os tripulantes foram heróicos, quase kamikazes.

    Tiveram chances reais de afundar navios ingleses, mas os torpedos não estavam a fim de acertar o alvo.

    E os submarinos foram no sufoco.

    Obs.: Onde se acha material sobre os incidentes entre Argentina e Chile em 1976? Sei que submarinos deles quase atacaram.

  2. Olá Ednardo, não foram os torpedos que falharam, mas sim os argentinos que não souberam opera-los, conectando os cabos com os polos invertidos, o que alem de enlouquecer os torpedos, fazia o cabo arrebentar

  3. Um aspecto da guerra das Falklands que não é abordado: quais as medidas anti submarino tomadas pela Argentina, já que os submarinos britânicos agiram impunimente? Porque os CT que escoltavam o Belgrano não detectaram o Conqueror?

  4. Mahan, por incrível que possa parecer, o comandante do Conqueror disse que os sonares dos contratorpedeiros que escoltavam o Belgrano estavam desligados!

  5. “O outro único submarino argentino operacional, o ARA Santa Fe da classe “Balao” da Segunda Guerra Mundia […]”….putz!

  6. ja pensei em varias hipoteses para os sonares estarem desligados mais nenhuma faz sentido a unica q faz é q não se esperava submarinos naquelas regiões naquela época talvez devido as especulações internas na ara esperava-se que os submarinos estivessem mais distantes essa é a unica explicação “não esperavam submarinos operando naquela região naquele momento“; agradeço a todos q utilizam o termo falklands ao invés de “malvinas“ pois “malvinas“ não existem grato

  7. Sonares desligados, polos invertidos ….
    As Malvinas tinham que ser dos Ingleses mesmo.
    Pelo que vi no mapa o Belgrano estava fora da zona de exclusão,
    isso configura uma “quebra” na ética da guerra, se é que posso chamar assim ?
    Mais
    Reza a lenda que um torpedo já havia feito muitos estragos a velha Nau,
    mas ainda foram lançados mais dois torpedos mesmo com a tripulação
    abandonando o navio.
    É verdade ?

  8. Não é verdade sobre os inúmeros torpedos. Foi apenas um. De qualquer modo, mesmo estando fora da Zona de Exclusão Total ao redor das Falklands, os ingleses ainda advertiram via ONU, que belonaves argentinas fora da Zona de Exclusão poderiam ser atacadas caso fossem consideradas como oferecendo perigo à unidades inglesas, e o Belgrano se enquadrava nessa categoria.

  9. Carlos…

    o próprio comandante do “Belgrano” o saudoso Héctor Bonzo que tornou-se para mim um verdadeiro herói tão logo soube mais detalhes sobre ele, considerou o ataque britânico
    como justificável…segundo ele foi um ato de guerra e não um CRIME de guerra.
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    abraços

  10. Como sempre os Mentes Colonizadas aparecem, e sempre advogando para os Anglo/americanos ;se o ataque argentino as MALVINAS fosse realmente estudado e não feito para desvio de atenções do Povo argentino , provavelmente os argentinos estariam lá até hoje , alguns meses adiante os ingleses não teriam mais seus porta aviões , que tornaria muito difícil contra atacarem nas MALVINAS !!

  11. Os Britânicos avisaram através da ONU que belonaves argentinas que fossem consideradas como em posição em que pudessem fornecer risco à unidades inglesas, poderiam ser atacadas mesmo fora da Zona de Exclusão Total ao redor das Falklands, e portanto o ataque foi perfeitamente legítimo.
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    José Luiz Esposito, estranho você criticar as tais ‘mentes colonizadas’ se você está apoiando a colonização argentina de um povo que não é argentino, como periodicamente é verificado entre os Kepplers. Auto-determinação dos povos, saca? Não? Então vai estudar sobre isso. É fascinante.
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    De resto, sim, se os argentinos tivessem esperado e realmente se preparado para o que fizeram, provavelmente os ingleses, como eles mesmos dizem, seriam rechaçados.

  12. Desculpe a minha ignorância, sou de uma geração que era recém nascida durante essa guerra, mas porque as Malvinas é tão importante assim para os ingleses? pelo que leio, não tem muita coisa importante lá tirando a cultura da pesca e umas cabeças de gado, estrategicamente a Inglaterra tem lugares mais bem localizados. E será que guerra não jogou uma agua fria, para um futuro um acordo de devolução das Malvinas aos argentinos nos anos seguintes, assim como aconteceu com Hong Kong que foi devolvida a China?

  13. Fábio, não há tratados como havia em relação à Hong Kong. Ali trata-se pura e simplesmente do costume. Quem chegou lá e colonizou primeiro foi a Inglaterra e pronto. Agora se enquadra no princípio do ‘utis possidetis’ que prevê que o território ganho quando em conflito, fica com o vencedor, à menos que ocorra um tratado posterior sobre uma ‘devolução’ (que não é o termo correto, porque o território não era Argentino). Mesmo assim, os moradores do local, povo com características, cultura e história própria, se consideram ingleses.
    .
    As Falklands serviram como ponto de abastecimento para navios da Royal Navy durante as duas Guerras Mundiais, inclusive com Batalhas ocorrendo ao seu redor durante a Primeira Guerra Mundial quando um esquadrão de navios alemães tentou atacar a estação reabastecedora britânica e foram por sua vez atacados, terminando com vitória inglesa.
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    A questão de sua importância tem mais a ver com manutenção da soberania territorial do que qualquer lucro econômico em si. Se os Britânicos ignorassem uma invasão de um de seus territórios, abriria à interpretação de que eles não teriam poderio ou mesmo vontade de defender outros territórios contra inimigos mais poderosos, ainda mais em um Mundo que estava em momento delicado da Guerra Fria. A verdade é que se uma nação abrir um pequeno precedente para a quebra de soberania, as repercussões diplomáticas/geopolíticas são simplesmente imensas. São conceitos e princípios internacionais importantes demais para se varrer para debaixo do tapete.

  14. Fábio…

    acima de tudo, há cidadãos britânicos vivendo lá que não queriam e continuam não querendo virar cidadãos argentinos e agora depois de mais de duas centenas de mortos e centenas mais
    de feridos, alguns que carregarão para o resto de suas vidas suas cicatrizes há um motivo a
    mais para garantir às Falklands.
    .
    Quanto a Hong Kong, por razões óbvias, eram chineses vivendo lá e os britânicos tinham
    obrigação de “devolve-la” à China após um período de 99 anos que efetivamente terminou em 1997.

  15. Há muito sobre a posse das Falklnds/Malvinas. Quem tem terras que se “projetam” sobre o continente antártico, riquíssimo, tem melhores condições de explora-lo, além disso, aquele arquipélago, fecha uma arco de projeção sobre o Atlântico e África. Ainda, há muito petróleo próximo às ilhas, e o controle que se tem entre o encontro entre Pacífico e Atlântico.
    A Argentina entende que deve possuir as Malvinas, porque entendem que aquelas ilhas fazem parte do que era toda aquela colônia espanhola, mais ou menos pelo motivo que Fernando de Noronha é brasileiro. A Inglaterra entende que as Falklands são deles, porque a Espanha abriu mão de sua soberania sobre as ilhas, cuja qual a Inglaterra tinha aceitado. Mas como a Espanha abriu a mão das ilhas, a Inglaterra que era quem disputava entendeu então que era dela.
    Qual o problema? A Inglaterra a povoou e a Argentina não….
    Sendo assim, os acordos e as leis internacionais entendem que as Falklands são inglesas, porque os Kelpers assim quiseram, baseados na autodeterminação dos povos.
    Moralmente, tendo a aceitar mais que sejam Argentinas, pois a base do interesse inglês é colonialista, com todos os aspectos que uma colônia pode trazer. E para os Argentinos são seu chão.
    Mas, como moralidade para assuntos internacionais é apenas um pano de fundo e agora, já há um povo propriamente regional, basta sossegar com o que está.

  16. Agnelo, respeito sua posição, claro, mas seus motivos morais não fazem muito sentido, por exemplo: ‘a base do interesse inglês é colonialista, com todos os aspectos que uma colônia pode trazer.’
    .
    Isso não está bem claro. Afinal de contas, não há população nativa na ilha. Não haviam índios nas ilhas quando os Europeus chegaram, portanto ninguém foi usurpado. A colonização, ou seja, a ocupação das ilhas foi feita pelos ingleses e assim prosperaram. Eles tem economia própria, altíssimo índice de desenvolvimento humano e não se sentem minimamente explorados pelo Império Britânico. Não há um pacto colonial entre colônia e metrópole. As Falklands são livres para comercializarem com quaisquer outro país.
    .
    Ao passo que a Argentina quer o controle das ilhas por alegarem ser território deles quando da independência da Espanha. Querem o controle das ilhas e de seus habitantes? Tentaram fazer isso à força e perderam? Olha, eu acho que os papéis é que estão invertidos, pois na prática é a Argentina que quer ir contra a autodeterminação dos povos, é a Argentina que quer usurpar o poder e o território já estabelecido e desenvolvido por outro e é a Argentina, que está mal das pernas na economia, que vai taxar a população das ilhas, ironicamente.
    .
    Então há muito o que se pensar sobre o que levou ao status atual das ilhas, mas exatamente por ser membro da ONU e portanto signatária dos tratados que ditam os preceitos básicos daquela instituição, a Argentina agiu de maneira totalmente ilegal e ilegítima e para todos os efeitos de acordo com o direito internacional a Argentina não tem mais direito algum de clamar pela soberania sobre as ilhas.
    .
    Claro que ela é livre para tentar novamente usando de força, mas acho que não vão ter condições de fazer isso tão cedo.

  17. Infelizmente o ranço argentino causa desconfiança da OTAN para com toda a região.
    Como bem lembrado pelo Carlos Alberto Soares:
    Carlos Alberto Soares-Israel 4 de outubro de 2016 at 19:25
    http://www.aereo.jor.br/2016/10/04/o-poder-aereo-argentino-na-guerra-das-malvinas/#li-comment-376960
    O Brasil foi muito respeitado durante a Guerra das Malvinas.
    A postura dos governos militares pós 1964 não eram nem um pouco direitista. Era nacionalista e estatizante; muitas vezes ufanista, anti status quo e megalomaníaca. Embora muitas das megalomanias tenham sido realizadas e o Brasil tenha deixado de ser mato naquele período, os governos militares eram – no campo econômico – muito parecidos com as ditaduras de esquerda que haviam pelo mundo. No campo social, mais especificamente no moral, eram conservadores. E só esse último aspecto é levado em conta quanto querem rotular os governos militares como de direita…mas esse é outro assunto.

    Uma Argentina forte representa perigo para as Falklands e, consequentemente, para a Grã-Bretanha. Ela é o ponto fraco da América do Sul.
    Associações entre a Argentina e desafetos de Washington são frequentes e, se o Macri não for forte o suficiente para desfazer esse caminho, garanto que a Kate Middleton será a próxima entusiasta do carnaval brasileiro nas próximas décadas.

    Save Ferris!

  18. Leandro
    Sem dúvida o que vale é o que está escrito. É a população q prosperou ali, q são colonizadores de povoamento tem seus direitos. Hoje a Argentina fica sim com a “cara” de imperialista, por querer se apropriar de um local com um povo q não a quer.
    O que eu quero dizer é que o interesse da Inglaterra não é apoiar um lugar feliz com pessoas felizes. É projetar poder sobre Atlântico, África, Sul da América, entrada do Pacífico e Antártica.

  19. Agnelo, mas se eles quisessem projetar poder sobre o Atlântico, África, América do Sul, Antártica e entrada do Pacífico, eles teriam feito grandes bases nas ilhas a muito tempo. O que eles fizeram foi apenas fazer estação de reabastecimento de carvão quando do advento dos navios à vapor, e tudo cresceu mais ou menos à partir daí. Durante a Primeira Guerra Mundial, o local seria atacado por um esquadrão alemão, que teve a infelicidade de encontrar um esquadrão inglês com belonaves superiores reabastecendo e houve confronto.
    .
    Durante a Guerra Fria não houve aumento, de fato, a guarnição de Fuzileiros Reais nas Falklands era mínima, com apenas 50 homens, com pouco equipamento e uns jipes, mas nem mesmo um helicóptero ou alguma embarcação para patrulha. Portanto, se quisessem projetar poder à partir dali, provavelmente teriam construído o complexo que existe hoje, por exemplo, que foi apenas construído por causa da agressão Argentina.
    .
    Sem contrar que, nos dias atuais, com o advento dos SSBN’s, fica mais fácil projetar poder para qualquer lugar que tenha costa.
    .
    Ao mesmo tempo, se a Argentina tivesse o controle definitivo das ilhas, mesmo sem a ameaça inglesa, será que eles não construiriam uma base militar por lá? Temos uma base militar e pista de pouso de onde operar aeronaves militares em Fernando de Noronha, por exemplo? Projeta-se poder para N motivos, inclusive para defesa, mas garanto que o Reino Unido não está em condições de projetar poder pelo simples fato de fazê-lo, ou por motivos colonizadores ou para suprimir qualquer tipo de atividade independente sul-americana ou africana.

  20. as falklands tem 98,8% da população q quer ser inglesa querem ter uma rainha e serem parte do reino…a vontade de um país não pode se impor perante a vontade de uma população soberana e oposta culturalmente a este….

  21. Reinaldo Deprera 8 de outubro de 2016 at 15:49

    Existe intervencionismo estatal e nacionalismo em ambos os lados (esquerda e direita). Vc chamaria Vargas de um governo de esquerda, por exemplo, por ele ser nacionalista e defensor de um estado interventor ou mesmo Hitler? O que normalmente leva a categorizar como esquerda ou direita é a questão das relações de produção e de divisão das riquezas, além de, em certa medida, o que colocou sobre as questões sociais. O próprio recurso a um governo ditatorial esta previsto tanto em algumas ideologias de direita quanto de esquerda. As ditaduras brasileiras (1937-1945 e depois 1964-1985) se colocaram contra as ideologias de esquerda, tanto as moderadas quanto as radicais, não por serem “um grupo concorrente” simplesmente, mas por serem completamente contra a visão q essas ideologias tinham sobre o uso e divisão das riquezas nacionais (mesmo q muitas vezes na prática a divisão das riquezas nao tivesse ocorrido nos ditos “países comunistas”, contudo, uma “revolução de esquerda” retiraria o poder político e econômico dos grupos hegemônicos então estabelecidos).

  22. Leandro
    Concordo em parte com vc.
    Não q deveríamos achar o Inglaterra um inimigo, longe disso.
    Mas, como é sabido, em defesa e relações internacionais não há amigos, somente interesses que podem ser conciliados.
    Embora a Inglaterra, com a qual temos boas relações, não possua grandes bases na região, ela pode vir a ter.
    No entorno estratégico do Brasil, quatro das principais potências tem bases e/ou relações militares.
    A Rússia tem relações com Cuba, Venezuela e Angola, além de Peru. E como herdeira da ex-URSS, sabe lá mais o q…
    Inglaterra tem esse arco descendo pelo Atlântico Sul.
    EUA tem bases e Forças de Ação Rápidas para atuar na região, além da presença de SOF em Colômbia, Panamá etc. Fora bases construídas e não ocupadas em um arco envolvente na Amazônia Legal.
    A França tem

  23. A França tem a Guiana Francesa e um acordo de defesa com o Uruguai, o que dá certa capacidade de ser presente na foz do Amazonas e do Prata. Quem controla a foz do rio, controla o rio. Rios estes q adentram fundo no território da AS.
    Não q temos inimigos, mas devemos estar atentos.

  24. Agnelo, isso é absolutamente certo, e com certeza precisamos ficar sempre atentos para tudo. “O preço da paz é a eterna vigilância,” correto?
    .
    A aquisição do Acre se deu muito para evitar ingerência estrangeira na América do Sul. Uma decisão acertada de nossa parte, na época em que o Itamaraty ainda pensava direito.

  25. Agnelo…

    se você me permite um aparte…a Royal Navy por exemplo não é nem de longe o que ela já foi
    e jamais voltará a ser, não a toa, eles fortificaram às Falklands porque sabem que uma retomada seria impossível e apostaram na dissuasão,eles mal conseguem enviar uma mísera fragata aqui para o sul em uma missão que eles chamam garbosamente de “Atlantic Patrol Tasking South” e que compreende também à África.
    .
    Muitos acham que a Royal Navy está em uma fase de crescimento por conta dos 2 NAes que
    estão em construção, mas, na verdade eles estão tentando readquirir parte de uma capacidade perdida…já que apenas um estará “sempre” disponível , operando de uma forma não muito clássica, já que funcionarão como grandes bases moveis para apoiar operações anfíbias
    operando com os aliados da OTAN e descomissionando o HMS Ocean tão logo o futuro HMS Queen Elizabeth esteja operacional.
    .
    A ideia de que o Brasil é um país cercado, é válida para muitas outras nações também e as potências que você citou e alguns incluem a China , possuem outras preocupações e não consigo imaginar uma mudança a médio prazo como o abandono de outras áreas e o convergmento de forças para intimidar o Brasil.
    .
    Como o Leandro escreveu acima, ” devemos estar atentos”, mas, sem exageros, por que se o
    que alguns profetizam acontecer o Brasil precisará muito mais do que um esquadrão de SSNs.
    .
    abraços

  26. Com relação a soberania sobre as ilhas os advogados da Argentina usam a proximidade e a história de ocupação, se bem que este último argumento um tanto quanto distorcido. Os defensores da Inglaterra usam, a meu ver, mais propriamente a história da ocupação e a autodeterminação dos povos. O uso de Falklands ou Malvinas é irrelevante, visto que países e regiões são nominados de forma diferente em diversos idiomas, quer em disputa ou não. A ditadura argentina nos seus estertores finais usou a dominação do arquipélago por meios militares para suscitar uma unidade nacional, mudar o foco e explorar o patriotismo exemplar de nossos hermanos. A grande lástima foram as perdas de vidas e a conclusão que dificilmente as ilhas serão argentinas, quer pelo Direito Internacional, poder militar ou vontade dos habitantes, visto as enormes diferenças culturais (o que pesa muito, visto a malograda tentativa de transformar o Uruguai em província do Império Brasileiro) e econômicas.

  27. “Como o Leandro escreveu acima, ” devemos estar atentos”, mas, sem exageros, por que se o
    que alguns profetizam acontecer o Brasil precisará muito mais do que um esquadrão de SSNs.”….perfeitamente, Dalton!

  28. Dalton
    Realmente que a RN não é a mesma há muito.
    Na própria guerra q estamos conversando mostra isso.
    Se eles tivessem o Sea King AEW, muitas perdas seriam evitadas, provavelmente.
    Imagine se tivessem ainda um NAe com o F-4, o Buccaner e Anv AEW!!!
    Abc

  29. Realmente os submarinos foram itens importantes como projeção de força, mas as limitações inglesas no quesito porta-aviões quase pendeu a fortuna da guerra para os argentinos. O navio-aeródromo é visto por muitos como um grande alvo móvel, mas se bem equipado defensivamente e com uma equipagem de escolta convincente faz muito diferença no quadro de guerra (O que o NAe São Paulo não consegue ser).

  30. É a dura realidade do ter ou comprar não significar poder operar…..os Argies sentiram isto na pele….com o PA deles.

    G abraço

  31. Isso. Só não sei se o Ark Royal especificamente, pois não sei as condições de sua baixa. Talvez um novo.
    Quanto aos argentinos, se tivessem agido de forma mais profissional, com um comando único e integrado, com mais Art, AAAe, Eng e suprimentos na ilha, além de tropas profissionais, teria ajudado muito.
    Além disso, creio q uma pista melhor, se fosse possível, de forma q a aviação argentina com A-4, Mirage e SE na ilha deixaria a frota inglesa com um problemão. Os Sub mais preparados então, nem se fala, mas isso é uma viagem na maionese….
    Dentro da lambança q foi feita pela Argentina, uma coisa poderia ter feito muita diferença:
    Foco nos navios transporte de tropa e não nas escoltas e NAe. Se metade dos acertos fossem nestes navios, o desembarque seria inviável.
    No fundo, foi uma soma de profissionalismo e sorte por parte dos ingleses, e amadorismo e azar por parte dos argentinos.

  32. Olá Fábio Macedo,
    Sou leigo em assuntos militares mas conheço um pouco os Britânicos, HOJE eles são diferentes que na época (as pessoas mudam), mas a pouco tempo decidiram sair da UE, existem dezenas de explicações (principalmente em relação a imigração) mas isto demonstra bem como eles são. Orgulhosos de serem Ingleses….
    Dito isto, na minha opinião, eles desceram para reconquistar as Malvinas por dois grandes motivos:
    1-) Quando a Argentina invadiu as Falklands os mesmos deram um tapa na cara dos Britânicos, mexeram no brio, orgulho deles, não acredite que eles gastaram bilhões de Libras para defender um bando de Kelpers. Uma guerra é morte e destruição MAS acima de tudo uma empreitada cara. Não vieram por causa dos recursos naturais nem de uma possível posição estratégica (a ilha de Ascensão este sim é valioso) das Falklands ou das ilhas George do Sul. O General Figueiredo disse algo do tipo, os Ingleses vem a nado para recuperar as ilhas.
    2- Se a coisa estava muito ruim para a junta militar Argentinas a situação da Margaret Tatcher também não era dos melhores, ela capitalizou o conflito, uniu o povo.

    Os Ingleses irão abrir a mão das ilhas? De repente, mas a médio prazo, quando uma geração que não tinha nascido na epoca entrar no poder. A Argentina poderia ter negociado com a Inglaterra? creio que sim, como eu escrevi, guerra é cara, Ingleses são antes de mais nada pragmáticos.
    Os Ingleses fariam o mesmo novamente? Sinceramente acho que sim, a Inglaterra hoje não é tão poderosa quando naquela época MAS o Argentinos de hoje não são nem a sombra do que já foram.

  33. Agnelo…mais como curiosidade mesmo…

    Ark Royal IV foi um dos meus navios favoritos até comprei muitos anos atrás o livro “Britains Greatest Warship” de Richard Johnstone e uma das coisas que mais chamou minha atenção é que o irmão dele o “Eagle”ligeiramente mais antigo era considerado mecanicamente muito mais confiável que o “Ark” e tinha um “radar” muito melhor , porém o Ark é que passou por uma reforma que o permitiria operar com o “Phanton” …se o “”Eagle” tivesse sido escolhido para operar o “Phanton” ele poderia ter permanecido em serviço até o fim dos anos 80.
    .
    Independente do “Ark” não estar lá em boas condições em 1978 quando foi descomissionado
    já em 1970 quando ele emergiu da modernização que o permitiu operar com o “Phanton” o
    futuro dele já era incerto pois à aviação de asa fixa da Royal Navy já estava sob sentença de
    morte.
    .
    Em 1982 quando os argentinos tomaram as Falklands era tarde demais para o “Ark” que já
    encontrava-se em avançado estágio de sucateamento.
    .
    abs

  34. A Argentina perderia de qualquer maneira, a partir do momento que a RN zarpou.
    O UK não mediria esforços pra reconquistar as ilhas, mesmo que significasse atacar território continental.
    O orgulha nacional e a reeleição de Margie Tatcher estavam em jogo.
    .
    E enquanto a Argentina não renunciar às Falklands/Malvinas não vai sair do atoleiro.

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